A inclusão foi possível após “negociações com a indústria farmacêutica”, conforme revelou à Lusa fonte do Ministério da Saúde, adiantando que a medida custará ao Estado 2,5 milhões de euros, só em 2015.

A vacina Prevenar 13, que previne doenças como a meningite e a pneumonia, vai ser gratuita para as crianças nascidas a partir de 1 de junho, passando a integrar o Programa Nacional de Vacinação, anunciou hoje o Governo.

Esta vacina previne doenças provocadas pela bactéria pneumococo, como a pneumonia, meningite, otite e septicemia, entre outras.

Uma vez que a vacina passará a integrar o Plano Nacional de Vacinação (PNV) a partir de 01 de junho, e como as crianças só podem começar a recebê-la aos dois meses de idade, a vacinação será gratuita a partir de agosto deste ano.

Além das crianças, a Prevenar 13 será igualmente gratuita para “os adultos com doenças crónicas e considerados de alto risco, nomeadamente os portadores do vírus VIH e de certas doenças pulmonares obstrutivas, além do cancro do pulmão”.

Para a restante população, nomeadamente os adultos e as crianças nascidas antes de 1 de junho deste ano, o Estado vai comparticipar 15% do custo da vacina.

O acordo entre a Direção Geral da Saúde (DGS), o Infarmed e a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e a indústria farmacêutica será firmado quinta-feira.

Fonte Agência Lusa
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(Tempo de exames no secundário, os meus netos pedem-me ajuda para estudar português. Divertimo-nos imenso, confesso. E eu acabei por escrever a redacção que eles gostariam de escrever. As palavras são minhas, mas as ideias são todas deles. Aqui ficam, e espero que vocês também se divirtam. E depois de rirmos espero que nós, adultos, façamos alguma coisa para libertar as crianças disto.) Teolinda Gersão

Redacção
Declaração de Amor à Língua Portuguesa

Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia “ele está em casa”, ”em casa” era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito.”O Quim está na retrete” : “na retrete” é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos “ela é bonita”. Bonita é uma característica dela, mas “na retrete” é característica dele? Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.
No ano passado havia complementos circunstanciais de tempo, modo, lugar etc., conforme se precisava. Mas agora desapareceram e só há o desgraçado de um “complemento oblíquo”. Julgávamos que era o simplex a funcionar: Pronto, é tudo “complemento oblíquo”, já está. Simples, não é? Mas qual, não há simplex nenhum,o que há é um complicómetro a complicar tudo de uma ponta a outra: há por exemplo verbos transitivos directos e indirectos, ou directos e indirectos ao mesmo tempo, há verbos de estado e verbos de evento,e os verbos de evento podem ser instantâneos ou prolongados, almoçar por exemplo é um verbo de evento prolongado (um bom almoço deve ter aperitivos, vários pratos e muitas sobremesas). E há verbos epistémicos, perceptivos, psicológicos e outros, há o tema e o rema, e deve haver coerência e relevância do tema com o rema; há o determinante e o modificador, o determinante possessivo pode ocorrer no modificador apositivo e as locuções coordenativas podem ocorrer em locuções contínuas correlativas. Estão a ver? E isto é só o princípio. Se eu disser: Algumas árvores secaram, ”algumas” é um quantificativo existencial, e a progressão temática de um texto pode ocorrer pela conversão do rema em tema do enunciado seguinte e assim sucessivamente.
No ano passado se disséssemos “O Zé não foi ao Porto”, era uma frase declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e o enunciado é de polaridade negativa.
No ano passado, se disséssemos “A rapariga entrou em casa. Abriu a janela”, o sujeito de “abriu a janela” era ela, subentendido. Agora o sujeito é nulo. Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga? Evaporou-se no espaço?
A professora também anda aflita. Pelo vistos no ano passado ensinou coisas erradas, mas não foi culpa dela se agora mudaram tudo, embora a autora da gramática deste ano seja a mesma que fez a gramática do ano passado. Mas quem faz as gramáticas pode dizer ou desdizer o que quiser, quem chumba nos exames somos nós. É uma chatice. Ainda só estou no sétimo ano, sou bom aluno em tudo excepto em português,que odeio, vou ser cientista e astronauta, e tenho de gramar até ao 12º estas coisas que me recuso a aprender, porque as acho demasiado parvas. Por exemplo,  o que acham de adjectivalização deverbal e deadjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia, holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica, discurso e interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatatexto, prototexto, macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas conversacionais? Pois vou ter de decorar um dicionário inteirinho de palavrões assim. Palavrões por palavrões, eu sei dos bons, dos que ajudam a cuspir a raiva. Mas estes palavrões só são para esquecer. Dão um trabalhão e depois não servem para nada, é sempre a mesma tralha, para não dizer outra palavra (a começar por t, com 6 letras e a acabar em “ampa”, isso mesmo, claro.)
Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa. Mesmo sem querer, às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas flores no jardim. Ou : a gente vamos à rua. Puseram-me erros desses na frente tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros também os dizem na televisão. E também já não suporto respostas de cruzinhas, parece o totoloto. Embora às vezes até se acerte ao calhas. Livros não se lê nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens,ou pedaços de novelas. Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear. Nascemos curiosos e inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar tudo. As redacções também são sempre sobre temas chatos, com um certo formato e um número certo de palavras. Só agora é que estou a escrever o que me apetece, porque já sei que de qualquer maneira vou ter zero.
E pronto, que se lixe, acabei a redacção – agora parece que se escreve redação. O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impôr a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, só porque é grande e nós somos pequenos. A culpa é toda nossa, diz o meu pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos altos. Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos burros.
E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me perguntar: Ó João, onde está a tua gramática? Respondo: Está nula e subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito.

