Os vencedorer do passatempo oferecido pela StoryTellMe e Up To Kids®, foram:

  •  Verónica Isabel Ferreira Caraça
  •  Luísa Roldão Pereira
  • Cisbelia Ferrão Vicente

Por favor verifique a sua caixa de correio, e reclame o seu prémio!

Obrigada por participar!

O cão cabeça de Leão

Nestas férias viaje nas ondas dos livros personalizados da “StoryTellme”!

A Up To Kids® em parceria com a StorytellMe, vão oferecer 3 livros personalizados e a respetiva T-shirt:

Ninguém fica para trás…
Ninguém fica para trás…+ t-shirt (associada ao livro)
A Estrelinha Ana Luz
A Estrelinha Ana Luz + t-shirt (associada ao livro)
O cão cabeça de Leão
O cão cabeça de Leão + t-shirt (associada ao livro)

Através dos livros, as crianças viajam a outros mundos e lugares, transportam-se ao passado e ao futuro, e podem viver outras vidas através dos personagens. Agora imagine um livro personalizado, onde as crianças são os protagonistas das histórias! São assim os livros personalizados da StoryTellme: um apelativo e colorido booklet encadernado e um e-book que poderá ser partilhado com família e amigos.

COMO PARTICIPAR | REGRAS

1. Fazer like/Gostei/Curti nas páginas Up to Lisbon Kids e StoryTellme- Livros Personalizados
2. Gostar e partilhar o maior numero possível de artigos da Up To Kids®, uma coisa assim à maluca!
3. Preencher o seguinte formulário e no campo “Frase” responder à seguinte questão:

Quantos livros tem a Storytellme no seu site para personalizar?
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O passatempo é válido até dia 10.07.16.
O vencedor será sorteado através do programa Random.com.
Apenas estarão habilitadas ao sorteio pessoas cumpram as regras de participação.
A partilha deverá ser publica para a podermos seguir.
O mesmo utilizador pode concorrer mais que uma vez (máx 10 participações/pessoa/dia)
Ficará habilitado o nº de vezes que concorrer
Os vencedores serão avisados por mail, e terão 8 dias após a receção do mesmo para reclamar o direito ao prémio.
Passado o prazo, ficará sem efeito.

De acordo com um estudo realizado por psicólogos da Universidade de Indiana, EUA, crianças cujos pais passam muito tempo a olhar para o telemóvel, têm tendência a não desenvolver a sua atenção, tornando-se ao logo do tempo reduzida.

A pesquisa mostra que a atenção é totalmente afetada pela interação social. “Quando os pais/educadores estão constantemente distraídos, ou cujos olhos não olham para os filhos enquanto brincam, traduz-se um impacto negativo enorme na atenção dos bebés num estágio-chave do desenvolvimento”, disse o líder do estudo, Chen Yu.  “Os bebés e crianças aprendem através da observação:  como ter uma conversa, como ler expressões faciais de outras pessoas, etc. Não havendo contacto visual, as crianças perdem marcos importantes de desenvolvimento.”

Além disso, estudos mostram que as crianças se estão a tornar obcecadas  por tecnologia, devido aos exemplos das mães e pais, e isso está a começar a afetar a saúde mental e o desempenho escolar em geral.

“Há uma tendência alarmante para os pais ignorarem os filhos de todas as idades, dando mais atenção a seus telefones e tablets do que à componente social e comunicativa.”

Consequentemente, as crianças podem sentir que não estão a receber a atenção que precisam. “As crianças têm necessidade de atenção, de capacidade de resposta dos seus pais quando estão furiosos, tristes, frustradas ou felizes, e sentem que têm de competir pela atenção,  quase como se se tratasse de uma rivalidade entre irmãos. Só que o rival é um novo dispositivo eletrónico. Esta tendência, se não for controlada, pode levar a problemas psicológicos.

Uma campanha de sensibilização lançada pelo Center for Psychological Research, em Shenyang, pretende alertar sobre os efeitos e as causas do uso da tecnologia quando se está com os filhos. “Sacar do telemóvel durante uma conversa, é como erguer uma parede entre duas pessoas

campapanha

 

 

Esta campanha foi amplamente direcionada para famílias com crianças pequenas, pois as crianças são quem mais se ressentirá a curto e longo prazo:

Details

As mães não são seres mágicos.

