Desde criança, quando coloríamos livros ou desenhos feitos por nós, havia sempre aquela cor em todos os estojos que era a chamada “Cor de pele” . Normalmente era uma cor entre o beije claro, salmão e cor-de rosa, e que usávamos para pintar as pessoas, a pele das pessoas. Caras, mãos, braços e pernas eram sempre pintados de cor de pele. nunca ninguém se preocupou em perguntar: Cor de pele, de quem?

Hoje em dia, pessoas de diferentes raças convivem diariamente nos seus locais de trabalho, nas suas escolas, nas paragens de autocarro, nas passeleres das galas de cinema, no nosso dia a dia. Hoje em dia, há cada vez mais pessoas unidas pela luta contra o racismo. Mais pessoas pelo “todos diferentes, todos iguais” (Aleluia!).

O assumir, sem nos questionarmos sequer, que a cor de pele é a da pele branca, ou neste caso, beije claro, salmão e cor-de rosa, é um dos pormenores esquecidos de uma mentalidade que há muito já fez distinção entre raças.

Hoje em dia, várias empresas e marcas de lápis e tintas para crianças vieram a alterar esta questão, criando caixas  que contêm apenas lápis cor de pele. Para todos os tons de pele. Todos diferentes, todos iguais. Mas cada um com direito a representar-se o mais parecido consigo próprio possível.lapis-desenhos

Partilhamos aqui alguns dos exemplos que pode adquirir, para os seus filhos começarem a criar verdadeiras comunidades de diferentes etnias, enriquecendo assim, não só os seus desenhos como a sua mentalidade.


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Pais 21 lança Campanha para sensibilizar para as necessidades e potencialidades das crianças e jovens com T21 na escola A Campanha

Obrigada Professora, por puxar por mim! “ será lançada na semana que antecede o dia Mundial da Trissomia 21 , que se assinala a 21 de Março. Um filme a passar nos principais canais nacionais um anúncio de rádio e um Muppi para mostrar às pessoas as capacidades das crianças e jovens inseridas nas escolas.

Queremos com esta campanha, mais uma vez sensibilizar para as capacidades dos nossos filhos. Não é porque alguém tem Trissomia 21 que é menos capaz ou vale menos investir no seu desenvolvimento. Muitas escolas ainda não conseguiram acreditar verdadeiramente nas crianças com T21 e seus potenciais. Sabemos que as oportunidades criam capacidades. O aluno com T21 continua a ser um aluno invisível, está na sala de aula, porta-se bem, o que facilita ser ignorado. Queremos jovens capazes e, para isso, têm que aprender e o melhor lugar para aprender é a escola

Quem é o Grupo Pais21

O Grupo Pais21 surgiu da necessidade de partilha entre os pais de crianças e jovens com Trissomia 21 (T21). O objectivo do grupo é essencialmente melhorar a imagem que se tem da pessoa com trissomia 21 e dos seus potenciais. Dar a conhecer e apoiar as crianças e jovens e os sonhos das famílias.

Contamos com apoio técnico e científico da APPT21 (Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia21) e funcionamos de forma autónoma com famílias espalhadas por todo o país. Mantemos contato com diversas associações de pais nacionais e internacionais ligadas à T21.

Temos um grupo ativo que permite às famílias contatar-nos através da net. Quando solicitado podemos fazer a ponte com famílias perto da sua área de residência.

Conversar e partilhar experiências com pessoas que sabem o que estamos a sentir é sempre gratificante. Uma palavra amiga que possa dar esperança nas diferentes etapas mais marcantes da vida dos nossos filhos: a notícia, o acolher do bebé, a entrada para a escola, a transição para a vida adulta e a procura de uma profissão.
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=3z4PeTPG22c]

A nossa missão principal é capacitar os pais e fazer com que acreditem que os seus filhos com T21 podem ultrapassar obstáculos e superar expectativas inimagináveis.

Visite o nosso site  | info@pais21.pt | 964728753 | 918548481 | 935991941

O amor e a determinação de uma mãe e de um pai podem tudo. Até salvar a vida do filho que ainda não nasceu. Conheça a história de Jett, que fez 1 ano dia 6 de Dezembro de 2014.
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Quando Mhairi Morris tinha apenas 20 semanas de gravidez, a bolsa de águas rebentou inesperadamente e os médicos disseram-lhe que a gravidez foi “não viável“. Segubdo Mhairi, deram-lhes 5 minutos antes de fazerem o aborto.

Mhairi disse ao Daily Mail: “Eles não estavam a vê-lo como uma criança, chamaram-lhe simplesmente de” feto não viável “. Estava frio e eu fiquei arrasada. Eu tinha acabado de fazer uma eco de 20 semanas e estava tudo perfeito. Tínhamos acabado de saber que era um menino, e isso, ainda tornou mais difícil aceitar a perda”.

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Apesar dos médicos lhe dizerem que o bebê provavelmente iria morrer durante o nascimento, ou que se sobrevivesse teria uma grande probabilidade de sofrer danos cerebrais, Mhairi e seu marido Paul decidiram ignorar seus médicos, e pedir tratamentos e medicação para que o bebé aguentasse o máximo de tempo na barriga da mãe, sendo vigiado, para que nascesse mais desenvolvido.Jett-Morris

Cinco semanas depois, dia 6 de Dezembro de 2013, Jett nasceu prematuramente, pesando apenas 640 Gramas. Era tão pequeno que a cabia na mão de um adulto.

