Eu adoro mulheres de armas. Ambiciosas, empolgadas, orientadas, espertas, mulheres de armas!

Quando falamos de mulheres de armas, há a ideia errada de que falamos de mulheres com garra a nível laboral, as que “partem a loiça toda” no escritório, enquanto as restantes desperdiçam os dias com pequenas trivialidades do dia-a-dia.

Isto não é verdade.

As mulheres de armas estão por todo o lado.

Eu tenho estado atenta e tenho observado mulheres no parque de estacionamento, nas salas de espera, na fila dos correios, com uma atitude positiva e confiante.

A conseguirem contornar as birras dos filhos, ou não. Por vezes as mães definem limites e preferem pegar nos miúdos e ir embora. Uma mulher de armas sabe escolher as suas batalhas.

As mulheres de armas sabem confrontar um homem quando este a menospreza simplesmente por ser mulher. Quando um homem chega do nada e diz: “Então boneca?”, uma mulher de armas olha-o nos olhos e diz “DESANDA!”

Eu vejo-as na bomba de gasolina, na farmácia, e no ginásio. Mulheres armadas mentalmente, emocionalmente, espiritualmente e fisicamente.

Uma mulher de armas entra em acção quando sente o medo a apoderar-se e a criar um nó na garganta. As mulheres de armas enfrentam o medo e odeiam cada minuto desse confronto, mas sabem que se pararem de enfrentar aquilo que as assusta, podem perder o controlo da sua vida.

As mulheres de armas criam projetos próprios e correm atrás dos seus sonhos, enquanto correm atrás dos filhos. Deixam os bebés na creche e trabalham a partir de casa. Fotocopiam em silêncio. Falam alto numa sala de reuniões.

As mulheres de armas costuram. Ou não.

São mães solteiras que estão tão exaustas que pensam que já não aguentam mais, mas nunca desistem. Porque sabem que têm de ser sempre elas a resolver. As mulheres de armas carregam às costas o inimaginável, mas não se deixam definir por essa carga. Normalmente as pessoas que as rodeiam nem sonham as lutas diárias destas mulheres, porque estas mulheres não se queixam incessantemente dos seus problemas. Resolvem e seguem a sua vida, independentemente daquilo que se possa estar a passar.

As mulheres de armas são voluntariosas. Oferecem a sua energia e o seu amor. São a espinha dorsal das famílias. Afastam a franja dos olhos dos filhos, cortam cabelos, raspam os ovos queimados da frigideira e dobram as toalhas a preceito, mesmo quando ninguém nota.

As mulheres de armas são a base da sociedade.

O que distingue estas mulheres das outras pessoas, é a perseverança inabalável, mesmo quando o mundo inteiro à sua volta parece desabar. É a profundidade de carácter e a força de vontade que as catapulta para a frente.

Independentemente de estarem perante uma grande ou pequena responsabilidade, o importante é que as mulheres de armas dão sempre o seu melhor. Estas mulheres dão grandes melhores amigas, porque conhecem-se profundamente e não perdem tempo com mesquinhices.

Nesta fase da minha vida, eu quero rodear-me de mulheres que me inspirem, que me impulsionem para ser melhor, que me incentivem a chegar mais longe. A vida é dura para muitas mulheres. Precisamos de enfrentar os nossos fantasmas de cabeça erguida, ombros para trás, e de preferência de braços dados com amigas que nos dêem um empurrão quando estivermos cansadas de lutar.

Porque as Mulheres de Armas não baixam os braços.

Por Harmony Hobbs, traduzido e adptado por Up To Kids©,

Todos os direitos reservados

imagem@ok.ru

Os Wonder Crew são um brinquedo criado por uma mãe e psicoterapeuta americana,  Laurel Wider, que ficou chocada com o facto do filho do pré-escolar ter chegado a casa e ter dito “Os rapazes não choram!” Frustrada pelas mensagem que estavam a ser transmitidas (e as que não estavam) ao seu filho (e a todos os rapazes dessa idade) Laurel resolveu começar criar um brinquedo que incentivasse o desenvolvimento infantil, acabando com o preconceito da diferença de género, e que fizesses com que cada criança pudesse ser ela própria.

 

Sabendo que os brinquedos que incentivam amizade e empatia são largamente direcionados para meninas transmitindo a muitos rapazes, a mensagem de que este tipo de jogos não é para eles, Laurel começou por desenvolver um boneco que é um companheiro, um amigo e direcionado para todas crianças.

Wonder Crew

Os Wonder Crew é uma linha de bonecos, que combinam “a aventura de uma figura de ação com a conexão emocional de um bicho de peluche favorito”, e pretendem trazer o poder da amizade ao mundo de jogos e às brincadeiras de rapazes.

