14 receitas naturais para os males dos nossos filhos

Os primeiros anos de vida de uma criança trazem uma série de desafios aos (novos) pais, sejam pais de «primeira viagem» ou não. Muitos sentem necessidade de apoio e informação em vários aspetos que dizem respeito ao bebé, desde o dormir à nutrição, passando por outros temas como dentição,  tratamentos e remédios básicos.

A proposta que apresentamos, numa altura em que cresce o número de pessoas que procuram alternativas mais naturais em vários aspetos do dia a dia, é um conjunto de tratamentos básicos e remédios que se podem fazer a partir de casa – mezinhas, portanto, pois são relativamente simples de fazer e com recursos que geralmente existem em casa.

Nota: Para compressas recomenda-se o uso de tecidos de fibras naturais (lã, flanela, musselina, algodão). Vai precisar ainda de saco de água quente ou os já famosos saquinhos de caroços de cereja.

O óleo essencial biológico de alfazema poderá ajudar em vários aspetos, desde o proporcionar mais tranquilidade através de uma massagem nos pés, ajudar a dormir, baixar a febre quando friccionado no tórax, ou aliviar a dor de ouvido quando massajado ao redor do mesmo.

2. Cólicas

Aplicar óleo vegetal (eventualmente com 1 gota de óleo essencial de alfazema) amornado nas palmas da mão sobre a barriguinha do bebé, fazendo a massagem «I Love You» (como na imagem). Por fim aconchegar o bebé com almofadas de caroços de cereja mornas na barriga para descontrair os músculos e permitir o relaxamento.

colicas

3. Contusões, abcessos, sinusite, fraturas, queimaduras

Emplastro de batata

Misturar batata ralada (sem casca) com folhas verdes esmagadas (por exemplo alface, agrião, ou espinafre), na proporção de 50/50. Adicionar farinha branca até formar uma pasta. Aplicar diretamente sobre a pele e cobrir com uma ligadura ou toalha de algodão. Manter entre 2 e 4 horas.

4. Dores abdominais, diarreia

Emplastro de sal

Aquecer sal numa frigideira. Quando estiver bem quente, embrulhar o sal numa toalha turca e aplicar na área afetada. Manter o emplastro até arrefecer.

5. Dores da dentição

Dar ao bebé algo duro para roer como uma cenoura, por exemplo, ou aplicar um bálsamo de camomila, água termal, alteia.

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6. Dores de estômago

Compressa de camomila  

Adicione algumas gotas de óleo de camomila num pequeno pano de algodão, aqueça o pano num saquinho de plástico entre dois sacos de água quente. Aqueça também um pano de flanela. Remova a compressa quente do saquinho de plástico e coloque-a sobre o estômago cobrindo com a flanela e embrulhando-a à volta da barriga. Pode manter durante 1 hora ou mais.

7. Dores de ouvido

Nota: Caso a criança passe frequentemente a mãozinha na região do ouvido, em vez de pressionar a cartilagem anterior da orelha, deve suspeitar-se mais de infeção na boca do que de dor de ouvido.

Saquinho de cebola

Cortar ½  cebola aos pedaços, embrulhar num tecido ou num saquinho e colocá-lo no ouvido da criança. Poderá manter o saquinho com um gorro. A cebola pode ser levemente aquecida (dentro do saquinho)  através do vapor de água quente, de modo a ser mais agradável para a criança.

8. Dores na região do tórax

Quando há irritação da mucosa das vias respiratórias, geralmente ocorre dor ao tossir e ao respirar. Pode aliviar-se a dor com vaporizações quentes, chá para tosse adoçado com mel (conforme idade da criança) e aplicando compressas de óleo no tórax (óleo de alfazema, de eucalipto ou pinho, devidamente diluídos em óleo de sésamo ou azeite).

 

9. Febre alta

Compressa de limão

Esmague ½  limão numa taça grande com água quente. Embeba uma gaze na água com limão, sacuda-a cuidadosamente e embrulhe-a em torno dos pés da criança, até aos joelhos. Antes de arrefecer, seque a criança e mantenha os pés quentinhos com meias de lã.limao

 

10. Hemorragia nasal

Colocar a criança sentada numa cadeira, com o tronco direito e a cabeça levemente inclinada para a frente. Fechar as narinas na zona onde não há osso, pressionando. Após 5 minutos (contados no relógio) soltar, fazer a criança assoar o nariz e verificar se ocorre novo sangramento. Se após 10 minutos a hemorragia perdurar, consultar um médico.

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11. Nódoas negras

Aplicar pomada de arnica, rodelas de batata, compressas de vinagre, folhas de couve.

Olhos inflamados ou nariz congestionado

Limpar com chá de camomila morno.

