Na cozinha 

Zangado, triste, no fado das emoções sombrias, o cozinheiro tinha perdido a mão. 

Ainda há pouco tempo, era o preferido pelas mais conceituadas sumidades do palato. 

Os amigos mais próximos, reconheciam o momento da viragem. Tinha coincidido (tudo o indicava) com um grande desgosto. Reza a lenda que o cozinheiro vinha preparando uma sobremesa genial, ao longo da vida. Desde cedo que recolheu sinais da vida, para o ponto de rebuçado perfeito.

Não funcionou. Criticaram. Torceram o nariz. Fizeram má cara. Era doce demais…enjoava…

A partir daí, foi tudo como um molho salgado, um tacho queimado e mais tragédias e desgraças.  

Quantas vezes não somos nós envolvidos nessa tristeza, quando ainda há dias estávamos nas graças de alguém? 

Quantas vezes não deixamos um acontecimento forte passar na nossa vida, sem procurarmos apoio? 

E estes acontecimentos, será que podem despoletar doenças? 

Por vezes, andamos pela vida como que a recolher especiarias para o caril perfeito. O caril perfeito não existe!

E depois, ainda queremos agradar a todos.

Seria melhor olharmos para os nossos esforços. É mais o processo do que o resultado final, não?

Não funcionou. Criticaram. Torceram o nariz. Fizeram má cara. Era doce demais…enjoava. E pronto, desistimos. 

E o cozinheiro? 

Retirou-se para um local onde podia ouvir um som poderoso. O som que estrutura, que acalma. O som poderoso do silêncio. 

Sem pratos a bater, sem plim do microondas. 

E aí teve um sonho. 

Sonhou com um mestre, com um guru da cozinha, que lhe mostrou um gigante arroz doce, num prato redondo, com um metro de raio. 

O mestre pegou numa folha grande de papel vegetal e tapou pouco menos de metade do arroz doce. Depois, fez chover um pó na metade destapada e explicou:

“- Se a tua Felicidade fosse este arroz doce, a metade que tapei depende da tua genética. Mas tens a outra parte toda, para decorar da forma que quiseres.”

Não funcionou. Criticaram. Torceram o nariz. Fizeram má cara. Era doce demais…enjoava…colocou canela e tudo mudou.

E assim, sabendo que tem sempre uma parte para decorar na sua vida, com cautela e parcimónia, use, com arte a canela. 

imagem@simplyflow

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Gosto de sessões intimistas.

Numa sessão com 100 alunos, ou com 200 professores, é difícil chegar a todos.

Tenho um truque para estas situações.

Um dia, vi um cantor, num bar, a dar o máximo. Contudo, as bebidas, os copos, os talheres, o burburinho, abafavam o talento.

No fim da atuação, vejo uma pessoa dirigir-se a ele.

O sorriso do cantor acendeu-se. Largo. Luminoso. Luz.

Curioso para saber o que aquela pessoa lhe tinha dito, fui perguntar. O cantor só me disse:

“Era uma professora. Veio dar-me os parabéns…”

Só um professor para descobrir talentos no meio do caos.

E, se algum dia, eu tiver uma plateia com algum elemento desmotivado, vou manter a esperança.

Basta pensar que, no meio do caos, está uma professora. Toco-a e ela tocará o mundo, através do seu trabalho com os alunos.

E tu? Tens tocado na parte do mundo que te calhou?

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Qual?

Qual é o jornalista, doutor, engenheiro ou pai que pode dizer, com toda a certeza, que sabe o que é ser professor? 

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

Todos nós andámos na escola. Projetamos uma escola de acordo com a imagem do nosso passado. Gostava de repetir isto

até à exaustão. Espalhar aos quatro ventos até ser ouvido. A educação precisa de ventos positivos! 

Quando? 

Quando é que, nomeadamente no nosso país, as boas notícias nascidas nas escolas, merecerão o mesmo protagonismo dado aos defeitos, às limitações e às más notícias?

Olhamos para a escola e pensamos no aluno que fomos, no mundo que tivemos, no pai que somos. Entretanto, já tudo mudou.  É fácil lançar suspeitas quando a realidade está distante.  

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

Porquê?

Porquê assistir ao enaltecer de outros sistemas educativos, sistemas diferentes do nosso, quando, demasiadas vezes, esse enaltecer serve para denegrir o esforço do professor?

