O que levar para a maternidade?

Lavar as roupas do bebé à mão, organizar o quarto, preparar a mala para a maternidade… são das  tarefas que mais nos dão prazer durante a gravidez. E agora…está quase…!

Quando estiver com 36 semanas de gestação, tenha a mala pronta, para poder ter tempo para outros preparativos de última hora e preparar-se para o nascimento do seu bebé com serenidade.

Há quem opte por preparar uma mala apenas, para mãe e bebé, mas pode preferir uma para cada um, com roupas organizadas por dias ou não – fica ao critério de cada uma.

Deixamos duas listas que servem como orientação do que levar na mala para a maternidade: uma para o bebé e outra para a mãe.

Para o bebé

  • 6 bodies
  • 6 babygrows com pés
  • 4 pares de calças com pés
  • 1 gorro de recém-nascido
  • 2 pares de luvas finas
  • 2 casacos (mais ou menos quentes, consoante a estação)
  • 3 pares de meias
  • 3 fraldas de pano/ musselinas
  • toalha de banho
  • 15 a 20 fraldas descartáveis
  • lençol (alcofa)
  • Swaddle (manta de embrulhar bebé)
  • 1 manta de algodão ou lã merino
  • cadeirinha auto/ “ovo”

Para a mãe

  • 3 camisas de dormir ou pijamas abertos à frente
  • 1 robe
  • 2 soutiens de amamentação
  • 10 pares de discos de amamentação descartáveis ou 3 pares se reutilizáveis
  • 10 cuecas confortáveis
  • pensos higiénicos pós-parto
  • toalha de banho
  • gel de banho
  • chinelos e meias confortáveis
  • chinelos de duche
  • roupa confortável para sair da maternidade
  • escova de cabelo e elástico
  • escova e pasta de dentes

        Documentação:

  • Boletim de Saúde da Grávida
  • Cartão do Cidadão
  • Cartão de Seguro de Saúde ou outro
  • Exames/ecografias durante a gravidez

 

E já está! As listas do que levar para a maternidade, relembramos, são somente uma orientação, com base numa estadia de 2 dias na maternidade para os partos naturais e 3 dias para cesarianas.

E porque poderá estar exausta após o parto, além de que vai estar num ambiente diferente da sua casa, quem sabe pode levar consigo algo que lhe transmita conforto extra só para si, seja uma camisa de dormir bonita e macia, um gel de banho com o aroma de que mais gosta ou até o seu  batom preferido, que funcionará como um pequeno mimo, tão merecido durante estes primeiros dias de grande mudança.

Agora…é hora!

imagem capa fornecida pelo autor

Medo da trovoada, do escuro, dos monstros, de dormir sozinho…
Os medos podem manifestar-se por diversos motivos e sob diversas formas na vida de uma criança, e o papel dos pais, ou cuidadores, é fundamental para ultrapassá-los, evitando que se tornem traumas mais dificeis de superar.

O termo “trauma” deriva do grego e a sua tradução literal é “ferimento”.

Para lidar com os medos de uma criança o primeiro passo é oferecer segurança.
Acima de tudo deve respeitar-se a situação, nunca substimando o medo, pois o mesmo poderá ser um alerta sobre algo que tenha acontecido.

O que é que, perante uma criança que sofreu um trauma ou desenvolveu algum medo, podemos fazer? Como remediar? O que fazer primeiro?
Todo o esforço, por menor que seja, no sentido de proteger o desenvolvimento infantil, terá o seu efeito. Devemos, portanto, focar-nos em ajudar a criança, tentando ultrapassar o “ferimento” através dos meios que estiverem ao nosso alcance.

Em crianças muito pequenas podemos pensar, por exemplo, nas massagens, preferencialmente com um óleo adequado pois, através do toque e do calor das mãos, transmitimos cuidado e relembramos o corpo do seu ritmo metabólico.

Um brinquedo de conforto (também conhecido por doudou ou «ó-ó») será um pequeno amigo para o bebé, que nele encontra uma referência, algo que permanece com ele. Novamente, passa pelo conforto físico e pelo ritmo, por ser algo que está sempre lá, trazendo descanso.

Também uma swaddle, para embrulhar o bebé de poucos meses, poderá ajudá-lo a sentir-se apaziguado e seguro, além de o manter quentinho. O calor do corpo (não em excesso, obviamente) é importante para que a criança se sinta confortável, se sinta bem com o seu corpo, num momento em que possivelmente há uma debilidade que, sem grandes surpresas, passa pelo sistema metabólico. Quanto mais suaves e macias  forem as roupas, mais conforto poderão trazer à criança. Tudo o que possa contribuir para um conforto físico (seja o da pele ou o do meio envolvente), será benéfico para ajudar a ultrapassar o trauma.

Até aos 3, 4 anos, poderemos optar por manter a criança perto de nós, num porta-bebés. É sabido que um pano ou mochila ergonómica tem um valor inestimável no que toca à confiança que se vai gerando ao longo do tempo na criança transportada, graças ao contacto muito próximo que se cria, revelando cuidado por parte do utilizador do porta-bebés.

Para crianças mais crescidas há outros recursos igualmente importantes, como pintura, desenho, música e dança, enquanto meios de expressão e de cura – nomeadamente quando as crianças não conseguem falar sobre as suas experiências. Brincar é uma ferramenta vital para qualquer criança, pois  é na brincadeira que geralmente se reflecte o seu estado anímico. Assim, é imprescindível observar a criança enquanto brinca. Fornecer-lhe brinquedos que tenham qualidade, quer ao nível pedagógico como sensorial, para trabalhar os vários sentidos (tato, audição, visão) e o movimento. Quanto mais naturais forem os materiais dos brinquedos, mais próximos se encontram da própria natureza da criança.

