1. Ainda há psicólogos (e até psiquiatras)que defendem que o autismo é um problema de vínculo da criança com os pais e que se cura com aceitação. Em pleno 2016, ainda existe a teoria da Mãe Geleira.
  2. Muitas escolas continuam a negar a matrícula a crianças autistas.
  3. Muitas escolas aceitam a matricula, mas não procuram formas de estimular essa criança. Muitas crianças autistas ficam “encostadas” sem ter a hipótese de alcançar todo o seu potencial.
  4. Grande parte dos pediatras não está apto a reconhecer sinais do autismo em bebés. É recorrente aconselharem os pais a esperar mais um tempo, a colocar a criança na escola para ver se desenvolve, ou culparem a falta de estímulos ao problema.
  5. As mães continuam a aconselhar outras mães, e a desculpar “cada criança tem os seus timmings” mesmo que a criança tenha 3 anos e não fale.
  6. O serviço público não fornece, nem de longe, os serviços e intervenções que uma criança autista precisa.
  7. Muita gente ainda acha que o termo “autista” é um insulto.
  8. Muita gente ainda acha que todos os autistas são génios.
  9. Muita gente ainda acha que todas as mães de autista são santas/escolhidas/imaculadas, e que por isso têm a obrigação de aceitar tudo sem reclamar e com um sorriso na cara.
  10. Muita gente ainda precisa de perceber que nunca é fácil (nem um bocadinho). Mas há amor, há beleza, há aprendizagem, vida, felicidade e tudo mais. Basta informar-se, dedicar-se, readequar as expetativas, e aprender a comemorar vitórias diferentes, mas igualmente válidas.

Por Andrea Werer, em Lagarta vira Pupa, adaptado e editado por Up To Kids®

Instagram: @lagartavirapupa
Snapchat: lagartavirapupa

REDUÇÃO DO HORÁRIO DE TRABALHO PARA ACOMPANHAMENTO DE FILHOS ATÉ AOS 3 ANOS DE IDADE, EM DUAS HORAS DIÁRIAS, POR PARTE DE UM DOS PROGENITORES

Preocupada com a dramática baixa natalidade que se verifica em Portugal, e confrontada com notícias que vieram a público sobre a forma indigna como algumas mulheres eram obrigadas a fazer prova de que estavam a amamentar (“expressão mamária” ou análises bioquímicas), a Ordem dos Médicos (OM) entendeu fazer, em Junho de 2015, uma exposição à Assembleia da República onde se dava nota da iniquidade da Lei e se propunha que fosse consignado em Lei o direito a 2 (Duas) horas diárias de redução de horário a TODAS as mulheres com filhos até aos 3 (três) anos de idade.
Esta redução já está consagrada no Código de Trabalho e a OM pretende que seja estendida – para benefício das crianças – até três anos e a um dos progenitores, independentemente de a criança ser ou não amamentada. A saúde mental do bebé está diretamente implicada com o seu bem-estar e o dos progenitores. É totalmente unânime, na comunidade científica, a ideia de que os primeiros tempos de vida são determinantes na estruturação da personalidade.

OBJECTIVO:
Garantir, pela publicação de lei da Assembleia da República, o direito à redução de 2 (duas) horas diárias no horário de trabalho, SEM a correspondente redução da remuneração ou perda de outras regalias, a um dos progenitores de qualquer criança até aos 3 (três) anos de idade, tempo destinado ao acompanhamento e/ou amamentação.

ASSINAR PETIÇÃO AQUI

 

Um grupo de investigadores da Universidade de Uppsala, na Suécia concluíram que existe um método capaz de estimular a capacidade intelectual das crianças desde tenra idade.  Trata-se de uma plataforma realmente amigável e intuitiva, de baixo custo e fácil acesso para a grande maioria das pessoas.

A pesquisa demonstrou que crianças ou bebés que utilizam esta plataforma, desenvolvem não só a parte intelectual, cognitiva, mas também a capacidade criativa, além de criarem vínculos afetivos mais sólidos.