João Abelhudo, 8º ano, turma C (c de c…r…o, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática).

Escrito por Teolinda Gersão, escritora
publicado no Facebook da autora a 11.06.12

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Passaram três anos e estou farta de ti,
da maneira como abdicas de ser romântico, da forma como desistes de um amo-te quando te deitas, até do conteúdo vazio das nossas conversas quando nos sentamos à mesa e partilhamos o silêncio,
o amor quando nasce é para todos e é bom que saibas disso.

Passaram três anos e estou farta de mim,
de não conseguir fazer o que quero sem que tu estejas, de não ser capaz de dizer que não quando me pedes perdão, de ainda acreditar que um dia vais voltar a ser o homem que me conquistou um dia, de ainda esperar que numa manhã destas me acordes com um beijo e um abraço e me digas que a vida existe porque eu existo,
o amor quando nasce é para todos e é bom que saibas disso.

Passaram três anos e estou farta de tentar, de trabalhar como uma louca, de chegar a casa e ter de cozinhar, de tratar dos miúdos, de lavar a roupa, a louça, e de me deitar sem que tu estejas, a tua cabeça noutro lado qualquer,
onde foi que ficámos?, onde foi que nos deixámos ficar?,
não me serve este mais ou menos que nunca me serviu, ouviste bem?, não me serve este mais ou menos que nunca me serviu,
o amor quando nasce é para todos e é bom que saibas disso.

Passaram três anos e estou farta de fugir,
é tempo de fazer, de actuar, por isso saí mais cedo, peguei nos miúdos e aqui estou, a minha mãe percebe-me e recebe-me em paz, o meu pai percebe-me e recebe-me em paz, há um amor sem condições entre nós, aqui vamos ser felizes, os miúdos vão ter saudades tuas mas sempre existem os fins-de-semana, sei que és um bom pai, sei que vais perceber, vais chorar mas não tanto como eu, mas vais perceber que tinha de ser, há momentos em que tem de ser,
o amor quando nasce é para todos e é bom que saibas disso.

Passaram três anos e estou farta de não te querer,
que dias são estes quando tu não estás?, que coisa é esta que tenho no centro do peito quando percebo a absoluta inutilidade dos meus braços se não podem abraçar-te?,
tento outras pessoas, juro que tento, invento que aguentarei, que tudo não passa de uma dependência absurda que vai passar, entretenho-me a disfarçar as lágrimas quando saio à noite,
para que serve a música se não for para te definir?,
imagino onde estás e com quem estás, ontem ligaste-me por causa dos miúdos e as lágrimas caíram, não sei se notaste e estou-me bem borrifando se percebeste ou não, só espero que os venhas buscar cedo e que peças perdão mais uma vez, desta vez vou perdoar-te e dizer-te que sim, vamos tentar outra vez, vamos tentar todas as vezes,
para que raios serve o orgulho se não te puder apertar?,
sou uma mulher nova e tenho saudades da nossa rotina, dos nossos espaços vazios e dos nossos silêncios,
o amor quando nasce é para todos e é bom que saibas disso.

in Prometo falhar, a mais recente obra de Pedro Chagas Freitas.

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Como mãe tenho seguido atentamente o percurso escolar da minha filha, e foi com alguma surpresa que me apercebi do extenso programa curricular do 2º Ano e suas metas curriculares completamente desadequadas ao interesse das crianças.