Ler também O seu filho tem medo de ir dormir sozinho? 8 Dicas para o ajudar

Se a atuação dos pais não for suficiente e os temores se tornarem excessivos, passando de um medo natural para uma fobia permanente, causando alterações físicas e psiquicas, inclusivamente, a atuação dos pais deve ser complementada por uma ajuda mais especializada e profissional.

Em resumo, nunca devemos negligenciar o medo de uma criança. A compreensão e a conversa serão, sem dúvida, otimas ferramentas para o ultrapassar. Além disso, todo o cuidado que possamos oferecer-lhes, seja através do toque, do calor físico e anímico de um porta-bebés, da roupa confortável que os envolve e/ou brinquedos que lhes dão alegria, valerá a pena. Porque o mais importante é trazer de volta a merecida alegria à criança.

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E por falar em cuidados com a pele do bebé… Sabia que, nos primeiros dias de vida, os bebés têm contacto com cerca de 35 produtos cosméticos? São sabonetes e gel duche, cremes para corpo e rabinho e até perfumes dos adultos com quem convivem.

Hum…Tão bom o cheirinho do bebé!

As crianças ensinam-nos muita coisa.

Vão mostrar-nos, ao longo do tempo, que são de facto indivíduos únicos, com vontades e necessidades únicas. É importante, pois, assegurar o ambiente em que estão envolvidas, até porque, tendo em conta essa individualidade, tudo o que podemos fazer é zelar para que o  ambiente em que a criança vive seja de amor, higiene, conforto e segurança, sobretudo nos primeiros anos de vida, que vão definir muito do que a criança será em adulta.

Cuidados a ter com o bebé

Um dos maiores cuidados a ter inicialmente é com a sua higiene diária. A pele do bebé possui, como a dos adultos, uma fina camada de oleosidade, de qualidade insubstituível. Devemos, portanto, mantê-la diariamente. Primeiro que tudo deixar a pele absorver o vérnix inicial com que o bebé nasce evitando o banho nos 2 primeiros dias.

Depois disso, podemos optar ou  por uma limpeza diária do rosto, pregas da pele e rabinho ou por um banho curto com pó de trigo ou óleo de banho. Será suficiente dar banho três a quatro vezes por semana.

Nas zonas onde houve contacto com xixis, cocó, ou vomitados, muitas vezes bastará lavá-las com água limpa. Se a pele for muito sensível, é natural que faça reação ao cloro da água da torneira e, por isso, pode sempre usar produtos que não necessitem de ser removidos com água na limpeza do rosto ou da zona da fralda. Os resíduos de cremes ou fezes podem ser removidos com óleo 100% natural, para uma melhor absorção e hidratação da pele do bebé.

Em relação aos óleos cutâneos infantis, os mais adequados são os que contêm calêndula, camomila, argan ou amêndoas, por serem muito calmantes e semelhantes à pele do bebé.

Na hora de ir para a rua não esquecer os muito versáteis toalhetes. Mas atenção,  use sempre toalhetes biológicos para serem muito suaves para a pele.

Os bebés e os produtos cosméticos

E por falar em cuidados com a pele do bebé… Sabia que, nos primeiros dias de vida, os bebés têm contacto com cerca de 35 produtos cosméticos? São sabonetes e gel duche, cremes para corpo e rabinho e até perfumes dos adultos com quem convivem.

Pois é, a ideia é deixar os bebés limpos e cheirosos, mas, infelizmente, esses  cosméticos não fazem bem à saúde do seu filho. A maioria contém químicos que são nocivos para a saúde do bebé e podem causar alergias, irritações e até cancro. A pele da criança é tão fina que a absorção dessas substâncias incluídas nos cosméticos é maior. Estima-se que a sua pele delicada possa absorver 6 vezes mais do que a pele de um adulto. Agora, imagine a quantidade de químicos que o seu bebé vai acumular no organismo se usar diariamente champô, cremes, óleos…

Existem 6 ingredientes considerados tóxicos que deve evitar e que normalmente se encontram nos cosméticos para bebés:

1. Lauril sulfato de sódio

Ingrediente utilizado na maior parte dos produtos de higiene pessoal para fazer espuma, eliminando o excesso de oleosidade tanto na pele como no cabelo. No entanto, a sua utilização prolongada pode provocar irritações na pele e nos olhos e, em casos mais graves, diarreia e dificuldades respiratórias. Até aos 6 anos deve ser evitado porque contribui para os dentes ficarem mais amarelados.

2. Óleo mineral

Sabia que os óleos para bebé são, na maioria, óleos minerais com fragrâncias? E que o óleo mineral é feito a partir de petróleo? Por isso, evite os óleos à base deste composto, que impedem a pele de respirar e libertar toxinas, uma vez que criam uma espécie de “capa” sobre a pele.

3. Propilenoglicol

Composto químico que funciona como diluente de outras substâncias (usado em fábricas onde os trabalhadores têm de usar proteção quando manuseiam este produto).  Permite ter texturas mais cremosas e uniformes. O seu uso pode causar alergias, irritações e afetar os rins e o fígado.

4. Perfume

Feito à base de petróleo, este composto pode ser, na verdade, feito a partir de quase 4 mil ingredientes químicos. De acordo com alguns testes, este composto contém alérgenios, desreguladores de hormonas e toxinas que podem causar danos cerebrais e distúrbios comportamentais.

5. DEA, TEA e MEA

Desreguladores hormonais que podem provocar cancro. Compostos facilmente absorvidos pela pele.

