Antes do Natal os Cristãos têm um tempo de preparação: o Advento.

Um tempo para encontrar o Cristo que vem. O Advento começa no Domingo, quatro semanas antes do Natal. Este ano, o Advento começa no dia 30 Nov ’14 e termina com o nascimento de Cristo, a 25 Dez’14. São quatro semanas para deixar crescer a esperança e reencontrar as razões da alegria. O Deus verdadeiro que se mostrou em Jesus de Nazaré quer-nos felizes. Ele vem ao nosso encontro. A sua presença ajuda-nos a superar as dificuldades. A sua companhia permite-nos ultrapassar os fracassos. Ele é como uma Luz que nos aponta um caminho seguro para uma vida de qualidade.

Advento é o tempo de colocar o coração em em sintonia com o Deus-menino. É o tempo para aprendermos de novo o que é a beleza e a ternura.

A Liturgia da Igreja oferece-nos um caminho seguro para a esperança. Ao longo do Advento a Liturgia escolhe um conjunto de textos que ajudam o nosso coração a converter-se à esperança e ao optimismo.

A Up To Lisbon Kids criou um calendário do Advento com atividades para realizar em família ao longo destas quatro semanas. Cada dia, uma proposta diferente. Um jogo, uma brincadeira, uma ida ao teatro, ou até uma receita para fazerem e saborearem em conjunto.

Procuramos criar momentos em família, onde se abre espaço para o diálogo, reforçando a união familiar e a paz.

Este é o momento de preparação e alegria para o nascimento de Jesus Cristo.

Eu sou uma mãe bastante descontraída. Não espero muito mais dos meus filhos do que serem cumpridores das regras básicas de educação, e deixo-os fazer quase tudo que não implique jorrar sangue e amputar os membros uns aos outros.

Como qualquer mãe sabe, se o nosso filho está feliz, nós estamos felizes. Mas as crianças não compreendem que a estrada da felicidade tem dois sentidos. Os nossos dias seriam muito melhores se eles fizessem algum esforço nos fazer felizes!

Resolvi enumerar uma lista, e não pensem que estou a pedir demais, de 10 coisas para fazer uma mãe feliz:

  1. Acorda depois das 6h30. Vocês não fazem ideia o quanto feliz eu fico se dormir pelo menos até às 8h30 da manhã. É que tal como o vinho, quanto mais me deixarem descansar, melhor eu fico.
  2. Come tudo à refeição. Tudo bem, não é preciso comer tudo. Uma dentada pelo menos. Não sabes se não gostas se não provares. Tocar com a ponta da língua, cheirar e empurrar com o dedo esticado não é provar. Uma dentada! Aliás, o ideal seria uma garfada, mas isso é pedir demais!
  3. Pára de comer lápis de cera. E stickers, e giz, e plasticina e lixo. Eu sei que não te vai fazer qualquer mal a longo prazo, mas qualquer dia eu tenho um ataque por mudar fraldas coloridas!
  4. Dorme uma sesta sem birra. Nem sequer é preciso dormir. Fazemos assim: vais para o berço e ficas lá duas horas em silêncio. Eu até desligo o monitor para não te ver a tirar a fralda e a pintar o berço com cocó
  5. Não faças birras no supermercado. Já é mau o suficiente ires para lá de pijama independentemente da hora do dia, por isso, por favor, não chames a atenção. Sejamos discretos.
  6. Não ponhas objectos pelo nariz acima. Eu sei que parece divertido espirrar cinco milhões de vezes até que o peão cónico de plástico salte e me bata no meio da testa, mas qualquer dia não conseguimos tirar e temos que ir para as urgências. E depois, não só é embaraçoso para mim, como ainda teremos que ir buscar dinheiro para a despesa às poupanças da tua festa de aniversário. Pensa bem nisso.
  7. Pára de lamber pessoas. É nojento e simplesmente estranho.
  8. Não refiles por causa da cor do copo que te dei. Eu sei que querias o copo azul, mas sempre que te dou o copo azul queres o encarnado que dei à tua irmã e eu estou farta da birra das cores dos copos. É um copo, não um parceiro para a vida, certo?
  9. Deixa-me lavar o ó-ó só mais uma vez. Eu sei que é o teu melhor amigo e que vai contigo para todo o lado, mas não é um todo-o-terreno. Não está destinado a prender várias chuchas, a ser uma capa, umas asas, um chapéu, ou qualquer outra coisa. Está sujo, e vais sobreviver 2h00 sem ele, quer queiras quer não. Esqueço o drama!
  10. Dá-me um abraço sempre que eu pedir. Estás a crescer tão depressa, e eu quero saborear o teu carinho inflexível durante o tempo que me apetecer. Até te dou um gelado de pastilha elástica ao pequenos almoço se me deres mais um beijo!