Nós percebemos que os médicos tinham de dizer-nos o pior cenário possível e de ser frontais connosco, mas não há duas pessoas iguais neste mundo, e neste caso nem lhes passou pela cabeça da uma chança a Jett”, disse Mhairi

Inicialmente Jett sofria de doença pulmonar cronica e icterícia, mas rapidamente recuperou e é agora um bebê saudável.

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Foi-me dado uma visão tão sombria da situação clínica de Jeff, que eu cheguei a acreditar que “não era suposto ele ser saudável” e estava preparada para o que iria acontecer, mas de forma natural.”, diz Mhairi.

O milagre deu-se e a única coisa que aconteceu foi Jeff ter conseguido desenvolver-se e crescer tornando-se num bebé saudável.

Afirma ainda que não lhe foram dadas opções,  e espera que, se outras mulheres passarem pela mesma situação se lembrem da história dela, e que tudo é possível, desde que acreditemos, e tenhamos coragem para arriscar!.

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Fontes Daily Mail, mail online Crawley News UK

Há um fenómeno conhecido por gravidez histérica, ou psicológica, em que os sintomas da gravidez se manifestam numa pessoa não grávida. É mais comum em animais como cães ou ratos, mas também ocorre em mulheres e homens.

Eu não tive uma gravidez histérica. Espero eu, até porque passei nove meses a beber álcool pelos dois, o que faria de mim uma péssima grávida histérica. Mas, em retrospectiva, é bem possível que tenha tido uma ligeira depressão pós-parto histérica. Mesmo sem que a minha mulher tenha tido depressão pós-parto. É que é difícil explicar algumas atitudes que tive naqueles meses iniciais.

A verdade é que, durante os primeiros meses de vida do meu filho, esta casa não foi só pós-grávidas emotivas, mamilos em sangue e um bebé que dormia mal. Também havie eu. Um tipo cujas faculdades de bom senso se desvaneceram no ar. Sim, esse tipo era eu, e estas são as seis maneiras em que, tenho de admitir, me comportei como um atrasado mental nessa altura:

#1 – Anunciar que não queria ter mais filhos

Não há nada de chocante em alguém dizer que só quer ter um filho. A não ser que sejamos extremamente católicos, ou extremamente patrióticos, mas, nos tempos que correm, numa perspectiva pró-natalista, ter só um filho ainda é melhor do que não ter nenhum.

Sempre que era obrigado a ter a conversa dos filhos, eu concordava que, se fosse para ter, preferia ter mais do que um. Sempre se entretém um ao outro. Mas é possível que essa opinião se tenha alterado temporariamente passadas umas semanas depois de ser pai. E que essa opinião tenha sido transmitida à minha mulher, com ar de lunático e certeza maníaca, em palavras não muito distantes de É QUE NEM PENSAR QUE VAMOS TER MAIS FILHOS NÓS NÃO VAMOS CONSEGUIR PASSAR OUTRA VEZ POR ESTES TORMENTOS E ANSIEDADES CONSTANTES  É IMPOSSÍVEL E A RESPONSABILIDADE? IMPOSSÍVEL! OUVISTE? IMPOSSÍVEL!

E também é possível que esta demonstração de profundo terror pela ideia da paternidade não fosse a coisa mais inteligente, sensível e humana de transmitir a alguém que estava a viver a maternidade de forma apaixonada e natural (e que não sabia ter casado com um lunático).

#2 – Ser irritante com a desarrumação da casa

O regresso ao trabalho depois do primeiro mês não foi fácil. Ter de passar a maior parte do dia longe do filho e da mulher, depois de quatro semanas em que se começa a criar a primeira ideia de uma família maior que dois, é duro.

O que também não foi fácil foi ter sido precisamente nesse fase de transição que o meu eu obcecado por limpezas (um indíviduo que nunca tinha tido o prazer de conhecer) fizesse questão de aparecer. Aparentemente, o choque de voltar a trabalhar, chegar a casa cansado, e deparar-me com um cenário apocalíptico de roupa, fraldas e toalhitas, sujas ou não sujas, e outros objectos espalhados por cadeiras, móveis e sofás, provocou em mim um trauma de alguma severidade. Como naqueles filmes toscos dos anos 80 em que alguém batia com a cabeça e mudava de personalidade, fez surgir em mim um obsessivo compulsivo que, sempre que chegava a casa, fazia questão de passar a primeira hora a apontar objectos e coisas fora de sítio.

Este tipo obcecado nem me deixa perceber que o melhor era deixar-me de merdas, e entender que estar sozinho em casa com um bebé um dia inteiro é um actividade esgotante e que o tinha de fazer era aproveitar aqueles momentos para estar em paz e sossego com a sua família. Ainda que fosse no meio da porcaria.

#3 – Pensar que o bebé veio matar todos os sonhos que nunca tive

A crer pelos argumentos de alguns filmes e pela conversa de bêbado de alguns amigos meus, há muitas pessoas que casam com  a sensação de não terem aproveitado a vida ao máximo, de terem ainda coisas para viver e experienciar, sonhos e projectos incompatíveis responsabilidades e compromissos duradouros.

Não tive nenhuma dessas sensações quando casei, mas como o cérebro é um crápula que nos ataca sem aviso essas sensações apareceram logo na altura da paternidade. E como aos 33 anos já não tinha idade para poder sonhar com uma carreira de sucesso como desportista, músico ou youtuber juvenil, o meu cérebro decidiu lamentar coisas bizarras, como já não poder viajar como um nómada pelo mundo inteiro, coleccionando experiências de vida e tendo pensamentos profundos.

