Os blocos escalonados são óptimos para brincar e para aprender. Tratam-se de blocos de construção coloridos e de vários tamanhos, existentes em quantidades iguais. Permitem desenvolver a criatividade, competências matemáticas, nomeadamente de lógica, cálculo e proporção, desenvolver o raciocínio, e tudo isto enquanto a criança brinca.

Ora aqui ficam algum exemplos de Jogos que se podem fazer com os blocos de contrução escalonados. Lembre-se que a criatividade não tem limites, e as crianças poderão criar as suas próprias brincadeiras.

Jogo 1 | Vamos contar unidades de medida
O comprimento dos blocos individuais pode ser utilizado para exemplificar diferentes exercícios de somar.
Por exemplo: um bloco 8 vermelho escuro é igual em comprimento ou altura a oito vezes o bloco 1 Azul Claro ou a um bloco 4 Amarelo e dois blocos 2 Verde.
Tente encontrar o máximo de exercícios possível para cada tamanho de bloco. Pode começar por encontrar o número equivalente de blocos 1 para cada comprimento dos outros blocos e simplesmente contar os números.

Jogo 2 | Vamos somar
Encontrar o resultado correcto para um determinado exercício de soma. Seleccione dois ou três blocos cuja soma seja dez ou menos. Coloque os blocos em cima uns dos outros e tente construir ao lado uma torre de blocos 1 que tenha o mesmo tamanho. Conte o número de blocos.

Jogo 3 | Desmantelar um número
Também pode explicar e mostrar números acima de 10 colocando os blocos uns sobre os outros. O número 15, por exemplo, pode ser exemplificado com um bloco 8 vermelho escuro e um bloco 7 vermelho ou por cinco blocos 3 verdes claros.

Jogo 4 | Contar Histórias
Aprender a contar usando histórias é pura diversão!
Por exemplo:
“Hoje é um dia ensolarado de Verão e, portanto, vamos fazer uma visita à gelataria. A Susana quer duas bolas de gelado, o Simão quer uma e a Andreia quer três bolas.”
Cada criança terá de colocar no centro do tabuleiro a combinação de blocos equivalente ao número de bolas de gelado que quer.

Jogo 5 | Resolvendo Problemas
“O pequeno caracol rasteja lentamente até a árvore. Após 2 cm, faz uma pausa, rastejando depois mais 4 centímetros antes de nova paragem. Qual a distância total que o caracol já percorreu?”
A criança pode escolhe os blocos correspondentes e colocá-los em linha, lendo facilmente o resultado.

Jogo 6 | Aprender a multiplicar
Pode utilizar os blocos para demonstrar multiplicações.
Exemplos:
Cinco blocos 2 verdes juntos são iguais em comprimento a um bloco 10 azul, porque 5×2=10.
E 4×4=16, porque quatro blocos 4 amarelos juntos têm o mesmo comprimento que um bloco 10 azul + um bloco 6 vermelho claro. Ou são iguais em comprimento a um bloco 10 azul + seis blocos 1 turquesa.

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Jogo 7 | Dividir é partilhar?
Pode utilizar os blocos para demonstrar divisões.
Exemplo:
Um bloco 9 roxo necessita de ser dividido em três partes iguais. A criança pode experimentar diferentes opções, mas apenas três blocos 3 verdes juntos têm o mesmo tamanho que o bloco 9 roxo, porque 9:3=3.

FICHA TÉCNICA
Marca: Grimm’s
Referência: GM-22
Disponibilidade: Em breve
Dimensões: 23.00cm x 11.00cm x 23.00cm
Comprar aqui

 

Ontem à noite, estávamos com um grupo de amigos quando os meus filhos começaram a correr pelo quintal. Um deles estava com um par de sapos na mão, que tinham acabado de encontrar no chão. O outro estava de tronco nu (o que acontece frequentemente), e empunhava uma espada de plástico. O meu filho mais novo corria atrás dos irmãos e rodava os braços como se estivesse a tentar voar. A cena foi bastante cómica, e até “estranha”, mas eu acho que nossos filhos poderiam abusar mais dessa qualidade a “estranheza”

Deixem-me explicar… Existe uma pressão cultural muito grande sobre os pais e as crianças para obedecer a um padrão de “normalidade” que nem sempre é saudável. Eu acredito que precisamos urgentemente de repensar as nossas filosofias parentais, e fugir à pressão imposta pela sociedade..

Aqui estão cinco razões pelas quais eu realmente prefiro que meus filhos sejam considerados “estranhos.

