As tarefas domésticas são atividades essenciais na educação de crianças independentes, organizadas e responsáveis. Ao incluir os seus filhos nestas tarefas desde pequenos está a educá-los para a vida, ensinando-lhes a importância da organização e da cooperação.

Os benefícios de envolver as crianças nas tarefas domésticas vão desde a disciplina à solidariedade – aprendem a trabalhar em equipa, com os pais ou irmãos, para o objetivo comum que é manter a casa organizada. E ao ser-lhes atribuída uma responsabilidade relacionada com tarefas fora do universo infantil, as crianças também ganham autoconfiança e desenvolvem a sua autoestima.

Dependendo da idade, há diferentes tarefas que podem ser introduzidas no quotidiano de uma criança.

2 a 3 anos

São crianças ainda pequenas, mas já podem começar a ajudar com as tarefas mais simples. Os pais precisam apenas de estar disponíveis para lhes ensinar todos os passos com calma e de ter alguma paciência.

  • Arrumar os brinquedos, livros e jogos depois de usados.
  • Ajudar a fazer a cama.
  • Limpar o pó de móveis ao seu alcance.
  • Varrer a cozinha com uma vassoura pequena.
  • Ajudar a limpar bebidas entornadas ou comida espalhada.

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4 a 5 anos

Nesta idade as crianças já começam a assimilar melhor a importância da organização e limpeza. Os pais podem introduzir, além das tarefas anteriores, outras tarefas de mais responsabilidade e que as crianças possam fazer com menos supervisão.

  • Ajudar a alimentar e a cuidar dos animais de estimação.
  • Pôr e levantar a mesa às refeições.
  • Colocar a roupa suja dentro da máquina de lavar.
  • Ajudar a lavar o chão com uma esfregona.
  • Ajudar a guardar as compras do supermercado.

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6 a 8 anos

Estas crianças já estão na escola, já começam a saber ler e escrever e precisam de tarefas domésticas mais estimulantes, que possam iniciar e terminar sozinhas, para não perderem o interesse em ajudar os pais em casa.

  • Separar a roupa suja. (Pode consultar os símbolos de lavagem na Cleanipedia.)
  • Dobrar e guardar a roupa lavada.
  • Arrumar e ajudar a limpar o quarto.
  • Ajudar a preparar refeições (fazer sandes, lavar legumes, fazer bolos).
  • Deitar o lixo fora.
  • Ajudar a lavar a loiça.

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9 a 12 anos

Nesta fase as crianças sentem-se mais independentes, confiantes e orgulhosas de partilhar as tarefas domésticas com os adultos. E como são mais velhas requerem uma aprendizagem mais avançada, por isso os pais já podem ensiná-las a trabalhar com alguns eletrodomésticos, por exemplo.

  • Aprender a usar a máquina de lavar roupa e a de lavar loiça.
  • Mudar os lençóis da cama.
  • Ajudar a estender e a apanhar a roupa.
  • Ajudar a limpar a cozinha e a casa de banho.
  • Ajudar a lavar o carro.

E se precisa de mais dicas para estimular a organização nos seus filhos leia Como estimular a organização nas crianças!

 

Por Joana Teixeira para Up To Kids®

Imagens@pixbay/stocksnap

Escola do Futuro em Espoo | Finlandia

A Saunalahti School, em Espoo, oeste de Helsinque, funciona como uma metáfora moderna para a educação finlandesa: uma melhor arquitetura contribui para uma melhor experiência de aprendizagem.

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A premiada empresa de Helsinque Verstas Architects construiu recentemente a Saunalahti School, que abriu suas portas no outono de 2012 abrangendo uma área de 10500 m² e contem um vasto programa, nomeadamente Escola Básica e Secundária, Jardim de Infância, a casa da juventude, uma sala de teatro, sala de jantar, biblioteca, ginásio entre outros. Prevê ainda espaços de utilização comum, de forma a beneficiar os moradores do bairro onde se situa. Esta é considerada a estrutura da Escola do Futuro.

O complexo Educacional foi construído na área adjacente à nova área residencial e permite uma abordagem alternativa à educação tradicional.

Os Arquitetos afastaram-se de um layout clássico e da divisão do espaço em salas de aula. O projeto tem como objetivo estimular o diálogo  e o desenvolvimento das capacidades criativas das crianças e jovens, permitindo que a aprendizagem se desenvolva num ambiente descontraído, enfatizando a cultura, as artes e capacidades físicas/motoras das crianças/educandos. Os espaços interiores estão intimamente ligados aos exteriores, de acordo com cada faixa etária, mas juntas constituem um todo.

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Mais do que um lugar para estudar arte, matemática e literatura: a Saunalahti School pretende dar resposta às necessidades de alunos e da comunidade.

O modelo de sucesso da  Saunalahti School

Classificada como uma das melhores instituições educacionais pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Programme for International Student Assessment – PISA), esta escola oferece mais do que formação académica: também estão à disposição serviços médicos de odontologia ou de aconselhamento,  para garantir o bem-estar dos alunos.

