15 ideias de ultima hora para mascarar os seus filhos no carnaval

O carnaval aproxima-se e começa a loucura das máscaras. Uns compram, outros fazem ou mandam fazer, outros trocam, pedem emprestado,  mas a bem ou mal no dia da festa da escola e no fim de semana de carnaval os miudos, na sua grande maioria, adoram mascarar-se.

Deixamos aqui 15 sugestões para quem prefere arranjar soluções em casa.

Super Homem

superhomem

Wally

Waldo

RunDMC

runDMC

Princesa Leia

princess-leia

Caracol

caracol

Espantalhos

espantalhos

Elliot e ET

et

Saleiro e Pimenteiro

galheteiro

Jornalista num tornado

jornalista

Nuvem

nuvem

Gnomo de Jardim

gnomo

IPod

iphone

Lumberjack

lumberjack

Menino perdido da Terra do Nunca

meninosperdidos

Mínimo

Minimo

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Todos os dias da nossa vida são diferentes. Mais rotineiros ou mais aventureiros, a cada dia acontece algo que nunca tinha acontecido antes. Mas nós estamos preparados para isso porque o ser humano consegue desenvolver capacidades de habituação em relação ao meio que o rodeia. E assim, vamos adquirindo e modificando competências e desenvolvemos o tão importante poder de adaptação, conhecido na nossa gíria pelo poder de “encaixe”.

Ora, se há alteração na vida de uma pessoa que obriga a um grande poder de “encaixe” é “a primeira vez.”

Lembras-te da tua primeira vez?

Não é essa primeira vez…. Essa foi apenas o princípio daquilo que te meteu nesta embrulhada de acordar a meio da noite para dar biberons e mudar fraldas!

As outras primeiras vezes: as que surgiram depois de teres passado para o grupo dos Pais.

Aquelas para o qual nunca estamos preparados porque nunca são explicadas em lado nenhum. As que fazem de nós bombeiras, enfermeiras, professoras, contadoras de histórias, heroínas, Mães de capa e espada sem saber ler nem escrever.

Há sempre uma primeira vez, por isso, minhas queridas, preparem-se. Porque há uma linha que separa uma pessoa feliz de uma pessoa feliz com filhos.

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1. A primeira vez que apanhas o vomitado de alguém com as mãos, de propósito.

Não me perguntem. Passamos metade da vida a fugir daquela pessoa que bebeu imenso ao jantar e que sabemos que a qualquer momento vai dar para o torto! E não queremos estar por perto. Só queremos enfiá-lo num táxi para casa e ficar longe. De repente temos filhos e, desenvolvemos um reflexo de Pais que, mal ouvimos aquela tosse a engasgar corremos já de mãos esticadas para apanhar o que for preciso, ainda, no ar!

2. A primeira vez que é uma tortura separares-te de alguém para ir trabalhar.

As emoções ficam à flor da pele e tornam-se mais complexas e profundas. Tudo se torna mais intenso. Uma mãe a chorar no noticiário da noite é tudo o que não queremos ver. Ou choramos com ela, ou mudamos de canal. A saudade torna-se naquele palavrão que não conseguimos aceitar de forma racional. As primeiras horas longe do nosso filho, duram uma eternidade. Cortam-nos o ar. Dão-nos voltas ao estômago.
Com o tempo habituamo-nos mas sabemos que, a partir daqui, nunca mais seremos como antes.

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3. A primeira vez que percebes que já não és dona do teu tempo

Para as mães, um banho de imersão relaxante, a ouvir música, com direito a sessão de cuidados com a pele, é uma coisa do passado. Agora passas a tomar um duche e a abrir a porta do chuveiro de 5 em 5 min. porque achas que estás a ouvir o bebé a chorar. A licença de maternidade vai acabar, e nem sequer conseguiste organizar aquelas pastas de fotos no computador, nem lavar o enxoval comprado há 6 meses. Deixaste de controlar o teu tempo. De relaxar, de comer, de dormir, porque a partir de agora há sempre alguém à tua frente: o teu filho.

4. A primeira vez que te apercebes que a tua mãe não vai “resolver o assunto” porque agora tu é que és a Mãe.

Há-de haver um momento da tua vida em que as coisas se vão complicar em casa.

Normalmente envolve crianças doentes e muitas noites sem dormir. Uma virose é a prova de fogo. Ao fim de umas noites em branco os pais também apanharam a virose. Passam a noite a levantar-se e a vomitar. O bebé ainda tem febre. E vomitou. É preciso dar-lhe banho, trocar a roupa da cama, pôr a máquina a lavar, dar-lhe o antipirético.  Então ele começa a espernear, fecha a boca e não toma o medicamento.

A febre sempre a subir. Percebes que tens de enfiá-lo na banheira para descer a temperatura, mas estás com um enjoo daqueles… nessa altura pensas que não consegues mais. Há-de haver um momento da tua vida em que queres chamar a tua mãe. Concentra-te. TU és a mãe agora. Devagar, devagarinho vais descobrir forças para tratar dos teus filhos e da tua família. Depois, quando tudo tiver passado vais contar à tua mãe.