1. Quem define o “Normal” ?
Há uns anos atrás, um pastor chamado Craig Groeschel escreveu um livro chamado “Weird” (Estranho), e a premissa era de que os valores ditos “normais” da nossa cultura são: Dívida, divórcio, depressão, materialismo, promiscuidade, egoísmo e uma série de outras coisas (muito)  pouco saudáveis. Craig Groeschel desafiava-nos no seu blog a criar novas tendências que pudessem ir contra a corrente, mas que acabariam por criar vidas mais saudáveis, felizes e sagradas. (Vale a pena pensar nisto)

2. As crianças são únicas, não uma cópia de alguém
Todas as pessoas são diferentes. Devemos ajudar os nossos filhos a descobrir quem eles são, ao invés de tentar torná-los em alguém com quem eles não se identifiquem. Devemos deixá-los criar a sua própria identidade.

3. Ser uma boa pessoa é muito mais importante do que parecer uma boa pessoa
Uma das lições mais perigosas e tóxicas que podemos ensinar aos nossos filhos é que a aparência é mais importante do que a realidade. Caráter, passa por ser, em público, a mesma pessoa que se é quando se está sozinho. Ou seja, agir corretamente  mesmo que ninguém esteja a ver. Se atribuirmos muita importância às aparências ou a “fazer parte”  sem desenvolver questões  como integridade e autenticidade, não estaremos a ajudar, em nada, os nossos filhos (e consequentemente, a sociedade em geral).

4. Os nossos filhos são muito mais importantes que os nossos egos
Sejamos honestos, a maioria das vezes em que eu fico frustrado por um dos meus filhos por fazer algo “estranho”, é simplesmente porque o tenho “medo” do que as pessoas possam pensar sobre eles, ou sobre a minha competência  enquanto pai. Obviamente, é importante ensinar a boa educação aos miúdos, mas também precisamos engolir o nosso orgulho quando sua auto-expressão se manifesta de formas mais “estranhas”, aliás, criativas!

5. Na verdade TODOS somos um bocado estranhos
Conhece alguma pessoa dita “normal”? Eu não. Seria tão chato e triste. Vamos parar de nos envergonhar dos pormenores e características que nos tornam (e aos nossos filhos) tão maravilhosamente únicos.
Pessoas ditas “normais” nunca mudaram, nem vão mudar o mundo!
Deixe as crianças crescer na sua liberdade e criatividade de ser.
Por Dave Willis, no blog Patheos.com
traduzido e adaptado por Up To Kids®

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É tão Bom Fazer Amigos | Arteplural Edições | Livros Ludodidáticos | Crescer com Pinta | Oficina de Psicologia

“É tão bom fazer amigos” foi uma daquelas compras imprevistas numa feira do livro da escolinha dos meus filhos. Não conhecia a coleção, nem sequer a Oficina de Psicologia. Até foi a Mafalda, de 7 anos, que escolheu aquele livro, entre outros. Meses depois, na hora de substituir o livro de cabeceira da Mafalda, este veio agarrado às minhas mãos. Era setembro, dias rentrée escolar. Pareceu-me bem. Foi maravilhoso! O exemplo do António, um menino que também sentia borboletas na barriga e tinha medo de não ser capaz de fazer amigos, soou tão bem à Mafalda. E o “plano para fazer amigos” que a D. Lúcia, a mãe do António, ajudou a elaborar foi tão especial para mim. A conversa que tivemos no final do livro foi tão intensa e construtiva. Um momento que guardarei para sempre. Penso que a Mafalda também. Porque, volta e meia, este livro aparece espalhado pela casa.
Recomendo sem reservas a coleção Crescer com Pinta
Filomena Costa

SINOPSE
O António é um miúdo divertido, mas na escola tem alguma dificuldade em conviver com as outras crianças, a ponto de ficar nervoso quando chega a hora de ir para o recreio. A mãe do António, ao se aperceber desta situação, lembra-se de fazer uma lista com o filho… e vão ser os tópicos desta lista que irão ajudar o António a fazer amigos. A coleção Crescer com Pinta é um conjunto de livros escritos por Psicólogos da Equipa Mindkiddo, o ramo especializado da Oficina de Psicologia nos temas infanto-juvenis, e que visa criar resiliência e capacidade de superação em relação a dificuldades frequentes nas crianças. Os livros estão desenhados para que crianças, a partir dos 5 anos, possam partilhar, juntamente com os adultos que as acompanham, momentos de descoberta, reflexão e aprendizagem, de uma forma natural e adequada ao seu contexto de desenvolvimento. Na coleção Crescer com Pinta, conhecerão um grupo de amigos que, em cada volume, se deparará com uma situação desafiante do ponto de vista emocional e social. Com a orientação de um adulto significativo (pais, professor, psicólogo…) a criança, que lê a história, explorará diversos recursos, importantes para o seu harmonioso desenvolvimento cognitivo, emocional e social, o que lhe permitirá criar competências específicas e fundamentais para o seu bem-estar.
FICHA TÉCNICA
Crescer com Pinta – É tão Bom Fazer Amigos de Rita Castanheira Alves , Inês Afonso Marques

Ano de edição ou reimpressão:2014
Editor: Arte Plural Edições
Dimensões: 200 x 200 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 32
Classificação: Livros Ludodidáticos

A grande  maioria das pessoas, consciente ou inconscientemente, procura um par, um grande amor para passar o resto  da vida e para eternizar o seu amor através dos filhos. Não sabendo se a relação será ou não eterna, as pessoas investem de corpo e alma nessa procura, porque é da natureza humana querer ser feliz, e por um motivo ou outro, acreditamos que isso passa por ter filhos.