6. Parabenos

São agentes de conservação conhecidos por irritarem a pele e os olhos. São causadores de alergias de contacto. Alguns parabenos são suspeitos de causarem cancro, desde a publicação de estudos que mostravam a presença de parabenos em tumores do peito, por exemplo. A toxicidade reprodutiva dos parabenos já foi demonstrada.

Então o que fazer?

Procurar cosméticos biológicos, sem produtos sintéticos ou derivados do petróleo e muito ricos em substâncias calmantes e regenerantes para a pele do bebé.

imagem fornecida pelo autor

Nesta época das festas as crianças têm uma intoxicação de tudo: muito convívio e muita família, mas também muitos presentes, muita comida, muitos eventos fora de horas e muito estímulo ao longo do dia. Muitos pais sentem os filhos hiper estimulados após as festas e muita dificuldade em acalmá-los.

Como tal, resolvemos dar-vos algumas dicas para desintoxicar as crianças após o ano novo, fazendo um programa detox de 10 dias, muito à semelhança do que poderíamos fazer com os adultos – a grande diferença é que com as crianças não devem haver radicalismos.

Assim, o primeiro passo é explicar às crianças o que vamos fazer de forma a que compreendam e aceitem o “regime” de desintoxicação (detox) e percebam que é temporário.

De manhã em jejum darem a beber um copo de água morna com 10 gotas de limão, que ajuda a purificar o fígado.

Depois, o pequeno-almoço regular, a que a criança está habituada, com adição de uma peça de fruta.

Durante a manhã e até ao almoço comer apenas maçãs, uma ou duas, consoante o apetite da criança.

O almoço e o jantar devem ser os normais, com a adição de muitos vegetais verdes e abacates. Introduza jantar vegetariano quatro vezes na semana, alternados. Comece com pratos simples e que facilmente os atraiam como massa com vegetais ou brás de legumes.

Ao lanche adicione uma mão cheia de frutos secos e sementes para aumentar o consumo de ómega-3. Adicione óleo de fígado de bacalhau como suplemento e mantenha até ao verão.

Para além da alimentação é importante voltar às rotinas e estarem afastados da televisão, tablets e telemóveis. Ao fim do dia leiam livros com eles, brinquem e joguem em família, sem tecnologias.

Aproveite o fim de semana para realizarem programas ao ar livre, respirar ar puro, passearem e observarem a natureza. Afinal são só 10 dias para afastar os mais pequenos da hiper estimulação dos nossos tempos e darmo-lhes a oportunidade de apaziguar a respiração e acalmar as emoções e os pensamentos.

No fim vai valer a pena…

imagem@gettyimages

Um Natal “verde” vai para além do oferecer presentes ecológicos, o que já é um excelente ponto de partida. Está sobretudo nas nossas ações conscientes.

Feche o ano com chave de ouro: aposte na criatividade para fazer mais com menos.

Escolheu mimos biológicos e ecológicos para oferecer aos que mais ama? Fabuloso. Agora, imagine que consegue seguir essa linha nas várias vertentes que englobam esta época e imbuir o espírito em toda a família?

Para lhe servir de inspiração, pode experimentar algumas ideias (exequíveis) para ter um verdadeiro eco-Natal. Recomendação: pode e deve experimentar isto em casa.

  • Comércio justo

Compre produtos de comércio justo. Assim está a ter um Natal mais ecológico em casa e a contribuir para uma vida mais justa para os trabalhadores que produzem o presente que vai oferecer!

  • Brinquedos de qualidade

Escolha brinquedos feitos de material reciclado. As crianças não precisam de ter muitos brinquedos: escolha apenas um, mas que seja bom. Que tenha qualidade elevada, que não tenha tintas tóxicas, que se adeque à fase em que está. E, numa linha ecológica, opte por brinquedos que não gastem energia (pilhas ou eletricidade). Ofereça um brinquedo ou jogo educativo, que apele à imaginação da criança, e claro, que não promova a violência.

  • Árvore de Natal

Pinheiro de Natal sim, mas verdadeiro, por favor. As árvores de Natal de plástico duram mais tempo? Teoricamente sim, mas além de, na maioria das vezes, serem deitadas no lixo após algum uso devido ao seu aspeto gasto, provêm do petróleo (PVC), que liberta toxinas – algo que não vai querer por perto, muito menos nesta época. Por sua vez, um pinheiro verdadeiro pode ser replantado num vaso e durar o ano inteiro em casa – para quem lida com crianças,  entende o incrível que é para uma criança ver a árvore a crescer tal como ela.

E quando já não puder manter a árvore em casa, pode sempre replantá-la na floresta mais próxima. Certamente não levará anos a desfazer-se, como as de PVC. Pelo contrário, pode até crescer.

  • Embrulhos

Será que precisa de comprar papel de embrulho? Talvez não. Quem sabe descobre papel que serviu para embrulhar outros presentes, ou algo mais criativo como um mapa, um cartaz, um jornal, papel reciclado, papel de seda embrulhado em forma de rebuçado…

Sempre que possível, substitua a fita-cola dos presentes por fitas de tecido.

E por falar em tecidos, e se embrulhasse um presente com um pano bonito? Sim, com tecidos…! Os japoneses têm um nome para esta técnica: furoshiki.

  • Decoração de Natal

Uma casa decorada com gosto anima qualquer pessoa nesta quadra festiva, mas também estes pequenos ornamentos podem ser amigos do ambiente. Pode conseguir vários apontamentos natalícios para decorar a casa ou o pinheiro de Natal, através de elementos naturais como laranjas perfuradas com cravo-da-índia, pinhas, bagos vermelhos, ramos de pinheiro e azevinho ou paus de canela.

Quanto às velas, tão populares especialmente nesta época, escolha as de cera de soja ou de cera de abelha e biológicas, que não libertam toxinas.