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5. A primeira vez que compreendes os teus pais a 100%

Começa assim que o bebé nasce. O amor que sentimos pelos nossos filhos é tão grande que só de olhar para eles temos vontade de chorar. Nesse momento, lembramo-nos de todas as respostas tortas e todas as desilusões que demos aos nossos pais… E percebemos exactamente como é que eles se sentiram.
Agora que os compreendes, aproveita mais a sua companhia e os seus conselhos. Redime-te. Não queiras arrepender-te, outra vez, pelo tempo que perdido. “Filho és, pai serás, assim como fizeres, assim acharás”

6. A primeira vez que sentes orgulho por o teu corpo ser perfeito para a maternidade.

Antes de teres filhos usavas o teu corpo para… enfim, para outras coisas. Um dia mais tarde, depois de conheceres o teu filho, vais perceber que os teus braços não são gordos, são fortes o suficiente para lhe pegar ao colo e o abraçar. Que o teu ombro tem a dimensão certa para ele morder quando os primeiros dentes estiverem a rebentar. O teu pescoço tem a curvatura ideal para ele se aninhar.

Aqui que vais perceber que foste feita para isto. E vais esquecer as estrias que ganhaste durante o parto, e vais orgulhar-te da tua cicatriz de cesariana. Porque fazem parte da história de vida do teu filho. Um dia, quando te sentires grata pelo corpo cansado que te foi presenteado pela maternidade, vais gostar de ti tal como és. E a tua auto-estima é a base para tornares o teu filho mais feliz.

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7. A primeira vez que recordas as primeiras vezes todas e percebes que queres passar por tudo outra vez.

Vais apanhar o vomitado do teu filho com as mãos, vais morrer de saudades e angustia quando voltares a trabalhar, vais ter saudades de ter tempo para ti, vais querer chamar a tua mãe muitas vezes e vais ter uma relação com ela como nunca tiveste.

Finalmente vão falar de mãe para mãe.

Vais orgulhar-te de cada marca e de cada curva mais pronunciada do teu corpo. Vais perceber que todas estas primeiras vezes te deram força para construir as bases onde a tua família cresceu. E na realidade são mais fortes do que pensavas porque ganhaste experiência e agora sabes exactamente aquilo que estás a fazer.

Agora, numa noite mais tranquila, vais ficar a olhar para o teu filho enquanto dorme atravessado na tua cama e percebes que até a baba que lhe escorre do queixo ao pijama é perfeita. E sentes-te completa porque vocês estão juntos, sobreviveram às maiores dificuldades, às noites mal dormidas e a todas as provações. Levas o teu filho para a tua cama, pegas na mão do teu marido e dizes confiante que estás pronta para repetir tudo novamente.

Porque não te imaginas a não ter mais primeiras vezes outra vez.

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Inspirações e Créditos, BabycenterDe mãe para mãeMamma by the bay

CHUCHA GELADA | Aliviar a dor de dentes nos bebés

Todos sabemos o que sofrem os nossos filhos com o nascimento dos dentes.Por mais que tentemos, parece não haver nada que alivie de imediato. Por isso, deixamos aqui um truque que eu usei com os meus filhos e resultava de imediato. Experimentem, e digam-nos se conseguiram aliviar a dor de dentes nos bebés

Preparação

1. Apertar a chucha para tirar o ar;
2. Soltar dentro de um recipiente com água, para encher a chucha;
3. Guardar no congelador.

Quando o bebé estiver a chorar de dores, dê-lhe a chucha.
Ponha-lhe um babete, porque conforme for derretendo o gelo, poderão escorrer umas gotas de água pelo pescoço fora.
O material da chucha é tão bom isolante, que apesar de conter gelo,  não queimará a língua ou boca ao bebé.

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Por vezes o bebé estranha por estar muito rija e acaba por rejeitá-la: neste caso experimente dissolver umas gotas de aero om em meio copo de água para encher a chucha. O bebé vai sentir o doce, e ficar entretido a chuchar, enquanto o frio lhe alivia a gengiva. Acalma rápidamente o choro.
Em alturas de dentes a romper, tenha sempre uma preparada no congelador, pronta a sair!

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7 segredos para criar crianças mais felizes

Todos os pais sabem o que querem para os filhos. Ou pelo menos assumem que sabem e acreditam que estão a educá-los e, prepará-los para o futuro de forma a atingirem os objectivos planeados. Mas já pensou verdadeiramente nesta questão?

Não assuma que sabe a resposta. Faça um exercício simples, passe um dia a pensar na pergunta: O que é que eu realmente quero para os meus filhos?
Há dias que queremos apenas que arrumem os quartos, façam os trabalhos de casa, e que durmam uma boa noite de sono. Noutros, delineamos planos bem definidos e começamos a construir o que consideramos ser os primeiros alicerces dos seus castelos.

