Quando um bebé nasce, nasce também uma mãe.

Uma mãe que não sabia que brevemente iria deixar de fazer refeições quentes, deixar de dormir até tarde aos fins-de-semana e que não fazia ideia que seria possível amar tanto alguém tão pequenino.

A nova mãe começa então a descobrir novos sentimentos, medos nunca sentidos, emoções que não consegue descrever por palavras.

A verdade é que esta mãe vem tão mal preparada para lidar com as mudanças que é perfeitamente normal que comecem a surgir dúvidas que, quando prolongadas, poderão criar inseguranças e fragilidades.

Quando fui mãe a primeira vez, há cerca de 11 anos, devorei todos os livros sobre o pós-parto, maternidade, e o desenvolvimento do bebé mês a mês, mas mesmo assim, muitas vezes me senti perdida. Há sempre pequenas coisas que não vêm escritas em lado nenhum. Quer sobre a amamentação, sobre o nosso corpo, sobre o que sentimos em relação ao bebé e em relação a nós próprias, agora mães.

Ontem estive presente num evento da Bayer, onde apresentaram uma nova plataforma que foi lançada com o apoio de Bepanthene Pomada e que esclarece tudo sobre esta nova fase da vida (Eu já tinha andado lá a cuscar). O nome é o mais apropriado possível, Décimo Mês. O décimo mês da mãe começa no dia em que o bebé nasce. Este dia representa o fim da gravidez e o início de duas vidas novas.

A frase que me ficou na cabeça na apresentação desta plataforma foi:

“Quando nasce um bebé, nasce também uma nova mulher”

Ena. É mesmo isto. Além de ter nascido uma mãe, nós tornámo-nos numa nova mulher.

Nasce uma “mãe” apenas no nosso primeiro filho ou gravidez porque a partir daí passamos a
sê-lo todos os dias até ao nosso último sopro.

Mas esta nova mulher nasce em cada gravidez. Em cada filho que temos sofremos novas transformações tanto físicas como psicológicas: mais responsabilidades, mais experiência, mais encargos, mais estrias, mais barriga, menos cabelo, menos horas de sono. Tudo isto nos transforma.

Quantas vezes nos perguntam num pós parto como é que estamos? Como é que nos sentimos? Como é que estamos a lidar com esta nova mulher?

O mais comum é perguntarem se o parto correu bem, se o bebé mama, se fez cocó, e se dorme à noite. E nós?

Nós, sem nos apercebermos, também só temos olhos para o bebé.

Acho interessante pensar sobre o princípio das instruções de segurança dos aviões: em caso de emergência devemos sempre colocar as máscaras de oxigénio primeiro em nós próprias, e só depois nos filhos. A razão é óbvia mas vai contra tudo aquilo que instintivamente uma mãe faz.

Uma mãe pensa sempre em primeiro lugar no filho deixando as suas necessidades, medos e inseguranças muito bem guardadas. Por isso é que as mães são fortes. Não por não terem medo mas por terem a capacidade de enfrentar e aguentar tudo em prol dos filhos.

O problema é quando as recém-mães não estão num caminho seguro de recuperação.

O Décimo Mês acredita que que só quando a mãe tem todo o apoio que precisa é que consegue verdadeiramente tornar-se a mãe que deseja ser.

Por isso, esta plataforma foi pensada e criada para ajudar todas estas novas mulheres a encontrarem o seu equilíbrio durante as primeiras semanas e meses que sucedem ao nascimento do bebé.

Neste espaço podemos encontrar artigos divididos por 5 categorias distintas, direcionadas não só às necessidades do bebé, mas também às da mãe e mulher – Recuperação e Saúde, Bem-estar Emocional, Uma Nova Realidade, O Seu Corpo no Pós-parto e Relacionamentos e Amor.

São artigos escritos de mãe para mãe e revistos por um painel médico de aconselhamento que garante que toda a informação transmitida é especializada e não relatos infundados de experiências caso a caso.

Eu, enquanto mãe de 4 filhos, só tenho pena que esta plataforma não tenha sido pensada mais cedo (tipo quando eu comecei a ter filhos) porque, de facto, é um útil e completo suporte para todas as mães!

Isto de ser mãe põe fim à dependência da opinião alheia

Já chega minha gente. Já chega. Já percebi a lição. Agradeço a tudo e todos porque chegou a minha vez de descansar. Sim, porque isto de depender da opinião alheia desgasta-nos ao ponto de nem sabermos quem somos.

Imagino que tenha sem dúvida muito mais pela frente para desbravar mas por agora estou bem tranquila. Ao longo dos meus 44 anos de vida tenho tido vários níveis de intensidade desta dependência dos olhares e ideias dos outros, mas ser mãe finalmente acordou-me alegremente para o que EU penso. O que eu penso não formado por um egocentrismo de me ouvir exclusivamente a mim própria, já que sou pessoa para ouvir muitas opiniões, pedi-las, saborea-las e depois decidir confiar em quem mais me parece fazer sentido. Mas, na altura de ouvir comentários daqueles tipo murro no estômago tipo “Não é assim que se dá de mamar” ou “Ana, a tua filha está cheia de fome, vê-se perfeitamente” e no mesmo dia passadas umas horas ouvir de outra pessoa “Acho que ela está a bolsar porque come demais. Eu não faço assim”.