“A nossa missão é fazer com que todas as crianças se sintam conectadas, criativas e autónomas para ir a qualquer lugar. E ser quem quiserem ser.”Wonder Crew

Com cada Wonder Crew, vem uma peça em tamanho real para a criança  usar na aventura em conjunto. Quando a criança se equipar igual ao seu companheiro, não só permitirá uma melhor experiência de brincadeira, como ajudará a criança a aperfeiçoar e aprofundar o jogo do faz-de-conta e a criatividade.

Wonder Crew

Pensado inicialmente para rapazes, os Wonder Crew são bonecos para ambos os géneros, e que ajudam a desenvolver a inteligência emocional, a  imaginação, a confiança, e é 100% divertido!

Os Wonder Crew são perfeitos para crianças criativas e que gostem de brincar, que são as características perfeitas para viver o lema: “Vai a qualquer lugar. Sê quem tu quiseres “.

Saiba tudo em Wonder Crew

 

Ler não é chato. O chato é ser burro!

Em todas as épocas sempre houve amantes da ignorância. Há grupos sociais que defendem a “cultura” como o amor à falta de cultura. A cultura da não cultura. Quando digo cultura — a verdadeira cultura — entenda-se aquela herança milenar em que os povos de diversas matrizes labutaram evoluções técnicas e intelectuais para que hoje pudéssemos falar, por exemplo, de ética, estudar grandes sistemas de pensamentos, debater sobre a possibilidade do transcendente, andar em automóveis confortáveis, teclar nos computadores e até beber uma cerveja ao fim-de-semana. Isto tudo não apareceu do nada, não surgiu de nenhum portal de Hollywood. Foi necessário que homens e mulheres dedicassem as vidas inteiras à leitura, a testes de laboratório e a observações microscópicas ou telescópicas. Eu sei, tudo isto é óbvio. Mas vivemos numa época onde os jovens acreditam piamente que a canábis é uma espécie de milagre natural.

É a demência como sinónimo de saúde e o óbvio como sinal de intolerância.

Porque digo isto? Porque ontem, ao regressar a casa, num autocarro à pinha, ouvi uma adolescente muito bem tatuada, muito bem furada com, talvez, uma dezena de argolas. Estávamos encaixotados num lugar ainda mais compacto que o seu próprio cérebro, e a jovem diz: “eu não leio. Ler é chato, ler e é para quem tem tempo”.

Confesso, que não estava lá muito feliz naquele autocarro – vocês sabem que os gordos transpiram por natureza mesmo quando está frio, agora imaginem às 16h, com 35º centígrados, enfiados dentro de um autocarro cheio de estranhos, entre eles, outros gordos e gordas como eu. Respirei fundo, tentei desviar o pensamento para não me focar na burrice autoproclamada daquele ser exótico.

Aqui o leitor questiona-me: acreditas que o conhecimento se adquire apenas através da leitura? Se foi esta a mensagem que deixei transparecer é porque me expressei bem! É exatamente isso. Ler não é chato, o que é chato é ser burro!

Controlei-me, engoli as palavras, fiquei calado e a adolescente acabou por sair na paragem a seguir, possivelmente para ir aumentar a sua cultura, quem sabe, com mais uma tatuagem. Afinal, ainda havia espaço nos cotovelos e, obviamente, o seu tempo não era gasto com livros mas sim com arte espalhada pelo seu corpo – algo muito mais proveitoso que uma boa literatura de Machado de Assis, óbvio.

Estamos a ensinar às nossas crianças que ler é algo retrógrado. Que a cultura se adquire nos vídeos do youtube e repetindo discursos de militância que alguém decorou. Os jovens estão a aprender que a esperteza é sinal de sapiência, que ser malandro é uma virtude e ser virtuoso é algo para tolos.

Os livros são uma porta para qualquer grandeza que possa ser galgada, e aqui não se trata apenas de grandeza no sentido monetário. Ser rico não é sinal de inteligência. O conhecimento e a grandeza humana são bens que ninguém nos pode tirar, a dádiva de conhecer profundamente algo é uma riqueza que não pode ser contabilizada; aquilo que ninguém nos pode tirar é algo muito mais digno e rico do que qualquer fortuna.

Enquanto não estivermos com estas ideias bem definidas nas nossas cabeças iremos continuar a ter vários tolos a opinar tolamente sobre tudo!

 

Por Pedro Henriques Alves, publicado originalmente em Obvious,

adaptado por Up To Kids®

Bobby Wesson um pai residente no Alabama, postou no seu Facebook uma fotografia da mulher, Rayena, a dormir uma sesta com o filho, acompanhada de um texto a contar qual a rotina diária da Rayena.