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12. Piolhos (desmistificando este tema tão… simpático)

Óleos de citronela, alfazema, tea tree (árvore de chá/melaleuca), eucalipto, gerânio e alecrim. Podem combinar-se 2  gotas de cada óleo, devidamente diluídos num óleo vegetal base (sésamo, azeite…), com muita precaução pois os óleos essenciais são altamente concentrados; não aconselhável em crianças muito pequenas.

13. Processos inflamatórios (constipações, inchaços, febre, queimaduras de 2º e 3º graus)

Emplastro de tofu

Espremer o tofu, se tiver muita água, e esmagar (de preferência num almofariz). Juntar farinha para ligar (10 a 15%). Se quiser, junte uma pitada de gengibre fresco ralado. Coloque o emplastro com uma espessura de cerca de 1 cm num pano de algodão, enrole o pano e aplique sobre a pele, no máximo durante 2h.

Tofu

14. Queimaduras ligeiras

Manter a ferida húmida com compressas com arnica, ou com uma solução de 2 colheres de sopa de bicarbonato de sódio em 1L de água fria.

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Esta é apenas uma «compilação» de alguns cuidados domésticos, que podem ser usados em situações relativamente simples. Como se costuma ouvir, em casos de situações graves ou persistência dos sintomas, consulte o seu médico ou farmacêutico!

Convém lembrar, também, que quando a criança está doente, deve ficar de repouso ao máximo, dormir bastante, e claro, ter muitos miminhos dos pais.

Alegria sem responsabilidade – era o que os avós deviam sentir antigamente.

Entretanto, surgiu um novo paradigma de avós: pessoas de meia-idade que se tornam avós (por volta dos 45 anos) e que estão cada vez mais envolvidos em criar os filhos dos filhos, seja porque o casal se divorciou e não tem a quem deixar o filho quando vai trabalhar, seja para economizar na creche porque os avós estão disponíveis, entre outros motivos.

Hoje em dia, muitos avós que cuidam dos netos dedicam cerca de 14 horas semanais a essa tarefa (imagine-se a quanto é que isso equivale em mão-de-obra!). Têm uma responsabilidade enorme quando assumem o desafio de cuidar dos netos, que requer várias condições:

  • ter tempo
  • ter condições físicas
  • haver condições financeiras
  • haver condições psicológicas/emocionais.

E a envolvência dos avós, convenhamos, é muito positiva para as três gerações:

  • já não impõem as exigências que os pais tipicamente impõem aos filhos (logo há menos tensão)
  • como já têm mais experiência, têm mais habilidade para lidar com as crianças do que em jovens
  • apresentam mais tranquilidade, sabedoria e competência, que vêm com a idade
  • criam a noção de histórico familiar na criança através das histórias da família
  • transmitem valores que nas últimas décadas se têm vindo a dissipar
  • transmitem tarefas domésticas como cuidar das plantas/da terra, costurar, cozinhar, etc
  • trazem um legado cultural: canções, contos, anedotas, ditados
  • em situações de crise familiar, os avós são um grande apoio emocional
  • mimam os netos – eventualmente além da conta.

Por vezes podem surgir tensões familiares – geralmente, entre a mãe e a mãe do pai, entre mãe e filha… – ora porque mais parece que a sogra pensa que sabe mais que o casal, ora porque a mãe da mãe não dá espaço para a mãe ser mãe (!) e cada sugestão bem intencionada é recebida como crítica devastadora, ora porque os avós ficaram sentidos porque sentem que o seu valor de avós não é reconhecido… Enfim, relações humanas!

Isto para não falar daquelas surpresas que a própria criança nos dá, como por exemplo começar a gatinhar precisamente naquele dia em que foi passar umas horas a casa da avó, e cai por terra o tão aguardado momento de vermos o nosso bebé a gatinhar. E mais tarde, já adolescentes, quando confiam mais nos avós do que em nós.

No final, o melhor é cada um fazer a sua parte, concentrando-se nas necessidades da criança, e não nos próprios sentimentos. A empatia abona sempre a favor deste vínculo forte, e através dela pode evitar-se entrar em conflitos desnecessários.

Por tudo isto, é importante reconhecer a elevada importância da presença dos avós no seio familiar, que cada vez mais se dedicam aos netos muito antes da reforma. E, se pensarmos na criança, é evidente a vitalidade que traz aos avós. Os avós desdobram-se para mimar os netinhos, que certamente são os mais lindos das redondezas, cozinhando «aquele» arroz de tomate que a menina gosta, ou com aquele casaquinho tricotados com todo o amor, ora com brinquedos, doces caseiros, presentes, e por vezes chegam mesmo a «desviar as regras», com o maior carinho… tudo para que não lhes falte nada <3

Há cerca de um mês, o Organii Eco Market, primeiro grande evento nacional dedicado ao eco lifestyle, deixou claro que o conceito ecológico veio para ficar.