Chega! A vida tem destas delícias. Talvez para cada um de nós o momento de passarmos a confiar na NOSSA forma de viver chegue em alturas diferentes. No meu caso, tem sido um crescendo de tentativa e erro sempre mais consolidado. E agora com o nascimento da Joana há dois meses cheguei ao limite.

Sinto-me tão tranquila na mãe que sou. Faço tudo o que posso por ela, a quem tanto desejei.

Digo-lhe muitas vezes que pode contar comigo. Quero caminhar com ela segura de que vou errar muito. E contar-lhe. Tanto disparate que já fiz apenas nestes dois meses que nem imagino o que será ao longo da vida. Quando me chegam perto os comentários apavorados de outros, sinto que tocam numa campainha dentro de mim que ainda tem dúvida sobre as minhas capacidades e tento não deixá-la tocar muito alto.

Agradeço as sugestões mas tento transmitir aos que estão perto de mim que não quero (mesmo nada) receber opiniões que vivem de verdades absolutas.

Gostava muito que a minha filha não sofresse como eu sofri na infância e da adolescência… e, vá na casa dos 20 e dos 30. Apavorada com o erro. A maneira como espero conseguir isto é lidar bem com os meus. RIrmo-nos sobre eles, falarmos sobre eles. Aprender.

Em criança nem sabia o que isso era, opiniões pessoais. Um olhar autoritário deitava-me para o chão. Curiosamente (quase me parece uma contradição) sempre fui decidida e sabia bem o que queria, o que acreditava sobre a vida. Penso que simplesmente ia muito a medo com receio de não gostarem de mim. Talvez fosse mais isso. Então, cedo decidi “Nunca quero fazer sentir a outra pessoa que não se pode expressar livremente”. A minha opinião na altura era “Eu tenho uma opinião!”

Na adolescência este receio de me fazer ouvir tomou proporções que só vim a compreender muito mais tarde enquanto contava histórias da minha vida a algumas pessoas. Contei então como no autocarro para a escola costumava tentar segurar a respiração com receio de me ouvirem respirar. Correram-me as lágrimas pelo rosto de ter percebido então o quando não confiava em mim. Mais uma vez, a par disto, batia o pé para estudar aquilo em que acreditava, fazia ouvir as minhas ideias mesmo que a medo. Sempre uma batalha para não me deixar vencer por mim mesma. Curiosa a vida, não?

Nesta batalha, a vida vai vencendo e eu vou ficando mais forte. Recordo-me de estar numa aula de gramática nos EUA durante o meu mestrado para ser professora de inglês e de me perguntarem a minha opinião sobre uma determinada teoria de linguística. Respondi “mas eu acho que todos têm razão no que estão a dizer. Não sei qual é a minha opinião.” A professora começou-se a rir e disse-me “És das alunas com mais opiniões que já conheci”. O valor deste comentário para o meu crescimento é mesmo difícil de pôr em palavras.

Escolhi um percurso de vida de falar em público, de me fazer ouvir. E a solução para o pavor do olhar alheio foi pensar em dar aos outros. Ter claro porque faço o que faço e não obcecar comigo mesma.

O ano passado, no meu trabalho como coach de comunicação passei por uma experiência que partilhei na altura no meu blog. Neste percurso de vida descobri como ser menos dura comigo, como cair numa rede de apoio bem macia dentro de mim sempre que não sou perfeita como me tentei/tentaram convencer que devia ser.

Agora que me tornei mãe, todos desatam a ter opiniões sem qualquer vergonha de as dar como se fossem verdades 100% à prova de bala? Lançam-se uma atrás da outra de todas as direcções. Já chega! Respirei fundo e escolhi de novo confiar em mim.

Até na maternidade, nos quatro dias que lá estive após o nascimento da Joana, em cada turno a enfermeira de serviço dava uma opinião diferente da do médico daquele dia ou da enfermeira no turno anterior. Escolhi falar sobre isso e tenho mesmo vindo a perceber que até nestas coisas da ciência nada é absoluto.

Ser mãe e cuidar de uma criança depende de tantos factores. Eu escolhi olhar nos olhos da minha filha, ouvi-la a ela, ao pai dela, fazer todas as perguntas que preciso a quem for preciso e depois confiar na forma de viver que escolho para a minha pequena família.

O desafio agora é não falar com outros mães sem o cuidado de partilhar com elas que a minha opinião nada mais vale do que a minha experiência pessoal. Se for bom para elas, bom. Se não o coração e espírito de procura delas saberá descobrir o que de mais acertado fazer com os filhos.

Por Ana Calha, Blog Prá Vida Real

imagem@A minha vida dava um cartoon

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Não é fácil, nada fácil. São muitas as dúvidas, questões, incertezas… parvoíces nas cabeças e corações constantemente apertados.

Porque o mais difícil de ser mãe é sem dúvida aceitar que o somos.

Aceitar as noites mal dormidas, as fraldas e os biberons… Aceitar os horários e as rotinas, e tudo aquilo que tem que ser.