Eu confesso.
Todos os dias, ao fim da tarde eu deixo os meus filhos verem televisão para que eu consiga preparar o jantar.
Salto algumas palavras, ok na verdade eu salto parágrafos, quando leio longos livros infantis.
Perco a paciência com os meus filhos diversas vezes durante a semana.
Todas as manhãs eu coloco a tetina 1 no biberão do meu filho para que ele mame devagar e me de tempo de tomar café.
Eu odeio lavar a louça.
Quando não temos legumes e estou com preguiça de ir ao mercado, ponho tomates picadinhos na comida para me sentir menos culpada.
Já cortei o dedo da minha filha a cortar-lhe as unhas.
Quando estamos no carro e o meu filho chora porque quer sair da cadeirinha, digo que acabou de passar um macaco na rua para o distrair. Ou um tigre, ou um leão, ou seja lá qual for o animal favorito daquela semana.
Eu chego atrasada a quase todos os jogos de futebol do meu pré-adolescente.
Os meus filhos já caíram e magoaram-se mesmo debaixo do meu nariz.
Já me esqueci de trocar a fralda do meu filho ao ponto do gel começar a vazar.
Eu não tomo nem perto de 2 litros de água por dia.
Nunca me lembro de comprar meias para minha caçula e até hoje  usa as meias de recém nascido (está com quase 9 meses).
Eu já queimei a boca do meu filho porque não vi que a sopa estava muito quente.
Os meus filhos já ficaram dois dias sem tomar banho.

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10 CONFISSÕES BANAIS DE UMA MÃE

A minha sala está sempre uma bagunça. Quem é que eu quero enganar? A minha casa inteira (não é só a sala) está sempre uma bagunça.

E os meus filhos, como são meus filhos? Bom, eles são normais. Eles estão bem, e estão felizes.

Ser uma boa mãe não pode estar relacionado com o número de horas que brincas com os teus filhos. E não pode ser medido através da quantidade de glúten que os deixas ingerirem.

As mães não são seres mágicos. Nós somos reais. Perdemos a paciência e ficamos cansadas. Cansadas da rotina, cansadas de ter que cozinhar todo-santo-dia. Cansadas de encontrar roupa limpa no cesto de roupa suja. Sim, nós ficamos cansadas. Mas também temos ataques de alegrias e gritamos alto quando presenciamos os primeiros passos. Ou quando sem querer fazemos cocegas no bebé e arrancamos aquela gargalhada deliciosa.

Ser mãe é muito difícil, e infinitamente gratificante.

Eu confesso, não sou uma mãe perfeita. Não é que eu não queria ser uma pessoa melhor. Pelo contrário. Mas admitir que não se pode abraçar o mundo todo de uma vez, reconhecer os próprios erros, e ter um pouco de amor próprio, também é um grande aprendizado.

E tu, o que confessas?

 

Por Rafaela Carvalho, em A Maternidade,
adaptado por Up To Kids®

imagem@fotocdn.de

A minha filha não é uma criança fácil de gostar

O dia que eu me apercebi de que a minha filha era “aquela” criança, foi quando tudo mudou para mim enquanto mãe.

Foi o dia em que comecei a sentir vergonha pelo comportamento da minha filha. Foi o dia em que me questionei se haveria algo de errado com ela, ou comigo, como pessoa que a trouxe ao mundo e responsável por torna-la um ser humano correto.

Foi num dia como outro qualquer. Tínhamos combinado um programa com amigos em nossa casa. Amigos que já lá foram inúmeras vezes. A minha filha de cinco anos e a deles de quatro andavam a jogar à “apanhada” a correr à volta do sofá. A minha filha não conseguia apanhar a amiga então começou num pranto e atirou-se para o chão a gritar: “NÃO CONSIGO APANHAR-TE! TENS DE CORRER MAIS DEVAGAR! TEM DE SER OU NÃO BRINCO MAIS CONTIGO!” – Eu olhei para ela num suspiro, como costumo fazer em situações destas, e olhei para a amiga dela que está quase sempre bem-disposta e sorridente, e foi aí que eu percebi. Foi nesse momento que eu soube. O meu maior medo, aquele que vinha a crescer nos meus pensamentos e a apertar-me o coração, era agora inequivocamente uma verdade: A minha filha não é uma criança fácil de gostar