Mas a verdade é que a resposta é simples, e unânime:

O que todos queremos é que os nossos filhos sejam felizes, agora e sempre. Todos tentamos criar crianças mais felizes.

A felicidade é o bem mais procurado do mundo, e não se alcança nem se compra. A felicidade cria-se.
Aqui estão 8 dicas que, aplicadas com paciência e flexibilidade, vão ajudá-lo a traçar o caminho para a felicidade do seu filho:

1. Seja “O” exemplo a seguir

A melhor maneira de ensinar o caminho da felicidade ao seu filho, é mostrar-lhe que é uma pessoa feliz. Ele vai-se tornar na pessoa que vê: as crianças aprendem por observação e imitação, e não fazem aquilo que lhes dizemos, mas sim aquilo que fazemos.  Daí a expressão “Pais felizes, crianças felizes”.

2. Ofereça-lhe tempo

Para os nossos filhos o sinónimo de felicidade somos nós, os pais. Ofereça-lhe o seu tempo e brinque com ele. Passarem tempo de qualidade juntos vai ajudá-lo a desenvolver auto-estima e a confiança. Vão criar laços que se tornarão nas memórias mais ricas do seu filho, e também nas suas.

Os adolescentes, por outro lado, querem coisas: dê-lhes tempo na mesma. Eles não sabem, mas é o que precisam.

Crianças felizes

3. Ensine-o a ser grato

Dizer obrigado, é mais do que ser bem-educado. É ser grato pelo que temos. Podemos ajudá-los a ver o copo meio cheio em vez de meio vazio. Ensine-os a serem felizes com o que têm, em vez de ficarem tristes com o que não têm.

4. Deixe-o desenvolver os seus talentos sozinho

As pessoas felizes dominam uma habilidade. Ao dar as primeiras pedaladas na bicicleta, o seu filho aprende a cair e levantar-se tantas vezes que chega a ficar frustrado, isso vai ensinar-lhe a ser persistente e a ter força de vontade. Quando finalmente conseguir andar de bicicleta, vai sentir o sabor da vitória, fruto dos seus próprios esforços.

Ninguém é feliz todos os minutos da sua vida. As crianças precisam de aprender a tolerar a angústia e a infelicidade. O nosso papel é ensiná-los a caminhar, e não carrega-los ao colo o resto da vida.

crianças felizes

5. Deixe-o fazer escolhas

As crianças têm muito pouco controle sobre suas vidas. Nós decidimos tudo para o seu dia a dia, muitas vezes sem questionar quais seriam as suas escolhas. O poder de escolha ensina-os a tomar decisões. Deixe-o escolher a roupa, ou o menu de jantar uma noite por semana. Dê-lhe a oportunidade de tomar pequenas decisões. A sensação de controle vai fazê-lo feliz.

6. Diga “não”

O mundo vai fechar muitas portas na cara do seu filho. Mais do que possa imaginar. Se quer que ele seja feliz, habitue-o a ouvir “não” quando está em casa rodeado de pessoas que o amam.
E o resto do mundo agradece por não ter de lidar com a birra “disseram-me não pela primeira vez” do seu filho.

7. Deixe-o exprimir emoções

É importante permitir que o seu filho seja infeliz de vez em quando. As crianças precisam saber que não há problema em estar triste, e que às vezes, faz parte da vida. Ajude-o a exteriorizar e reconhecer os seus sentimentos. Eles precisam de sentir o nosso apoio nessas alturas. Abrace-o, ele vai sentir que o compreende.

Birra

8. Ame o seu filho incondicionalmente

As crianças fazem asneiras. O seu filho está aos saltos, no sofá e já o mandou parar várias vezes. Ele continua, até que o pai ou a mãe se zangam à séria e gritam o ultimato “É a última vez que aviso…” Ele pára de saltar e começa a chorar. As crianças aprendem através da experimentação/erro, e eles precisam de correr riscos. Mostre-lhe que há consequências, mas que os pais o amam na mesma.

Tornam-se crianças mais seguras e confiantes e aprendem que as pessoas erram, mas há sempre uma oportunidade para corrigir os erros. Porque “errar é humano”.

Quando as crianças sabem que os pais estão SEMPRE ao seu lado, para o melhor e para o pior, tornam-se crianças mais felizes.

Crianças felizes

 

 

fontes ideia geral texto aqui, dicas aqui e aqui
Imagens@net

Agressões nos iniciados | Jornal a Bola | 05.02.2014 | vídeo aqui

Para aqueles que não estão familiarizados com o fenómeno do futebol juvenil, convém esclarecer que um jogador iniciado é um miúdo com idade nunca superior a quinze anos de idade.

Por outro lado sensivelmente a partir de 2013, foi introduzida no nosso ordenamento jurídico, legislação que afasta a obrigatoriedade da presença policial nos jogos destes escalões.

O legislador certamente não costuma assistir a estes jogos e certamente não sabe ou nem desconfia que existe um reiterado e notório mau ambiente nestas partidas de futebol em consequência de acções dos próprios familiares dos atletas, que gritam, insultam e muitas vezes tornam-se intervenientes em tristes casos de agressões e tumultos.

