Uma boa mãe ama os seus filhos

Uma boa mãe amamenta – por seis dias, seis semanas, seis meses, ou seis anos, porque sabe que é o melhor, porque é natural, porque tem apoio, porque pode e consegue, porque é mais fácil, porque na verdade ninguém tem nada a ver com isso.

Uma boa mãe dá suplemento raramente, ou dá de vez em quando ou dá sempre, porque tem que ser, porque não têm apoio à amamentação, porque tem apoio mas não consegue amamentar,  porque é mais fácil, porque a bomba não vai fazer o que é suposto , porque na verdade ninguém tem nada a ver com isso.

Uma boa mãe consome produtos biológicos porque pode, porque quer, porque tem canas de pesca, porque os filhos gostam e vão mesmo comê-los, porque não têm outra opção, ou talvez tenha.

Uma boa mãe trabalha fora de casa porque tem de ser, porque quer, porque gosta, porque quer ensinar aos filhos que a mulher tem um papel activo no mundo do trabalho, porque é a melhor escolha para a sua família.

Uma boa mãe fica em casa com os filhos porque tem de ser, porque quer, porque gosta, porque quer ensinar aos filhos que a maternidade pode ser um trabalho a tempo inteiro sem culpas nem desculpas, porque é a melhor escolha para a sua família.

Uma boa mãe faz bolinhos. Uma boa mãe não faz bolinhos. Uma boa mãe tenta fazer bolinhos e faz discos de hockey no gelo.

Uma boa mãe planta um jardim orgânico, e tem uma casa imaculada. Uma boa mãe planta-se na sala a dobrar meias, e tem pelo menos um desenho rabiscado na parede.

Uma boa mãe nunca grita com os filhos. Uma boa mãe grita com os filhos e de seguida pede desculpas por ter perdido a paciência. Uma boa mãe grita com os filhos e não pede desculpas, porque de vez em quando as crianças precisam de saber que passaram dos limites.

Uma boa mãe sabe quando precisa de descansar, e descansa.  Uma boa mãe sabe quando precisa de descansar mas nem sempre o pode fazer. Uma boa mãe nem sempre se apercebe que precisa de descansar, e depois dá consigo a fazer ou dizer coisas que todas as boas mães fazem e dizem quando estão cansadas demais para pensar e agir em condições.

Uma boa mãe vai a todas as festas da escola. Uma boa mãe às vezes não pode ir às festas da escola. Uma boa mãe tenta compensar quando não vai às festas da escola.

Uma boa mãe toma conta dos seus filhos. Uma boa mãe por vezes não pode tomar conta dos seus filhos. Uma boa mãe pede ajuda. Uma boa mãe, às vezes não tem quem a ajude.

Uma boa mãe, por vezes, escolhe dar um filho, por mais que o seu coração morra para sempre, porque é a única solução que existe.

Uma boa mãe erra. Uma boa mãe ajuda outra mãe quando erra. Uma boa mãe, por vezes, não se lembra de ajudar outra mãe quando a vê errar.

Uma boa mãe perdoa.

Uma boa mãe preocupa-se.

Uma boa mãe tenta ser uma boa mãe.

Uma boa mãe ama os seus filhos.

 

Por Annie Reneau para Scary Mommy, autorizado, traduzido e adaptado por e para Up To Kids®

A verdade sobre ter um terceiro filho

O primeiro filho

Quando temos o primeiro filho, sentimo-nos o centro do universo: nunca ninguém teve um bebé antes, e este é o evento mais importante na história do mundo.

Somos capazes de dormir uma sesta todas as tardes e passeamos orgulhosas de mão na barriga à espera do grande dia! Sentimo-nos calmas e estamos sempre a rir. Adoramos as más disposições de grávida porque é sinal de que o bebé está a crescer. Fazemos uma alimentação saudável, de preferência com produtos biológicos, tomamos as vitaminas todas e não bebemos álcool. Estamos informadas e avisadas. As pessoas fazem questão de nos contar as suas histórias sinistras de partos complicados. O nosso Obstetra fala connosco e seguimos os seus conselhos religiosamente.

A verdade sobre ter o terceiro filho

As pessoas desdobram-se para ajudar nas compras, dão-nos as roupas dos seus filhos que já não vão usar. E ficam, realmente, entusiasmadas com a tua gravidez. Todos querem tocar-nos na barriga. E perguntam-nos, onde quer que vamos “É o primeiro?” Quando dizemos que Sim recebemos um grande e caloroso sorriso de boas vindas a este mundo novo da maternidade. Dizem-nos que vai ser a melhor coisa que já nos aconteceu na vida. E nós acreditamos.