Acabam-se as baldas, os momentos de descontracção (uma mãe nunca pode baixar a guarda), acabam-se aqueles dias em que “não me apetece” ou simplesmente “estou cansada”.

Ainda que cansada, a maternidade não pára! Não há pausas, nem folgas, nem fins-de-semana, nem dias em que “não apetece”! Nada! Não há como descansar, ou fugir da rotina. Ser mãe de um bebé, é a única função que é mesmo a tempo inteiro. 24 horas por dia, todos os dias da semana, do mês… do ano!

E isso é difícil de aceitar!

Aceitar que parte da mulher ficou para trás para dar lugar à mãe. Aceitar que nunca mais seremos a prioridade.

Aceitar que as papas vêm primeiro que as unhas, os bodys primeiro que os bikinis, e as chuchas primeiro que os passeios.

Aceitar que nada será como foi, e que até um simples passeio no parque pode ser tornar num inferno!

Aceitar que não só, nem todos os dias são bons, como muitos deles são até… difíceis!

Aceitar que tudo mudou, e nada será o que já foi.

É difícil de aceitar.

É difícil de aceitar que é isto que todas sentimos. Não são os momentos doces das redes sociais. Não são vidas cor-de-rosa, bebés que não choram, ou vidas que são simples. É difícil aceitar que, de vez em quando queremos gritar, fugir, espernear, e até mesmo voltar atrás.

Todas nós temos saudades do que fomos e de quando tudo era mais simples. E sentir isso não faz de nós piores mães.

É difícil de aceitar que, de vez em quando, não queremos ser mães. Isto faz-nos sentir mal… mas não devia!

Aceita! Aceita que és humana, real, mulher… Aceita que tens limites! Aceita que nem tudo é perfeito… que às vezes as coisas acontecem porque “tem que ser”. Aceita esta nova fase, que de fácil não tem nada!…. Só nós mulheres conseguiríamos desempenha-la com tanto cansaço e tanto amor em simultâneo. Aceita que tens o direito de te sentires triste, sozinha, desamparada, cansada, exausta…

É normal que tenhas sono ou falta de paciência, e que nada disso vai deixar de acontecer, mas percebe que estás a fazer tudo bem.

Revolta-te quando quiseres, grita sozinha no carro, chora à noite às estrelas!
Faz as pazes contigo própria!

E quando descarregares tudo, olha para a teu filho…, aceita-te como mãe e percebe que ele vale todas as noites sem dormir, todas as casas desarrumadas, todo o cansaço e exaustão, os cabelos desalinhados e as unhas por arranjar…

Dá-lhe um beijo, e vai dormir… Tu mereces!

imagem@comstocksmag

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As mães também têm direito a escapadinhas

Sou Mãe, preciso de pausas!

Porque é que as mães dormem tão pouco

Um estudo do Departamento de Psicologia da Universidade de Washington revelou que as crianças são 80% piores na presença das respetivas mães.

Em crianças com menos de dez anos, a percentagem sobe para  1.600%

Não era preciso um estudo para nos dar esta novidade. Mas é bom ter aparecido para termos a certeza que não somos nós que estamos a ficar malucas!

Quantas vezes deixamos os miúdos na cresce a chorar e a educadora diz que passados 5 minutos estavam óptimos? Ou vamos busca-los e conseguimos vê-los a brincar animadamente, até que dão pela nossa presença e está o caldo entornado?

Pois é, não estamos sozinhas.

O estudo da Universidade de Washington acompanhou 500 famílias. Avaliou em cada uma delas comportamentos como birras, gritos, tentativas de bater nos pais, carência e atos de começar a falar à bebé (crianças que já falam corretamente)… E  descobriram que as crianças de até aos oito meses de idade ficavam a brincar felizes de vida até verem a sua mãe chegar.

99,9% desta crianças demonstraram ter propensão para o choro e precisar de atenção imediata. Mesmo no caso de uma criança invisual que, a partir do momento em que ouviu a voz da mãe, começou a atirar coisas, e a querer lanchar (muito embora tivesse acabado de comer).

Um bebé de oito meses ainda se sente parte de sua mãe, o vínculo é fortíssimo. O fato de essa criança chorar, atirar as coisas ou “chamar a atenção” ao ouvir o som de sua mãe, é uma tentativa de voltar para perto de si!

Depois dos 2 anos, ou ainda nos 3 anos – idade da formação da sua própria identidade – as crianças tendem a confrontar mais aqueles em que eles têm maior apego e vêem como porto seguro, os pais, na procura das sua própria personalidade ainda em formação e ainda não conhecida por completo por eles. É algo complexo!

Crianças portam-se pior na presença das mães

O estudo revelou ainda que, nada mais nada menos do que a totalidade destas crianças se revelaram mais sensíveis às instruções passadas num tom de voz normal se provenientes de alguém que não a sua mãe. Para receber resultados comportamentais semelhantes, as mulheres tiveram de falar num tom de voz muito alto, como se alguém tivesse a ser atacado por um animal feroz.

Paul Olsen, pai de três crianças e participante no estudo, ficou chocado com os resultados.  “Eu nunca percebi porque é que a minha mulher nunca conseguia fazer nada quando estava com os miúdos: ela é literalmente o íman e a kriptonite deles. No entanto, comigo eles são totalmente diferentes.”

