Um dos meus filhos é extremamente criativo. A sério, ele nem sequer chega a ser mentiroso, é mesmo criativo. Próprio da idade, os amigos, por vezes, chamam-lhe mentiroso. É já um clássico eu chegar ao colégio e virem confirmar comigo as histórias que  lhes conta. “É verdade que o João vai ter um gato?”. “- Sim, é verdade”, confirmo. “E que o gato vai ter uma mochila cósmica e vão viajar juntos no tempo?” ” – Hum… Ora então vamos lá saber: Existem mochilas cósmicas que nos permitem viajar no tempo?” – “Não!” ” – Então esqueçam essa parte!”

Acho graça que não tenham a capacidade de distinguir o que é inventado daquilo que é real. Receio até, que o meu filho também acredite nas suas próprias histórias!

Já quando era mais novo, os desenhos realizados no colégio sobre o fim de semana, nunca correspondiam à verdade, mas sim a algo bastante mais interessante do que aquilo que tinha feito. Ou era uma pesca em alto mar, ou tinha ido a uma corrida de cavalos, ou até a um concerto de musica Rock aos 4 anos! E o mais engraçado é que a Educadora achava de facto que tínhamos fins de semana muito preenchidos!

A pesquisar sobre o tema, e a tentar perceber o porquê desta necessidade ou vontade de desancorar da realidade, encontrei este texto na Revista Crescer , que me deixou bastante mais descansada.

Criativo, mas com memória de elefante! Deixa-lo crescer fora da caixa. Tem tempo para ser quadrado o resto da vida!

“Seu filho é desses que vivem inventando histórias? Diz que foi a lugares que não foi, que comeu coisas que não comeu, que passeou por lugares onde, na verdade, nunca esteve? Ela conta que leu livros que nunca nem tocou?

Sim, é natural que os pais se preocupem quando surpreendem a criança contando uma mentira. Mas pesquisas apontam que esse “talento” para inventar  lorotas não é, de todo, ruim. Um estudo publicado no Journal of Experimental Child Psychologyconstatou que crianças que são boas em mentir tem uma melhor memória de curto prazo, principalmente sob o aspecto verbal. Isso porque é preciso ter certa habilidade para inventar histórias, sustentá-las sem cair em contradição e ainda convencer seu interlocutor pelos detalhes.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão ao realizarem um teste com crianças entre 6 e 7 anos. Eles propuseram aos pequenos um jogo de perguntas e respostas. Havia três cartas, cada uma com uma pergunta de um lado e a resposta no verso, ilustrada por um desenho. Os pesquisadores faziam a pergunta e as crianças deveriam respondê-la, se soubessem. Na última carta, a questão se referia ao nome de um personagem de um determinado desenho que… nunca existiu. Ou, seja as crianças jamais poderiam acertar a resposta. No entanto, antes de os pequenos terem a chance de contestar essa última questão, o pesquisador saía da sala por um momento – enquanto isso, as crianças eram gravadas.

Foram avaliadas as respostas de todas essas crianças que espiaram a carta enquanto o pesquisador não estava na sala e, portanto, responderam corretamente à questão. A qualidade da mentira foi avaliada pela riqueza de detalhes que cada criança deu. Alguns até disseram coisas como: “Esse é o meu personagem favorito, assisto todo sábado, então, conheço os personagens”.

Essas crianças que mentiram melhor também alcançaram notas mais altas nos testes de memória. Para os pesquisadores essa vantagem ficou evidente pela forma desenvolta com que os melhores mentirosos responderam. “É preciso muito esforço mental para manter em mente o que você sabe que disse, o que você acha que o pesquisador sabe e planejar uma maneira de não ser pego”, comentou a autora do estudo Tracy Alloway.” in Crescer