Este post tornou-se viral e teve mais de 150 mil partilhas na sua página pessoal.

O texto foi partilhado como sendo uma das melhores e mais sinceras homenagens a uma mãe, mulher e trabalhadora. Uma declaração de amor dos tempos modernos.

“Esta é a minha mulher a dormir uma sesta. Daqui a uma hora vai acordar e arranjar-se para ir trabalhar. Vai reunir o material de trabalho e verificá-lo meticulosamente – o cabelo e a maquilhagem fará à pressa. A seguir vai dizer que está horrível. Eu vou discordar enfaticamente e ela vai tomar um café.

Vai-se sentar no sofá com as pernas cruzadas e tentar beber o café enquanto brinca animadamente com a criança que vai estar ao seu colo. Ocasionalmente, vai olhar fixamente para nós enquanto falamos; prepara-se em silêncio para a mudança em curso. A minha mulher acha que eu não percebo.

Depois vai dar um beijinho ao bebé, dá-me um beijo e sai para ir cuidar de pessoas que estão a viver o pior dia das suas vidas. Acidentes de carro, ferimentos de bala, explosões, queimaduras e ossos partidos – profissionais, pobres, pastores, viciados e prostitutas – mães, pais, filhos, filhas e famílias – não importa quem és ou o que te aconteceu.

A minha mulher vai cuidar de ti.

Vai voltar para casa 14 horas mais tarde e vai tirar os sapatos – que pisaram sangue, bílis, lágrimas e fogo – de pés doridos e deixá-los do lado de fora da porta. Às vezes, não quer falar sobre isso. Outras vezes não aguenta esperar para falar sobre isso. Às vezes, ri-se até chorar, e às vezes só chora – mas independentemente de tudo, vai estar preparada a tempo do próximo turno.

A minha mulher é uma enfermeira. A minha mulher é uma heroína”

De Pais Tigre a Pais Apegados, O que diz a ciência sobre o seu estilo parental – Prós e Contras

Qual é a melhor forma de criar os filhos?

Esta é uma questão que tem permitido a publicação de inúmeros livros e criado uma verdadeira corrida entre autores para inventar o próximo nome peculiar para os diversos estilos de parentalidade existentes.

Diana Baumrind, uma psicóloga clínica e de desenvolvimento, conhecida pela sua pesquisa sobre estilos de parentalidade, distinguiu quatro principais tipologias parentais:

Pais Autoritários
São a autoridade em pessoa. Impõem regras aos filhos e quando dizem “salta”, os filhos respondem: “Quantas vezes?”

Pais permissivos
Não criam grandes expectativas, não definem normas e não pedem muito dos filhos.

Pais negligentes
Não se preocupam com os filhos e não fazem questão de ser parte ativa da vida deles;

Pais rigorosos ou Pais com Autoridade
São pais extremamente exigentes ao mesmo tempo que são altamente responsivos.

Segundo Rebecca English, professora de educação na Universidade de Tecnologia de Queensland, na Austrália, estas tipologias dividem-se em vários estilos, já tão bem conhecidos até pelos próprio pais e mães, são eles:.

  1. Pais Tigre, que são vistos como aqueles que forçam seus filhos a ter sucesso de acordo seus próprios termos;
  2. Pais Helicóptero, aqueles que assumem todos os aspectos da vida da criança;
  3. Pais Escavadora, que eliminam os obstáculos para tornar a vida dos filhos mais fácil;
  4. Pais Ar livre, que permitem às crianças uma grande dose de liberdade;
  5. Pais Apegados, que são relaxados, mas estabelecem limites em consonância com as necessidades e o caráter da criança.

Verifique então qual a sua abordagem parental, e quais os prós e contras de cada uma, segundo as pesquisas realizadas:

1. PAIS TIGRE

pais-tigre

Tipo de pai: Esperas obediência e excelência em tudo e exiges filhos que não desiludam.

Quem atribuiu este nome? 
Amy Chua, no seu livro “Battle Hymn of the Tiger Mother” (Hino de Batalha da Mãe Tigre, em tradução livre), de 2011. Chua descreve os pais tigres, muitas vezes vistos em famílias chinesas, como superiores aos pais ocidentais. Os pais chineses são sinónimos de força e não se inibem de insultar os filhos enquanto crianças. Estes pais acreditam que os filhos têm uma divida para com eles, e esperam ser recompensados com obediência e com um percurso que os deixe orgulhosos.