Olhamos para países diferentes. Com hábitos, clima e rendimentos diferentes para denegrir os nossos professores. Os melhores sistemas APOIAM o professor! 

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

Cristalizámos as críticas. 

Elas estão presas a um tipo de realidade. A realidade, contudo, é um mosaico. A realidade é assim…mas entretanto, nesse mosaico, já tudo mudou. Claro que há fatores que me custam. Fatores negativos. Claro que há espaço para a crítica.

Há professores desmotivados, pouco pontuais, com pouca capacidade de escutar, e até, pasme-se, com pouca disposição para aprender! 

Mas, por cada professor que assiste às minhas (trans) Formações optando por se sentar na última fila, há uma maioria grande que fica na primeira fila participando de forma positiva. 

Por cada professor desmotivado, desatento, incapaz de ver algo positivo no que quer que seja, há uma maioria capaz de sonhar.
Quando um professor vai para a última fila, decide não falar, lembro-me dos milhares que trabalham com alunos de diferentes níveis de ensino na mesma sala, lembro-me das dificuldades que isto acarreta e opto por entender a resistência, o cansaço.
Por cada professor que não fica cativado com o meu sentido de humor, há uma maioria vibrante, brilhante, desafiante e cativante. 

Há uma maioria cativada e cativante. Obrigado a esta maioria. 

Por cada um que optou por me mandar um rosto frio, como que mostrando desagrado pela minha postura positiva, feliz, provocadora e assertiva, como se fosse minha a culpa dos males do mundo educativo, há centenas capazes de elogiar. 

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

E, quantas vezes, o professor que fica na fila de trás, o que já se rendeu à desmotivação, o que até tem uma postura defensiva, não é vítima de outras Formações aborrecidas, tristes, mal humoradas, mal dinamizadas por quem não conhece a realidade? 

Quantas vezes esse professor não é vítima de outros formadores capazes de criticar em vão, só porque até é fácil criticar o professor.

Toda a gente parece ter uma palavra a dizer sobre escola, educação, editoras, manuais escolares, sistema educativo… E a realidade? E as salas sem condições? E os “psicólogos de televisão” com os minutinhos de antena para encher? 

E a crítica fácil do comentador, do “pai de torremolinos”?

Tudo desgasta. 

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

E as mudanças de rumo dos diferentes executivos? As alterações nos ministérios? As suspeitas de “corrupção”, baseadas em mentiras?

Qual é o “psicólogo de televisão” conhecedor da realidade? Qual é o palestrante que já deu aulas nas escolas portuguesas? Qual é o jornalista que enfrentou uma turma atrás de outra turma, nas condições atuais? 

Por cada professor desmotivado, por cada professor que decidiu assistir a uma intervenção minha na penumbra da sala, perdendo o meu rosto, inibindo-se de se envolver comigo para poder entender a minha mensagem, há uma maioria merecedora de vénias.

Perante os da penumbra, tento envolvê-los. Por vezes fico triste, se não sentem o meu rosto, podem não entender o humor, a ironia, a assertividade, as entrelinhas…e como a minha ação tem entrelinhas! 

Perante estes, a minha decisão de ser cada vez melhor no que faço, é renovada. 

Pelos alunos, a base de tudo, pelos melhores professores, levantarei sempre a voz. Estudarei sempre mais. Contrariarei salas sem condições, sistemas de som contraproducentes, últimas filas desatentas.
Perante a opinião ligeira do jornalista, ou perante a crítica teórica do “psicólogo de televisão”, levantarei sempre a voz.
Perante a má cara do meu colega formador, porque “foram maus formandos”, levantarei sempre a voz.
Perante a sugestão leviana do pai que deveria ir à escola pela positiva, levantarei sempre a voz.

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

Perante cada professor cansado ou desenquadrado, lembrar-me-ei sempre da maioria que está para levar o mundo para a frente. 

Pelos alunos, a base de tudo, ajudam-me a levantar a voz? 

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Conhecimento de Estufa

 

Noutro dia, com outras noites

Ainda não tinha reparado que está sol. Passei pelo vizinho, mal o cumprimentei. Tivemos um pedido de orçamento e bloqueei…compliquei…

Por vezes, precisamos ser nossos amigos! 

Parei, pensei e entendi. Há quantas noites não se dorme uma noite seguida lá em casa? 