  • Luzes

Se gosta de luzes na árvore de Natal ou nas janelas, opte por lâmpadas LED que são mais económicas, e desligue-as quando não forem necessárias.

  • Amigo secreto. Ou melhor: familiar secreto

Faça uma espécie de amigo secreto entre a família e amigas/os. Junte-os, coloque o nome de cada um num saco e depois é descobrir a quem vai oferecer o presente! Reduz a lista para uma pessoa, além de que não só é económico como tem muito mais graça ver a expressão de cada um ao tirar um papel com o nome do «amigo-secreto».

  • Postais de Natal

Em vez de comprar postais, faça os seus próprios postais ou cartões de Natal. Existem inúmeros vídeos na internet onde pode aprender a fazer postais criativos com a técnica de scrapbook, por exemplo.  Se não lhe for viável esta opção, que tal oferecer postais de Natal que apoiam causas de solidariedade social?

  • Ceia de Natal com todos

Surpreenda todos com uma ceia de Natal deliciosa, com produtos frescos e provenientes de agricultura nacional, biológica, tanto quanto possível, incluindo os sumos para os mais pequenos, os vinhos e os doces.

  • Receitas

De forma a não exacerbar a azáfama típica que antecede a grande noite de Natal, faça por aproveitar os bons momentos, selecionando apenas receitas boas mas simples de preparar. Muitas mamãs chegam a ficar ansiosas ao antever a quantidade de doces que poderão ser  oferecidos aos seus bebés, que ainda mal iniciaram os sólidos.

Que tal experimentar uma receita básica de pudim sem ovos e pouco doce?

A receita é mesmo simples:

  1. Adicione 1 colher de sopa de araruta (arrow root) por cada chávena de líquido (seja leite de arroz, de soja, de aveia ou outro).
  2. Aromatize a gosto com raspas de limão ou laranja, vagem de baunilha, banana madura…
  3. Leve ao lume até ferver e cozinhe até engrossar;
  4. Se quiser adoçar, faça-o com mel de arroz ou mel comum. Adicione 1 colher de sopa (eventualmente mais) por cada chávena de líquido.
  5. Verta a sobremesa para uma taça e deixe arrefecer. Depois, poderá polvilhar com canela.

No fim da festa, já depois de estarem restabelecidos e ainda em modo alegria, poderá juntar as crianças para fazerem o jogo da reciclagem: separem o papel de embrulho e as fitas que podem ser reutilizadas e coloque o restante papel, caixas e embalagens no seu respetivo ecoponto.

Aproveite bem o tempo com a sua família e…

Feliz Natal!!!

Os movimentos e os estímulos físicos, neuronais e emocionais que um bebé recebe através do babywearing, ou seja, ao ser transportado num pano ou numa mochila para o devido efeito, são fatores que favorecem a fundação de um desenvolvimento físico e anímico sadio da criança. A criança acalma, sente-se segura perto da mãe (ou pai), chora menos, tem menos cólicas e desenvolve a sua estrutura óssea da melhor forma. Em conjunto com as vantagens que também os pais têm (poderem ficar com as mãos livres, não terem os dramas de carregar o ovo ou subir e descer escadas com um carrinho), representam os benefícios cada vez mais (re)conhecidos, de usar os porta-bebés ergonómicos.

Atualmente existem inúmeras possibilidades de porta-bebés, desde panos a mochilas, passando por panos pré-montados, slings de argolas, mei-tai, mochilas ultraleves, híbridos pano/mochila/mei-tai, todo um mundo de hipóteses. Ora, o que é que realmente importa na hora de decidir qual o melhor porta-bebés para mim?

Dois fatores são primordiais: primeiro, que seja ergonómico para o bebé, segundo, saber quais são as minhas necessidades e o que pretendo fazer com o meu porta-bebés. Entenda-se, pois, que não existe um porta-bebés que seja igualmente perfeito para toda a gente.

Ergonómico significa, na prática, que o porta-bebés garante que a criança vai na posição de rã, com as pernas abertas, joelhos ligeiramente acima do nível da bacia, e a coluna em C, formando uma ligeira curva. Portanto, um marsúpio onde o bebé vai completamente reto, com as pernas  a pender, não é ergonómico. A posição de rã, todavia, não é possível a um bebé recém-nascido, dado que a amplitude da bacia vai sendo adquirida aos longo dos primeiros meses.

Passando à segunda questão, basta então refletir sobre quais as minhas necessidades relativamente a um porta-bebés:

– quero usar o porta-bebés desde o nascimento ou só mais tarde?

– pretendo usar o porta-bebés intensivamente ou pontualmente?

– serei a única utilizadora ou o pai (ou outra pessoa) também vai usar?

– imagino-me na rua com um pano ou com uma mochila?

– tenho persistência para treinar um pouco a dar os nós, no pano?

– pretendo um porta-bebés compacto, que possa levar nas minhas viagens?

– quero um porta-bebés que me sirva desde o nascimento até aos 3 ou 4 anos?

– em que posições me é importante levar o bebé? Só frente, frente e costas, de lado?

 

– o meu bebé é prematuro?

– quero um porta-bebés que me permita amamentar enquanto o uso?

Os panos são bastante harmoniosos numa fase inicial, quando o bebé nasce, sendo efetivamente a melhor opção para um bebé que seja prematuro. O pano é muito confortável, mais leve e macio do que uma mochila. No entanto, os panos requerem um pouco de treino e paciência. Com a prática, domina-se a técnica. E aí poderá utilizar o pano até a criança ter 15kg.