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No outro dia, fui beber café com uma amiga que também foi mãe há pouco tempo e, a dada altura, ela comentou que o seu bebé era muito tranquilo, não dava trabalho nenhum, mas que não lhe dava muito colo para não o habituar mal. Não querendo de algum modo julgar a forma de pensar da minha amiga (até porque cada mãe faz o que acredita ser melhor para o seu bebé e o que funciona melhor no seu seio familiar), não pude deixar de ficar a matutar no assunto.
Verdade seja dita, lembro-me de ouvir, não especificamente por parte da minha família, mas ao nível da sociedade em geral, esta máxima.
Contudo, a nossa bebé nasceu e o desejo de a segurar, sentir, abraçar, cheirar foi imediato! Ainda na maternidade, passou muito tempo no nosso colo… E também no colo dos familiares e amigos que nos visitaram… O que é que toda a gente quer fazer quando vai conhecer um recém nascido? Pegar-lhe ao colo!
Em casa, damos-lhe colo sempre que chora, para adormecer ou pura e simplesmente porque queremos dar-lhe mimos e interagir com ela.
Ficam guardadas na memória e no coração as tardes de chuva e de frio, em que ficamos juntas à lareira, de corpinho tão pequenino, a dormir enroladinha no meu peito!
Ficam guardados no seu inconsciente, acredito que tornando-a mais confiante e tranquila, os momentos em que acorro ao seu choro e a conforto no meu colo. Ou os momentos em que a seguro entre os braços e a levo a passear ao nosso quintal, a encho de beijos, repito os sons do seu palrar ou lhe retribuo o sorriso. Acredito que o meu colo, a fará crescer a sentir-se amada e correspondida!Gostaria de usar mais o sling e o pano que me emprestaram, mas tenho problemas graves de coluna e não aguento muito tempo.
Não é contudo, por isso, que lhe é alguma vez negado o colo. Se me doem as costas por estar de pé, há sempre a opção de lho dar sentada ou de chamar o reforço que dá pelo nome de Pai.

Se acredito no vício do colo? Não.
Acredito que a minha bebé possa ser uma criança mais exigente, mas também acredito que saiba que o mundo é um local bom, no qual pode confiar. Que sinta que nele existem pessoas constantemente preocupadas com o seu bem estar, dispostas a dedicar-lhe atenção e a minorar o seu desconforto sempre que possível.
O que pode haver de negativo nisto?
Porque é que existe o mito de que o excesso de colo?
Qual é a tabela ou unidade de medida que parametriza a quantidade/tempo/qualidade do colo a dar a cada criança?
O que define que o colo pode ser prejudicial?
É preciso que da nossa parte, exista uma grande disponibilidade, é um facto. Mas quando decidi ser mãe, fi-lo no meu todo, de corpo, coração e alma. Foi por isso que não fui mãe mais cedo, quando o meu ser estava ainda demasiado disperso em tantas outras coisas da vida.Um dia a minha bebé não será mais bebé. Um dia a minha bebé não quererá mais colo.

Até esse dia, eu vou aproveitar! Sempre que possa.

Sofia, do blog Cá em casa somos três, adaptado por Up To Kids®
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Confesso que já tinha lido qualquer coisa sobre o tema. Sendo uma pessoa muito gráfica, a imagem chamou-me a atenção. Guardei nos favoritos para ler mais tarde com calma. Obviamente o link ficou lá esquecido até ao dia em que  recebo uma mensagem via FB de uma colega de faculdade. “Olá! Lembras-te de mim? Manda-me o teu contacto!”  Era a Susana. Claro que me lembro dela! Está parva?! A Susana é uma daquelas pessoas determinadas. Discreta mas focada. Começamos a falar e diz-me: “Já conheces o meu Jogo?” Confesso que me lembrei logo do link do INCLU a secar nos meus favoritos, mas como sou perita em meter o pé na argola, e já não falávamos há tanto tempo que não arrisquei. “Qual jogo?” Claro! Era o INCLU.

A Susana teve a (brilhante) ideia de criar um jogo para crianças e queria que fosse um jogo didático e inclusivo. Três anos mais tarde apareceu o INCLU. Inclusivo no sentido de:

  • poder ser jogado (de forma divertida, claro) por todas as pessoas portuguesas (por ora) dos 3 aos 99, e que promovesse a socialização entre as gerações e os pares, sendo que as cartas podem ser lidas no alfabeto português, Braille e língua gestual portuguesa.
  • envolver várias áreas de desenvolvimento, trabalhando competências como a criatividade, a abstração, a concentração, a memória, a matemática, a estratégia, a orientação espacial, o raciocínio, a socialização, a motricidade fina e ampla, a psicomotricidade, a Perceção visual, a Perceção auditiva, e a Perceção tátil.
  • agregar um conjunto variado de jogos e atividades, designadamente, jogos de letras, de palavras, de mímica, do tato, de memória, de correspondências, da cabra cega, entre outros.

INCLU resultou do fruto de um trabalho conjunto, com crianças, jovens e adultos, com e sem deficiência, e técnicos de várias áreas e de várias entidades, em que todos os detalhes foram pensados e testados e estão validados pelas entidades competentes.

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O primeiro jogo INCLU é subordinado ao tema Cores. O jogo INCLU Cores, foi lançado no passado dia 17 de dezembro na Fundação Calouste Gulbenkian e contou com a presença da ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, da Casa Pia de Lisboa, da FPAS – Federação Portuguesa das Associações de Surdos, da Psicólogos, entidades que apoiaram o desenvolvimento do jogo, da FNE, da SCML, da AFAS, da Gulbenkian, entre outras entidades, que desde o início deste projeto enalteceram as potencialidades do INCLU, enquanto instrumento lúdico, didático e pedagógico, e que, por esse motivo, participaram no lançamento do primeiro jogo da marca INCLU.