Devoramos toda a literatura da especialidade, assinamos a “Pais e Filhos” e outras revistas on line.

Montamos o quarto do bebé, planeamos como vai ficar, pintamos ou colocamos papel nas paredes. Passamos horas a investigar qual a melhor espreguiçadeira baloiço, o melhor sling e os melhores arneses. Protegemos todas as tomadas e esquinas da casa, mudamos os detergentes para um armário mais alto e que, para abrir a porta, é necessário inserir um código de 8 dígitos.

Cortamos cuidadosamente as etiquetas da roupa do bebé, e lavamos tudo duas vezes com um detergente super-XPTO orgânico, amigo do ambiente, e especial para a pele dos bebés.

O meu filho não vai usar chucha, não vai chupar no dedo, vai mamar para sempre.

Vou virá-lo todas as noites para não ficar com a cabeça achatada. Não vai assistir televisão até aos 8 anos, nunca vai ter telemóvel, nem piercings, e nunca vou deixar entrar brinquedos ou roupa dos desenhos da televisão em minha casa, como o Ruca ou a Dora.

A verdade sobre ter o terceiro filho

O segundo filho

Quando engravidamos do segundo filho, o mais velho é o centro do universo. Já nos esquecemos de todas as coisas de bebé, e só podemos gozar a gravidez à noite, quando o primogénito está a dormir.

Nunca mais dormimos durante o dia, porque o mais velho já deixou a sesta. Quando entramos no 2ª trimestre de gravidez parece que estamos grávidas de 6 meses. Sentimo-nos stressadas e gritamos muito. Adoramos as más disposições de grávida porque são um bom motivo para descansarmos um bocadinho. Comemos os restos do prato do primeiro filho, tentamos não beber álcool, e às vezes, lembramo-nos de tomar as vitaminas.

Ficamos saturadas com a informação e os conselhos.

As pessoas fazem questão de nos contar as suas histórias sinistras sobre os filhos mais velhos que fazem mal aos bebés. Esquecemo-nos de metade dos conselhos do nosso Obstetra.

Os amigos que já não querem ter mais filhos começam a “despejar”, em nossa casa, as coisas  de que já não precisam. Quer precisemos ou não. Todos querem tocar-nos na barriga. E perguntam-nos, onde quer que vamos, “É o primeiro?” Quando dizemos que Não, afastam-se com um ar desapontado…

Vamos buscar a literatura da especialidade, mas arrastamo-la por semanas sem sequer conseguir dar-lhe uma vista de olhos.

Recomeçamos a ler a Pais e Filhos, mas agora interessamo-nos por outros tópicos, tais como facilitar a adaptação do irmão ao bebé que vai nascer. “Expulsamos” o mais velho da cama de grades, sem cerimónia, e dizemos-lhe que agora é um crescido e, por isso, vai dormir numa cama de crescidos. Fazemos a “reciclagem” dos brinquedos de bebé para perceber os que ainda dão para aproveitar, lavamos os lençóis do berço, compramos uns autocolantes de parede e um par de fraldas de recém-nascidos. Está feito o quarto do bebé.

Olhamos para as espreguiçadeiras-baloiço, os slings e arneses, e questionamo-nos se vale a pena tirar aquilo da garagem.

O nosso filho mais velho já retirou todas as protecções das tomadas da casa e continua vivo, por isso não as repomos. Os detergentes estão debaixo do lavatório com um fecho anti-crianças.

Lavamos as roupas de bebé com detergente normal. Compramos um conjunto de bodies e deixamos perto do berço. De certeza que vai dar jeito. Eles só vão assistir à TV quando estivermos muito cansadas, resmungonas, ou a fazer o jantar. Eles só vão ter uma consola quando tiverem 3 anos. Nunca vão ter piercings. O Ruca e a Dora já fazem parte la de casa.

Já esquecemos tudo sobre planos de nascimento, e estamos ansiosas por aqueles 3 dias no hospital para fugir ao caos de nossa casa. Vai saber bem o descanso.

Carregamos o telemóvel e verificamos se a net funciona, pois pretendemos ficar toda a estadia no Facebook. Não vamos preocupadas com o parto, mas questionamo-nos quanto à amamentação. Levamos protectores de silicone e cremes para o peito. Pelos sim pelo não levamos a bomba e dois biberãos. Só por causa das tosses.