Publicado in Scarymommy
Traduzido e adaptado por Up To Lisbon Kids®

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Livro | Posso Ajudar? Receitas Para Dias de Festa!  | Máquina de Voar Editora | Compre aqui |

Depois do sucesso do primeiro livro da coleção Posso Ajudar?, chega amanhã às livrarias o Posso Ajudar? Receitas Para Dias de Festa!

Desta vez as sugestões são da Inês Guterres, que escolheu receitas ideais para dias de festa, doces e salgadas, para muitas ou poucas pessoas. Há para todos os gostos, desde panquecas para uma festa de pijama, passando pelos bolos, gomas e folhadinhos até ao peixe surpresa para um jantar especial.
Este livro foi desenvolvido a pensar em todas as crianças que gostam de ajudar na cozinha.
Tem a particularidade de ter muitas ilustrações. Assim, mesmo quem ainda não aprendeu a ler, consegue perceber quais são os ingredientes necessários e todos os passos a dar.
Agora, já podem ajudar. Bom apetite!

FICHA TÉCNICA
Autoria: Inês Guterres
Ilustrações: Margarida Teixeira
Editora: Máquina de Voar
Dimensões: 200 x 236 x 2 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 32 Ano:2014

receita

Sabia que cerca de 70% das crianças manifestam uma reação sintomática durante e após o divórcio dos pais?

Culpa, Raiva, Medo, Desorientação, Diminuição do rendimento escolar , Agressividade, Isolamento são alguns dos efeitos do divórcio na criança.

Infelizmente, são cada vez mais os casos de pais que “negligenciam” os filhos aquando de uma situação de divórcio. Os pais, toldados pelas emoções  agem sem pensar , declaram guerra ao outro progenitor e sem olhar a meios, manipulam a criança ou colocam-na de parte.

São muitas as emoções angustiantes e perturbadoras que os pais experienciam, muitos sentem que o mundo está a desabar à sua volta e que perderam o controle das suas vidas.  Mas a partir do momento em que definem que a separação conjugal é a única via possível, devem  estar conscientes de que esta decisão exige uma mudança que requer reorganizações pessoais e relacionais profundas em todos os membros da família.

Ainda é muito frequente ouvir falar de casais que se separam e que são “inimigos”, não existindo qualquer tipo de cooperação e entendimento entre ambos. Mas também já acontece o contrário, casais que ficaram “amigos” e que cooperam um com o outro exercendo a parentalidade de uma forma que beneficie os filhos de ambos.

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O importante é proteger os seus filhos de uma decisão que foi vossa e por esse motivo a criança deve sofrer o menos possível. Criar uma relação funcional será o desejável. Funcional na medida em que é possível fazer planos, comunicar eficazmente e agir de forma a assegurar o bem estar dos filhos que são apenas  “ vitimas da situação”.

Ao estabelecerem uma relação funcional os pais vão gradualmente conseguindo separar a relação conjugal que terminou da relação parental que continua. A ideia de criar uma parceria com regras de relação explicitas e expectativas claras, vai permitir que os pais possam, depois do divorcio continuar aquilo que começaram – criar e educar os filhos.

  • Superar emoções ligadas à relação conjugal passada,
  • Comunicar com eficácia com o outro progenitor, no estabelecimento de novos acordos e planos,
  • Desenvolver práticas parentais eficazes e saudáveis,
  • Garantir um  sentimento de segurança e continuidade para os filhos,
  • Recuperar o controlo e a estabilidade nesta nova fase das suas vidas

São alguns dos passos que permitem criar essa relação funcional.