Desperdício zero, economia partilhada, materiais sustentáveis (no vestuário, no mobiliário, nos carrinhos de bebé, em utensílios de cozinha, por aí fora), e alimentação saudável foram as ideias mais prementes.

E porque são propostas que podemos fazer ressoar de dentro para fora (de casa), e porque, como disse Leonardo Dicaprio, o planeta é só um e não devemos tomá-lo por garantido, vale a pena tomar a decisão de experimentar pequenos gestos nesse sentido – por nós, pelos nossos descendentes, pela comunidade em que estamos inseridos.

Com base nessas ideias, segue uma lista de dicas que podem ativar a eco revolução em casa.

Pode começar por reduzir abrindo os armários da sua casa e, por categorias (roupas, móveis, objectos, documentos, fotografias, etc), olhar para cada peça e identificar o que é que realmente lhe apraz manter. O que não lhe dá alegria, deite fora. Este é o conhecido método Konmari.

  • COMPRAS NO GERAL

– Opte por lojas locais, de pequenas empresas. Mantenha a economia local coesa, porque nesse caso o valor circula no mesmo meio, fortalecendo-a e todos ficam a ganhar. Por outro lado, quando adquire em grandes multinacionais, o capital simplesmente sai.

– Procure lojas onde existe o sistema de recarga/a granel, evitando comprar novas embalagens.

– Leve sacos de pano quando vai às compras.

– Decida se realmente precisa de tudo o que pensa comprar.

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Maria Granel
  • BEBÉ

– opte por fraldas reutilizáveis e mande-as para a escola também. As educadoras apenas têm de as colocar num saco próprio para o efeito em vez de colocarem no balde do lixo.

– com a quantidade de toalhitas que vai precisar, mais vale utilizar toalhitas de pano.

escolha brinquedos de materiais ecológicos, em detrimento dos brinquedos eletrónicos.

– repense a quantidade de peças de roupa, de brinquedos e de produtos de higiene que o bebé tem. Escolha poucos, mas de qualidade.

– Faça as papas do bebé em casa. Se vai sair, coloque a papa em frascos de vidro.

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  • ALIMENTAÇÃO

Mais alimentação biológica, menos carne, produtos frescos e comprados em mercados locais. A alimentação pode e deve ser uma medida profiláctica. Poupe na farmácia consumindo produtos com vitalidade.

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  • ROUPA

– Reutilize a roupa dos seus filhos. Doe a crianças que precisem. Ou transforme-as noutras peças. O mesmo vale para a sua roupa.

– Antes de comprar mais, verifique se pode reparar ou adaptar a que já tem.

– Opte por produtos (em especial se for de bebé) eco-friendly: roupas de fibras naturais/orgânicas, provinda de comércio justo.

  • HIGIENE PESSOAL

– Opte por artigos que lhe fazem bem a si e ao planeta. Não precisa de mil produtos. E há muitos que vêm com recargas ou em embalagens familiares.

  • DESPORTO

– O desporto está na moda. Se vai adquirir ou oferecer equipamento desportivo, procure material que seja de fábricas nacionais, e boicote as grandes superfícies/marcas que usam mão de obra com critérios éticos nada rigorosos.

– No inverno, as infrastruturas que a cidade nos oferece ao ar livre podem não dar tanto jeito, mas talvez seja possível fazer desporto em casa, carregando pesos com sacos de farinha, fazendo exercícios com uma corda… E pode contar com a ajuda dos filhos para se divertir durantes o treino J

  • BOLEIAS PARTILHADAS

Quantas vezes vai no carro, sozinho/a, e verifica que à sua volta cada carro leva apenas uma ou duas pessoas? Para quê entupir as estradas com carros que tantas vezes fazem o mesmo trajecto? Gastar gasolina, tempo (tempo é dinheiro, já diz a máxima), desgastar o próprio carro…?

Procure entre os colegas de trabalho e na escola dos seus filhos, por exemplo, pessoas com quem partilhar o carro, revezando por semana. Ou, claro, opte pelos transportes públicos sempre que possível. Ou, quem sabe até, ir de bicicleta.

  • FESTAS/JANTARES DE AMIGOS

Vai fazer a festa de anos dos filhos ou um jantar de amigos? Junte a família ou os amigos e preparem tudo em casa, juntos. Pizza, pastas de vegetais, tartes, bom pão, saladas frias e quentes, limonada…e voilà. Sirva em loiça em vez de pratos de plástico.

Use guardanapos de pano.

Eduque a sua família e amigos sobre estas alternativas, para que não haja constrangimentos de ambas as partes.
Ofereça os presentes embrulhados em tecidos, à moda japonesa: Furoshiki.

