As separações podem ser complicadas e feias. Mas quando envolvem filhos, os pais deviam sempre pensar neles em primeiro lugar. Infelizmente, em muitos dos casos, isso não acontece.

Vejam a carta que este filho escreveu aos seus pais, que travam lutas em tribunal pela sua guarda.

Carta de um filho aos Pais divorciados

Queridos mãe e pai:
Sei que estão a sofrer . Eu também estou. Eu sinto a tensão entre vocês e isso afeta-me. Apesar de ser uma criança e não conseguir expressar verbalmente  o que se passa nas nossas vidas, sinto o impacto na mesma.

O meu coração parte-se sempre que tenho que abdicar de um de vocês. Já não me sinto seguro. Por favor, não assumam que sou forte. Por favor não assumam que a minha vida será exactamente como era antes e que vou continuar a sentir o mesmo amor por cada um de vocês. Sou um ser humano, tal como os pais. As minhas necessidades são iguais às dos pais. Preciso de amor, estabilidade, consistência, afeto, compreensão, paciencia, e acima de tudo preciso de sentir que sou desejado.

Quando discutem por minha culpa ou me usam como argumento, a mensagem que recebo é  que ganhar a discussão é mais importante do que a minha vida. Assim aprendo que é melhor ter razão do que ser amado.
Estão a ensinar-me que sou filho de uma pessoa que não é amada e que estava enganada. E que de certa forma eu também fui um engano.

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Quando me confidenciam a vossa mágoa estão a interiorizar uma dor aguda no meu coração, e a roubar-me a minha infância.
Estão a mostrar-me que o amor não é incondicional. Que não devo amar porque vou sofrer e nunca vou conseguir recuperar.
Os pais podem não perceber isso agora, até porque sou tão novo que ainda não estão a pensar como isto me afectará de futuro, mas estão a abrir portas à possibilidade de eu me querer divorciar de mim próprio devido ao vazio que construí no meu coração, e que colocou a minha segurança em risco.
A minha segurança depende dos pais. Sem vocês e a vossa segurança estou sozinho no mundo.
Isso vai fazer-me ganhar medos irracionais porque vou estar sempre entre o lutar ou fugir das situações que me aparecerem o resto da vida.
Um dia, com o tempo, este choque irá desaparecer.  Mas a forma como os pais escolheram lidar com esta crise ficará marcado para sempre.
Ou sentirei o egoísmo, a falta de apoio e protecção, ou ficarei com uma cicatriz no meu coração com uma mensagem que diz: “As coisas boas acontecem às pessoas boas”.

Então eu sou má pessoa.

Atenciosamente,
O filho do divórcio

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=txpgqnZmobM]

Video em The Child of divorce

Que uma mãe faz tudo para que os filhos sejam o mais felizes possível, já todos sabíamos.

Mas será que se lembraria de fazer o que esta mães fez?

Sarah e Paige são duas adolescentes que cresceram em lados opostos do mundo. Apesar de nunca se terem encontrado pessoalmente,  passaram anos a conversar no Skype, onde onde criaram fortes laços de amizade e partilharam a sua experiência  de ter nascido só com um braço.

A famosa agência de publicidade Pereira & O’Dell’s, quando soube da história resolveu criar uma campanha para a skype intitulada “Stay Together”. Contaram a história e juntaram as adolescentes. O resultado está à vista.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=5nRKyQ11494]

Espero que um dia, em que eu já não seja o mesmo, tenhas paciência e me compreendas.

E quando deixar cair comida sobre a minha camisa e esquecer como se faz o laço nos atacadores dos sapatos, tenhas paciência comigo e que te lembres das horas que passei a ensinar-te essas mesmas coisas.

Se quando conversares comigo eu repetir as mesmas histórias, não me interrompas e escuta-me. Quando eras pequeno, para que dormisses, tive de contar milhares de vezes as mesmas histórias até tu fechares os olhos.

Quando estivermos reunidos e sem querer fizer as minhas necessidades, não fiques com vergonha. Espero que compreendas que não tenho culpa disso, pois já não as posso controlar. Pensa quantas vezes pacientemente, troquei as tuas roupas para que estivesses sempre limpo e cheiroso.
Lembra-te que fui eu quem te ensinou tanta coisa…Comer, vestir e como enfrentar a vida tão bem como hoje o fazes.