Depois desse investimento, quando já encontrámos a pessoa que acreditamos que nos completa, há ali uma fase, a que chamo o lusco-fusco da maternidade, em que o casal, ainda, tem total controlo da sua vida, mas já está mortinho para pôr a corda ao pescoço se juntar a esta maravilhosa classe – os Pais. (Não fazendo puto de ideia do que os espera)

Nesta altura, o casal não se apercebe do pequenos privilégios dos quais todos já gozamos, e abdicamos da vida sem filhos tais como:

  • Deitar-se tarde ao fim de semana e acordar tarde no dia a seguir;
  • Demorar o tempo que quiser no banho e quando se termina ter o resto da casa intacta, sem haver feridos nem incêndios
  • Ir sozinhos à casa de banho;
  • Conseguir falar ao telefone sem parecer que sofremos de Taurette;
  • Conseguir comer uma bolacha sem ter SEMPRE de deixar todos darem uma dentada
  • Encontrar as coisas onde as deixamos;
  • Controlar realmente os controlos remotos  das TVs
  • Limpar apenas o nosso próprio rabo, e o mais importante que tudo: o silencio.

Era tão fácil nessa altura. É tão fácil ter uma vida controlada, e julgar os outros pelos comportamentos inadequados dos seus filhos, por estarem sempre atrasados, sempre cansados, por não terem paciência para sair até às tantas da noite, por terem descuidado a sua imagem mais do que aquilo que alguma vez imaginaríamos, por tudo e um par de botas.

É verdade… há uma altura da nossa vida, quando os filhos são muito pequenos, que sentimos que perdemos o controle. As pessoas sem filhos julgam-nos, porque pensam que sabem tudo mas, na verdade, nem sequer imaginam!

Neste vídeo, o Humorista Michael McIntyre satiriza esta diferença: pessoas sem filhos e pessoas com filhos.
Eu já conhecia, mas ao rever fui às lágrimas!


*Clicar nos campos juntos a “you tube” para acionar as legendas

Por Up To Kids®
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Ao colocarmos rótulos nos nossos filhos influenciamos a pessoa que eles são! Por isso cá em casa não rotulamos pessoas..

Mas isto nem sempre é tão fácil como parece!

Fui a um encontro sobre Disciplina Positiva onde nos foi sugerido um pequeno jogo. Em vez de nos apresentarmos, deveríamos escolher um dos nossos filhos e falar no seu lugar, apontando as suas principais características.
Apesar da minha bebé ser tão pequena, foi mais fácil do que imaginava aderir a esta brincadeira. De facto, já consigo caracterizar alguns aspetos da sua personalidade.
Depois de todos os participantes o terem feito, foi nos comunicado o objetivo do exercício: tomarmos consciência do que pensamos dos nossos filhos, dos rótulos que lhes colocamos e de como isso pode afetar quem eles realmente são.

Já estive em situações em que, perante uma criança mais calada e envergonhada ou que se recusa a cumprimentar os presentes, os pais justificam o seu comportamento dizendo “Ele é sempre este bichinho-do-mato!”.
Se essa criança tem tendência para ser tímida, não a ajudará certamente sentir-se exposta e rotulada perante outras pessoas, que ainda por cima lhe são estranhas, não concorda?

Sempre pensei que, quando fosse mãe, teria o cuidado de não cometer esse erro.
No entanto, já dei por mim a fazer algo parecido: por volta dos três meses, a minha bebé passou por uma fase em que chorava sempre que estava diante de pessoas pouco familiares. Dei por mim, a justificar-me com “Ela é desconfiada” ou “Ela estranha as pessoas”.Também presenciei momentos em que, se uma criança tenta fazer prevalecer a sua vontade é logo apelidada de “teimosa”.
Como “pela boca morre o peixe”, esta semana, dei por mim a comentar com o pai da nossa bebé: “Ela é pequenina, mas já tão teimosa! Olhando para qualquer um de nós, tem a quem sair”

E quase certamente todos já ouvimos adultos dirigirem-se a crianças ou falarem delas como se não estivessem presentes, com frases deste tipo:
– És uma cabeça-no-ar!
– Despacha-te! És sempre o último!
– É um pisco! Não come nada!
– A irmã é muito mais trabalhadora!
– Matemática não é com ele. Sai ao pai…
Provavelmente, somos agora adultos que conseguem, numa ou noutra situação, reconhecer-se no papel dessas crianças. Todos, em maior ou menor número de situações, fomos (somos!) rotulados!

