Hoje em dia há, cada vez mais, pais, educadores e profissionais a defender a importância do Brincar para a criança. A criança precisa de tempo para brincar. Brincar ajudará a criança a desenvolver várias aptidões e competências que se tornarão de extrema importância para um futuro equilibrado, tranquilo e feliz.

Este é um tema que queremos privilegiar neste inicio do ano letivo, para que os pais se lembrem que uma criança que brinca no seu tempo livre, poderá obter os mesmos resultados e apresentar o mesmo desempenho a nível escolar que uma criança que passa o tempo a realizar fichas de atividades.

Hoje destacamos os 7 direitos da criança a brincar, por Eduardo Sá:

« 1. As crianças têm direito a brincar todos os dias.
Na escola, entre as aulas e ao longo delas (sempre que o professor for capaz de pôr brincar a rimar com aprender). Em casa e ao ar livre – no quarto como num parque – sob o olhar, discreto, dos seus pais. Brincar só ao fim de semana não é brincar: é pôr uma agenda no lugar do coração.

2. As crianças têm direito a exigir o brincar como o principal de todos as deveres.
As crianças têm o direito a defender a primazia do brincar sobre todas as tarefas. A fórmula: «primeiro, fazes os deveres e, depois, brincas», tão do agrado dos pais, é proibida! Só depois do brincar vem o trabalho.

3. As crianças têm direito a unir brincar com aprender.
Brincar é o “aparelho digestivo” do pensamento. Liga a imaginação com tudo o que se aprende. Quem não brinca imita, repete, fabula, falseia ou finge. Mas zanga-se, sem redenção, com o aprender!brincar

4. As crianças têm direito a não saber brincar.
Brincar é uma sabedoria que nunca se detém: inventa-se, descobre-se, deslinda-se, desvenda-se. Brincar é confiar: no desconhecido, no que se brinca, com quem se brinca. Crianças sossegadinhas são brinquedos à espera dos pais para brincar.

5. As crianças têm direito a descobrir que os melhores brinquedos são os pais.
Apesar disso, têm direito a requisitar tudo o que entendam para brincar. Têm direito a brincar com as almofadas, com caixas de cartão, com os dedos, e com tudo mais que entendam, por mais que sejam não sejam objectos convencionados para brincar. Tudo aquilo que não serve para brincar não presta para descobrir e com brinquedos de mãos brinca-se de menos.

maebrinca

6. As crianças têm o direito a desarrumar todos os brinquedos
(e a arrumá-los, de seguida, com um toque… pessoal). Têm direito a desmanchar os que forem mais misteriosos, mais rezingões ou, até, os divertidos. Quando brincam, têm direito a ter a vista na ponta dos dedos, a cheirar, a sentir, a falar, a rir ou a chorar. Não há, por isso, brinquedos maus! A não ser aqueles que servem para afastar as pessoas com quem se pode brincar.

desarrumado

7. As crianças têm direito a brincar para sempre
A Infância nunca morre: apenas adormece. E quem, crescimento fora, se desencontra do brincar, não perceberá, jamais, que não há crianças se não houver brincar. » 
Eduardo Sá, para revista Pais & Filhos, publicado a 01.06.2012

Por Up To Kids®, todos os direitos reservados.

imagens@pinterest

As manas, as gémeas… tantas vezes que ouvimos chamarem assim as irmãs gémeas, se por um lado, é querido e amoroso, por outro, esconde-lhes as suas individualidades (ou poderá esconder).

A singularidade de cada criança é algo fundamental no seu crescimento, assunto que preocupa os pais, mas arrisco-me a dizer, especialmente os pais de gémeos. A roupa surge neste contexto como um dos aspectos que pode contribuir para a afirmação da individualidade de cada criança. É assim que nos apresentamos ao mundo, a roupa é como que a nossa primeira capa.

Sempre pensei que quando as minhas filhas nascessem, não as vestiria de igual, sempre quis deixar muito marcada esta posição.