Isso é o resultado do meu esforço e da minha perseverança.

Se em algum momento quando conversarmos eu me esquecer do que estávamos a falar, tem paciência comigo e ajuda-me a lembrar.Talvez a única coisa importante para mim naquele momento, seja o fato de te ver perto de mim e não o assunto que falávamos.

Se alguma vez eu não quiser comer, espero que saibas insistir com carinho assim como fiz contigo.
Espero que compreendas que com o tempo não terei dentes fortes nem agilidade para engolir.

E quando as minhas pernas falharem por estarem tão cansadas e eu não conseguir mais me equilibrar…Com ternura dá-me a tua mão para me apoiar, como eu o fiz quando começaste a caminhar …

Se algum dia me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com o teu carinho ou com quanto te amo.

Espero que compreendas que é difícil ver a vida a abandonar aos poucos o meu corpo, e que é duro admitir que já não tenho o mesmo vigor para correr ao teu lado.

Teu Velho

Adaptado por Up To Lisbon Kids
Original aqui 

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=h1kua35skm8]

As meninas são mais apegadas ao pai do que à mãe?

As mães de meninas, mais cedo ou mais tarde, podem desenvolver alguns ciúmes da forte cumplicidade que pode existir entre pai e filha.

Mas o que estará por trás disso?

“A princípio, todo bebé, independentemente do sexo, se identifica com a figura materna, que é seu primeiro objeto de amor”, afirma a psicóloga Ana Cássia Maturano. Porém, à medida que cresce, outras relações se tornam importantes na sua vida. Enquanto os meninos se identificam com o pai, as meninas espelham-se na mãe. Isto faz parte da construção da identidade masculina e feminina, respectivamente.

No entanto, entre o terceiro e o quinto ano de vida com o desenvolvimento da sexualidade, surge também uma atração pelo progenitor do sexo oposto e em simultâneo uma disputa com o progenitor do mesmo sexo.

Essa teoria, que foi descrita por Freud no século passado, é conhecida por Complexo de Édipo. Uma alusão à história da mitologia grega em que o filho se apaixona pela mãe.

“Essa preferência, obviamente, não tem conotação sexual”, diz a psicóloga. Trata-se apenas da necessidade de atenção da criança de todos que a cercam.
Os pais devem intervir explicando à criança que o casal tem outro tipo de relacionamento – e isso não significa que ela seja menos amada.

Mas e no caso de famílias onde um dos pais não está presente?

É possível que a identificação ocorra com outras figuras paternas e maternas, até mesmo fora do ambiente familiar.

O problema é quando tanto o pai quanto a mãe reforçam o sentimento inconscientemente, em vez de combatê-lo de maneira positiva. Assim, a menina torna-se  na “filhinha do papá” e o menino, no “filhinho da mamã”.

Além de motivar rivalidade e/ou competição ou entre a filha e a mãe ou o filho e o pai para o resto da vida, tal comportamento pode interferir no amadurecimento da criança. Consequentemente nos seus futuros relacionamentos”, alerta Ana Cássia.

A menina, por exemplo, procuraria a figura do pai num companheiro. Mas é claro que, teorias à parte, a ligação mais forte com um dos pais pode perpetuar-se sem qualquer motivação psicológica. Poderá ser apenas uma questão de afinidade.

 

Por Malu Echeverria, para Crescer.
Adaptado por uptokids®

O assunto já não é novidade e tem sido polémico pelos vários cantos do planeta: amamentar em público ainda incomoda muita gente?

No ano de 2011, foi registado um caso numa na loja Target, no Texas, em que uma mãe foi impedida de amamentar no corredor. Os funcionários aproximaram-se e pediram que fosse amamentar para dentro de um provador, para que não incomodasse ninguém. 

Com base neste episódio, dois estudantes de design da University North of Texas, Wenske Jonathan e Kris Haro criaram uma campanha para apoiar a lei HB1706 do Texas, que concede direitos à amamentação em qualquer espaço público, e tentam sensibilizar as pessoas através da frase: “Comerias aqui?”

Desta forma, a campanha pretende levantar a discussão sobre os locais em que as mães são obrigadas a dar de mamar quando não lhes é permitido fazê-lo em público.