E este é o mesmo cérebro que, nas vezes em que cheguei a viajar sozinho, se entretinha a passar os dias a encher-me a cabeça de estupidezes a tal ponto que voltava dessas viagens sempre farto de mim. Isto para não referir que discutíamos sempre ao jantar, eu e o meu cérebro, nestas viagens solitárias (hoje em dia, com smartphones, a coisa fica mais fácil).

#4 – Achar que tinha direito a dormir noites inteiras

O acordar durante a noite nunca foi uma questão muito relevante dado o facto do Mexicano a) ser amamentado, b) ter completo e total desprezo pelos padrões naturais de sono, e  c) ter completo e total desprezo  pelos padrões naturais de sono dos pais. Isto implicava que a mãe tivesse de estar muito mais atenta ao choro nocturno, excepto se fosse claro e necessário que o problema implicasse uma mudança de fralda ou outra coisa que não fossem seios lactantes.

Sabendo disto, a poucos dias de regressar ao trabalho, houve um dia em que eu resolvi escalar um nível de anormalidade a tudo o que já aqui foi exposto, e anunciei solenemente à minha mulher que: “Agora que vou voltar a trabalhar, é apenas justo e natural que fiques tu e somente tu responsável por qualquer actividade que implique sair da cama à noite”. Vejam só a moral de um tipo que passa o ano a dormir uma média de 5 horas por semana para depois querer acordar às 13 horas de um Domingo, se virar para uma mulher que está a passar pelo que é provavelmente um dos meses mais exigente da sua vida, onde depois de uma sessão de tortura de oito horas que culminou com a expulsão de uma espécie da cabaça através da bacia óssea, se vê mergulhada em várias semanas de privação de sono.

#5 – Culpar a minha mulher por se sentir cansada

O facto de ser um idiota não quer dizer que não seja bem-intencionado, mas um idiota bem-intencionado não deixa de ser um idiota.

Perante a imagem de uma mulher sujeita às duras realidades da privação do sono, incapaz de dormir mais do que três (quatro numa boa noite) horas seguidas, e condicionada ao longo do dia por uma roleta russa de sestas que oscilavam entre os 15 minutos e uma hora, achei por bem partilhar – mais do que uma vez – a seguinte pérola de sabedoria: “é natural que te sintas cansada, não estás a aproveitar os momentos em que ele dorme para aproveitares para dormir também!”.

O que, no fundo, também poderia querer dizer: “além de implicar que consegues adormecer sempre que for necessário, tens de abdicar que qualquer momento que possas querer reservar para ti, seja para tomar banho ou fazer o almoço, ou consultar o facebook, e passá-lo a dormir para recuperar o tempo perdido – É LÓGICO!

#6 – Comportar-me como um vilão de telefilme de domingo à tarde

Quando estava a falar à Ana nas ideias principais deste post, entre risos (mútuos) e pedidos de desculpa reiterados (meus), ela relembrou-me um episódio de que eu tinha feito todos os possíveis para apagar da memória (não em lembrava mesmo dele), e que é bem capaz de significar o ponto alto destes processos de tumultos mentais. Eu estava no computador a tentar perceber em quantas facturas de atraso é que já ía o Meo, e a Ana pediu-me para segurar o Mexicano  com alguma urgência, porque tinha de fazer qualquer coisa, ao que eu respondi que não podia porque estava ocupado.

Perante a insistência dela e aquele tipo de pergunta meio incriminadora de ”podes por favor pegar no teu filho?”, eu terei – alegadamenteexclamado vociferado algo do género: “não, agora não posso porque o meu filho não paga contas!”.

É verdade que nunca me tinha sentido muito preparado para ser pai, mas lembro-me de ter passado os nove meses da gravidez a interiorizar que muita coisa ia mudar, que os primeiros meses iam ser terríveis, dramáticos, repletos de privação de sono e ânimos sensíveis. Mas o que acabei por subestimar foi mesmo o impacto emocional da paternidade. O peso de um amor que começa por tomar uma forma mais instintiva do que pessoal (no meu caso), e o peso de uma responsabilidade brutal que também vem amplificar angústias, medos e fragilidades do ser humano.

Eu também gostava de não pensar tanto nas coisas, mas há alturas em que é mais difícil . Só que depois o miúdo espirra, ri-se ou estende os braços na nossa direcção, e percebemos que há mais uma enorme razão no mundo para que tentemos ser o melhor de nós próprios, e é uma razão que nos enche de coragem, força e calma. E há uma pessoa ao nosso lado que nos percebe, e nos ajuda. Não tenho dúvidas de que passámos (e sobrevivemos) estes dias, que também tiveram muitos bons momentos, mais fortes, mais unidos. Como uma família

Por André Lapa, originalmente postado em à Paisana,
autorizado para publicação em Up To Lisbon Kids®

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Entrada para o 1º Ciclo | Retenções no pré-escolar

O sucesso nos primeiros anos de escola prediz o sucesso escolar a longo prazo
 Rimm-Kaufman & Pianta, 2000

A entrada de um filho para o 1º ciclo é um momento muito importante na vida da criança e dos pais.

Os pais encaram esta mudança como uma transição do lúdico para o trabalho. “Agora é a sério”– Transmitem como se o período pré-escolar não fosse essencial para o amadurecimento da criança e o desenvolvimento das competências necessárias para prepará-los para este momento.