Mas depois elas nasceram, e eram tão diferentes, cada uma com traços distintos, com carinhas lindas, mas diferentes. E então como que a justificar a minha contradição, fui vestindo as irmãs de igual, afirmando: “afinal elas são tão diferentes”, “distinguem-se tão bem que não faz mal”. E a verdade é que ficam umas bonecas lindas as duas de igual, por vezes, lá ia alternando com uma cor diferente, ou um ou outro apontamento que diferia. Posso admitir que sim, que achava piada em vê-las as duas tão giras de igual, mas o motivo não era apenas esse. As pessoas à volta, adoram presenteá-las com peças de roupa iguais, talvez porque gostem, ou porque achem mais simples, ou até porque não querem, de maneira nenhuma, fazer diferenciações.

Eu, como mãe tenho de confessar que é muito mais fácil vesti-las de igual. Mas depois surgem as questões: Será que estarei a fazer mal? Será que estou a anular as suas diferenças ao pô-las de igual? E se estas questões enquanto bebés talvez não sejam tão prioritárias, quando os bebés se tornam crianças e se começam a olhar ao espelho, aí, talvez seja importante voltar a equacionar este aspeto.

Com dois anos feitos, e já na escola, decidi tentar, a pouco e pouco, vesti-las de forma um pouco diferente, começando por diferir na cor ou no modelo, ou mudando só a camisola ou só o casaco. Mas rapidamente percebi, que elas próprias olhavam uma para a outra e questionavam a roupa diferente: “mãe nônô estelas, madaeuna bolas não” “mãe nê tem cão (na camisola), nô cão”.

Será que fomos nós que as formatámos para pensarem assim?
Será que são elas que se sentem tão seguras na sua individualidade que não precisam da diferença na roupa?
Não sei, o que sei é que as deixo irem escolhendo e dando a sua opinião nestas questões, na forma como se mostram ao mundo e se acharem que querem igual vestirão igual, mas se preferirem diferente, porque não?

O mais importante é deixar que ambas expressem as suas individualidades, com espaço para se afirmarem como únicas que são.

Afinal de contas será assim a roupa tão importante?

Por Rita Lopes Gouveia, Mãe da Madalena e da Leonor,
para Up To Kids®

Todos os direitos reservados

imagem@itstwinsanity

O Estranho Mundo de Jack | Tim Burton |  Orpheu Mini | Histórias Assustadoras

O Halloween, sendo um evento tradicional dos países de língua inglesa, tem tido cada vez mais protagonismo em Portugal. O chamado “dia das bruxas”, é já uma data assinalada nos calendários de muitas escolas do país. As crianças gostam da festa e gostam de se mascarar de monstros assustadores.  Estranho-mundo-de-JackPara esta época, sugerimos o livro O Estranho mundo de Jack, da Orpheu negro que nos conta uma história assustadora passada na véspera de natal. Os miúdos adoram. jack-15

Dica: Organize aquela festa de pijama que anda a prometer há tanto tempo. Faça umas decorações de haloween, e conte esta história à lus de velas. Não se esqueça das vozes assustadoras, fazem toda a diferença! (Se as crianças forem muito pequeninas, deixe um candeeiro pequeno ligado para não haver choros)

jack-2

SINÓPSE
O Estranho Mundo de Jack, história que inspirou o filme com o mesmo título, é já um clássico infantil e conta-nos a história de Jack Esquelético numa assustadora véspera de Natal.
Uma noite, enquanto passeia entediado na floresta de Halloween, Jack encontra algo que nunca vira antes: uma porta esculpida numa árvore. Ao abri-la, Jack entra no mundo alegre e cintilante da Cidade do Natal. Maravilhado com tanta luz e animação, Jack decide raptar o Pai Natal e levá-lo para Halloween, planeando as mais medonhas traquinices para a véspera de Natal.
Um mundo fantástico e irreverente que promete tantas gargalhadas como sustos!

jack-3

FICHA TÉCNICA

TÍTULO ORIGINAL The Nightmare Before Christmas
TRADUÇÃO Margarida Vale de Gato
COLECÇÃO Orfeu Mini
ANO DE EDIÇÃO 2010
N.º PP.42
FORMATO 28 x 23 cm
EAN 9789898327031

jack-15

 