As mochilas são, por outro lado, porta-bebés estruturados, quase prontos a usar. Por esta característica, a de serem práticas, são a preferência de muitos papás (homens). As mochilas estão geralmente preparadas para bebés a partir dos 3,2kg, e permitem uma utilização até aos 20kg.

Voltando à primeira categoria, existem basicamente 3 tipos: um, os panos que são uma faixa longa, com cerca de 4,5 metros, que por serem uma faixa única, são os mais versáteis dos porta-bebés, pois conseguimos usá-los de mil e uma maneiras, com estilos diferentes; dois, os slings de argolas, que permitem levar o bebé na posição “de berço”, na anca e, com alguma prática, sentado à frente quando o bebé é pequeno, têm suporte assente na zona do ombro, são uma excelente opção para quem deseja algo rápido de colocar, de ajuste fácil, e que precisa de transportar o bebé por pouco tempo, dado que o peso fica concentrado em apenas um dos ombros; finalmente, há o pano cruzado atrás, que é muito prático para quem gosta de pano mas quer algo preparado, sem ter de dar “voltas” ou nós. Qualquer um destes três tipos de panos pode ser usado desde o nascimento até cerca de 15kg.

Existem os mei-tai, de origem oriental, que são constituídos por painel retangular frontal e 4 faixas (duas em cima e duas em baixo) que cruzam atrás e na anca, e permitem levar o bebé à frente e nas costas. Estes são uma boa solução para quem gosta de algo simples, pouco estruturado como o pano mas mais rápido de colocar (como uma mochila), é mais recomendado a partir dos 3 meses, apesar de poder ser usado antes, e suporta até 15kg.

Quanto às mochilas, existem várias marcas, com pequenas características que as diferenciam (composição, adaptador para recém-nascido, padrões, existência ou não de extensor, ajustes, bolsos, possibilidade ou não de remoção de capuz, entre outros detalhes). Existem mochilas fortemente estruturadas, que são excelentes para uma utlilização intensiva como passeios longos, passeios diários,  e, por outro lado, as que são ultraleves, especialmente criadas para quem viaja muito e não dispensa o porta-bebés, já que são práticas como a mochila habitual mas são mais compactas devido à sua composição em nylon. Estas, ultraleves, podem ser utilizadas a partir do terceiro mês até aos 20kg.

Em conclusão, para optar por um pano ou uma mochila, sling de argola ou mei-tai, entre as inúmeras possibilidades à disposição no mercado, interessa compreender o que é que cada um precisa, qual a sua realidade e, claro, que seja um porta-bebés ergonómico para o seu bebé. Uma coisa é certa: praticamente todos os bebés adoram ser transportados junto a nós, nós adoramos tê-los sempre pertinho do coração, e o melhor de tudo é que crescem saudáveis e confiantes!

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Sabemos que a necessidade de sono de um bebé não é a mesma que a de um adulto.

Quando nasce, o bebé passa muito tempo a dormir, mas também tem necessidade de acordar para se alimentar, mudar a fralda, receber carinho e aconchego, etc.

Há dois factos importantes a reter no que respeita ao primeiro ano do bebé: o crescimento físico (o peso da criança aumenta cerca do triplo) e o desenvolvimento (cognitivo, metabólico, motor).

O crescimento acontece durante o sono, ao passo que o desenvolvimento é estimulado enquanto a criança está acordada. No entanto, são complementares: a vivência do bebé enquanto está desperto é assimilada pelo organismo, repercutindo-­se pelo sono. É enquanto se alimenta e movimenta que os órgãos se desenvolvem; o que os órgãos assimilaram durante o período de atividade vai refletir-se durante o sono do bebé, promovendo o seu crescimento físico. Dada esta equação, torna-­se salutar conseguir um equilíbrio entre ambas as partes.

Até ao primeiro ano de vida deverá estar estabelecido um equilíbrio entre o ritmo dia/noite. Este vai verificar-­se pelo bom funcionamento dos órgãos e no desenvolvimento em geral.

Mas, e se a criança não dorme como devia? Dorme pouco, leva muito tempo a adormecer, ou tem interrupções no sono?

Podemos procurar dar resposta a algumas questões:

• Qual é o estado geral da criança de dia e de noite?

• Terá fome?

• O bebé sente frio ou calor? Está a usar roupa adequada? A fralda precisa de ser mudada?

• Como é o ambiente que rodeia a criança? A cama, o quarto, a família, o ritmo, a casa… há ruído, frio, organização, confusão?

• Tem cólicas ou prisão de ventre, comeu alimentos de difícil digestão?

• Estão a chegar os primeiros dentes?

• Existe um ritmo estabelecido?

• Como está a mãe? Satisfeita, cansada, alegre, ansiosa, frustrada?

Após observarem a criança e refletirem sobre as várias possibilidades, quando os pais descobrirem o que pode estar a gerar a instabilidade do sono, a pergunta seguinte é: o que fazer?

Se o bebé tem fome, naturalmente é alimentá-­lo. Numa primeira fase com leite materno (preferencialmente), tendo a mamã cuidado na sua alimentação para não tornar a digestão do bebé mais difícil.

Quanto à roupa escolhida para o bebé, uma boa opção será a lã merino, dado que regula a temperatura corporal. Em época de frio, um body de lã e seda garante que a criança permanece quente.

A própria caminha da criança deverá ser confortável e simples, transmitir conforto através de lençóis que respirem, 100% algodão, ou simplesmente um saco de dormir macio e confortável que mantém o bebé tapado. O berço deverá ter poucos bonecos ou distrações, para que o bebé entenda claramente que é um lugar para dormir. O quarto deverá ser arejado, limpo e organizado, de maneira a promover um ambiente acolhedor.