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Lei HB1706 do Texas

“The legislature finds that breast-feeding a baby is an important and basic act of nurture that must be encouraged in the interests of maternal and child health and family values. (…)

A mother is entitled to breast-feed her baby in any location in which the mother and the child are otherwise authorized to be.  A mother’s authority to be in a location may not be revoked for the sole reason that she begins to breast-feed.”

Esta semana estive na escola dos meus filhos, na festa que normalmente é preparada entre alunos e professora para celebrar o dia da mãe. Nestas reuniões temos sempre a oportunidade de nos cruzarmos com umas espécies, também elas mães, que encaram a maternidade como uma corrida. Uma verdadeira corrida contra o tempo e contra a criança. Trata-se de uma competição renhida que disputa o troféu “Estatuto de melhor mãe“. O problema é que é considerada “a melhor mãe” aquela que apresentar o número mais rico neste concurso de talentos e destrezas do filho, como se se tratasse de um concurso de saltos de pulgas amestradas.

“A minha filha de 4 anos sabe o alfabeto completo, soletra 10 palavras, e sabe fazer contagem decrescente desde o 100. Anda de bicicleta, monociclo e faz surf. Mas claro, o surf é só nos dias que não vai para o Ballet, porque a dança é mesmo a sua paixão desde os 2 anos… E a sua filha, o que é que faz?”

A minha filha brinca!”

E vejo aquela cara de suspense à espera que eu acabe a frase, como se fosse obrigatório acrescentar mais qualquer coisa.

Esta moda de que crianças têm de saber fazer várias coisas para se tornarem adultos de sucesso e, devem frequentar várias atividades para desenvolver mais competências (e o tempo para brincar, onde fica?) não podia ser mais absurda.

Resolvi fazer uma pesquisa para perceber se havia ou não “metas” que as crianças deveriam alcançar com esta idade.

Encontrei um artigo de uma mãe de 5 filhos que escreve o blog A Magical Childhood, que vai exatamente ao encontro deste meu pensamento. Alicia Bayer criou uma lista simplesmente deliciosa que define o que uma criança de 4 anos deve saber e outra, que considera mais importante, que define o que os pais devem saber.
Foram traduzidas e adapatdas pela Up To  Kids®:

Uma criança de 4 anos deve saber que:

    • É amada total e incondicionalmente , todo o tempo.
    • Está segura. Deve saber regras de segurança para se manter segura em público, com outras pessoas, e em situações diferentes. Deve saber que não tem de fazer coisas que não quer ou que com as quais não se sente bem, independentemente de quem lhe peça para o fazer.
    • Deve saber rir com vontade, ser pateta quando lhe apetece, e ser criativa. Deve saber que o céu pode ser pintado de cor de laranja se quiser, e que pode desenhar gatos de 6 pernas. Deve saber usar a imaginação.
    • Deve saber de que é que gosta, quais são os seus interesses e deve poder descobri-los e desenvolvê-los. Se não se interessa por números, os pais devem perceber que vai aprende-los sem querer, vai acabar por tropeçar neles e mergulhar nesse novo mundo deixando para trás os dinossauros, as bonecas ou as sopas de lama.
    • Deve saber que o mundo é mágico e ela também. Deve saber que é maravilhosa , brilhante , criativo, compassivo e única. Deve saber que é tão importante fazer colares de flores, castelos na areia, e casas de fadas como praticar a fonética.

Ler também…

 

Os pais precisam de saber que:

  • Cada criança aprende a andar, falar, ler e fazer contas no seu próprio ritmo e isso não terá qualquer influência sobre a forma como ele vai andar, falar, ler ou fazer contas.
  • Que o único grande preditor de alto desempenho académico é a leitura para as crianças. Não são livros de atividades, não são infantários da moda, não são brinquedos com luzes ou computadores, mas sim a mãe ou o pai (ou os dois) a passarem tempo com os filhos todos os serões e ler-lhes uma história.
  • Que o melhor aluno da turma nem sempre é o mais feliz. Não há nada que relacione o bom desempenho escolar nestas idades com a felicidade de cada criança. Às vezes estamos tão envolvidos a tentar criar vantagens na educação dos nossos filhos que acabamos por sobrecarrega-los com atividades, tornando o seu dia a dia tão stressante e preenchido como o nosso. Uma das maiores vantagens que podemos dar aos nossos filhos é uma infância simples e despreocupada.
  • Que os nossos filhos merecem crescer rodeados de livros, natureza, fontes da arte e ter a liberdade para  explorá-las. A maioria de nós poderia livrar-se de 90% dos brinquedos dos nossos filhos que não faria qualquer diferença, mas há algumas coisas que são importantes: brinquedos construtivos, como legos e blocos, brinquedos criativos, como todos os tipos de materiais de arte, instrumentos musicais ( reais e uns multiculturais ), vestir roupas e disfarces e livros , livros , livros. 
  • Que os nossos filhos precisam mais de nós. Mais do nosso tempo. As revistas para pais recomendam que consigamos dedicar 10 minutos diários a cada filho e que as famílias devem organizar pelo menos um sábado de atividade conjuntas. Isso não é o suficiente! Os nossos filhos não precisam das consolas, dos computadores, das atividades extra-escolares, das aulas de ballet ou do futebol como precisam de nós.
  • Precisam de pais que se sentem e conversem com eles sobre como foi o dia, de mães façam trabalhos manuais com eles. Precisam de pais que leiam histórias com eles e façam figuras de parvos a criar diferentes vozes para os personagens, só porque é mais divertido.
  • Precisam de pais que passeiem com eles e não se importem de fazer o trajeto a velocidade caracol, e se necessário uma parte ao colo. 
  • Precisam de pais que tenham tempo para os deixar ajudar a fazer o jantar, ainda que muitas vezes só atrapalhem.
  • Precisam de saber que são uma prioridade para nós. Que estão à frente de tudo, e que nós, pais, gostamos realmente de passar tempo com eles.

Afinal, que precisa uma criança de 4 anos?

Muito menos do que no apercebemos, e muito mais…

Por Up To  Kids®, Todos os direitos reservados

imagem@Tricae

Sabes que és uma mãe quando…

Foi perguntado às mãe no wemotherso que significa ser mãe. O que caracteriza este grupo tão heterogéneo, e que faz com que seja tão consistente. Foram milhares as respostas nos comentários. Ficam as melhores.

Sabes que és uma mãe quando fazes mais em sete minutos do que a maioria das pessoas ao longo do dia .

Quando horas felizes são aqueles 60 minutos entre o momento em que os miúdos adormeceram e a hora que vais para a cama

Quando uma noite de bebedeira requer maior recuperação do que uma operação cirúrgica menor.

Sabes que és uma mãe quando um copo de vinho, por vezes, conta como uma peça de fruta.

Quando fazes mini sessões de terapia ao longo do dia com qualquer pessoa que te dê conversa.

Quando ir ao supermercado sozinha é como ir de férias.

Sabes perfeitamente o que é estar no céu e no inferno ao mesmo tempo

Sabes que és uma mãe quando medes a dor física em três níveis, mínima, média e pisar um lego.

Tens a capacidade de ouvir um espirro através de portas fechadas no meio da noite, a dois quartos de distância, mesmo com um ronco tipo caldeira partida ao teu lado.

Preferes ter 40 graus de febre do que ver como qualquer um dos teus filhos sofrem com ela.

Quando preferes dormir do que fazer sexo.

Sabes que és uma mãe quando um banho de 15 minutos com a porta fechada é equivalente a um dia no spa .

Quando fazer xixi em público faz parte da rotina diária.

Quando usas toalhetes para limpar qualquer nódoa e painel de instrumentos.

Trancas-te na casa de banho e finges uma diarreia só para ter um momento de sossego.

Sabes que és uma mãe quando pertences a vários grupos de mães no FB e estás constantemente a dizer que tens de saír de lá.

Quando tens um esconderijo para os teus chocolates, porque na verdade não te apetece partilha-los com ninguém

Quando ficas três dias a lavar a mesma roupa porque te esqueceste de as pôr a secar.

Sabes que és uma mãe quando percebes que estás a ver desenhos animados sozinha, e os teus filhos estão na cama há meia hora.

Quando consegues fazer o jantar, amamentar, falar ao telefone e gritar com as crianças, tudo sem perder o ritmo ou deixar escapar qualquer programa de TV que estás a seguir.

Quando ficas mais entusiasmada com o novo catálogo de roupa infantil, do que com o de adulto.