E isso influenciou a pessoa que nos tornámos? Acredito que sim. Os bons e os maus rótulos.
Se sempre escutei dos meus pais que tinha jeito para escrever, tal motivou-me a escrever cada vez mais, com confiança. A prática e a convicção no meu valor fizeram com que evoluísse na escrita,  aperfeiçoando essa minha habilidade.
Por outro lado, estava a tentar lembrar-me de um rótulo que me tivesse influenciado negativamente e nada me ocorre, pelo que parece que a este nível os meus pais fizeram um bom trabalho! Sou teimosa sim, mas isso não só traz o mau como também o bom!

Acredito que uma criança, ao ouvir constantemente que é mal-educada, chega a um ponto em que já não se esforça por se comportar melhor, pois acredita que é impossível livrar-se da imagem que carrega. Se é rotulada de “molengona” e “preguiçosa”, sem que consigam reconhecer o seu esforço por ser mais rápida e despachada, agarrar-se-á ao rótulo que lhe foi dado e agirá cada vez mais em conformidade com ele. Se afirmam frequentemente que não é boa aluna, acabará por acreditar que não vale a pena estudar, pois nunca conseguirá obter boas notas.
E estes são pequenos exemplos entre a enorme diversidade de rótulos, que temos tendência para usar: hiperativo ou demasiado parado, desorganizado ou muito perfeccionista, coscuvilheiro ou indiferente a tudo, que não abre a boca ou é demasiado falador… Enfim…

Não acredito que consigamos não estabelecer uma imagem das pessoas e, mais concretamente dos nossos filhos. É inerente ao ser humano esta capacidade/necessidade de categorização. Ajuda-nos a compreender o mundo em que vivemos e (re)conhecer quem somos.
Mas acredito que estando mais conscientes dessa imagem, possamos escolher o tipo de atitudes e palavras que usamos, de modo a ajudarmos os nossos filhos a desenvolver o que de melhor há no seu caráter e a aprender a lidar com os aspetos menos positivos.

Uma boa maneira de nos consciencializarmos é jogando o referido jogo. Vamos lá?
O meu nome é… Os meus pais chamam-se… E eu sou…

Sofia, do blog Cá em casa somos três, adaptado por Up To Kids®
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Inteligência Emocional: A capacidade de identificar, avaliar e controlar as próprias emoções, as emoções dos outros, e as dos grupos (como descrito por Daniel Goleman).

Infância Emocionalmente Negligenciada: Falha dos pais para responder às necessidades emocionais da criança.

A Jasmine tem 10 anos, e está sozinha deitada na sua cama a fantasiar “Até podia acontecer…” Sussurra. Imagina alguém a tocar à porta e o pai a abrir. Um casal bem vestido explica que foi trocada à nascença e que na verdade é filha deles. Depois ela vai com o casal para casa onde se sente acarinhada e amada. Esta é a fantasia que a tem ajudado a superar o dia a dia da sua vida. 

A Jasmine não sabe, mas isto é apenas o principio da sua cruz. Ela irá passar os 20 anos a seguir a desejar ter tido outros pais, e a sentir-se mal por isso.
No fundo os seus pais são boas pessoas, e ela sabe disso. Trabalham arduamente e nunca lhe faltou cama lavada, roupa e uma refeição quente na mesa. Jasmine vai para a escola todos os dias, e faz os trabalhos de casa ao fim da tarde. Tem amigos e joga futebol. Vendo bem, é uma privilegiada.

Mas apesar disso, apesar de saber que os seus pais a amam, e apesar de ter 10 anos, ela sente que está sozinha no mundo.

Como é que uma miúda de 10 anos sente isso? Porque é que se sente assim? A resposta é tão simples quanto complicada:
A Jasmine está a ser criada por pais com Inteligência Emocional baixa. E consequentemente está a viver uma Infância Emocionalmente Negligenciada.