A criança passa agora a ser um aluno.

Cada vez mais, o bom desempenho escolar dos filhos faz parte das objetivos dos pais. Muito pais, acabam por elevar as expectativas e privilegiar o aluno em detrimento da criança. Se a criança é um bom aluno, muito bem. Se não é, está o caldo entornado. É-lhe exigido mais e melhor. É criada muita tensão à volta dos resultados escolares. Muitas vezes são-lhe atribuídas horas extras de trabalhos e actividades que não deixam tempo para descansar, muito menos para brincar. Todas estas sobrecargas físicas e emocionais podem levar a uma consequente diminuição do desempenho do aluno, e o aumento de uma baixa autoestima derivada do sentimento de falhanço perante os pais.

É essencial que os pais ajustem as suas expectativas em relação à escola, e que dêem tempo para que os filhos progridam. Não se esqueça, que as crianças absorvem todos os sentimentos e atitudes dos pais. Se os pais se apresentam stressados e ansiosos com a entrada no primeiro ano, também para elas esta transição será tensa, e com uma adaptação difícil, vindo a piorar a obtenção de bons resultados.

Crianças Condicionais

Em Portugal, “A matrícula no 1.º ano do 1.º ciclo do ensino básico é obrigatória para as crianças que completem 6 anos de idade até 15 de setembro. As crianças que completem os 6 anos de idade entre 16 de setembro e 31 de dezembro podem ingressar no 1.º ciclo do ensino básico se tal for requerido pelo encarregado de educação, dependendo a sua aceitação definitiva da existência de vaga nas turmas já constituídas (..)”[Despacho n.º 5048-B/2013]

Há umas décadas atrás, os pais de crianças de matricula condicional, ou seja, que completam os 6 anos entre 16 setembro e 31 dezembro, preocupavam-se em que os filhos não perdessem um ano letivo, apenas por terem nascido uns meses mais tarde do que as restantes crianças do mesmo ano civil.

Se não houvesse vaga no agrupamento de escolas da área de residência, dava-se a morado dos avós, dos tios ou outra pessoa qualquer. Escreviam-se cartas ao Ministro da Educação. Reuniam-se condições para inscrevê-los num colégio particular, mesmo quando o orçamento familiar não o permitia.

Porque nessa época havia uma certeza: perder um ano era atrasar os estudos.

Nessa altura, ainda não tinha sido criada qualquer relação entre o fraco desempenho escolar e a entrada precoce na escola.

Nos anos 80, Steve Biddulph, desenvolve uma teoria em que defende que atrasar estas crianças um ano para que iniciem a sua vida de estudante apenas após os 6 anos concluídos, será a opção mais benéfica para o aluno. Sugere que as crianças mais novas se sentem inseguras, ansiosas e inadaptadas. Que retê-las por um ano, proporcionando-lhes mais um ano de brincadeira, é uma boa forma de lhes dar uma vantagem em relação aos mais velhos. Que os pais, ficam menos tensos em relação a resultados, pois estão a apostar numa criança mais confiante mais autónoma e mais madura.

Muitas vezes, a diferença de idades entre crianças que frequentam a mesma turma é de quase um ano.

Steve Biddulph defende que os alunos mais novos não estão fisicamente, emocionalmente ou linguisticamente preparados. Muitas vezes não são suficientemente autónomos ou não têm maturidade para passar a esta fase. Refere ainda o facto de não terem as motricidades finas e motora desenvolvidas como os mais velhos, vindo apresentar-se como uma dificuldade acrescida no aprender a escrever, por exemplo.

Tais factos, vão reflectir-se na sua (não) progressão ao longo do ano letivo. Um desempenho escolar esforçado, sobrecarregado e com resultados medianos pode desenvolver outras características negativas na criança: a baixa auto-estima, falta de confiança, desinteresse escolar, isolamento etc.

Mas decisão de não colocar os nossos filhos na escola, e optar por retê-los, numa espécie de chumbo no último ano do pré-escolar,  nem sempre é fácil…

No entanto, é importante notar que, apesar da crescente popularidade dessa teoria, as opiniões não são unânimes no que refere benefícios a curto e a longo prazo da aplicação desta medida.
Reter uma criança, oferecendo-lhe tempo para amadurecer, também pode ter impactos significativos a longo prazo. Especialmente no que refere ao desenvolvimento emocional e autoestima da mesma.

Nos estudos que têm vindo a ser realizados, conclui-se:

  • O atraso no ingresso parece não ter quaisquer vantagens; pelo contrário, as crianças retidas apresentam autoconceitos diminuídos e atitudes negativas perante a escola . Revela-se ser uma metodologia ineficaz, e não se veio a verificar quaisquer diferenças nas competências académicas destas crianças após a retenção, para além de que contribuiu para a estigmatização social das crianças com dificuldades. (Carlton & Winsler)
  • Em vez de fornecer um impulso para o desenvolvimento do capital humano das crianças, esta teoria simplesmente adia a aprendizagem. A longo prazo não se verificam vantagens nesta opção, sendo que, o ano perdido já não se recupera. (Elder & Lubotsky )

Cada criança é uma criança

Todas as opções que tomamos relativamente aos nossos filhos têm sempre prós e contras. Numa situação como o desenvolvimento físico ou intelecto, não podemos pautar duas crianças diferentes por padrões como a idade.

