Eu já li este texto há muitos anos, e desde então que algumas destas frases ficaram retidas na minha memória. Hoje, por ser o dia dos avós, lembrei-me de publicar para aqueles que ainda não conhecem se deliciarem com excertos de uma composição escrita por crianças de 8 anos,  e publicado no Almanaque de Santo António, em 1995,

  • Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. 
  • As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali.
  • Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. 
  • Nunca dizem ‘Despacha-te!’.
  • Normalmente, são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. 
  • Sabem sempre o que a gente quer:  Mais 1 fatia de bolo ou 1 fatia maior.
  • As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. 
  • Quando nos contam historias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes.
  • As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. 
  • Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
  • Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver Televisão’

 

Publicado no Almanaque de Santo António de 1995,
Composição de crianças de 8 anos, Genebra | “Enfants de Partout”

Imagem capa@ruadireita

 

Casal Australiano passava férias com a família em Amesterdão e teriam mandado os filhos de volta à Austrália com o avô.

Foi esta notícia que me fez chorar hoje, à séria, como não o fazia há muito tempo. As lágrimas corriam-me sem controlo pela cara abaixo enquanto lia o comunicado da família. Talvez por ter três filhos, tal como o Antony e a Rin, com dois anos de diferença entre si. Rapaz, rapariga, rapaz. Talvez porque as hormonas da gravidez me tornam emocionalmente mais instável. Talvez porque, sei que, não conseguia passar pelo que este casal está a passar.

Costumamos dizer que nenhum pai deveria passar pela morte de um filho. Ninguém se lembra de tal fatalidade: perder três filhos de um momento para o outro.
Não imagino dor mais intensa.
Não desejaria a ninguém.
A ninguém.

Anthony Maslin e Rin Norris, perderam os seus três filhos quando viajavam com o avô materno, Nick Norris, no vôo MH17 da Malaysia Airlines que foi baleado no céu na quinta-feira passada.

Mo, 12, Evie, 10 e Otis, 8 – regressavam a casa depois de umas férias em Amesterdão, durante a interrupção letiva. Os pais, que era suposto regressarem no mesmo voo optaram por ficar mais uns dias de férias. A família iria reunir-se hoje.

Na primeira comunicação que Anthony Maslin e Rin Norris fizeram à imprensa dizem que ninguém merece passar pelo que eles estão a passar, Nem mesmo as pessoas que atiraram a nossa família toda pelo céu fora.”

A declaração da família, traduzida e transcrita abaixo, foi lançada através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, esta tarde.

 

“Esta é uma mensagem para os soldados na Ucrânia, os políticos, os mídea, os nossos amigos e os nossos familiares.

A nossa dor é intensa e implacável. Vivemos num inferno além do inferno.

Os nossos bebes não estão aqui connosco – nós temos de viver com este ato de horror, todos os dias e a todos os momentos, para o resto de nossas vidas.

Ninguém merece passar pelo que nós estamos a passar.

Nem mesmo as pessoas que atiraram a nossa família toda pelo céu fora.

Não há ódio algum no mundo que seja tão forte quanto o amor que temos por nossos filhos, por Mo, para Evie, por Otis.

Não há ódio algum no mundo que seja tão forte quanto o amor que temos por Grandad Nick.

Não há ódio algum no mundo que seja tão forte quanto o amor que temos um pelo outro.

Isto é uma revelação que nos dá algum conforto.

Gostaríamos de pedir a todos que se lembrem disto quando tomarem algumas decisões que nos afetem a nós ou às outras vítimas desta tragédia.

Até agora, a cada momento, desde que chegamos, temos estado rodeados por familiares e amigos. Rezamos desesperadamente para que continuem a apoiar-nos, porque  esta expressão de amor é o que nos mantém vivos. Queremos continuar a saber sobre suas vidas, todas  coisas boas e as coisas más que se passam. Já não temos uma vida própria que queiramos continuar a viver. Por isso queremos aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos os nossos amigos incríveis, família e comunidade que nos rodeia, e para dizer que vos amamos muito.

Também gostaríamos de agradecer às pessoas em DFAT; a coordenadora local Claire e muito sinceramente, Diana e Adrian de Haia, sem os quais não estaríamos aqui. Pedimos que os mídia respeitem a privacidade da nossa família e amigos –  a dor não é uma história.

sinceramente

Anthony Maslin & Marite Norris”

Fonte @Daily News


infoaviaocorrigidoterraimagem@noticias.terra.br

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Às vezes choro por ti, meu querido.

