Pára de chorar imediatamente!

Já toda a gente ouviu alguém a dizer isto a uma criança que está a chorar compulsivamente, certo? Normalmente até dos próprios pais, avós ou professores. Antigamente, esta ordem era muito comum, e ninguém discutia o desprezar dos sentimentos da criança, ou sequer se preocupavam em apurar a causa do choro.

Chorar é a manifestação de vários sentimentos e emoções como o medo, a dor, ansiedade, etc. O choro ou “birra” de uma criança provoca, de alguma forma, nos adultos um desejo eminente de acabar com aquela atitude rapidamente. Não queremos explicações do que desencadeou essa ação, só queremos que a criança a pare de imediato.
“Engole o Choro!” “Chora para dentro!”
São frases que têm vindo a cair em desuso mas, infelizmente, de vez em quando ainda se ouve em pleno parque infantil ou numa qualquer sala de espera de hospital!

Essa atitude de negligenciar emoções da criança, pode levar o indivíduo desde a infância a desenvolver dificuldades em gerir as suas frustrações, tornando-se num adulto impaciente, intolerante com atitudes ou opiniões diferentes da sua, além de abrir portas para as mais diversas doenças psicossomáticas.

Não podemos simplesmente ignorar o choro de uma criança. Devemos, sim, aprender a identificar o que a criança quer transmitir, o que há por da raiva, da dor, angústia ou frustração, e que levam, geralmente, ao choro ou birra.

Muitas vezes sem querer, os adultos desprezam esta manifestação de ajuda, seja por não saber como identificar os próprios sentimentos e lidar com eles da melhor maneira, ou por falta de informação das consequências futuras nesta atitude negligente.

Ao ajudarmos uma criança a perceber o motivo que a levou ao choro, favorecemos a identificação e expressão dos seus sentimentos e estaremos a colaborar com seu autoconhecimento, promovendo uma compreensão mais aprofundada da vida futuramente.

Ao agir deste modo, estaremos a contribuir para que os nossos filho aprendam a lidar com diversas situações usando as emoções de forma equilibrada, tornando-as pessoas mais tranquilas e felizes.

Depois dessa análise, quem sabe a frase não se modifica para: “Chora à vontade, deita tudo cá para fora”

Adaptado de “Solte o choro, menino (a)!”, Revista Bebê, Dez/Mar – 2012 – Nº20

Imagem @Jill Greenberg

Direitos dos PAIS de Crianças com CANCRO – Legislação desajustada ou inexistente, falta de apoio financeiro

“Sou MÃE do IPO de Lisboa e Presidente/Fundadora da uAPHu – Associação de PAIS Heróis, cujo objetivo é apoiar os PAIS de Crianças/Jovens com CANCRO, que perante o problema com a dimensão que é ter um filho com CANCRO, a este se possam dedicar em exclusivo, não perdendo a sua dignidade, não se limitando a sobreviver.

Para isso, estes PAIS têm de ter os seus direitos assegurados desde o primeiro dia do diagnóstico do seu filho até ao momento em que possam e consigam restabelecer a sua rotina familiar normal, independentemente do tempo que para tal necessitem. (…)

Na atual conjuntura, poucos são os PAIS que têm um emprego estável e que financeiramente lhes permita enfrentar todo este “pesadelo”. Muitos PAIS, quando iniciam este percurso estão numa situação laboral precária, muitos deles estão já numa situação de desemprego.

A CONSIDERAR

  • Porque é que MÃE/PAIque acompanha uma Criança/Jovem com CANCRO, que tenha emprego, só recebe 60% do seu vencimento, quando se for um ADULTO a ter CANCRO recebe 100% ou 70%? (…)
  • Porquê aplicar a baixa por assistência a filho menor que tem a duração máxima de 4 anos, não prorrogáveis, se há situações em que esse tempo não é o suficiente para uma Criança/Jovem com CANCRO ficar “tratada”? (…)NINGUÉM consegue prever ou estipular o tempo de “cura” de um CANCRO – será o tempo necessário!!!
  • Porque é que o período de baixa, de MÃE/PAI para assistência ao filho doente, não é contabilizado como tempo efetivo de trabalho/serviço, pois segundo a lei em vigor, é visto como uma suspensão do contrato de trabalho? (…) MÃE/PAI de filho menor doente, deve ter o direito de ver o período de baixa para assistência, contabilizado no cálculo para efeitos de Aposentação/Reforma, da mesma forma como se a baixa fosse pelo próprio.
  • Sabia que devido à duração da baixa médica para assistência a Criança/Jovem com CANCRO ser prolongada no tempo, ocorrem situações de não renovação dos contratos de trabalho ou rescisão dos mesmos, ficando os PAIS sem direito a qualquer apoio financeiro, pois mesmo que tenham direito ao subsídio de desemprego, não podem acumular o subsídio a 3ªpessoa? (…)
  • Sabia que embora seja permitido a um dos PAIS (normalmente a mãe), tratar a tempo inteiro da Criança/Jovem com CANCRO, atualmente o cônjuge não tem direito a tempo de acompanhamento do filho doente, seja em contexto de internamento hospitalar ou de apoio no domicílio, sendo frequente recorrerem a baixas médicas ou dias de féria? (…)
  • Sabia que caso o PAI esteja desempregado, está definido que é ele que acompanha o/a Filho/a, independentemente de ser o que a Criança/Jovem deseja, independentemente da cumplicidade que exista entre Filho/a e os PAIS, independentemente de ser o mais competente para desempenhar essa função? Onde está o supremo interesse da Criança/Jovem? (…)  A Criança/Jovem com CANCRO, os PAIS, devem ter o direito de livremente poderem escolher quem acompanhará a Criança/Jovem com CANCRO, sem que haja qualquer imposição ou limitação legal! 