Cada criança é única. Os pais devem tomar a sua decisão relativamente ao facto do filho estar ou não pronto para ingressar o 1º ano, tendo em conta as características da criança. Enquanto que para uma criança pode ser benéfico atrasar um ano, para outras pode ser prejudicial, por isso, deve tomar esta decisão de acordo com o perfil do seu filho. Não existe uma regra. Há de facto competências que se estiverem mais desenvolvidas podem ajudar a realizar esta transição de forma tranquila. Mas também há crianças que chegando aos 6 anos (quase 7anos)  ainda não têm estas mesmas competências desenvolvidas.

Idade cronológica e idade emocional

Também é importante lembrar que a idade cronológica nem sempre equivale a maturidade emocional ou mental, e que o tempo não é o único factor de desenvolvimento do seu filho. Na verdade, se há alguém que pode ajudar no desenvolvimento dos nossos filhos, somos nós, pais.

Se até à idade de ir para a escola os ensinarmos a brincar, se os estimularmos, se lhes lermos histórias, se fizermos atividades plásticas e atividades ao ar livre, eles desenvolverão muito mais a maturidade do que em qualquer ano extra na escola.

Sabemos que cada vez temos menos tempo para estar com os nossos filhos. Por isso temos de transformar este crescimento em momentos de qualidade realizando actividades divertidas, e que os ajude a crescer.  Partilhar do crescimento deles, e ter noção real das suas características e capacidades, é essencial para os ajudar na transição para o 1º ano.
Lembre-se, essa transição deverá ser um grande momento para os nossos filhos. Não um momento de stress e tensão para toda a família.

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Sopro cardíaco é uma manifestação sonora, audível, de um acontecimento mecânico que se passa dentro do coração ou dos vasos sanguíneos.
O coração é sobretudo um motor, onde circula um líquido que é o sangue.
Os motores em geral, são constituídos por peças, válvulas, tubos, cilindros, constituintes estes que quando em movimento geram sons.
Muitos destes sons identificamos desde crianças… o motor do automóvel, da mota, da máquina de lavar, da máquina de barbear do pai …
O coração, digamos que, é um motor a 2 tempos.
E faz o clássico: (pum, pum) … (pum,pum) … (pum,pum)…
O primeiro tempo é a admissão do sangue no coração, que quando acaba gera o “primeiro pum” (encerram as válvulas de admissão); o “segundo pum” corresponde ao fim do segundo tempo, a expulsão do sangue para a circulação (encerram as válvulas de saída).

Outro elemento que no coração pode gerar sons, é o próprio sangue em movimento.
Ora, assim como em uma máquina de lavar louça a trabalhar podemos perceber dois tipos de sons, o do motor propriamente dito, e o da água que circula, também no coração, além do som das válvulas, de que já falámos, se pode ouvir o sangue a passar, sobretudo na fase de esvaziamento, em que o sangue sai do coração com alguma velocidade.
Em geral as pessoas não ouvem o seu coração a trabalhar.
Para ouvir melhor é preciso amplificar os sons, como faz o médico com o estetoscópio.

Bom, mas afinal o que é que origina um sopro cardíaco?
A primeira noção a reter e que já foi dita, é que qualquer motor ou líquido em movimento, causa sons.
Se esse som é harmonioso, suave, mesmo musical, estamos, em presença, por exemplo, de um relógio suiço, de um motor BMW 5 novinho em folha, de um ribeiro de água cristalina na serra do Gerês, ou duma criança saudável com um sopro chamado de inocente…
Felizmente, em cada 100 crianças com sopro cardíaco, 99 tem um um sopro deste tipo.
O termo sopro não é o mais adequado talvez, mas é o que mais faz lembrar os sons que o coração emite, principalmente nos tais 1% de crianças que têm mesmo doença no coração.

Os Avós ficam quase sempre assustados quando o seu neto “tem um sopro” … e transmitem aos filhos, uma realidade sua, a de existirem há 50/70 anos atrás, muitas crianças com doenças cardíacas, à custa sobretudo de febre reumática, que felizmente, quase não existe já entre nós.
Por outro lado, dantes um sopro tornava-se num mistério que acompanhava a criança até mesmo ser adulto.
Hoje, com a tecnologia moderna, principalmente a ecocardiografia com Doppler a cores, rápidamente tudo se esclarece.

Um sopro numa criança saudável, é isso mesmo, mais um sinal de saúde.
A criança transpira energia, pula o dia todo, corre de alegria, só pára para dormir, e tem um sopro no coração…
Tem que ter um sopro! Como a criança é um todo, esta energia exige um coração forte e alegre!
A estes sopros chama-se sopros inocentes.
No dia-a-dia com os pais, eu prefiro chamar-lhes uma música (sopro musical) uma vibração (sopro vibratório), termos mais simpáticos e que não fogem à verdade…
A causa destes “sopros inocentes” são condições normais do desenvolvimento da criança:
– O coração está mais perto da parede do tórax: ouve-se tudo o que se passa lá dentro …
– Há no coração das crianças, uma maneira de crescer e estruturas próprias da idade (que infelizmente se esbatem com os anos …) e que, como a água num riacho que se alarga e aperta, desce e sobe, fazem com que o sangue emita sons ou vibrações agradáveis, quando passa por elas.
– Na criança pelos 2 , 3 anos, só o facto de ir ao médico as assusta e faz aumentar toda a energia com que o coração trabalha. A febre também tem o mesmo efeito e faz aumentar os sopros.
Os pediatras muita vezes não ligam a estes sopros, porque sabem que na criança é normal existirem… e é por vezes é outro médico que fala aos Pais no sopro…
Outra noção a reter, é que, se um sopro inocente é sinal de saúde, energia e juventude no coração, é bom que não se fique à espera que ele desapareça…
O tempo não perdoa, e num ápice os nossos filhos já não são jovens, e nós, ainda menos…