Quando uma criança é criada por pais que não têm consciência e aptidão emocional, ressente-se pelos seguintes (bons) motivos:

  1. Quando os pais não sabem identificar as suas emoções, não sabem também aplicar uma linguagem emocional em casa.
    Em vez de dizerem: “O que é que se passa? Pareces triste. Aconteceu alguma coisa na escola?” Dizem: “Como é que foi a escola?”
    Quando os avós morrem, a família marcha no funeral como se não fosse nada de especial.
    No dia da entrada para o secundário, a família tenta dar o seu apoio nunca falando sobre o assunto, ou então estando constantemente a relembrar a data, fingindo não perceber que a criança está nervosa, para evitar falar sobre o tema.
    Resultado: A criança não aprende a ser auto-consciente. Não aprende que seus sentimentos são reais e importantes. Não aprender a sentir, sentar-se com, a confrontar, falar ou expressar emoções.
  2. Quando os pais não sabem gerir e controlar suas próprias emoções, não serão, também, capazes de ensinar a criança a gerir e controlar as suas.
    A criança apanha um castigo por responder a um professor. Os pais não lhe perguntam o que se passou, nem porque é que teve aquela atitude, nem como deveria ter lidado com aquela e outras situações desse género. Em vez disso castigam a criança, ou gritam com ela, ou culpam o professor, desresponsabilizando a criança das suas ações.
    Resultado: A Criança não aprende a gerir os seus sentimentos, e a lidar com situações adversas.
  3. Quando os pais não entendem emoções, acabam por transmitir muitas ações e comportamentos errados por falta de comunicação.
    Os pais não se apercebem que a criança é muito ansiosa e isso a prejudica ao nível do desempenho escolar. Acham, apenas,  que o filho é preguiçoso.
    A família chama a criança de mariquinhas porque chorou dias a fim quando o seu gato foi atropelado.
    Resultado: A criança cresce insegura, por ter ouvido sempre que era preguiçosa, fraca e mariquinhas.

Todas esta situações fazem com que uma criança se ressinta e se debata constantemente com os seus sentimentos. A criança está fora do seu verdadeiro Eu, porque se vê sempre através dos olhos de pessoas que não a conhecem realmente, e passa a ter uma grande dificuldade em lidar com situações de stress, difíceis ou conflituosas.

E você? Revê-se nestas situações? Acredita que viveu uma Infância Emocionalmente Negligenciada?

É tarde demais para Jasmine? É tarde demais para si? Não, nunca é tarde demais, pode sempre mudar esta situação. Ficam algumas dicas do que pode fazer:

  • Saiba tudo o que puder sobre as emoções. Comece o seu próprio programa de treino emocional. Preste atenção aos seus sentimentos – o que sente, quando e porquê. Comece por observar sentimentos e comportamentos dos outros. Ouça como as outras pessoas expressam emoções, e comece a praticar. Pense em quem da sua vida, agora, pode ensina-lo. A sua mulher, o seu marido, o seu irmão ou amigo? Pratique falar sobre os seus sentimentos com alguém em quem tem confiança.
  • Cale de vez essas falsas mensagens da sua cabeça. Quando essa “voz” da sua infância falar, pare de ouvir. Substitua-a pela voz que você conhece e controla, aquela que tem compaixão, e que se emociona porque você não começa nos seus pais. “Eu não sou preguiçoso, sou ansioso e eu estou a tentar superar.” “Eu não sou fraco. As minhas emoções vão tornar-me mais forte. “Quando for adulta, a Jasmine vai parar de fantasiar com a solução imaginária de lhe baterem à porta e a levarem. A realidade é que, agora ela deverá aprender a desenvolver a Inteligência Emocional. Esperemos que perceba que lhe faltaram algumas bases no seu crescimento emocional, simplesmente porque os pais também não as tinham. Esperemos que descubra as suas emoções e aprenda a volorizá-las, a conectar-se, e a geri-las. Esperemos que aprenda a desvalorizar estas vozes de Inteligência Emocional baixa que lhe ficaram gravadas na memória.Esperemos que se descubra a si própria. E que se atreva a ser genuína.

 

Em Psychcentral, por 

Traduzido e adapatado por Up To Kids®
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Dor no coração na criança

A principal causa que leva os Pais a uma consulta de cardiologia pediátrica, é o facto de o médico assistente dizer que a criança tem um sopro.
Logo a seguir são as dores no peito, a “dor no coração”.

No peito há muita coisa que pode doer, mas o coração é quase sempre o culpado…

Em geral trata-se de um rapaz, pré-adolescente magro, desportista e saudável, bom aluno e um pouco ansioso. A dor é real, aguda, tipo pontada, localizada ao centro do peito, sobre o esterno. É uma dor moderada e que muitas vezes dificulta a inspiração, daí que também é referida “falta de ar”. Costuma durar poucos minutos e depressa passa, assim como veio. Não costuma haver alterações do ritmo cardíaco, a não ser alguma taquicardia, porque a criança se assusta e fica ansiosa. A dor pode surgir quer durante o exercício físico, quer em repouso.

Esta dor é musculo-esquelética e tem origem nas articulações entre o esterno e as costelas.

