Amo ser mãe, quase todos os dias…

Amo o meu filho como qualquer mãe, tanto que dói! Sou completamente louca, apaixonada e obcecada por ele. Penso nele 24H por dia, e o meu objectivo de vida é vê-lo ser feliz!

Mas às vezes não me apetece….

Às vezes cansa… E não vale a pena culpar o stress dos tempos que correm ou a azáfama de ser mãe trabalhadora, porque a verdade é que não é nada disso.

A verdade, que eu admito aqui, e que tenho a certeza que muitas mães sentem é que às vezes quase que apetece nunca os ter tido. EU DISSE QUASE!

Há dias em que simplesmente não me apetece… Não me apetece ir busca-lo à escola sem sequer ter tempo para olhar de esguelha para uma montra na rua.

Não me apetece dar banho e sair da casa de banho como quem acabou de enfrentar um tsunami…

Não me apetece ter que ver aquela camisola que tanto gosto suja de baba, de ranho ou do esparguete à bolonhesa que ele decidiu atirar-me.

Não me apetece ver o panda, ou a patrulha pata ou a porra da Masha mais a merda do urso.

Não me apetece ter que ir para a cama às 21h da noite para passar 1h deitada a tentar que ele adormeça enquanto canta, bate palmas, grita, chora, ri – tudo menos dormir.

Não me apetece arrumar um monte de brinquedos e pisar três legos porque, se pudesse escolher, preferia andar descalça sobre brasas do que pisar aquela porra.

Às vezes me apetece comer legumes nem peixe mas sim uma pizza, só que não porque “o menino também vai querer”.

Não me apetece acordar às 7h e ter que jogar à bola e cantar quando ainda tenho um olho meio fechado e o bafo da cama.

Não me apetece ter que repetir o seu nome pelo menos 15 vezes porque ele continua a não ouvir o que lhe digo.

Não me apetece ser literalmente atropelada, amassada e apertada quando ele decide fazer de mim um trampolim e saltar-me em cima durante o que me parecem ser horas.

Não me apetece ter que andar a sussurrar a partir das 22h como se vivesse num convento.

Não me apetece preparar roupa lavada e lanchinhos todos os dias, quando para mim nem um iogurte liquido sobra.

Não me apetece ir esfregar nódoas de relva, de comida e de lápis de cera e de sei lá eu mais o quê, porque na verdade mais parece que o puto andou a nadar num contentor de lixo…

Há dias em que simplesmente não me apetece… mas tem que ser.

Porque ser mãe é mesmo assim. Sem folgas, sem fins-de-semana, sem férias, sem feriados, sem pausas, sem descanso. É um trabalho constante e para toda uma vida.

E por mais que, na verdade, sejam muito mais as alegrias, a felicidade, o amor e os momentos bons, há sempre dias em que não me apetece.

image@imgrum

 

 

As pessoas caladas costumam passar despercebidas. Poucas vezes se pensa o que se passa por trás da sua aparência serena, recatada e silenciosa. São pessoas observadoras, exploradoras dos sentidos que se conectam de forma mais intensa com a realidade, com os pequenos pormenores e com os mundos sensíveis que escondem universos variados e apaixonantes.

Cada um de nós processa a informação de forma diferente. Contudo, às vezes ignoramos que essas diferenças estão ligadas principalmente à nossa personalidade. Segundo Marti Olsen Laney, autora do livro “The Introvert Advantage”, as pessoas caladas, as que correspondem a um perfil introvertido, são mais pausadas, mais meticulosas e profundas.

Isto resulta de um simples e fascinante. Todos os estímulos no cérebro de uma pessoa introvertida realizam um percurso complexo  vinculado à memória emocional, à análise e ao planeamento. Por outro lado, as pessoas mais extrovertidas têm menor tolerância à sensibilidade e aos estímulos, e são mais rápidas a responder ou começar um processo.

Não se trata de exaltar um estilo de personalidade em detrimento de outro. De facto, a maioria de nós pode ter traços de ambos os perfis, embora estejamos mais próximos de um deles O que queremos dizer com isto é que mesmo hoje em dia, o silêncio de  uma pessoa introvertida continua a ser mal interpretado e inclusivamente a ser ignorado nos centros educacionais.

Pessoas caladas, aves raras num mundo de extrovertidos

Diariamente, professores e educadores vêem nas suas salas de aula estes alunos que, sentados nas últimas filas, passam a aula inteira em silêncio, absorvidos num ponto no espaço ou a rabiscar secretamente os cadernos. Não gostam de responder em voz alta às perguntas, nem de participar nas aulas. Não funcionam assim. Contudo, os centros educacionais, e inclusivamente as universidades, continuam a valorizar um aluno que participa, que disserta, que põe a mão no ar e que contagia entusiasmo e interesse com a sua atitude.