Estamos sempre a ouvir o chavão: Uma casa desarrumada é uma casa feliz. Uma casa suja implica crianças muito amadas. Se estiver desarrumado, criaram memórias. Casa limpa implica mãe chata e controladora. Sempre que ouço estas frases fico frustrada. Eu sou um bocado obcecada. Talvez um pouco mais que “um bocado”. Os meus filhos estão tão habituados ao barulho que conseguem adormecer enquanto aspiro. Eles sabem onde é que já limpei pelo cheiro a limpeza. Eles sabem que os brinquedos são para arrumar antes de sair de casa. Eles vivem numa casa arrumada e limpa. É na mesma um lar. Os meus filhos também criam memórias todos os dias! Eles são curiosos e espertos. E eu sou uma pessoa divertida!

Eu não sou perfeita. E também não sou sempre divertida. Mas sou sempre uma boa mãe. Todos nós temos abordagens diferente em relação à parentalidade, e até em relação à vida.

Há pessoas que gostam de ter coisas à sua volta. Outras preferem uma abordagem mais minimalista.

O nosso estilo de vida não afeta a quantidade de felicidade e amor na nossa casa.
O meu avô sempre disse: “Se a mãe não está feliz, ninguém está feliz”… Esperto! Esta frase não podia estar mais correta. Para mim é ter as especiarias organizadas por ordem alfabética. O chão sem uma migalha. As coisas no seu lugar. Eu fico feliz quando os brinquedos estão todos arrumados e sente-se o cheiro a detergente no ar.

Há umas semanas atrás, eu tive umas horas por minha conta. A minha melhor amiga estava tão invejosa que só queria saber o que é que eu ia fazer nesse tempo. E não ficou surpreendida quando lhe disse que ia limpar as casas de banho a fundo. Claro que limpar não é divertido, mas eu adoro o resultado final. Isso faz-me sentir feliz.

Agora que tenho as casas de banho impecáveis, eu estou no meu melhor para ir brincar com os meus filhos. Nós estamos constantemente a desarrumar tudo. Há tintas, Legos, bonecos de acção, e há um engarrafamento de Hot wheels algures por aqui. Normalmente a fila termina no pé do meu marido, quando chega a casa do emprego. Cozinhamos, a minha mesa de café está coberta de autocolantes, e divertimo-nos. A vida é boa. Brincamos. Limpamos. Os meus filhos não poderiam estar mais contentes.

Para as mães desarrumadas que há por ai, não tenham medo. Chamem-lhe Karma, ou gozem comigo. O meu filho de 2 anos é o miúdo mais desleixado do planeta. A sério. Uma vez dei-lhe feijão preto ao jantar. Só uma vez, porque nunca darei de novo. Eu não sabia o que era possível, mas ele pintou cada palmo do seu corpo com feijão. Quando ele não está a comer, rasga  páginas dos livros, despeja caixas de lego, etc.

Ele é um super-heroi na desarrumação. Eu peço a Deus que me dê forças para abraçar esta personalidade que é tão diferente da minha. Ela é assim. E e é que sou a freak das limpezas. Os meus filhos aprenderão a lidar com as minhas manias e eu com as deles. E enquanto eles são novos, eles gostam de ter uma mãe, que muitas vezes comparada à Monica do “Friends” , é um grande exemplo de que uma casa (super) limpa e criar memórias com as crianças são acções que podem coexistir.

Eu sempre fui assim. Quando era criança, eu fazia uma jogo para convenceras minhas amigas a ajudarem-me a arrumar o quarto. E elas ajudavam. Assim é que são as amigas.

Com a maternidade, esta necessidade de arrumação e limpeza tornou-se mais intensa. Além desses “chavões amorosos” sobre o facto de casas desarrumadas serem ideais para as crianças, há inúmeras dicas a informar as mães recentes que, uma vez que se tem crianças em casa, se pode dizer adeus à arrumação e abrir caminho para a desordem, o caos e cheiros incontroláveis.