Choro porque o mundo é tão grande e tu és tão pequeno que fico preocupada. Sim…, como eu me preocupo com a tua pequenez neste mundo imenso.

Choro porque és tão grande e eu sou tão pequena e quanto maior te tornas para mim, mais pequena eu me torno para ti e fico preocupada. Oh meu Deus, como eu me preocupo com a minha pequenez no teu mundo imenso.

Às vezes choro porque este amor é tão grande e o meu coração tão pequeno. E um coração repleto de amor, estranhamente, sofre  como um coração partido.

Às vezes choro porque fico emocionada com a tua beleza. Choro porque fico emocionada com a tua força.

Às vezes choro porque desde que tu existes eu desisti de uma parte de mim e embora, mesmo que pudesse eu não mudasse nada, às vezes sinto-me completamente perdida.

Choro porque a tua pele é tão macia e os teus olhos tão brilhantes e a tua alma é tão nova e o teu coração é tão aberto e eu sinto-me triste. Sinto-me triste porque eu sei que a essa inocência vai desaparecer de dia para dia enquanto cresces e passas por episódios estúpidos e desnecessários que eu não posso prevenir, porque és dolorosamente humano, como todos nós.

Às vezes choro porque precisas de ajuda e não há nada ao meu alcance que possa fazer.

O sentimento de impotência nos pais, é pior do que uma tortura, um pesadelo interminável ou o pior filme de terror de sempre.

Às vezes choro porque tenho de vestir a pele de adulta todos os dias. Porque a mãe, agora sou eu. E ser adulta e lidar com o sentimento de impotência ao mesmo tempo não é nada confortável!

Às vezes choro porque me sinto tão estupidamente cansada, não é com sono, mas sim cansada, que não consigo fazer nada. Nem sequer dormir.

Às vezes eu choro, porque sinto Deus sempre que te ouço a rir.

Choro porque o simples facto de existires é tão maravilhosamente bom, que não há risos nem gargalhadas que expressem a felicidade que sinto.

Às vezes choro porque todas estas coisas – as preocupações, as tristezas, a beleza, o ser adulta e tudo o resto, por vezes, é areia a mais para a minha camioneta. É muito mais do que eu consigo lidar. E tem de transbordar por algum lado.

Então, às vezes choro por ti. E por mim. E por este mundo imenso. E por milhares de outras terríveis e maravilhosas razões que não irás perceber até teres filhos. E te tornares um Pai.

Às vezes choro por ti, meu querido.

Mãe

 

Por Annie Reneau para Scary Mommytraduzido e adaptado por Up To Kids®

 

Todos os direitos reservados.

Nota:

Todos os textos traduzidos, adaptados e publicados pela UptoKids® obtiveram a autorização prévia do autor e/ou foram comprados os direitos dos mesmos.

Agora que se encontra relançado o tema da natalidade sabe-se lá porque razões, eleitoralistas ou não, considero pertinente exprimir de forma sucinta e humilde, as minhas ideias sobre o facto estatístico de as mulheres residentes em Portugal na actualidade terem em média 1,2 filhos, não tendo em conta os fenómenos migratórios que ocorreram no País nos últimos 20 anos.

Se a questão for analisada tal como no passado, com a introdução do triste e famigerado “cheque bebé” de € 200,00 não servirá de muito colocar todas as “fichas” na questão económica, dado eu entender ao contrário do que é apregoado pela horda de representantes de famílias numerosas que insistem em afirmar que as questões económicas não influíram na decisão de ter ou não ter filhos.

Ter ou não ter filhos é sem dúvida uma questão de dinheiro e só quem não sabe ou nunca viu o drama que é não ter dinheiro para os seus filhos é que pode proferir tal dislate.

Não embarco igualmente na questão pseudo – religiosa do “…havemos de ter os filhos que Deus entender…” pelo simples facto de que isso para mim e para os laicos é ser inconsciente ou irresponsável.

Estabelecido este ponto de ordem e seguindo para o título deste escrito, é inegável que vivemos numa sociedade egoísta, consumista e de puro prazer.

Por tal, a ideia de compromisso ou “prisão geracional” é pouco apelativa face à panóplia de distracções disponíveis para os homens e mulheres do século XXI.

Tendo como pano de fundo o cenário económico e financeiro europeu que nos esmaga, muitos casais optam por não ter filhos.

