• O homem que apita para que o idoso que atravessa a passadeira ande mais depressa;
  • A senhora que tenta tirar o carro do estacionamento, mas ninguém a deixa sair do lugar porque estão todos com pressa de serem os primeiros a chegar… (ao céu?);
  • As pessoas na fila do banco que fingem não reparar na grávida que está ali de pé há tanto tempo quanto eles e quando o senhor da caixa repara ficam todos: “Ahhh desculpe nem notei na barriga!”, “Achei que era apenas mais uma gorda!”… ;
  • A relação amor-ódio que fulana tem com alguém que parece ter mais sucesso do que ela;
  • Portugal ganha ou perde, mas: “O povo é sempre estúpido porque não percebeu que isto é apenas uma forma dos nossos governantes nos distrairem da realidade do país!” (?);
  • O homem caído na rua de barriga para baixo e que ninguém o acode, é um bêbado, drogado, doente… ninguém o acode!!! Ainda lhe passam por cima como se fizesse parte do passeio;
  • Os pais que se separam e utilizam os filhos como “arma de arremesso” e que não o conseguem ver. Falam dos filhos como se fosse um peso enorme e usam essa “desculpa” para se ofenderem: “O teu filho está insuportável desde que veio de tua casa!”, “Está com más notas por tua causa!”, “Olha, pergunta isso à tua mãezinha porque ela tem a mania que sabe tudo!”;
  • Os casais que se agridem fisica e psicologicamente, mas continuam juntos e no facebook são melhores amigos e suuuuuper apaixonados…;
  • Pessoas sem dinheiro para pagar a conta da luz mas que tomam todos os dias o pequeno almoço fora ou fumam que nem uns cavalos ou continuam a andar naquele topo de gama xpto porque lhes dá um ar afortunado;
  • Pessoas que se irritam com a felicidade dos outros;
  • Que não agradecem, mas querem mais;
  • Que não pedem desculpa, mas pedem tudo o resto;
  • Que não têm amor-próprio e não percebem porque é que ninguém gosta deles;
  • Pessoas infelizes que cantam a sua felicidade;
  • Pessoas que roubam quem tem pouco e não se sentem mal por isso;

Vejo pessoas boas, vejo boas intenções, pessoas que ficam verdadeiramente felizes com a felicidade dos outros, divórcios de gente crescida, pessoas bem formadas, etc. Tenho a felicidade de conhecer muitas dessas pessoas. Mas também vejo para além das fachadas… não sou vidente, nem sou perfeita. Mas há coisas que continuo sem perceber…

Será que ser adulta é tomar consciência destas realidades ou será que o mundo está mesmo ao contrário?

Há tanta coisa que fica por dizer acerca deste assunto…

HAJA PAZ

imagem@enterprisecioforum

Inês de Santar lançou, em Junho deste ano,  o seu primeiro romance, “Amar-te-ei no Douro”.

Marcadamente português e pautado pelo suspense, transporta-nos de 1920 até aos nossos dias.

Conta a história de duas grandes mulheres, mãe e filha que, em períodos diferentes, percorrem os destinos por desvios, caminhos sinuosos e amores infinitos. Por acreditarem em ideais demasiado liberais para a época, entram em conflito com a sociedade retrógrada de então. Lutadoras por natureza, vivem a vida com uma paixão enternecedora que torna a sua existência imensamente gratificante. Um segredo que as une fá-las mover-se ao longo de toda a história pelos quentes ambientes do Douro vinhateiro, os azuis vibrantes de Cascais e a bela Itália. Sempre no intuito de manter e guardar o seu segredo, estas mulheres mostram que nada é impossível quando nos mantemos, de espírito positivo, fiéis aos nossos princípios, e acima de tudo, quando acreditamos em nós próprias.

Amar-te-ei no Douro é uma história de amor mas transmite também outras mensagens. Segundo a autora, a mais importante de todas é que “os momentos bons, bem aproveitados, têm a capacidade de nos ajudar a ultrapassar as maiores adversidades da vida”.