Por quê optar por este estilo: Os pais tigres são, como Chua explica, fruto da herança cultural e social oriental. Assim, quando exigem uma hora de prática de piano, faz parte de seu contexto cultural que a criança responda em conformidade. Os pais ocidentais têm dificuldade em emular os anos de cultura que levam a esse comportamento.
Há, também, pais seguidores desta abordagem, porque querem que seus filhos sejam bem sucedidos e acreditam que este é o método. Talvez tenham uma profunda insegurança sobre o futuro. Estes pais são mais propensos a ser autoritários.

Prós: Um filho de Pais Tigre pode vir a tornar-se mais produtivo, motivado e responsável..

Contras: As crianças podem vir a ter dificuldades na vida prática do dia-a-dia ou em situações que demandem novas configurações sociais, revelando um baixo poder de adaptabilidade, o que pode levar à depressão, ansiedade e habilidades sociais diminutas. Mas, novamente, é algo que varia de cultura para cultura.

2. PAIS HELICÓPTERO

Pais Helicoptero

Tipo de pai: Intervéns sempre que podes para evitar problemas aos teus filhos; estás muito envolvido na educação dos filhos e contactas frequentemente os seus professores e educadores; não consegues parar de vigiar os teus filhos na adolescência.

Quem atribuiu este nome?  O psicólogo Foster Cline e o consultor de educação Jim Fay cunharam a frase em 1990 no seu livro “Parenting with Love and Logic” (Criando filhos com amor e lógica). Descreveram os pais helicóptero como sendo confusos sobre a diferença entre dar amor e salvar as crianças de si mesmas. Outro nome para este tipo de criação é “overparenting”, termo que denota um exagero no cuidado com os filhos.

Por quê optar por este estilo: Estes pais são susceptíveis a recear do futuro dos seus filhos, talvez como os pais tigres.  Podem não confiar na capacidade dos filhos para enfrentar o mundo. Ao estarem por perto, acreditam que podem proteger os filhos de tudo.
Estes pais são, provavelmente, uma mistura das tipologias autoritária e permissiva, mas há pouca pesquisa sobre o estilo.

Prós: Os pais podem ser superprotetores, o que pode salvar as crianças ou adolescentes de problemas que eles não iriam prever.

Contras: As crianças podem ser pouco resilientes e autónomas, o que pode afetá-las até a idade adulta. Crianças com este tipo de pais podem desenvolver uma incapacidade de controlar seu comportamento.

3. PAIS ESCAVADORA

Pais escavadora

Tipo de pai: Removes eficazmente todos os obstáculos do caminho dos teus filhos. Talvez já tenhas incomodado o diretor da escola para conseguir um professor diferente ou subornado o treinador para conseguir um lugar na equipa de futebol para a criança.

Quem atribuiu este nome? Tudo indica que foi um termo atribuído pelo ex-professor do ensino médio David McCullough, que em 2015, publicou o livro, “You Are Not Special” (Não és especial), no qual implora aos pais para recuarem e deixarem seus filhos falharem. O livro foi baseado num discurso de formatura de 2012 que fez a estudantes do ensino médio.

Por quê optar por este estilo: Se acha o seu filho excepcional ou bom demais para falhar talvez se tenha identificado com este estilo parental. Em termos de tipologia, há alguns aspectos do autoritarismo à mistura uma vez que estes pais exigem sucesso (afinal, já facilitaram bastante o processo eliminando os obstáculos que apareceram). No entanto,são também bastante permissivos.

Pesquisa: Não há nenhuma evidência empírica para esta abordagem. No entanto, há uma série de artigos dedicados ao tema.
Assim, os prós e contras são, provavelmente, semelhantes aos dos pais helicóptero. Estes pais podem ajudar as crianças a sentir-se seguras e protegidas. Mas também podem fomentar um sentimento de “direito” às coisas ou de narcisismo nos seus filhos.

4. PAIS AR LIVRE

Pais ar livre

Tipo de pai: Acreditas que o teu papel é confiar nos teus filhos. Ensinas-lhes o necessário para se manterem seguros e depois recuas.

Quem atribuiu este nome? O termo ficou famoso num caso contra Lenore Skenazy, ex-colunista que escreveu sobre ter deixado o seu filho de nove anos de idade andar de metro em Nova York sozinho. A experiência levou-a ser rotulada como “pior mãe dos EUA o que a levou a escrever um livro sobre a luta contra a percepção de que o mundo está a ficar cada vez mais perigoso. Esta abordagem pretende que as crianças experimentem uma infância idêntica à que os pais experimentaram na década de 1970/1980.

Por quê optar por este estilo:  Psicólogos e especialistas sugerem que este estilo é uma reação contra a criação de filhos com aversão ao risco. Pode ser que Skenazy esteja certa e estejamos excessivamente preocupados sobre tudo, desde os germes até aos seres humanos. Enquanto Skenazy cita respostas de pais (e legisladores) que pensam que a abordagem é negligente, este tipo de abordagem provavelmente está mais alinhada com a tipologia autoritária, na qual os pais acreditam em ensinar as crianças a cuidar de si mesmas.