O exercício físico intenso, como nadar, andar de bicicleta, ou outros (mochilas…), podem causar este tipo de dor. Os defeitos de posição, como sentar-se mal, dormir em más posições, podem facilitar esta dor.
Esta é a “dor no coração” de longe a mais frequente. Uma vez que a criança toma consciência da realidade, aprende a lidar com esta dor, deixa de se assustar, e a sua vida continua… Mas se quiser, tem aqui um bom  motivo que pode render algumas contra-partidas…
Por vezes as articulações em causa podem mesmo inflamar e levar a uma dor recorrente, podendo haver necessidade de tratamento com anti-inflamatórios.

Mas no peito há mais coisas que podem doer; felizmente são muito mais raras.

  • A pele pode doer, mas na criança costuma ver-se a lesão que causa a dor.
  • Os musculos podem doer, sobretudo se pouco treinados e sujeitos a um esforço excessivo.
  • Dentro do peito há dois sacos membranosos que podem doer: um que envolve os pulmões, a pleura, e outro que envolve o coração, o pericárdio. São compostos por duas camadas, entre as quais existe um pouco de líquido lubrificante, para evitar que estes órgãos se magoem, pois estão permanentemente em movimento.
  • A pleura pode doer, mas em geral isto acontece num contexto infeccioso pulmonar, com febre, tosse e dificuldade em respirar. As pneumonias são a causa mais frequente deste tipo de dor, mais frequente à direita.
  • O pericardio quando inflamado, por certas doenças em geral virais, também doi, uma dor compressiva e constante, que não passa facilmente.

O coração dói, em particular o músculo cardíaco.

Os adultos que tiveram enfarte ou angina de peito, sabem como essa dor é forte e angustiante.
Em geral existem problemas com as artérias coronárias, que irrigam e alimentam o coração, que, ao entupirem, fazem sofrer o musculo cardíaco. A idade, certas doenças (diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial) e outros factores, em particular o tabaco, são os principais agentes.

Na criança estes factores não existem, no entanto há situações raríssimas que podem fazer doer o coração nos mais jovens.

São anomalias congénitas das artérias coronárias. A dor aparece sempre e só no esforço físico, tipicamente, ou no bebé que chora, fica pálido e suado sempre que chupa o biberon, ou no adolescente que tem dor forte no peito, por vezes com arritmia cardíaca, quando pratica desporto. Estas situações são muito raras, mas sérias e exigem uma abordagem cuidada.

O aparelho digestivo também pode simular dor no peito, mas em geral as esofagites, hernias do hiato dão mais dor nas costas. Muito ar no colon ou no estômago, pode dar desconforto na parte inferior do peito.

Falámos de dor no peito em crianças saudáveis.

Há crianças com doenças crónicas, quer generalizadas, quer localizadas ao próprio coração ou aos pulmões, que podem ter dôr no peito. Estas situações, uma vez identificadas, são discutidas com o médico assistente e os Pais, que ficam assim mais esclarecidos das complicações que a doença do seu filho pode dar.

Concluindo:

A dor no peito, de longe a mais frequente, é uma dor tipo músculo esquelética, benigna, cujo tratamento principal consiste em acalmar e dar segurança à criança, ensinando-a a lidar com esse tipo de dor. Dê-se-lhe atenção, mesmo ( ou sobretudo…) sendo só isso o que ele quer.
Isto também dá uma certa segurança aos Pais. Não cabe aqui aos Pais lembrarem-se dos seus Pais, que faleceram por causa do coração.
Quase de certeza não é isso que se passa com os seus filhos, enquanto não forem avós…
Fica um “quase” que compete ao médico assistente resolver como abordar, se o estudo passa pelo cardiologista pediátrico ou não.
Não devem ser os Pais a decidir isso e a levar logo a criança “com dor no coração” ao cardiologista pediátrico, ou mesmo às urgências.
A criança tem um médico que a conhece, e deve ser ele a decidir o que fazer e como fazer.
Há tempo para resolver as coisas da melhor maneira …

 

Por António J. Macedo, Médico Cardiologista Pediátrico, em Blog Meu pequenino Coração,
Autorizado para  Up To Kids®

Todos os direitos reservados.

 

No fim de semana estive na praia com os meus quatro filhos. Acabamos por encontrar uns amigos, e o filho deles ficou por ali a brincar com os meus. Eu tinha 2 olhos postos em 5 crianças, e foi o suficiente para ninguém se perder. Porquê? Porque eu não tirei os olhos de cima deles por um segundo que fosse. O problema é quando os números são ao contrário. Quando há muitos adultos e todos acham que alguém deve estar a controlar tudo. Aqui, é quando o gato vai à filhoses. Ninguém está sempre com 100% de atenção, e sabemos que basta distraírmo-nos 5 segundos para desaparecer uma criança.