Autora: Inês de Santar
Edição: jun/2014
Páginas: 288
ISBN: 9789897101014
Editora: Chá das Cinco
PVP: 16.96€

Imaginem um cego, como é que escolhe a pessoa que ama quando não a pode ver?

A “química” de que tanto se fala parte de outros factores: o timbre da voz, o tema de conversa, a empatia, a simpatia, etc. Isto, em vez de reparar na maneira como as maminhas não mudam de posição quando ela faz o pino, devido ao silicone muito bem posto ou no seu corpo super bem trabalhado pelas horas passadas no ginásio.

Através do toque também se pode aperceber dos atributos físicos, mas por mais suave e lisa que seja a pele, não podem ver a cor. Por mais límpida que seja a gargalhada, não sabem quantos dentes lhe falta ou se tem um nariz de batata. Claro que qualquer cego preferia ver, mas na verdade vê coisas que a maior parte dos outros não vê.

O cego apaixona-se pela verdadeira beleza.

Amigos e amigas (isto também serve para “elas”), podem ir contrariando a gravidade – não sou contra plásticas desde que funcionem para melhorar a nossa auto-estima ( que melhore mesmo!) – why not? Um dia quando, e se, estiverem incontinentes ninguém reparará no peito no lugar ou na ausência de rugas. Mas se o intuito é agradar aos outros, preparem as carteiras e a queda:

Lembrem-se que há sempre alguém mais novo, mais em forma ou mais atractivo. Ficam as perguntas para os casais: O que é que vos mantém juntos? É a aparência, a ausência dos sinais do tempo que passa, ou é muito mais do que isso? Vão abandonar alguém porque está com rugas? São tão insuportáveis que não podem tolerar?

Aos mais novos: um dia, quando escolherem alguém para casar, imaginem essa pessoa cheia de rugas, velha e toda nua, sentada na retrete de porta aberta… se quiserem casar na mesma, é AMOR… ou loucura, mas o AMOR é LOUCO! Não digo para largarem as massagens, o ginásio, as plásticas ou os “botoxes”, digo para tratarem de vocês por vocês e por mais ninguém.

Amarem-se acima de todas as coisas para poderem amar de volta. Cliché ou não, é isto mesmo!

Ouvi da boca de um “conhecido”: “Os filhos estragaram-na toda…” Não gostei por duas razões: 1) Se alguém “estragou” o corpo não foram os filhos de certeza! 2) Engordar, para alguns, parece ser quase como “morrer para a vida”… Que gostem de nós pelo que somos, com o nosso feitio e maneira de estar na vida, não por uma imagem que um dia não poderemos manter! Até lá, tomem conta da vossa saúde, sem exageros.

Os gordos, escanzelados, cabelos em pé ou colados à cabeça, desdentados ou com cremalheiras gigantes, também amam e são amados. Até a pessoa mais fantástica fisicamente se desgasta com o tempo e depois … morre, como todas as outras!

Por Inês de Santar,
para Up To Lisbon Kids

imagem @RFM, Café da Manhã

Vá, agora que começaram a ler, não parem, tenho que me explicar.

Não sou de todo contra os divórcios, ainda bem que existe essa alternativa quando tantas vezes as situações entre os casais se tornam insuportáveis. Mas quando há crianças, sou contra as separações.
Nunca tive essa experiência na primeira pessoa e também nunca a vivi como filha, por isso, falo pelo que vejo e pelo que sinto.

Conheço, imensos “divorciados” com filhos e, mais ou menos, todos conseguiram divorciar-se sem se separarem muito. Acredito que com filhos não devem existir grandes separações, deverá haver sempre uma ligação entre o ex-casal.
Parece contraproducente, certo? Não, não é! (Faço a festa, atiro os foguetes e apanho as canas).

A ligação entre o casal, é e será sempre, até mesmo se a relação entre o casal terminar, os filhos.