No meu ponto de vista estas metas curriculares, que foram aprovadas no despacho n.º 5306/2012, de 18 de abril de 2012, são uma atrocidade cometida contra os direitos das nossas crianças. Verifico que o conteúdo programático ao invés de estar a ser lecionado a um ritmo adequado aos alunos, esta a ser “debitado a alta velocidade” para que se atinjam os objetivos programáticos, e sem qualquer preocupação para com a apreensão e consolidação dos conhecimentos que devem ser adquiridos.

Estamos a falar de crianças com idades entre os 6 e os 10 anos, e não de máquinas. Crianças que cumprem além de um horário escolar extenso, que trazem para casa trabalhos escolares extra, que lhe ocupam o resto do serão e o tempo lúdico em família, nas atividades extra-escola ou de lazer, que lhes dão prazer e também são importantes para o seu desenvolvimento físico, social e cognitivo fica comprometido.

As crianças de hoje serão os jovens do futuro, futuro esse que vejo seriamente comprometido, futuro esse onde a frustração irá reinar, porque a não obtenção de resultados irá comprometer jovens que terão um futuro escolar promissor completamente arruinado. Eu não quero a minha filha nesse leque de jovens; quero que a minha filha tenha gosto em aprender, em descobrir o mundo e que a sociedade a veja como um ser pensante, que se questiona, que levanta questões e não uma máquina de aquisição de dados para fins estatísticos, de ranking de escolas, por exemplo.

É no ensino do 1º ciclo que as nossas crianças vão adquirir as ferramentas necessárias, à vontade de estudar, de ir à escola e conseguir os melhores resultados, e com estas metas está-se a minar toda essa aprendizagem.

Acho que deveria ser do conhecimento de toda a população que este programas foram proposto por um grupo de professores Universitários, secundário, não havendo um único professor de ensino básico do 1º ciclo, esses sim com conhecimento teórico e prático da realidades das nossas crianças, para poderem realizar um programa adequado e funcional.
Por todos estes motivos e porque acho que vale a pena lutar pela Educação das nossas crianças, eu acho que estas metas têm que ser alteradas.
Sou a proponente de uma petição pública com esse sentido, se pensam do mesmo modo, assinem, e partilhem com o máximo de pessoas, vamos quebrar o silêncio, vamos dar voz às nossas crianças.

Assine aqui a Petição Pública para Alteração das metas curriculares do 1.º ciclo

Consulte Programa Matemática Básico | Metas Curriculares 14 Ago’13

Por Vânia Azinheira, sigam a evolução na página Alteração das Metas Curriculares do 1º Ciclo

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As mães são uma classe muito sensível.

Habituam-se a ser mulheres, amigas, conselheiras, orientadores de uma casa que transformaram em lar, confidentes, apaziguadoras, juízes e principalmente mães, e  talvez por isso sejam campeãs a atirar outras mães para o banco das rés no tribunal da maternidade. Porque a mãe é que sabe mas cada uma à sua maneira.

Esta geração de mães, na qual a minha mulher está inserida, é a mais irritante, competitiva e opinativa de todos os tempos. Hoje em dia, quando o tema são os filhos ou maternidade, a margem para fazer conversa sem que alguém se sinta ofendida é muito curta. Tem de se escolher muito bem as palavras usadas e com a quantidade de informação acessível na net (nem sempre fidedigna) e a troca de ideias nas redes sociais e fora delas, não há mãe que resista a não dar palpites sobre educação, maternidade ou amamentação a qualquer mamífero com uma cria ao colo.

Obviamente que não estou a dar novidade nenhuma quando vos digo que num grupo de mães não se pode sugerir que alguém está a fazer algo errado, ou não se pode insinuar que ser mãe a tempo inteiro não é um emprego a sério, nem que o leite adaptado é pior/melhor que leite materno. Não se pode sugerir que ter dois filhos é mais fácil que ter apenas um, e nem pensar em dizer que usar sling é melhor/pior que usar carrinho.

Algumas mães defendem-se com unhas e dentes, outras apenas se manifestam corporalmente – um suspiro mais prolongado, um revirar de olhos ou até um levantar de sobrancelhas. Nem on-line podemos fazer um comentário sem que tenhamos dezenas de mães assustadoras de olhos postos no post (ou comentários menos próprios…)! O melhor mesmo é abstermo-nos de comentar.

Infelizmente, quando também somos pais, é quase impossível não falar sobre o tema, e não estamos, obviamente, imunes a meter o pé pela argola.

A pensar nisto fiz uma pequena lista das coisas que se pode dizer a qualquer mãe sem gerar “fricção”:

  1. Bom dia
  2. São tão giros!
  3. Sim
  4. Deixa estar que eu agarro a porta
  5. Estão tão crescidos!
  6. Estás ótima!
  7. Como é que consegues fazer tudo?
  8. Como achares melhor.
  9. Grátis
  10. Mais vinho?