Seja pelo poder, pela ascensão e realização profissional, pelos concertos, pelos telemóveis e pelos modelos de carro superior ao do vizinho, a verdade é que face ao envelhecimento da população, algo tem que ser feito para que nasçam mais bebés.

É necessário reformar o sistema fiscal, instituir maiores deduções à colecta e majorações mas num contexto amplo e estrutural em simultâneo com mudanças massivas nas relações laborais que tornem corriqueiro a discriminação positiva dos trabalhadores com filhos.

Para mim é um dado adquirido que o dinheiro contará sempre e será sempre um bem escasso, mas, não valerá a pena ao Estado investir uns milhões de euros para combater esta bomba relógio que é a ausência de nascimentos?

A maior mudança será sempre a das mentalidades mas se forem criadas as condições mínimas para que aqueles casais já por si fiscalmente asfixiados possam ver os seus filhos crescer, a culpa da ausência de natalidade já não morrerá solteira.

É óbvio que é essencialmente uma questão de dinheiro que permitirá a cada vez mais Avós orgulhosos, poderem estar com os netos como nunca estiveram com os filhos e estarem igualmente certos que terão mais possibilidades de usufruir de modo estável das suas pensões de reforma!

O País e concomitantemente, o seu sistema de Segurança Social ficará sempre agradecido aos corajosos Pais pela criação de mais um cartão de cidadão… e contribuinte!

RMPC para Up To Lisbon Kids

 

Quando engravidamos a primeira vez, as mães que nos rodeiam, quer sejam amigas, conhecidas ou perfeitas estranhas, têm sempre um conselho para nos dar. Não sei se, querer instruir as outras mulheres fará parte do instinto maternal, como se fossemos enviadas numa missão especial com o objetivo de proteger todos os recém-nascidos das garras de uma mãe inexperiente. Ou se queremos apenas mostrar que sabemos mais, característica própria da vaidade do sexo feminino.

Mas o facto é que a maior parte dos conselhos que me deram foram inúteis e vazios. “Dorme tudo agora, que depois não tens tempo”,aproveita bem que eles crescem num instante”. Eu já me cruzei com estas mães. Eu sei que vocês também, e eu sei que muitas vezes já nos tornamos nelas.

As mães, por natureza são um ser controlador e possessivo. Há muitas que assumem: “Eu sou muito mãe-galinha!”… Será só isso?

Se há algum conselho que eu posso dar, e que aprendi com a experiência é:

“ Não queiras ser uma control freak 

Tudo começou quando nasceu o nosso primeiro filho. Eu amamentei sempre, por isso, quando ele acordava à noite habituei-me a ir lá. Nem sempre era para mamar. Mas era sempre eu que me levantava. Enquanto habituava o meu filho a ter a mãe para o aconchegar sempre que chorava, habituava o meu marido a dormir ferrado ao som do choro de um bebé.

Durante o dia, dava dicas úteis ao meu marido porque como eu passava mais tempo com o bebé… achava que eu é que sabia o que era e como era melhor.!

Sempre mudei as fraldas porque achava que o pai nunca punha o creme certo a seguir ou a fralda não ficava bem presa como quando era eu a trocar. Acabava por sair xixi. O bebé ficava com soluços e eu teimava que só eu é que o sabia ajudar nos soluços. Mudava-lhe a roupa, e às vezes punha-a de parte para o pai vestir. Mas ele não sabia como apertar os cueiros e, por vezes, vestia as costas para a frente.

Sempre achei que era melhor eu ir ver e dar uma ajuda.

Porque eu é que sei o que é melhor para o meu filho, como ele gosta de se deitar, de arrotar e quais a rotinas dele. O pai pega-lhe ao colo. Eu digo-lhe que tem de agarrar a cabeça do bebé. Ele diz que sabe, mas nem sempre agarra. Eu estou sempre lá, a dizer o que fazer, como o fazer, e quando o fazer.

Oito anos depois, temos três filhos e eu estou grávida do quarto. Acordamos de manhã cedo, muito cedo. O pai vai fazer a barba e tomar banho. Eu acordo os miúdos e ponho-os a fazer xixi e a lavar a cara.

Escolho as roupas conforme as actividades escolares de cada um porque eu é que estou a par dos horários deles. Ajudo-os a vestir. Os mais velhos já se vestem sozinhos por isso dou-lhes a roupa e vou tratar do mais novo. Quando volto ainda estão a calçar as meias. Visto todos rapidamente.