Quando me apercebi disto pensei “desafio aceite”. Eu vou mostrar às mães como é. E foi o que fiz. Eu estou sempre a limpar. Nem sequer consigo relaxar se há pó em cima das mesas. Claro que os miúdos tornam este feito num desafio quase impossível. Especialmente o meu. Ele consegue transformar qualquer espaço num campo de batalha. Hoje de manhã enfiou a mão dentro da minha chávena de café. Sujou tudo. Menos mal, não estava quente. E sim, eu bebi o que sobrou e estava delicioso na mesma.

Por isso, lamento mães desarrumadas, mas nós também somos felizes. E também somos divertidos e patetas. Criamos memórias todos os dias, como vocês. A quantidade de amor não é definida pela altura da pilha de roupa por passar, e as memórias criadas em família não são sobre gavetas cheias demais e a transbordar tralhas.

Se calhar esses “chavões amorosos” deveriam dizer “Arrumado ou desarrumado os nossos filhos estão a viver o sonho”, porque tal como nas casas desarrumadas a nossa casa limpa e organizada é divertida, calorosa e memorável. Ah, e as casas de banho estão limpas!

Por Erin Paron, para Scary Mommy,
Traduzido e adaptado com autorização por Up To Kids®

imagem@goodmother

És mãe a tempo inteiro? O que é que fazes todo o dia?

Aconteceu-me duas vezes esta semana, e nos dois casos com mulheres. Todas as pessoas deveriam valorizar mais as mães a tempo inteiro mas, especialmente as mulheres, deveriam apoiar-se e proteger-se umas às outras!

Na semana passada, eu estava na farmácia e uma conhecida cumprimentou-me:

-“Olá, Matt! Como estão os miúdos?”
-“Ótimos! Está tudo bem, obrigado.”
“Que bom. E a tua mulher? Já voltou a trabalhar?”
-“Bem, ela trabalha imenso a cuidar da casa e dos miúdos. Mas não vai voltar ao mercado de trabalho, se é isso que queres saber..
“Ahh! Que giro! Isso deve ser bom!”

“Giro? É muito trabalho e muito duro. Compensador? Sim. Giro? Nem sempre.”

Essa parte eu não disse. Só pensei num silêncio presunçoso e subversivamente condescendente.

O próximo incidente ocorreu hoje no café. Tudo começou de forma semelhante; uma conversa amigável sobre como as coisas estão, e que tal os bebés. A conversa rapidamente descarrilou quando a mulher me esmurrou com esta deixa:

“Então a tua mulher vai ficar em casa permanentemente?”
“Permanentemente? Sim…, nos próximos tempos vai ficar em casa com os miúdos, sim…”
“Pois, o meu filho tem 14 anos agora. Mas eu tive uma carreira o tempo todo, também. Eu não consigo  imaginar-me  a ser uma dona de casa. Ficava tão impaciente…. (Riu-se) O que é que uma dona de casa faz o dia todo?”
“Oh, absolutamente tudo. O que Tu fazes o dia todo?”

“… Eu? Er.. Eu trabalho!”
“A minha mulher  nunca pára de trabalhar. Estamos a meio da tarde a beber café. Tenho certeza de que ela gostaria de ter tempo para sentar e beber um chá. É bom ter uma pausa, não é?”

A conversa terminou menos amigável do que começou.

Bem, eu não vou difamar as mulheres que trabalham fora de casa.

Eu entendo que muitas são forçadas a isso porque são mães sozinhas ou porque uma só fonte de rendimento não é suficiente para dar resposta às necessidades financeiras da sua família. Ou simplesmente optaram por trabalhar porque é isso que elas querem fazer. Tudo bem. Eu também entendo que as maiorias das mulheres “no activo” não são rudes, pedantes e presunçosas como estas duas!

Mas agora não estou numa de alinhar os  chakras e fumar um cachimbo da paz. Apetece-me dar um chuto na nossa sociedade materialista e dizer: “Mete os pontos nos is!!”

Esta conversa nem sequer deveria existir.

Não é preciso explicar porque é que é acho de loucos uma pessoa – especialmente  outra mulher (?) – ser tão arrogante para as mães a tempo inteiro.

Será que somos realmente tão superficiais? Será que estamos realmente tão confusos? Será que somos realmente a primeira cultura na história da humanidade a não conseguir entender a glória e a seriedade da maternidade? Os pagãos divinizaram a Maternidade e transformaram-na em uma deusa. Nós fomos noutra direção. Tratamos a maternidade como uma doença ou um obstáculo.