Em geral, os pais demonstram-se preocupados em encontrar estratégias para desenvolver o potencial dos filhos. Vale tudo: desde passar música clássica enquanto o bebé ainda está na barriga da mãe, até a aquisição de mobiles que se propõem a desenvolver aptidões matemáticas nas crianças.

Os especialistas suecos destacam este método como primordial para alavancar o potencial dos nossos filhos desde criança até à idade adulta.

Mas, nem tudo é perfeito. Este método exige, no mínimo, a aquisição da plataforma e um adulto com tempo e vontade de utilizá-la com a criança. A partir de uma certa idade, a própria criança será capaz de manusear a plataforma, mas mesmo nessa fase, a presença de um adulto, participativo, potencializa os benefícios da metodologia.

A partir dos 6/7 anos, a maioria das crianças deve conseguir utilizar o método de forma autónoma.

Trata-se de Lições Interativas de Visualização e Relacionamento de Ordem afetiva. 
Mas em que consta este método inigualável de estimulação intelectual e emocional da criança?

Ora vejamos as primeiras letras do método: LIVRO!

Daqui, ouço um óhhh de decepção, vindo de um grupo de pais mais tecnológicos, para quem o progresso terá sempre uma
solução melhor do que o passado. Também vejo um sorriso amarelo de alguns pais que esperavam algo mais do que um livro!

O meu lado otimista (que não é muito desenvolvido) consegue supor alguns sorrisos de pais que por experiência própria (são leitores) conhecem o poder que os livros possuem no desenvolvimento do ser humano.

Brincadeiras à parte, há um consenso entre diferentes profissionais de saúde que, se fossemos escolher apenas um método  para desenvolver a capacidade cognitiva das crianças este seria a leitura de livros, já a partir dos 6 meses de idade.

Claro que não é o único e todos são complementares. O brincar criativo e as brincadeiras ao ar livre como saltar, girar, pedalar, nadar, de forma a desenvolver de forma lúdica as capacidades motoras, seria outro.

Obviamente, nenhum método  funciona sem o amor incondicional dos pais!

Repare-se que os gadgets não constam no topo da lista. Isso porque, à partida, sugerem mais passividade e menos criatividade, embora também maior capacidade de reação e reflexos. E convém reforçar que programas muito acelerados, podem desenvolver nas crianças pequenas uma “necessidade” de hiperestimulação. Se não forem hiperestimuladas, sentirão tédio o que pode gerar dificuldades no momento da alfabetização que é, obrigatoriamente, lenta.

Voltando ao LIVRO:  o livro estimula a criatividade na medida em que o leitor (ou, no caso da criança- ouvinte), cria a história na sua cabeça. Serão sempre 3 porquinhos e um lobo, mas cada um cria os seus 3 porquinhos e o seu lobo! Além disso, a proximidade física com quem conta a história cria um momento de vínculo afetivo com contato corporal.

A leitura pode contribuir para a implantação de determinadas rotinas, como dormir ou jantar.  Sinaliza mudanças de ritmo (da brincadeira mais agitada, para um momento mais calmo). Um aspeto pouco lembrado é o de que nós adoramos contar histórias!

Ao contarmos histórias usando os livros unimos a fala com a escrita e podemos desenvolver nos nossos filhos o hábito da leitura. Um hábito que, por não ser natural, precisa ser desenvolvido de forma gradual e prazerosa.

Aliás, hoje em dia, embora haja um grande desenvolvimento nos media, a capacidade analítica e crítica de um indivíduo, o entendimento de complexidades como a vida em sociedade, economia, medicina, engenharia, astronomia, cultura, arte etc. vai depender da capacidade de leitura da pessoa.

Num mundo competitivo essa competência pode fazer a diferença. Além de ser um hábito que produz prazer a quem o desenvolveu.

Se alguém ficou chateado com a brincadeira dos pesquisadores de Uppsala, peço desculpas.
Só queria chamar a atenção, de forma provocadora, para a importância do livro.
E boa leitura com seus filhos!