E é, basicamente, isto. Porque as mães são uma chatas. E ter filhos é uma chatice. O que não quer dizer que não valha a pena.

Aliás, os miúdos são fantásticos. Bem… os meus são fantásticos! Os teus são irritantes e indisciplinados e não sabes educa-los.

Desculpa,

Quero dizer “Estão tão crescidos”
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Me9yrREXOj4]

 

Baseado e adaptado por Up To Lisbon Kids®
do original 
The Only 8 Things You Can Safely Say to Parents, publicado no Scary Mommy

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“vai para o Castigo”

 

Ai, o meu menino não se está a dar bem na escola, entrou há uma semana e já está sozinho na carteira e tem caras amarelas ou vermelhas nas fichas diárias de avaliação. Vou leva-lo a um psicólogo, não pode ser, coitadinho do meu menino. 

Ouço várias vezes este comentário sendo que a última foi este fim de semana e o meu pensamento é sempre o mesmo: e os pais falarem com a criança e procurarem compreender o que se passa?

Não, nada disso. Os pais assumem verdadeiros atestados de incompetência parental porque no fundo têm medo de errar e acham que têm de ser outros, e de preferência psicólogos, a resolver questões que são da sua única responsabilidade, que deviam ser resolvidas na família, em conjunto. Porque os psicólogos é que sabem, porque o meu filho(a) só pode ter uma doença qualquer e nem pensar que a criança possa precisar de algum tempo para se adaptar, que haja algo que não goste, que se sinta desacompanhada porque os pais não falam com ele(a). Não, hoje em dia, tudo é uma doença qualquer para a qual há comprimidos milagrosos.
As crianças sentem medo do desconhecido, sentem-se inseguras e com medo de falhar. A entrada num infantário ou na escola, seja no primeiro ano, seja em outros anos, é sempre um momento stressante e angustiante para a criança. Depois, dependendo da personalidade de cada um, da forma como foram educados/habituados a lidar com questões novas, a reação vai sendo diferente.
Há os que vão em frente, não querendo demonstrar o que sentem e remoem ou choram num canto em silêncio.
Há os que exteriorizam tudo e choram todos os dias à porta da escola.
Há os que se sentem revoltados e descarregam o seu mal-estar nos professores e nos colegas.
Há muitas reações para o mesmo sentimento: medo do que não se conhece, medo de falhar e de ser castigado.

A primeira abordagem tem de ser sempre feita pelos pais com calma, muita paciência e muito carinho.  Têm de conversar com os vossos filhos, não há outra forma, ouvir o que eles sentem com a mente aberta, aceitar o que eles vos dizem – ainda que tenham de ouvir o que não queriam – apoia-los e incentiva-los tantas vezes quantas sejam necessárias. É preciso compreender que o mau comportamento é revelador de problemas profundos que têm de ser tidos em conta o mais rapidamente possível para que não evoluam para situações mais graves. Não é castigar por mau comportamento que se evita que o mesmo se repita. É preciso entender o porquê de um determinado comportamento e perceber o que pode ser feito para que não se volte a repetir. Castigos em excesso só aumentam mais ainda os comportamentos indesejados. 

Os pais são quem melhor sabe o que é melhor para os seus filhos. Todos temos a capacidade para os ajudar, mas hoje em dia, muitos pais parecem não acreditar nisto, ou então com medo de falhar e preferem que seja outra pessoa, que nem sequer conhece a criança que tem à sua frente, a resolver questões que são da competência dos pais.
Vou partilhar convosco algumas dicas:
  • Lembrem-se como eram quando tinham a idade do vosso filho e como se sentiram quando entraram para a escola. Peçam ao outro pai para fazer o mesmo. Quase de certeza que vão encontrar semelhanças entre comportamentos que vocês tiveram e que os vossos filhos estão a ter.
(Exemplo e eu e o marito fomos crianças reservadas, que não gostavam de confusão, que não tinham muitos amigos e que nas aulas queriam tudo bem feito e nem pensar em ter mau comportamento. Está bom de ver que o pimpolho é igual: é pacato, não gosta nada de colegas turbulentos, quer tudo bem feito e só quer ter caras verdes na folha de avaliação).
  • Ouçam os vossos filhos. Sabem porque é que temos dois ouvidos e uma boca? Para escutarmos mais do que falamos. Digam-lhe que vos podem contar tudo, mesmo tudo, porque vocês querem e podem ajuda-lo.
  • Não gritem, não ameacem com mais castigos, não lhe digam que são maus (podem pensar isto tudo e sentirem-se frustrados, mas não o verbalizem).
  • Encontrem sempre o lado positivo e tentem caminhar de forma a encontrar soluções. Sejam assertivos, comecem com regras simples.
  • Expliquem-lhes quais as consequências do comportamento (exemplos: os amigos vão afastar-se deles, não vão ter ninguém com quem brincar, a professora fica triste com esse comportamento, os pais ficam tristes com as caras amarelas ou vermelhas).
  • Se a falha é vossa, aceitem-na e façam tudo para corrigir o vosso erro.  É muito importante que reconheçam e peçam desculpa aos vossos filhos. Vocês não têm de ter imagens perfeitas perante os vossos filhos, não é vergonha nenhuma mostrar que se errou, aliás só assim vocês podem fazer com que eles admitam os erros deles.
  • Falem com o(a) professor(a) e procurem soluções em conjunto.