Sabes que és uma mãe quando decides que vais ficar com o teu carro por mais uma década, porque:
a) não te podes dar ao luxo de mudar
b) Não encontraste um sítio que te saibam limpar manchas de vomitado e leite dos estofos do carro

Sabes que és uma mãe quando no fim do dia, escovar os dentes é uma grande conquista.

 

LER TAMBÉM…

És, definitivamente, uma mãe quando…Parte II

És, definitivamente,uma mãe a tempo inteiro quando

Se, antes de ter filhos, eu soubesse…

 

Texto publicado em Huffingtonpost, Traduzido e adapatdo por Up To Kids®

Nota: Todos os textos traduzidos, adaptados e publicados pela Up To Kids® obtiveram a autorização prévia do autor e/ou foram comprados os direitos dos mesmos.

Todos os direitos reservados

Lembro-me como se fosse hoje daquele primeiro momento, do primeiro choro e da sensação que tive quando me tiraram o S. da barriga.

O momento em que passei assumidamente a ser Mãe, aquele em que cruzámos o olhar, os primeiros minutos da vida dele e os meus enquanto uma nova pessoa.O amor pelo S. começou assim que soube que estava grávida e foi aumentando todos os dias.

Lembro-me daquele momento em que soube que era um menino, do momento a partir do qual o meu filho deixou de se chamar “bebé” e passou a chamar-se Salvador.

Lembro-me dos pontapés na barriga, dos meses que passamos juntos num só corpo e dessa preparação para o papel mais importante da nossa vida enquanto mulheres: ser Mãe.

Lembro-me de repetir todas estas sensações quando engravidei da C., da alegria e da bênção de ter exatamente aquilo que queria, primeiro um menino e depois uma menina.

Lembro-me que o amor pelos dois não se dividiu, mas em vez disso mais do que duplicou, lembro-me da felicidade que senti quando também a C. nasceu e passei a ser mãe de dois em vez de um.

Agora que sou mãe há quase 6 anos e que espero o meu terceiro filho, sinto-me ainda mais feliz. Sei que este bebé vai multiplicar a minha felicidade enquanto Mãe, e a nossa enquanto família.

Sinto menos dúvidas e mais certezas, mas ainda assim, tudo continua a ser fascinante e o amor por este terceiro filho cresce a cada dia que passa.

Não me considero uma mãe perfeita nem é isso que desejo.

Quero ser uma mãe autêntica, uma mãe que ama incondicionalmente as suas crianças, uma mãe que ouve, respeita, que educa, que põe de castigo quando é preciso, que lhes dá beijinhos e abraços só porque sim e que lhes diz ao ouvido “gosto muito de si”.

Uma mãe que sabe que não é perfeita mas que não mudaria nada mesmo que pudesse.

Porque ser Mãe é errar e aprender com os erros, é crescer também a cada dia que passa com as conquistas dos nossos filhos, é querer ser melhor e uma inspiração para eles quando crescerem.

Por isso, quando me perguntaram há uns dias o que eu mudaria enquanto Mãe, se pudesse voltar a trás, eu respondi
“sinceramente, nada”.

Por Filipa Cortez Faria,
para Up To Lisbon Kids

Fotografia de capa @shot fotografia

 FILIPA CORTEZ FARIA,32 anos, dietista de formação, especializou-se no tratamento do excesso de peso e a nutrição clínica é a sua atividade principal. Desde que foi mãe, há 5 anos, apaixonou-se pela moda infantil e pelo mundo das crianças, e foi depois do nascimento do seu segundo filho, que decidiu criar o Blog My happy kids. Um blog de moda infantil e lifestyle, onde partilha as suas escolhas e os kits da C. e do S., de 3 e 5 anos, o crescimento de ambos e aborda outras temáticas, tais como a decoração infantil e a nutrição.

 

Blog My happy kids – http://fcfkidsdesign.blogspot.pt
Facebook – https://www.facebook.com/filipacortezfariakidsdesign
Instagram  –   http://instagram.com/myhappykids
Pinterest – http://www.pinterest.com/filipacortez

Viajar com filhos – pequenos e grandes – e gastar pouco dinheiro é possível ainda que seja um verdadeiro desafio.

A primeira questão é: quando viajar?