Texto de Dr. Roberto Cooper, adaptado por Up to Kids®

A Up To Kids® em parceria com a Indie júnior vai oferecer 10 Convites Família Indie Júnior!

O IndieJúnior é uma secção do IndieLisboa (Festival Internacional de Cinema Independente) dedicada aos mais novos e que visa contribuir para a formação estético-cultural das crianças e jovens através de uma experiência artística e lúdica. As sessões Famílias são realizadas especificamente durante os feriados e fins-de-semana e todas incluem apresentação. O seu principal objectivo é unir pais e filhos em torno de uma actividade comum que enriqueça ambas as partes e contribua para o aprofundamento dos laços afectivos. A programação é constituída pelas melhores curtas e longas metragens da competição IndieJúnior.

COMO PARTICIPAR | REGRAS

1. Fazer like na páginas Up to Lisbon KidsIndieLisboa International Film
2. Partilhar no Facebook (público).
3. Preencher o seguinte formulário e no campo “Frase” conclua: “Adoro cinema porque…”

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O passatempo é válido até dia 19.04.16.
O vencedor será sorteado através do programa Random.com.
Apenas estarão habilitadas ao sorteio pessoas cumpram as 3 regras de participação.
A partilha deverá ser publica para a podermos seguir.
O mesmo utilizador pode concorrer mais que uma vez (máx 10 participações/pessoa/dia), desde que em cada participação cumpra novamente as regras impostas, e os nomes do tag sejam sempre diferentes.
Ficará habilitado o nº de vezes que concorrer
Os vencedores serão anunciados publicamente no dia 20.04.16 às 12h, e serão notificados por mail ou sms (quem deixar o contacto telefónico)

Querida mãe da criança aos gritos no super-mercado:

Eu sei que estás envergonhada. Consigo ver nos teus olhos o desespero ao tentares levantar o teu filho histérico do chão. Estás toda encarnada, e vejo que prendes as lágrimas nos olhos para não correrem cara abaixo.

Tens umas calças elásticas pretas e uma t-shirt, e tal como eu, o cabelo com um ar de quem não vê pente há dias, embora o tenhas lavado e arranjado esta manhã. Eu sei que me viste a olhar para ti. Mas quero que saibas uma coisa: eu não te estava a julgar!

Eu não estou a pensar que deverias ter agido de outra forma, ou teres sido mais ou menos qualquer coisa. Eu não me estava a questionar porque é que trazes uma criança para o super-mercado, porque sei que não deves ter sítio melhor para a deixares. Nem me estou a questionar porque é que não consegues controlar o teu filho. As crianças não são robots, são pessoas livres que, de vez em quando, também lhes salta a tampa, e por vezes em público.

Nem sequer estou a perguntar porque é que não és um mestre Jedi, que usa o poder da força para acabar de vez com essa birra. Não estou a perguntar porque é que o teu filho não te respeita ou não tem medo suficiente de ti para se calar no minuto que o mandaste calar, porque sei que não és nenhum “Putin”.

Queres saber o que é que eu estou a pensar enquanto olho para vocês?

Eu estou a pensar em quantas horas de sono terás dormido a noite passada. Aliás, quantas horas de sono terás dormido nos últimos dois anos.

Eu queria saber se, tal como o meu, o teu filho ainda acorda todas as noites a chamar, apesar de já ter tentado de tudo! Eu queria saber se o teu filho também acorda com as galinhas, a pedir para ver televisão e para tomar o pequenos almoço (que acabo por ser eu a comer porque não aguento ver mais comida desperdiçada)

Eu tento adivinhar quando terá sido a última vez que fizeste uma refeição completa sem teres um par de mãos em miniatura a tirar-te o prato ou uma criança ao colo. Provavelmente foi há muito tempo. Será que o teu pequeno almoço, tal como o meu, foi o resto das torradas dos miúdos e meia chávena de café? A outra metade estava fria, puseste a aquecer no micro-ondas e nunca mais te lembraste dela? Pois, eu também…

Será que ficas tão animada simplesmente por sair de casa, mesmo que isso signifique que o teu filho te vai pedir para comprar o corredor completo de brinquedos, vai descalçar os sapatos no carro, pedir para fazer xixi 200 vezes e passar metade do tempo a chorar enfiado no carrinho do supermercado?