A verdade sobre ter o terceiro filho

O terceiro filho

Quando engravidamos do terceiro filho, o mais velho, em idade pré-escolar, e o segundo, até agora o mais novo, acham-se o centro do universo. Não sabemos que estamos grávidas até percebermos que aqueles 3Kg a mais não são graças ao apetite enorme que temos tido. Parecemos umas mortas-vivas, e aprendemos a dormir as sestas de olhos abertos durante as aulas de natação ou de ballet. Parece que estamos grávidas de 6 meses assim que acabamos de conceber. Só não estamos stressadas quando estamos a dormir. E, quando estamos a dormir, ressonamos.

Andamos com sacos de vómito na mala para sobreviver às más disposições da gravidez, e deitamo-los fora com as fraldas descartáveis. A nossa refeição principal é o almoço. Todas as outras são a correr ou não existem. Se os nossos filhos não comem salada nem vegetais, porque é que nós havemos de comer?

Nem sequer tentamos deixar de beber álcool, até insistimos num copo de vinho, mas sabe pessimamente, e enfrascamo-nos em baldes de leite com chocolate.

Compramos vitaminas no dia em que descobrimos que estamos grávidas, e esquecemo-nos de as tomar durante toda a gravidez. Redefinimos a palavra “eternidade” baseadas nas constantes perguntas do filho mais velho sobre se “é hoje que o bebé nasce?

Ninguém se dá ao trabalho de nos dar conselhos ou informações sobre bebés. Todos pensam que somos loucas ou irresponsáveis. E assumem que foi um acidente. Olham-nos de soslaio no supermercado quando nos veem com dois miúdos, mais um a caminho, 2 cachos de bananas e vários iogurtes. As pessoas fazem questão de nos contar as suas histórias sinistras sobre os filhos do meio que acabaram por se tornar psicopatas. Ou políticos. Vemos o Obstetra no dia do parto.

As amigas que já não vão ter mais filhos, já perderam peso, estão giras, com um ar descansado e relaxado. Podem sair à noite e ter vida social. Não sentem nada mais do que pena por nós.

Perguntam-nos, onde quer que vamos “É o primeiro?” Quando dizemos que é o terceiro, riem-se à gargalhada e vão-se embora.

Já não  temos nenhuma literatura de especialidade como tínhamos, e já não há dinheiro para pagar assinaturas. Folheamos diversas revistas  à espera de nos inspirarmos sobre o nome da criança. Tiramos o segundo filho da cama de grades num ápice, e treinamo-lo a largar as fraldas ainda antes de nascer o bebé. Se tudo correr mal, vamos a rapidamente comprar outra cama de grades.

Vamos desencantar fraldas de recém-nascido que tinham sobrado dos outros, e pomos junto ao berço. Está feito o quarto do bebé.

Olhamos para o enxoval do bebé, que já passou pelos irmãos, e embora coçadinho, vai ter de dar.  Instalamos uma TV no quarto dos miúdos. Nunca vão ter piercings antes dos 16 anos. A Dora e o Ruca estão por todo o lado….

O bebé nasce. E há-de ir para o infantário.

Este filho vai fazer-nos perceber a quantidade de amor de que um coração humano é capaz. Vamos olhar para os mais velhos com outros olhos, e perceber o doloroso que é estar longe deles. Vamos olhar para o nosso marido e ficar eternamente gratas por estes três maravilhosos filhos que ele nos deu, e desculpá-lo por (quase) tudo o resto. A nossa vida é agitada, confusa e barulhenta, alguns  gritos, frustrações e muito amor. Teremos muitos daqueles momentos de cortar a respiração, aquelas experiências únicas, aqueles dias fantásticos que fazem com que nunca nos venhamos  a arrepender das escolhas que fizemos.

 

(…continua…)

A derradeira verdade sobre ter um quarto filho

traduzido e adaptado com autorização por Up To Kids®,

artigo original de Shannon Meyerkort
@Scary Mommy

Querida Mãe:

Eu já te vi por aí.

Eu vi-te a gritar com os teus filhos em público, vi-te a ignorá-los no parque, vi-te a levá-los à escola antes de teres tomado banho, e de calças de pijama por baixo do casaco.

Eu vi-te a implorares aos teus filhos, vi-te a suborná-los, e a ameaça-los.

Eu vi-te a gritar feita louca com o teu marido, com a tua mãe, e com o agente de polícia no cruzamento da escola.