E claro que não conclui isto por causa deste episódio. Isto foi só a gota de água. Não foi um episódio isolado. Já aconteceram situações semelhantes muitas outras vezes. É sempre assim! Quer esteja sozinha, com os irmãos, com os amigos, no meio da rua, em casa, a minha filha é sempre assim! É a mais mandona. A mais exigente. A que chora e chora numa loja porque não lhe compro uns collants de ginástica (Ela nem faz ginástica!). A minha filha chora à mínima coisa, e desata numa birra daquelas que, antigamente, eu achava que só as crianças de 2 anos faziam. Falta ao respeito a toda a gente e é rude. É temperamental. Incapaz de partilhar e constantemente preocupada com o raio dos brinquedos dela ou dos outros. Quer fazer tudo à sua maneira, e fica impossível se algo não corre como queria. É manipulativa. Pensa sempre em si própria. E está sempre preparada para dizer exactamente o que pensa e sente em qualquer momento. Se a minha filha não gostar de ti ou daquilo que estás a fazer, vais sabê-lo de imediato.

Eu odeio rótulos, mas tenho de admitir, a minha filha é uma força da natureza, um furacão, e como é óbvio, um pirralho. E sempre que interage com alguém que não conheço sinto-me num campo de minas, onde nunca sei quando nem como irá explodir.

Isto é especialmente problemático para uma mãe que não gosta de conflitos. Eu não sou do género de deixar que as pessoas me pisem, mas orgulho-me de ser generosa, gentil e ter bom coração. Eu gosto de agradar as pessoas e fazer os outros felizes. E  a minha filha, não! As pessoas sempre me disseram que a coisa melhorava depois da fase dos dois anos. Mas com a minha filha, não!

A minha filha agora grita mais alto e um vocabulário mais elaborado. E não vejo, num futuro próximo, significativas melhoras. Quando a observo com pares, torna-se cada vez mais evidente que a minha independente, determinada e teimosa diva se destaca dos restantes miúdos. A minha filha é a definição de uma criança difícil. E eu quero aceita-la e ama-la por ser esta sua característica. Não quero compará-la com os outros miúdos, mas a verdade é que eu adorava que a minha filha fosse mais como o teu filho ou a tua filha, mais simpática e afável.

Por isso, para quem vier a conhecer a minha querida pirralha de olhos grandes, estás perdoada se não gostares dela. Eu própria, muitas vezes, não gostaria dela.

Mas eu sou a sua mãe, e conheço-a no seu melhor. Eu reconheço o seu potencial. As suas forças. Eu sei o quanto ela se esforça para fazer o irmão bebé dar gargalhadas, vejo o carinho com que dá festas ao nosso cão, e a forma como atravessa e conquista confiantemente uma sala cheia de estranhos, enquanto as outras crianças ficam coladas aos pais. Eu ouço quando suspira “Eu adoro-te!” à sua irmã antes de adormecer, ou quando vê outras crianças na fila do supermercado e pergunta “Queres ser meu amigo”? – coisa que eu nunca consegui fazer toda a vida. E está constantemente a encher-me de abraços apertados, beijinhos, colares feitos por si própria e desenhos meus, com cabelo de rapunzel.

Eu sei o quão maravilhosa a minha filha consegue ser.

Mas e tu? Se calhar se passasses um minuto, uma hora ou uma manhã com ela, se tivesses sorte também receberias todo o seu charme e carinho. Mas e se não fosse assim? Se passasses o teu tempo a responder às suas observações mordazes, a chamar a atenção por estar constantemente a tirar o brinquedo ao teu filho, a ouvi-la constantemente a chorar, a desejares estar em qualquer outro sítio do mundo menos ali, porque estás saturada e não aguentas.

Peço desculpa, mas eu estou a tentar. Com todas as minhas forças.

E eu preciso de acreditar que a minha filha também, porque num dia bom eu percebo que ela quase morde a língua para não dizer algo que sabe que eu não quero que diga, o que me dá muita confiança – ou em última análise, uma esperança moderada –que um dia a minha filha será uma pessoa integra e de carácter forte, exactamente como eu estou a tentar educa-la. Talvez um dia, a ideia de combinar um programa com os seus amigos não me deixe de coração fora do peito.