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Descrição
INCLU Cores é um jogo que traz um conjunto variado de jogos e de atividades, muito divertido, cheio de novos desafios e com dinâmicas diferentes.
Através das suas inovadoras cartas de jogar e em cada um dos jogos vais ter de usar a visão, os gestos, o tato, a fala e/ou a audição para formares palavras do e associadas ao tema.

Junta os teus amigos, os teus irmãos, os teus pais, os teus avós ou o teu professor e, em casa, na praia, no jardim ou na escola, começa esta aventura.

Torna-te o grande vencedor do jogo INCLU Cores .
Diverte-te!

Mais informação em INCLU

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Tenho inúmeras memórias das férias grandes. A maioria delas giram em torno da fé, família e das nossas  tradições.

Na verdade, quase não tenho memórias de infância que incluam presentes. Lembro-me perfeitamente do ano em que recebi uma bicicleta, outro que eu e o meu irmão recebemos uma Nintendo, e de todos os anos receber meias dos meus avós. Mas tirando isso, as minhas memórias de receber presentes são bastante escassas. O que me fez pensar … o que é que podemos dar aos nossos filhos que lhes fique na memória para o resto da vida?

Aqui fica a minha lista

35 Presentes que os seus filhos nunca esquecerão

  1. Afirmação. Às vezes, uma simples palavra de afirmação pode mudar uma vida inteira. Certifique-se que seus filhos sabem o quanto os valoriza. E relembre-lhes sempre que possível!
  2. Arte. Com o apoio da internet, toda a gente pode criar. O mundo só precisa de mais pessoas com espirito artístico! Ensine o seu filho a ter gosto pelas atividades “faça você Mesmo” e a ser autodidata.
  3. Desafio. Incentive os seus filhos a sonhar. O céu é o limite. Se sonhar o, aparentemente impossível, irá procurar alcançar objetivos acima das suas expectativas. Até os pais ficarão surpreendidos com o que ele consegue fazer.
  4. Compaixão / Justiça. A vida não é justa. E nunca será, porque há muitas variáveis. É matemático. Mas se houver alguma injustiça passível de ser alterada, eu quero que eles sejam os primeiros a querer corrigi-la
  5. O contentamento. A necessidade de ter sempre mais é contagiosa. É um vício. Portanto, um dos maiores presentes que pode dar aos seus filhos é ensinar-lhes a ficarem satisfeitos com o que têm … mas não com o que são.
  6. Curiosidade. Ensine seus filhos a fazer perguntas sobre quem, o quê, onde, como, porquê e por que não. “Para de fazer tantas perguntas!” são palavras que nunca devem sair da boca dos pais.
  7. Determinação. Um dos fatores determinantes no sucesso de uma pessoa é a força de vontade. Mostre-lhe o que é a persistência e determinação.
  8. Disciplina. As crianças precisam aprender tudo, desde o gatinhar, até a ter comportamentos adequados, relacionar-se com os outros, como obter resultados, e como alcançar os seus sonhos. A disciplina não deve ser evitada nem retida, mas sim consistente e positiva.
  9. Incentivo. As palavras são poderosas. Tanto podem criar como podem destruir. Escolha as palavras cuidadosamente de forma a criar pensamentos e caminhos positivos para os seus filho.
  10. A fidelidade. A fidelidade no casamento inclui mais do que apenas a parte física. Inclui o nosso olhar, a nossa mente, o coração e a alma. Demonstre o seu amor pelo seu marido/mulher à frente dos seus filhos. Eles nunca irão esquecer.
  11. Ver o lado positivo. Ajude os seus filhos a ver o copo meio cheio. A ver o lado positivo da vida, e das pessoas que conhecerem.
  12. Generosidade. Ensine seus filhos a serem generosos. A generosidade propaga-se!
  13. Honestidade e integridade. A honestidade é uma qualidade que devemos transmitir aos nossos filhos desde crianças. Assim, haverá uma maior probabilidade de se tornarem adultos honestos e íntegros. E os adultos honestos tendem a sentir-se bem consigo próprios e a desfrutar melhor das suas vidas, evitando situações de stress e dormindo melhor à noite.
  14. Esperança. A esperança é saber e crer que as coisas vão melhorar. Dá-nos força, resistência e determinação. E nos tempos desesperadamente difíceis da vida, alavanca-nos.