Eu já te vi a correr com os miúdos de um lado para o outro, a sujares-te no parque e a praguejares em voz alta depois de bateres com o joelho na esquina da cadeira.
Eu vi-te a partilhares um leite achocolatado com um maníaco de 4 anos. Vi-te a limpar o nariz dos teus filhos com os dedos e a limpa-los na parte de trás das calças de ganga. Vi-te a correr com o teu bebé de 2 anos pendurado na dobra do teu braço, para apanhares a bola que está a fugir para a estrada.

Eu já te vi a ranger os dentes enquanto o teu filho gritava contigo porque não queria ir à aula de piano, à natação, ou ao treino de futebol. Eu vi-te a fechar os olhos e a respirar fundo depois de entornarem um copo de leite inteiro em cima. Vi-te a chorar desesperada enquanto tentavas tirar lápis de cera da tua melhor mala.

Eu já te vi na sala de espera do hospital. Eu vi-te no balcão da farmácia. Vi-te com o teu olhar cansado e assustado.

Eu não sei se tinhas planeado ser mãe ou não.

Se soubeste desde sempre que querias pôr crianças neste mundo, cuidar deles, ou se a maternidade te apareceu de surpresa.

Não sei se correspondeu às tuas expetativas, ou se passaste os primeiros tempos como mãe aterrorizada porque tinhas imaginado que sentirias o “amor materno” doutra forma.

Não sei se tiveste dificuldade em engravidar, se perdeste algum bebé, ou se tiveste algum parto traumático.

Nem sequer sei, se concebeste o teu filho no teu ventre, ou se o acolheste na tua família.

Mas eu conheço-te.

Eu sei que não alcançaste tudo o que querias na vida. Sei que há coisas que nunca soubeste que querias até teres filhos.

Eu sei que, às vezes, pensas que não estás a dar o teu máximo e que podias fazer melhor.

Eu sei que olhas para os teus filhos e te revês neles.

Eu sei que às vezes apetece-te atirar um candeeiro ao teu filho adolescente, e atirar o de 3 anos pela janela.

Eu sei que há noites que, depois de deitar os miúdos, estás tão exausta que só te apetece enrolares-te na cama a chorar.

Eu sei que há dias tão difíceis que só queres que acabem depressa. Depois, na hora de ir para a cama os teus filhos abraçam-te e enchem-te de beijinhos, e dizem o quanto gostam de ti e de repente querias que o dia durasse para sempre.

Mas nada dura para sempre.

Os dias terminam, e o dia a seguir é um novo desafio. Febres, desgostos amorosos, trabalhos da escola, novos amigos, novos animais de estimação e novas dúvidas. E todos os dias, fazes o que tens de fazer.

Vais trabalhar, ou ficas em casa pões o bebé no sling e ligas o aspirador. Ou vais até ao jardim passear com ele.

Largas tudo para moderar uma discussão sobre de quem é a vez de usar aquelas canetas especiais, para dar um beijinho ao óó da tua filha, ou para conversar sobre qual é a cor do batom que a mãe do Pinóquio usava.

Eu sei que fazes guerras de cocegas em castelos de lençóis, e que sabes de cor as histórias de, pelo menos, 8 livros infantis. Eu sei que danças de forma ridícula quando vocês estão sozinhos. E que inventam canções parvas sobre queijo, maus cheiros, ou ervilhas.

Eu sei que uma hora depois de deitares os teus filhos, largas o que estás a fazer e vais cortar as unhas do mais novo. Sei que paras de arrumar a cozinha, porque a tua filha te convidou para a festa de chá que está a fazer com as bonecas, e faz questão que lá estejas.

Eu sei o que custou tratares dos teus filhos quando tiveste aquela virose de 4 dias. Sei que comes os restos dos pratos deles, enquanto arrumas a cozinha.

Eu sei que não contavas com muitas destas coisas.

Sei que não antecipaste amar alguém tão intensamente, ou andar tão cansada, ou ser a mãe em que te vieste a tornar.

Pensavas que tinhas tudo planeado. Ou então, estavas perdida e aterrorizada. Ias contratar a babysitter perfeita. Ou ias deixar de trabalhar e aprender tudo sobre crianças.

Sei que não és a mãe perfeita. Por mais que tentes, e por mais que te esforces. Tu nunca serás a mãe perfeita.

E isso, provavelmente, vai perseguir-te. Ou se calhar fizeste as pazes com isso. Ou talvez nem nunca tenha sido um problema.