Mas entretanto, não tenhas medo de dizer aos teus filhos que lhe façam frente. Que lutem pelo brinquedo que querem. Que ganhem o jogo que a minha filha quer desesperadamente ganhar. Eu vou negar que disse isto, mas eu até agradecia que algum dos miúdos lhe desse uma canelada. A sério. Que a calassem. A minha filha precisa de amigos (e Deus sabe o medo que tenho que ninguém queira ser amigo dela), mas também precisa de miúdos que a ponham no seu lugar de vez em quando. A forma como estou a educar, incluindo os meus lembretes delicados, as conversas, as repreensões, as consequências e críticas, falhou.

Pode ser que, neste caso, a pressão dos colegas lhe traga um mundo novo.

Uma mãe tem, pelo menos, o direito a ter esperança.

Publicado em Scary Mommy, mãe anónima.

Traduzido e adaptado com autorização por Up To Kids®

Hoje às 9h00 o IKEA fez um comunicado na newsroom do seu site, a pedir a todas as pessoas que tenham em casa uma das cancelas de segurança PATRULL, a devolução da mesma na loja mais perto, por motivos de segurança.

Tem uma das cancelas de segurança PATRULL, em casa? Por favor, devolva-os na loja IKEA mais próxima!

Comunicado:

“A IKEA pede aos clientes que devolvam as cancelas de segurança PATRULL.

A segurança é uma prioridade máxima para a IKEA, em especial nos produtos destinados a crianças.
Por esta razão, a IKEA pede aos clientes que tenham adquirido uma cancela de segurança PATRULL que a devolvam na loja IKEA mais próxima, onde serão reembolsados na totalidade, não sendo necessária a apresentação do comprovativo de compra.Esta decisão surge no seguimento de situações reportadas à IKEA, a nível global, em que o fecho da grade de segurança se abriu inesperadamente, tendo havido casos de incidentes.
 
A avaliação de segurança levada a cabo por uma entidade externa revelou que, apesar de todos os nossos artigos serem testados em conformidade com os padrões de segurança aplicáveis e de acordo com a legislação em vigor, os mecanismos de fecho não são suficientemente fortes.As crianças são as pessoas mais importantes do mundo para a IKEA e, por isso, existe tolerância zero em relação à segurança dos produtos.Para prevenir outros incidentes, as grades de segurança PATRULL, PATRULL KLÄMMA e PATRULL FAST foram retiradas de todas as lojas e já não se encontram à venda.”

Em 2014 tínhamos adquirido um baloiço de exterior que sempre usamos sem quaisquer problemas, quando foi emitido um comunicado destes relativamente ao brinquedo em causa. De imediato, arrumamos o baloiço num saco qualquer, pois já não tínhamos a embalagem inicial. Como foi arrumado numa arrecadação só devolvemos um par de meses mais tarde. Aceitaram de imediato no Balcão de trocas e devolveram-nos o dinheiro.

Pela segurança dos seus filhos!

A selecção somos nós

Eu não sou muito de futebol. Mas gosto da selecção. Gosto de ver os jogos, gosto de ver as pessoas a gostar de ver os jogos, gosto da união e cumplicidade entre os Portugueses, as piadas patetas mas de gargalhada fácil que revelam a ansiedade e nervosismo antes de cada jogo, das cervejas bebidas e dos brindes esperançosos à nossa selecção, aos jogadores, ao nosso Portugal! Gosto de ver os jogos rodeada de pessoas para poder gritar, brindar e abraçar alguém quando marcarmos. Gosto MUITO quando marcamos. Amo quando ganhamos! Gosto de falar da selecção na 1ª pessoa do plural, porque a selecção somos nós!

A selecção não é só o CR7, o Moutinho, o William Carvalho, ou Fernando Santos. A selecção somos nós. SOMOS TODOS NÓS.

Por isso, somos nós que temos o papel – o dever e o direito de apoiar a nossa selecção! Vamos criar uma onda de “Força Portugal “como só visto em 2004 (Miúdos nascidos nos ’90’s, desculpem se não se lembram, mas foi muito maior e melhor do que aquilo que possam sequer imaginar!)