Mas o que vai determinar se a situação será ou não traumatizante é o posicionamento dos pais relativamente aos filhos.

Se estiver consciente e sensibilizado para as necessidades dos seus filhos durante este período difícil,(também para eles), poderá satisfazê-las mais facilmente, minimizando o seu sofrimento.

imagem@mdemulher

Ana Alvarinho, Psicóloga e Coach Familiar, Anny@Home, para Up To  Kids®

Já começam os preparativos para aquela que é uma das festas que teve maior ascensão nos últimos anos, em Portugal. O Halloween é um evento tradicional e cultural originário dos povos celtas, e que se celebra principalmente nos países de língua inglesa, especialmente dos EUA, que tem vindo a ganhar adeptos pelo mundo fora.

É já usual, até nas escola portuguesas, fazer-se uma festa da Halloween, onde as crianças se podem mascarar daqueles personagens que habitam os seus pesadelos, ajudando assim a espantar e demistificar os medos.

Porque não há festa sem decoração, deixamos aqui algumas das nossas sugestões, retiradas do Pinterest.

Quando somos crianças há frases que não suportamos ouvir.

Frases que já ouvimos tantas vezes que nos provocam aquele arrepio da espinha, em forma de “acabou a conversa”. São lugares comuns a que nós já nos habituamos e não surtem qualquer efeito a nível do nosso comportamento ou desempenho futuro. Uma espécie de “enche chouriços” de diálogos perdidos entre pais e filhos.

Frases que nos cansamos de ouvir, e que sabemos e juramos que nunca iremos dizer aos nossos filhos.

Até que nos tornamos pais. E sem percebermos porquê, ou que raio de circuito interno é que nos faz isto, mas quando damos por nós, abrimos a boca e sai um dos nossos pais (às vezes até os dois e em coro!)

E nesse momento apercebemo-nos que nos tornámos oficialmente nos nossos pais!

Estas são 12 das frases que jurei nunca dizer aos meus filhos. E vocês?

1. Eu também não gosto de muita coisa e tenho de aguentar…

Esta é uma frase clássica de resposta aos filhos e que funciona com desabafo silencioso de insatisfação pessoal. É aplicada em diversas situações – uma espécie do “Temos pena” da atualidade.-“Mãe, não goto das batatas” –Eu também não gosto de muita coisa e tenho de aguentar… (enquanto como os restos dos pratos, porque não me posso dar ao luxo de deitar comida fora)
-“Mãe, não gosto da professora.” –Eu também não gosto de muita coisa e tenho de aguentar…( o meu emprego, o meu patrão, o colega que come cebola frita a meio da manhã, porque não me posso dar ao luxo de ficar desempregada)

2. Não vou dizer outra vez!

Esta funciona apenas de reforço. Dizemos sempre mais uma vez, e normalmente logo de seguida:
“Jantar!! Vamos jantaaaaar!!! Não vou dizer outra vez; “todos para a mesa imediatamente! … Lavar as mãos e jantar!”

3. Queres vir por uma orelha?

Normalmente quando dizemos isto já estamos mesmo com a mão na orelha da criança, que vem naquela posição de cabeça de lado para não doer tanto, e vai andando ao nosso ritmo, sem sequer chegar a haver efectivamente puxão doloroso da dita!

4. Queres que te dê uma razão para chorar a sério?

É o mesmo que “Estás aqui estás a apanhar”. Aplica-se sempre que há birras ou choro fácil. É o remédio santo para as lágrimas de crocodilo. “se queres chorar, choras com vontade” (…e já agora no quarto sff)!

5. Só tenho duas mãos!!

As mães aguentam muita coisa e conseguem desdobrar-se em tarefas, mas há situações que são humanamente impossíveis! O jantar está ao lume e estou a dar banho ao do meio que atrasa com histórias intermináveis sobre o que aconteceu na escola, o mais velho está a fazer os trabalhos da escola e vou espreitando para ver se não se distraiu a brincar, e de repente ouço: “Já fiz cócooooóóóóóó!!!, Já fiz cóc….” Aqui impõe-se:JÁ VOU, SÓ TENHO DUAS MÃOS”

6. O teu mal é sono!

Frase aniquiladora de choro fácil, birras, caprichos e desejos. Quem nunca disse que atire a primeira pedra.