Pelo exposto, e porque ninguém escolhe “viver este pesadelo”, porque qualquer um de vós pode vir a passar por esta situação e porque os PAIS/Família de uma Criança/Jovem com CANCRO precisam de se poder dedicar aos seus Filhos com toda a dignidade, tranquilidade e conforto económico, não se limitando a sobreviver, pedimos a Vossa ajuda na sensibilização da sociedade para este problema, assim como procura e alcance na revisão da lei em vigor. ” Ler petição completa aqui

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Não deixe para depois! O tempo não pára!

imagem@gettyimages

Como é que se explica a Páscoa a crianças? Parece complicado, mas deve ser um processo natural. Tal como o Natal, a Páscoa é um feriado cristão, uma festa pagã.

Obviamente que parece mais fácil explicar o Natal: celebra-se o nascimento do Menino Jesus, os presentes aparecem dos 3 Reis que seguiram a estrela para conhecer o Menino. Celebra-se o amor. E, inicialmente, é o suficiente. Com o crescimento e maior entendimento da vida, torna-se mais fácil acrescentar informação de valor a esta história.

Agora a Páscoa… Como se explica a ressurreição de Cristo? Como se explica a morte de “Menino” Jesus?  E, sendo filho de Deus, como deixa Deus morrer o seu filho? Onde entra o Coelho?

Tudo isto é muito complicado na cabeça de uma criança. Tal como uma história, onde podemos acrescentar pormenores, aqui devemos ir por partes. Não vale a pena explicar tudo de uma vez. Uma criança muito pequena não terá capacidade de compreender Cristo a ser crucificado. Mas se for uma criança habituada a ir à missa, de certeza que já começou a apanhar alguma parte da história, nem que seja pelas imagens e estatuárias. Agora, trata-se de unir os pontos. Assim, deixamos algumas dicas

Para explicar a morte de Cristo, escolha um momento em que tenha tempo para contar uma história. Sim, deve começar como se se tratasse de uma história infantil. Não é preciso entrar em grandes pormenores. Cristo era muito bom e ajudou muita gente. Na sua época conseguiu mudar muita coisa, e por isso apareceram alguns inimigos, que acabaram por pendurá-lo na Cruz.

Logo de seguida, pode passar à parte em que Cristo ressuscitou. E foram apenas três dias depois. É isso que celebramos, a ressurreição de Cristo.

Aqui chegamos aos ovos da Páscoa: os ovos representam o renascimento. Inicialmente eram pintados à mão com cores vivas e motivos florais, para representar a Primavera. Ah, porque a Páscoa celebra-se no solstício de Primavera! O que nos leva ao Coelho da Páscoa: que animal poderia representar melhor a fertilidade e a primavera?

Deixamos um vídeo que pode mostrar aos seus filhos. Quem poderá explicar melhor a Páscoa às crianças, do que as próprias crianças?

E lembre-se, o mais importante a explicar não é a morte e a ressurreição de Cristo, mas sim aquilo que todos aprendemos com isso.

 

Eu adoro os bilhetes que recebo dos meus filhos – quer sejam rabiscados num post it ou escritos com uma caligrafia perfeita e papel de carta. Mas o poema que recebi no Dia da Mãe, recentemente, da minha filha de 9 anos teve um significado especial. Na verdade, na primeira linha do poema já prendi a respiração enquanto as lágrimas me desciam pela cara.

“A coisa mais importante que eu posso dizer sobre a minha mãe é… que ela está sempre pronta para me apoiar, mesmo quando eu estou em apuros.”

Mas nem sempre foi assim.

Um dia apercebi-me que a minha forma de tratar os meus filhos tinha mudado, e que agora agia de uma forma como nunca tinha acontecido. Tinha-me tornado numa mãe que gritava. Não era sempre, mas era intenso – como um balão extremamente cheio que pode rebentar a qualquer momento.