Pendurem-se bandeiras nas janelas das casas, mudem as fotos do perfil do FB (pelo menos no dia de jogo) para uma imagem da bandeira portuguesa, não digam mal dos nossos! (Por favor, não digam mal dos nossos… Acham que é pura coincidência a imprensa alemã e/ou estrangeira publicar noticias que denigrem os nossos jogadores, a nossa selecção, em vésperas de jogo?Think again)

Partilhem as vossas fotos com “pintura de guerra na cara”, com cachecóis, gorros e bonés, letreiros e legendas, o vosso cão com a bandeira portuguesa, o que quiserem! Partilhem diariamente uma imagem de Portugal, um monumento típico, um traje, algo que nos identifique e que nos coloque no mapa.

Vamos tornal viral o nosso apoio à selecção. Vamos minar os Hastags #Euro2016 #Europeu2016 (e outros que queiram sugerir) com as cores da nossa bandeira. Vamos apoiar Portugal!  Sim somos poucos. Mas a selecção somos nós. 11 Milhões de apoiantes. E vamos tornar-nos virais!

Slow Parenting | Pais sem pressa

Sais do colégio direta para a natação, da natação direta para o balet, do balet, música, pintura, inglês, etc. Chegas ao fim de semana e andas de festa de anos em festa de anos. A agenda dos teus filhos está a levar-te  à loucura. Sentes que precisas de acalmar. Já ouviste falar em “Slow Parenting”?

O movimento “Slow Parenting”, em Português “Pais Sem Pressa”, começou nos Estados Unidos e, muito resumidamente, significa desacelerar a rotina dos pais para desacelerar a dos filhos.

Vivemos num mundo tão apressado que muitas vezes sentimos ansiedade para estimular e preparar os nossos filhos para serem os melhores em tudo. E há ainda a corrida materna (de loucos!) que somos diariamente bombardeadas com perguntas de outras mães como: “O teu filho ainda não anda? Ahh não? O meu com essa idade já corria!”. Mas qual é a vantagem disso? Para quê acelerar o desenvolvimento dos nossos filhos? Será que eles estão felizes?

Claro que achamos que devemos estimulá-los, mas tudo deve ser feito com peso e medida. Sem querer antecipar fases e, acima de tudo, sem os pressionar desnecessariamente. Há que respeitar o tempo de cada criança, encontrar o equilíbrio entre as atividades e o que realmente faz com que os nossos filhos sejam crianças felizes.  E é exatamente isso que o movimento “Slow Parenting” defende. Por uma melhor qualidade de vida.

Details

Como ensinar os filhos a comunicar sem interromper

Quando os meus filhos me querem dizer alguma coisa (seja o que for), simplesmente chegam ao pé de mim, interrompem o que estou a fazer e começam a falar! Posso estar a conversar com alguém, estar ao telefone ou estar na casa de banho – é lhes indiferente. O importante é dizer o que têm a dizer… e antes que lhes consiga dizer que não se interrompe, ou que estou a meio de…já a procissão arrancou!

Sabemos que é frequente uma criança interromper uma conversa de adultos e querer ser ouvida de imediato. Mesmo quem não é mãe, com certeza, já presenciou essa situação alguma vez. Mas o que fazer para controlar este comportamento impaciente dos nossos filhos?

As crianças pequenas não têm auto-controle e noção sobre o que é realmente importante. Gostam e querem ser atendidas no exato momento em que querem falar. Por isso, o primeiro passo é conversar, ensinar e explicar que não se pode interromper conversa ou acção sempre que lhes apetece.

Há tempo li no Blog An Every Day Story um texto a propósito das interrupções espontâneas das crianças que achei genial:

“Estava a conversar com uma amiga, quando o seu filho de 3 anos chegou e queria dizer alguma coisa. Então, em vez de interromper, colocou a mão no pulso da minha amiga, e ficou à espera. A minha amiga deu-lhe a mão para que soubesse que estava a ser notado. Quando acabou o que estava a dizer, voltou-se para ele para que pudesse falar!