7. Não andes descalça! Tira o cabelo da cara…! Veste o casaco! Não roas as unhas! …blá, blá, blá

Pffff, coisas com que eu NUNCA iria embirrar com os meus filhos…

8. Acabou a conversa / Nem mais um pio!

O cansaço dos pais faz com que muitas vezes já não tenham quaisquer respostas válidas nos universo infantil, para as consecutivas perguntas/respostas das crianças. Os diálogos tornam-se exaustivos e saturantes. E quando os filhos não aceitam as nossas decisões, têm uma capacidade de argumentar horas a fio. Ao que temos de terminar a conversa rapidamente, e já não queremos ouvir sequer mais um “mas”. É aqui que, no desespero, nos sai o “Nem mais um pio!”,… e qual é a criança que resiste a não dizer “Pio” a seguir?

9. Se ele saltar para um poço, também saltas?

Quando os nossos filhos insistem em fazer todas as tontices que os amigos fazem…

10. Com tantas crianças a morrer à fome…

Não funcionava comigo e não funciona com os meus filhos: então porque raio me continua a sair esta frase?

11. Porque sim/não não é resposta”

Details please! Não nos cortem a curiosidade com um porque sim/não. Nós queremos saber o que vos vai na cabeça para podermos ajudar. E um porque sim, não nos adianta nada!

12. Porque sim, ou porque eu digo!

Claro que é resposta. Eu sou a mãe e eu é que mando!

 

Por Up To Kids®, com frases enviadas por várias mães, redigido por Madalena Brandão

1“ O que somos hoje deve-se em grande parte, ao impacto que os nossos pais tiveram (e ainda) tem, nas nossas vidas”.

Provavelmente esta não será a primeira vez que está a ler esta frase, já pensou o que o que ela significa, verdadeiramente?

Consegue medir o impacto que o seu legado familiar tem, nas suas ações diárias, enquanto pai/mãe?

Será que esse legado está de alguma forma a condicionar o desenvolvimento do seu filho?

A verdade é que temos a tendência para refletir nas nossas vidas atuais valores, pensamentos, práticas e crenças que os nossos pais tão consistentemente incutiram em nós. Algumas boas que merecem ser perpetuadas outras menos boas que devem ser erradicadas.

No passado dia 4 de agosto, ouvi uma entrevista do meu colega, Psicólogo, Eduardo Sá, onde este referia que:

“… Quando somos pais , misturam-se os pais que nós tivemos (…), misturam-se os filhos que nós fomos e somos e às vezes fica tudo tão baralhado, tão confundido entre os nossos filhos e nós que de repente queremos que os nossos filhos sejam uma versão melhorada de nós(…) queremos que eles sejam mais troféus do que filhos, queremos que eles sejam tão exemplares tão exemplares que não lhes damos tempo para serem filhos e queremos que eles de repente recuperem muitos aspetos da nossa personalidade que nós fomos desmazelando a cada dia (…) muitas das vezes os filhos são mais empurrados para desempenhar um papel do que serem  eles próprios. É importante descentrarmo-nos de nós e centrarmo-nos neles, quanto mais isto acontece melhores pais são…”

O impacto que os nossos pais têm sobre nós e que por sua vez nós temos sobre os nossos filhos vai do evidente ao profundamente subtil, do sólido e sonante ao doentio e destrutivo. Surpreendentemente são talvez as influências mais subtis, as menos óbvias, aquelas que imperceptivelmente mais se entranham em nós, nos nossos pensamentos, sentimentos, crenças e comportamentos.

Acredito que irá encontrar provas destas influências subtis, em manias físicas, palavras ou expressões que são iguais à dos seus progenitores.

É muito importante que a educação por si recebida ocupe um lugar central na sua consciência, de modo a que possa lidar ativamente com esta questão e deixe de educar os seus filhos em piloto automático.