Prós: As crianças aprendem a usar sua liberdade, a ser autónomas e responsáveis. Também podem ser mais capazes de lidar com erros, ser mais resistentes e determinadas. Pode criar adultos mais felizes.

Contras: Os problemas neste tipo de abordagem estão principalmente relacionados com os aspectos legais. Nalguns estados americanos, por exemplo, é ilegal deixar os filhos sozinhos ou sem supervisão por determinado período de tempo. No Brasil, a Constituição diz que os pais têm o dever de assistir, educar e criar os seus filhos. Uma interpretação mais rigorosa pode impedir uma criação mais “solta”.

5. PAIS APEGADOS

Pais apegados

Tipo de pai: Acreditas que o apego de uma criança aos pais desenvolve todas as conexões subsequentes que uma pessoa experimenta. Ligações emocionais e físicas fortes com, pelo menos, um dos pais são essenciais para o desenvolvimento pessoal da criança.

Quem atribuiu este nome? A filosofia baseia-se no trabalho realizado pelos psicólogos John Bowlby e Mary Ainsworth sobre a teoria do apego.

A teoria do apego sugere que as crianças que desenvolvem laços mais fortes com os pais/educadores nos primeiros anos de vida, terão relacionamentos mais felizes e saudáveis enquanto adultos. O termo foi, em seguida, popularizado por um livro chamado de “Baby Bible” (Bíblia do Bebé), escrito pela família Sears, em 1993.

Por quê optar por este estilo: Porque os pais querem que seus filhos sejam positivos sobre si mesmos e nas suas relações pessoais à medida que amadurecem. A abordagem está associada à tipologia da autoridade. Estes pais tentam equilibrar a empatia com expectativas elevadas, criando uma associação que possa obter melhores resultados.

Prós: Oferece um refúgio seguro de amor e respeito que constrói os relacionamentos da criança e onde a criança pode experimentar com segurança o mundo.

Contras: Pode ser confundida com a paternidade permissiva. Também está associado, com o excesso de paternidade. Alguns especialistas sugerem que é um nome para mães que não conseguem cortar os laços com seus filhos, como costumamos chamar, mães galinhas!

 

Publicado originalmente em The conversation, traduzido e adaptado por Up To Kids®

imagem@wisie.com

Nunca te culpes por teres amado. Por teres confiado. Por teres ajudado. Nunca te culpes por acreditares na bondade humana, na amizade verdadeira, no amor eterno. Nunca te culpes por pagares as contas a tempo, seres dedicado ao teu trabalho, honrar os teus compromissos. Nunca te culpes por dizer a verdade construtiva e pregar pequenas mentiras a fim de não magoar as pessoas. Nunca te culpes por algo que não correu bem apesar de todo empenho empregado. Nunca te culpes por fazeres a escolha certa.

Amaste e não foste amado? Paciência. Acreditaste que tinhas um amigo verdadeiro e não tinhas? Azar do falso amigo que perdeu o teu carinho e atenção. Ajudaste alguém e recebeste ingratidão? O problema não está em ti com certeza.

Por alguma razão, que não sei explicar, há pessoas que ficam ressentidas quando são amparadas e transformam um gesto de carinho numa arma contra quem as ajudou. Uma espécie de sentimento de inferioridade. Uma raiva forte por ter dependido da bondade alheia. A tristeza por deparar-se com as próprias limitações. Limitações comuns à raça humana. Ninguém é auto-suficiente.

Se o outro mentiu, não és tu que te deves sentir magoado. Se o outro foi desleal, não és tu que te deves sentir traído. Se o outro foi ingrato, não és tu que te deves sentir tolo. Tolo é quem não consegue ver a beleza da solidariedade. Tolo é quem acha perda de tempo ajudar as pessoas. Tolo é quem se acha superior aos outros, auto-suficiente. Tolo é quem ignora o sofrimento alheio. Tolo é que nunca se permitiu acreditar em nada e deixa a vida passar sem cor, sem odor, sem gosto.

Pode soar como loucura ou poesia barata, mas tolice é deixar de viver, de amar, de acreditar, de se entregar aos sentimentos, sensações e desafios da vida. Tolice é deixar de amar por medo de ser desprezado. Tolice é deixar de fazer uma prova por medo de ser reprovado. Tolice é deixar de fazer um convite por medo de ouvir um não. Tolice é dizer que nada muda no mundo por preguiça de arregaçar as mangas.