O que é que as minhas filhas de 3 e 6 anos faziam de tão diabólico, que fizeram com que eu me passasse de vez?  Foi o facto de insistirem em ir buscar mais três colares de contas e os uns óculos de sol rosa, quando já estávamos atrasados? Foi a forma como tentavam servir-se sozinhas de cereais e entornavam a caixa inteira no balcão da cozinha? Foi quando uma delas caiu e partiu o meu anjo de vidro especial no chão, depois de ter sido avisada para não lhe tocar? Foi por lutarem contra o sono quando eu precisava de um pouco mais de paz e sossego? Ou foi quando discutiam por coisas ridículas como quem seria o primeiro a sair do carro ou quem tem o maior sorvete?

Sim, eram esses percalços normais, questões e atitudes típicas de crianças que me irritavam ao ponto de perder o controle.

Isto não é algo fácil de escrever. E também não foi um momento fácil na minha vida, porque verdade seja dita, eu odiava-me nesses momentos. O que é que me acontecia, que me fazia gritar à maluca com as duas pessoas que eu amo mais do que a vida?

Distrações

O uso excessivo do telefone, a sobrecarga de compromissos, listas de tarefas intermináveis, e a procura da perfeição, estavam a consumir-me.  Gritar com as pessoas que eu mais amo, foi o resultado direto da perda de controle que estava a atravessar na minha vida.

Inevitavelmente, acabaria por explodir em qualquer lugar. E claro, explodi a portas fechadas, exatamente na companhia das pessoas que são o meu mundo…

Até que, um dia fatídico, a minha filha mais velha subiu ao banco para tirar qualquer coisa da dispensa e acidentalmente entornou um saco inteiro de arroz no chão. Com um milhão de minúsculos grãos espalhados por todo o lado, os olhos de minha filha encheram-se de lágrimas. Foi nesse momento que eu percebi – a minha filha estava com medo de mim!

Esta foi, sem dúvida, a consciencialização mais dolorosa da minha vida. A minha filha de seis anos está com medo da minha reação ao acidente.

Com uma profunda tristeza, percebi que eu não era o tipo de mãe que eu queria para meus filhos conviverem e nem era assim que eu queria viver o resto da minha vida. Details

Abc para uma educação feliz

A – Abraços. Amizade. Amor.
As crianças precisam de se sentir amadas, e os pais podem e devem ajudar a desenvolver o seu caráter e auto-estima com manifestações de amor. Pergunte-lhes todos os dias “Já te disse hoje que te adoro?”

B – Brincar.
Brincar é uma das ferramentas chave na educação de uma criança. Brinque com o seu filho todos os dias. Nem que seja no trajeto Escola-casa. Invente personagens e brinquem ao faz-de-conta! Brinque antes do banho ou brinque no banho. Brinque quando os vai buscar à escola. Convide amigos para brincar lá em casa. Tudo o resto se irá compor com mais facilidade se o seu filho brincar todos os dias.

C – Conversar
Conversar com os filhos é um ato de partilha que deve começar desde que estão na barriga da mãe. Só assim poderá criar uma forte ligação e conhece-los ao longo do seu crescimento. Ninguém quer acordar e ter um estranho de 14 anos dentro de casa, pois não?

D – Dormir
Tal como os adultos, as crianças precisam de dormir para se sentirem bem consigo próprias. Para terem a concentração necessária na escola. Para não estarem de mau humor nem irritadas. Ensine-os a privilegiar as horas de sono.

E – Exemplo. Educação
A melhor  maneira de educar uma criança é através do exemplo. Seja o adulto que quer que os seus filhos se tornem.

F- Fluir
A parentalidade deve ser descomplicada. Há situações inesperadas que não podemos antever ou controlar. Não seja demasiado rigoroso ou severo. Deixe fluir o seu instinto. É de certeza o melhor palpite que terá em diversas situações ao longo do crescimento.

G – Gerir
Uma mãe/pai tem de saber gerir os seus filhos. As crianças precisam de ser guiadas, e esperam que os pais sejam o seu farol. Gira a vida dos seus filhos, mas enquanto o faz, não se esqueça que é suposto ensiná-los a, no futuro, a gerir por si só. Torne-os autónomos.

H – Hoje
Todos os dias são bons dias para começar algo. Se sente que é preciso uma mudança no dia a dia dos seus filhos, hoje é um ótimo dia para mudar

I – Interesses
Envolva os seus filhos em atividades. Uma criança com interesses e que integre grupos ou equipas irá desenvolver uma série de competências, nomeadamente sociais, que serão mais valias na formação da sua personalidade, e no seu desempenho futuro.

J – Jogar
Jogue em família. Seja às cartas, ao mikado, à macaca, ou às escondidas. Além do reforço de auto-estima catapultado por esses momentos, a criança aprende a ganhar e a perder, a lidar com a vitória e com as frustrações.

K – KO
Às vezes é melhor assumir que está KO do que andar a arrastar-se e a tentar fazer programas com os miúdos. Eles vão compreender e possivelmente agradecer.