Ou por isto, ou por aquilo, não têm sido noites tranquilas. Um chora, outro vomita…

Convém saber parar e analisar o porquê de estarmos ranzinzas. A capacidade de nos vermos “de fora”, ajuda-nos a descobrir causas para mudanças de humor.

Compreender estas emoções tóxicas é fundamental. Não é fugir. É compreender.

Sermos demasiado críticos com a nossa própria atitude, pode trazer incapacidade de enfrentar as situações.

Assim, resumindo: 

  • Qual o dado externo e fora do seu controlo, que tem corrido mal? O que o tem cansado?
  • Usa alguma estratégia para parar e pensar? 
  • Está a ser demasiado crítico?
  • Tem sido seu amigo?

Esta parte, embora seja de análise, pode dar pistas para um plano de ataque à situação. E, no limite, este plano pode ser apenas…esperar com esperança por dias melhores.

Redutor?

Tem-me sido útil. Por exemplo, vai dar-me força para trabalhar hoje, tentando colocar de lado o excesso de atenção aos pormenores. 

Noutro dia, com outras noites, tudo será melhor. 

Com sono, cansados, torna-se vital olharmos para os objetivos finais. E avançar. 

imagem@9dades

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Ser Pai

Filha, não tenhas pressa.

A naturalidade é inimiga do esforço?

Vemos à nossa volta uma grande correria. Ritmo, ritmo, ritmo…ufa!

Saímos de casa a correr, vamos a correr para o trabalho e ainda corremos no ginásio. Também corremos na rua. E, na intermitência desses momentos, corremos o risco de correr com a paz das nossas vidas.

Filha, não queiras fazer as coisas à pressa.

Não queiras crescer à pressa, namorar à pressa,…

Poucas coisas sairão boas, se feitas à pressa.

Lembra-me de te lembrar sobre a pressão…

Ela é real. Há uma certa pressão para as meninas arranjarem namorados, pressão para casar e ter filhos.

Essa pressão, pode levar à pressa. E, repito, filha, não tenhas pressa.

Essa pressão é injusta e má conselheira.

Lê um livro. Podes deixá-lo a meio. Podes começá-lo pelo meio!

Conhece pessoas. Conhece-as a fundo, quando possível. Sem pressa.

Observa as ruas por onde caminhas. Aprende a caminhar sozinha. Um dia, podes caminhar de mãos dadas, mas não tenhas pressa de o fazer, e quando acontecer, tenta fazê-lo sem pressa.

Vive os teus momentos. Só quando estamos bem com a nossa própria pessoa, podemos estar bem com os outros.

Para estarmos bem, há que olhar, ouvir e sentir todo o nosso corpo. Usa os cinco sentidos e tenta viajar pelas emoções que estás a sentir.

Se a vida a dois é fantástica, só nessa calma dos teus momentos a sós, construirás as bases dos futuros relacionamentos.

Ri das tuas coisas. Não te quero egoísta, mas se souberes pensar em ti, vestires-te para ti, descobrires coisas por ti, serás melhor nas relações a dois.

A vida é demasiado curta. Desenvolvemos um cérebro, uma máquina de pensar, de projetar, mas o tempo é curto para as nossas potencialidades!

Arranja forma de te lembrares: viver sem pressa, vai trazer mais calma. As coisas vão acontecer. No seu tempo. A seu tempo. Com esforço feito naturalidade.

imagem@bestie

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Neste dia dos namorados…

Gostava de me sentar com uma pilha de fotos à volta e fazer um quadro só com fotos tuas.
Tuas, que dizer, nossas!
Não é fácil encontrar só fotos tuas. O tempo já nos traz entrelaçados há muito.
Gostava de reunir as cartas que me escreveste e colocar num livro. Mas as cartas de quando namorávamos já estão recicladas em sms “fofinhos”.
Gostava de te poder mostrar como és com os teus filhos. Linda!
Teus, quer dizer, nossos.
Essa multiplicidade de papéis que as mulheres têm, essa dificuldade que alguns homens têm de se envolver de igual para igual na batalha da roupa, do pó, da organização, das gavetas…
Ai como eu sofro por ser mau no tema “gavetas”…
Gostava de segurar uma expressão tua na hora de me veres chegar e fazer uma tela só com ela.
Mais tarde, quando as rugas chegaram, será que a expressão perde a magia?
A paciência, a dedicação aos miúdos, gostava de a ter em forma de uma pequena pintura numa moldura perpétua. Será que a paciência vai-se desvanecer?
Se tivesse acesso aos três desejos, usava um para proteger a tua força. A tua ausência de cansaço, fruto do significado que colocas na vida.
Será que essa força se vai eclipsar?
Nem perder, nem desvanecer, nem eclipsar. Enquanto dermos sonhos, gestos, calor e boa malícia ao amor, serás cada vez melhor mulher, melhor mãe, melhor tudo.
Serás, e não só, seremos juntos, melhor tudo.
Já ouço a Maria a acordar, vou lá eu.
Chega de textos. Por agora.