  • AS 50 FACES DO CARTÃO

Use o cartão das embalagens (grandes e pequenas) para fazer craft, arrumar coisas, proteger o chão, embalar peças que não usa sempre, enviar artigos, fazer brinquedos com as crianças (binóculos com rolos de papel higiénico, caixas com pequenos objetos mágicos, máscaras, marcadores de livros, etc).

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  • DAR UMA SEGUNDA OPORTUNIDADE

Venda aquelas roupas, móveis, eletrodomésticos e artigos que tenha em bom estado mas que já não precisa. E com esse dinheiro quem sabe já economizou para poder fazer uma viagem ou ir a um bom restaurante, o que quer que lhe dê prazer e motivação para continuar a revolução.

Estas são apenas pequenas mudanças – exequíveis – que pode fazer já. Depois, poderá aos poucos dar mais de si à comunidade. Criar canteiros comunitários, organizar pequenos mercados de trocas na escola dos filhos…

A viragem do ano pode muito bem ser um momento de viragem interior também.

Aproveitemos o balanço!

Conforto do recém-nascido

É fácil perceber que chegar ao mundo é um processo de enorme mudança para o bebé. Toda a sua fisiologia muda profundamente. Com tanta coisa para aprender – manter a temperatura corporal equilibrada, lidar com a falta de barreiras físicas, adaptar-se aos sons e outras impressões exteriores, etc – é preciso tempo. E muita coragem.

O que pretendemos é abordar algumas necessidades específicas que o bebé tem nos primeiros meses, ligadas ao seu conforto, e de que maneira(s) podemos colmatá-las:

  • Delimitação/ barreira física

A barreira chamada «útero» deixa de existir, perdendo-se de repente aquela garantia de segurança, proteção, confiança. Tudo requer reajuste.

O conforto pode ser resgatado, por exemplo, por uma swaddle, que não é mais do que uma mantinha fina para embrulhar o bebé como se fosse um crepe, ou por um pano porta bebés onde o bebé fica juntinho a nós e, vestido e colocado corretamente, o bebé pode adormecer e permanecer no pano durante horas. Desta forma acalma-se, pode sentir o nosso calor, sente o nosso coração a bater, escuta a nossa voz, as cólicas diminuem, sente-se seguro.

Na hora do banho, a banheira compacta em que o bebé fica sentado (Shantala) vai também transmitir-lhe mais conforto do que uma banheira enorme.

  • Calor/regulação da temperatura

Para além da adaptação à falta de limite físico, o bebé tem de aprender a manter a temperatura do corpo. O equilíbrio termostático é assegurado por um processo metabólico, onde é produzido calor. Neste aspeto, podemos facilitar essa tarefa ao bebé (já que ele tem de utilizar o metabolismo para outros aspetos do desenvolvimento físico) através da escolha de  roupas apropriadas.

As roupas são a nossa segunda pele. A pele tem 3 funções: regulação da temperatura, proteção de infeções e, como grande orgão, é um sensor (percepciona o ambiente/exterior). Roupas de lã, seda, algodão e cânhamo são as que melhor reproduzem estas funções vitais, por serem as mais naturais, as mais próximas da nossa própria pele. Não é por acaso que nos sentimos tão confortáveis com estas fibras, comparativamente às sintéticas.

Não esquecer o calor anímico, que é igualmente importante. Dar uma massagem suave na barriguinha, nas costas, nas pernas e nos pés, com um óleo adequado, é transmitir amor através das nossas mãos.

Ambiente/impressões positivas

As necessidades que até aqui abordámos (delimitação física e calor) exigem muito do ambiente que rodeia o bebé. E esse ambiente é assegurado, por um lado, pelo espaço físico (que deverá ser sossegado e sem excesso de estímulos visuais) e, por outro, pelos pais. Costuma-se dizer que os bebés são como esponjas, que absorvem tudo o que fazemos, sentimos e pensamos. Qualquer pai ou mãe já percepcionou exemplos disso.

Os pais têm de ter uma visão clara e uma enorme empatia para conseguir gerir os vários aspetos. E de facto nem sempre é fácil.

Muitos mais fatores poderiam ainda ser abordados no que toca aos cuidados durante a primeira infância, desde a gravidez em si à amamentação, passando pela fase dos dentinhos e a transição para o berçário, entre tantos outros.

Assegurando alguns, como os que mencionámos, estamos já a contribuir para a fundação dos alicerces da criança, o que se repercutirá provavelmente durante toda a vida. Quanto melhor conseguirmos construir esse ambiente, mais sólido será este empreendimento que é a parentalidade. Haja confiança!