L – Limites
É essencial, na educação de uma criança, dar limites. Verá que respondem melhor do que pensa aos limites impostos.

M – Mimar
As crianças precisam de mimo. Não só mimo de afetos, mas mimo de serem “levadas ao colo”, de vez em quando. Há um dia que o seu filho não quer adormecer sozinho? Leia mais uma história, fique um bocadinho no quarto a fazer companhia. Pode estar ansioso por algum motivo. O seu filho de 8 anos pede ajuda para tomar banho? Diga-lhe que lhe faz companhia na casa de banho enquanto ele toma banho. Tal como nós, as crianças têm dias em que se sentem em baixo, e precisam do nosso mimo. Dê colo sempre que for preciso.

N – Não
É importante saber dizer não. O não ajuda a definir limites desde pequenos, e orienta a criança. Mas lembre-se: as crianças precisam de tempo e espaço para explorar. Não diga sempre que não, só porque sim, ou porque é mais fácil. Eles próprios têm de aprender a dizer não a si próprios em vez de nos perguntarem tudo.

O – Obrigado
Ensine o seu filho a ser grato. É uma das características mais positivas que um ser humano pode desenvolver.

P – Prioridades
Ensine-os a gerir prioridades. Muitas vezes não conseguimos fazer tudo o que queremos num só dia. As crianças, que dispersam com a brincadeira, têm de organizar o seu tempo gerindo prioridades.

Q – Queixinhas
As crianças começam a fazer queixinhas logo que aprendem a falar (ou até antes disso). Embora, muitas vezes, seja já um hábito queixarem-se de tudo e apontar o dedo ao irmão ou ao colega do lado, tente sempre perceber se existe algum fundamento na queixa. Não proíba nem recrimine as queixas. É importante que a criança perceba que pode e deve queixar-se aos pais de tudo o que a incomoda, desde que não seja um capricho. Se o nosso filho é vítima de bullying, nós queremos saber. Se lhes ensinamos a a não se queixarem, vão apanhar e calar. Há que conseguir encontrar aqui um meio termo.

R – Respeito
Trate os seus filhos com respeito e eles aprenderão a respeitar os outros.

S – Sonhar
As crianças nem sempre vivem com os pés assentes na terra. Sonhar pode ajudar a desenvolver a criatividade e definir objetivos.

T – Ter
Hoje em dia as crianças querem ter tudo. Mostre-lhes que o Ser é mais importante que o Ter.

U –  Uma vez não são vezes
Para todas as regras existe uma exceção. A educação, ou a forma de educar não é estanque. Tenha as suas regras definidas, mas saiba quando podem ser quebradas.

V – Valores
A tradição já não é o que era, mas os valores são para manter. Transmita valores aos seus filhos. Ensine-lhes o que deve ser valorizado. Quais os valores por que se rege? O que lhes quer transmitir? 

W – Wow
Seja expansivo. Demonstre as suas emoções, exprima-se bem, converse entusiasticamente. Não reprima emoções. As crianças criadas por pais com quociente emocional elevado desenvolvem uma consciência social mais apurada, tornando-se mais adaptáveis e mais seguras de si próprias.

X – “Xeretar”
Não fale da vida dos outros à frente dos seus filhos. Aliás, não fale da vida dos outros. Pequenos hábitos são absorvidos pelas crianças. se você estiver constantemente a “xeretar” sobre a vida alheia, descobrirá que naturalmente os seus filhos também o farão.

Y – Yes
Porque o Sim é uma palavra que devemos usar várias vezes. É um reforço positivo na personalidade da crianças. Sim, adorei o teu trabalho na escola, Sim, hoje podemos ir ao parque, Sim, gosto de ti todos os dias. Sim, sim, e sim. Use e abuse do sim. Mas nunca se esqueça de equilibrar com o Não.

Z –  Zelar
Zele sempre pelos seus filhos. Aconteça o que acontecer, eles vão precisar sempre de si.

É verdade, um dia, provavelmente, vão tentar afasta-lo. Vão exclui-lo e vão tomar decisões sozinhos. Vão achar que sabem tudo e que os pais não sabem nada. Vão querer estar na linha da frente e dar o peito às novas aventuras, amizades e experiências. Mas independentemente disso, eles sabem (têm de saber) que os pais não vão a lado nenhum. E que se “tudo” correr mal, podem sempre contar connosco.
Se for preciso, estamos lá em silêncio.
Porque é isso que os pais fazem. Educam o melhor que podem, e quando finalmente as crias ganham asas, dão-lhe espaço para voar. E aqui, rezamos, para que que se lembrem de tudo o que lhes dissemos, de tudo o que lhes ensinamos, e que saibam fazer boas escolhas.

Se tudo falhar, recebemo-los de braços abertos, ajudamo-los a sarar e a recomeçar de novo.

Esperançados, agora, que com mais maturidade, a coisa corra melhor!
Porque é isso que os pais fazem.