Há um grupo etário em que os sopros inocentes tem um significado um pouco diferente, são os recém-nascidos. Nesta idade trata-se mais de uma adaptação da circulação, que é diferente dentro do útero e depois de nascer. Muitas vezes, só pelos 6 meses está tudo estabilizado. De qualquer modo, para o bebé, isto passa-lhe ao lado pois são adaptações naturais.
No entanto, os recém-nascidos não deixam de ser um grupo mais sensível, sobretudo em termos de urgência, pois por vezes não é fácil para o médico distinguir adaptação circulatória habitual de doença cardio-circulatória.

Conclusão:
Quando o médico do bebé ausculta um sopro, por vezes pede a opinião de um especialista.
Eu recomendo sempre que a avaliação seja feita numa consulta de cardiologia pediátrica, em que o médico fala calmamente com os Pais, consulta o Boletim de Saúde, observa a criança, e,
(o mesmo médico) faz os exames complementares que achar necessários, em particular um ecocardiograma com Doppler a cores.
Isto não tem outro sentido senão o de se fazer a abordagem diagnóstica segura, com resultados mais fiáveis.
Não vale porém a pena para tanto stress por parte dos Pais, nem tanta urgência nestas consultas…
Senão, veja o seguinte “fluxograma”:
1 – A sua gravidez foi vigiada?
                         “Sim, e correu tudo bem.”
2 – Fez ecografias morfológicas?
(eventualmente até fez ecocardiograma fetal !)
                         “Sim, e estava tudo bem.”
3 – O bebé nasceu numa maternidade e fez uma avaliação médica antes da alta?
                          “Sim … e estava tudo bem.”
4 – Já foi ao pediatra alguma vez?
“Sim … e estava tudo bem.”

OK, OK, 99,9% de probalidade de o seu filho ter um coração excelente …

5 – Foi o pediatra habitual que lhe auscultou o sopro?
“Sim … mas só ao fim de 3 anos é que ouviu …”
(Volte à alínea 4…)
6 – “Não, foi um médico na urgência quando tinha febre…”
Há doenças graves que podem afectar o coração na criança.
Mas, se o seu filho é saudável, só tem daquelas doenças
esporádicas e transitórias, que lhe pegou o irmão ou apanhou
na creche, então descanse …
(Volte à alínea 4…)

Por fim, se o médico pediu mesmo uma avaliação por um especialista de coração de crianças, é melhor marcar consulta, mas “sem stress nem pressas”   🙂

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ZOH8jEN7H2I]

Por António J. Macedo, Médico Cardiologista Pediátrico, publicado originalmente no Blog Meu pequenino Coração,
Auitorizado para  Up To Lisbon Kids®

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Livro | Mãos à obra: cada casa a seu dono

Arquitectura? É fácil! Uma porta, duas janelas e um tecto. Este é um dos primeiros desenhos de uma criança: a casa.

Editado em Portugal pela Orfeu Negro, o livro apresenta obras de 11 arquitetos que exemplificam diferentes correntes na arquitetura moderna internacional, uma disciplina que “parece complicada, mas é absolutamente fascinante”, lê-se na introdução.

Neste livro, percorremos as casas mais marcantes da arquitectura contemporânea, desde o século XX até ao início do século XXI. Projectadas por alguns dos mais célebres arquitectos do mundo ̶ Lloyd Wright, Le Corbusier, Frank Gehry, Siza Vieira, Rem Koolhaas ̶ estas obras arquitectónicas revolucionaram o modo como hoje construímos e habitamos as nossas casas. Entre as obras apresentadas destacamos a Villa Savoye, de Le Corbousier, a Casa da Cascata, de Frank Lloyd Wright, e a casa de papelão de Shigeru Ban.

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O autor procura, assim, aproximar a arquitetura moderna dos leitores mais novos. “Cada casa tem uma particularidade. Algumas parecem esculturas, como a Casa Shroder [de Gerrrit Rietveld], outras foram feitas em paisagens belas, como a Casa Farnsworth [de Mies Van der Rohe]”
“Este livro fala sobre casas que existem. As crianças têm os seus sonhos sobre casas. Quando leem o meu livro percebem que há muitas outras possibilidades. É sempre interessante ter informação nova que nos inspire para novas ideias”, afirmou à agência Lusa Didier Cornille.
Didier Cornille não se poupa no recurso a termos específicos da arquitetura e explica, por exemplo, o que é o sistema de construção em betão armado denominado Dom-inó, inventado por Le Corbousier, fala em fachadas, pilares, vigas e paredes de sustentação. Acredita que é importante falar desde cedo de arquitetura com os mais novos. Afinal, as crianças têm noção do seu corpo no espaço e habitualmente isso acontece em casa, explica. “Esse é o ponto de partida da arquitetura”.

“Mãos à obra: Cada casa a seu dono” conta, na edição portuguesa, com o arquiteto Álvaro Siza Vieira, a propósito da Casa Beires, construída nos anos 1970, na Póvoa de Varzim.