Foi o que aconteceu neste dia. Apercebi-me pelas movimentações dos nadadores salvadores, e de seguida, a intervenção da Polícia Marítima. Fui perguntar: era uma criança de 4 anos.

Lembrei-me quando, num fim de tarde na Costa da Caparica, em Agosto, perdi a minha filha de 3 anos. Foi mais ou menos igual. As movimentações, as pessoas a aperceberem-se (porque não convém que se espalhe a noticia de que uma criança está perdida, por causa dos predadores sexuais), alguns perguntavam-me a descrição da minha princesa, perdida na praia. Parecia que estava dentro de um sonho. Eu, sempre muito racional: não houve um grito, uma corrida (talvez um andar em passo apressado) não houve uma lágrima. Além de  3 adultos, estavam comigo os meus outros dois filhos na altura com 5 e 1 anos. Coloquei-os em segurança a cargo, ou acho que foi mesmo ao colo dos adultos que estavam comigo, e tentei que não se apercebessem do meu pânico. Tentava meter-me na cabeça da minha filha: pode estar na casa de banho, pode estar no bar a ver o painel dos gelados, pode estar a brincar com outras crianças. Mas no fundo sabia, também, que algo de mau lhe poderia ter acontecido. Temi o pior. Tudo nos passa pela cabeça. Passados cerca de 15 intermináveis e tortuosos minutos apareceu, duas praias ao lado. Sim, uma criança de 3 anos, percorre duas praias enquanto o Diabo esfrega os olhos. Uma história com um final feliz. Tal como aconteceu neste fim de semana.

A ideia da SEGUE-ME surgiu na sequência de um destes episódios, e com base no programa Estou Aqui da PSP.

“Apesar da excelente iniciativa da PSP com o programa “Estou Aqui”, para localizar os pais de crianças desaparecidas, o processo não é propriamente fácil: há que fazer o pedido prévio no site da PSP, registar os dados online, aguardar vários dias, ir levantar a pulseira a uma esquadra predefinida… haja tempo! E sobretudo, rezar para ainda esteja disponível, pois todos os anos, ainda no início do Verão, o seu stock já está esgotado!” comenta Sofia Montalvo, a criadora desta ideia.

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A marca Segue-me produz pulseiras e fios para crianças, personalizadas com o número de contacto dos pais. Para além da sua utilidade imediata, é ainda uma óptima forma de pôr os nossos filhos a aprender e decorar o número de telemóvel dos pais. Segundo os manuais de Segurança Infantil, é fundamental que as crianças aprendam cedo o seu contacto.

A Segue-me está disponível no Facebook, onde pode encomendar uma pulseira/fio com o número de telemóvel do Pai ou da Mãe, tendo a opção de conter o nome da criança e informações adicionais (patologias, alergias, etc). São muito confortáveis, ajustáveis à medida de cada criança, pois o sistema de fecho é um nó e são totalmente resistentes à água.

Para além do púbico em geral, a marca está direccionada para Escolas, ATL´s e outras Instituições públicas e privadas, para que em programas dentro ou fora de portas, as crianças estejam mais seguras.

A pulseira Segue-me já chegou a Espanha, França, Holanda, Suécia, México, Brasil, Estados Unidos e Angola.

Estamos a oferecer 20 pulseiras personalizadas. Habilite-se a ganhar aqui

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“Até podes ter mais um filho, mas nada te garante que será rapariga desta vez!” disse a minha mãe, no meio de uma conversa sobre o tema. A minha mãe, nestes assuntos, tem a sensibilidade de um camião Tir. Ou talvez haja algo na nossa relação mãe-filha que já não nos permita andar com rodeios.

Eu tenho dois maravilhosos, queridos, doces e loucos filhos. Eu e o meu marido decidimos ter dois filhos com 5 anos de diferença. Assim poderíamos dar tudo ao primeiro, e quando ele entrasse para a escola dávamos tudo ao segundo. 10 anos de criancinhas e depois “acabava”.

Admito que, quando fizemos a eco morfológica do meu segundo filho e me apercebi que era a nossa última criança fiquei com um nó nos estômago. Se não fosse uma rapariga, não era. E eu seria mãe de rapazes para o resto da filha e nunca iria saber o que era ter uma filha.

Até ao último minuto eu estava na duvida se iria ou não querer saber o sexo do bebe, mas assim que o técnico desceu para a parte inferior do seu corpo mínimo, tornou-se claro: as suas pernas estavam bem abertas e um micro pénis apontava para cima. Até eu consegui perceber antes que me dissessem qualquer coisa.