 

Hoje em dia, as pessoas já não ficam surpreendidas ao conhecer uma mulher sem filhos… mas e se essa decisão tiver sido uma escolha pessoal?

Apesar de várias pesquisas mostrarem que há cada vez mais casais a tomarem esta opção, assumir que não se quer ter filhos ainda é bastante desconfortável. Expectativas, padrões, crenças, enfim, as razões de cada um podem variar. O que não muda é o constrangimento de quem se sente interpelado e até agredido pelos interlocutores que insistem em afirmar o quão errada consideram essa decisão.

Tomar consciência de que filhos não estão entre os sonhos e os planos de uma mulher é uma tarefa difícil e dolorosa. Desde pequenas que somos estimuladas a desenvolver o tal instinto maternal: brincamos com bonecas, às casinha, às mães e aos pais… Assim, aceitar que esse instinto não faz parte da nossa personalidade e que não desejamos corresponder àquele formato, não é muito simples. O tempo é outro factor cruel, nestes casos. O sistema reprodutor feminino tem um prazo de validade e pode ser implacável. Esperar demais para enfrentar uma gestação pode representar riscos ou simplesmente inviabilizar a maternidade. É preciso decidir se queremos ou não ter filhos até determinada idade. Depois disso, o nosso corpo é que decide por nós, independente da nossa vontade.

Como se não bastassem todas as dúvidas e riscos que envolvem este processo de tomada de decisão, ainda é preciso enfrentar quem acredita ter a fórmula da felicidade – com filhos, é claro. Para dificultar ainda mais a vida de quem está confusa ou simplesmente a habituar-se à ideia de que não pensa como a sua mãe ou as suas amigas, há sempre algum membro da patrulha pró-filhos a encher a cabeça da pobre alma de regras e julgamentos.

Tudo isto em nome de que? De um comportamento socialmente aceite, que diz que todos os casais devem procriar? De uma suposta felicidade da qual a renunciante aos rebentos poderá estar a desistir? Ou em nome de uma necessidade de afirmação por parte dos pais e mães que, por escolha própria ou falta de opção, já fazem parte da equipa das “famílias numerosas” e precisam, então, de ver a sua escolha replicada nos outros para ter realmente certeza de que ela foi tomada corretamente?

Felizmente, essa mentalidade está cada vez mais extinguida. Muitas pessoas educadas e bem resolvidas perceberam a indelicadeza deste comportamento e abandonaram de vez as trincheiras, relegando este tema ao que ele realmente é: uma escolha pessoal, intransmissível e que em nada vai interferir na vida de outros que não sejam apenas o casal.

Para quem decidiu não ter filhos há, ainda, muito julgamento a enfrentar. Sabendo disso, em solidariedade a estas mulheres, a Revista Donna preparou uma lista das principais frases que as mulheres não-mães mais ouvem às custas da sua escolha (e como uma espécie de recado às pessoas cuja mentalidade ainda tenta interferir nas escolhas pessoais de cada um)

1 – Dizes isso agora, mas vais mudar de ideia quando tiveres filhos.

2 – Só quando se tem filhos é que se descobre o amor verdadeiro.

3 – Em vez de teres cães e/ou gatos, tem mas é um filho!

4 – Já pensaste quem vai fazer-te companhia quando fores velhinha?

5 – Estás a ser egoísta.

6 – Ter filhos foi a melhor decisão da minha vida.

7 – Vais arrepender-te quando fores mais velha, e depois não há nada a fazer.

8 – Só depois de seres mãe é que sabes o que são responsabilidades à séria, e te tornas numa verdadeira mulher.

9 – Porque é que não gostas de crianças?

10 – O teu marido vai querer filhos e vai procurar outra para isso.

E agora conte lá, já faz parte das pessoas que encaram com normalidade esta escolha, ou estas questões também lhe passam pela à cabeça?

Por Patrícia Lima, para Revista Donna,
adaptado por Up To Kids®

Com as rotinas de semana não há grande disponibilidade para fazermos programas com os nossos filhos, por isso é que o sábado e domingo nos parecem curtos para pôr em prática tudo aquilo que gostaríamos. Cada vez mais faço um esforço para estar 100% disponível para os miúdos ao fim de semana, o mesmo durante as férias, precisamente porque eles precisam da nossa atenção máxima e adoram fazer programas connosco, brincar, mesmo que seja em casa, absorvendo-nos até onde conseguirem.

Há vários programas que se podem fazer com os filhos, desde viajar, passear, ir ao cinema, ao teatro, visitar o jardim zoológico, museus e outras exposições dignas de serem aproveitadas. Até meados de abril ir à neve ainda é uma opção, mas com a chegada dos dias mais quentes, a praia também acaba por estar na lista dos programas preferidos das crianças, seja apenas para brincar na areia ou para estar o dia na praia, com tudo aquilo a que se tem direito.