 

Artigo de momsnewdaily, adaptado para Up To Kids®

 

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A casa pode esperar, a minha filha não!

Foi facílimo escrever este título, saiu naturalmente, sem precisar de pensar muito. Contudo, posso-vos dizer que foi das aprendizagens mais duras que fiz.

Como se não fosse suficientemente exigente ser boa mãe, companheira, irmã, filha, amiga, entre outros, ainda esperam que sejamos excelentes donas de casa (às vezes não são os outros, somos nós).

No meio das horas a dar de mamar ou a preparar refeições com o equilíbrio perfeito de nutrientes e sabor, a mudar fraldas, a dar banho, a lutar para pôr o soro, a inventar brincadeiras super giras em que fazemos vozes e caras que até aí desconhecíamos ser capazes de fazer, a pensar nas melhores maneiras de estimular o seu desenvolvimento cognitivo e motor, a dar mimo, a embalá-los, a embalá-los e a embalá-los (para captar o número de horas que passamos nisto acho que tinha de escrever esta palavra pelo menos mais 52 vezes), ainda pensamos ou fazem-nos pensar que temos de ter a casa impecável, como se ao final do dia fosse aparecer aquele senhor do anúncio que passa uma luva branca no móvel para verificar se existem resíduos de pó.

Talvez algumas pessoas entrem em nossa casa e pensem  que “esta esteve o dia todo em casa e não fez quase nada“. Que “a maternidade a deixou desleixada“. Que “a Dona Maria da Luz tinha 5 filhos, vivia sem água potável e mesmo assim tinha  a casa sempre a brilhar“. Na verdade, pouco importa.

Lá em casa a felicidade mede-se pelo brilho dos olhos da minha filha, não pelo brilho do chão. Essa é a prioridade, a nossa missão!

Se isto não chega, vamos a factos!

Já alguma vez pensaram na duração do ciclo de vida de um filho? Imaginem um gráfico em que o número de horas de convívio começa bem lá em cima, mas depois disso vai descendo gradualmente até chegar à adolescência, altura em que desce a pique por, naturalmente, os pares (amigos, colegas, namoricos) passarem a ser prioridade.

Ainda que actualmente os jovens adultos vivam mais tempo com os pais, acabam por passar pouco tempo em casa. Bem espremido, isto talvez nos dê um total de 25 a 30 anos de convívio diário, sendo que apenas  12 ou 14 desses anos – na melhor das hipóteses – são de grande contacto; depois disso claro que continua a existir proximidade, mas não nos mesmos moldes.

Nessa altura, sabem quem é que estará à vossa espera? As tarefas de casa!

Essas vão conviver connosco até ao final dos nossos dias. Teremos montes e montes de tempo para elas. Até demasiado, e contrariamente ao que acontece com os nossos filhos, estas não se sentirão pouco amadas.

Ainda que por vezes te possa custar olhar para a roupa por passar, para a loiça do almoço por lavar, para aquele cotão no cantinho da porta que está sempre a aparecer lembra-te que é uma fase.

Acredito que a maternidade exija que façamos esta aprendizagem de viver feliz no meio do caos.

Mais para a frente terás milhões de horas para investir em ti enquanto dona de casa para andar a esfregar os cantos da banheira com uma escova de dentes.

A casa não sente a tua falta, não chora por ti, não vai um dia, dizer em voz alta que lhe proporcionaste uma excelente infância, não vai cuidar de ti quando um dia precisares.

Estás a investir em ti enquanto mãe, no teu bebé que precisa de tanto de ti para se sentir amado. Estás a construir uma relação sólida (vinculação) que determinará o futuro do teu filho de uma maneira que talvez nem antecipes. Estudos mostram que o vinculo dos pais com a criança condiciona a relação que esta irá estabelecer em adulto com os outros. Como irá lidar com adversidades, e moldará as expectativas relativamente ao mundo. Se é um lugar que nos acolhe cheio de potencialidades, ou um lugar assustador, recheado de obstáculos.

No fundo, diariamente ajudas alguém a construir-se, a descobrir-se e a descobrir o mundo, vives com o futuro nas mãos. Em relação ao resto das tarefas, amanhã também é dia! A casa pode esperar, a minha filha não!

imagem@thebump

 

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Bebendo uma bebida fresca, escutando ao fundo os sons das ondas na escuridão. Retirámo-nos para uma pequena cidade costeira. Encasulámo-nos no sofá com as nossas pernas entrelaçadas. Os nossos filhos dormem connosco. Temos um raro momento de silêncio juntos.

O meu marido segura na sua mão, a mão da nossa filha, envolvendo as suas duas grandes palmas em volta da mão macia da Mia. Hamish levanta a sua pequena mão e aperta-a  firmemente entre as suas. A sua mão pequenina dentro da sua. Beija-a gentilmente. Posso ver as lágrimas a formarem-se nos seus olhos enquanto ele se inclina, admirando-a a dormir pacificamente.

Quase sem emitir som, Hamish murmura, a sua voz quebra-se ligeiramente “Que desperdício“.

Ela é tão bonita.

Ela ter-nos-ia dado água pela barba!”,  gracejo levemente.