  15. Abraços e beijinhos. Uma vez ouvi a história de um homem que disse ao seu filho de 7 anos de idade que ele já era muito velho para beijinhos. Parte-me o coração sempre que penso dele. Fiquem a saber que os filhos nunca são velho demais para receber carinho, e demonstrações de amor por parte dos pais!
  16. Imaginação. Se aprendemos alguma coisa ao longo dos últimos 20 anos, é que o mundo está em constante mudança e evolução. E as pessoas criativas não são as que sofrem com isso: são as que fazem parte desse processo!
  17. A intencionalidade. Eu acredito fortemente na vida intencional e parentalidade intencional. Abrande o ritmo. Considere quem você é, para onde vai, e como vai lá chegar. E faça o mesmo para cada um de seus filhos.
  18. Colo. É o melhor lugar de todo o mundo para ler um livro, contar uma história, ou apenas conversar. E está mesmo à sua frente o tempo todo.
  19. Aprendizagem ao Longo da Vida. A paixão por aprender é diferente de aprender na escola. Esta aprendizagem começa em casa. Ler, brincar, fazer perguntas, analisar e expor. Por outras palavras, aprender a amar através da aprendizagem.
  20. Amor.
  21. Refeições juntos. As refeições proporcionam uma oportunidade única para o relacionamento. Uma família que não faz refeições junta não cresce junta.
  22. Natureza. As crianças que aprendem a apreciar o mundo à sua volta, aprendem também a cuidar do mundo à sua volta. Nós como pais, ensinamos os nossos filhos a arrumar as suas coisas dentro de casa. Não deveríamos ensinar também a arrumar fora dela?
  23. Oportunidade. As crianças precisam de experimentar coisas novas para que possam perceber aquilo que gostam e aquilo em que são boas. E ao contrário da crença popular, tudo se experimenta com pouco dinheiro.
  24. Otimismo. Os pessimistas não vão mudar o mundo. Os Otimistas, sim. Pelo menos eu acredito que sim, e os meus filhos também.
  25. Paz. Sim, não somos nenhumas Misses e sabemos que ao nível mundial é impossível. Mas em pequenas coisas ao nosso redor, fará toda a diferença.
  26. Orgulho. Comemore as pequenas coisas da vida. Afinal, são os pequenos feitos que um dia se tornam em grandes conquistas.
  27. Espaço para asneirar. Crianças são crianças. Isso é o que os torna únicas e divertidas e que nos rebenta com a paciência. Dê-lhes espaço para experimentar, explorar e asneirar.
  28. Auto-Estima. As pessoas que aprendem a valorizar-se são mais propensas a ter autoconfiança, e auto-estima elevada. Como resultado, eles são mais propensos a se tornarem adultos que respeitam seus valores e a cumpri-los mesmo quando ninguém mais está a observar.
  29. Sentido de Humor. Rir com seus filhos todos os dias. Com eles, para eles e rir deles ou de si.
  30. Espiritualidade. A Fé eleva a nossa visão do universo, do nosso mundo e das nossas vidas. E ajuda-nos a aceitar com mais facilidade situações imprevisíveis.
  31. Estabilidade. Um lar estável são os alicerces para uma vida estável. As crianças precisam de reconhecer o seu lugar na família, saber em quem podem confiar, e saber quem está sempre disponível para elas.
  32. Tempo. O presente do tempo é o presente que você nunca pode voltar ou ter de volta. Então, pense com cuidado sobre quem (ou o que) está a receber (ou consumir) o seu.
  33. Atenção exclusiva. Talvez isto possa ajudar: Desligue e volte a ligar.
  34. Singularidade. O que nos torna diferentes é o que nos torna especiais. A Singularidade não deve ser escondida. Deve ser exibida e explorada. Todos somos diferentes. Ajude-os a descobrir quem são.
  35. Uma casa acolhedora. Saber que têm sempre as portas de casa abertas é muito gratificante no crescimento dos filhos. E a sua casa? Transborda a uma casa com vida?

Claro, nenhum desses presentes estão à venda na sua loja de departamento local. Mas, eu acho que essa é a questão.

Por becomingminimalist, traduzido e adaptado por Up To Kids®

Nota: Todos os textos traduzidos, adaptados e publicados pela Up To Kids®, obtiveram autorização prévia do autor e/ou foram comprados os direitos dos mesmos.