 

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O primeiro dia de pré-escola

Setembro é o mês de regresso à escola, para muitas crianças.

Para as mais pequenas, a pré primária é um mundo ainda desconhecido – e algumas acabaram de completar 3 anos.

Não há como negar: 1 ano faz diferença, neste aspeto. E por mais que, a longo prazo, a criança possa adorar os novos amigos, descobrir brincadeiras e habilidades, numa fase inicial, o processo poderá não ser fácil. Nem para a criança, nem para os pais.

Alguns desafios que as crianças mais novas poderão enfrentar comparativamente aos colegas no primeiro dia de pré-escola:

  • mais cansaço físico, psicológico e emocional
  • dificuldade em manter a concentração durante tanto tempo
  • menos agilidade física
  • fala/discurso menos desenvolvido
  • menos destreza nas interações com o grupo (socialmente)
  • mais dificuldade nas situações diárias como vestir-se, despir-se, calçar-se, comer.

Por outro lado, para os pais esta fase também representa um desafio: o de encarar que o seu bebé já não é um bebé e o ato de entregar a criança como um aluno – provavelmente o elemento mais novo da sala.

Comprar material escolar, uma lancheira, roupa específica…! Uma série de ações que tornam a ideia mais concreta, mais real.

Mas há mais coisas que podemos fazer para ajudar neste momento de transição, adquirindo ritmos e hábitos transversais:

  • escrever uma lista de coisas que a criança neste momento gosta, não gosta, coisas que a caracterizam e no fim do ano letivo, revisitar essa lista – a evolução é, muitas vezes, impressionante!
  • contar histórias e lengalengas
  • criar ritmo diário
  • incentivar a criança a ajudar nas tarefas domésticas simples e úteis (pôr a mesa, lavar a louça, colocar roupa na máquina de lavar, etc)
  • dar um bom pequeno-almoço
  • ter uma alimentação equilibrada, rica em vegetais, hortícolas e oleaginosas, irá ajudar ao normal desenvolvimento da criança, sobretudo nesta nova fase, geralmente tão exigente.
  • proporcionar um ambiente tranquilo à hora da refeição;
  • ir sempre ao wc antes de sair de casa
  • fazer teatro e jogos em casa, no jardim, na praia
  • ouvir música de qualidade
  • garantir tempo para dormir;
  • brincar, brincar, brincar!

Como pais, vamos desejar com todas as nossas forças que o nosso «bebé» fique bem  entregue, que conheça um amigo especial, que seja bem recebido pela professora e pelos colegas.

É aquele momento em que nos damos conta que afinal a mudança do ano não acontece em Dezembro.

A verdadeira mudança de ano acontece em Setembro.  Que comecemos com o pé direito, então, sempre com muita brincadeira e pausas para respirar.  E em família, sempre!

Alguns aspetos a considerar sobre a Maturidade Escolar

Decidir se um filho já está pronto para ingressar no 1º ano ou se deve aguardar mais um ano para desenvolver certas capacidades/competências não é uma tarefa fácil.

Partindo do panorama geral:  na maioria dos países, a criança entra na escola por volta dos 5 e os 7 anos. No entanto, uma criança com 5 anos tem características substancialmente diferentes de uma de 6, tal como uma de 6 tem de uma de 7.  Há crianças com 5 anos que aparentemente estão “aptas” para ingressar no 1º ano, mas muitos são os casos em que os pais acabam por perceber que seria benéfico ter esperado mais um ano. A pressão escolar é muito grande e o tempo para brincar e até para dormir é mais reduzido.

Panorama geral

Em alguns países, como por exemplo na América ou nos países nórdicos como a Finlândia ou Suécia, há cada vez mais pais com filhos de 5 anos que optam por aguardar mais um ano, pois a criança de 5 será das mais novas na turma, o que traz as suas consequências negativas, enquanto que entrando com 6 ou até 7 anos faz com que esteja em pé de igualdade e seja respeitada pelas outras crianças e reconhecida pela professora, como sendo mais velha e tendo outra responsabilidade.

Tipicamente, a maturidade escolar significa que durante a pré-escola a criança já atingiu um nível de desenvolvimento que permite a sua adaptação aos desafios da escolarização formal – que é capaz de aprender. E há aspetos sociais e emocionais do desenvolvimento da criança que constituem elementos importantes de sua maturidade  escolar, assim como da sua aprendizagem e do grau de sucesso no futuro.

Nas escolas convencionais, apesar de não existir concretamente uma lista de sinais de maturidade escolar, há vários aspetos que são considerados de maneira a avaliar a maturidade da criança para a entrada na etapa escolar.

Entre os quais:

  • conhece as figuras geométricas básicas?
  • conhece as letras do abecedário?
  • é capaz de escrever com lápis?
  • sabe escrever o nome?
  • até quanto consegue contar?
  • já sabe ler?