Eu sei que acreditas que independentemente do que fizeres, poderias ter feito sempre mais.

A realidade é outra.

Não interessa o pouco que fizeste, no fim do dia os teus filhos vão sempre amar-te. Vão continuar a rir para ti, e acreditar que tens poderes mágicos que podes curar quaisquer coisas.

Independentemente do que acontecer no trabalho, na escola, ou num grupo de amigos tu fazes sempre tudo o que está e não está ao teu alcance para garantir que no dia a seguir os teus filhos estarão tão felizes, saudáveis e espertos quanto é possível.

Há um velho ditado iídiche que diz: “Há um filho perfeito no mundo, e todas as mães o têm.”

Feliz ou infelizmente, não há pais perfeitos. Os teus filhos vão crescer determinados a ser diferentes de ti. Vão crescer com a certeza de que não vão pôr os seus filhos nas aulas de piano. De que vão ser mais brandos ou mais rigorosos. Ter mais filhos, ou  menos, ou não ter nenhum.

Um dia os teus filhos vão estar a correr como loucos na igreja, a portar-se pessimamente no restaurante a fazer caretas para o lado, e alguém vai passar e elogiar a tua família.

Uma certeza podes ter: não és perfeita!

E isso é bom. Porque na realidade, nem os teus filhos são perfeitos. E ninguém no mundo se preocupa mais com eles do que tu. Ninguém sabe porque é que eles estão a chorar senão tu, ninguém percebe as piadas deles melhor do que tu.

E já que ninguém é perfeito, tens de desempatar com 2 biliões de pessoas que estão em primeiro lugar “ex aequo” para concorrer à melhor mãe do mundo.

Parabéns melhor Mãe do Mundo. Tu não és perfeita. És mais que perfeita:

És tão boa mãe como o resto do mundo.

 

por Lea Grover em Becoming a super mommy
traduzido e adaptado por Up To Kids®

Nota: Todos os artigos traduzidos, adaptados e publicados pela Up To Kids®, obtiveram autorização prévia do autor e/ou foram comprados os direitos de publicação do mesmos.

Todos os direitos reservados

Se, antes de ter filhos, eu soubesse as noites que ia passar em claro…

Se eu soubesse a quantidade de fluidos corporais que ia limpar ao longo da infância dos meus filhos

Se eu soubesse o quanto o som da palavra “Mãe? Mãe? Mãe?” me ia pôr os nervos à flor da pele ao longo de uma década (mínimo)

Se eu soubesse que ia demorar mais na casa de banho, só para ter um tempinho para mim

Se eu soubesse que esses momentos roubados na casa de banho iam quase sempre ser interrompidos por algum dos meus filhos a bater ininterruptamente na porta

Se eu soubesse a quantidade de vezes que ia ter de repetir as mesmas ordens, os mesmos avisos e as mesmas chamadas de atenção

Se eu soubesse que a solução mágica para as queixinhas, choros, desobediências, faltas de respeito, e para a preguiça só ia ser eficaz apenas metade das vezes

Se eu soubesse que amar os meus filhos não significava gostar deles o tempo todo

Se eu soubesse que às vezes ia chorar no duche por ser o único sítio onde conseguia estar sozinha

Se eu soubesse que em determinada altura ia sentir-me, de tal maneira, “num oito” que só de pensar em entrar em ação com o meu marido, me causava arrepios

Se eu soubesse que nunca mais ia ser capaz de concentrar-me em nada de alma e coração, senão nos meus filhos

Se eu soubesse que a situação não fica mais fácil à medida que os filhos crescem, apenas se complica de formas diferentes

Se eu soubesse o quanto me ia preocupar a possibilidade de falhar enquanto mãe

Se eu soubesse que ser mãe ia ser, para sempre, um desafio permanente

Eu tinha tido os meus filhos na mesma.
Porque se não os tivesse…

Não saberia o que é o milagre de ter uma vida a crescer dentro de mim

Não saberia que o cheirinho da cabeça de um recém-nascido faz-nos sentir no paraíso

Não saberia o que é a magia de ter um bebé a dormir nos meus braços, e nunca mais querer pô-lo no berço

Não saberia o que é a imensa felicidade de ver um filho a dar os primeiros passos, a comer sozinho, a andar de bicicleta, ou ler um livro inteiro pela primeira vez.