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Cá em casa, não acreditamos na velha máxima de que “chorar é bom para os pulmões” (há com cada ideia!).
E, por isso, respondemos ao choro da nossa bebé com amor, prontidão e, mais ou menos paciência – somos humanos e nem sempre temos a disponibilidade mental e emocional que gostaríamos.
Não será isso que qualquer pai faz? Não será o choro do bebé biologicamente programado para ser tão difícil de suportar que qualquer pessoa se sente impelida a reagir de imediato?
 A verdade é que há muita literatura, ora de autores desconhecidos ora de pediatras de renome, que defende que não podemos responder sempre aos “caprichos” dos bebés, ensinando até métodos para treinar o seu choro.
Eu decidi escrever este texto há uns dias atrás, quando uma amiga que está grávida, me falou entusiasmada de um destes métodos. Seria qualquer coisa deste tipo: de cada vez que o bebé chorasse, dever-se-ia aumentar o tempo de resposta e gradualmente o bebé deixaria de chorar “sem razão” e aprenderia a autocontrolar-se.E porque é que não concordo com isto?

Em primeiro, porque não acredito que um bebé chore sem razão.  O choro é a sua forma de nos comunicar as suas necessidades, por vezes, depois de já ter tentado fazê-lo através de outros sinais, sem ter sido compreendido ou correspondido. E, por necessidades entenda-se fome, fralda suja, sono, ou qualquer outra coisa (igualmente importante) de que sinta falta ou que o esteja a incomodar.
Quantas vezes a minha bebé chora com verdadeiras lágrimas a escorrerem-lhe pela cara, parando de imediato e substituindo-as por um rasgado sorriso quando a seguro ao colo? Algumas! Chorava sem razão? Não! Chorava porque sentia saudades do meu abraço, ou queria sentir o meu calor, ou estava farta de estar na espreguiçadeira e queria ver o mundo da minha perspetiva, ou porque tinha uma dor qualquer que desapareceu quando se distraiu, ou porque… Enfim, na maior parte dos casos não o saberei. Mas sei que alguma coisa foi e, mesmo que a mim não me pareça importante, para ela sê-lo-á certamente e merece ser respeitado.

Em segundo lugar, não acredito que um bebé aprenda a autocontrolar-se. Acredito que deixe de chorar por cansaço e para não despender mais energia num comportamento que não está a ter resposta.
No caso especifico da minha bebé, se não houver resposta ao seu choro, este tem tendência a aumentar. Penso que com os outros bebés seja semelhante. Para um método desses resultar, creio que será necessário muito sofrimento da parte do bebé.
Imaginem-se na pele de um bebé. Desconfortáveis, e sem saber quanto tempo esse mal estar poderá durar.  Ou até se será para sempre. Esta dependente de outra pessoa para tudo deve ser terrível!

Então mas a minha bebé nunca chora? Isso era o sonho de qualquer pai (ou vendo bem, talvez não, pois seria sinónimo de que algo não estava bem na capacidade de comunicação do bebé)… Chora.
E eu consigo sempre evitar que o faça? Não. Há situações, em que pela força das circunstâncias, é inevitável.
Se a coloco no ovinho e não vou logo para a rua, chora. Contudo, eu tenho de fazer aquelas coisas necessárias antes de sair de casa, que não me são possíveis com ela ao colo.
Se estamos a jantar e ela chora, comemos num ápice, levantamo-nos à vez para tentar distraí-la, mas ainda assim durante esses instantes ela chora. Estou desejosa que se possa sentar numa cadeira da papa para nos acompanhar nas refeições, pois esta é uma situação muito recorrente…
Quando lhe coloco a fralda, às vezes, ela sente-se incomodada e chora. Mas eu não posso, ou pelo menos ainda não me convém, deixá-la andar de rabo ao léu!

Acredito que respondendo às suas necessidades, estou a criar uma criança mais confiante. Confiante na sua forma de comunicar com os outros, e se for compreendida antes do choro tanto melhor, o que terá impacto na forma como estabelecerá relações. Confiante no mundo que a rodeia, sentindo-o como um lugar bom, o que terá repercussões na sua curiosidade e capacidade para atuar sobre ele…
E uma criança confiante tem já meio caminho percorrido para ser uma criança feliz! Não é isso que todos queremos?

Sofia, do blog Cá em casa somos três, para Up To Kids®

Tanis Jex-Blake, uma corajosa mãe de 5 filhos, num dia de calor foi para a praia de biquíni – coisa que não fazia há 13 anos –  desde o nascimento do filho mais velho. Qual não foi a sua surpresa quando se apercebeu que um grupo de pessoas estava a olhar e a comentar as estrias da sua barriga.

“Às tantas ouvi ”Oh meu Deus, olhem para aquilo, que nojo! Aquilo é repugnante!” comentou Tanis.