Se o problema for cólicas ou prisão de ventre, apostamos numa boa alimentação, onde os alimentos sejam pouco processados, em especial se o bebé vai dormir de seguida. Também um óleo próprio para massagem pode ajudar, aplicado na barriguinha em movimentos suaves e circulares, no sentido dos ponteiros do relógio. Posteriormente, uma bolsa de caroços de cereja aquecida, aplicada sob o abdómen do bebé, será também muito útil.

Entretanto, surgem os primeiros dentes, fase sobejamente conhecida e não pelos melhores motivos.

A maioria das crianças sente grande desconforto nesta altura, devido às dores provocadas pelo crescimento dos dentes, às vezes acompanhadas de febre.

Um mordedor dará uma ajuda, de preferência também de borracha natural como a chucha, e um bálsamo adequado para os primeiros dentes que acalme a dor.

No que respeita ao ritmo, é evidente: tentar, tanto quanto possível, fazer as mesmas coisas à mesma hora, transmitindo assim tranquilidade ao bebé (além de ser bom também para os pais, que poupam energia). Convém ter em mente uma das regras de ouro em relação aos distúrbios persistentes do sono: o sono da mãe é sagrado. Ela – e eventualmente o pai – deverá garantir um período de sono suficiente. Se assim não for, como poderá manter­se paciente e até presente nas várias horas de trabalho diário? A mãe deverá, pois, levantar­se o mínimo possível de noite.

Até perto do primeiro ano a mão que consola a criança no berço é uma boa solução. A criança sente-­se segura e volta a dormir. Pode também dizer, com tanta calma exterior e interior quanto possível, algo como: “Dorme bem, a mamã também vai dormir”. A mamã é o primeiro modelo que a criança imita, portanto se conseguir efetivamente deitar-­se e dormir também, tanto melhor. E mesmo que o bebé pequeno não entenda ainda o significado das palavras, ela capta a intenção do discurso.

Em situações em que seja necessário tomar alguma medida, como por exemplo levar a criança para a cama dos pais, é importante que apenas um dos adultos (mãe ou pai) a execute, porque a instabilidade tende a aumentar quando dois adultos têm o sono interrompido e, pior, se entrarem em conflito entre si.

Há outros fatores que podem contribuir para um relaxamento e assim promover um sono mais tranquilo, nomeadamente:

• um banho reconfortante numa banheira pequena em que possa ficar sentado como no útero;

• a técnica swaddle ­ durante os 2 primeiros meses sensivelmente, o bebé vai agradecer se o embrulhar em forma de crepe numa manta que fique justa. Existem mantas próprias para o efeito.

• um boneco de conforto – conhecido por doudou ou ó­ó – de preferência com lã por dentro,

uma vez que a lã absorve o cheiro facilmente, podendo reter o cheiro da mãe, que acalma o

bebé;

• uma chucha de borracha natural (a preferida da maioria), que estimula a sucção tão

característica e apaziguante nesta fase;

• uma massagem suave;

• fraldas à base de bambu, pois são mais frescas e absorvem mais, evitando muitas

mudanças da fralda durante a noite.

Entretanto, em casa ou na rua, leve o seu bebé junto a si, vai ser bom para ambos. Pode transportá­-lo num pano ou uma mochila ergonómica. Esta é uma excelente medida para ter um bebé relaxado, confiante, calmo e sem cólicas. Além disto, pode fazer as restantes tarefas sem ter de se preocupar em ir ao quarto de cinco em cinco minutos ver se o bebé está a respirar, ou sem ficar sob stress porque tem de carregar a cadeirinha/ovo e os sacos das compras.

O grande segredo é ter um bebé relaxado e descontraído para conseguir adormecer. Ritmo e rituais de relaxamento é tudo o que é necessário para todos terem um sono tranquilo.

Finalmente, a boa notícia para as super mães que se sentem super cansadas é: as noites mal dormidas são apenas uma questão de tempo, vai passar! Até lá, aproveitem os momentos em que, cheias de sono, se levantam para alimentar o bebé no silêncio da noite, porque têm-­no só para vós.

 

Por Marta Ribeiro, para Up To Kids®
Todos os direitos reservados

 

SHANTALA: a banheira que não pode faltar no baby shower

Se há atividades calmantes e revigorantes que podemos experimentar em casa, uma delas é o banho.
E no caso dos bebés, nomeadamente os recém-nascidos, pode mesmo fazer toda a diferença no começo de vida.

Alguma vez pensou em como será o primeiro banho do seu bebé?

É habitual que os bebés pequenos, até aos 2/3 meses, fiquem tensos e chorem quando tomam banho.
Felizmente existe a Shantala, cada vez mais conhecida entre as mamãs: uma banheira transparente, com um formato vertical, que pode tornar o banho dos bebés mais tranquilo e alegre, terapêutico até.
A forma especial da banheira Shantala permite que o seu bebé, mesmo recém-nascido, tome um banho relaxante sentado. A posição fetal, com água quentinha até aos ombros, traz-lhe um conforto e segurança semelhantes ao que tinha no útero. Além de que esta posição sentada pode, inclusivamente, reduzir as cólicas.

Graças ao seu formato vertical, a Shantala é mais fácil de transportar (mesmo estando cheia) do que as banheiras comuns.

Além disso, o desnível na parte superior frontal – rebaixado ao nível dos braços do adulto – torna a utilização mais fácil para os pais. O facto de ser transparente permite-lhe também, ver o bebé dentro de água. Outras vantagens desta banheira assentam na economia: necessita de menos água e ocupa menos espaço em comparação com as banheiras tradicionais, podendo colocá-la em qualquer parte da casa.