O estereótipo que associa a extroversão ao êxito ou eficácia continua muito evidente nas nossas mentalidades e na sociedade. Os especialistas em psicologia social, por exemplo, indicam que nas últimas décadas o perfil das pessoas extrovertidas, carismáticas mas e simultaniamente egocêntricas e pouco sensíveis às necessidades alheias, continua a ser valorizado nos contextos profissionais e nas elites políticas.

Ou seja, é valorizado este tipo de traços comportamentais e de personalidade como eficazes sem se verificar realmente o desempenho produtivo, ou a capacidade de criar um clima de harmonia entre os grupos de trabalho. No entanto, o mais contraditório é que, as atuais pesquisas sobre liderança mostram que as pessoas introvertidas, caladas, reflexivas e pacientes, propiciam um rendimento muito mais elevado e um entorno humano mais agradável.

A professora e investigadora Francesca Gino, da Universidade de Harvard, realizou uma pesquisa onde demonstrou que os líderes com perfil de personalidade introvertida não predominam atualmente. São aves raras num mundo onde a extroversão continua a predominar. Contudo, verifica-se que nos contextos profissionais onde a diretoria conta com líderes low profile, reflexivos e sensíveis ao que os rodeia, facilita a  potencialização das aptidões dos funcionários.

Os funcionários são muito mais proativos, mais criativos e sentem-se mais felizes, porque esse líder introvertido lhes traz confiança e novas oportunidades.

As pessoas caladas e as suas mentes

As pessoas caladas não são necessariamente tímidas. São tranquilas, têm outro ritmo, outros tempos e outras necessidades. Para elas, o mundo anda rápido demais e não conseguem analisar cada aspecto, cada pormenor, como gostariam. Porque cada nuance da sua realidade precisa de ser filtrado pelas emoções, e essa delicadeza, essa meticulosidade leva o seu tempo, a sua linguagem e a sua arte.

As pessoas caladas não se sentem confortáveis sendo o centro das atenções. Não são o satélite de ninguém e preferem circular em espaços privados, às vezes até solitários. Este estilo de comportamento pode suscitar certa estranheza perante olhares alheios, por isso, muitas vezes as pessoas mais silenciosas são rotuladas como tímidas, desconfiadas, reservadas ou com falta de interesse. É importante saber que este estilo de personalidade esconde os seus tesouros e as suas belezas numa zona profunda do seu ser.

Vejamos agora detalhadamente quais as suas características.

As 5 características das pessoas silenciosas e introvertidas

Antes de mais é importante referir a extensa bibliografia que existe relativamente a este tema. Livros como “O líder introvertido: aproveite o seu talento silencioso” de Jennifer B. Kahnweiler, são exemplos interessantes para ampliar o nosso conhecimento sobre este perfil de personalidade.

Não obstante, e em linhas gerais, estas seriam algumas características básicas sobre a mente das pessoas mais reservadas e silenciosas.

  1. Pensam antes de falar. São cautelosos quando comunicam, sabem ouvir, refletir, e respondem depois de pensar.
  2. Não gostam da superficialidade. O seu foco de interesse navega nas profundezas da realidade, são criativos, gostam de relacionar ideias, conceitos, são sonhadores e costumam falar sozinhos com frequência.
  3. As pessoas caladas costumam caracterizar-se por uma autoconfiança elevada. Não se deixam levar por opiniões alheias, têm valores sólidos e ideias claras.
  4. Preferem escrever para comunicar. Sentem-se mais confortáveis com a palavra escrita.

Por fim, como dissemos anteriormente, a solidão é um refúgio comum nas pessoas introvertidas. Convém perceber que não a procuram como mecanismo de fuga, e sim como espaço para recuperar a energia e a clareza quando o mundo as satura com seus estímulos, as suas vozes, a pressa e os seus rumores.