Eu fiquei em êxtase! Tão simples, tão gentil…Uma forma de respeito mutuo! O seu filho apenas teve de esperar uns segundos para ser atendido, e depois teve toda a atenção da mãe.”

Resolvi experimentar esta técnica. Foi inacreditável como os miúdos aderiram logo e deixaram de interromper as nossas conversas quando queriam falar. Mas com o tempo nem tudo se revelou ser assim tão simples: porque se essa mãe tinha um filho, eu tenho 5. Não há pulso nem braço que chegue para albergar quatro mãos imundas e transpiradas a lutar por atenção (o bebé ainda não entra na fila de espera) Tivemos de começar por definir algumas regras:

Regra nº 1: Quando a mãe está a falar e algum dos manos já está com a mão no pulso à espera de vez para falar, os restantes deverão esperar de mão dada com o da frente, e a mãe vai atender todos ao mesmo tempo pela ordem da corrente.

Regra nº2: Se for uma emergência, não tem de esperar na corrente, passa à frente.

Duvidas: Colocar a mão no pulso para fazer a pergunta e seguir as regras nº1 e nº2.

-O conceito de emergência teve de ser, obviamente, trabalhado durante os nossos jantares. Tem vindo a ser definido em conjunto. O miúdos sugerem e nós, os pais, aprovamos ou não a situação como caso de emergência.

Até agora foram aprovadas como “situação de emergência”: Vontade de fazer (ou fazer) xixi ou cocó, partir um dente, cair na lama, chorar à frente dos amigos, vomitar, deitar sangue, ter ranho até ao queixo, ser gozado ou empurrado, pisar cocó.

Foram chumbadas as propostas de “situação de emergência”: estar a apanhar seca, querer jogar ao telemóvel, ter comichão nas costas, contar um episódio que aconteceu na escola, ter fome ou sede, ver uma borboleta ou qualquer outro animal no parque.

Com estas regras, tem sido muito mais tranquilo conviver com amigos quando estamos em família. As interrupções são cada vez menos, e apresentam-se de forma mais ordenada, sem confusões, gritaria nem atropelamentos!

E o curioso é que sentimos os miúdos mais confiantes porque se sentem felizes por conseguirem dizer tudo o que querem e por terem a atenção completa dirigida a eles nesse momento. Ao invés de serem “corridos” ao fim de 3 ou 4 evitáveis interrupções.

A técnica da mão no pulso ensina-os a esperar e a ser pacientes. E ensina-os, também, a escolher o que querem realmente comunicar connosco, tornando-os mais autónomos. Já não vão interromper 10 vezes para dizer que têm areia nos sapatos. Vão resolver o problema, porque é mais fácil e mais rápido do que esperar para ser atendido!

Experimente e diga-nos os resultados.

As crianças precisam de aprender a esperar

Quem tem um pouco mais de “experiência”, para não dizer mais idade, ainda se lembra do ardor causado pela Tintura de Iodo, um anti-séptico para feridas.

Quando era criança passava a vida a esfolar os joelhos e os cotovelos, e daquilo que me recordo, não sei o que era pior: a dor da queda ou o ardor do Tintura de Iodo quando quando me desinfetavam as feridas..

A minha mãe dizia “o que arde, cura!”… Nunca soprava para a ferida para aliviar a dor, o que na altura eu achava cruel, mas hoje em dia sei que era sábio. Afinal, quando se sopra uma ferida, podemos infectá-la com as bactérias presentes na boca.

Cair primeiro doía e depois ardia.

Com o tempo, a Tintura de Iodo foi sendo cada vez menos usada e foi substituída por outras fórmulas que não ardem. Não ardem!

Com o tempo, os nossos filhos deixaram de sentir o ardor dos dos anti-sépticos, e também os ardores da vida.

Estamos a criar uma geração que não sabe o que é ardor, fome, sede, espera, paciência.

Trazemos na mala um kit completo que inclui água, bolachas, telemóvel, tablet, caderno, lápis de cor, analgésico e o que mais couber. Os nossos filhos não podem esperar. Esperar meia hora, quarenta minutos para comer? Jamais! Dez minutos por uma água? Nunca!

Não podem ir a restaurantes sem espaço para crianças porque não vão suportar a permanência no local.

O que é que estamos a criar?