Portugal é um país relativamente pequeno mas com imensos sítios e cidades que merecem a pena ser conhecidos. Conhecer as principais cidades, fazer um passeio de barco pelo Douro, visitar as grutas e os templos no Alentejo, passar um fim de semana na barragem de Montargil, conhecer a costa Vicentina, os palácios e castelos de Portugal são também atividades que geralmente têm sucesso entre os mais novos. Na realidade o que mais importa é que eles estejam com os pais a 100% e é essa partilha das 24h que vai tornar tudo ainda mais especial. Ir à Disneyland de Paris é provavelmente um dos programas preferidos de qualquer criança, no entanto, nem sempre é possível, de maneira que há que ir estando a par das novidades em termos de oferta cultural nas várias cidades, ou apostar nos programas clássicos que já sabemos de antemão que fazem sucesso. Pelo caminho, não se esqueçam de tirar umas fotografias, para que mais tarde possam em família rever esses momentos.

Por Filipa Cortez Faria, do  Blog My Happy Kids,
para Up To Kids®

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Quando tiveres filhos, não sejas esse tipo de mãe. Não sejas a mãe que…

Eu ainda não tenho filhos, mas adoro crianças e faz parte do meu plano de vida um dia constituir família. Não preciso de me casar de véu, grinalda e flores de laranjeira. Basta que encontre o amor verdadeiro. Claro que, não significa que seja para toda a vida! Eu adoraria, mas sejamos realistas… vivemos, cada vez mais, numa época em que tudo é tão efémero, instantâneo, ao momento, à flor da pele, que já não ponho as mãos no fogo por relação nenhuma. Exepto as relações mãe/pai e filhos. Essas acredito que sejam eternas. Mesmo quando há zangas, mesmo quando vivem separados, mesmo quando estão à beira da exaustão.

Porque o amor pelos filhos é (dizem) incondicional.

Sou o tipo de tia que sempre que posso fico com os meus sobrinhos. Gosto de passar tempo com eles. Sei que a mãe muitas vezes não consegue dar-lhes a atenção que gostaria… na verdade é muito injusto: quando se tem tempo disponível, ainda não se tem filhos; depois dos filhos nascidos, as mães não têm tempo para nada. E vivem numa roda viva a fazer das tripas coração para conseguirem o que elas próprias consideram os mínimos diários para o bem estar dos miúdos e da família. São as mães “heróis”.

Eu ainda não tenho filhos, mas adoro observar as dinâmicas de uma família.

Sei que, um dia, quando também eu for mãe, terei uma perspectiva totalmente diferente sobre o assunto. Sei que agora não sei nada sobre maternidade e que, provavelmente, um dia hei-de engolir estas palavras. Eu espero que um dia eu leia estas linhas e aprenda com o meu “eu” antes de ser mãe. Por isso, aqui deixo, de uma mulher sem filhos para as mães experientes, polivalentes e exaustas, as minhas reflexões para reler dentro de uns anos, quando também eu for mãe.

Quando tiveres filhos, não sejas esse tipo de mãe

1. Não sejas a mãe que está sempre agarrada ao telemóvel.

Se há coisa que me inquinita é uma mãe numa fila de espera com crianças, e a jogar/falar no telemóvel. Sim, é uma seca esperar… por isso, para os miúdos também é. Aproveita para conversar com eles, fazer jogos de mãos, aprender aquela música que cantam no colégio, ou ensinar-lhes um jogo qualquer. Treinem rimas, digam o nome dos países ou das cores ou de animais. Para cada idade um comportamento diferente. Aproveita os tempo mortos para conectar com os teus filhos.

2. Não sejas a mãe que entrega o telemóvel de mão beijada, só para sossegares a cabeça.

Claro que é na sequência da situação anterior: é tão mau uma mãe pôr-se a jogar deixando os filhos a olhar para o tecto, como entregar-lhes o telemóvel, para poder ficar a olhar para as unhas, sossegada.

3. Não sejas a mãe que promete e não cumpre

As crianças acreditam piamente no que as mães dizem. Se não consegues fazer qualquer coisa não prometas. As expectativas criadas pelas crianças são bastantes elevadas, e a desilusão torna-se muito grande. Eu que o diga.

4. Não sejas a mãe que exige demais dos filhos

As crianças, em primeiro lugar, precisam de ser crianças. Precisam de brincar, de fazer disparates, de rir de patetices, de sonhar, de vestir as calças ao contrário, e de entornar o copo de água ao jantar mais vezes do que aquilo que querias. Dá-lhes tempo. Quando crescerem nunca voltarão a ser crianças. Aproveita o agora.