Hamish ri e relembramos a nossa filha de sete anos e espírito ferozmente livre. E como nunca procurou a aprovação de ninguém. Em comparação com seu irmão Toby.

Mia nunca foi de agradar os outros e sabia exactamente o que queria e como lá chegar. E fazia-nos rir a todos pelo caminho. Bem, a maior parte do caminho.

Desde o momento em que chegou ao mundo, foi uma bebé saudável e uma criança selvagem. Desafiou-nos e realizou-nos.

Recordamos com alegria a nossa menina confiante, divertida e aventureira antes de começar a ficar doente. Pouco antes de celebrarmos o 4º aniversário da Mia, os médicos confirmaram o nosso pior medo. O pior medo de todos os pais.

Estamos a falar de anos não décadas. Provavelmente a Mia não vai chegar ao ensino secundário“, disse ele. “Não há cura ou tratamento para a doença de Batten“.

Enrolados juntos no sofá, longe dos hospitais e do caos do diagnóstico da Mia, as nossas caras sorriem e os nossos corações elevam-se ao imaginarmos a pessoa maravilhosa, determinada que a Mia era suposto tornar-se. Não a criança que o meu marido segura nos seus braços agora. A Mia depende de nós para cuidar dela. É completamente dependente de nós todos os dias. Todo o dia. Toda a noite. Já não consegue falar, ver, comer ou mexer-se. E esta doença neurológica rara Tira-nos um bocadinho da nossa filha a cada dia que passa.

Ela deveria andar por aí a dar ordens ao seu irmão mais novo, a dar-me respostas acesas e a gritar pela casa. A dançar, a mascarar-se, a aprender a ler. A acelerar na sua bicicleta e a entregar-nos centenas de desenhos e projectos de trabalhos feitos com as suas mãos.

Passámos a tarde a rir-nos, apesar na nossa mágoa. A jogar às damas, a dançar com o Toby e a segurar a Mia nos nossos braços. E decidimos declarar este o melhor Sábado que já alguma vez tivemos.

A presença da Mia é preciosa. Quase sagrada. A sua vulnerabilidade é uma poderosa força. E a sua capacidade de comunicar o amor sem usar palavras é única para mim. Singular. Estar com a Mia é positivo de formas que eu não consigo racionalmente compreender. Ela é capaz de diminuir tudo o que é trivial e irrelevante. Para nos focarmos no que é realmente importante.

A Mia tem-me ensinado a ser mais carinhosa, paciente, a aceitar, a ser mais ousada, presente, mais generosa. Especialmente com os que são mais vulneráveis.

Eu não tenho palavras sábias acerca de como iremos viver sem a nossa filha um dia. Seja quando for esse dia. Suponho que iremos tentar lembrar-nos o quão profundamente amámos, o que sentimos ao abraçá-la.

E o privilégio, a alegria e a dor de ter uma filha tão bonita.

Texto original publicado em Your Zen Mama (com prefácio de Teresa Palmer), Tradução: M.J. Silva

Peta Murchison e a doença de Batten

Peta Murchison vive nas Northern Beaches de Sydney, com o seu marido Hamish, os seus filhos Mia e Toby e o seu adorado Labrador Bon Bon. Uma mãe dedicada a abrir a consciência  acerca da doença de Batten. A doença de Batten é uma doença genética degenerativa que afecta crianças saudáveis que conseguem cantar, dançar e saltar. As crianças afectadas começam a perder a sua capacidade de andar, falar, ver e sorrir. Não há cura para as crianças afectadas e eventualmente tira-lhes a vida. O conhecimento e pesquisa acerca desta doença rara são imperativos para encontrar uma cura. A filha mais velha de Peta, Mia, sofre desta condição.

Bounce4batten

‘Bounce4Batten’ foi lançado em 2014 pela família e amigos de Mia, com o intuito de consciencializar as pessoas de todo o mundo sobre esta doença. A Bounce4Batten desafia as pessoas a saltarem pela Doença de Batten e a postarem as fotos nas redes sociais. A alegria de saltar fez ressoar esta mensagem, e a reação foi fantástica. Passou da família para amigos, e amigos de amigos de amigos de toda a Austrália e outros mais distantes como Nova York, Singapura e Paris. Neste momento, estão a tentar entrar para o Guinness World of Records com o maior álbum do mundo de fotografias on line com os pés no ar.

Um dia em breve esperamos desempenhar um papel na busca de uma cura através do apoio à investigação.”

 Desafio #Bounce4batten Portugal

Agora chegou a vez de Portugal apoiar a Peta e a sua família. Se leu este artigo até aqui, acabou de ser desafiado a publicar uma foto sua ou dos seus filhos com os pés no ar, e com o hashtag #bounce4batten. (A principal regra é que os dois pés (ambos portanto) Têm de estar no ar!