Preparo o saco ou mochila de cada um porque só eu é que sei o que é para levar cada dia. Os miúdos nem me deixam pensar “que dia é hoje” para saber o que colocar nas suas mochilas. Enchem-me os ouvidos de histórias sobre os seus sonhos, e perguntas sobre como será este dia. Sobrepõem-se aos gritos para se fazerem ouvir. Tenho de recorrer telemóvel para saber a que dia estamos: o telemóvel não está onde era suposto. Algum deles já andou a jogar de manhã no meu telefone. Acordam a pensar em gadgets…  Fecho as mochilas.

Preparo almoço para um, e snacks para os mais novos, que gostam de petiscar uns cereais ou bolachas quando chegam ao colégio e ainda estão lá poucas crianças. É muito cedo. Mochilas preparadas, sacos das actividades fechados, cesto e lancheiras à porta. Já tomaram o pequeno-almoço, o pai deu um iogurte, preparou um pão de leite a cada um e fica a ver as notícias enquanto toma, também, o seu pequeno almoço.

Vai tudo para a casa de banho lavar os dentes. Eu vou lá conferir que ficam bem lavados. As perguntas e conversas são contínuas. Discute-se porque é que um leva mais cereais para a escola do que os outros (levam todos o mesmo), e quem é que joga primeiro consola quando chega a casa, sendo que só podem jogar ao fim de semana.

Finalmente saem de casa. O pai leva-os ao colégio todos os dias. São 8h00 e só me apetece voltar para a cama. Tomo o meu pequeno-almoço de pé, tomo banho e saio. Quando me sento no computador começo a ler os e-mails do colégio. Aponto datas de reuniões, datas de inscrições, data da festa de despedida das professoras de um, data da festa de ginástica de outro. O meu calendário enche-se de compromissos socio-escolares dos meus filhos. Sinto-me a adormecer no computador. Paro para beber um café. Começo a trabalhar e a manhã vai a meio.

A seguir ao almoço, retomo os e-mails. Tenho de dar resposta aos convites para as festas de aniversário. Articular os horários e disponibilidades para os levar e buscar. Antecipar se estamos cá nesses fins-de-semana e se eles podem aceitar os convites. Tenho de conhecer as crianças da sala de cada um para poder comprar os presentes de aniversário. Saber o que cada um gosta. As férias aproximam-se. Tenho de começar a planear os ATL em que os vou inscrever. O melhor seria mandar todos juntos, tenho de pesquisar bem! Já comecei a pensar onde serão as festas de aniversário este ano, e estou atenta aos sites específicos para tirar ideias dos temas e decors.

Não tirei o jantar de manhã antes de sair da casa (Como é que é possível). Tenho de tratar disso mal chegue para descongelar qualquer coisa. Às 16h00 tenho de sair de onde esteja para ir busca-los à escola. São três escolas, a volta é longa, e à tarde há sempre trânsito. Chegamos a casa. Há trabalhos de casa para fazer e banhos para dar. Esqueço-me do jantar. Peço ao pai para ir buscar uma pizza. Ele fica à espera que eu encomende a pizza, e que lhe diga a que horas está pronta, porque está habituado a não ter de pensar sequer o que é que cada um gosta de comer. E como em tudo o resto cá em casa, fica à espera de ordens para realizar tarefas.

Porque eu o habituei assim, e já não tenho como mudar esta rotina. Para mim é tarde demais, mas para quem ainda vai começar a ter filhos, para quem ainda está grávida eu posso dar este conselho: não sejam controladoras, não sejam possessivas, os filhos são dos dois. Deixem o pai da criança tratar das coisas.

À sua maneira, imperfeita e trapalhona. Deixem-no aquecer o leite, à próxima já vai acertar na temperatura. Se o xixi sair da fralda ele vai perceber que está mal posta. Ou não, e terá de mudar mais vezes, mas nenhum mal virá ao mundo. Deixem os pais comandarem e escolherem as roupas. Controlar o dia das actividades, e saberem qual é a gaveta das meias de desporto dos miúdos. Deixem-nos aprender a vestir um fato de ballet às meninas, e saber qual o material que se leva para a natação.

Quando o virem com o bebé calem a boca, fiquem sossegadas e deixem-no encontrar soluções. Assim não vão tornar-se em robots programados para cumprir ordens específicas.