Porque no fim das contas, as pessoas caladas são cúmplices da sabedoria que nasce da reflexão, da imaginação, e acima de tudo, do tranquilo silêncio.

image@vidaescola

Artigo publicado em A mente é maravilhosa, adaptado por Up To Kids

 

Cerca de 1 em cada 100 bebés nasce com uma anomalia cardíaca congénita

INVESTIGADORES ESTUDAM EFICÁCIA DA ADMINISTRAÇÃO DE CÉLULAS ESTAMINAIS A CRIANÇAS COM CARDIOPATIA CONGÉNITA

Está a decorrer nos EUA um ensaio clínico que pretende determinar se a utilização de células estaminais do sangue do cordão umbilical poderá ser útil no tratamento da síndrome da hipoplasia do coração esquerdo. O procedimento envolve a criopreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical da criança, recolhidas à nascença, para posterior aplicação direta no músculo cardíaco.

O atual tratamento desta patologia envolve três cirurgias efetuadas durantes os primeiros 3 anos de vida da criança. A primeira cirurgia é realizada logo nos primeiros dias de vida, a segunda após 6 meses e a terceira aos 3 anos de idade. Contudo, estas crianças apresentam, mesmo assim, uma grande probabilidade de virem a sofrer de insuficiência cardíaca e de necessitarem de um transplante de coração ainda antes de atingirem a idade adulta.

“A hipótese que sustenta esta nova abordagem é simples: as células estaminais poderão estimular a formação de novas fibras musculares cardíacas, de forma a fortalecer o ventrículo direito, para que este consiga bombear mais sangue. Desta forma, talvez seja possível adiar, ou até prevenir, a insuficiência cardíaca que se observa a partir da adolescência nestes doentes e que os coloca em risco para transplante cardíaco” refere Bruna Moreia, Investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal.

O consórcio responsável por este estudo inovador é composto por quatro centros hospitalares dos EUA que acompanham crianças com esta cardiopatia. No âmbito deste ensaio clínico, os investigadores responsáveis planeiam administrar células estaminais de sangue do cordão umbilical autólogo, ou seja, do próprio doente, a 20 crianças com síndrome de hipoplasia do coração esquerdo. Todas as crianças incluídas no estudo serão seguidas durante um longo período, para que os médicos possam avaliar se o tratamento consegue efetivamente fortalecer o seu coração.

A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo é uma cardiopatia congénita muito rara, em que o lado esquerdo do coração se encontra severamente subdesenvolvido. Caso não seja corrigido através da cirurgia, este problema é fatal, pois o coração não consegue bombear sangue de forma eficaz. Atualmente, cerca de um em cada 100 bebés nasce com uma anomalia cardíaca congénita, embora, em muitos casos, seja já possível diagnosticar cardiopatias congénitas antes do nascimento e preparar o plano de tratamentos e acompanhamento indispensáveis para melhorar a esperança de vida destas crianças.

Artigo enviado por Crioestaminal

image@dreamstime

O que é a meningite?

A meningite é a infecção das meninges, que são uma espécie de capa que reveste o cérebro e a medula espinal. Pode ser provocada por vírus ou bactérias e o seu prognóstico é completamente diferente nessas situações. No primeiro caso, trata-se de uma situação mais “tranquila”, com uma taxa de complicações extremamente baixa. No segundo, há um risco muito maior para os indivíduos afectados, podendo levar a situações de extrema gravidade.

A maior arte das meningites bacterianas em Portugal são provocada por um microorganismo chamado meningococo.

O que é o meningococo?

O meningococo é uma bactéria que pode ser muito agressiva para as nossas células. Existem 13 estirpes deste microorganismo, mas a quase totalidade das infecções são provocadas pelas estirpes A, B, C, W, X e Y.

O Homem é o único ser vivo que funciona como reservatório desta bactéria, que pode habitar na garganta de pessoas saudáveis por períodos variáveis de dias a semanas. A maior parte destes portadores assintomáticos são os adolescentes e adultos jovens, sendo que o meningococo pode depois disseminar-se para outras pessoas através de goticulas respiratórias.

Em 2002 foi introduzida no mercado português uma vacina contra o meningococo C, que passou em 2006 a ser incluída no nosso Programa Nacional de Vacinação. Desde então, a taxa de infecção por esta estirpe diminuiu drasticamente, sendo hoje em dia praticamente inexistente no nosso país. Actualmente, a estirpe mais frequente em Portugal é a B, sendo responsável por mais de 60% dos casos.

Quais são os sintomas da meningite?

Os sintomas clássicos de meningite são a febre elevada, dores de cabeça, vómitos e mau estar geral. Podem ainda surgir manchinhas na pele, que caracteristicamente são escuras e não desaparecem quando se carrega.

No entanto, estes sintomas nem sempre são evidentes logo no início do quadro, o que pode dificultar o seu diagnóstico. Trata-se de uma doença que pode evoluir muito rapidamente e que, se não tratada, pode causar a morte ou deixar sequelas graves.