Além disso, por vezes são os próprios pais dos atletas que, de forma sub-reptícia ou não, instigam os miúdos a serem agressivos em excesso, transmitindo aos seus filhos o seu próprio exacerbado e inusitado entusiasmo, geralmente com consequências nefastas.

Também é verdade, que o futebol é conhecido desde tempos imemoriais, como um desporto de inverno e para homens, mas, não há duvida que o que antes era reflexo de falta de instrução dos filhos e dos pais, hoje em dia descambou para uma violência cada vez mais  gratuita e sem sentido, que não escolhe graus de instrução ou estratos sociais.

Conforme é sabido por este escriba ao Vosso dispor, a origem da tripla agressão deste miúdo proveio certamente duma referência verbal feita pelo agredido ao agressor, mas não podemos deixar de pensar, apenas olhando para as imagens, que é um espelho da sociedade triste e muito perigosa em que actualmente vivemos.

RMPC, para Up To Lisbon Kids

Imagine que o seu filho precisa de um transplante de medula óssea, e a única coisa que você pode fazer é tentar convencer as pessoas que conhece a fazerem uma recolha de sangue, para verificar se são compatíveis e encontrar, deste modo, um potencial dador para salvar a vida do seu filho.

Nenhuma das pessoas que você conhece é compatível com o seu filho.

Então, utiliza todos os meios de comunicação ao seu alcançe para convencer o maior número de estranhos a doar uma amostra de sangue para saber se são ou não compatíveis com o seu filho. O tempo está contra si. E não consegue perceber como é que, sabendo que o seu filho pode estar em risco de vida, as pessoas ignoram as suas mensagem e apelos, e continuam todos os dias no mesmo ciclo, a ir trabalhar como se nada se passasse, e você, sem poder fazer nada.

Mas agora pode. Pode inverter o ciclo. Se tem a sorte de não ser a pessoa desesperada à procura de ajuda, seja o potencial salvador da vida de outra pessoa. Tente ajudar. Você não tem nada a perder.

Requisitos:

  • Idade compreendida entre os 18 e os 45 anos
  • Peso igual ou superior a 50 kg, e altura igual ou superior a 1,50m
  • Não terem recebido transfusões de sangue desde 1980
  • Não serem portadores de doenças crónicas ou auto-imunes
  • Fazer-se acompanhar da respectiva identificação (BI ou CC)

A brigada é constituída por dois momentos realizados em simultâneo: a inscrição – que requer o preenchimento de um formulário, e a colheita de um tubo de sangue, não sendo necessário estar em jejum.

Se for identificado como possível dador será contactado e serão feitos outros exames laboratoriais de compatibilidade. Existem dois processos de colheita:

  • Colheita de células progenitoras do sangue periférico: o sangue vindo da veia do dador circula através de um aparelho chamado separador celular que recolhe, apenas, as células necessárias para o transplante, devolvendo as restantes ao dador;
  • Colheita de medula óssea: as células progenitoras do interior dos ossos pélvicos são colhidas directamente, pelo que se requer uma breve anestesia e 24 horas de hospitalização.

O dador poderá optar pela forma de colheita e a cada etapa deste processo ser-lhe-á dada informação sobre o que se irá passar.

Para muitos doentes o transplante de medula óssea é a única esperança de vida.

Ser Solidário é um ato de altruísmo.

CONTAMOS CONSIGO PARA PARTICIPAR COMO POTENCIAL DADOR DE MEDULA ÓSSEA

NÃO PODEREI SER DADOR SE:
– Idade inferior a 18 anos ou superior a 45 anos
– Altura inferior a 1,50m
– Peso inferior a 50kg
– Obesidade (Índice de Massa Corporal > 40), mesmo nos casos de colocação de
Banda ou Bypass Gástrico
– Patologia Cardíaca
– Hepatite B ou C, alguma vez na vida
– Doença Oncológica
– Transfusão de sangue depois de 1980
– Doença Auto-imune
– Patologia da Tiróide
– Diabetes
– Anemia Crónica
– Hérnia Discal
– Artrite Reumatóide
– Fibromialgia
– Glaucoma
– Epilépsia
– Não compreender a língua portuguesa tanto na sua forma oral como escrita
– Não tiver residência estabelecida em Portugal

Sabia que há doenças como as leucemias e outros tipos de linfomas, entre outras, que podem ser curadas através de um transplante de medula óssea? Sabia que estes doentes só têm 25% de hipóteses de terem um irmão compatível, e que a hipótese de encontrarem um dador compatível não aparentado é de 1/10000?

As adolescentes e a sexualidade. 3 coisas que a sua filha precisa que lhe transmita equanto criança!