Para conjugar férias escolares com as melhores promoções viajamos sempre nas férias do Carnaval. Este ano, por exemplo, os voos de ida e volta para Copenhaga custaram cerca de 70 euros por pessoa.

Março não é o mês ideal para visitar cidades mais frias – na Dinamarca muitas das diversões fecham até Abril, o que tem um lado positivo porque vemos por fora e não gastamos dinheiro -, mas o frio resolve-se.

Se é o único adulto para várias crianças aposte nas mochilas – uma mochila para cada filho com um livro ou um brinquedo e um lanche para a viagem, e uma mochila tipo campismo para si com a roupa.

Três mudas de roupa, escovas e pasta de dentes, um gel de banho multiusos e um bom creme hidratante (a melhor proteção para o frio).

Aposte num bom casaco,luvas e gorro (ou chapéu se o destino tiver sol). Se tiver filhos com menos de três anos leve um sling ou um carrinho tipo bengala para os momentos de cansaço e para algumas sestas.

Onde ficar?

Há imensos sites onde pode alugar apartamentos particulares
airbnb, homelidays, homeaway -, ou opte por apartamentos nos sites de reservas – como o booking.

As vantagens são todas: têm cozinha, têm máquina de lavar roupa, têm espaço, são mais baratos e têm quase sempre internet.

A desvantagem é não terem direito a pequeno almoço buffet, mas os miúdos dão sempre lucro ao hotel.

Escolha um alojamento no centro da cidade, aquilo que poderá ter de mais caro é o que vai poupar em transportes.

No primeiro dia, em jeito de reconhecimento do território, dê um pequeno passeio à volta de casa e vá ao supermercado. Faça compras como se estivesse em casa, a ideia é tomar um bom pequeno almoço e um jantar quente em casa, sair cedo e regressar cedo, aproveitando a luz do dia.

Nas mochilas tem que haver sempre comida: fruta descascada, cenouras cruas, bolachas sem ingredientes que sujem, ovos cozidos, sandes e água.

O que visitar?

As crianças não pagam nos museus e todas as cidades têm museus fabulosos. Andem a pé pela cidade e observem a arquitetura e os pormenores.

Arranje vários mapas grátis e deixe que os miúdos risquem os percursos e escolham lugares onde querem ir.

Antes da viagem faça uma lista dos sítios onde quer ir, mas tenha em conta que é apenas uma referência porque viajar com miúdos – e o segredo serve para tudo na vida – implica baixar as expectativas.

Não vamos conseguir ver a cidade como faríamos se estivéssemos sozinhos, com amigos ou em casal, mas vamos ter experiências inesquecíveis.

Cá em casa já sabem que nem sequer entramos em lojas. Mas o mais velho pôde escolher uma recordação para comprar.

Da Dinamarca veio a garrafa de uma bebida tradicional e uma pedra. Não veio mais porque , apesar de as pedras serem grátis , ele sabe que tem de transportar o que compra na sua mochila.

É outra regra a contribuir para a poupança.

 LUA_9987CATARINA BEATO | Dias de uma princesa

Nascida em Lisboa. Criada em Almada, no “lado esquerdo do Tejo, no lado certo da vida”. Aluna de cadernos irrepreensíveis e um medo irracional que me passassem a bola. Cheia de certezas absolutas, perdidas na idade adulta. Trabalhei em (quase) tudo. Trabalhei muito. Fui estagiária e escrevi legendas. Viajei e escrevi manchetes. Perdi-me , reencontrei-me, voltei a perder-me. Fiquei desempregada. Decidi (re)aprender a viver.Produzo conjugações de caracteres com muitas formas. Alimento um diário que se tornou público e que me aquece aquilo a que chama alma [Dias de uma princesa]. O que mais gosto: escrever histórias. Histórias de amor. Seja qual for a forma de amar.Sou mãe, apaixonada, orgulhosa, galinha e chata, de dois rapazes. Sou a mesma miúda de Almada que ouvia músicas em repeat num quarto desarrumado com vista para o Tejo. Sou suburbana, mimada e menina-do-meu-pai. Sou mãe. É essa a minha essência.