Se pretender ajudar a família a entrar para o Guinness Book, então terá de fazer o upload de foto aqui

Então? Vai ficar de braços cruzados, ou vai tirar os pés do chão?

bouce4batten
#bounce4batten #uptokids

 

Instagram @bounce4batten

Facebook bounce4batten.com

Website http://www.bounce4batten.com

ImagemCapa@Julie Adams

 

Um brinde a nós, mães.
Que nos desdobramos, que acumulamos tarefas, obrigações, roupas por passar, peças do puzzle por arrumar e “caraças que pisei o brinquedo pontiagudo!”.
A nós que temos casa, pessoas pequeninas e emoções para cuidar, para abraçar e para gerir, respectivamente, e tudo ao mesmo tempo.
A nós que temos noites que se confundem com dias de tanto rebuliço e preocupações e ranhos e tosses e xixis na cama. A nós que damos tanto, sem pedir nada em troca – um sorriso basta.
A nós que temos um trabalho de 24 horas por dia, que choramos às vezes na almofada o cansaço acumulado, para depois nos assoarmos com um bocado de papel e seguir em frente.
A nós que sabemos bem que o mais importante é o amor, a educação, as cócegas e brincarmos ao leão da selva, mas que não conseguimos viver na porcaria e que prolongamos as noites no meio da tábua de passar e a louça por arrumar.
A nós que vestimos calças para tapar os pêlos das pernas e “também não era preciso tanto desleixo, que raiva!”, mas não arranjámos trinta minutos entre os banhos, o levar e buscar, os jantares e o vomitado que nos obrigou a mudar a roupa da cama outra vez e a roupa toda.
A nós que às vezes não sabemos o que se passa no mundo porque o nosso mundo nos rouba o tempo todo e temos ali um livro à espera que o leiamos mas “vai ter de esperar”.
A nós que nem sempre temos a ajuda que precisamos, nem sempre temos coragem para a pedir, porque “ninguém tem de levar com o circo que montámos em nossa casa”.
A nós que queremos estar com bom ar, passear, sair, estar com pessoas, mas nem sempre temos como e “esta foi a vida que eu escolhi, por isso aguenta e espera, esses tempos virão”.
A nós que queremos ser melhores todos os dias e que sabemos que nem sempre o somos, nos culpamos, julgamos que piramos – às vezes sentimo-nos mesmo a endoidecer – mas sabemos que cá estaremos amanhã para a luta.
E que nos perguntamos como é que as nossas mães foram tão corajosas, aguentaram tanto e nem sequer estavam para aqui com estes mimimis todos.
Um brinde a nós, mães. Não temos de ser perfeitas, podemos pirar de vez em quando, chorar, ter pêlos por tirar, nem ter tempo para nos coçarmos. Um dia, conseguiremos equilibrar tudo. Um dia, até nos sobrará tempo. Mas sabem o que vai acontecer? Vamos ter saudades. Porque nesse dia, teremos ido levá-los ao comboio que os leva para a faculdade. Porque nesse dia, teremos ido ao casamento dela. Porque nesse dia, estaremos de regresso a nossa casa, depois do almoço de domingo em casa dele, e ele já não está na parte detrás do carro a cantar. E chegaremos a casa e o quarto que foi dele, e sempre será, estará vazio. Aí teremos tempo. A mais. E uma nostalgia que nos deixará um travo agridoce na boca. 
Um brinde a nós, mães. Aproveitemos tudo: a loucura, o mimo, as noites de colo sem fim. Eles por agora, não sendo (nunca são), são nossos.
Publicado originalmente em A mãe é que sabe.

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Meu querido, ser mãe não é fácil. Nada mesmo.

Querer que tudo te corra na perfeição é uma aventura para toda a vida. Ao longo deste percurso, chamado maternidade, temos muitas duvidas e incertezas. Não te posso prometer que tudo será fácil. Aliás, os obstáculos fazem parte do crescimento, mas há coisas que quero que saibas que te prometo.

Prometo abraçar-te sempre que queiras. Sempre que precisares e que quiseres mesmo que seja por capricho. Vou abraçar-te com todo o carinho que tenho por ti, por todo o tempo que precises. Nada poderá interromper um abraço nosso.

Prometo secar-te todas as tuas lágrimas. Não as vou poder evitar, mas secá-las-ei todinhas, com beijos, abraços e consolo.

Prometo brincar contigo todos os dias. Para o resto da minha vida. Não há obrigações que me tirem esse momento de alegria. Vamos brincar juntos, todos e cada dia até que o corpo mo permita. Quando não permitir, brincaremos com palavras.

Prometo ouvir-te. Ouvir tudo o que tenhas para me dizer. Seja um pedido, uma justificação, um desabafo ou uma piada. Tudo aquilo que me queiras dizer, eu vou ouvir.

Prometo gritar, junto contigo, sempre que te sentires frustrado. Prometo ajudar-te a libertar tudo o que te chateia. Se for para gritar com o mundo, gritaremos em conjunto.

Prometo proteger-te. Ser um porto seguro. Fazer-te saber que comigo estarás sempre a salvo, porque eu derrubarei tudo e todos para te proteger.

Prometo dar-te colo. Mesmo quando fores maior que eu. Sempre que ambos quisermos, teremos estes momentos de mimo entre nós. E o meu colo, nunca será pequeno, nunca estará cansado, e estará sempre aqui para ti.

Prometo procurar sempre o melhor para ti. Procurar tudo o que te interesse, e tudo o que sirva melhor os teus interesses. Nunca vou desistir de querer para ti o melhor.