O tratamento assenta num diagnóstico precoce e o estabelecimento urgente de tratamento antibiótico endovenoso adequado. Só assim e consegue evitar a progressão da doença e as suas consequências.

É possível prevenir esta infecção?

A única forma de prevenir a infecção pelo meningococo é através da vacinação. A vacina contra o meningococo C já está incluída no Programa Nacional de Vacinação, mas a vacina contra o meningococo B não. No entanto, encontra-se disponível no mercado português e pode ser adquirida por quem tiver essa vontade. Trata-se de uma vacina que está recomendado pela Sociedade Portuguesa de Pediatria e que deve ser dada a todas as crianças abaixo dos dois anos, dado ser o principal grupo de risco para desenvolver este tipo de infecção. Acima desta idade, está também recomendada, como forma de proteção individual. Para além disso, existem estudos para tentar avaliar se interfere também com o estado de portador. Se se comprovar esse efeito, consegue-se impedir a disseminação da bactéria é bloquear a propagação da doença, mas é algo que não está ainda estabelecido. Neste caso, a vacinação dos adolescentes e adultos jovens seria ainda mais importante, visto serem os principais vectores de disseminação do meningococo.

 

Por Hugo Rodrigues | Pediatra no Hospital de Viana do Castelo, autor do blogue Pediatria para Todos e autor dos livros Pediatra para Todos e Primeiros Socorros – Bebés e Crianças

Nunca fui uma pessoa que ambicionasse muito ser mãe. Não me via no papel de cuidadora, talvez por ter sido a filha mais nova e estar habituada a que tratassem de mim. Nunca gostei de brincar com bebés nem tão pouco aos pais e às mães. Gostava de aventuras, brincadeiras e ação. Obviamente que não tinha noção do que era ser mãe.

Hoje sou mãe de quatro. A aventura que tanto prezava em criança está claramente presente no meu dia-a-dia e não trocava um minuto da minha vida com com os meus filhos por nada deste mundo.

Tornamo-nos mães quando engravidamos. Não há nada que nos prepare melhor para a maternidade do que aqueles 9 meses de estágio onde percebemos que não só ficamos com uma barriga (muito) maior, mas que com ela cresceu também o nosso coração. Porque o coração de mãe é tão grande que cabe nele amor infindo.

Conforme o bebé vai crescendo na nossa barriga, uma mãe vai crescendo dentro de nós. Começamos a pensar por dois e alterar os nossos hábitos diários pondo sempre as necessidades e bem-estar do nosso filho em primeiro lugar!

Quando vemos o nosso filho a primeira vez e o põem junto ao nosso peito, descobrimos que é possível chorar por amor. Damos-lhe um beijo e sussurramos entre lágrimas que o vamos fazer feliz.

Ser mãe não se aprende na escola, nos cursos de preparação ou nos livros. Ser mãe aprende-se com os filhos, que nos orientam através das suas necessidades. Mas ser mãe não é só mudar fraldas, dar papas, e ajudar com os TPC até que sejam autónomos e saiam de casa.

É sorrir quando nada corre como previsto. É sentir o vazio quando os deixamos na escola nos primeiros dias. Ser mãe é nunca mais estar sozinha, nem nos nossos pensamentos. É querer proteger os filhos e querer que os filhos se tornem autónomos e custar-nos tanto que sejam.

Ser mãe é ter de ouvir conselhos (e até palpites!) mesmo sem nunca os pedir. É ter jogo de cintura para lidar com a opinião alheia.

Ser mãe é saber sempre como resolver as questões dos filhos dos outros e não saber o que fazer quando é com os nossos.

Ensina-nos a gerir o tempo, uma casa, uma família. Ensina-nos a lidar com birras e choros. Aprendemos a esconder legumes na comida, a montar legos e a tirar nódoas da roupa. Tornamo-nos mais altruístas para estar com os nossos filhos. Tornamo-nos capazes de enfrentar obstáculos pelos nossos filhos.

Ser mãe é voltar a jogar ao elástico, a brincar à apanhada, a inventar músicas patetas e dançar com os miúdos quando ninguém está a ver. É ter uma casa cheia de sorrisos e de brinquedos e pedir ora que os nossos filhos cresçam, ora que fiquem para sempre bebés.

Porque sabemos que a fase em que estamos é exigente, mas poderá ser a melhor da nossa vida.