Assim, vale muito a pena observar com dedicação/atenção a criança que ponderamos se é a altura certa de a levar para a escola.

Existem mais aspetos que nos podem ajudar a perceber se chegou a hora da criança ingressar no 1º ano:

1. A mudança da silhueta

  • os braços e as pernas estão alongados, cada vez menos arredondados
  • a barriguinha, outrora redonda, retrai-se
  • a cintura fica mais definida (evidenciada entre tórax e abdómen)
  • o ângulo das costelas sobre o estômago é agudo
  • a silhueta começa a ganhar as proporções de um adulto

2. Troca dos dentes

  • Aparece o primeiro molar permanente ou ocorre a troca de um dos incisivos

3. Pensamento abstrato

  • ânsia de aprender
  • voluntariamente consegue dirigir as lembranças, sem que estas sejam fruto de imitação ou de hábito/ritmo (por exemplo, pode recontar uma história que dias antes foi narrada no jardim-de-infância)

4. Maturidade social

  • capacidade de integração numa turma/grupo (com a ajuda da educadora, é capaz de aprender a harmonizar os seus interesses com os dos demais)
  • consegue sossegar as pernas e os braços voluntariamente para ouvir, sem ser por mera imitação do adulto.

A maturidade social, porém, é gradualmente conquistada na transição para o 2º ano escolar.

 

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ENTRADA PARA O 1º CICLO | RETENÇÕES NO PRÉ-ESCOLAR

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“O melhor presente é estar presente”.

Esta é uma expressão que se ouve cada vez mais, e faz sentido que assim seja. Tempo para a família e (ar)ritmo do dia a dia parecem evoluir na proporção inversa: cada vez passamos menos tempo com a família porque temos dezenas de tarefas e centenas de distrações que afetam o tempo que  dedicamos aos nossos filhos.

Poder passar mais tempo – leia-se: tempo de qualidade – com os nossos filhos tornou-se um dos nossos maiores desejos atualmente, enquanto pais e educadores. Poder observar, escutar o que eles têm para mostrar e dizer.

Quantas vezes não passamos tempo,  no trabalho, a pensar em como gostávamos de estar mais com os nossos filhos mas depois, quando estamos com eles, ficamos preocupados a pensar no trabalho?

Como é que se gerem estes sentimentos no dia a dia, numa sociedade tão exigente, que ainda não reconhece a importância vital dos primeiros anos da infância?

Há uma parte, orgânica, que tem a ver com o reconhecermos o impacto que têm os primeiros anos de vida de uma criança na sua biografia, enquanto indivíduo. No fundo, sabemos que as crianças não são mais felizes por terem mais brinquedos e gadgets, por exemplo. Um piquenique em família, com tempo e disponibilidade para estar e brincar com os miúdos, e escutá-los, era tudo o que eles precisavam para terem uma tarde feliz. Quem diz um piquenique diz construir um pequeno cenário no quarto, cozinhar juntos, jogar um jogo de tabuleiro, ler um livro. E não deixar para amanhã o que podemos fazer hoje, com eles.

Outra parte,  mais prática, tem a ver com esse enorme desafio chamado gestão de tempo. Parece que o tempo está sempre fora de controlo.

Ter uma noção realista das tarefas que temos para fazer e de quanto tempo ocupam irá ajudar. Podemos  começar por perceber o que fazemos às 24 horas do nosso dia escrevendo (sim, escrever ajuda a clarificar as ideias!) uma lista concreta das tarefas que executamos diariamente e de quanto tempo dedicamos a cada uma – incluindo as horas dedicadas ao sono.

Vale a pena tentar responder a algumas questões a nós mesmos:

  • Qual foi a decisão ou decisões que eu tomei que levou a determinado resultado?
  • O que é que me impede de levar o meu filho a passear, de ir à praia, de lhe contar uma história antes de ir dormir?
  • O que é que posso fazer de diferente a partir deste momento, o que é que vou mudar?
  • Para onde quero ir? Que passos tenho de dar até chegar lá?

A verdade é esta: para haver mudanças temos que rever estratégias. Para que o resultado seja diferente, a estratégia tem de ser diferente. E tem de ser agora. Como diz Eckhart Tolle, “A vida é agora. Nunca houve um momento em que a sua vida não foi agora, nem nunca haverá”.

De fato, embora não seja fácil, é simples. Enquanto pais e educadores, apenas (!) precisamos de zelar pelo ambiente que rodeia a criança, para que ela possa desenvolver-se da forma mais saudável possível. Mais do que o tempo, a qualidade do tempo irá refletir-se não só no “estar” dos mais pequenos como no nosso!