As pessoas que mergulham completamente neste trabalho ingrato e cansativo, mas extremamente importante na educação dos nossos filhos, deviam ser colocadas num pedestal. Devíamos admirá-las como admiramos cientistas que constroem foguetões ou heróis de guerra.

Estas mulheres estão a fazer algo de belo e complicado, desafiador e assustador, doloroso, alegre e essencial.

O que quer que estejam a fazer, estão sempre a fazer alguma coisa, e nossa civilização depende delas para o fazerem bem. Quem mais pode dizer uma coisa dessas? Que outro trabalho acarreta tamanhas consequências?

É verdade…  ser mãe não é um emprego.

Um emprego é uma função que desempenhas numa parte do dia e quando acaba o horário paras e vais para casa.

Tens um salário. Tens sindicatos, benefícios e tempo de descanso. Eu tive muitos empregos. Não é nada de espetacular ou místico. Eu não percebo muito bem porque elevamos a “força de trabalho” a um estado sagrado. De onde veio esta ideia? Do Manifesto Comunista? Ter um emprego é necessário para alguns – é para mim – mas não é libertador nem dá poder. Seja qual for o teu trabalho. És dispensável. És um número. Um cálculo. Um servo
Podes ser substituído, e serás substituído eventualmente.

Estou a ser muito drástico? Não, estou a ser realista.

Se as mães desistissem  do papel de mãe muitas vidas ficariam viradas do avesso (incluindo a minha). Asociedade iria sentir, e muito. As consequências seriam sentidas por gerações. Se elas largassem o emprego como analistas de computador, seriam substituídas em quatro dias e ninguém se importaria. Isto é válido para mim e para ti. Temos liberdade e poder em casa, não no escritório. Mas nós somos autênticos zombies, por isso não nos apercebemos disto.

Sim, a minha mulher é SÓ uma mãe.

SÓ.
A minha mulher SÓ trouxe vidas ao universo, e SÓ forma, molda e cuida dessas vidas.
A minha mulher SÓ gere, dirige e mantém o funcionamento da casa, enquanto trata de crianças que SÓ contam com ela para tudo.
A minha mulher SÓ ensina os nossos gémeos a serem bons seres humanos e, à medida que crescem, SÓ lhes irá ensinar TUDO. Da moral aos costumes, do alfabeto à higiene, da educação à brincadeira, etc.
A minha mulher é SÓ o meu alicerce espiritual e a rocha onde a nossa família se apoia.
A minha mulher é SÓ TUDO para todos.
E a sociedade SÓ iria desmoronar-se se a minha mulher e todas as mães como ela falhassem em qualquer das tarefas que descrevi.

Sim, ela é SÓ uma mãe. O que é algo como olhar para o céu e dizer: “Ah, é SÓ o sol.”

É claro que nem todas as mulheres podem ser mães a tempo inteiro.
Uma coisa é reconhecer isso. Outra bem diferente é pintá-lo como o ideal. Chamá-lo de ideal, é alegar que o ideal seria que as crianças passassem menos tempo com suas mães. Isso é uma loucura. Pura loucura. Isso não é o ideal e nem tão pouco neutro. Quanto mais tempo uma mãe puder passar com seus filhos, melhor. É melhor para eles, melhor para suas almas, melhor para a comunidade, melhor para a humanidade. Ponto final.

Enfim, é provável que as mães a tempo inteiro tenham algum tempo livre.

Mas as pessoas que trabalham fora de casa também têm tempos mortos e livres. Na verdade, há muitos trabalhos que consistem principalmente de tempo de ocio, com pequenas empreitadas de atividade aqui ou ali. De qualquer forma eu não quero entrar  numa discussão sobre quem é “mais ocupado”.

Parece que valorizamos o nosso tempo tão pouco que quantificamos o nosso valor com base no pouco tempo temos. Ou seja, temos idolatrado o “estar ocupado”, e confundindo-o com o que realmente é “importante”.