Sim, estamos no mundo para sofrer por amor, para sermos enganados por nós mesmos e pelos outros, manipulados, ignorados, mas também amados, queridos, acolhidos. Estamos no mundo para rir de nós próprio, da nossa ingenuidade, dos absurdos que dizemos quando estamos tristes, confusos e sozinhos.

Estamos no mundo para ganhar e perder. Ganhar aprendizado perdendo o que julgamos mais querer. Estamos no mundo ao sabor das intempéries da natureza e precisamos aprender a nadar na marra quando formos arremessados no mar das incertezas. Viver é não saber. É não entender. É perdoar …é perdoar-se e seguir em frente. Nunca te culpes por fazer a escolha certa.

Por Silvia Marques, publicado originalmente no obvious

Eu amei-vos o suficiente para…

Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:

Eu amei-vos o suficiente para ter perguntado “onde vão, com quem vão e a que horas vão voltar”.

Para não ter ficado em silêncio e fazer-vos saber que aquele novo amigo não era boa companhia.

Eu amei-vos o suficiente para os fazer pagar os doces que tiraram do supermercado ou revistas do quiosque, e obriga-los a dizer ao dono: “Nós levamos isto ontem e queríamos pagar“.

Eu amei-vos o suficiente para ter ficado de pé, duas horas, enquanto limpavam o vosso quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

Eu amei-vos o suficiente para vos deixar ver para além do amor que eu sentia por vocês. Viram também o desapontamento e e por vezes lágrimas nos meus olhos.

Eu amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a responsabilidade das vossas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Acima de tudo, eu amei-vos o suficiente para lhes dizer NÃO, quando eu sabia que vocês me iam odiar por isso (e por momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.

Estou contente, venci… Porque no final vocês também venceram!

E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, e lhes perguntarem se a mãe era má, os meus filhos vão lhes dizer:

“Sim, a nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo…”

As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas.
As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvete ao almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
A mãe obrigava-nos a jantar à mesa, e as outras mães deixavam os filhos comerem a ver televisão.

Insistia em saber onde estávamos a todas as horas (ligava-no para o telemóvel de madrugada e “cuscava-nos” os e-mails).

A Mãe tinha de saber quem eram os nossos amigos e o que é que nós fazíamos com eles.

Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela violava as leis do trabalho infantil. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar os nossos quartos, esvaziar o lixo e fazer todo o tipo de trabalho em casa, que nós achávamos cruel.

Eu acho que a mãe nem dormia à noite, a inventar coisas para nos mandar fazer.

Insistia sempre connosco para que lhe disséssemos a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, até conseguia ler-nos os pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata. Não deixava os nossos amigos buzinarem para sairmos. Tinham de subir, bater à porta, para a mãe os conhecer.

Enquanto os outros miúdos não tinham horas para chegar a casa, nós tivemos que esperar até aos 16 para anos chegar um bocadinho mais tarde. E aquela chata levantava-se para saber se a festa foi boa (só para ver como é que estávamos).

Por causa da nossa mãe, perdemos imensas experiências na adolescência. Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, roubos, atos de vandalismo, violação de propriedade, nem fomos presos por qualquer crime.

TUDO POR CAUSA DA NOSSA MÃE.

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a dar o nosso melhor para sermos “PAIS MAUS”, como minha mãe foi.
E este é um dos males do mundo de hoje: as mães não suficientemente más!

 

Artigo do Psicólogo Dr. Carlos Heckteuer, sugestão do leitor

Eu sei. Estás preocupada.

Todos os dias o teu filho chega a casa com uma história sobre AQUELA criança.

Aquela que está sempre a bater, a empurrar, a beliscar, a arranhar e até a morder às outras crianças.
Aquela que tem de ir sempre de mão dada comigo na fila para a sala.
Aquela que tem um lugar especial no tapete, e às vezes senta-se numa cadeira em vez de se sentar no chão.
Aquela que teve que sair da sala de brinquedos, porque os brinquedos não foram feitos para ser atirados.
Aquela que trepou a cerca do parque exatamente enquanto eu dizia para não o fazer.
Aquela que entornou o leite do colega no chão num acesso de raiva.

De propósito. Enquanto eu estava ali, a olhar para ela. E depois, quando eu pedi que limpasse, acabou com o rolo de papel inteiro! De propósito. Enquanto eu observava. Aquela que diz PALAVRÕES à séria na aula de educação física.

Estás preocupada porque acreditas que esta criança poderá prejudicar a experiência de aprendizagem do teu filho.