TOUTES_LES_MAISON_PT_interior_final_1.pdf

“Encomendada pela família Beires, é um simples cubo colorido de betão, no centro de um lote de terreno. Mas parece que caiu uma bomba no meio da casa, e vê-se uma grande fenda na fachada cheia de janelas. Hoje, uma vegetação luxuriante invade o edifício”, lê-se no livro.

Nascido em Lille, França, em 1951, Didier Cornille é formado em Design e dedica-se há dez anos a escrever e ilustrar para crianças. Publicou mais dois livros para crianças e jovens que falam de arquitetura: “Tous les gratte-ciel sont dans la nature”, sobre arranha-céus, e “Touts le ponts sons dans la nature”, sobre pontes.

“Mãos à Obra: Cada casa a seu dono” valeu-lhe uma menção honrosa nos prémios da Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha, em Itália.

FICHA TÉCNICA
TÍTULO ORIGINAL Toutes les maisons sont dans la nature
TRADUÇÃO Maria Afonso
COLECÇÃO Orfeu Mini
ANO DE EDIÇÃO 2015
N.º PP. 96
FORMATO 25 x 17 cm
Preço On-line 13.41€

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Não é segredo nenhum que todos os pais querem que os filhos tenham um futuro promissor e que acreditam que isso passa por um bom desempenho escolar. Como reflexo da competitividade existente, hoje em dia, no mundo laboral, os pais projetam os seus receios e frustrações na criança e, na expectativa de aumentar as probabilidades de criar adultos bem sucedidos, muitos caiem na rasteira de ensinar os seus filhos a ler ou a realizar estratégias de cálculo aos 4 anos, acabando por ficar esquecido o que realmente é importante que uma criança dessa idade aprenda. A pensar nesta questão, deixo aqui 5 competências que pode e deve trabalhar com o seu filho no pré-escolar, para que tenha uma entrada na escola tão confortável, tranquila e produtiva quanto possível.

MOTRICIDADE FINA
A Motricidade fina é a capacidade de executar movimentos precisos das mãos e dedos com controlo e destreza. É uma das competências chave a ser desenvolvida desde tenra idade pois o seu desenvolvimento possibilita, à posteriori, bons resultados no desenvolvimento da aquisição da escrita.
Normalmente, aprender a escrever é associado a uma atividade mental, quando na realidade é uma atividade bastante física. O cérebro da criança pode perceber o conceito de escrita, mas se a motricidade fina não estiver suficientemente desenvolvida  terá muita dificuldade em desenhar as letras. Ensinar o seu filho a pegar corretamente numa caneta e fazer uso dela, pode dar uma vantagem significativa no inicio da escola.
Como trabalhar a motricidade fina?
Rasgar, recortar por uma linha, pintar sem sair dos riscos e fazer plasticina, são algumas das atividades que ajudam a desenvolver a motricidade fina. Quanto mais pequenos/curtos forem os movimentos, mais difícil será. Por isso, pode, por exemplo, pedir ao seu filho que faça um animal em plasticina. A seguir, a cama do animal, e depois a comida. O seu filho acabará por enrolar entre os dedos pequenas quantidades de plasticina aumentando com este exercício a destreza e os movimentos finos.

ESCUTA ATIVA
Uma das coisas mais difíceis que as crianças precisam de aprender é como escutar ativamente, ou seja, saber estar a ouvir. Devido ao avanço da tecnologia, hoje em dia as crianças são muito impacientes, pois estão habituadas a ter respostas de acesso fácil e rápido às questões que lhes aparecem. Por isso, quando estão sentadas numa sala a “ter que” ouvir um professor a falar, não é fácil para elas. Há uma grande probabilidade que se desconcentrem ates de ouvir o fim à primeira frase e entrem no mundo da lua.  Os conceitos básicos para saber ouvir são fazer contato com os olhos, não interromper e usar perguntas para esclarecer informações.
Como trabalhar a escuta ativa?
O primeiro e mais importante passo é saber ouvi-los também. As crianças, especialmente em idade de crescimento imitam tudo o que os pais fazem. Por isso, se for dada à criança a devida atenção enquanto fala, também ela responderá da mesma maneira. Conversar com eles e habituá-los a trocar impressões sobre os vossos dias. Contar histórias, com o livro virado para a criança, e dar espaço a que façam perguntas para garantir que perceberam e ouviram todo o conto.

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CRIATIVIDADE
Ser criativo não é só ser artista e fazer obras de arte. A criatividade tem a ver com a capacidade de conseguir interligar, saber relacionar conceitos. e gerar ideias novas e exprimir-se de uma fora original. É essencialmente, dar asas à imaginação e conseguir pensar fora da caixa. Estimular a criatividade nas crianças, é dar-lhes uma ferramenta valiosa para a vida.
Como estimular a criatividade?
Através da  brincadeira. Brincar ao faz de conta, em que a criança finge ser outra personagem qualquer, de preferência criada por ela, de forma a trabalhar melhor os detalhes da mesma e obrigando a um maior estímulo do imaginário. Imaginar cenários nas brincadeiras: “Agora aqui era a cozinha e esta era a mesa de refeições”. Utilizar acessórios e roupas para brincar, mascarar-se. Jogar à mímica.
Através do desenho. Brincar ao jogo “Acaba o desenho que comecei”, fazendo um rabisco aleatório que a criança tem de transformar num desenho; Fazer desenho livre, pinturas. Fazendo modelagem com plasticina ou barro. Criando os materiais que precisam em casa nomeadamente as plasticinas e tintas caseiras. Contar histórias e pedir-lhes que inventem um fim diferente. No fundo tudo o que se traduza em criação, originalidade, fantasia e imaginação será um bom mote para estimular esta competência.