Enquanto tentas pegar no teu filho aos gritos, e pergunto-me se será a sua hora da sesta, e tal como eu, tentas fazer tudo o que precisas a correr para chegar a casa e pô-lo a dormir. E que anseias que não adormeça no caminho (claro que vai adormecer!) , e assim, em vez de teres uma tranquila hora de silêncio, vais ter uma tarde infernal de choro, drama, gritos, mais café à temperatura ambiente, isto tudo enquanto imaginas que a qualquer momento vais passar para uma bebida mais forte!

Gostava de saber se estarás tão surpresa como eu com o quão difícil é a maternidade, mas no entanto não mudarias nada!
Gostava de saber se amas os teus filhos mais do que pode ser descrito em palavras, e repetias tudo outra vez sem pestanejar. Menos a parte das birras!

Gostava de te perguntar se estás bem. Já levantaste o teu filho do chão e vais-te embora deixando o carrinho cheio de compras para trás. “I’ve been there!” Espero que os teus dias melhorem!

Acontece a qualquer uma. Basta ser mãe.

Ler também Carta às mães mais que perfeitas

 

Por Stuffmomsay, traduzido e adaptado por Up To Kids®

Todos os direitos reservados

 

 

 

 

A vencedora do passatempo “ A minha Mãe é …”, resultante de uma parceria entre a Up To Kids e o StoryTellme é:

  • Dália Antunes
    A minha mãe é: “… o meu Norte, o meu guia, o meu modelo.”

PARABÉNS! Obrigada por ter participado!
Para reclamar o prémio siga as instruções enviadas por e-mail.
Caso não tenha recebido um e-mail, por favor verifique a caixa de spam.

Este passatempo foi oferecido pela StoryTellme, em parceria com a Up To Kids®.

Give away

Dia da Mãe é na StoryTellme e Up To Kids®, com Livro personalizado e saco de pano ilustrado

 

Este ano não há desculpas, e como todas as mães e avós são únicas, nada como mimar a sua e, de uma maneira especial, no dia que a ela é dedicado!

A pensar nisso, a StoryTellme tem o livro Personalizado “ A minha Mãe é …” de modo a que possa demonstrar o quanto é única e especial, e a acompanhar o livro um saco de pano ilustrado, lindo e sempre útil – para ir às compras, para ir à praia, para simplesmente oferecer!

Give away storytellme

COMO PARTICIPAR | REGRAS

1. Fazer like nas páginas Up to Lisbon Kids e StoryTellme- Livros Personalizados
2. Partilhar a ligação do Facebook (público) e comentar com tag para 3 amigos.
3. Preencher o seguinte formulário e no campo “Frase”  complete:

A minha Mãe é…

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O passatempo é válido até dia 24.04.16.
O vencedor será sorteado através do programa Random.com.
Os vencedores serão anunciados publicamente.
Apenas estarão habilitadas ao sorteio pessoas cumpram as 3 regras de participação.
A partilha deverá ser publica para a podermos seguir.
O mesmo utilizador pode concorrer mais que uma vez (máx 10 participações/pessoa/dia), desde que em cada participação cumpra novamente as regras impostas, e os nomes do tag sejam sempre diferentes.
Ficará habilitado o nº de vezes que concorrer
Os vencedores serão avisados por mail, e terão 15 dias após a receção do mesmo para reclamar o direito ao prémio.
Passado o prazo, ficará sem efeito.

 

 

Receber um aluno com deficiência na sala de aula não significa inclusão. Há necessidade do preparo do docente para conhecer o tipo de deficiência e a historia de vida do aluno, a sua relação com seus familiares e vice-versa; saber como trabalhar com outros alunos e com as suas famílias,e  é este o contexto que chamamos inclusivo. Não podemos exigir que o professor esteja preparado. Há ainda a necessidade do envolvimento de gestores, da iniciativa pública e privada, de políticas públicas, de investimento na formação dos envolvidos, trabalho que não se restringe apenas aos professores, mas a todos, sem exceção.