Quantos homens são precisos…

O trabalho deitou-me para aqui. Jogou-me com força para longe, para um quarto estranho…Não é bem força a palavra certa…

E agora, na distância, sinto falta.

Falta do desconforto do pequeno almoço cheio de leites derramados. Dos verdadeiros, não dos metafóricos.

Sinto falta do “Óh pai, mas posso fazer uma pergunta ? Posso? Posso?“.

Sinto falta dos “Pára de chatear a tua irmã! Podes parar? Podes? Podes?“.

Somos mesmo parecidos.

Até sinto falta do “Amor, meias debaixo do sofá?“.

Nesta conforto dos canais por cabo, sinto falta do desconforto.

Óh pai, muda! Muda…muda!

Amor, chama o Carlos para mudar as lâmpadas, porque se eu tiver à tua espera...”

Até tenho tempo para ler. E o que descobri? Que ninguém sabe quantos homens são precisos para mudar o papel higiénico, porque esse feito nunca aconteceu. A sério. Está num livro. Por acaso a carapuça até me serve…

Neste quarto de hotel, o silêncio está a fazer-me mal.

Lembro-me de ter saído de manhã, ter visto as roupas desarrumadas e ter dito “Continua assim, continua. Não mudes não…não mudes não…

Estas frases/ameaça não fazem sentido neste quarto de hotel.  De repente, a cama começou a ficar muito dura, quase pedra, e sinto que vou numa carroça… Tinha adormecido e era um sonho.

Acordo, levanto-me, ando por aqui por este espaço sem piada e sinto falta.

Falta de dar mais valor aos “desconfortos” da vida familiar. Talvez a nossa missão, talvez o significado, esteja neste gerir de emoções. Entre o perder a paciência e o observar o crescimento das crianças, as suas lutas, os seus pedidos, os seus porquês incessantes.  Entre o ameaçar e o elogiar, dando força. Entre o criticar o companheiro ou companheira e o compreender.

Até já sinto falta do “Óh pai, ainda falta muito?!“.

Do “Amor, podes ir ao lixo?”. Do “Amor, o carro está a fazer tum,tum,tum, não está?”.

Quando voltar, organizo uma viagem de carro com todos.

Já sei qual a palavra certa. O trabalho jogou-me para aqui de forma inevitável! Era inevitável. Isto é inevitável.  É trabalho.

Mas não é inevitável perder a paciência, fugir dos pequenos atritos familiares, não querer melhorar e não é inevitável ceder à natureza. Não é inevitável fugirmos do humanismo num mundo cínico.

Começarei, este fim de semana, por estar atento ao papel higiénico.

E telefono ao Carlos por causa das lâmpadas.

PS: Não é que não saiba mudar as lâmpadas, mas ele é um grande amigo e todos os pretextos para estarmos juntos, serão poucos.

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“Mas os alunos já devem vir motivados de casa…”
“No meu tempo, não era precisa motivar.”

Quem deseja falar de forma a ser ouvido, tem que estar presente.
Toda a sua alma, todo o seu querer, todos os poros do corpo, devem estar presentes. Presentes naquele momento, naquele lugar. Naquela comunicação.
Os que desejam ter uma plateia atenta, têm que saber do que estão a falar.
Têm que saber tudo sobre tudo, não para se vangloriarem, mas para poderem arranjar pontes entre o que sabem, e o que a plateia precisa saber.

Quais são os gostos daqueles que o estão a ouvir? De que é que eles precisam? O que é que eles já sabem?