Tanis foi para casa e, pelo caminho, escorriam-lhe as lágrimas pela cara abaixo. Quando chegou publicou no FB uma fotografia da sua barriga depois de ter filhos com o seguinte comentário:

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“Lamento que a minha primeira ida à praia de biquíni no últimos 13 anos vos enoje.
Lamento que a minha barriga não seja lisa e rija.
Lamento que a minha barriga esteja coberta de estrias.
Mas não lamento que o meu corpo tenha crescido, protegido, alimentado e parido 5 fabulosos, saudáveis, inteligentes e maravilhosos seres humanos.
Peço desculpa que o meu corpo de 33 anos e 56 Kg vos tenha ofendido tanto ao ponto de me apontarem o dedo, de se rirem de mim, e de fingirem que me davam pontapés enquanto gesticulavam na minha direção. Mas eu tenho de vos dizer, que enquanto olhava para os vossos corpos perfeitos e jovens, só conseguia pensar:
“Que façanha tão espetacular terão estes corpos feito?”
Também quero que saibam que me mantive de cabeça erguida enquanto vocês me gozaram e humilharam na praia, e fingi que não me afetou nada, mas eu chorei no carro a caminho de casa.
Obrigada por me terem estragado o dia. São pessoas como vocês que conseguem que o mundo seja um lugar menos apetecível.
Não consigo deixar de sentir pena das mulheres que um dia vão carregar no ventre os vossos filhos e se vão tornar “nojentas” aos vossos olhos enquanto os seus corpos mudam durante este milagre a que gosto de chamar gravidez.
Eu só espero que um dia, vocês se apercebam que as minhas “cicatrizes de guerra”(estrias) são algo de que uma mulher se deve orgulhar, e não envergonhar”

 

fonte FB de Tanis Jex-Blake

imagemcapa@ Jade Beall

LUNA PARQUE EM PIJAMARAMA | Kalandraka Editora Portugal | M3 | lúdico e interativo

Nós já tínhamos o “Nova Iorque em pijamarama” que desde que entrou na nossa casa se tornou num dos livros favoritos dos miúdos . É um livro cuja história se conta por imagens, e as imagens criam ilusões ópticas de movimento. É em tudo diferente daquilo que as crianças estão habituadas a ver e a ler. Eles é que movem a folha de acetato dando a ilusão de movimento quando e onde querem: para cima, para baixo, mais depressa , mais devagar, conforme queiram. Um livro que nunca se torna repetitivo e que os mais pequenos adoram. O Luna Parque em Pijamarama é ainda mais divertido: todas as possibilidades mas num parque de diversões! 

SINOPSE
E UPA! Vamos lá dar uma volta!
Já cheira a pipocas… Não acham?
ENA! Tantas luzes, tantas músicas, tanto alarido…
toda a gente parece estar a divertir-se.

O pijama às riscas do protagonista de “Luna Parque em pijamarama” é a roupa ideal para brincar com uma antiga técnica de animação, desenvolvida em França no século XIX: o ombro-cinéma. Fazendo deslocar a grelha de acetato por cima da página ilustrada produz-se um surpreendente efeito ótico. O artista visual Rufus Butler Seder foi um dos pioneiros na sua aplicação ao mundo dos livros, mas Michaël Leblond e Frédérique Bertrand elevaram a fasquia, logrando um design moderno e atrativo, com imagens a cores.

Esta fantástica aventura decorre, enquanto todos dormem, num parque de atrações muito especial, onde tudo está em movimento: os carrinhos de choque, as barraquinhas do tiro ao alvo, a montanha-russa… Página a página, levados por um delicioso cheiro a pipocas e a algodão-doce; somos envolvidos pelas luzes multicores, pela música e pelo bulício, recriado à base de onomatopeias e combinações tipográficas.

 

FICHA TÉCNICA
Texto, ilustrações e design de MICHAËL LEBLOND FRÉDÉRIQUE BERTRAND
Tradução de ANA M. NORONHA
Encadernação especial. 24 x 32 cm. 26 pág.
Preço 15 €.
Contém grelha em acetato.
ISBN 978-989-749-010-1.
Livros para Sonhar.

 

Como muitos de vós já sabem, circula pela internet uma petição que se dirige a nós, pais, da seguinte forma:
Pais e cidadãos unidos contra a proposta da CONFAP para anos letivos de 11 meses de aulas e a favor de uma mudança do sistema de ensino primário e secundário que beneficie os nossos filhos”.  Para quem não sabe, a CONFAP, é a Confederação Nacional das Associações de Pais.

Posto isto, e sem qualquer ponta de pretensiosismo, esta Plataforma entendeu fugir dos lugares comuns e dos “sound bytes” da indignação fácil e de plástico.

Nesse sentido, procurou ouvir a voz do “condenado à morte da semana transata” pelo que passamos a transcrever integralmente uma comunicação da CONFAP, que nos foi amavelmente enviada, para que de forma esclarecida cada um possa tirar as suas ilações.

“A nossa opinião sobre a Escola (porquê, para quem e como) está no nosso site.