Quando a escola recebe, pela primeira vez, uma criança com discrepâncias significativas no processo de desenvolvimento e aprendizagem ou com algum tipo de deficiência em relação aos demais alunos da mesma faixa etária é natural que muitas dúvidas surjam. O professor, geralmente, sente-se ansioso e temeroso diante de nova situação para a qual não se encontra preparado. Inicialmente, alguns professores pensam ser necessário especializarem-se para poderem melhor atender o aluno com deficiência. Sem dúvida a capacitação, a pesquisa e o aprimoramentos são imprescindíveis a prática pedagógica de um profissional da educação. Contudo, a convivência, a experiência e ajuda de profissionais especializados e da família, o professor verifica que o processo de inclusão não é tão difícil como parecia, é um desafio porque implica em mudanças nas práticas pedagógicas muitas vezes cristalizadas.

Boa parte dos alunos com deficiência adaptam-se muito bem às escolas quando se sentem de fato aceites, compreendidos e conseguem aprender na escola. Porque, qualquer ser humano não fica bem aonde se sente excluído, incompreendido – não aprende e é rejeitado.

Essas crianças sentem-se felizes por poderem participar da vida, conviver e brincar com outras crianças, aprenderem juntas com as demais. Isso é perfeitamente possível, desde que o professor seja orientado em sua tarefa pedagógica.

As situações devem ser cuidadosamente planeadas e as atividades ajustadas e adaptadas para que atendam às necessidades específicas desses alunos.

Portanto, não há uma regra específica. Deve-se falar para os demais alunos da sala de aula se tem ou não um ou alguns alunos com deficiência. Cada situação é única. Dependendo de como o grupo/classe e o professor acolher estes alunos, haverá uma estratégia diferente. Caso o professor tenha como prática no inicio das aulas fazer dinâmicas de grupo com seus alunos para se conhecerem deve manter isso, aproveitando a situação para falar sobre o que o aluno com deficiência tem e como todos podem ajudá-lo e das qualidades e competências que esse aluno tem, do que gosta, dás coisas que ele sabe, sobre sua vida, qual a expectativa dele nesta classe e escola, etc.

Para que esses princípios inclusivos se concretizem, torna-se fundamental a elaboração, por toda comunidade escolar, de um projeto político pedagógico de inclusão contando com a participação efetiva dos pais, profissionais ou instituições especializadas que realizam o atendimento complementar, tendo em vista a avaliação das necessidades educacionais específicas desses educandos para as adaptações e complementações curriculares que se fizerem necessárias.

Não vejo sentido comunicar aos demais pais que há um aluno com deficiência na classe, para tanto será importante a participação coletiva humanística acolhedora.

Não atendemos síndromes, doenças ou patologias, mas sim uma criança, um aluno, um adolescente, adulto que tenha alguma diferença. Isso é cultural e por isso leva-se tempo para que a cultura da patologia e modelo médico se dissolva para vermos pessoas no lugar de doenças.

Defendo que o trabalho precisa de ser coletivo, com tutorias, com todos juntos, por isso aprendizagem é cooperativa, um ajudando o outro, quer seja professor-professor, professor-especialista, professor-aluno, aluno-especialista, aluno-aluno, enfim quem sabe ensina.

A sala de aula deve ser um espaço coletivo, circular, não linear, o poder é de todos, todos tem algo para ensinar, fazer, compartilhar e aprender.

Enquanto a estrutura escolar mantiver o poder centrado no professor fica inviável qualquer inclusão.

Estudos e experiências realizados no Brasil e no mundo demonstram que a Educação Inclusiva é benéfica para todos os envolvidos.

Os alunos com deficiência aprendem:

• melhor e mais rapidamente, pois encontram modelos positivos nos colegas;

• que podem contar com a ajuda e também podem ajudar os colegas;

• a lidar com suas dificuldades e a conviver com as demais crianças.