Por isso proponho-vos um desafio:

Identifiquem ao pormenor quais os valores, crenças, características, traços e comportamentos que herdaram do convívio com os vossos pais. Só depois de identificarem e isolarem os elementos do vosso legado familiar poderão criar uma lista de medidas práticas que levem a uma transformação positiva. O truque é concentrarem-se e separarem as influências negativas das positivas, de modo a poderem estimular as boas e erradicarem as más.

A Anny@Home, dispõe de ferramentas que permitem fazer esta avaliação e descobrir se a educação por si recebida ocupa um lugar central na sua consciência. Se a sua família é importante para si- e eu sei que é- vai empenhar-se de corpo e alma neste desafio.

Contacte-nos, nós ajudamo-lo a superar este desafio com sucesso.

Ana Alvarinho, Psicóloga e Coach Familiar, Anny@Home
Para Up To Lisbon Kids

Estou a ficar louca! Estou a tentar fazer o jantar, eles não param de me chamar para pedir coisas e eles são três e eu sou só uma, e nem sequer consegui trocar a porcaria da lâmpada naquele candeeiro ridículo da casa de banho!

Foi assim que eu cumprimentei o meu marido, ontem, quando entrou em casa. Sem um sorriso. Obviamente sem um beijo, mas de qualquer forma eu nem sequer tinha tomado banho, por isso ele até aproveitou para fugir com o rabo à seringa.

Era eu no meu pior. E foi assim que ele foi recebido em casa. Com uns disparates sobre lâmpadas estúpidas e difíceis de colocar, e alguns palavrões.

Ele já me viu a ceder em diversas situações, mas mal entra em casa… isto foi uma situação nova.

As coisas acalmaram depois de toda a gente ter jantado. Eu estava a arrumar, a cozinha o meu marido entrou, deu-me um abraço e disse : ”Lamento que tenhas tido um dia tão complicado”.

Nesse momento senti-me mesmo mal. O dia não tinha sido assim tão mau. Foi um dia perfeitamente normal. Houve uns momentos óptimos e outros difíceis. Mas na maior parte do dia não estivemos assim em tanto stress. As miúdas fizeram desenhos para forrar o túnel de papelão que tínhamos feito. Adoraram o almoço porque tinha queijo e ketchup. E apesar das gémeas não terem dormido, o bebé dormiu quase três horas. No geral, podia ter corrido muito pior.

Foi só que aconteceu tudo ao mesmo tempo. Estava a saltear cogumelos, a mexer o feijão e a fazer arroz no micro-ondas. As gémeas não se calavam, porque estavam na casa de banho e diziam que não tinha luz suficiente para fazerem xixi.

O bebé andava a rasgar os desenhos que as miúdas fizeram com tanta dedicação para forrar o túnel, e que eu andei metade do dia a colar aquilo. E começou a gritar, e elas também gritavam!

O cão vomitou no chão e o cheiro começava a misturar-se com o cheiro do feijão e das especiarias que já começavam a agarrar no fundo da panela!

Claro que tudo isto estava a acontecer no preciso momento que o meu marido entrou em casa. Mal entrou e apanhou-me toda irritada, a gritar e a transpirar em bica que fez com que imaginasse que tinha tido um dia terrível. Assim que caí em mim, senti-me pessimamente porque me apercebi de uma coisa: no meu melhor eu sou divertida, criativa e entusiasta. No meu pior sou uma cabra rezingona e fria. Normalmente sou equilibrada, e apesar dos meus filhos normalmente lidarem com o melhor de mim, o meu marido simplesmente não tem essa sorte.

Tenho medo que isto seja o principio da queda de um casamento.

Tenho medo que ele comece a achar que eu estou sempre aos gritos com os miúdos quando estou sozinha com os miúdos em casa. Porque, na verdade, eu não estou.

Ele não me vê a partir das dez da manhã, quando já está tudo calmo e eu já bebi o meu café. Às vezes consigo arrumar a cozinha, lavar os dentes, e às vezes até consigo escapulir-me e tomar um banho relaxada.
A essa hora é quando nos aconchegamos no sofá e fazemos uma maratona das histórias favoritas deles.  Ou dançámos. Ou fazemos manualidades com coisas que temos em casa. A essa hora é quando eu me divirto com os meus filhos, e eles recebem toda a minha atenção.