 

Nota importante: O leite materno é a nutrição ideal para a seu bebé. Blédina é uma marca  que comercializa alimentos infantis, para alimentação complementar após os 4 meses de idade. Informe-se sempre com o seu Profissional de Saúde sobre a melhor forma de alimentar o seu bebé, em particular, sobre quando e como iniciar a alimentação complementar. 

AD – Publipost – Post escrito em parceria publicitária com a Milupa Comercial S.A..

Não brinquem com as mães… Elas cospem fogo.

Mesmo!

Estas são as 12 coisas que transformam uma mãe numa mãe dragão, em menos de um fósforo!

  1. Acordar a mãe antes do bebé acordar
    Bom, vamos lá ver uma coisa: A mãe só dorme quando o bebé dorme, por isso, a menos que o bebé tenha acordado, deixem a mãe dormir!
  2. Acordar o bebé
    Têm noção que chegamos a passar horas a adormecer um bebé?! COMO SE ATREVEM A ACORDÁ-LO! Eu não quero saber do porquê, não há motivo nenhum que justifique, a não ser que a casa esteja a arder!
  3. Dar comida ao bebé sem perguntar
    Pensemos com lógica! A mãe é que sabe os horários do bebé – se vai comer agora depois se calhar não almoça/janta/lancha bem…; o que é que o bebé pode comer – Alergias, indisposições, diarreias até ao pescoço….
    Perguntem primeiro, boa?!
  4. Um estranho tocar ou pior, pegar no bebé!
    Quer pegar, compre um nenuco tá!?
  5. Fumar ao pé de um bebé!
    É que nem entendo como é que não cai a ficha! “Ah o fumo espalha-se no ar” – e se eu espalhar os teus miolos no ar?! Ah?!
  6. Dar palpites inúteis. Aliás, dar palpites.
    Já a minha avó dizia: “Se não tens nada de bom para dizer, fica calada!” Mais nada.
  7. Excluírem o teu filho
    Os nossos filhos são os seres mais importantes das nossas vidas. Se o meu filho não tem lugar na tua vida, então eu também não! Ele faz parte de mim, se não gostas, então não gostas de mim. Não me dêem palmadinhas nas costas, não preciso disso. “Quem meus filhos beija, minha boca adoça!”
  8. Fazer visitas estando doente
    Qual é a ideia?! Ele ficar doente também?! E vens cá amanhã às 4 da manhã quando ele tiver a chorar e a arder em febre e a vomitar meio mundo como se fosse a miúda do exorcista?
  9. Comparar crianças
    “O meu não era assim” – pois é, mas eu também não sou assim parva como tu!
  10. Dizer que o bebé é “mau”!
    Mau era o lobo ok! Deixem-se de coisas…
  11. Forçar a criança a dar um beijo
    Se ele não quer, é porque não quer… Xô! Desampara a loja!
  12. Comentar o aspecto da mãe
    A menos que seja para elogiar! De resto, nós estamos fartinhas de saber que parecemos um saco de batatas rançosas… Nós sabemos…

 

image@JamesDalman 

 

15 DE FEVEREIRO É DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE ANGELMAN

Da iniciativa de um grupo de associações de pais de todo o mundo surgiu a ideia de se criar um Dia Internacional dedicado à Síndrome de Angelman, atualmente celebrado em mais de 40 países. O dia escolhido foi 15 de fevereiro: 15 pois é o cromossoma afectado na SA e fevereiro por ser o mês Internacional das Doenças Raras. A ANGEL associou-se mais uma vez a esta iniciativa, promovendo uma campanha de anúncios de imprensa para sensibilização desta patologia, para que haja um diagnóstico mais célere e, por consequência, uma abordagem de tratamento correta e mais imediata de cada caso.

Sabe o que é a Síndrome de Angelman?

Descoberta em meados da década de 60 pelo médico Harry Angelman, esta síndrome é causada, na maioria dos casos, pela ausência ou imperfeição do cromossoma 15 herdado da mãe. A doença manifesta-se por volta do sexto mês de vida, ao verificar-se nas crianças um atraso severo no desenvolvimento psicomotor, dificuldade na fala, distúrbios no sono, convulsões, movimentos desconexos e sorriso frequente, razão pela qual os portadores são conhecidos como “anjos”.

Em Portugal existem cerca de 60 casos referenciados mas estima-se que sejam cerca de 200, por dificuldades de diagnóstico.

Este é um dos principais objetivos da ANGEL – Associação Síndrome de Angelman Portugal, constituída em 2012 por um grupo de pais de portadores de SA, que sentiram a necessidade de reunir esforços para oferecerem uma vida melhor aos seus filhos.