Não saberia que o riso dos meus filhos, pode alegrar o pior dos meus dias

Não saberia como um simples e inocente olhar de espanto, me derrete o coração

Não saberia o quão fantástico é assistir diariamente à evolução de uma criança que eu trouxe ao mundo

Não sentiria o orgulho de ver o meu filho a viver situações complicadas, e a desenvencilhar-se com base nos ensinamentos que lhe transmiti

Não viveria a alegria desenfreada que é ver os meus filhos a triunfar.

Não saberia o gratificante que é desafiar-me diariamente para ser uma mãe melhor.

Não saberia que ser mãe ia ajudar-me a entender algumas questões por esclarecer desde a minha infância.

Não saberia que ao transformar-me numa mãe ia encontrar uma versão mais profunda, mais forte, e mais verdadeira de mim própria.

Não saberia o que é o amor incondicional dos filhos.

Não sentiria a energia e a força desta poderosa forma de amar, que só uma mãe/pai conhece.

Não saberia que a dor e as armadilhas que nos aparecem no caminho são superadas pela beleza, alegria e pelas maravilha desta viagem.

Por tudo isto, se eu soubesse na verdade o que era a maternidade, eu teria feito tudo como fiz…!

… Se calhar, teria aproveitado para dormir um pouco mais antes de ser mãe.

 

Por Annie Reneau, publicado originalmente em Scary Mommytraduzido e adaptado com autorização por e para Uptokids®


imagem@Luna Belle

 

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Carta às mães mais que perfeitas

As 7 primeiras vezes depois de sermos pais

Amor de mãe

Todos os dias da nossa vida são diferentes. Mais rotineiros ou mais aventureiros, a cada dia acontece algo que nunca tinha acontecido antes. Mas nós estamos preparados para isso porque o ser humano consegue desenvolver capacidades de habituação em relação ao meio que o rodeia. E assim, vamos adquirindo e modificando competências e desenvolvemos o tão importante poder de adaptação, conhecido na nossa gíria pelo poder de “encaixe”.

Ora, se há alteração na vida de uma pessoa que obriga a um grande poder de “encaixe” é “a primeira vez.”

Lembras-te da tua primeira vez?

Não é essa primeira vez…. Essa foi apenas o princípio daquilo que te meteu nesta embrulhada de acordar a meio da noite para dar biberons e mudar fraldas!

As outras primeiras vezes: as que surgiram depois de teres passado para o grupo dos Pais.

Aquelas para o qual nunca estamos preparados porque nunca são explicadas em lado nenhum. As que fazem de nós bombeiras, enfermeiras, professoras, contadoras de histórias, heroínas, Mães de capa e espada sem saber ler nem escrever.

Há sempre uma primeira vez, por isso, minhas queridas, preparem-se. Porque há uma linha que separa uma pessoa feliz de uma pessoa feliz com filhos.

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1. A primeira vez que apanhas o vomitado de alguém com as mãos, de propósito.

Não me perguntem. Passamos metade da vida a fugir daquela pessoa que bebeu imenso ao jantar e que sabemos que a qualquer momento vai dar para o torto! E não queremos estar por perto. Só queremos enfiá-lo num táxi para casa e ficar longe. De repente temos filhos e, desenvolvemos um reflexo de Pais que, mal ouvimos aquela tosse a engasgar corremos já de mãos esticadas para apanhar o que for preciso, ainda, no ar!

2. A primeira vez que é uma tortura separares-te de alguém para ir trabalhar.

As emoções ficam à flor da pele e tornam-se mais complexas e profundas. Tudo se torna mais intenso. Uma mãe a chorar no noticiário da noite é tudo o que não queremos ver. Ou choramos com ela, ou mudamos de canal. A saudade torna-se naquele palavrão que não conseguimos aceitar de forma racional. As primeiras horas longe do nosso filho, duram uma eternidade. Cortam-nos o ar. Dão-nos voltas ao estômago.
Com o tempo habituamo-nos mas sabemos que, a partir daqui, nunca mais seremos como antes.

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3. A primeira vez que percebes que já não és dona do teu tempo

Para as mães, um banho de imersão relaxante, a ouvir música, com direito a sessão de cuidados com a pele, é uma coisa do passado. Agora passas a tomar um duche e a abrir a porta do chuveiro de 5 em 5 min. porque achas que estás a ouvir o bebé a chorar. A licença de maternidade vai acabar, e nem sequer conseguiste organizar aquelas pastas de fotos no computador, nem lavar o enxoval comprado há 6 meses. Deixaste de controlar o teu tempo. De relaxar, de comer, de dormir, porque a partir de agora há sempre alguém à tua frente: o teu filho.