O que veio a público na CS foi na sequência das declarações do conselho de Escolas que defendeu mais uma pausa letiva no 1º período sem mais, quando todos reclamam a falta de tempo para os programas. As nossas crianças e jovens já nem respiram em face da concentração e intensidade da carga letiva e testes com que são assoberbados diariamente durante os períodos de aulas.

Por isso, o que dizemos, desde de há anos, é que o ano letivo deve ser bem programado e com antecedência. Às Escolas deve ser possível planear, organizar e funcionar nas melhores condições, sem pressões desnecessárias e imprevistas, desde o primeiro dia de funcionamento que deve ser no início de Setembro, até ao último dia de funcionamento que acontece no fim de Julho. O Serviço Público Educativo tem que responder com qualidade às necessidades e expectativas de todas as famílias.  

Não é de agora que o dizemos, a missão da Escola do Séc. XXI já não é (não pode ser) apenas a função de ensinar. Hoje tem que ter uma função social e educativa, imprescindível para uma sociedade promotora de equidade. Engloba (deve incluir) por isso muitas atividades não letivas e muitos profissionais não docentes,  por exemplo as expressões distribuídas pelas diferentes áreas disciplinares ao longo do ano, o que nos exige outra capacidade de gerir.

Defendemos a autonomia das escolas e das comunidades, respeitando diferentes interesses, mas sem nunca por em causa o superior interesse da criança.

Para isso, lá vem à colação o debate sobre a “revolução na educação”.
Percebemos bem o que está em causa com toda a desinformação que alguns tentam passar. Não é inocente a tentativa de tentarem confundir Escola com aulas.

Mas também sabemos que o que dissemos foi bem percebido, como aliás o demonstrou o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa na sua intervenção semanal de Domingo na TVI há 8 dias. E também não ignoramos que uma nova organização do ano escolar, ou seja a Escola do Séc. XXI que tantos  reclamam e ninguém tem a coragem de alterar, põe em causa um status quo que a poucos interessa manter.

Podemos mesmo dizer que concordamos e temo-lo debatido, com os pontos II, IV, V, VI e VII da petição em causa.

Porque acreditamos que estamos a defender o superior interesse da criança e do jovem, no seu direito a uma Educação de Qualidade, permita ainda acrescentar que aquando do início do seu mandato, o Sr. MEC apresentou as alterações aos programas, retirando a educação cívica e outras atividades educacionais das escolas. A CONFAP foi a única das instituições presentes, e estavam lá associações de professores e sindicatos, que se opôs por considerar que o aumento de carga letiva não é a solução. Eventualmente mais um sinal da hipocrisia que chegamos a referir.

Nunca defendemos e nunca falamos em 11 meses de aulas ou nos referimos a um só tempo de férias. Como atrás é dito, temos defendido a necessidade de profissionais que sejam capazes de trabalhar com as crianças e com os jovens, sem que seja necessariamente num ambiente de sala de aulas onde, aliás, muitos pretendem que os seus alunos sejam estátuas e a quem ensinam como se fossem um só. Criticamos mesmo o modelo de edifício de escola que ainda hoje construímos, baseado quase exclusivamente em salas de aulas, sem espaços para desenvolvimento de novas metodologias de ensino/aprendizagem, de debate e de experimentação. 

Queremos uma Educação plena da pessoa e dos valores, mas é preciso tempo, espaço e meios para essa missão em conjunto com as comunidades e o envolvimento das famílias.

Este é um tema que dá um grande debate, mas tem de ser feito de forma séria e onde as crianças e os jovens sejam a principal preocupação e possam, também elas, dizer o que pensam da educação que lhes é ministrada.

Procuramos ser e manter a nossa coerência na defesa de uma Educação de Excelência e de um serviço público educativo de qualidade que responda às necessidades das famílias.” –  Jorge Ascenção- Presidente do Conselho Executivo da CONFAP

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Mães que correm … muito!

A Maria é uma inspiração para qualquer pessoa mas ainda maior para todas aquelas mulheres muito activas que dizem não conseguir ter tempo para o exercício físico desde que foram mães.

“Corro para estar sozinha…”

Foi há um ano que Maria Pinto Coelho começou a RUN IS A GIFT. O objectivo foi sempre motivar e auto-motivar-se para a corrida! Depois de 5 filhos, começou a correr para ficar em forma mas um dos seus objectivos foi também, preservar a sua sanidade mental no lufa-lufa do dia-a-dia!

Entre deixar um filho numa actividade e ir buscar os outros à escola, corre. Mas corre mesmo: Deixa um e corre uns 5 kms, vai buscar outro e corre mais 5 e entre as esperas, corre outros 5! Tudo isto e ainda arranja maneira de os ajudar com os trabalhos de casa e até criar o dia de jogos no qual passam o dia a jogar jogos de mesa em família.