CONCENTRAÇÂO
O excesso de estímulos a que as crianças estão sujeitas diariamente resultam numa fraca concentração para tudo o que requeira mais de 5 minutos parados a realizar uma tarefa. No entanto, desenvolver esta competência com peso e medida é não só uma mais valia a nível escolar, como a nível pessoal. Uma criança concentrada é mais calma, mais bem estruturada e capaz de aprender de forma fluída e sem grande esforço.
Como estimular a concentração?
Através de Jogos. Jogos com outras crianças, nomeadamente jogos de tabuleiro, que envolvam estratégias de raciocínio dão à criança a oportunidade de explorar o problema proposto de forma planeada, sistemática e ordenada. Puzzels, dominós e jogos de memória. Legos e jogos de construção. Jogos ao livre, nomeadamente o jogo da macaca, que não requer recursos quase nenhuns e exige coordenação motora, socialização, e ajuda no desenvolvimento de tolerância à frustração bem como, contato com limites e regras. Estes jogos ajudam a criança a agir de forma pensada e não impulsiva. Ouvir histórias ou um desporto de equipa são outras actividades que estimulam a concentração.

ORGANIZAÇÃO
Habituar uma criança a ser organizada desde muito cedo, trará não só benefícios a nível escolar como dará estabilidade emocional à criança. Porquê? Porque os nossos filhos sentem-se seguros na organização. As crianças gostam de saber o que vai acontecer a seguir. Quando uma criança sabe que  vai dormir a determinada hora,  já entra no “modo desligar” à medida que o horário se aproxima. A organização e as rotinas são um elemento fulcral para o bem estar de uma criança.A organização do seu espaço, ajuda-a a criar hábitos para que não se sinta destabilizada e assoberbada quando entrar para a escola. Ter uma secretária arrumada e com espaço para o material, nomeadamente as folhas, canetas, lápis, etc, é meio caminho andado para que a criança se habitua a trabalhar e a arrumar esse espaço, facilitando mais tarde a aquisição de hábitos de estudo.
Como trabalhar a organização?
Em primeiro lugar, através das rotinas de família. Ter a rotina de refeições e sonos bem definida é essencial para que a criança sinta necessidade de também ser organizada. Criar sistemas de caixas, por exemplo, para organizar os brinquedos, e insistir para que os arrume sempre após a brincadeira. Pode colar etiquetas com desenhos, ou nomes escritos: embora não saiba ler, a capacidade de uma criança decorar um nome é como decorar um símbolo. O mesmo em relação ao material escolar, quando acaba de pintar, arrumar os lápis para saber onde estão quando precisar deles.

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Bebé perfeitamente saudável nasce com saco amniótico intacto tendo sido aclamado peços médicos, um “milagre médico”!

As suas mãos e pés eram claramente visíveis, mas o bebé Silas Philips não parecia estar com pressa para entrar neste novo mundo!
Silas nasceu prematuro, com 26 semanas, no Centro Médico Cedars-Sinai, na Califórnia, EUA.
As fotos mostram Silas enrolado no interior dele com a placenta e o cordão umbilical, com as mãos e uma perna claramente visíveis. Enquanto o saco amniótico o envolvesse, ele ainda receberia oxigénio através da placenta, informou a reportagem da CBS.

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O saco amniótico é um “invólucro” de líquido claro no interior do útero, onde o feto se desenvolve e cresce. O líquido ajuda a proteger o bebé contra choques e danos, bem como fornecer-lhe fluidos para respirar e se alimentar. Ele também mantém uma temperatura constante para o bebé.

Normalmente o saco amniótico rompe antes ou durante o parto, e é popularmente conhecido como o ‘rompimento da bolsa’. Ou durante uma cesariana o cirurgião corta-o para retirar o bebé.

Os médicos dizem que a chance do saco amniótico permanecer completamente intacto após o nascimento é “ultra rara”. Foi um momento que deixou o Dr. William Binder perplexo. “Pode parecer clichê, mas suspendemos a respiração no momentos em que vimos”, disse. “Fiquei completamente incrédulo, e é daquelas imagens que me vou lembrar para toda a vida. Ele já tinha nascido há uns segundos, e ainda estava envolto na bolsa de águas, com a placenta e o cordão umbilical”, completou o médico, que depois de levar alguns segundos para acreditar no que via, começou a trabalhar na remoção de Silas de seu saco amniótico, fazendo-o respirar normalmente.

Chelsea, mãe de Silas, nem sequer se apercebeu da excitação que o nascimento do filho tinha causado, até ver a foto tirado pelo dr. Binder no seu telemóvel.

Ele estava em uma espécie de posição fetal e pode-se perceber como os braços e as pernas estavam enrolados. Foi mesmo interessante observar.. E quando eu ouvi que era realmente muito raro eu pensei: Oh meu deus, és mesmo um bebé muito especial!”, relatou a mãe após ver a foto do bebé no momento do parto.

Apesar de ter nascido de apenas 26 semanas, Silas está em ótimo estado de saúde. Os médicos acreditam que poderá ir para casa dentro de um mês.

A atriz Jessica Alba comentou este “milagre”, pois a sua filha Haven, também nasceu no interior do saco amniótico, em 2011. “O médico nunca tinha visto nada parecido.”, descreveu.

A experiência de Jessica inspirou o nome de Haven.

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fonte  DailyMail