Infelizmente, vejo pessoas que utilizam as crianças, como arma de arremesso. A palavra “utilizar”, juntamente com a palavra “crianças”, leva-nos a um patamar de egoísmo maléfico próprio de quem perdeu o juízo!
Transforma de imediato a classificação/valor da palavra “Criança”, que passa a ser um objecto e não uma pessoa, muito valioso, na medida em que pode ser usado a seu bel-prazer.
Muitas dessas pessoas até criticam veementemente esse tipo de atitudes, porque acreditam convictamente que aquilo que estão a fazer não é nada desse tipo, até acham que estão só e apenas a defender os direitos das crianças, quando na realidade estão a agir por vingança, com o intuito de magoar o outro, como se trouxesse algo de volta, como se mais dinheiro, ou ficar sem poderes paternais resolvesse toda a raiva que carregam.
Ficam cegos e, como um cavalo com palas, seguem em frente sem olhar para os lados.

Pequeno “à parte”: Se há um que já não quer estar na relação, por mais estúpido que seja o motivo, há razão para o fazer sofrer só porque nos fez sofrer? E onde é que nos leva essa vingança?

Toca a encher tribunais, perder tempo precioso (que poderia ser usado, e esse sim bem UTILIZADO, para dar apoio às crianças), gastar rios de dinheiro, stressar e ganhar anos de terapia e traumas para todos!

Também vejo, graças a Deus, divórcios nos quais não houve separação, nos quais as crianças perceberam (apesar de sofrerem também, porque é difícil não sofrer com uma separação!) que de facto era melhor assim, mas no qual os pais não deixaram de ser pais e, depois do divórcio, conseguem não mexer nos seus papeis de pais e educadores.

Divórcios em que ficou bem claro de que esta seria a melhor opção para TODOS.

Depois há os casos, que também não são assim tão raros, de pais ou mães que foram forçados a assumir os dois papeís (não por morte do outro, mas quase!)… e nestes casos, conheço alguns que venero.
Num caso especifico, crianças (que já são adultos) fantásticas e educadas com valores daqueles difíceis de encontrar, um exemplo! Exemplos destes não são assim tão raros e a minha querida amiga provou que é possível educar bem, sozinha e sem rebentar com a imagem de um pai que não quis ser pai. Explicando nas alturas certas que não somos seres perfeitos e que por vezes tomamos decisões erradas que nos podem mudar completamente o rumo da vida. Conseguindo assim dar-lhes uma lição sem minar a imagem de PAI, de modo a não haver traumas relacionados.

No fim, fica apenas a minha opinião, que não sou psicóloga nem nada que se pareça, que não sei mais do que ninguém, partilho apenas a minha opinião: Não se SEPAREM… se correr mal, divorciem-se BEM!

Ler também PROTEJA OS SEUS FILHOS DO DIVÓRCIO

 

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=M2g4YgsJ2EM]
Campanha “Children Marked for Life”, da SIRE (Foundation for Idealism in Advertising), que alerta para os efeitos que um “mau divórcio” causa nas crianças.

image “JustDivorced” from web

MÃE PELA PRIMEIRA VEZ:

Desinfecta:
Chuchas, biberons e tetinas, tudo isso e ainda o que couber no esterilizador fantástico que uma das avós ofereceu.

Veste: 
Casacos, camisolas, interiores, gorros, collants e sei lá mais o quê…em pleno verão, o bebé só mexe os olhinhos, fica completamente enchouriçado e acaba por passar a vida a fazer aerossóis.

No saco do bebé: 
Fraldas, chucha extra, toalhetes, pochete com cremes e creminhos, pochete com termómetro e remédios (aero-om e benuron), duas fraldas de pano, babetes, inter comunicadores (pelo sim, pelo não), muda de roupa, mas mesmo assim o saco vai bem arrumado e cabe tudo lá dentro, muito ao nível do “Sport billy”.

Lava: 
Toda a roupa com um produto hipoalergénico, especial para bebés  e separado da roupa dos outros habitantes da casa ou seja, faz máquinas de roupa ridículas com 3 ou 4 peças de bebé.