Mas e o meu marido? Ele vê-me de manhã toda destrambelhada, com os olhos meios fechados e sem paciência para nada. Depois só me vê no fim do dia quando estou completamente de rastos.

Claro que há fins-de-semana. Mas com crianças nunca tempos tempo para nós.. Saímos os dois muito de vez em quando, mas obviamente não é o necessário.

Adoro poder ser eu própria com o meu marido. Ele não quer saber se estou maquilhada ou não. Eu sei que ele me ama. Eu sei que ele ama a forma como criamos uma família juntos. Somos uma equipa e estamos nisto junto.

Mas eu quero ser divertida, e interessante e sexy quando estou com ele pelo menos algumas das vezes. Eu quero que ele veja para lá da mãe sempre em stress, aos gritos e cheia de nódoas. E eu sei que ele não me vê assim, mas por quanto tempo vai conseguir ver para lá dessa imagem, se não tiver de vez em quando, um avivamento de memória?  Como é que posso fazer para lhe mostrar o meu eu divertido e sexy? Como é que as outras stay-at-home-moms fazem? E será que ele também se preocupa com algumas destas coisas?

Talvez seja só uma fase. Talvez seja só o resultado dos primeiros anos dos filhos. Talvez um dia que consiga ler um livro, escrever, pensar, ir ao ginásio eu consiga ter energia suficiente para estar sempre bem-disposta quando o meu marido está em casa. Talvez eu consiga parar de andar aos gritos por causa da luz da casa de banho e consiga vestir uma roupa gira e sem nódoas, pelo menos de vez em quando.

Nós merecemos os dois isso. Merecemos à séria.

Kate Parlin para Scary Mommy
Traduzido e adaptado por Up To  Kids®

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Estamos a criar crianças gentis?

Richard Weissbourd, psicólogo pós-graduado em educação, em Harvard, dirige o projeto  Making Caring Common. Este projeto visa reforçar as capacidades dos pais, escolas e membros da comunidade para desenvolver crianças gentis e bem formadas. Ou seja pretende ajudar-nos a ensinar os nossos filhos a preocuparem-se mais com o mundo e com as pessoas que os rodeiam.

Foi feito um inquérito a jovens, em que 80% dos mesmos referiam que os pais estavam mais preocupados com a sua realização ou felicidade do que com o facto de eles se preocuparem com terceiros. “Os meus pais ficam mais orgulhoso se eu tirar boas notas, do que se eu for um membro da comunidade solidária em sala de aula e/ou na escola.”

Weissbourd e a sua equipa desenvolveram algumas teorias sobre como criar os filhos de forma a se tornarem adultos atenciosos, respeitosos e responsáveis.

Por que é que isso é importante?

Porque se queremos que os nossos filhos sejam pessoas éticas, temos que, criá-los dessa forma. É importante criar crianças gentis para que o espírito de cooperação e interajuda não se perca, nos mais novos.

“As crianças não nascem simplesmente boas ou más e, nós pais e sociedade, nunca devemos desistir deles. Eles precisam de adultos que irão ajudá-los a crescer solidários, a criar respeito e a sentirem-se responsáveis pela sua comunidade em todas as fases de sua infância ”

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=7d4gmdl3zNQ?list=PL1F7B648CC36DEBB4]Children see, children do

Ficam aqui 5 principios, que de acordo com projeto  Making Caring Common, podemos e devemos ensinar aos nossos filhos para que se tornem adultos éticos e gentis.

  1. Cuidar dos outros (é uma prioridade)

Porquê? Os pais tendem a priorizar a felicidade e realizações de seus filhos e a descurar a importância da gentileza e preocupação com os outros.

Como? Os pais reforçarem a ideia de que cuidar dos outros é uma prioridade é meio caminho andado para manter as expectativas éticas dos nossos filhos mais elevadas, tais como, honrar os seus compromissos mesmo que isso não seja a sua vontade.