4. A primeira vez que te apercebes que a tua mãe não vai “resolver o assunto” porque agora tu é que és a Mãe.

Há-de haver um momento da tua vida em que as coisas se vão complicar em casa.

Normalmente envolve crianças doentes e muitas noites sem dormir. Uma virose é a prova de fogo. Ao fim de umas noites em branco os pais também apanharam a virose. Passam a noite a levantar-se e a vomitar. O bebé ainda tem febre. E vomitou. É preciso dar-lhe banho, trocar a roupa da cama, pôr a máquina a lavar, dar-lhe o antipirético.  Então ele começa a espernear, fecha a boca e não toma o medicamento.

A febre sempre a subir. Percebes que tens de enfiá-lo na banheira para descer a temperatura, mas estás com um enjoo daqueles… nessa altura pensas que não consegues mais. Há-de haver um momento da tua vida em que queres chamar a tua mãe. Concentra-te. TU és a mãe agora. Devagar, devagarinho vais descobrir forças para tratar dos teus filhos e da tua família. Depois, quando tudo tiver passado vais contar à tua mãe.

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5. A primeira vez que compreendes os teus pais a 100%

Começa assim que o bebé nasce. O amor que sentimos pelos nossos filhos é tão grande que só de olhar para eles temos vontade de chorar. Nesse momento, lembramo-nos de todas as respostas tortas e todas as desilusões que demos aos nossos pais… E percebemos exactamente como é que eles se sentiram.
Agora que os compreendes, aproveita mais a sua companhia e os seus conselhos. Redime-te. Não queiras arrepender-te, outra vez, pelo tempo que perdido. “Filho és, pai serás, assim como fizeres, assim acharás”

6. A primeira vez que sentes orgulho por o teu corpo ser perfeito para a maternidade.

Antes de teres filhos usavas o teu corpo para… enfim, para outras coisas. Um dia mais tarde, depois de conheceres o teu filho, vais perceber que os teus braços não são gordos, são fortes o suficiente para lhe pegar ao colo e o abraçar. Que o teu ombro tem a dimensão certa para ele morder quando os primeiros dentes estiverem a rebentar. O teu pescoço tem a curvatura ideal para ele se aninhar.

Aqui que vais perceber que foste feita para isto. E vais esquecer as estrias que ganhaste durante o parto, e vais orgulhar-te da tua cicatriz de cesariana. Porque fazem parte da história de vida do teu filho. Um dia, quando te sentires grata pelo corpo cansado que te foi presenteado pela maternidade, vais gostar de ti tal como és. E a tua auto-estima é a base para tornares o teu filho mais feliz.

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7. A primeira vez que recordas as primeiras vezes todas e percebes que queres passar por tudo outra vez.

Vais apanhar o vomitado do teu filho com as mãos, vais morrer de saudades e angustia quando voltares a trabalhar, vais ter saudades de ter tempo para ti, vais querer chamar a tua mãe muitas vezes e vais ter uma relação com ela como nunca tiveste.

Finalmente vão falar de mãe para mãe.

Vais orgulhar-te de cada marca e de cada curva mais pronunciada do teu corpo. Vais perceber que todas estas primeiras vezes te deram força para construir as bases onde a tua família cresceu. E na realidade são mais fortes do que pensavas porque ganhaste experiência e agora sabes exactamente aquilo que estás a fazer.

Agora, numa noite mais tranquila, vais ficar a olhar para o teu filho enquanto dorme atravessado na tua cama e percebes que até a baba que lhe escorre do queixo ao pijama é perfeita. E sentes-te completa porque vocês estão juntos, sobreviveram às maiores dificuldades, às noites mal dormidas e a todas as provações. Levas o teu filho para a tua cama, pegas na mão do teu marido e dizes confiante que estás pronta para repetir tudo novamente.

Porque não te imaginas a não ter mais primeiras vezes outra vez.

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Inspirações e Créditos, BabycenterDe mãe para mãeMamma by the bay

7 segredos para criar crianças mais felizes

Todos os pais sabem o que querem para os filhos. Ou pelo menos assumem que sabem e acreditam que estão a educá-los e, prepará-los para o futuro de forma a atingirem os objectivos planeados. Mas já pensou verdadeiramente nesta questão?

Não assuma que sabe a resposta. Faça um exercício simples, passe um dia a pensar na pergunta: O que é que eu realmente quero para os meus filhos?
Há dias que queremos apenas que arrumem os quartos, façam os trabalhos de casa, e que durmam uma boa noite de sono. Noutros, delineamos planos bem definidos e começamos a construir o que consideramos ser os primeiros alicerces dos seus castelos.