Stressa porque: 
O bebé dorme muito ou dorme pouco; come muito ou come pouco; a respiração ruidosa ou silenciosa; tosse ou não sabe tossir; funga ou não sabe fungar; faz muito ou pouco cocó; o cocó é verde ou amarelo; dá puns ou porque os guarda só para ele; parece cansado ou não pára quieto; tem borbulhas aqui ou acolá…a lista é interminável.

Muda de fralda:
De duas em duas horas, mas vai espreitando cada xixizito para o livrar prontamente do mesmo.

Dorme:
Pouco ou nada e de vez em quando acorda em sobressalto, com medo de ter perdido algum acontecimento. No meio do escuro, acaba por dar uma estaladona no bebé, porque quer apenas verificar se a criança está a respirar bem. O bebé que dorme descansado, acorda aos gritos. O pai também acorda e passa atestado de “perfeita anormal” à mãezinha da criança (esta aconteceu-me mesmo!!!).

MÃE PELA SEGUNDA VEZ…


Desinfecta:
Chuchas e tetinas vão para o esterilizador (que já está cheio de calcário) apenas nos primeiros três meses, tudo o resto vai para a parte de cima da máquina da loiça.

Saco do bebé: 
Vai cheio até à inconsciência, mas não leva nada de jeito lá dentro, às vezes até há falta de fraldas ou de toalhetes ou uma fralda suja dentro de um saco de plástico: “Que hoje mesmo a deito fora!”.
Ahhh Ahhh, mas tem sempre o aero-om e uma chucha extra! É previdente!

Veste:
Um casaco no verão, um casaquito e um gorro no inverno, mas se o bebé fica arreliado, tira-lhe o gorro e pronto!

Lava:
As roupas das crianças todas misturadas, e às vezes engana-se e também põe umas coisas do marido (Por esta altura já percebeu que afinal tem três filhos!).

Muda de fralda:
Sempre que o bebé faz um cócózito, por vezes esquece-se dos xixis…

Dorme:

Dorme, mas ainda acorda com qualquer punzinho!

Stressa porque:
O mais velho apanhou uma virose; o bebé também apanhou a virose; os dois estão doentes e não podem ir à creche; tem que levar os dois ao médico e ainda passar na farmácia; faltou ao trabalho; tem que fazer os aerossóis a dois; prender um numa cadeira de papas ou num parque, para poder tratar do outro; dar a medicação certa e nas doses certas a cada um! Pergunta muitas vezes a si própria como é que fazem as outras mães… prefere enlouquecer em comunidade.

MÃE PELA TERCEIRA, QUARTA, QUINTA OU QUALQUER OUTRA VEZ …

Desinfecta:
É apenas uma palavra que só existe para quando se quer mandar alguém embora.

Saco do bebé: 
… ou mala da mãe é a mesma coisa e só tem uma fralda, uns mini toalhetes e lenços de papel.

Veste:
“Agora visto-me menos vezes de fato de treino”… estavam a falar de quem?

Lava:
Tudo junto e com o detergente do pingo doce que é óptimo e baratissimo!

Muda de fralda:
Quando cheira ou já arrasta pelo chão. Questiona-se com o facto de gastar muito menos fraldas com este do que com os outros e acredita que os outros faziam mais cócós e xixis.

Dorme: 
Sempre que pode e em todo o lado, até de pé ou encostada a uma parede. Acorda, bem, acorda porque o despertador tocou.

Stressa porque:
Os miúdos estão doentes; o pai dos miúdos ressona que nem um Pug (Cães que ressonam, roncam e fungam); não consegue dormir porque alguém chora ou ressona; dormiu pouco; os medicamentos são caríssimos; de certeza que vai ser despedida e porque à saída do restaurante, a chegar ao carro, reparou que o marido saiu de mão dada com os dois mais velhos, e ela… bem, ela vinha a falar ao telefone e deixou o bebé dentro do ovo, em cima da cadeira, no restaurante!


AS MÃES SÃO AS MAIORES!

Ler também A verdade sobre ter um terceiro filho

Por Inês de Santar, para Up To Lisbon Kids®
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