Os alunos sem deficiência aprendem

• a lidar com as diferenças individuais;

• a respeitar os limites do outro;

• a partilhar processos de aprendizagem.

Todos os alunos, independentemente da presença ou não de deficiência, aprendem;

• a compreender e aceitar os outros;

• a reconhecer as necessidades e competências dos colegas;

• a respeitar todas as pessoas;

• a construir uma sociedade mais solidária;

• a desenvolver atitudes de apoio mútuo;

• a criar e desenvolver laços de amizade;

• a preparar uma comunidade que apóia todos os seus membros;

• a diminuir a ansiedade diante das dificuldades.

A Escola Inclusiva respeita e valoriza todos os alunos, cada um com a sua característica individual e é a base da Sociedade para Todos, que acolhe todos os cidadãos e se modifica, para garantir que os direitos de todos sejam respeitados.

Essa é base da Educação Inclusiva: considerar a deficiência de uma criança ou de um jovem como mais uma das muitas características diferentes que os alunos podem ter.

E, sendo assim, respeitar essa diferença e encontrar formas adequadas para transmitir o conhecimento e avaliar o aproveitamento de cada aluno.

Vários estudos, têm demonstrado que essa pedagogia centrada na relação com o aluno é benéfica para todos os estudantes com e sem deficiência porque:

• Reduz a taxa de desistência e repetência escolar;

• Aumenta a auto-estima dos alunos;

• Impede o desperdício de recursos;

• Ajuda a construir uma sociedade que respeita as diferenças.

Somente com o apoio dos professores será possível oferecer uma Educação de Qualidade para Todos. E você, professor, pode começar a fazer isso agora. Não é preciso cursar uma faculdade. Basta você usar sua criatividade, seu bom senso, sua vontade de ensinar, sua experiência. E os professores especializados em alunos com deficiência e outros profissionais, como pedagogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais estão aí para ajudar você. Além disso, uma das características mais interessantes da Educação Inclusiva é que ela deve envolver também as famílias e a comunidade. Isso significa que a Escola Inclusiva poderá beneficiar-se com parcerias com universidades, organizações não governamentais, escolas SENAI, APAEs, centros de reabilitação, entidades de pessoas com deficiência, associações de bairro, associações comerciais locais etc. Essa rede de parceiros, que inclui Essa rede de parceiros, que inclui a participação da família, será fundamental para a escola conseguir os recursos humanos e materiais de que precisa para oferecer a melhor educação para todos os seus alunos.

Como tudo isso funciona para a família?

Existe preconceito vindo de outros pais ou até mesmo dos colegas de classe?

Em todos os sentidos, primeiro em manter a exclusão das pessoas, manter mitos e informações erróneas, isso chamamos de acessibilidade atitudinal, sendo a mais difícil porque exige que resignemos nossos valores, as nossas relações, as nossas crenças, enfim todos nós somos especiais e deficientes.

O preconceito faz parte da natureza humana, desde o início da humanidade. O homem desconfia e tem medo de tudo o que é diferente dele mesmo, do “outro”.

O “outro” inspira receio, temor, insegurança. Esses sentimentos eram importantes no tempo das cavernas, quando os homens eram poucos e lutavam bravamente para sobreviver em um ambiente hostil. Certamente, essa característica foi selecionada evolutivamente porque ajudava na sobrevivência da espécie.

E o homem moderno ainda é biologicamente o mesmo daqueles tempos. Diante do diferente, do desconhecido, é normal adotar atitudes defensivas ou de ataque, que se expressam pelo preconceito, pela discriminação, pelas palavras ofensivas ou por atos violentos, como vemos hoje os comportamentos de bullying nos jovens.

Como é para o educador atender crianças com deficiências?