Mas a verdade é que a resposta é simples, e unânime:

O que todos queremos é que os nossos filhos sejam felizes, agora e sempre. Todos tentamos criar crianças mais felizes.

A felicidade é o bem mais procurado do mundo, e não se alcança nem se compra. A felicidade cria-se.
Aqui estão 8 dicas que, aplicadas com paciência e flexibilidade, vão ajudá-lo a traçar o caminho para a felicidade do seu filho:

1. Seja “O” exemplo a seguir

A melhor maneira de ensinar o caminho da felicidade ao seu filho, é mostrar-lhe que é uma pessoa feliz. Ele vai-se tornar na pessoa que vê: as crianças aprendem por observação e imitação, e não fazem aquilo que lhes dizemos, mas sim aquilo que fazemos.  Daí a expressão “Pais felizes, crianças felizes”.

2. Ofereça-lhe tempo

Para os nossos filhos o sinónimo de felicidade somos nós, os pais. Ofereça-lhe o seu tempo e brinque com ele. Passarem tempo de qualidade juntos vai ajudá-lo a desenvolver auto-estima e a confiança. Vão criar laços que se tornarão nas memórias mais ricas do seu filho, e também nas suas.

Os adolescentes, por outro lado, querem coisas: dê-lhes tempo na mesma. Eles não sabem, mas é o que precisam.

Crianças felizes

3. Ensine-o a ser grato

Dizer obrigado, é mais do que ser bem-educado. É ser grato pelo que temos. Podemos ajudá-los a ver o copo meio cheio em vez de meio vazio. Ensine-os a serem felizes com o que têm, em vez de ficarem tristes com o que não têm.

4. Deixe-o desenvolver os seus talentos sozinho

As pessoas felizes dominam uma habilidade. Ao dar as primeiras pedaladas na bicicleta, o seu filho aprende a cair e levantar-se tantas vezes que chega a ficar frustrado, isso vai ensinar-lhe a ser persistente e a ter força de vontade. Quando finalmente conseguir andar de bicicleta, vai sentir o sabor da vitória, fruto dos seus próprios esforços.

Ninguém é feliz todos os minutos da sua vida. As crianças precisam de aprender a tolerar a angústia e a infelicidade. O nosso papel é ensiná-los a caminhar, e não carrega-los ao colo o resto da vida.

crianças felizes

5. Deixe-o fazer escolhas

As crianças têm muito pouco controle sobre suas vidas. Nós decidimos tudo para o seu dia a dia, muitas vezes sem questionar quais seriam as suas escolhas. O poder de escolha ensina-os a tomar decisões. Deixe-o escolher a roupa, ou o menu de jantar uma noite por semana. Dê-lhe a oportunidade de tomar pequenas decisões. A sensação de controle vai fazê-lo feliz.

6. Diga “não”

O mundo vai fechar muitas portas na cara do seu filho. Mais do que possa imaginar. Se quer que ele seja feliz, habitue-o a ouvir “não” quando está em casa rodeado de pessoas que o amam.
E o resto do mundo agradece por não ter de lidar com a birra “disseram-me não pela primeira vez” do seu filho.

7. Deixe-o exprimir emoções

É importante permitir que o seu filho seja infeliz de vez em quando. As crianças precisam saber que não há problema em estar triste, e que às vezes, faz parte da vida. Ajude-o a exteriorizar e reconhecer os seus sentimentos. Eles precisam de sentir o nosso apoio nessas alturas. Abrace-o, ele vai sentir que o compreende.

Birra

8. Ame o seu filho incondicionalmente

As crianças fazem asneiras. O seu filho está aos saltos, no sofá e já o mandou parar várias vezes. Ele continua, até que o pai ou a mãe se zangam à séria e gritam o ultimato “É a última vez que aviso…” Ele pára de saltar e começa a chorar. As crianças aprendem através da experimentação/erro, e eles precisam de correr riscos. Mostre-lhe que há consequências, mas que os pais o amam na mesma.

Tornam-se crianças mais seguras e confiantes e aprendem que as pessoas erram, mas há sempre uma oportunidade para corrigir os erros. Porque “errar é humano”.

Quando as crianças sabem que os pais estão SEMPRE ao seu lado, para o melhor e para o pior, tornam-se crianças mais felizes.

Crianças felizes

 

 

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