Porque ir para a praia não é para todos, e porque indoors também nos podemos divertir e muito!

Quem disse que todos os miúdos podem ir felizes e contentes para a praia, dar mergulhos na piscina, ir para os campos de férias, visitar monumentos, subir à serra, visitar os avós na sua terra natal…?

Por um motivo ou por outro, há crianças que simplesmente não têm férias como a maioria. Ora porque os pais estão a trabalhar, ou porque têm de ficar em casa de quarentena devido a uma doença infantil entre outros cenários.

Por sua vez, muito se tem falado sobre a importância de passarmos tempo útil com os nossos filhos, fazer coisas em conjunto, para além do habitual ver televisão. Vale a pena refletir sobre o tempo útil que a criança passa em casa: quantas vezes é que ela pode usufruir do seu quarto, dos seus pais, simplesmente descansar em casa após um ano de frenesim no infantário ou na escola…?

Pois bem, aproveitemos o tempo! Seguem 12 brincadeiras para fazer indoors no verão

  1. Piquenique no quarto. Por que não?
    Chamar os amigos e montar um tipi no quarto, com direito a espetadas de mirtilos, framboesas, morangos, banana, uvas…
    _tipi
  2. Preparar com os pais ou a mana mais velha uma comidinha “faz-de-conta” com massinhas, água, bagos de arroz, etc;
  3. Fazer gelados de fruta;
    gelados-de-fruta
  4. Plantar ervas aromáticas (e vê-las crescer!);
    plantar-ervas
  5. Cantar, organizar um pequeno concerto, à tarde, com os filhos dos vizinhos;
  6. Contar estórias (e aqui temos «n» possibilidades a explorar: construir uma história em formato mapa numa grande cartolina com desenhos; pintar seixos de tamanhos e formas diferentes com ícones das estórias; montar um cenário de cartão);
  7. Criar um pequeno teatro com os bonecos que houver, com tecidos, com bancos…;
  8. Pintar palitos de gelado/ “do médico” e fazer uma construção colando-os uns aos outros;
    paus-gelado
  9. Criar um jogo da memória feito de cartões cheios de recortes de revista ou papel colorido;
  10. Transformar a cozinha num laboratório: use vários copos para medir líquidos ou pesar feijões; tinja tecidos com a água de cozer da beterraba; faça um concerto com as tampas das panelas;
  11. Construir uma cozinha com caixas de cartão e forrá-la com papel colorido;
    cozinha-Papel
  12. Baby yoga: podem divertir-se com as posições dos animais, mostre ao seu filho como fazer a cobra, o sapo, a girafa…

baby_yoga

Passar tempo sem ser lá fora também pode ser muito divertido. Basta deixar a imaginação fluir!

E, por falar nisso, estas ideias podem igualmente inspirar aquelas tardes chuvosas de um fim-de-semana frio de inverno. Divirtam-se!

Alimentar é o amor em ação

Começa na própria gestação, em que o corpo da mãe alimenta de forma mágica o pequeno feto que se desenvolve dentro de si. Desde que está na barriga da mãe, o bebé começa a experimentar alguns sabores, como tal, é de grande importância que a grávida tenha uma alimentação variada, ainda que com os devidos cuidados. Tudo o que acha importante que o seu bebé vá gostar na vida adulta coma durante a sua gravidez.

É sabido, também, que o leite materno é o alimento perfeito para o bebé nos primeiros meses de vida, sob o ponto de vista biológico, económico e emocional. O leite materno tem também a vantagem de modificar o seu sabor consoante a alimentação da mãe, por isso pode moldar os gostos do seu bebé comendo o que deseja que ele se vá habituando a comer.

Fatores como uma boa nutrição, a ingestão de 2 a 3 litros diários de líquidos e repouso (físico e mental) são fundamentais para uma maior quantidade e qualidade de leite. No entanto, se não for possível à mãe dar de mamar ao seu bebé, há que dar-lhe apoio e não o contrário.

alimentar é o amor

Após alguns meses, com a introdução dos primeiros alimentos sólidos, abre-se um mundo de novos sabores e texturas.  E também um desafio enorme na cozinha e nas roupas… É importante que, desde cedo, a criança participe das refeições da família. Ao ver o adulto e os irmãos mais velhos a comer, aprende por imitação a comer  sozinha, além de que se torna comum para ela comer o mesmo que os adultos. Ou seja, o clássico «filme» de comer vegetais será algo perfeitamente natural para a criança. A alimentação, tal como todos os outros aspetos da educação, passa pelo exemplo. Se a família comer saudável o novo bebé também comerá. Por outro lado, o lado social da refeição em família é particularmente precioso. Passar tempo com a família à mesa, poder brincar com os pais enquanto descobre a comida (não necessariamente por esta ordem!), poder falar, rir, simplesmente estar junto… dará à criança uma coesão emocional, uma sensação de pertença. E, como tudo na infância, vai repercutir-se mais tarde nas suas vidas.