Dicas: Em vez de dizer ao seu filho: o mais importante é seres feliz, diga, o mais importante é seres gentil. Certifique-se de que seus filhos tratam sempre os outros com respeito, mesmo quando estão cansados, distraídos, ou mal-humorados.

  1. Pôr em prática a gentileza e a gratitude

Porquê? Nunca é tarde demais para se tornar uma boa pessoa, mas isso não vai acontecer do nada. As crianças precisam de aprender a cuidar dos outros e expressar gratidão por aqueles que cuidam deles. Precisam de contribuir para o bem-estar dos outros.

Como? Aprender a ser solidário é como aprender a praticar um desporto ou um instrumento musical. A repetição diária – quer seja ajudando um amigo com os TPC, ou fazer voluntariado na escola, ajuda a desenvolver e aprimorar as capacidades de cuidar e ser gentil.

Dicas: Não recompense o seu filho para cada acto de simpatia, tal como pôr a mesa ou arrumar o quarto. É um dever ajudar em casa. Ajudar os irmãos e os vizinhos. Só devem ser premiados actos incomuns de bondade.
Converse com seu filho sobre os actos de gentileza que se vêem na televisão e sobre actos de justiça e injustiça que possam testemunhar ou ouvir falar nas notícias. Isso dar-lhe-á algum discernimento sobre o certo e o errado.
Faça da gratidão um ritual diário. Expressar gratidão pelo que temos e recebemos, e pelas pessoas que são gentis e que contribuem para o nosso bem-estar e felicidade

  1. Expandir o círculo de atenção do seu filho

Porquê? A maior parte das crianças preocupa-se apenas com um pequeno círculo de familiares e amigos. O nosso desafio é ajudar os nossos filhos a aprender a olhar para as pessoas fora desse círculo. Como o miúdo novo da sala, alguém que não fala a sua língua ou até o contínuo da escola.

Como? As crianças têm de aprender a observar de perto, mas também têm de saber ver o quadro geral. Assim, irão perceber de que forma as suas atitudes poderão refletir-se na vida dos outros. Uma situação de abandonar a equipa de futebol ou uma banda de música, pode repercutir e prejudicar vários membros da escola, ou de uma pequena comunidade.  Deverá sempre ter em atenção às suas atitudes perante membros de comunidades ou religiões diferentes.

Dicas: Certifique-se de que os seus filhos são simpáticos e gratos com as pessoas que os rodeiam, desde o motorista do autocarro ao empregado de mesa.

  • Incentive as crianças a ser simpáticas para os que são mais vulneráveis.
  • Use um artigo de jornal ou TV para incentivar seu filho a pensar sobre as dificuldades enfrentadas pelas crianças de outro país.
  1. Ser um exemplo a seguir.

Porquê? As crianças aprendem por observação. Repetem as ações dos adultos que respeitam.

Como? Ser um modelo ético e moral significa que temos de praticar a honestidade, a justiça e de cuidar de nós. Mas isso não significa que tenhamos de ser perfeitos o tempo todo. Para os nossos filhos nos respeitarem e confiarem em nós, há que saber reconhecer os nossos erros e falhas.

Dicas: Dê ao seu filho um dilema ético durante o jantar para o encaminhar nas suas escolhas.

“Ex: Deve convidar o menino novo da sala para a sua festa de anos, embora os seus amigos do ano passado gozem com ele?”

  1. Orientar as crianças na gestão de sentimentos/comportamentos de raiva e fúria

Porquê? Muitas vezes, a capacidade de cuidar dos outros é dominada pela raiva, vergonha, inveja ou outros sentimentos negativos.

Como? Ensinando às crianças que todos os sentimentos estão bem, mas algumas formas de lidar com eles não são úteis. As crianças precisam da nossa ajuda para lidar com esses sentimentos de forma produtiva.

Dicas: Aqui está uma maneira simples de ensinar os seus filhos a terem calma. Ensine-os a parar, respirar fundo pelo nariz e expirar pela boca, e contar até cinco. Pratique quando o seu filho está calmo. Depois de um tempo ele vai começar a fazê-lo por conta própria através da habituação.

 

imagem@mundolivrefm

Em washington post, traduzido e adaptado por Up to Kids®

 

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