Podemos estar ocupados sem ser importantes, assim como podemos ser importantes mas não estar ocupados. Eu não sei quem anda mais ocupado e nem me interessa. Não importa! Acho que posso dizer que nenhum de nós é tão ocupado quanto pensamos que somos. De qualquer forma , por mais ocupados que estejamos, será sempre mais do que aquilo que deveríamos estar..

Recebemos um monte de informações equivocadas na nossa cultura. Mas, quando tudo estiver dito e feito, e nossa civilização se desfizer em cinzas, o que mais nos lamentaremos é a forma como tratámos as mães e crianças.

 

Em The Matt Walsh Blog, Twitter: @MattWalshRadio
traduzido e adaptado por Up To Kids®

imagem@joeyfullystated

Até à altura tinha estado tudo bem e nunca me passou pela cabeça que pudesse haver algo de errado com as análises de sangue do 1º trimestre de gravidez.
Percorro a lista infindável de resultados e as imunidades para o Citomegalovírus (CMV) estão reactivas.
O coração dispara! Lembro-me vagamente de que o CMV é um vírus complicado. Faço uma pesquisa rápida na net e tudo o que leio me alarma ainda mais.
Surdez, cegueira, paralisia cerebral, deficiências profundas e morte… Choro! Porquê? Porquê o meu bebé?
É necessário fazer outra análise complementar para datar a infecção.
Quase 2 semanas à espera do resultado, tempo de angústia, mas também de esperança de que a infecção tivesse ocorrido antes de engravidar.
Abro o email com o resultado, enquanto as minhas mãos trémulas seguram o telemóvel e o chão desaparece sob os meus pés.
O pesadelo torna-se real e o medo assola todo o meu ser!
Infecção primária por CMV no 1º trimestre de gravidez! Qual a probabilidade de isso acontecer a uma grávida? Baixa, bastante baixa! Como é que foi acontecer-me a mim? Como estará o meu bebé e como é que será afectado? O meu bebé tão desejado pode não estar bem! Não acredito! Choro, revolto-me, mas apanho os pedaços do meu coração desfeito e sigo em frente.
Leio tudo o que encontro sobre o assunto, e tento seguir o mais naturalmente possível com a gravidez.
Uma gravidez que decorria como qualquer outra e que de um momento para o outro passou a ser de risco e hipervigiada.
Cada ecografia é um stress, mas também uma pequena vitória!
Vou ter uma menina! Outra princesa para completar o meu mundo rosa!
Única e especial! A cada pontapé, a cada movimento, as certezas aumentam.
És minha e sejam quais forem as tuas limitações, provocadas por este vírus maldito e silencioso, para mim serás sempre perfeita!
Amniocentese feita e fico a saber que o vírus passou a placenta. Não há nada a fazer! É esperar que desta vez as probabilidades estejam a nosso favor.
Ecografias e mais ecografias e tudo parece estar bem.
9 de Março de 2015, 19h48! O tempo pára! Abraço-te pela primeira vez! Naquele momento, nada mais interessa a não ser sentir-te.
És minha!
És linda e serás sempre perfeita!
Venha o que vier, aconteça o que acontecer…
Por AFF, do Blog Mães que muitas

Sugerido para Up To Kids®
Todos os direitos reservados
imagem@hospitalvillalobos

Os quadros de cortiça são ótimos para os miúdos pendurarem os seus desenhos ou fotografias e são leves e fáceis de aplicar na parede. Basta pendurar em dois pregos pequenos ou, caso não queira furar a parede, poderá colar com fita autocolante Tesa duas faces.

Estes são dois quadros simples. Vamos decorar quadros de cortiça para o quarto dos miúdos?
1DIY_QCortiça

MATERIAL:

  • Quadro de cortiça  com moldura em madeira ou metálica;
  • Tinta da cor que quiser decorar o quadro. (Neste caso, sobre a madeira foi aplicada tinta acrílica azul claro)
  • Fita de renda (Vai precisar de, pelo menos, a medida igual ao perímetro do quadro; Em alternativa poderá usar gregas, fitas de padrão, pompons, etc
  • Pistola de cola e tubos de cola para pistola;

 

2DIY_QCortiça

Em primeiro lugar, pinta-se a esquadria com a tinta escolhida. Pode proteger a cortiça com uma fita adesiva grossa e depois retirar para obter um resultado mais perfeito.