A pré-adolescência aproxima-se e as borboletas começam a voar nas barrigas dos apaixonados. Os futuros problemas amorosos das nossas filhas ainda não são um tema que nos tire horas de sono. Por enquanto, gostam de fazer pinturas com as mãos na mesa da cozinha na companhia da mãe, enquanto preparo o jantar, ou resolver exercícios de matemática com os trocos dos cromos que compramos juntas.

Mas as nossas filhas (as minhas e as suas) vão crescer e vão querer uma vida amorosa feliz, à semelhança do que vêem nos contos de fadas.

Os pais, nunca se sentem preparados para falar sobre sexualidade com as filhas. Parece sempre que é demasiado cedo, mas a verdade é que elas já estão a ser “formatadas” nesse sentido.

Todos os dias recebem mensagem mais ou menos directas sobre a sexualidades e/ou o corpo feminino. São essas mensagens que irão influenciar, sem que os pais se apercebam, a adolescente e a mulher em que ela irá se tornar.

Na capa de uma revista aparece uma fotografia de uma mulher seminua, numa pose artificial com uma expressão facial que transmite noções erradas de sexualidade.. É importante que as nossas filhas percebam que grande parte da publicidade representa uma imagem do ideal “feminino”, e não da realidade.

As adolescentes e a sexualidade

O mesmo acontece quando uma criança está a cantar e a dançar músicas pelo prazer da melodia e diversão sem se aperceber dos seus atos “Ai se eu te pego, ai ai seu te pego” (acompanhado da respectiva coreografia).

Cada uma destas mensagens é como uma bola de neve que vai crescendo, e quando dermos por isso as nossas filhas estão atoladas de informação que achamos não ser apropriada para as suas idades, e pior,  pensamos que elas ainda não estão atentas a ela..

Além de lidarem com a pressão social e cultural, por vezes as pré-adolescentes e adolescentes sentem a ausência de uma boa conversa, o que pode levar à ignorância e insegurança sobre seus corpos. Esta incerteza vai aumentar durante o crescimento, culminando com problemas de autoestima que se poderão vir a refletir nas suas vidas pessoais e amorosas.

As adolescentes e a sexualidade

Enquanto crianças, as dúvidas e curiosidades das nossas filhas prendem-se a questões tais como: “O que eu serei quando for grande? “ ou “Como é que eu serei quando for grande”.
A partir da pré-adolescência, as suas dúvidas serão mais complexas e abrangentes.

Pode não acreditar, mas dentro de pouco tempo estas serão algumas das perguntas que as nossas filhas farão a si próprias:

– Serei magra o suficiente para gostarem de mim?
– Estou bonita o suficiente para gostarem de mim ?
– Estou sexy o suficiente para ser gostarem de mim?
– O meu peito é grande o suficiente para gostarem de mim?
– Os meus lábios são cor-de-rosa o suficiente e têm a forma correta – gostarem de mim?
– Se eu enviar uma fotografia minha numa pose sexy ao rapaz popular da escola, vão gostar mais de mim?

Para preparar a sua filha para resistir a estas pressões, precisa de ajudá-la a definir-se como uma pessoa confiante, com autoestima e que se respeite enquanto pessoa. Este será meio caminho andado para que cresça a sentir-se segura como adolescente e como mulher.

As adolescentes e a sexualidade

1. Precisa de informações sobre o seu corpo.

Não podemos desenvolver a confiança real sem conhecimento de nós próprios, por isso é muito importante que ensine a sua filha a chamar as coisas pelo nome. Chama-se anatomia, e vamos ensinando ao longo do crescimento.
Se quer que a sua filha se sinta segura o suficiente para lhe fazer perguntas quando despertar para a sexualidade, é aqui que tudo começa.
Explique-lhe o nome de cada coisa com naturalidade, assim ficará tudo arrumadinho na sua cabeça e será mais fácil ter a abertura desejada para colocar as questões pretendidas quando estas surgirem.
Se começar apenas durante a adolescência, a sua filha ficará constrangida e não irá falar consigo sobre essas questões: o que significa que o fará com outra pessoa.

2. Precisa de aprender a respeitar o seu corpo e suas capacidades.

Com esta idade as crianças adotam como padrão a seguir os progenitores. Neste caso, as raparigas seguem o exemplo leal do que observam das mães.  Se a mãe não respeita o seu próprio corpo, também ela não respeitará o dela. Evite fazer criticas à parte física das mulheres, inclusive à sua. Não goze com mulheres obesas ou com qualquer outro problema físico. Se fizer dieta ou exercício físico, transmita-lhe que o faz para ser saudável, não tanto para alcançar um ideal estético, embora seja importante que se sinta confortável com sua aparência. Faça reforços positivos às capacidades interiores, à força de vontade, ao optimismo, e ao intelecto.

3. Precisa saber que pode conversar sobre qualquer coisa com a MÃE.

A maior parte das mulheres inconscientemente cria um vazio de conversação entre mãe e filha quando o assunto é a sexualidade. Originalmente porque as mães acham que a filha ainda é muito nova para falar sobre o tema, e depois porque as filhas acham que a mãe nunca iria aguentar ou saber lidar com o assunto. Que assuntos escondem as adolescentes e as jovens mulheres das próprias mães? Estudos revelam que as raparigas na adolescência falam com os psicólogos sobre orientação sexual, abusos, abortos, relações amorosas, ou mais tarde, problemas nos seus casamentos.