E quando o bebé for grande, o que fazer com a Shantala? Pode usá-la como cesto para os brinquedos, balde para a roupa, cesto na casa de banho, pode levar para a praia como piscina…

Os benefícios da banheira Shantala são reconhecidos não só por várias mães como por profissionais de saúde infantil.

Ficam ainda alguns conselhos de utilização:

  • Nunca deixe o seu filho sem supervisão dentro da banheira
  • Verifique a temperatura da água antes de pôr o bebé na banheira
  • Não coloque a Shantala dentro de uma banheira de adulto com água.
  • Nunca use a Shantala se estiver quebrada ou rachada
  • A água deverá manter-se até ao nível dos ombros do bebé

A Shantala deverá estar assente sobre uma superfície lisa e firme.

“Quando as crianças brincam
E eu as oiço brincar,
Qualquer coisa em minha alma
Começa a se alegrar.

-Fernando Pessoa, Cancioneiro-“

Areia, água, um balde e uma pá.

Esta poderá ser uma “receita” simples para horas de brincadeira de uma criança pequena.

A primeira característica observável do brincar da criança é o movimento. E é esse impulso, o de agir, que move a criança a conhecer o mundo. Desde o útero que se movimenta e brinca, depois com poucos meses toma consciência das próprias mãos, do resto do corpo, começa a andar e a saltar e por aí vai na sua habilidade, descobrindo a arte de brincar.

Consoante a idade da criança, haverá brincadeiras diferentes, pois cada fase tem as suas características. O bebé pequeno vai apreciar um boneco de conforto, macio, de algodão, com pouca informação visual – vulgarmente chamado “doudou” ou “ó­ó” e por volta dos 6 meses aprecia as rocas com pequenos guizos.

Por sua vez, uma criança com 1 ano costuma gostar de bolas e brinquedos de puxar (com um cordão), que inclusivamente a estimula a caminhar já que a vai acompanhando a cada passo.

Até aos 2/3 anos, para além de carrinhos pequenos e animais (um coelhinho ou um urso, por exemplo), também adora empilhar blocos – esta é uma atividade excelente do ponto de vista psicomotor. Ao mesmo tempo que experiencia uma vivência arquitetónica, construindo pontes, torres, castelos que se constroem e desconstroem… faz, desfaz, refaz, testa­-se o equilíbrio!

Por volta dos 3 anos, porém, há uma clara mudança na atitude e interesse da criança. Agora ganha consciência de que existe ela e existem os outros, diz “eu”: chega o momento social. Uma das principais características do brincar das crianças, sobejamente conhecida, é a capacidade de imitação – no caso das meninas talvez seja mais evidente. Geralmente reproduzem a mãe a fazer um bolo, adoram brincar com bonecas fazendo famílias, organizando verdadeiros momentos de partilha com um convite para um chazinho, distinguindo quem é a mãe, o pai e o bebé… Mas também os rapazes, sem preconceitos, costumam gostar de brincar com as cozinhas, além dos clássicos comboios, camiões e foguetões.

A partir dos 4, mais ou menos, a mente criativa da criança continua a borbulhar. Chegam os amigos imaginários, a motricidade fina já se aprimorou, e poderá apreciar bastante as artes: pintura, música, modelagem, etc. Geralmente gosta de instrumentos musicais e, dado que as brincadeiras do faz ­de ­conta ficaram mais apuradas, vai querer os objetos da realidade que a rodeia em ponto pequeno: as frutinhas e vegetais que se podem cortar, as taças, os pratinhos, os camiões grandes com capota que abre, o avião cuja hélice roda, tudo como vê no mundo dos crescidos!

Aos 5 a capacidade imaginativa sofre um abrandamento, chegando a perguntar ao adulto o que é que há de fazer ou do que há de brincar. É uma altura em que poderemos dar tarefas mais dirigidas, pedindo-­lhe, por exemplo, que pinte uma casa, com determinada cor.

Brincar, com os devidos momentos de preparação, realização e conclusão da brincadeira, está visto, é o trabalho da criança. Ora, tal como para nós, adultos, deverão existir condições para o poder fazer. A qualidade dos instrumentos de trabalho – os brinquedos, portanto – deverá ser a melhor possível.

A natureza oferece-­nos muitas possibilidades de materiais para serem modelados. A areia e a terra, misturadas com água ou não, blocos de madeira, pinhas e pedras fazem as delícias dos mais pequenos. Mas, e em casa? Como podemos oferecer-­lhes o melhor quando não é viável trazer areia ou demais elementos da natureza para casa?

Um brinquedo de materiais naturais, seja de algodão, de madeira, por exemplo, ou um até de plástico, quando ecológico, poderá trazer parte dessa qualidade.

Um boneco feito a partir de algodão biológico e lã, de excedentes de madeira ou de pacotes de leite, pintado com tintas vegetais, nada tem a ver com outros feitos de poliéster ou plástico carregados de tintas tóxicas e chumbo. Os últimos, não só são diferentes ao toque como a longo prazo, por efeito de acumulação, representam um perigo para as crianças.

O efeito cumulativo das substâncias tóxicas que se vão libertando na pele e na corrente sanguínea – em especial no caso dos bebés, que tendencialmente colocam os brinquedos na boca – está cada vez mais associado a alterações ao nível endócrino, a hiperatividade e problemas de comportamento ou de aprendizagem. Finalmente, se tivermos em conta o impacto ambiental que tem um ou outro tipo de brinquedos, sem dúvida que os brinquedos ecológicos, ideais para os nossos filhos, são também os melhores para o ambiente.

Permitamos, pois, o brincar livre da criança, com a maior qualidade possível, quer de brinquedos quer de ambiente que proporcionamos. Permitamo-­nos, também, resgatar a nossa capacidade de brincar tornando-­nos parceiros e incentivadores das nossas crianças.