 

7h00 de mais uma manhã atarefada mas com tempo para se fazer tudo com alguma tranquilidade – só não sabia que seria só por uns minutos…
Uma criança para vestir, lavar, pentear, mimar e um peixe esquecido numa água esverdeada por tantas outras prioridades.
Mas hoje dava tempo e impunha-se e muito bem a atenção ao Tomás Nemo.
Confesso que peixes nunca foi o meu forte (mas ofereceram-lhe!) e mudar a água deles sabendo que os tenho que tirar para um recipiente e que nos podem presentear com saltos acrobáticos do mais impressionante que há, é algo para mim aterrorizador.
Sempre tive a sorte de conseguir convencer de tempos a tempos amigos ou familiares para me ajudarem nessa tarefa. Mas hoje não podia adiar mais e eis que sem medos arrisco-me confiante!!!
Passo a primeira fase,mesmo que a muito medo e num sufoco, mas com distinção.
Lavo o aquário, e preparo-me para o devolver ao seu habitat quando me surge um Gabriel na cozinha com um doce e ternurento “bom dia“! – mas o Suficiente para eu olhar para trás e tentando esconder o meu nervosismo salta-me o Tomás para o meio
Do chão da cozinha.
P Â N I C O. I M P O T Ê N C I A.
Impotência é a palavra e profunda inércia.
“Gabriel.. filho… o Tomás Nemo tem  que ir para o aquário, sabes? Tenho que o apanhar e com as mãos molhadas… consegues filho? agarrar nele porque ele escorrega-me? É fácil!!! ”
E encorajei-o… mesmo… mas, infelizmente, sem sucesso.
“oh mãe é só agarrar nele não faz mal, e ele já esta molhado!”
Pois é.. Inércia. impotência.
Tentei. Não consegui. Que vergonha! Que parvoíce esta! E o tempo não pára, nem o peixe … e o olho dele … de lado… ai!ai!ai!
Nisto já estava mais que atrasada! Pronto, vamos vestir Gabriel rápido! E seguem-se as desculpas, a profunda culpabilizacao a mim própria etc… Demorei cerca de 10 minutos,  seguida sempre de inúmeras questões pelo pequeno Gabriel, e saímos de casa com a promessa de um novo peixe. Ao saír cruzo-me com o porteiro, que cumprimento na rotina diária e eis que dou uma volta imediata de 180º:
“Sr. Adenilson, importa-se de subir comigo e me ajudar a apanhar um peixe que me saltou pro meio do chão e eu não consegui apanhar?”
E ele pergunta : “Foi há muito tempo?”

Na realidade já tinha sido há cerca de 15 minutos, mas com vergonha, assumo, menti: “Não!.. foi há cinco minutos!”

Subitamente agarra nas chaves, fecha a portinhola e diz:
“Vamos menina vamos já!” E eu sem hesitar : “Sim vamos!” E esquecemos elevador, fomos a correr pela escada seguido do Gabriel! E como um espia sôfrego e determinado entra-me pela casa em direcção aos quartos e eu grito “Não! nao é por aí! é por aqui na cozinha!” e ele inverte o sentido em passo de corrida.
Abranda quando se depara com o Tomás e aproxima-se cuidadosamente. O Gabriel também. Eu, medrosa e envergonhada assisto encostada à porta, ao Tomás a entrar na água limpinha e preparada mas eu, sem esperança nenhuma.
O porteiro deita o peixe na agua e no seu sotaque brasileiro começa a soprar para dentro de agua: “Vai Rapá! Réspira rapá! E soprava..soprava… soprava!!! E aí moleque?!”
E olha para mim com um sorriso em crescendo dizendo: ele
“Tá mareado dona…. Tá zanzando da cabeça! “

Soprou mais duas vezes e o porteiro e o meu filho: “ehhhh já tá bom!!! Tá vivo!!!! Viva!!!! “

Não queria acreditar…. Só disse: cheguem-se para lá, vou pô-lo
no seu sitio para ele ver que a vida continua, e está tudo normal!!!
O meu sorriso, meio tímido mas a saltar de felicidade por dentro tal como o do Gabriel , e o porteiro também!  Reconheço a minha limitação, mas não me deixei vencer e a solução tem que estar por perto sempre! Tratei desde então daquele peixe como ninguém e tornei-me uma  expert no assunto.

E quanto ao Tomas Nemo , é um peixe do outro mundo, e eu devo ser uma alien para ele.

Já esta connosco ha 5 anos.

para Up To Lisbon Kids

 

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