Quer que a sua filha passe por isto sozinha, ou com a mãe ao seu lado?

As adolescentes e a sexualidade

Para  um diálogo de partilha com a sua filha terá que a conquistar, construindo uma relações sólida e baseada na confiança. Será um privilégio acompanhá-la e educá-la durante o seu crescimento, ao longo de toda a sua vida.

Porque o que a sua filha precisa é da sua MÃE.

Adapatado de artigo original de huffingtonpost

Os nossos filhos são diariamente bombardeados com truques de marketing que os manipulam a favor do desenvolvimento de uma sociedade de consumo. Os publicitários, tentam cativá-los desde crianças, de forma a ganhar a sua lealdade vitalícia para com as marcas o que os torna, desde muito novos, os clientes e consumidores de grandes cadeias.

Através da televisão, da internet, dos cartazes que os acompanham no caminho até à escola, ou dos folhetos promocionais que nos entram pela caixa do correio sem pedir licença, as crianças vão tendo cada vez mais precocemente, o acesso a um excesso de informação.

A televisão ajuda a desenvolver a aprendizagem e a abrir os horizontes do conhecimento à criança. Mas dos programas a que assistem, qual a percentagem dos  que são efectivamente produtivos?

Segundo Martin Lindsort, um dos maiores Gurus do Branding e do Marketing, as crianças aos seis meses de idade já conseguem formar imagens mentais de logótipos. Parece assustador? Com que idade os seus filhos entoaram a musica do McDonalds?

É com base nestes estudos que as agências trabalham as cabeças dos nossos filhos.
A cultura saturada de informação a que as crianças são expostas, pode e vai alterar o seu carácter ao longo do crescimento.
As crianças aprendem a valorizar os bem materiais em prol dos valores humanos.

Estes são 3 dos maiores perigos da publicidade no crescimento dos nossos filhos.

 1. Querer ser donos do mundo. 
Ser ambicioso pode ser bom, mas viver na ilusão, que lhes é diariamente vendida, de que precisam daquele artigo/brinquedo, para serem felizes, é perigoso.
Normalmente, depois de receberem esse brinquedo, começam a pedir outro; porque na realidade não precisavam sequer do primeiro. Procuram constantemente a alegria através dos valores materiais e tornam-se frustrados por nunca se sentirem verdadeiramente felizes.

2. Exibir os seus brinquedos.
Ser exibicionista, seja no que for, nunca é uma característica que valorize uma pessoa. Influenciados por um mundo de consumo, acreditam que os amigos irão gostar mais deles se tiverem mais brinquedos. por vezes, isso até acontece, porque também as outras crianças estão a valorizar, mais uma vez, os bens materiais. Esta ilusão tende a arrastar-se ao longo da fase do crescimento até à adolescência, criando pessoas inseguras e com baixa auto-estima, porque criam relações com base no que têm e não naquilo que são.

3. Adultos antes do tempo. 
Cada vez mais, a indústria dirige as suas campanhas às crianças, com o intuito de as cativar o mais cedo possível, criando assim fiéis consumidores das suas marcas, por admiração desde muito cedo de um determinado produto. Os estojos de maquilhagem para crianças de 7 anos, não são mais do que simples estratégias para as meninas  “se tornarem hábeis no aplicador de um lip gloss” afirma a empresa Bonne Belle.
Ao procurarem agir como adultos, acabam por perder toda a magia de ser criança porque nunca a vão valorizar a verdadeira essência do crescer, aprender e experimentar.

Maquiagem-para-Escola-de-Manhã

Estes comportamentos podem ser equilibrados gerindo o tempo das crianças através de escolhas, e não de proibições: se o meu filho gosta de desporto, vou-lhe dar a hipótese de escolha de praticar uma actividade desportiva duas vezes por semana.

Podemos ser criativos em casa, e realizar ateliers de plasticina, costura, pinturas, experiências científicas, etc, de acordo com as preferências e curiosidades de cada filho.
Isso fará com construam novos interesses e se conheçam melhor enquanto pessoas.

Isso e uma dose de convívio e brincadeira diária com os pais, será o primeiro passo para aprenderem a defender-se da industria agressiva da sociedade de consumo.

“As crianças e jovens portugueses com idades entre os 10 e os 16 anos passam uma média diária de 4,5 horas em frente da televisão, um valor que aos fins-de-semana sobre para as 7,5 horas por dia. Este é um comportamento que contraria a recomendação de hora e meia dada por pediatras.”(in DN)

 

 

Bibliografia

  1. “Os adolescentes e a mídia: o impacto psicológico”, Victor C. Strarburger
  2. “Brandwashed”, Martin Lindstorm

O seu filho tem medo de ir dormir sozinho? 8 dicas para o ajudar

O medo de ir dormir sozinho está relacionado com os medos que a criança desenvolve sobre o mundo. Por vezes no seu imaginário, por vezes sendo medos reais.