Promover as brincadeiras é promover um desenvolvimento saudável nos nossos filhos. A probabilidade de se tornarem adultos felizes e com gosto pela arte de trabalhar é muito maior.

Por Marta Ribeiro, Organii, para Up To  Kids®

Que não se tape o sol (só) com a peneira

“É possível desfrutar do sol mas protegendo a minha família e respeitando a natureza?”

Eis a questão colocada por muita gente, nomeadamente quando pensamos nas nossas crianças – sabemos que a  sensibilidade da pele infantil aos raios solares é maior do que a da pele de um adulto.

As crianças muitas vezes podem já ter recebido uma dose excessiva de sol mesmo sem apresentar queimadura, o que se pode verificar por sintomas como calafrios, febre até 40ºC, vómitos e dor de cabeça.

Além dessa, há cada vez mais questões que se levantam: qual o melhor protetor solar? O que significa SPF 30 ou 50? Os protetores solares, mesmo os que são para crianças, contêm químicos? Qual é a diferença de um protetor mineral e como atua? Os protetores serão inócuos para a nossa saúde? E para o ecossistema?

Pois é. Escolher um bom protetor solar para a família afinal requer alguma reflexão. Assim, mais vale ir por partes.

O que significa SPF?
Para poder tomar uma decisão consciente, importa compreender primeiramente o significado desta sigla inglesa. “SPF” significa Sun Protection Factor (fator de proteção solar) e é o indicador que faz a relação entre o tempo de exposição solar e a percentagem de proteção que o protetor concede.

Por exemplo: se no verão estiver ao sol às 9h, a sua pele leva 20 minutos a desenvolver eritema. Nas mesmas condições, se aplicar um protetor solar SPF 15, poderá contar teoricamente com uma proteção  durante 300 minutos (20min x 15= 300min).

A nível de efetividade é importante perceber as diferentes percentagens de atuação de cada fator. Uma proteção solar SPF15 bloqueia 93% dos raios UVB enquanto que uma proteção SPF 30 bloqueia 97% e uma proteção SPF 50 bloqueia 98%. Os Raios Ultavioleta (UV) apresentam diferentes comprimentos de onda. Os Raios UVA penetram profundamente na pele, na derme. Os Raios UVB, mais presentes no verão, atingem um comprimento menor penetrando na epiderme da pele, provocando efeitos mais imediatos do sol sobre a pele: queimaduras, inflamações e vermelhidão.

Os protetores solares, mesmo os que são para crianças, contêm químicos?
A maioria, sim.

Como é que os protetores que contêm químicos funcionam?
Os filtros químicos são absorvidos pela pele e só atuam 30 minutos após aplicação. Os raios solares UV que penetram na pele são transformados por estes químicos, resultando em substâncias potencialmente alergénicas e fototóxicas. Alguns estudos indicam que a atuação destes agentes químicos têm um efeito semelhante ao das feronomas femininas. A longo prazo, conduzem a distúrbios endócrinos, prejudiciais à nossa saúde. Além dos perigos para a nossa saúde, os protetores solares que contêm químicos representam uma ameaça para os recifes de corais.

Como é que um protetor solar mineral funciona?

Os protetores minerais são uma barreira física, funcionando os minerais como micro espelhos que refletem os raios solares. A sua ação é instantânea e o seu efeito é duradouro.

No entanto, é importante ter em mente que a maioria dos protetores solares minerais disponíveis no mercado também contêm químicos, que vão sendo gradualmente absorvidos pelo organismo. E, novamente, pelo meio ambiente.

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Qual é o impacto dos protetores solares com químicos (incluindo a maioria dos minerais) no ecossistema?

Há estudos que demonstram que as substâncias químicas presentes nos protetores solares UV (tais como parabenos, derivados de cânfora, cinamatos, benzofenonas, entre outros) têm um efeito prejudicial não só na nossa saúde como nos ecossistemas*.

Os resíduos dos protetores libertados no mar destroem bactérias do plâncton, o que altera a sua simbiose com os corais e  consequentemente provoca o branqueamento de recifes de corais, levando à sua morte. Mais, os protetores solares com químicos potenciam a proliferação de vírus no mar por induzirem o ciclo lítico de procariontes que tenham infeções lisogénicas.

De facto, estes filtros exponenciam a propagação de vírus que causam a morte dos corais, ao ponto de terem sido proibidos em praias de certas regiões, especialmente zonas turísticas.

Atendendo a que somos parte do todo, sabemos que mais cedo ou mais tarde o que afeta o meio ambiente afeta-nos, e vice-versa.

Por todos estes fatores, a opção mais sensata será um protetor solar mineral biológico, cuja formulação esteja em conformidade com todas as normas europeias de proteção solar – incluindo serem livres de nano partículas. Ao mesmo tempo, é possível encontrar protetores solares biológicos que para além de protegerem dos raios UVB sejam  hidratantes. Por exemplo, à base de aloé vera, óleo argan, jojoba e calêndula, são ideais para nutrir até a pele sensível dos mais pequenos.

E nunca é demais relembrar as demais “regras” básicas de proteção solar para as crianças: roupa clara, um chapéu com abas e evitar exposição ao sol entre as 11h30 e as  16h30.

Em jeito de conclusão e respondendo à questão inicial: sim, é possível sim proteger-se, e à família, de forma segura tanto para a sua saúde como a do ecossistema, optando por um protetor solar mineral biológico.

*R. Danovaro, L. Bongiorni Sunscreens Cause Coral Bleaching by Promoting Viral Infections. Publ. Environmental/Health Perspectives – Vol 116/Nr  | http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2291018/