E vocês vão acabar por desfrutar mais a longo prazo do vosso descanso! Acreditem.

Um dia mais tarde vão agradecer-me!

 

10 confissões banais de uma mãe

No mundo da maternidade é mais fácil julgar do que assumir os nossos erros.

Este mundo construído à volta dos filhos, é um mundo competitivo em que cada mãe está em constante luta para se superar naquele que é o mais importante desafio da sua vida: ser mãe. Ou melhor, ser boa mãe.

Nesta reflexão, lembrei-me de várias coisas que já fiz aos meus filhos e que poderiam ser facilmente julgadas por vocês, e listei-as, por isso quem nunca o fez que atire a primeira pedra.

Deixo as minhas confissões. 10 confissões banais de uma mãe.

1. Confesso que já deixei os meus filhos com a fralda suja tempo demais porque não me apeteceu mudar na altura devida.

2. Confesso que já os levei para a minha cama à noite quando acordam porque tive preguiça de ficar um bocadinho ao frio no quarto deles

3. Confesso que já os deixei não comer sopa algumas vezes, porque não me apeteceu convence-los a comer.

4. Confesso que já cedi a birras só para não os ouvir chorar

5. Confesso que já me ri sem disfarçar depois de terem uma saída malcriada (mas com muito humor…)

6. Confesso que já os deixei sair de casa sem lavar os dentes porque já estávamos atrasados

7. Confesso que já descarreguei neles o meu cansaço ao mínimo “piu”

8. Confesso que já os deixei acordados a ver televisão até mais tarde porque precisava de tempo para fazer qualquer coisa, e adiei a hora de ir para a cama

9. Confesso que já foram para a cama sem comer e sem tomar banho depois de adormecerem no carro, para eu poder ter um serão descansada.

10. Confesso que já menti aos meus filhos. Que já os abracei enquanto dormem, porque é nesse momento que me apercebo do quão importantes, fantásticos e únicos que eles são. E apetece-me acordá-los para lhes dizer isso. E para lhes dizer que vou estar sempre com eles, e que nunca lhes irá acontecer nada, porque eu vou protegê-los para sempre. E por enquanto eles acreditam nisso.

 

Todos (ou quase todos) os miúdos gostam de brincar com plasticina.
É ideal para desenvolver a motricidade fina e na aprendizagem das cores, texturas e formas.
As plasticinas atualmente são tão coloridas e com um ar tão apetitoso que sempre tive algum receio de deixar a minha filha, brincar com a plasticina de compra, porque pode levar pedaços à boca, que pudesse engolir.
 

Após algumas buscas pela internet, surgiram várias receitas de plasticina homemade, feitas à base de farinha, água e corantes.

Algumas delas mais elaboradas, outras mais simples. Experimentei várias, mas ultimamente tenho optado pela que vos indico, acaba por ser uma adaptação das várias que experimentei. É mais simples e tão eficaz quanto as anteriores.

1. Ingredientes:

200gr de farinha (pode ser de trigo, ou milho ou de arroz, para crianças com intolerâncias alimentares)

Apróx. 100ml de água

50 ml de óleo vegetal

corante alimentar 

2. Preparação
Misturar a farinha, com o óleo e ir adicionando a água aos poucos até não se agarrar às mãos.

1

 

2

3. Colorir
Separar em várias doses e adicionar os corantes.

Depois é aproveitar todas as forminhas que tiver por perto e deixar a criança (e os adultos) aproveitar o momento criativo.

Pode ser guardada num saco de plástico, atado e sem ar, no frigorifico. Aguenta vários dias.

 

Imagem de capa aqui  | Galeria Rita Cutxie Cutxie

Querida amiga,

sim, nós continuamos amigas.

Sim, eu ainda gosto e me importo com você. Acontece que a vida mudou um pouquinho desde a chegada do meu filho. Eu sei que você está achando tudo uma grande frescura. Sei que o filho do Beto frequenta bares desde os dois meses. Que o filho da Carina ficou dormindo no carrinho na última festa que teve na sua casa até 2 da manhã. Que o filho da sua prima fica quieto desenhando na mesa enquanto vocês almoçam por duas horas. E que o filho do Leandro é ótimo porque não chora.

O meu filho chora. Ele é ótimo, mas chora. Na verdade, toda a criança chora. Até o filho do Leandro. Chorar é a primeira forma de comunicação dos bebês, a maneira que eles têm para avisar quando alguma coisa está errada e eu fico aliviada por ser assim. Se com choro já é difícil identificar o que eles querem, imagina sem.