O medo é um sentimento intrínseco ao ser humano, tal como a alegria ou a desilusão, por isso é normal todas as pessoas terem medo. Nas crianças o medo faz parte da aprendizagem, e constitui uma parte importante do seu desenvolvimento.

O medo do escuro desenvolve-se normalmente a partir dos 2 ou 3 anos. Mas antes dessa fase a criança já começou a construir o seu mundo através da exploração do imaginário, experienciando diversos sentimentos, incluindo o medo.

Durante a noite, na hora de ir para a cama, o medo apodera-se do seu filho. Primeiro porque se sente desprotegido por ter de ficar separado dos pais; 2º porque assim que as luzes se apagam tudo o que é palpável e que ele conhece desaparece, dando lugar a que criaturas estranhas saiam debaixo da cama alegremente, só para o assustar.

Ensinar o seu filho a lidar com o medo durante a infância é fundamental para prepara-lo para o futuro.

Se o seu filho tem medo de ir dormir sozinho, estas são 8 dicas simples, que são comuns à literatura especializada que foi por mim consultada:

  • Converse com o seu filho. Ouça-o e tranquilize-o.

Compreender a origem dos medos das crianças é essencial para os podermos ajudar. Desmistifique os medos reais: se o seu filho tem medo de cães, mostre-lhe na internet vídeos de cães a brincar com os seus donos. Por vezes esse medo é fruto do desconhecido e, quanto mais familiarizados com o objecto do medo, mais seguros ficam em relação ao mesmo. Tranquilize-o sempre que esteja com medo. Reforce a ideia do sentido de segurança sempre que ele precisar.
Converse com o seu filho sobre os seus medos durante o dia. Ajudá-lo a construir a sua autoconfiança à luz do dia, é meio caminho andado para fazê-lo sentir mais seguro à noite. E uma criança segura, irá tornar-se por certo mais autónoma.

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  • Seja criativo, use técnicas adaptadas à idade do seu filho.

Para combater medos imaginários, como monstros, extraterrestres e outros seres que, inexplicavelmente, teimam em habitar os quartos dos nossos filhos, seja criativo. Muitos Pais já aderiram ao “pulverizador antimonstro” por ser um sucesso para acalmar os mais pequeninos.
Os animais de estimação também são óptimos guardiões do sono e sonhos infantis. Até mesmo um aquário com peixes colocado no quarto, pode ajudar as crianças a controlar e dominar o seu espaço contra os seres imaginários.

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  • Nunca desvalorize os medos do seu filho.

Os medos de uma criança são reais, ainda que os monstros não sejam. Desacreditá-los e desvalorizá-los só implicará que os deixe de partilhar consigo. Já o mal-estar interior e a ansiedade vai reflectir-se fisicamente através de falta de atenção, tiques, mãos transpiradas, dores de cabeça ou de estômago, entre outras. As crianças precisam da protecção dos pais, para se sentirem seguras e perderem os medos. Não os deixe perder esse direito.

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  • Ajude a criar mecanismos de defesa e técnicas de relaxamento.

A coragem não é a ausência de medo: é sim saber enfrentá-lo. Partilhe episódios seus de medos que tinha quando era mais novo e como os conseguiu ultrapassar. O seu filho vai entender que, se os pais enfrentaram os seus medos e estão bem, também a eles nada lhes irá acontecer. As técnicas de relaxamento farão com que o medo não se apodere dos seus pensamentos na hora de ir dormir: por exemplo, treine-o a visualizar uma cena relaxante, como estar na praia, assistir a um pôr-do-sol ou a observar as estrelas. Isso vai ajudá-lo a ter a mente ocupada afastando os pensamentos que o inquietem. Além disso é fisicamente impossível estar relaxado e assustado ao mesmo tempo.

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  • Estabeleça limites, regras e rotinas

A coisa mais importante que podemos dar aos nossos filhos, além do amor incondicional, é a disciplina. De modo não fundamentalista, criar regras, estabelecer limites e seguir rotinas pode fomentar a criação dessa disciplina.
A rotina é essencial para que tudo aconteça de acordo com as expectativas geradas na cabeça da criança, criando a desejável habituação. Este ciclo fará com que a criança se sinta protegida, reduzindo-lhe a ansiedade e proporcionado uma hora de ir para a cama mais tranquila.

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  • Evite televisão em excesso durante o dia e mantenha-a desligada depois da hora de jantar.

Hoje em dia, os miúdos adoram passar horas em frente à televisão e a oferta de programas infantis é permanente. A todas as horas do dia há canais dirigidos ao público mais novo, fazendo com que desde muito cedo as crianças dominem os comandos da casa. A televisão estimula a criatividade e a imaginação das crianças, fazendo com que isso se possa reflectir na ansiedade gerada na hora de dormir. Aproveite os momentos antes de ir para a cama para passar tempo útil com os seus filhos. Leia uma história, façam jogos de palavras ou de tabuleiros, cantem em conjunto, ou simplesmente aproveitem para conversar.