Prometo não te obrigar a fazer o que não queiras. Prometo compreender-te e ouvir-te assim como sei que me vais ouvir a mim. E se não queres, não será! Cumprirei a tua vontade.

Prometo apoiar todas as tuas decisões. Por mais descabidas que possam parecer, se é o que decidiste em consciência, podes contar com o meu apoio.

Prometo tratar-te como igual. És meu filho, és a pessoa mais importante para mim, e nunca deixarei que sejas tratado de forma diferente. Como igual, tal como eu…

Prometo ser tua mãe acima de tudo o resto.

Ser o teu abraço, o teu consolo, a tua amiga, a tua confidente, a tua compincha, o teu porto seguro, o teu colo, o teu incentivo, o teu respeito, a tua igual, e tudo o mais que precises de mim.

Estarás sempre acima de tudo! E ser tua mãe, é o papel da minha vida!

Obrigada por mo permitires!

 

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As mães são a espécie mais fascinante e intrigante que irás conhecer. Na verdade, chegam a ser um bocado estranhas, é preciso tornares-te parte da “manada” para as compreenderes melhor (e mesmo assim, ui ui!).

Existem 10 síndromes que quase todas têm e que justificam os seus comportamentos peculiares (talvez não existam, mas tenta acreditar que sim, torna-se mais fácil lidar com elas).

10 síndromes que caracterizam as mães

1 – Síndrome do Sono de Golfinho

Tal como os golfinhos, que por não poderem adormecer no meio do mar ao longo do dia vão desligando alternadamente cada hemisfério cerebral durante 17 segundos, as mães que se vêem impossibilitadas de dormir várias horas seguidas vão poupando recursos ao manter  um hemisfério cerebral activado de cada vez. Isto pode explicar o motivo de não saberem onde estão as coisas (“viste onde pousei o creme da cara do bebé?“), o facto de repetirem a mesma coisa dezenas de vezes (“já tinha dito isto?“), a emissão de grunhidos em vez de respostas (hummmm), e as respostas que não se lembram de ter dado (“eu tenho a certeza que nunca disse isso“). O cérebro não está a funcionar em pleno, apenas metade está activada de cada vez, por isso haja compreensão (ou então fiquem vocês acordados a cuidar do bebé e irão ver o golfinho virar sereia).

2 – Síndrome das Celebrações Bizarras

“Fez cocó até ao pescoço, fiquei mesmo feliz por o ver tão aliviado“, “Pus o soro e era ranho a sair por todo o lado, que bom!“. Estas e outras frases são ditas diariamente por mães, eu própria já fiz danças da vitória que envolviam a macarena e o moonwalk por motivos destes. Sejamos sinceras – para quem vê de fora estas comemorações são muito maradas.

3- Síndrome do “Nem Contigo Nem Sem Ti”

Ora queremos que os nossos filhos acordem pois estamos cheias de saudades, ora olhamos fixamente para o relógio enquanto torcemos para que seja hora da sesta; ora queremos que vão brincar sozinhos, ora nos vamos meter nas brincadeiras; ora queremos que comecem a ser mais autónomos, ora tentamos fazer com que voltem a precisar de nós; ora temos vontade de os atirar janela fora (salvo seja), ora choramos por termos pensado isso e nos agarramos a eles enquanto fazemos promessas de amor. A maternidade é assim, uma montanha russa em que vamos do ponto mais alto ao ponto mais baixo (e vice-versa) em segundos. Por vezes sentimos que não sabemos o que queremos, queremos tudo e ao mesmo tempo não queremos nada – deixem lá, é da síndrome!

4- Síndrome do “Over and Out”

A comunicação das mães nos parques é das coisas mais hilariantes que existem:

– Olá, tudo bem?

– Sim e com vocês? (entretanto já um dos bebés correu para a ponta oposta do parque)

(passado 5 minutos)

– Connosco também. Ontem vi uma reportagem muito gira era sobre…(lá o bebé a puxa para o baloiço)

(passados outros 5 minutos volta a conseguir aproximar-se da amiga)

– …era sobre a amamentação no primeiro ano de vida.

– Ah, não vi, deu em que canal? (já nem consegue ouvir a resposta, é puxada para ir atrás de uma bola)

Acreditam que conseguimos passar uma tarde nisto? É verdade, uma conversa que na esplanada de um café duraria menos de 10m, no parque rende 2 horas. Se têm dificuldade em arranjar assunto e manter uma conversa, arranjem uma criança e vão até ao parque mais próximo.

5- Síndrome do “Será que?”

Apesar do síndrome de golfinho, as mães dedicam tempo e recursos à procura de respostas para várias questões criadas por si: “Será que ele devia entrar mais cedo/tarde para a creche? Será que lhe estou a dar uma boa educação? Será que devia dar-lhe mais/menos colo? Será que devia praticar outro tipo de alimentação? Será que sou boa mãe?Será…será…será?“. Estas e outras questões assombram a maioria das mães, surgem repentinamente e entram na festa sem serem convidadas; algumas causam um sentimento enorme de angústia e frustração. Embora de início seja difícil lidar com tantas incertezas, com o tempo vamos conseguindo responder com convicção a cada uma destas perguntas.