Poderia definir isso como uma postura dentro de um processo na mudança das atitudes das relações professor-aluno. Urgimos que haja investimentos na valorização do papel e na construção da identidade do novo professor, visto que hoje ele é um facilitador ou mediador da aprendizagem; precisa de sair do papel de “dar aulas”, “estimular criancinhas”, para ser o mediador da construção de conhecimentos este é o novo paradigma. Isso pouco se discute no Brasil e por isso o professor ainda fica reivindicando causas absurdas como querer reprovar os alunos. O professor ainda não “percebeu” que já não é “o centro” da situação, hoje ele está “na relação” da aprendizagem com o aluno. As questões da aprendizagem são relacionais e afetivas.

“O princípio fundamental das escolas inclusivas consiste em todos os alunos aprenderem juntos, sempre que possível, independentemente das dificuldades e das diferenças que apresentem. Estas escolas devem reconhecer e satisfazer as necessidades diversas dos seus alunos, adaptando-se aos vários estilos e ritmos de aprendizagem, de modo a garantir um bom nível de educação para todos, através de currículos adequados, de uma boa organização escolar, de estratégias pedagógicas, de utilização de recursos e de uma cooperação com as respectivas comunidades. É preciso, portanto, um conjunto de apoios e de serviços para satisfazer o conjunto de necessidades especiais dentro da escola….” – Enquadramento da Acção – Declaração de Salamanca assinada há 20 anos e que o Estado Português foi um dos 95 estados que aclamaram e proclamaram a declaração (Seja participativo, assine a petição Em defesa da inclusão de todos os alunos com necessidades educativas especiais e/ou deficiência, no sistema educativo português

A prática da Educação Inclusiva pressupõe que o professor, a família e toda a comunidade escolar estejam convencidos de que:
Details

Estima-se que em 2008, 347 milhões de pessoas no mundo tinham diabetes e este numero está tendencialmente a aumentar particularmente em países de rendimentos médios/baixos.

Em 2012, a doença foi a causa directa de cerca de 1,5 milhões de mortes, com mais de 80% das que ocorrem nesses países. A Organização Mundial de Saúde estima que a diabetes será a 7ª principal causa de morte em 2030.

Diabetes é uma doença cronica que ocorre ou quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não pode usar eficazmente a insulina que produz. A insulina, hormona que regula o açúcar no sangue, dá-nos a energia que precisamos para viver.

A diabetes divide-se em:  diabetes tipo 1, que geralmente não produzem a sua própria insulina e, portanto, requerem injeções de insulina para sobreviver; e diabetes tipo 2, que compreende cerca de 90% dos casos. São pessoas que geralmente não produzem insulina suficiente para manter um nível de glicose normal.

Com o tempo, açúcar elevado no sangue pode comprometer seriamente todos os órgãos principais do corpo, causando ataques cardíacos, derrames, danos nos nervos, insuficiência renal, cegueira, impotência e infecções que podem levar a amputações.

Dia Mundial da Saúde 2016: Principais mensagens

A OMS centrou o Dia Mundial da Saúde, em 7 de Abril de 2016, sobre a diabetes porque:

1. A epidemia de diabetes está a aumentar rapidamente em muitos países, com o aumento documentado mais dramático em países de rendimentos médios/baixos.

2. Muitos dos casos de diabetes podem ser prevenidos. Alterações simples ao estilo de vida,  têm-se mostrado eficazes em prevenir ou retardar o aparecimento de diabetes do tipo 2. Manutenção do peso corporal normal, praticar atividade física regular, e comer uma dieta saudável pode reduzir o risco de diabetes.

3. A diabetes é tratável. A Diabetes pode ser controlada e gerida de forma a evitar complicações. O acesso fácil a um diagnóstico, educação, auto-gestão e tratamento a preços acessíveis, são componentes vitais da resposta.

4. Os esforços para prevenir e tratar a diabetes serão importantes para atingir o objectivo global de desenvolvimento sustentável, de reduzir a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis (DNT) para um terço até 2030. Muitos setores da sociedade têm um papel a desempenhar incluindo governos, empregadores, educadores, fabricantes, a sociedade civil, o setor privado, os mídia e os próprios indivíduos.