Principais Sintomas

  • Severo atraso do desenvolvimento
  • Incapacidade de falar, com nenhum ou quase nenhum uso de palavras
  • A criança comunica mais pela capacidade compreensão de seus atos do que pela expressão verbal
  • Problemas de movimento e equilíbrio
  • Crises convulsivas
  • Incapacidade de coordenação dos movimentos musculares voluntários ao andar e/ou movimento trêmulo dos membros
  • Frequente combinação de riso e sorriso, com uma aparência feliz – embora este sorriso permanente seja apenas uma expressão motora
  • Personalidade facilmente excitável, com movimentos aleatórios das mãos, hipermotricidade e incapacidade de manter a atenção
  • Atração/fascínio pela água (by wikipedia)

No ano passado a Associação lançou um livro infantil que retrata a Síndrome de Angelman a partir dos olhos de um menino que conhece um “anjo” pela primeira vez.

Pode ser encomendado por qualquer pessoa através do link https://pt.surveymonkey.com/r/XYN8ZGB.

JÁ É POSSÍVEL APOIAR A ANGEL ATRAVÉS DA REDE MULTIBANCO

Desde o dia 1 de fevereiro, a ANGEL passou a ser uma das instituições beneficiárias do serviço Ser Solidário da SIBS. Com este serviço, qualquer cidadão detentor de um cartão bancário pode transferir donativos de forma totalmente gratuita, fiável e segura para apoiar a missão da ANGEL, através das 12 mil caixas automáticas da rede Multibanco. Basta selecionar a opção Transferências, seguida da opção Ser Solidário e finalmente selecionar a ANGEL. Os donativos são elegíveis para dedução fiscal, usando como comprovativo o recibo impresso no Multibanco, com o NIF inserido pelo utilizador.

síndrome de angelman

Saiba mais em www.angel.pt e no facebook e instagram

 

O bom humor também ajuda os filhos a serem perseverantes com os seus objetivos e a ter uma visão mais realista das pessoas e da vida em geral.

As famílias precisam de aprender a educar os filhos para o riso. Saber sorrir e ter sentido de humor é fundamental para aumentar a alegria de viver dos nossos filhos.

Neurologicamente falando, estudos do Jornal de Neurociência e de Psicologia da Universidade de North Carolina mostraram que a gargalhada é uma grande libertadora de endorfina no cérebro através dos receptores opioides para os neurotransmissores.

De acordo com reportagem publicada no jornal Estadão, o riso tem um efeito benéfico  e transporta-nos para uma euforia saudável , e por isso é que é tão contagioso socialmente.

RIR É O MELHOR REMÉDIO

Quando uma pessoa começa a rir, as outras à sua volta também tendem a abrir um sorriso ou a rir. Através do riso, as conexões sociais no grupo melhoram, porque gera uma sensação de segurança e proximidade.

Também o riso e o sorriso fazem parte do bom humor.

Quanto mais bem-humorados os nossos filhos forem, melhor conseguirão levar a bom porto as adversidades da vida e de transformar as obrigações diárias e convivências em momentos mais leves ou alegres, através de sorrisos refrescantes.

Ao bom humor estão associadas a diversão, os jogos e a brincadeira; todas são manifestações afetivas de amizade e amabilidade.

FELICIDADE

Segundo Hugo de Azevedo, escritor do livro: “O bom humor”, uma pessoa que não aprecia uma piada ou não se sabe rir de si própria, não sabe “brincar” e nunca poderá alcançar a plena felicidade.

Contrariamente, uma pessoa com bom humor sabe relativizar as coisas e não se leva tão a sério. Os nossos filhos precisam de aprender a conhecer-se e a aceitar as próprias limitações.

Uma inteligência emocional bem desenvolvida leva ao realismo e a uma escala de valores equilibrada. As crianças aprendem a relevar pequenas adversidades e a não fazerem “tempestades em copo de água”.

SOLUCIONAR PROBLEMAS

O bom humor também ajuda os filhos a serem perseverantes com os seus objetivos e a ter uma visão mais realista das pessoas e da vida em geral, o que permite que descubram melhor as causas de eventuais problemas e, consequentemente, possíveis soluções.

O bom humor está unido ao espírito desportivo, ao desporto e ao jogo, à virtude da eutrapelia, ou seja, de saber divertir-se mas saber moderar quando preciso.

Brincar é uma coisa séria e é uma coisa mais séria ainda para os adultos que jamais devem desaprender a brincar.