6- Síndrome de Doraemon (ou para quem se lembra, Sport Billy)

Lembram-se do Doraemon? Aquele gato azul vindo do futuro que tinha uma bolsinha mágica de onde tirava todo o tipo de objectos e engenhocas para ajudar o seu amigo humano Nobita. Pois é, as mães também têm este poder. Faz o teste – experimenta pedir um objecto qualquer a uma mãe, como uma chave estrela ou um palito, vais ver que depois de ela revirar a bolsa do bebé irá encontrar o que acabaste de pedir. Pensando bem, começo a achar que estas bolsas devem ter um fundo falso.

7- Síndrome do Nervo Óptico Latejante

“Já não mama? Ai, eu tinha leite suficiente para alimentar 5 bebés”.

“Ainda não fala? Os meus começaram a falar ainda eu estava no recobro”.

“Faz birras? Eu sempre consegui educar os meus para que não me fizessem passar vergonhas”.

Se repararem, enquanto as mães ouvem estas pérolas um dos olhos começa a ficar semicerrado e vai tremendo, enquanto aumenta e diminui de tamanho (não consigo escrever sobre isto sem que a síndrome dê um ar de sua graça). Esta síndrome é activada com questões descabidas, comentários inoportunos e comparações desnecessárias. Solução: não chatear as mães com conversas da treta.

8 – Síndrome do “Vou só comprar umas calças mas afinal volto com um saco de roupa de bebé”

Um título gigante mas que capta a essência da síndrome. Quantas de nós abrem o armário, reparam que precisam urgentemente de ir comprar umas calças, deslocam-se até ao centro comercial com esta missão e voltam cheias de sacos com roupa para o filho e sem uma única peça para si, inclusive sem as tais calças que tanto precisavam? Tão típico que até dói!

9 – Síndrome de Culpa

Infelizmente, a maternidade e a culpa andam frequentemente de mãos dadas. Essa culpa resulta da própria apreciação das mães, mas também lhes é frequentemente apontada pela sociedade. A criança come pouco? A culpa é da mãe que não faz sopas saborosas. A criança atira-se para o chão no hipermercado? A culpa é da mãe que não a soube educar. A criança adoeceu? A culpa é da mãe que não a agasalha convenientemente.  Os nossos filhotes têm cérebro e, consequentemente, vontade própria, logo nem tudo depende de nós. Além disso, “a culpa” também é nossa cada vez que eles sorriem, que cantam alegremente, que brincam livres, que mostram que são felizes – esta sim é uma “culpa” que nos vai marcar eternamente.

10- Síndrome do Sorriso Babado

Experimentem olhar para uma foto do vosso bebé e tentem não sorrir. Impossível! O mesmo se passa quando os vemos dormir, quando nos olham nos olhos, quando passam aquelas mãos gulosas pelos nossos rostos ou até enquanto se espremem para fazer cocó. Ao falarmos deles, até das coisas que nos agradam menos, acabamos por ficar com os olhos brilhantes e lá vem o sorriso babado. Nós amamos tanto estes seres pequeninos que quase tudo o que fazem nos enche de felicidade, às vezes nem conseguimos explicar o motivo de tanta alegria. Sinceramente, nunca sorri (e ri) tanto como desde que sou mãe.

imagem@weheartit

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Os meu dias são uma correria constante. Chego a ficar confusa com a agitação diária, as voltas e contra voltas que dou.

Usufruir do direito de escolha entre parar e cumprir deveres, parece ter-se tornado uma decisão difícil. E quanto maior a entrega, maior se torna a exigência.

Sou extremamente obcecada por cumprir os compromissos, os tempos, as regras. Por cumprir as tarefas de mãe ao mínimo detalhe, sempre numa entrega emotiva e de coração.

O corpo sente-se cansado e acaba por ceder. Nós, mães, esquecemos que temos limites e que como as restantes pessoas precisamos pausas. E dentro das pausas temos o direito de escolher o tempo que desejamos para nós.

Sou Mãe, preciso pausas!

Gosto de me sentar em frente do ecrã do computador a escrever. Descrever o que sinto de forma livre e pessoal.
Gosto de correr para o mar e sentar-me no silêncio a ouvir o bater das ondas e o vai e vem da maré.
Gosto de dançar. Deixar a música entrar no corpo e libertar toxinas.

Exijo-me que crie pausas, na eminencia de entrar num precipício…

Saí de casa à procura da dança e encontrei-a na ingenuidade de um grupo de jovens que dançavam com gosto, e no meio delas fiquei durante duas horas a sentir a música e a dançar os passos que desconhecia e que com alguma facilidade acompanhei.
Pensei, na sorte que estas jovens têm de dançar! Vivi anos a querer dançar sem ter essa possibilidade… Foi como se o corpo tivesse ficado fechado num baú com os movimentos presos e a minha alma sem melodia.

A dança é o escape que o corpo procura para o que fica guardado dentro de nós quando diariamente lidamos com pessoas e acontecimentos que nos fazem controlar as emoções.

Dançar é esquecer o mundo e entrar noutra esfera pessoal onde o eu encontra a sua essencia.

Aproveita a vida e encontra a tua pausa! Tu mereces e precisas.

 

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