Para todos os homens a quem alguém chama de Pai

Hoje, é um dia especial.
Celebra-se o dia do pai, o dia de todos os pais. O dia em que paramos para pensar na importância de um pai na vida de um filho. De um avô, na vida dos netos. De um padrasto, na vida dos enteados.

Felicito todos os pais, mais recentes ou mais experientes, biológicos ou adotivos, heteros ou gays de todos os cantos do mundo.

Os pais que passaram noites a pé, que aprenderam a dar biberons e à temperatura certa, que mudam uma fralda com uma perna às costas (embora não gostem… também, quem é que gosta?), que levam e trazem os filhos ou netos da escola, que estão lá hoje, a celebrar o dia com eles. Alguns a correr de escola em escola, ou de sala em sala para festejar com cada filho que têm.

Os pais que acolhem, tratam e amam os filhos das suas mulheres como se fossem seus.

Os pais que se lembram de trazer cromos da papelaria quando fazem o euro milhões (porque os pais gostam de jogar na Santa-Casa).

Os pais que levam os filhos às atividades, só porque gostam de vê-los a praticar desporto, que fazem corridas com ele sem nunca os deixar ganhar, porque a competitividade aprende-se.

Os pais que vão deitar os filhos e adormecem com eles.

Os pais que penteiam as filhas,  lhes que põem o gancho no cabelo, e as tratam como princesas.

Os pais que realmente ensinam os filhos a andar de bicicleta, e jogam à bola com eles no jardim.

Os pais que falam com os professores sobre o desempenho dos filhos sempre que os encontram, só para garantir que está tudo bem.

Os pais que levam os filhos à discoteca pela primeira vez e ficam a dormir no carro, porque no fundo não querem sair dali…pode ser precisa alguma coisa.

Os pais que dão conselhos sobre os primeiros namoros, sem se intrometerem demais.

Os pais que continuam a tratar as filhas como princesas depois da adolescência, porque para eles, a filha será sempre a sua menina.

Os pais que sentem cada desgosto dos filhos como um murro no estômago e cada alegria como uma vitória sua.

Os pais da minha vida: o Pai dos meus filhos.
E o meu Pai. Mais que um Pai, mais que um Herói, um Pai Super-Herói.

imagens @Andry Shango |imagem capa @beckyearlphotography

Por regra, assim que um casal engravida do primeiro filho, surgem as questões das preferências de género, e com isso os argumentos que defendem o porquê da escolha do rapaz ou da rapariga. Na verdade o que queremos é que eles sejam saudáveis, mas existir uma preferência faz parte das expectativas e da excitação de vir a ser mãe e pai.

Se for uma rapariga o pai (embora a criança ainda esteja em fase de gestação) começa de imediato a preocupar-se e a pré-ocupar-se com pensamentos sobre, como será quando a sua menina trouxer o primeiro namorado para casa.

O psicólogo Dr. Kelly Flanagan, deixa-nos uma carta para a sua filha relativamente ao seu futuro marido, que pretende que todas as raparigas e rapazes possíveis futuros maridos de alguém leiam, na esperança de que reflitam sobre este tema.

«Minha querida,

Há dias eu e mãe estávamos a fazer uma pesquisa na net, e enquanto escrevíamos no motor de busca, o Google mostrou uma lista das frases mais procuradas do mundo. No topo da lista estava “Como mantê-lo interessado?”

Fiquei incrédulo. Comecei a desbravar inúmeros artigos sobre “como ser sexy e sexual,” “quando levar-lhe uma cerveja vs uma sandwich”, e “quais as maneiras de fazê-lo sentir-se inteligente e superior”.

Senti-me irritado..

Minha querida, não é, nunca foi, e nunca será uma tarefa tua “mantê-lo interessado.”

A tua única tarefa é saberes no fundo da tua alma que tu és digna de interesse. (Se te conseguires lembrar que todas as outras pessoas também são dignas de interesse, as batalhas na tua vida estarão praticamente ganhas. Mas isso é conversa para outra carta)

Se confiares no teu valor, vais ser uma pessoa atraente no mais importante sentido da palavra: vais atrair um rapaz interessante e que vai querer passar a sua vida a investir no aumento do seu interesse por ti.

Minha querida, eu vou falar-te desse rapaz. O tal que nunca vais precisar de o “manter interessado”, porque ele sabe que tu és interessante, e ele vai manter-se interessado.

  • Não importa que ponha os cotovelos na mesa – desde que ponha os olhos na forma como o teu nariz se enruga quando te ris. E que não consiga parar de admirar-te.
  • Não importa que não possa jogar golfe comigo – desde que brinque com os vossos futuros filhos, e que te reveja neles, quer nas suas saídas brilhantes quer nas suas frustrações.
  • Não importa que não seja muito ambicioso, desde que siga sempre o seu coração, e que o leve sempre de volta para ti.
  • Não importa que não seja um homem forte, desde que te dê espaço para usares a força do teu coração.
  • Não importa nada quais as suas convicções políticas, desde que todas as manhãs ao acordar te escolha como dona do seu coração.
  • Não importa qual o tom de pele dele – desde que pinte a tela das vossas vidas com pincéis de paciência, sacrifício, vulnerabilidade e ternura.
  • Não importa se é católico, budista ou ateu – desde que tenha sido criado para valorizar o sagrado, e que como sagrado considere cada momento da vida que passa contigo, e que passam em família.

E por fim, minha querida, se conheceres um homem que reúna estas características, mas que não tenha nada em comum comigo, não te preocupes, pois teremos sempre a coisa mais importante do mundo a ligar-nos:

Temos-te a ti.

Porque no fim, minha querida, a única coisa que deves fazer para “mantê-lo interessado”, é seres tu própria.

do teu, eternamente interessado em ti,
Pai.»

 

Crédito carta@ UnTangled

Imagem@popphoto

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