SUGESTÕES PARA OS PAIS

  1. Aprenda a rir-se de si próprio.
  2. Seja sempre grato pelo que tem.
  3. Evite focar-se em problemas e pensamentos negativos.
  4. Habitue-se a fazer pausas, a desfrutar de uma boa música, uma dança, um bom filme, um livro, um passeio no parque ou contemplar a natureza.
  5. Brinque e tenha momentos de diversão com os seus filhos e dêem umas gargalhadas em família
  6. Aprenda a não dramatizar.
  7. Sorria sempre para as pessoas, o que é uma forma de demonstrar carinho por elas.
  8. Aprenda a alegrar-se com cada minuto desse precioso dom que é a vida.

 

Publicado em O estadão, adaptado por Up To Kids®

Desculpa, desculpa, desculpa filho! Milhões de vezes desculpa.

Até diria que nem mereço que me perdoes, porque tu, és tão puro e inocente que nem sentes que precisas me perdoar. Tu és tão incondicional que és meu, com todos os meus defeitos… Ainda assim, quero pedir-te desculpa!

Desculpa por todas as vezes que me pediste colo e eu não to dei. Nada justifica não o dar. Tu não vais ser mimado, não vais ficar mal habituado, e eu nem estou assim tão cansada. A verdade é que um dia muito em breve, já não vais querer o meu colo, e eu vou estar ainda mais arrependida pelas vezes que não to dei.

Desculpa por todas as vezes que te falei mais alto. Pela paciência que me faltou, pelos afazeres que me exacerbaram e que me fizeram falar-te mais alto e de forma impaciente. O certo é que tu recorreste a mim, e eu não te correspondi.

Desculpa pelo cansaço… pela exaustão que às vezes toma conta de mim e que não me deixa acompanhar as tuas correrias, as tuas emoções ou a tua alegria! Nunca deixes de ser assim. Mesmo que a mãe te diga que está cansada, não desistas de mim.

Desculpa por ter que trabalhar. Por te deixar a maior parte do dia com pessoas que não sou eu. Por apenas estar contigo um par de horas por dia. Por não conseguir estar mais tempo contigo e acompanhar mais o menino em que te estás a tornar. Eu prometo que tento, e que estou contigo todos os minutos que consigo.

Desculpa por ter sono quando ao Domingo de manhã queres ir jogar à bola. Por ir muitas vezes ainda meio ensonada e a esfregar os olhos, e muitas vezes tentar dissuadir-te da ideia.

Desculpa por ter muitas coisas para fazer. Roupa, loiça, pó… E ainda que tente sempre fazer disso uma brincadeira, se eu pudesse as nossas brincadeiras seriam sempre outras.

Desculpa filho, se a vida é injusta! Se o mundo não está preparado para me deixar ser completamente tua mãe! Muito disto não é a minha culpa, mas ainda assim, tu és o mais importante da minha vida, e o que lhe dá sentido. E por isso mereces o meu pedido de desculpa, hoje e sempre, mesmo que não o queiras.

Estás a sair-te bem. Não importa o que os outros te digam nem o que pensam sobre as tuas opções, sobre o que deixaste  para trás ou a forma como vives a vida… Vai correr bem!

Mesmo que às vezes tenhas dúvidas, sabes que a vida é um processo e, enquanto tiveres confiança em ti próprio, as coisas vão seguir o seu rumo com tranquilidade e harmonia.

É este o tipo de reflexão que frequentemente precisamos de ouvir da boca de alguém. Precisar não significa, que procures a aprovação alheia ou que duvides de ti. Por vezes, um reconhecimento, um simples reforço positivo no momento exato e no instante adequado, resulta como um carinho emocional e um impulso vital.

Por exemplo, a frase “Estás a sair-te bem” é essencial no universo pessoal de uma criança. Um elogio é na verdade muito mais do que um simples reforço positivo. É um modo de incentivar a criança a continuar, a seguir em frente, enquanto alimentamos a autoestima, a confiança e a sensação de segurança. Ao mesmo tempo, também se apresenta como uma expressão que se foca no processo, mais do que no próprio resultado

Os adultos também precisam desse tipo de interação positiva na qual por um lado, está o reconhecimento pessoal e por outro, o apoio. Por exemplo, a mãe e o pai que dia após dia realizam a complexa tarefa da criação e da educação de um filho. Uma pessoa que em determinada altura decide fazer uma mudança na sua vida e alguém do seu círculo próximo hesita em dizer-lhe que sua decisão é correta, que esse passo é um acto de coragem…

Os diferentes tipos de apoio pessoal que podemos encontrar no dia a dia

Nós já calçamos sapatos de adultos. Servem-nos perfeitamente e nós  sentimo-nos confortáveis. No entanto, as solas podem estar gastas do grande caminho que percorremos, pelas pedras e poças que encontramos ao longo do caminho. Mas esta viagem ainda está a meio, falta-nos viver uma série de experiências, e há um aspecto que ainda continua a afetar-nos de várias maneiras.