5. Não sejas a mãe”Eu avisei-te!”

Tenta ser a mãe que previne de forma positiva e que consegue de facto evitar o acidente. Gritar “Pára de correr que vais cair” , entra a 100 e sai a 200 nos sensores de uma criança com a adrenalina a fervilhar. Experimenta ir ter com o teu filho e pará-o. Acalmá-lo. Explicar-lhe que se continua a correr  pode cair e magoar-se. Ou então não digas nada. Deixa-o estar. Deixa-o correr. As crianças precisam de aprender quais os seus limites e para isso, por vezes têm de cair. Mas em qualquer uma das situações, diz-lhe que se cair estarás lá para o apoiar.

6. Não sejas a mãe que grita com os filhos por dá cá aquela palha

Todos temos maus dias. Mas vejo, muitas vezes, as mães a descarregarem nos filhos por tudo e por nada. Se chegam atrasados à escola, é porque ele demorou muito a vestir-se. Se te enganas no caminho quando vais no carro, é porque ele ia a conversar. Se não trouxeste o troco do café, é porque ele não parava quieto. Esquece, assume as culpas. Tu é que tens de acordar mais cedo; tu é que tens de pensar antes de arrancar com o carro e definir o caminho; Tu é que tens de levantar o troco do café independentemente de tudo! Tu, Tu e Tu. Ok, eles desestabilizam? Deal with it! Mas sem gritos.

7. Não sejas a mãe que avia 3 palmadas à criança para aliviar a tensão de cima dos ombros

Os filhos têm o condão de tirar as mães do sério. Mas tenta responder com atitudes positivas. Explica o bem e ensina-o a agir corretamente. As crianças aprendem através do exemplo, e mais facilmente com amor do que com palmadas. Dá uma chance aos abraços. Mesmo quando te apetece avançar para o disparate. Verás que a atitude deles será diferente e irá ao encontro da tua.

8. Não sejas a mãe que diz mal dos outros à frente dos filhos

Vais no elevador com a vizinha de cima, e a criança pergunta “Oh mãe, é esta a gorda que anda de saltos altos em casa?”
Cuscar e dizer mal à frente das crianças não só é um péssimo exemplo como é uma má jogada: os miúdos não têm filtros, e à primeira oportunidade vão falar onde não devem, criando situações, obviamente muito desagradáveis (Ver ponto 6. – A culpa é tua porque falaste demais)

9. Não sejas a mãe que ignora os filhos

Um coisa é criar crianças autónomas e dar-lhes espaço e ferramentas para tal. Outra coisa são as mães que no pretexto da sua atitude “prá frentex” de deixar que a criança faça tudo sozinha, se acomodam numa maternidade preguiçosa. Se a criança pede ajuda para colorir o desenho ou acabar de montar o Lego, dá-lhe atenção. Mesmo quando sabes que eles conseguem concluir a tarefa sozinhos. Muitas vezes estão cansados e precisam de atenção. Dá-lhes essa atenção.

10. Não sejas a mãe que não tem tempo para os filhos.

Os teus filhos precisam de ti. Não é dos avós, da professora, dos carros de bombeiro e das bicicletas. Não é das viagens, dos chocolates do aeroporto, nem dos passeios de barco ou mota de água. É dos pais.  Eu sei que também precisas de ti e mereces esse tempo. Para sair com amigos, ir ao cinema, aos concertos e beber um copo.

Precisas disso para estar bem, e se estiveres bem terás mais disponibilidade emocional para os miúdos. Mas podes fazer tudo isso e conversar diariamente com os teus filhos, apoia-los incondicionalmente, beijá-los de manhã e à noite, confortá-los sempre que preciso, e dizer-lhes que os amas até ao fim dos teus dias.

Se não, corres o risco de amanhã acordar e teres um desconhecido de 14 anos dentro de casa.

Por isso, lembra-te:

de alguém que não tem filhos e ainda vive muito o papel de filha; de uma tia que ama os seus sobrinhos como se não fosse possível gostar de alguém mais que isto, não sejas a mãe que acaba de ler isto e desvaloriza cada palavra porque eu ainda não tenho filhos.

Faz um pequeno exercício: conta quantas das alíneas anteriores correspondem às tuas atitudes com os teus filhos, e faz o balanço.

E quando eu tiver os meus filhos, espero que haja alguém de fora que me de um abanão sempre que for preciso, e me digam: não sejas “A mãe que…nunca quiseste ser”

 

 

 

 

 

A alimentação saudável está na ordem do dia, com inúmeras notícias, artigos e publicações a falar sobre este tema e quando o tema se associa às crianças, há ainda mais buzz à volta da questão.

Nós somos aquilo que comemos e, por isso, se tivermos uma boa alimentação teremos tendência a ter um peso normal e a sermos saudáveis. Por outro lado, as crianças aprendem por imitação, de maneira que é fundamental que, em casa e na escola, os adultos representem bons exemplos no que toca à escolha das refeições.

Preocupamo-nos muitas vezes com aquilo que as crianças comem ao pequeno-almoço, almoço e jantar mas esquecemo-nos das refeições intermédias, isto é, dos snacks da manhã e da tarde, muito importantes para regular o apetite e a absorção de alimentos. Está certo que são várias as escolas que fornecem pelo menos uma destas refeições intermédias, no entanto, a oferta nem sempre é a desejável, com o leite com chocolate e as bolachas a fazerem parte da ementa.