Ao mesmo tempo que é uma fonte de crescimento e de prazer, a alimentação pode e deve igualmente ser vista como uma forma de profilaxia no desenvolvimento da criança, evitando a necessidade de medicamentos propriamente ditos.

Como se percebe, a alimentação é algo que vai muito além do aspeto nutricional. Como se costuma dizer, «somos o que comemos». A nossa alimentação reflete a nossa saúde, o nosso estado psicológico, a nossa postura a nível social (adquirida, em parte, pelo estar à mesa em família), e reflete também a nossa própria cultura.  Se pudermos transmitir-lhes o melhor da energia que o planeta oferece, através de uma maior percentagem de produtos biológicos, com vitalidade, e menos quantidade de proteína animal, talvez possamos neutralizar parte da negatividade presente no nosso tempo e no meio ambiente. Os hábitos de amanhã serão, sem dúvida, reflexo da educação de hoje.

Os Gregos descreviam os quatro elementos como ponto de partida para a compreensão do mundo e do ser humano. E a natureza oferece-nos diversas possibilidades de matérias/materiais que podem ser tocados, experienciados, e, consequentemente, permitem estimular os sentidos e as várias capacidades da criança.

A areia seca, a terra húmida, ramos, seixos, a água, ajudam-na a moldar bonecos, a criar canais e a edificar torres (que por sua vez permite vivenciar um processo arquitetónico), o calor que sente na praia solidifica o castelo que construiu na areia (ou fá-la perceber que tem de fugir do sol quente), as nuvens podem entretê-la durante as viagens…

Tudo isto soa bem, lugar-comum… mas o fato é que a tendência atual é a de levar os mais pequenos a brincar na rua apenas quando o tempo está “bom”. Assim que começam os primeiros pingos ou ar frio, ou porque achamos que se pode aborrecer, recolhemos.

E aqui reside uma enorme e perigosa limitação: se é no exterior que a criança experiencia os elementos e toma contato com desafios, como pode dar-lhes resposta se for resguardada em casa ou levada de volta à sala de aula, ou porque o tempo mudou ou porque há uma série de trabalhos a fazer?  

Fala-se cada vez mais na importância do brincar lá fora. Por quê? A chuva, a lama, o vento, a água, a areia, proporcionam desafios reais, cujo risco propicia oportunidades de crescimento. O risco ensina, tem consequências reais que nos torna mais cautelosos e criativos para lhe fazermos face. Além disso, tornam-nos mais conscientes de nós mesmos, dos outros e do ambiente que nos rodeia. Imagine-se uma criança para quem os desafios do brincar lá fora são apenas obstáculos a ser ultrapassados: em adulto terá provavelmente maior capacidade de resposta às intempéries da vida do que outra que foi privada de desafios e consequências na infância.

Nas grandes cidades obviamente é mais difícil relacionarmo-nos com os quatro elementos, até porque nesta cultura tecnológica em que vivemos a criança movimenta-se menos, e o seu corpo fica menos hábil. Mas ainda há parques, pequenos e grandes, praias e quintas com animais. E se a terra, os troncos e a água não chegarem para a brincadeira, há brinquedos que, pela sua qualidade, são também mais próximos da própria natureza da criança.

Brinquedos simples, de materiais ecológicos em vez de eletrónicos, podem potenciar os estímulos básicos da criança, ao invés de a limitar a um ecrã, que facilmente a faz esquecer-se do resto do mundo.

E se esses brinquedos puderem servir para o exterior e para casa, então é ouro sobre azul. É mais ecológico (do ponto de vista ambiental, económico e educacional) escolher brinquedos que não fiquem limitados à estação do ano: camiões que sirvam para brincar no quarto todo o ano, que carreguem areia da praia durante o Verão e depois possam ir ao parque levar as pedrinhas no Outono e Inverno. Ou um barquinho que sirva para tornar o banho mais divertido e na época balnear pode ser levado à praia. Ou um regador que para além de regar as plantas em casa pode refrescar na praia.

Portanto, faça chuva ou faça sol, e obviamente com as devidas adaptações seja ao nível do vestuário (com roupas de fibras naturais, em que a pele respira), do calçado (ténis flexíveis), da pele (com recurso ao protetor solar caso necessário) ou até da utilização de um playmat para o bebé estar sentado a brincar, é fundamental levarmos as nossas crianças a vivenciar o mundo lá fora. Crianças que brincam no exterior tornam-se mais aptas, criativas e positivas. Porque os desafios não as impedem de fazer novas coisas