O mais importante é que percebam que são os responsáveis pelos vossos filhos, que não há fórmulas mágicas, que não há teorias que sejam leis, que ninguém conhece melhor os vossos filhos ou que vai operar milagres.
Tudo se resume à família: num ambiente de diálogo mutuo, de abertura, de acompanhamento desde os primeiros meses de vida dos nossos filhos, de estabelecimento de regras desde pequenos, tudo acaba por fluir.

Claro que problemas vão sempre existir, mas se houver alguns destes alicerces será mais fácil corrigi-los.

Por Inês Sousa,  publicado originalmente no Blog Singularidades de uma gata amarela
autorizado para Up To LIsbon Kids®

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Muito se tem escrito sobre as mães e o amor incondicional que nutrem pelos seus filhos. Fui filha, hoje sou mãe e também avó e o amor que me liga aos meus filhos e neta é tal e qual um “cordão umbilical”, que jamais conseguirei cortar.
Mas … preciso de afirmar com gritos de alma que as mães nunca envelhecem e muito menos… morrem.

Permanecem em nós por toda a eternidade manifestada nos momentos em que as incertezas nos assaltam e aí …
São elas que estão, permanentemente, esperando por nós para nos orientarem com a sua experiência vivencial através do tempo, nos darem colo e afagando a nossa cabeça com palavras recheadas de magia, que nos devolvem o “está tudo bem“, amparando-nos para que possamos ganhar novamente equilíbrio, sentindo que nunca estamos sozinhas.

As mães vão colecionando anos, às vezes, enganando o tempo com uma alma feita de alegria, outras vezes, vestem-se de um “está tudo bem“, porque …uma mãe sabe de cor como apaziguar o coração dos seus filhos.

São as mães que orientam os seus filhos na arte de amar e penso, que toda uma vida será escassa para essa aprendizagem.
Uma vida inteira não chegaria para (des)escrever o meu sentir, sempre que pronuncio “minha mãe“.
De todas as vezes que nos perdemos nos questionamentos da vida, na escuridão das dúvidas, são sempre elas que nos abrem as portas necessárias para encontrarmos as respostas.

Para ti, mãe, mesmo ausente, continuas a ter o teu lugar em mim, aquele lugar especial onde te coloquei no primeiro sopro de vida e que é exactamente igual àquele aonde me tens a mim.

Por Inês Climaco
para Up To Lisbon Kids®

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Como pais, precisamos de estar conscientes da importância das negociações e dos acordos que fazemos nas relações familiares.
O desejável é que as partes envolvidas se sintam satisfeitas e realizadas para que a relação seja profícua.

Uma relação que só favoreça o nosso lado e ignore as necessidades quer do nosso parceiro quer dos nossos filhos pode parecer ideal naquele momento, mas nunca o será a longo prazo.

A definição de toda e qualquer relação faz-se em termos de reciprocidade e as decisões a que chegamos são o produto do processo de negociação que levamos a cabo uns com os outros. Conscientemente ou inconscientemente estabelecemos processos de negociação em cada uma das nossas relações. Isto acontece constantemente em todas as famílias. Negociamos regras, a distribuição de poder, os níveis e padrões de comportamento, os objetivos, as práticas e os ritmos da nossa família.
Já pensou que cada vez que tentamos influenciar, persuadir, manipular ou dirigir uma pessoa ou um grupo, envolvemo-nos em processos de negociação? Sempre que tentamos conciliar diferenças, gerir conflitos, resolver disputas e até mesmo quando estamos a criar alterações numa relação, acabamos por negociar tudo!
As capacidades de negociação desempenham uma função da maior importância no nosso sucesso e na nossa eficiência, como tal é preciso ensinar aos nossos filhos estas competências desde muito cedo.

Vejamos, negociar ou impor?