Cresci numa casa de mulheres. A minha mãe, eu e a minha irmã mais nova. Imaginem 3 mulheres com síndrome pré-menstrual ao mesmo tempo. Imaginem uma à beira do abismo: portas a bater, pés a bater no chão, lágrimas por todo o lado. Barbies, Minies e Princesas enfiadas em todos os cantos da casa.

Agora estou rodeada de rapazes. Digo que sou a Wendy e os meus filhos os rapazes  perdidos da Terra do Nunca. A verdade é que os rapazes são uma lufada de a fresco. São cativantes. Eu estou loucamente apaixonada pelos meus filhos, por tudo relacionado com eles, e não mudava uma palha. Sinto-me preenchida.

Claro que às vezes questiono-me sobre como seria ter uma menina, as roupas amorosas com folhos e os laços do cabelo, pentear-lhe o cabelo, comprar o primeiro sutien, conversar com ela sobre a mudança de idade. Claro que até podia ter uma menina, e ser uma Maria Rapaz, mas seria mais provável explorar um pouco o mundo das raparigas se tivesse tido uma menina. Às vezes tenho mesmo pena de perder tudo isto, que não me doa a cabeça.

No entanto, há uma coisa, que só de pensar que nunca experimentarei, dá-me logo um nó na garganta, e é esta a única coisa pela qual me arrependo verdadeiramente por não ter uma filha:

Eu nunca vou ver a minha própria filha a tornar-se mãe. E quando penso nisso fico um bocadinho (gigante) com o coração apertado.

Eu sei que mesmo que tivesse uma filha, ela poderia não quer, não poder, ou não conseguir ter filhos. Mas tenham paciência comigo, estou a viajar na terra da fantasia, sim?
Então, alinhem sff.

Para a filha que eu poderei nunca vir a ter:

Eu quero estar contigo e segurar-te no cabelo sempre que vomitares durante os enjoos do 1º trimestre de gravidez.

Eu quero receber um telefonema e ouvir-te a dizer que achas que já sentiste o bebé a mexer. Ou, então, que eram gazes.

Eu quero ir ter a tua casa quando já estiveres farta da barriga, e confortar-te, aliviar-te das dores de cabeça, ajudar-te a pôr as pernas para cima, e fazer-te uma sandwiche mágica de queijo, e tudo o que um final de gravidez merece.

Eu quero ir à tua festa de anos se for convidada, e quero respeitar a tua decisão se não me convidares.

Eu quero ajudar-te a acreditar que o teu corpo vai conseguir reagir bem ao parto, independentemente das tuas opções de parto, e da forma como o bebé venha a nascer.

Eu quero ajudar-te a amamentares o teu bebé (se assim o quiseres) e dar-te o espaço que precisares para descobrires o teu ritmo.

Eu quero preparar-te as refeições, e limpar-te a casa. Quero que fiques a descansar com o teu bebé, os dias ou semanas que  precisares, sem teres de te preocupar com tarefas domésticas.

Eu quero que me mandes embora quando quiseres.

Eu quero ver-te a apaixonares-te pelo teu bebé, como eu me apaixonei por ti.

Eu quero estar lá para te apoiar quando sentires que o teu mundo está a desmoronar-se e que o teu “velho eu” está de rastos no chão, tal como a roupa suja que acumulaste.

Eu quero dizer-te que sentires-te assim é normal, quero que saibas o quão bonita estás com o teu bebé, mesmo sem maquilhagem e com esse rabo de cavalo meio desmanchado.

Eu quero sentir a tua coragem, a tua sabedoria, e a tua força – qualidades que tu tens, mas ainda não sabes.

Eu quero rever-me em ti, quero rever a minha mãe em ti, e todas as gerações de mães e mulheres, nos teus maravilhosos olhos cansados.

Eu quero ver-te a dormir, com o teu bebé enroscado ao teu lado como se fosse uma virgula.

Eu quero estar lá e ver-vos a respirar tranquilamente.

Os meus dois filhos descendem de uma linha de pais sensíveis e presentes. O meu pai, o pai deles, e o pai do meu marido. Estes homens choraram quando os seus filhos nasceram. E não hesitariam em deixar um dos seus bebés a dormir metade da noite no seu caloroso colo de pai.

Se os meus filhos algum dia tiverem filhos (por favor, pelo menos um dos dois que tenha!) eu sei que irei ficar de lágrimas nos olhos a primeira vez que pegarem nos seus recém-nascidos ao colo, e que iremos ter uma relação diferente a partir do momento em que se tornarem pais. E com sorte, pode ser que tenham escolhido mães para os seus filhos que me deixem envolver um pouco no processo de maternidade.

Mas não posso negar, que será sempre um desejo meu – uma dor adormecida – partilhar a entrada na maternidade com uma filha minha.

Wendy Wisner publicado em Scary Mommy,
traduzido e adaptado por Up To Kids®

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