Aos dois anos as crianças quase não falam.
Aos três quase nunca se calam.

Aos dois anos as crianças choram.
Aos três fazem birras tão grandes que parecem possuídos.

Aos dois anos as crianças comem tudo o que lhes dermos, e ainda comem do chão se for preciso.
Aos três só gostam de dois alimentos, e um deles é queijo.

Aos dois anos o banho é um evento de 10 minutos, e o resultado é uma criança limpa.
Aos três os banhos levam mais de 20 minutos, e o resultado é a mãe encharcada, a casa de banho inundada, e 16 toalhas usada.

Aos dois anos as crianças usam fraldas.
Aos três o nosso mundo gira à volta das bexigas e intestinos deles.

Aos dois anos as crianças distraem-se com uma caixa de pastilhas elásticas na mercearia.
Aos três querem escolher as frutas e legumes que vamos comprar.

Aos dois anos escolhemos a roupa e vestimo-los. Ficam queridos que fartam.
Aos três as crianças insistem em vestir-se sozinhos e querem sair de casa com outfits indescritíveis.

Aos dois anos as crianças não gostam de se sujar.
Aos três a sujidade cresce com eles.

Aos dois anos podemos ajudá-los com as suas tarefas, poupando milhares de biliões de minutos na nossa vida.
Aos três querem fazer tudo sozinhos e demoram uma E-TER-NI-DA-DE!

Aos dois anos  a manipulação é a última coisa nas suas mentes.
Aos três três anos eles fazem de nós gato-sapato. E sabem-no!

 

por Jill Smokler, Scary Mommy,
tradução autorizado para 
Up To Lisbon Kids

imagem Jill Greenberg

 

Se há coisa que os miúdos fazem quando começam a falar é improvisar, inventar ou até mesmo assassinar palavras. Muitos começam por não dizer os r’s, outros não dizem os l’s, mas a melodias e forma de falar tem pontos comuns a todas as crianças, o que faz com que consigamos reconhecer a chamada linguagem de bebés.

Nós pais, enquanto educadores, vamos corrigindo as palavras de forma a aperfeiçoar a fala dos nossos filhos: “não é cloquete, é cróquete, Crrrrrrróóóquete“, dizia uma mãe há dias num corredor de supermercado, “não há meio de aprenderes”.
A verdade é que há letras que se aprendem apenas com determinadas idades, por isso é bom corrigir, mas sem grandes exageros. Lembre-se que depois de aprender a falar correctamente, nunca mais vai ouvir o seu filho a pronunciar de forma atabalhoada a palavra “Frigorífico”, por exemplo.

Depois há aquela palavra, que cada criança inventa a sua, que os pais não têm vontade de corrigir porque é simplesmente deliciosa.

Estas são apenas alguns exemplos de palavras deturpadas pelas crianças, e partilhadas pelas suas mães.

giraça

banhode imersão

biberon

bicicleta

broculos

computador

ferrugento

pipoca

spiderman_45

tiranossauro

canetas

aeroom