1. Conheça o seu interlocutor
O primeiro passo consiste em avaliar os tipos de personalidade com que estamos a lidar. Esta informação irá dizer-nos o tipo de abordagem a adotar.

Exemplo: Se tiver um filho rebelde, não será aconselhável abordar as negociações usando a força ou o excesso de autoridade. Desta maneira não fará mais do que criar resistência. O melhor é fazer com que o seu filho aceite uma ideia comum e passe a sentir que a ideia também é dele.

Também é importante que os seus filhos aprendam os fundamentos mínimos de um processo de negociação, porque é uma aptidão essencial para a vida.
Quando há qualquer tipo de disfunção no seio de uma família, é fácil tanto para pais, como para filhos, interagirem como se fossem inimigos. Batem com as portas e soltam palavras de raiva porque as emoções estão à flor da pele. Num ambiente explosivo perde-se a noção de que os pais e os filhos se amam e precisam uns dos outros. Quando negociamos com os nossos filhos não devemos amedrontá-los, assustá-los ou intimidá-los, porque o nosso acordo com eles é um acordo para a vida.

Nas negociações familiares o objetivo não é um dar e receber instantâneo, trata-se de um processo de grande fôlego. Quando conduzimos um processo de negociação com os nossos filhos devemos fazê-lo numa posição de compreensão para que eles conservem intacto o seu sentimento de respeito para consigo próprios.

2. Não hesite
Muitos pais e filhos recusam sentar-se à mesa das negociações por causa dos fantasmas de outras tentativas falhadas. Se esforços anteriores foram mal conduzidos, o regresso à mesa negocial pode ser acompanhado de muita relutância.
Exemplo: Se as suas negociações na infância com os seus pais tiverem sido experiências de confronto, não recue no tempo, decida-se a fazer melhor com os seus filhos.
O fator mais importante de um processo de negociação é o facto de ambas as partes envolvidas desejarem a respetiva resolução.

3. Não Imponha a sua vontade
Umas das queixas mais frequentes que tenho ouvido por parte dos filhos é que se sentem impotentes nas negociações com os pais. Muitos também consideram que os pais exercem a disciplina e tomam decisões arbitrariamente.
Todos queremos ser ouvidos e que os nossos sentimentos sejam tidos em consideração mesmo quando não somos os donos da casa ou quem dita as regras da família. As crianças desenvolvem-se melhor em situações ordenadas, com limites previsíveis. Porém ao mesmo tempo gostam de ter um sentimento de autodeterminação dentro desse enquadramento.
Gostam de saber que podem conquistar determinados direitos e privilégios se fizerem o que se espera delas. As crianças desejam ter a sensação de que possuem algum poder ou alguma capacidade de criar aquilo a que dão valor. Se sentirem que a posição dos pais é fechada e que não são capazes de os influenciar no que quer que seja por mais que digam ou façam nesse sentido, com toda a certeza se desligarão deles e descobrirão uma outra maneira, certa ou errada de conseguirem o que querem.
Por vezes, quando se sentem incapazes e impotentes no seio da família, as crianças percebem que é mais fácil pedir desculpas do que autorização.
Se estiverem convencidas de que a forma de pensar dos pais é irrevogável, de que nunca hão-de conseguir o que querem, terão toda a probabilidade de achar que não t~em nada a perder se ignorarem as regras e simplesmente fazerem aquilo que desejam.
É importante que os seus filhos percebam que os pais estão de mente aberta às negociações e dispostos a olhar para a frente e não para o passado. Quando os miúdos sentem que os pais os ouvem e têm em consideração as suas dúvidas, medos e preocupações, a sua autoconfiança e autoestima crescem.

E não se esqueça: “ O consenso é a negociação da Liderança”.

 

Ana Alvarinho, Psicóloga e Coach Familiar, Anny@Home
Para Up To Kids®

 

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Por trás de cada criança difícil há uma emoção que esta não sabe expressar

infância é o período da vida humana desde que se nasce até à puberdade/adolescência. Quando falamos de infância tendemos a identifica-la como uma fase despreocupada da vida. Mas o ser criança, por si só, não protege ninguém dos traumas emocionais que muitos enfrentam, tais como a adaptação a uma nova escola, o bullying ou até mesmo violência doméstica (isto para não falar das questões próprias do crescimento). A capacidade de superar estas adversidades depende das habilidades de resiliência de cada um.

resiliência é um conceito psicológico (…), definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas – choque, estresse etc. – sem entrar em surto psicológico. (Wikipédia)

Resiliência não é uma qualidade inata e não é genético, embora possa haver uma tendência genética que pode predispor a ter um “bom caráter”. Resiliência é algo que todos podemos desenvolver ao longo da vida. Algumas pessoas são resistentes porque tiveram nos pais ou alguma referencia muito próxima um modelo a seguir, outros desenvolvem o seu caminho sozinhos, o que significa que tiveram de ultrapassar adversidades, sentir o gosto do fracasso e nunca ter desistido. À beira do abismo, deram o seu melhor e desenvolveram as habilidades para enfrentar os vários desafios da vida.