Adoraria te ver sim, mas, atualmente, os meus horários andam meio malucos. Comemoro quando acordo e ainda não está escuro do lado de fora. Por causa disso, ao meio dia já estou morrendo de fome e às 22h00 estou bocejando.

Adoraria almoçar com você, esse é um programa que eu ainda consigo fazer com certa facilidade, mas você pode ligar no dia anterior pra gente combinar? E dá para ser um pouquinho mais cedo? Eu não posso garantir que ele vai ficar quieto na mesa o tempo todo como o filho da sua prima. Provavelmente eu precise levantar algumas vezes. Mas vamos adorar te encontrar.

Eu sei que você está me achando uma chata, muito exagerada, uma generala do lar, mas é que a rotina é fundamental aqui em casa. Traz segurança para todos nós e a ilusão de que a vida ainda pode ser controlada e menos caótica.

Faz diferença quando a gente troca muito os horários. Ele pode até dormir na sua casa durante uma festa, mas imagina ter que transportá-lo no meio da noite? Ele dormindo tão confortável e eu tendo que acordá-lo? E a preocupação de sair de madrugada pelas ruas do Rio de Janeiro com um bebê? E se ele chegar em casa e resolver ficar acordado?

De vez em quando vale fazer um sacrifício, claro, mas não quero que essa seja a nossa rotina. Tem que ser bom para todo mundo, principalmente para ele.

Muita gente cria o filho de outra maneira, eu sei. Mas esse é o jeito que escolhi criar meu filho por enquanto.

Pode ser que no mês que vem tudo mude. Que eu convença a avó dele a ficar aqui em casa algumas noites e tenha vontade de sair novamente. Por enquanto eu não tenho tanta. Minhas melhores noitadas têm acontecido aqui em casa mesmo. Queria que você tivesse um pouco de paciência e amor.

Muita coisa mudou. It’s the end of the world as we know it, mas é um mundo bem mais bonito esse que estou vivendo agora. Você continua nele. And I feel fine.

Por Mariana,
publicação original de Mundo Ovo

Se há uma coisa que me faz querer viver isolada da sociedade, é estar grávida do meu terceiro filho… e ter de contar à pessoas que é outro rapaz.

Não me interpretem mal, estou super feliz de ter outro rapaz. Embora, honestamente, eu tenha ficado surpreendida. Sabendo que a hipótese de ter rapaz ou rapariga é de 50/50, calhou-me novamente a mesma face da moeda. Apaixonei-me de imediato pela ideia de ser mãe de 3 rapazes. Na verdade, acho que é um grande privilégio ser-me atribuída a responsabilidade de criar e moldar os homens de bem. (Deus sabe, o mundo precisa mais deles.)

O problema começa quando eu partilho a notícia com as outras pessoas. Por alguma razão, a menção de um terceiro rapaz é suficiente para evocar condolências das pessoas, seguidas de um ataque de diarreia verbal que parece implicar que, ter apenas filhos do mesmo sexo é um grande desgosto para a família.

Sim, eu sei, só me posso mudar a mim mesma. Se vou dar ouvidos a cada comentário irritante que as pessoas fazem, vou-me afundar profundamente nas entranhas do ressentimento e tenho impressão que vou demorar muito tempo a sair de lá. E não quero tornar-me naquela mulher de 80 anos de idade com bigode, que odeia toda a gente porque a sua vida foi inundada por pessoas estúpidas e perguntas incómodas que a levaram à amargura.

Então, em vez disso, vou tentar fazer com as outras mães se sintam menos torturadas com os comentários destas pessoas, antecipando já a situação. Aqui fica a lista dos 10 piores:

  1. “Espero que seja uma rapariga” É incrível a quantidade de vezes que me dizem isto, mesmo depois de eu dizer que é um rapaz. E depois perguntam, com uma cara triste e os olhos pequeninos, se eu tenho a certeza. Digo que sim. E passam para o comentário de que as ecos não são 100% fiáveis, ou para uma das opções a seguir:
  2. “Estavam a tentar a rapariga?” Ainda há dias aconteceu. Estávamos a jantar com um grupo de colegas de trabalho do meu marido e, uma senhora perguntou-me isto como quem pergunta se estamos a gostar da refeição.