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  • Peluches e ó-ós (bonecos de segurança)

Ajude o seu filho a ficar ligado a um boneco que lhe transmita a segurança que precisa. Normalmente as fraldas, óós e afins, aparecem e fazem parte da vida da criança desde que nasce. Se esse não é o caso do seu filho, ofereça-lhe um boneco macio de alguma personagem de que gosta muito. Fomente todas as noites a relação entre os dois, colocando esse boneco na cama do seu filho. Ele vai sentir-se mais acompanhado e relaxado e estará a pensar no boneco, desviando o pensamento dos assuntos que lhe criam ansiedade. (ler artigo sobre bonecos papa-medos)

 

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  • Luz de presença

Chega uma altura em que o seu filho lhe pede uma luz acesa. A luz é uma óptima companhia e solução para acabar com alguns dos seus medos. O facto de conseguir ver o quarto todo faz com que os monstros não consigam sair debaixo da cama e que os extra-terrestres não entrem no seu território, dando-lhe um sentimento de controlo e poder sobre o espaço que o rodeia. Isso deixa-o mais tranquilo e seguro.

Deve também deixar as portas e gavetas dos armários fechadas, para não dar azo à imaginação.
As luzes de presença, podem dar origem ao aparecimento de sombras que são tão assustadoras como a escuridão. Opte por deixar uma luz difusa, que vai tranquilizá-lo sem o prejudicar, até que seja mais velho. Um dia, há-de esquecer-se de pedir que deixe a luz, ou até dizer que já não precisa dela.Se o seu filho não tem medo do escuro e divaga pela casa a meio da noite, clique aqui

 

me·do |ê|
(latim metus, -us)
substantivo masculino
Estado emocional resultante da consciência de perigo ou de ameaça; reais, hipotéticos ou imaginários. = FOBIA, PAVOR, TERROR
[“medo”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa]

 

Bibliografia:

  1. Take Charge of Your Child’s Sleep: The All-in-One Resource for Solving Sleep Problems in Kids and Teens”.  by Judith A. Owens  and Jodi A. Mindell
  2. “O grande livro dos medos e das birras! de Mário Cordeiro
  3. outras fontes aqui e aqui

Fui crescendo mais ou menos com a noção empírica de que os filhos seriam o reflexo dos pais, ainda que estes, por vezes, não o pretendessem.

No ano de 2009, ao encontrar-me num parque público no concelho de Oeiras, tive a oportunidade de presenciar o seguinte quadro:
um alegado pai munido de uma bola oficial de futebol de 11, uns pinos e um apito, ministrava um “treino ao estilo militar” a duas crianças, com idades inferiores a 9 anos.

Este exercício raiava o absurdo. O alegado pai, com um ar à “Jorge Jesus” no decorrer de um jogo, gritava, gesticulava e exigia que os miúdos executassem diversas situações de jogo de acordo com as suas instruções, não se coibindo, a cada falha dos petizes, de os obrigar a fazer séries de abdominais e flexões.

As crianças, equipadas a rigor e com penteados à CR7, obedeciam de modo fervoroso e infantil, a cada ordem emanada do adulto, sendo evidente que o esforço produzido não era adequado às suas idades.

Ora, este adulto, certamente na casa dos seus quarenta anos é o que eu apelido como um “Bárbaro Lusitano”, doravante denominado por “BL”.

Dito isto e penetrando na psique do BL, o que o levará de apito na boca a agir deste modo, prestando-se a uma figura ridícula e irresponsável?

A resposta radica no modo como o BL, nascido na década de 70 do século passado, viveu a sua vida até aqui.

O BL, por impossibilidade ou não, não logrou que o seu agregado familiar fizesse parte da cada vez mais rara classe média estável, estando desempregado ou ocupado num trabalho que não o realiza.
E tem a firme convicção que os filhos só poderão ser diferentes dele, se não forem o seu reflexo.

Assim sendo, julga que os problemas futuros dos seus petizes, e ou os seus, podem ser resolvidos com o ascensor sócio-económico futebolístico, tão propalado pelos media nos tempos que correm.

O BL não quer ou não acredita que os seus filhos possam ser no futuro juízes ou competentes canalizadores, ele quer que, pelo menos, um seja profissional de futebol e investe nisso o seu tempo.

O BL não sabe ou não quer saber que o futebol, enquanto profissão é um sorvedouro de potenciais canalizadores ou médicos competentes e bem sucedidos.

E por fim, o BL está-se marimbando para a noção básica de que qualquer desporto se aprende a brincar e por vontade própria dos sujeitos da brincadeira.

No momento certo, não tenho dúvidas, que serão os próprios petizes a apelidar o pai de Bárbaro Lusitano, ou de qualquer outro vocábulo menos abonatório…

RMPC para Up To Lisbon Kids