A boa notícia é que a resiliência aprende-se. A resiliência desenvolve-se.
Construir a resiliência pode ajudar os nossos filhos a gerir o stress e sentimentos de ansiedade e de incerteza, a aprender a enfrentar adversidades de peito erguido e ter uma maio capacidade para lidar com a desilusão. No entanto, ser resiliente não significa que a criança não venha a sentir desgostos e angustias. A dor emocional e a tristeza são comuns quando sofremos algum trauma ou perda pessoal, ou mesmo quando se trata de uma perda de outra pessoa.

Desenvolver a resiliência é uma jornada pessoal e cabe a nós pais, ensinar e orientar os nossos filhos na sua jornada. Ficam aqui 10 dicas úteis para criar crianças resilientes:

  • Fazer amigos
    Ensine ao seu filho a importância de uma amizade. O que é a empatia e como se partilham as tristezas dos amigos. Encoraje-o a ser amigo do seu amigo. É importante ter uma rede familiar forte que o ajude a superar as suas angústias. Fique atento ao que se passa na escola para que não se isole. Relacionar-se com outros miúdos fortalece a capacidade de resistência. Insira-o em grupos: quer seja um grupo religioso, de escuteiros, ou um grupo de desporto.
  • Ajudar os outros
    Ensine-lhe a importância de ajudar alguém. Crianças que se sentem “postas de parte” podem tornar-se mais confiantes se ajudarem os outros. Sugira que se faça um brainstorming na sala de aula para perceber como em conjunto podem ajudar os outros. Ensine-o a fazer voluntariado apropriado para a sua idade. Peça-lhe que o ajude em pequenas tarefas para que se sinta mais útil.
  • Rotina Diária.
    Estabelecer uma rotina diária é extremamente importante para uma criança se sentir segura. Saber o que vai acontecer a seguir transmite-lhe confiança. Encoraje o seu filho a criar também ele a sua própria rotina (A arrumar a mochila, a organizar o meterial depois de estudar, etc.)
  • Fazer uma pausa.
    Toda a regra tem uma exceção. Embora seja importante manter uma rotina, andar a “toque de caixa” e estar sempre a cumprir horários pode ser contraproducente. Ensine o seu filho a abstrair-se dos seus focos de preocupações. Esteja ciente das coisas que o seu filho vê e ouve, quer sejam notícias, internet ou até conversas de adultos que ele não tenha maturidade para compreender, e lhe cause alguma preocupação ou medo.
  • Cuidar de si próprio.
    Seja um bom exemplo e transmita-lhe a importância de fazer refeições completas e nutritivas, de fazer exercício e de descansar. Certifique-se que o seu filho tem tempo para brincar e tempo de ócio para relaxar. Cuidar de si próprio e ter tempo de brincadeira vai ajuda-lo a saber lidar com situações stressantes que possam aparecer.
  • Criar metas e Objetivos.
    Ensine o seu filho a criar objetivos realistas e a alcança-los. Trabalhar na direção dos objetivos propostos mesmo que lentamente, ser encorajado a continuar, e elogiado pelos seus pequenos feitos, ajuda a construir resiliência e a ser capaz de enfrentar novos desafios. Na escola, em objetivos a longo prazo, dividir tarefas e transformar em objetivos a curto prazo mais fáceis de alcançar. Para que sintam o sabor da vitória em pequenas doses e continuem a ser esforçados.
  • Desenvolver a autoestima.
    Ajude o seu filho a recordar-se de situações difíceis que ele ultrapassou com sucesso, e mostre-lhe como essa aprendizagem lhe deu bagagem para lidar com outros desafios futuros. Que está preparado e que consegue. Ensine-o a ter confiança em si próprio para tomar decisões e resolver problemas. Ensine-o a compreender o humor das situações e a capacidade de saber rir de si próprio. Na escola, ajude as crianças perceber que o seu bom desempenho contribui para o bom desempenho da turma enquanto um todo.
  • Ser Otimista.
    Ver o copo meio cheio é um dos segredos das pessoas resilientes. Ajude o seu filho a ter uma visão otimista e positiva. Isso vai ajuda-lo a ver as coisas boas da vida e continuar mesmo nos momentos mais difíceis. Irá aprender a não desistir assim que uma situação se torne mais difícil ou mais complicada. Na escola, usar a História para mostrar que a vida segue em frente mesmo depois de acontecimentos marcantes.
  • Conhecer-se a si próprio.
    Muitas vezes é perante adversidades que as pessoas aprendem a conhecer-se. Ensine o seu filho que perante uma situação menos boa pode e deve aprender a conhecer-se a si próprio. Na escola, pode propor uma discussão sobre, o que as crianças aprenderam depois de enfrentarem uma situação complicada.
  • Aceitar as mudanças.
    Tornar-se adaptável. Mudar, muitas vezes pode ser assustador para crianças e adolescentes. Ajude seu filho a ver que a mudança é parte de vida e novas metas podem substituir metas que se tornaram inalcançáveis. Na escola, mostrar como os alunos mudaram conforme foram passando de ano, e falar sobre o impacto dessa mudança.