Gaguejei brevemente, antes de murmurar qualquer coisa tipo “Nós não estávamos a tentar nada…estavamos…” . Em seguida, um silêncio longo e muito estranho …  fiquei a ferver, com a sensação de violação absoluta. Pareceu-me que por uns instantes estava toda a mesa a ter uma imagem mental súbita do meu marido e eu, “a tentar”.

  1. “Ficaram com pena de não ser uma rapariga?” Qual é a ideia? Querem pôr-me a chorar? Depois de dois milagres saudáveis e perfeitos com que fui brindada quero é outro assim, certo? O género não é a minha preocupação!
  1. “Bem pelo menos não tens de:
    a) Comprar roupas novas;b) Lidar com uma pré-adolescente impossível; c)arranjar um quarto côr-de rosa d)etc. Não interessa qual o fim da frase. É sempre mau. Ou acham mesmo que uma boa notícia começa com “Pelo menos?
  1. “O teu marido deve estar tão contente!!” Sim porque os homens só gostam de ter rapazes e as mães raparigas.  Não acham que este estereotipo está um bocado ultrapassado? Eu até compreendo aquelas mulheres que só querem ter meninas cheias de laços e vestidos amorosos, e eu provavelmente também quererei ter uma, mas isso não faz com que fique menos entusiasmada por ter mais um príncipe em casa!
  1. “Vão continuar a tentar?” chega este abuso da utilização do verbo tentar, ok? 
  1. “Quando eu descobri que ía ter um rapaz fartei-me de chorar!” – Really?? Então devias saber melhor do que ninguém e ficar calada, não?
    Este episódio passou-se numa casa de banho pública. Ali estava eu, na minha vidinha, quando de repente tenho as mãos de uma estranha coladas à minha barriga.
    -“É o quê?”, perguntou-me
    -“Um rapaz. É o meu terceiro rapaz.”
    Ela fez uma careta, e disse: “-Eu tenho dois rapazes…”
    Hum fiquei animada, alguém como eu uma aliada, mas de repente:
    -“Quando me entregaram o meu segundo filho fartei-me de chorar!”Eu devia ter dito que embora não faça qualquer tipo de juízo das pessoas que se mostram desapontadas quando descobrem o sexo do filho, mas que tenho um problema com o contexto onde estas conversas se passam. Se eu me tivesse sentido minimamente decepcionada, ainda podia ter demonstrado alguma compaixão pela senhora. Agora só queria mesmo era fazer xixi.
  1. “Dizem que depois de três crianças do mesmo sexo, vem sempre uma do sexo oposto” Ou uma superstição parva qualquer deste género.
    Eu tinha sabido 10 segundos antes que ia ter um rapaz quando a técnica da ecografia me vomita este lixo não cientifico para cima da marquesa…
  1. “Estás a perder a feminilidade” Hum? Porque produzo mini máquinas de testosterona? E sim, toda a gente sabe que as mães de rapazes deixam crescer o bigode, e andam à pancada nos jogos de futebol do filhos! Por isso devo estar mesmo!
  2. “Boa sorte para a próxima” Não há palavras.

Na verdade, a maioria das pessoas que fizeram estes comentários não estavam a querer ofender ou chatear. Muitas delas nem sequer têm filhos ou eram demasiado velhas para se lembrar do que é a pressão exterior no que toca a ter filhos. Quer seja em relação ao número ou ao género.

Agora, a maior parte do tempo,  tento levar tudo com um grão de sal, e lembrar-me que nós é que sabemos o que sentimos em relação aos nossos filhos. E eu, estou feliz por ter outro rapaz.

Outras vezes, ainda me salta a tampa, e fico de facto indignada.

Por Kiera para Scary Mommy
traduzido e adaptado por Up To Lisbon Kids®

Todos os direitos reservados

Nota: Todos os textos traduzidos, adaptados e publicados pela Up To Lisbon Kids® têm a a autorização do autor e/ou foram comprados os direitos dos mesmos.

Quem não viu o Grease pelo menos 50 vezes na sua juventude? Era aquele filme icónico representativo de uma geração, com a qual eu já não me identificava, mas cuja essencia era e é completamente intemporal? A musica, as paixonetas, as rivalidades, as amigas e amigos… enfim, todos passamos por esta fase.

Esta dupla juntou-se 35 anos depois e cantou. E para mim nada mudou, eles estão como a minha memória os preservava… até ter ido rever o original!

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