O ideal será que as crianças comam fruta, leite, iogurtes e queijo meio-gordos e sem adição de açúcar, para além do pão e cereais. O desafio passa por preparar lancheiras saudáveis e que sejam práticas, e é nesse sentido que vos deixo com umas dicas de snacks saudáveis que podem preparar para os miúdos:

  • 1 iogurte sólido ou líquido e flocos de cereais integrais (coloquem numa caixa pequena)
  • 1 peça de fruta e 2 queijinhos babybel Light
  • 1 pacote de leite simples e 1 fatia de pão integral com manteiga magra
  • 1 peça de fruta e 2 bolachas de água e sal
  • 1 iogurte ou 1 copo de leite e 1 tortilha de arroz/milho ou marinheiras
  • 1 iogurte com ½ pacote de fruta desidratada
  • 1 pacote de sumo fresco/smoothie de frutas com 1 tortilha
  • Snacks ou barras feitas em casa com aveia e fruta

Com estes pequenos snacks, que podem e devem ir variando ao longo do dia, as crianças vão estar mais atentas, concentradas, bem-dispostas, menos irritadas e às refeições principais vão comer apenas aquilo que precisam, porque não chegam à mesa prestes a devorar o que aparece.

Por Filipa Cortez Faria, do  Blog My Happy Kids,
para Up To Kids®

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A importância de fazer programas adaptados às idades e gostos dos miúdos, passa não só pelo seu desenvolvimento e aprendizagem, mas também pela saúde mental dos pais. Passo a explicar: os filhos são criaturas muito persuasivas, e normalmente pouco pacientes. Se andam constantemente agregados aos programas de adultos dos pais, acabam por se tornar maçadores, embirrentos, cansativos e muitas vezes insolentes, pela falta de convivência com crianças fora do âmbito escolar.

Aos fins-de-semana, é uma óptima opção para a família. Já que eles acordam (muito) cedo, não restando grandes hipóteses de descanso, mais vale sair de casa e participar numa atividade infantil. Não como obrigação ou por regra, mas por opção.

Normalmente as oficinas são de curta duração, cerca de 1h, e muitas realizam-se de manhã, não ficando a família  todo o dia a “reboque” da própria oficina/atelier.

QUAIS AS MAIS VALIAS PARA AS CRIANÇAS?
As actividades estão maioritariamente ligados ao uso das mãos e do tacto, ajudando a desenvolver em primeira análise a expressão plástica manual e as motricidades finas e grossas em idades do pré-escolar.

Estas actividades pedagógicas são o reforço do desenvolvimento intelectual e experimental da criança, principalmente, na fase pré-escolar.Realizar actividades/oficinas fora do ambiente rotineiro  das crianças (casa e escola), favorecem:

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  • A DISCIPLINA
    As actividades não lectivas, proporcionam à aprendizagem conjunta e cooperação interdisciplinar, estimulando competências sociais e organizativas, nomeadamente a interacção/trabalho em equipe, a partilha, a comunicação oral, a comunicação plástica e a concentração. Isto só é possível através da Disciplina. As crianças, têm efectivamente necessidade da disciplina, e respondem bem aos estímulos quando se sentem orientadas em grupo.

 

 

  • AUTO-ESTIMA
    Reforçam a auto-estima e o auto-conhecimento, e desenvolvem os meios de adaptabilidade da criança em relação a grupos e espaços desconhecidos. Ao frequentar estes ateliers acompanhadas pelos pais, as crianças sentem-se seguras e criam hábitos de estabelecer relações sociais com outras crianças e adultos. A criança explora os seus receios e as suas capacidades num meio seguro, embora desconhecido, reforçando assim a sua auto-estima.
  • MOTIVAÇÃO
    Proporcionam ao alargamento de diferentes interesses, aguçam a curiosidade e desenvolvem a motivação, e a capacidade de iniciativa na realização de tarefas.

    Uma criança disciplinada é uma criança motivada. Estes ateliers têm um nº máximo de participantes, o que permite que o orientador consiga interagir com cada criança e com todas, ou seja, cada uma terá a atenção e o acompanhamento devido de acordo com o que deu a conhecer até então. Por vezes são distribuídas tarefas de acordo com o interesse de cada criança para se sentirem mais motivadas.

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As crianças reagem bem aos ateliers e workshops, se forem ensinadas a encará-los como uma extensão da brincadeira, sendo também uma extensão da sua educação.

Mesmo as crianças menos manuais, gostam de explorar novos materiais, e adoram descobrir o que podem fazer com eles. Ficam felizes por criar objetos diferentes, e desenvolvem questionários gigantes sobre as suas obras criadas.

É um desafio à criatividade e à própria curiosidade!

 

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