Aqueles que falam “mal” da motivação esquecem-se…
Esquecem-se de que nem todos os alunos têm as mesmas famílias empenhadas.
Esquecem-se de que a Escola também existe, para dar a todos a mesma oportunidade.
Esquecem-se de que às vezes, falam “mal” da motivação para mascarar o seu cansaço, a sua falta de paixão, a sua deficiente capacidade para serem empáticos, a sua fraca assertividade…o seu desconhecimento sobre o conceito “assertividade”…

Quem deseja falar para que o ouçam, deve entender algo sobre a diferença. Deve ser tolerante. Justo. Prático. Deve ter valores. Quais são os seus valores? Se não souber encher uma folha com os seus valores, como poderá passar valores para os seus alunos?
Assim que a cabeça voa lá para fora, para outros problemas, os alunos sentem. Assim que estamos presentes os alunos correspondem.
Quando ultrapassamos o cansaço, as injustiças de que a profissão é alvo, quando entendemos que a culpa não é deles, aí motivamos. Damos ferramentas.
E quem diz “no meu tempo não era preciso…” nem merece mais conversa.
É que o seu tempo é AGORA.
É que quem diz “no meu tempo” parece que já morreu.
Ou pior, parece que envelheceu.
Por dentro, claro está!

Estes “tempos de hoje” estão diferentes. Há outros desafios. Quem estiver a fazer frete não vai ser ouvido, quem estiver a falar por falar, está a fazer um mau trabalho.
Mas no fundo, é tudo uma questão de consciência. E de valores.
Quais são mesmo os seus valores?

No Mundo Brilhante conhecemos centenas de excelentes professores! Eles levam, na sombra, tudo para a frente. Eles são pessoas de (e com) valores. A eles, humildemente, dedicamos estas palavras e desejamos força!

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18 coisas que os pais deviam dizer aos professores

Professores e pais

1 – Desejo que cada vez mais casais façam ensaios gerais do Jantar, antes do dia certo. Pode ser já amanhã. Ou depois.

2- Desejo que os avós, os tios, ou os vizinhos de confiança, se lembrem do casal e se ofereçam para tomar conta das crianças.

3- Depois da “hora do lobo” para aquele momento da tarde/noite em que apetece comer, desejo que se dê também um nome feio àquele momento da noite em que os casais ficam com cara de sono.

4- Desejo que os casais “homo” e “hetero” sejam iguais e ninguém queira parecer superior.

5- Desejo que o romantismo surja e que poucos se deixem render por causa das críticas (dos ressabiados?) tais como: “Jantar de Namorados? Tão piroso…”

6- Flores, florestas, Florindas, desejo, toda uma “Floribela” de emoções, de acordo com o feitio de cada um.

7- Desejo compreensão para os que estão a trabalhar na noite da comemoração.

8- Desejo acertar no número do vestido.

9- Desejo não sucumbir aos apelos capitalistas exagerados da simpática vendedora que me vai querer apresentar “novidades”, mais opções e “oportunidades” dois em um para aproveitar.

10- Desejo inspiração para escrever uma dedicatória para oferecer no tal Dia dos Namorados.

 

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Casais que também são Pais.

Carta para a minha namorada

Namoro de Mãe

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Carta ao meu amigo que vai ser pai

Talvez ainda não saibas mas o teu mundo mudou. Fará sentido?

Talvez ainda não tenhas a noção. Esse bater que ouviste, esse pequenino coração, tem o potencial infinito de trazer novas mensagens, novos sonhos, um renovado despertar.

De certo já sabes que terás medos. É assim mesmo. O ser humano tem uma relação complexa com a mudança…

Daqui a pouco, muito pouco, quase nuvem, tudo estará em mudança.

Daqui a quase nada, já ele estará a colorir as vossas noites de uma forma especial.

Independentemente do modelo familiar praticado por vocês, a minha convicção forte, aposta no sucesso da educação que lhe vão dar.

Talvez ainda não saibas, mas daqui a pouco estará a ter Educação Pré-Escolar, a tal que é fundamental!

Vai ser tudo rápido, depois do tempo ter cristalizado.

Provavelmente, o susto é tanto, o medo, tem tantos rostos e este texto não está a ajudar nada.

Pede ajuda, sempre que precisares.

Pensa que “A aventura” está apenas a começar.

Talvez ainda não saibas, mas o teu mundo mudou.

Com a chegada dessa nova vida, nada será como dantes, os lugares comuns vão ter significado outro significado. Há palavras novas. Emoções sem lugar no dicionário.

Daqui a quase nada, tudo fará sentido.

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Que pais vamos ser hoje para os nossos filhos?

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