Depois deixa-se secar. Convém deixar repousar num locar arejado durante 24h para garantir que fica bem seco.

3DIY_QCortiça

Carregue a pistola de cola com um dos tubos apropriados, cole a renda ao longo da moldura.
4DIY_Cortiça0

Nas zonas de cantos, faça o remate em viés.

4aDIY_QCortiça

E já está. Depois de secar aplique na parede!
5DIY_Cortiça3

 

Por Teresa Oliveira Martins, Restauro em Casa

Promessa aos meus filhos

Querido filho,

enquanto eu for viva serei sempre primeiro a tua mãe, e depois tua amiga. Eu vou andar atrás de ti, chatear-te, dar-te sermões, levar-te ao desespero e ser o teu pior pesadelo. Prometo que vou perseguir-te como cão a coelho sempre que for preciso, porque te amo.

Quando compreenderes isso, eu saberei que te tornaste num adulto responsável.

Eu vou defender-te sempre, mesmo nos momento que tenha de te defender de ti próprio.

Nunca encontrarás na tua vida ninguém que se preocupe tanto, que te ame tanto e reze tanto por ti quanto eu. Porque o amor de mãe é assim. Incondicional e eterno.

Se não me chamares, pelo menos uma vez na vida, “a pior mãe do mundo”, então eu devo estar a falhar em qualquer coisa.

Porque crescer exige saber escolher, e eu vou obrigar-te  a fazer as escolhas certas. Quer gostes, quer não gostes.

Educar exige regras e limites,  e essas regras e limites são sempre impostas por mim. Desculpa.

Eu sei que não gostas mas que um dia vais dar-me razão. Um dia quando aconchegares o teu recém-nascido ao colo e te aperceberes que é possível amar tanto ao ponto de te escorrerem lágrimas pela cara abaixo, vais dar-me razão.

E vais amar os teus filhos e persegui-los até ao teu último sopro.
Tal como eu farei.

Mãe /pai

A partir da imagem do texto

LER TAMBÉM…

Pais que mimamos filhos estão a criar um geração de adultos deslocados

As 7 primeiras vezes depois de sermos Pais

5 coisas que os filhos nunca esquecerão sobre os pais

A maternidade é como a idade; bonito é fingir que não passamos por ela

Ser mãe sem ter mãe: O clube a que nunca quis pertencer

Os teus filhos precisam de ti e não do teu dinheiro

 

 

Nuvens na cabeça | Editora Cercica | Coleção Todos a ler | Recomendado por Oficina de Psicologia

Nuvens na cabeça, é um livro cuja história e ilustrações são tão simples, como a própria maneira de ensinar as crianças a ver o lado positivo da vida. Saber apreciar e dar valor às pequenas coisas tal como as amizades, os abraços e o arco-íris.

Um livro que ajuda as crianças a lidar com as suas emoções, e que permite aos pais que, através da história e das atividades propostas, consigam entender e conversar com os filhos sobre aquilo que os assusta ou preocupa.

 

nuvensnacabeça
SINOPSE
Esta é a história de uma menina, a Eva, que descobriu como afastar as nuvens cinzentas e pesadas que teimavam em acompanhá-la para todo o lado. Com pistas e atividades no final, este livro pode ser uma ferramenta útil para, em conjunto com as crianças, trabalhar sentimentos do dia-a-dia.

FICHA TÉCNICA
Nuvens na Cabeça de Susana Amorim
Edição/reimpressão:2014
Páginas: 50
Editor: Editora Cercica
ISBN: 9789898681034

Susana Amorim nasceu em 1976 no distrito de Aveiro.
É formada em Psicologia desde 2001 e atualmente além do seu trabalho como psicoterapeuta, desenvolve atividades de educação emocional, privilegiando sempre a prevenção.Trabalha com crianças e jovens há 14 anos e acredita que a simplicidade, os afetos e o espanto na descoberta do mundo, daqueles a quem se dedica, a inspiram profissional e pessoalmente.