Tens medo que esta criança ocupe grande parte do meu tempo e da minha energia, e que o teu filho não receba a atenção necessária e merecida.
Tens medo que esta criança  magoe alguém a sério um dia. E tens medo que esse “alguém” seja o teu filho.
Tens medo que o  teu filho também comece a ser agressivo.
Tens medo que o teu  filho possa ficar para trás porque eu talvez não consiga aperceber-me de que ele está com dificuldades a fazer a pega do lápis. Eu sei.

O teu filho, este ano, com esta idade, não é AQUELA criança.

O teu filho não é perfeito mas geralmente segue as regras. Ele é capaz de partilhar brinquedos pacificamente. Ele não atira os brinquedos. Ele põe o dedo no ar para falar. Ele trabalha quando é para trabalhar, e brinca quando é para brincar. Sempre que vai à casa de banho volta direto para a sala de aula sem se distrair. Ele nem conhece os palavrões. Eu sei.

Eu sei, e também estou preocupada.

Eu estou sempre preocupada. Com TODOS os meus alunos.

Preocupo-me com a pega do lápis do teu filho, com os sons das letras de outra criança, com a timidez do mais pequeno da sala e com a lancheira vazia de outros. Eu preocupo-me que o Lucas não venha suficientemente agasalhado e que o pai de Talita grite com ela por escrever a letra B ao contrário. Penso neles enquanto vou a conduzir para casa e quando estou a tomar banho de manhã, porque os meus pensamentos estão sempre com eles.

Mas eu sei, que queres falar sobre AQUELA criança.

Porque os Bs ao contrário de Talita não vão deixar o teu filho com um olho roxo. Eu também quero falar sobre aquela criança, mas há tantas coisas que eu não te posso dizer.

Eu não te posso dizer que ele foi adotado aos 18 meses.

Eu não te posso contar que está a fazer uma dieta de eliminação de possíveis alergias alimentares, e que por isso está SEMPRE com fome.

Eu não te  posso dizer que os pais daquela criança estão, neste momento, a meio de um divórcio horrível, e ela tem ficado com a avó.

Eu não te posso dizer que desconfio que a avó beba demais… Eu não te posso dizer que a medicação que toma para a asma faz com que fique muito agitado.

Eu não te posso dizer que a mãe daquela criança é uma mãe solteira, e deixa-a na escola todo o dia, desde que abre até fechar e que, de seguida, a viagem até a casa leva 40 minutos.

Eu não te posso dizer que aquela criança foi vítima de violência doméstica.

E tu entendes que eu não possa partilhar informações pessoais ou da família. Só queres saber quais as medidas que estou a aplicar em relação ao comportamento daquela criança.

Eu adorava contar-te. Mas também não posso.

Eu não te posso dizer que aquela criança recebe serviços fonoaudiólogos, porque numa avaliação apresentou um grave atraso na linguagem, e que o terapeuta sente que a agressão está relacionada à frustração por ser incapaz de comunicar.
Eu não te posso dizer que tenho reuniões com os pais daquela criança TODA as semanas, e que costumam chorar nessas reuniões.

Eu não te posso dizer que aquela criança e eu temos um sinal secreto para me dizer quando precisa de se estar sozinha por um tempo.

Eu não te posso dizer que aquela criança passa o intervalo enrolado no meu colo porque “me faz sentir melhor ao ouvir seu coração, professora“.

Eu não te posso dizer que tenho rastreado os seus incidentes agressivos meticulosamente, e que diminuíram de 5 incidentes por dia, para cinco incidentes por semana.

Eu não te posso dizer que a chefe da secretaria da escola concordou em deixar-me mandar aquela criança para o escritório para “ajudar” sempre que eu achar que precisa de “mudar de ares”.

Eu não posso te dizer que na última vez que tive de sair da sala, IMPLOREI de lágrimas nos olhos aos meus colegas que ficaram a tomar conta  para serem gentis com aquela criança, mesmo estando frustrados porque acabou de dar um soco a alguém OUTRA VEZ, e mesmo à frente do PROFESSOR.

A questão é, há TANTAS COISAS que eu não te posso dizer sobre AQUELA criança. Eu nem sequer te posso dizer as coisas boas.

Eu não te posso dizer que o seu trabalho na sala de aula é regar as plantas. Que ele chorou desconsoladamente quando uma das plantas morreu durante as férias de natal.

Eu não te posso dizer que ele dá um beijinho de adeus na sua irmã bebé todas as manhãs, e diz-lhe “és o meu sol” antes da mãe ir embora.

Eu não te posso dizer que ele sabe mais sobre as tempestades do que a maioria dos meteorologistas.

Eu não te posso dizer que muitas vezes ele me pede ajuda para afiar os lápis durante o intervalo.

Eu não te posso dizer que ele gosta de fazer cafuné no cabelo dos amigos no intervalo.