Os nossos tempos de espera foram positivos e ainda hoje a vida ensina-nos a saber esperar.

Possivelmente, neste exato momento, estás à espera de alguma coisa: de uma cura, uma promoção, um telefonema, uma casa nova, um carro, uma viagem, engravidar, um namorado, qualquer coisa. Estás à espera. E a solução dos teus problemas não estão na mala da tua mãe.

As crianças devem e podem esperar.

Nós, como pais, temos a obrigação de ensiná-los a esperar porque temos que prepará-los para a vida tal como ela é.

As crianças tem uma necessidade, ficam chatas, nós não temos paciência e damos-lhe o que elas quiserem. Qualquer coisa.

Ferrari? Paris? Gucci? Qualquer coisa, mas parem de chorar!

E assim, a nossa baixa resistência aos apelos dos filhos levam-nos a errar.

Nada pode arder. Nem os anti-sépticos.

Na realidade, tudo continua a arder. Estamos apenas a transmitir aos nossos filhos a falsa sensação de já nada arde, de que tudo é imediato.

É isso mesmo que queremos ensinar?

Deixo a reflexão.

 

Artigo original de Clemance Garcia, adaptado por Up To Kids®

imagem@shutterstock

Eu sou a mãe que anda com as unhas arranjadas, cabelo impecável e outfit de fazer inveja e sou a mãe que chega atrasada, de calças de ginástica, cabelo oleoso e camisa manchada (e a mancha pode ser de restos de comida ou excreções de um mini corpo humano).
Eu sou a mãe que amamenta feliz e sou a mãe que se levanta a resmungar por ter de dar de mamar.
Eu sou a mãe que cozinha tudo em casa e uso ingredientes orgânicos e sou a mãe que vai buscar fast food por pura e absoluta preguiça.
Eu sou a mãe que se voluntaria para ir ao passeio da escola a acompanhar a turma dos meus filhos e sou a mãe que se esqueceu de mandar o lanche do filho.
Eu sou a mãe que vai ao parque infantil e inventa brincadeiras e sou a mãe que põem os filhos em frente à televisão para ter uns minutos de sossego.
Eu sou a mãe que conta até 10 e mantém a calma e sou a mãe que tem ataques histéricos e se transforma em Hulk.
Eu sou a mãe que dá ao filho a última e melhor colherada da sobremesa e sou a mãe que se escondeu a comer chocolates para não ter de partilhar.
Eu sou a mãe que conta os segundos para pôr os miúdos na cama a horas e sou a mãe que borrifa para as horas porque me apetece dar-lhes (ainda) mais mimo.
Eu sou a mãe que trabalha, cuida da casa e dos filhos e sou a mãe que, às vezes, não tem forças sequer para sair do sofá.
Eu sou a mãe que mantém a lucidez mesmo em situações enlouquecedoras e sou a mãe que grita com os filhos por “dá cá aquela palha”.
Eu sou a mãe que cede a “mais 5 minutinhos” e sou a mãe que obriga os filhos a cumprir uma ordem quando mando e com tolerância zero.
Eu sou a mãe perdida que às vezes precisa de conselhos e sou a mãe que dá abraços apertados e conforta os filhos.
Eu sou a mãe que faz cabanas na sala e sou a mãe que finge estar a dormir só para não ter que responder.
Eu sou a mãe que salva os filhos de quedas e apanha-os no ar e sou a mãe que já perdeu os filhos de vista em pleno parque temático.

Eu sou estas mães todas e muitas outras. Muitas vezes sou várias num só dia.

Talvez me tenhas visto no meu melhor momento e tenhas acreditado que eu sou uma mãe exemplar, com tudo sob controle.
Talvez me tenhas visto num momento mau e tenhas achado que sou a pior mãe do mundo.
É indiferente. A vida não é perfeita. As mães não são perfeitas. Os filhos não são perfeitos.
Todas nós já estivemos dos dois lados. Um momento ou um dia não define ninguém.

Caso precises que te digam: és uma excelente mãe e estás a fazer um fantástico trabalho.

Por um mundo com menos dedos indicadores, e mais “eu sei que é difícil”!

 

 

Por Rafaela Carvalho, em A.Maternidade, adaptado por Up To Kids®

imagem@wildflowerphotos