Falamos, sem dúvida, do apoio, da consideração e da proximidade que recebemos dos que nos rodeiam. Podemos dizer que “nada nos afeta”,  que já chegamos a um ponto do nosso desenvolvimento pessoal em que as palavras das outras pessoas são como ar viciado, e que “entram a 100 e saem a 200”…. Mas a verdade é que,  por mais que queiramos nem sempre funciona assim. O que os nossos pais ou irmãos nos dizem, às vezes, atinge-nos. Os comentários dos amigos e do nosso companheiro ou da nossa companheira têm importância.

Por isso é que, às vezes, ouvir um “Estás a sair-te bem” é tão gratificante e nos confirma que essa relação, esse vínculo, valioso é muito importante. Assim, ao longo da vida, teremos três tipos de apoio pessoal.

Pessoas que ajudam, pessoas que habilitam e pessoas que dificultam

Niall Bolger é um investigador do departamento de psicologia da Universidade de Columbia, especialista em realizar estudos sobre relações pessoais e seu impacto no nosso bem-estar psicológico. Num dos seus trabalhos, demonstrou que a forma como o nosso círculo mais próximo nos confere ajuda ou apoio pode basear-se em três tipos de dinâmicas.

  1. Pessoas que habilitam.
    Quem nos “habilita” não nos apoia. Quem habilita procura, acima de tudo, dizer-nos como fazer bem as coisas segundo os seus desejos, crenças ou valores. São amigos, familiares ou companheiros que, longe de entender a nossa perspectiva ou de aceitar os nossos desejos ou escolhas, tentam “habilitar-nos” para que nos encaixemos no seu universo pessoal.
  2. Pessoas que dificultam.
    São pessoas que estão constantemente a convencer-nos que querem o melhor para nós, mas ao mesmo tempo têm comportamentos que dificultam as coisas. Neste perfil não encaixam expressões como “Estás a sair-te bem, mas lembra-te que já agiste assim e correu mal, e é provável que aconteça outra vez. Só estou preocupado contigo” ou “sabes que te adoro e admiro, mas acho que é melhor acabares com essa pessoa”…
  3. Pessoas que ajudam.
    O doutor Bolger, responsável por este estudo, definiu um terceiro tipo de relação, tendo sido considerada a mais importante. São pessoas que não só têm a capacidade inata de dizer as coisas mais sensatas no momento certo, mas que também nos conferem um “apoio invisível”. Ou seja, às vezes não precisamos de ter a pessoa por perto para saber que temos todo o seu apoio, o seu interesse e preocupação…

Assim, o melhor apoio é aquele que “deixa ser” e que nos transmite a todos os momentos a sensação de eficiência, de segurança e de apoio constante.

Estás a sair-te bem porque…

Sabemos que esses reforços verbais e emocionais por parte das pessoas mais próximas são úteis em muitas situações. Ajudam-nos a seguir em frente. No entanto, também não podemos esquecer-nos de que é impreterível que procuremos incentivar-nos, validar-nos, motivar-nos de forma a proporcionar-mos apoio emocional adequado para encontrar essa energia vital para enfrentar o dia a dia.

Nunca é demais refletir e interiorizar as seguintes frases:

  • Estás a sair-te bem porque, estás conseguir viver em harmonia contigo próprio, com os teus valores e necessidades. Não importa os momentos difíceis porque esse é o custo de seres coerente contigo próprio.
  • Estás a sair-te bem porque cada dia é uma pequena vitória onde alcanças algo novo e enriquecedor.
  • Estás a sair-te bem porque deixaste para trás o que te atrasava, pessoas e dinâmicas próprias que faziam mal, que não te ofereciam nem equilíbrio nem felicidade.
  • Estás a sair-te bem porque viver é arriscar, é pores-te em movimento e não parar. A felicidade é um processo e estás no bom caminho, o caminho que tu escolheste.

Vamos pôr em prática estas premissas.

Afinal de contas, não custa nada e traz-nos muitas coisas boas.

 

Publicado em A mente é maravilhosa, adaptado por Up To kids®

imagem@e-volos