Eu não te posso que, quando um amigo está a chorar, ele é o primeiro a vir do canto de histórias com o seu ó-ó para o confortar.

A questão, querida mãe, é que eu só posso falar contigo sobre o TEU filho.

Então, o que eu posso dizer-te é o seguinte:

Se em algum momento, o TEU filho, ou qualquer um dos Teus filhos, se tornar NAQUELA criança…

Eu não vou partilhar os teus assuntos familiares com outros pais na sala de aula.
Eu vou comunicar contigo com frequência, de forma clara e gentil.
Eu vou certificar-me de que terei sempre lenços de papel por perto nas nossas reuniões e, se deixares, eu vou agarrar-te na mão enquanto choras.

Eu vou defender sempre o teu filho e a vossa família, para que recebam os serviços especializados de melhor qualidade, e eu vou cooperar com esses profissionais da melhor forma que for possível.

Eu vou certificar-me que o teu filho recebe sempre amor e carinho quando mais precisar.

Eu vou ser uma voz para a tua criança na nossa comunidade escolar.

Eu vou, independentemente do que aconteça, continuar a procurar e encontrar as coisas boas, surpreendentes, especiais e maravilhosas sobre o teu filho.
E eu vou-te lembrar dessas coisas boas, incríveis, maravilhosas e especiais, várias e várias vezes. Sempre que precisares.

E quando outras mães vierem ter comigo preocupadas com o TEU filho…

Eu vou dizer-lhes exactamente o que te disse.
Palavra por palavra.

Com amor,
A professora do teu filho

 

Publicado no Blog  Miss Night’s Marbles,
traduzido e adaptado por Up To Kids®

imagem@360doc.com

E a juventude vai escoando entre os dedos.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.

Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.

Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.

Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.

Frequentou as melhores escolas.

Entrou nas melhores faculdades.

Passou no processo seletivo dos melhores estágios.

Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.

E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.

Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.

Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.

O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.

O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.

O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.

Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.

Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.

Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.

ARTIGO RELACIONADO |
NUNCA TIVEMOS UMA GERAÇÃO TÃO TRISTE

Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.

Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.

Mas para a vida, costumava ser não:

Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.

Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.

Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.

Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.

Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.

Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.

Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controle do próprio tempo.

Só não via que os dias estavam passando.

Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.

Artigo de Ruth Manus, publicado originalmente em Estadão, área Blogs Ruth Manus


i
magem@shutterstock

És, definitivamente, uma mãe quando…

  1. Consegues fazer tudo – responder e-mails, pintar as unhas dos pés, fazer o jantar, falar ao telefone, tudo – com alguém ao colo. Pode demorar um pouco mais, mas consegues fazer.
  2. Por mais que feches a porta da casa de banho sem fazer barulho nenhum, os teus filhos aparecem lá passado 1 minuto e meio. Máximo 2 minutos se estiverem a ver TV.

  3. Ficas  “histérica” quando tens uma jantar marcado com as tuas amigas, e depois voltas para casa às 23h porque te lembras que no dia a seguir tens de deixar os miúdos na escola às 8h30.
  4. Quando está tudo em silêncio, estranhas e pensas: “Já estão a fazer asneiras (com M)…”. Mas estás a curtir tanto o sossego que até estás disposta a arcar com as consequências.
  5. A tua mala tem mais coisas de outras pessoas do que tuas.
  6. Sempre que estás a tomar banho ouves o bebé a chorar (Mesmo que o teu filho mais novo já tenha 12 anos. É tipo um choro fantasma).
  7. Quando vês um bebé a fazer uma birra no supermercado, trocas olhares de “I’ve been there.” com a outra mãe.
  8. Dormires 8h de seguida, tomares um banho sem interrupção ou andares com o cabelo solto é um luxo.
  9. Reconheces o choro do teu filho a léguas, e consegues saber se se magoou, se é birra, se tem fome ou se é sono.
  10. Tomar banho ou fazer xixi de porta aberta enquanto conversas com uma criança é perfeitamente normal.
  11. Passaste a ter medo de coisas que nunca tiveste na vida.
  12. Consegues adormecer em sítios que nunca tinhas imaginado:  na aula de natação dos miúdos, na sala de espera do consultório ou na depilação.
  13. É normal ouvires músicas infantis no carro mesmo depois de deixares os miúdos na escola.
  14. Nunca tens tempo para nada, mas quando estás sem miúdos não sabes o que hás-de fazer sozinha. 
  15. Passas o dia TODO com saudades dos teus filhos e chegas ao serão e só queres enfiá-los na cama para ires dormir! 


    ARTIGO RELACIONADO |

    ÉS, DEFINITIVAMENTE, UMA MÃE QUANDO

    Por Justrealmoms, adaptado por Up To Kids®, todos os direitos reservados.