Fonte APA

Traduzido e adaptado por Up To Lisbon Kids®
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Costuma dizer-se que os homens são todos iguais.

E os pais? Será que se pode afirmar que, também, são todos iguais? É sabido que, se uns são severos, outros são mais descontraídos. Uns são sérios e mantêm sempre a compostura, outros são brincalhões, pregam partidas e estão sempre prontos para jogar ou brincar com os miúdos. Uns dedicam mais tempo à família, outro dão (ou têm de dar) preferência ao trabalho. Mas a pergunta que se impõe é, será que os homens enquanto pais partilham as mesmas preocupações? O mesmo discurso para os filhos?

Deixamos aqui 15 frases que acreditamos que todos pais dizem aos filhos:

  1. Quando eu tinha a tua idade… ou,  No meu tempo…

    Sempre, no início de qualquer sermão. Está para os sermões como o Era uma vez para a histórias de fadas.

  2. Isto não é o portão da quinta!

    Quando alguém bate a porta do carro ou de casa com um bocadinho mais de força do que aquele mísero encostar que o pai faz.

  3. Sabes lá o que é cansaço! ou, Sabes lá o que é trabalhar!

    Sempre que um filho se queixa de estar cansado ou ter muitos trabalhos de casa! Sim porque o único que sabe o que é trabalhar lá em casa… é o Pai!

  4. Só te faz é bem!

    Sempre que os miúdos se queixam de qualquer coisa: de algum trabalho que tenham tido, algum esforço que fizeram, ou até da molha que apanharam quando começou a chover no caminho para casa. É a regra do “O que não te mata, faz-te mais forte

  5. Não me faças parar o carro.

    Quando vão a implicar uns com os outros no banco de trás, a empurrar-se, a beliscar-se ou simplesmente com uma birra qualquer sem sentido. É desta que o Pai encosta o carro e deixa um ou dois no Km 8 da autoestrada.

  6. Enquanto viveres debaixo do meu tecto…

    Quando os miúdos querem fazer alguma coisa à sua maneira, ou chegar a casa nos horários que lhes apetece. Este chavão os pais usam mesmo que os filhos já tenham 30 anos. Desde que ainda vivam debaixo do tecto dos pais, é sempre válida

  7. Estás de castigo… 6 meses! Ou 6 anos! Ou para sempre!

    Normalmente os pais não são muito realistas a aplicar castigos. “Estás de castigo. Nunca mais sais à noite!” – Hummm?? Como assim? N-u-n-c-a não será tempo a mais?

  8. O dinheiro não cresce nas árvores!

    Sempre que os miúdos pedem para comprar mais um pacote de cromos, sempre que perdem mais um par de sapatilhas na ginástica, sempre que deixam brinquedos espalhados a estragarem-se, enfim… Sempre que o pai sente o império ameaçado

  9. Não se come no carro!

    O automóvel é que não! Até já podem ter rebentado com a casa toda, mas o carro tem de andar impecável!

  10. Juízo!

    Juízo e cabeça fresca, são as palavras de ordem de qualquer pai preocupado com uma saída dos filhos!

  11. Sozinha? Nem pensar!

    E não mesmo. Nem que o pai vá também para que os outros miúdos saibam que não és orfã!

  12. Os outros não são meus filhos…

    Esta sai sempre que os miúdos se tentam defender com  o argumento de comparação “Mas os meus amigos também fazem assim!

  13. Agora, está a dar o jogo…

    Quando os filhos pedem qualquer coisa ao Pai. Obvio que está a ver o jogo…. E parece que há jogo todos os dias! Irra!!

  14. Vai perguntar à mãe!

    A resposta mais usada dos pais, a seguir à:

  15. Onde é está a mãe?

    No sitio do costume, mas é sempre mais fácil perguntar que procurar!