Aos poucos apercebeu-se que, como ela, muitos outros partilham desta mesma paixão. Paixão que não tem idade, sexo, tamanho ou crença, todos podem correr desde que adaptem o esforço à sua condição física.

“Sinto-me agradecida por cada corrida. Sou uma sortuda por poder correr e agora sei que Run is a Gift!”

A Run IS a GIFT surge desta paixão pela corrida. É uma marca desportiva onde podemos encontrar todo o tipo de produtos relacionados com a corrida. Surge também da necessidade de criar soluções práticas e confortáveis para o dia-a-dia destes desportistas.

 

Descobri o FlipBelt numa maratona em Dublin e não tive dúvidas. Tinha de trazer a representação para Portugal!”
Foi a Maria que trouxe o FLIPBELT para Portugal.

 

flipbelttodos

Foi a Maria que me apresentou ao FLIPBELT, algo que se tornou INDISPENSÁVEL nas minhas corridas e caminhadas. O FLIPBELT é um cinto tubular com várias aberturas, nas quais podemos guardar o telefone, chaves, cartões de crédito e até moedas. É seguro e confortável, de fácil acesso, lavável à máquina, leve e está disponível em várias cores e tamanhos. Não só podemos utilizá-lo durante os treinos como também para ir passear o cão, fazer uma caminhada, um passeio de mota ou de barco, levar os documentos quando estivermos fora do país, nos concertos e festivais de música, etc.

No início de 2015 lançou o desafio “Correr 100 dias em 2015” e o sucesso tem sido de tal forma que conta nesta altura com mais de 19.000 participantes que vão partilhando as suas vitórias.

Escrever sobre a Maria faz-me ter vontade de calçar JÁ os ténis e arrancar para uma corrida!

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Também prometo falhar…

Quando soubemos que vinhas a caminho,  tivemos muitas decisões para tomar.

Primeiro decidimos que queríamos que viesses e que fizesses parte das nossas vidas.
Decidimos e escolhemos, que íamos mudar a nossa vida, por ti. Porque queríamos que existisse uma maior parte de nós, e essa parte serás tu!
Decidi que teria que me alimentar melhor e com mais cuidado, porque afinal, agora também te alimento a ti. E tu és mais importante! Quero que cresças forte e saudável, e não deixo que te falte nada!

Eu e o pai, escolhemos uma boa médica para acompanhar o teu crescimento e para te trazer ao mundo.
Escolhemos e decidimos onde é que irás nascer.
Decidimos fazer a recolha de células estaminais e esperamos que nunca tenhas de saber o que isso significa. Talvez quando o pensares em faze-lo para os teus filhos, mas até lá, esquece isso, são coisas parvas…
Decidimos de que cor pintar o teu quarto, de que cor seria a tua cama.
Decidimos que roupas te iríamos comprar, e que sapatos te ficariam bem.

Decidimos quanto tempo vais ficar em casa comigo (e eu contigo), e em que escola te vamos confiar.

Decidimos onde é que íamos ver aqueles vídeos que nos mostram como estás a crescer dentro da barriga da mãe. E gostamos tanto de te ver. O pai adora ouvir o teu coração. Diz que é o seu motor. E neste momento é o que nos move.

Queríamos que tivesses um nome importante, bonito, doce mas forte. Decidimos qual seria o teu nome.

Escolhemos que não te vamos forçar nenhuma religião. Decidimos dar-te o espaço para definires quem és e no que acreditas. Quando decidires faremos como quiseres, és livre para acreditar e dedicar-te ao que quiseres e nós apoiamos-te.
Decidimos aquilo que te queremos ensinar, e o que queremos que aprendas sozinho.
Escolhemos e decidimos milhares de coisas, e estamos constantemente a decidir e a escolher.
Esperemos que estejas de acordo com pelo menos algumas das nossas escolhas. Todas elas foram pensadas no acreditamos ser o melhor para ti.
Quero que saibas, que nada é imutável, e estaremos sempre dispostos a mudar o que decidimos sempre que o queiras.

Porque eu e o pai estamos mais perdidos que nunca. Tentamos, e vamos sempre tentar mas não fazemos ideia se estamos a tomar boas decisões. Não sabemos se vais gostar ou querer assim. Não sabemos se estamos a falhar. Mas prometo-te, estamos a tentar! Estamos perdidos na maior aventura das nossas vidas e um dia, também tu, irás perceber.
Há vários meses que decido tudo a pensar em ti.
Prometo falhar, mas prometo nunca deixar de tentar.