Objetivo do Dia Mundial da Saúde 2016: ampliar a prevenção, fortalecer a atenção e reforçar a vigilância

Os principais objetivos da campanha do Dia Mundial da Saúde 2016 são:

  • Aumentar a consciencialização sobre o aumento da diabetes e as suas consequências, em particular nos países de rendimentos médios/baixos.
  • Desencadear um conjunto de acções específicas, eficazes e acessíveis para combater a diabetes. Estes irão incluir medidas para prevenir, diagnosticar, tratar e cuidar de pessoas com diabetes;
  • Lançar o primeiro relatório global sobre a diabetes, que irá descrever o fardo e as consequências da diabetes e defender os sistemas de saúde mais fortes para assegurar uma melhor vigilância, prevenção melhorada e uma gestão mais eficaz da diabetes.

fonte: http://www.who.int

Hoje às 9h00 o IKEA fez um comunicado na newsroom do seu site, a pedir a todas as pessoas que tenham em casa capa de morcego para criança LATTJO, a devolução do brinquedo na loja mais perto, por motivos de segurança.

 

Comunicado:

“Tem a capa de morcego para criança LATTJO, em casa? Por favor, devolva-os na loja IKEA mais próxima.

A IKEA pede aos clientes que tenham adquirido a capa de morcego para crianças LATTJO, que a devolvam numa loja IKEA, onde serão reembolsados na totalidade.
A segurança dos produtos é uma prioridade máxima para a IKEA. Todos os nossos artigos são testados em conformidade com os padrões de segurança aplicáveis e de acordo com a legislação em vigor.

Como medida de prevenção e após o surgimento de marcas e arranhões no pescoço de algumas crianças enquanto usavam a capa de morcego LATTJO, a IKEA pede aos seus clientes que devolvam este artigo.

Este produto começou a ser vendido em novembro de 2015, podendo ser devolvido em qualquer loja IKEA. Os clientes terão direito a um reembolso na totalidade, não sendo necessário apresentar o talão de compra.

Para mais informações, contacte o Apoio ao Cliente da IKEA Portugal através do 707 20 50 50.
A IKEA lamenta esta situação e agradece a compreensão dos seus clientes.
Obrigado.”

Em 2014 tínhamos adquirido um baloiço de exterior que sempre usamos sem quaisquer problemas, quando foi emitido um comunicado destes relativamente ao brinquedo em causa. De imediato, arrumamos o baloiço num saco qualquer, pois já não tínhamos a embalagem inicial. Como foi arrumado numa arrecadação só devolvemos um par de meses mais tarde. Aceitaram de imediato no Balcão de trocas e devolveram-nos o dinheiro.

Se tiver capa de morcego para criança LATTJO em casa, devolva-os numa loja IKEA perto de si.

Pela segurança dos seus filhos.

Mães chatas, filhas bem sucedidas!

É daquelas mães que está sempre em cima dos seus filhos, gosta de saber onde vão e com quem? E a que horas voltam? Impõem horários e rotinas em casa? Verifica os testes e cadernos da sua filha? Então, este artigo é para si, Mãe Chata!

De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Essex, em Inglaterra, filhos de mães mais rigorosas (Mães chatas) são mais bem-sucedidos profissionalmente do que as crianças que foram criadas por mães mais permissivas.

O estudo

Durante seis anos, um grupo de especialistas acompanhou a vida de 15.500 raparigas entre os 13 a 14 anos de idade. Concluiu-se que as filhas de mães mais rigorosas e com elevado padrão de educação, conhecidas por “mães chatas”, obtiveram maior sucesso a nível de avaliações escolares e posterior ingressão na faculdade.

A pesquisa concluiu ainda, que estas raparigas revelaram ser menos propensas a engravidar durante a adolescência. Ok. Isto pode ter sido só sorte.

Portanto, mães Chatas, continuem a mandar postas de pescada que estão no caminho certo!

Regras são para cumprir, e mesmo que as suas filhas lhe digam que é a mãe mais chata do mundo, daqui a alguns anos, irão agradecer-lhe!

E quem sabe, se se tornarão também um dia, numa mãe Chata!!

 

imagem@123.rf