Segundo a OECD  as “escolas finlandesas  tornaram-se uma espécie de destino turístico”, nos quais educadores e criadores de políticas de todo o mundo tentam decifrar qual “o modelo de sucesso”.

Salas de aula não tradicionais

A Saunalahti School foi projetada para promover a integração das salas de aula não tradicionais com a experiência educativa que possibilita novas maneiras de aprendizagem, tendo a colaboração como foco.

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As paredes de vidro entre salas de aula permitem que os alunos trabalhem em grupo, um reforço da proposta pedagógica da escola. As grandes janelas com vista para o exterior permitem que as crianças interajam com o meio ambiente. As crianças adoram uma boa leitura sentados nos parapeitos das janelas.

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As salas de aula, que também são ideais para workshops, têm portas de vidro sempre abertas a grupos de alunos vizinhos. Há espaço suficiente nos corredores para que os frequentadores possam sentar-se, trabalhar e estudar.

A arquitetura da escola foi criada em função da experiência de aprendizagem global, quer dentro quer fora das salas.

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A arquitetura como preditor de uma melhor experiência de aprendizagem

A Saunalahti School é uma plataforma ativa e aberta à aprendizagem, à cultura e à comunidade.

Arquitetura foi concebido para apoiar as ideias pedagógicas da escola em busca de melhores resultados de aprendizagem. A abertura e o sentido de comunidade foram elementos fundamentais na concepção do edifício. Valorizam-se as artes e educação física. O edifício apoia a aprendizagem também fora da sala de aula e incentiva as crianças a usar espaços de forma aberta e não ortodoxos.saunalahti-2

O coração do edifício é a sala multiusos, o ponto de encontro para todos os usuários. As brutas paredes de betão e o teto de carvalho suavemente curvando abraçam a envolvente e caracterizam o espaço. Os espaços de ginástica, salas de aula de oficinas e pátios de escolas são usadas pelos habitantes locais à noite e aos  fins de semana.

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O revestimento paredes exeteriores é composto por camadas horizontais de diferentes técnicas de alvenaria,  para que os alunos toquem e experimentem sensações diversas.

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No interior os arquitetos usaram materiais ecológicos recriando um ambiente caloroso e confortável.

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As áreas comuns dedicadas à passagem estão pintadas de cores vivas, cada uma com uma cor específica, para que a orientação dentro do mesmo seja feita de forma mais fácil e intuitiva.

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Fontes: livejournalIncrível, finland.fi,verstasarkkitehdit

imagens@andreas meichsner

 

O Serviço Nacional de Saúde é uma estrutura através do qual o Estado Português assegura o direito à saúde  (promoção, prevenção e vigilância) a todos os cidadãos de Portugal. O Programa Nacional de Vacinação é destinado a todas as pessoas presentes em Portugal e gratuito para o utilizador com financiamento do Orçamento de Estado.

Em Portugal, o movimento anti vacinação ainda tem pouca expressão no entanto tem suscitado discussões e posto em causa as recomendações médicas, a industria farmacêutica e os respectivos interesses económicos e políticos.

É importante entender que muitas vezes os movimentos surgem a partir de teorias baseadas nas leis e “políticas” de cada país, e quando são transportados e adaptados a outras realidades deixam de fazer sentido.

O movimento anti-vacinação, iniciou-se nos EUA, onde não existia nenhuma estrutura equivalente a estas (SNS e PNV). Se um individuo precisasse de cuidados médicos (básicos ou não), estes poderiam ascender a milhares de dólares. “The Affordable Health Care for America Act”, também conhecida por “Obamacare”, é a lei federal dos Estados Unidos sancionada pelo presidente Barack Obama em março de 2010, que obriga todas as pessoas que vivam nos EUA a ter um seguro de saúde. Até então, era cada um por si.

Pediatra faz comentário viral no facebook a acabar com a paranóia em torno da Industria farmacêutica

Se já acompanhou algumas discussões na internet sobre este movimento, há algumas coisas que deve saber: primeiro, os defensores do movimento anti-vacinação citam frequentemente sites não científicos e aleatórios para apoiar os seus argumentos. Segundo, os defensores deste movimento referem-se àqueles que acreditam na ciência como “Rebanho” – pessoas que andam atrás da carneirada, e são incapazes de pensar por si próprias. Terceiro, os defensores deste movimento culpam a indústria farmacêutica, e insistem que a única razão para os pediatras recomendarem a vacinação é pura e simplesmente financeira. Ou seja, segundo os aderentes do movimento anti-vacinação a Industria farmacêutica paga a médicos para serem fantoches que receitam vacinas “altamente perigosas” às crianças. Esta acusação é extremamente insultuosa para alguém que passa a vida a cuidar dos nossos filhos.
Isto, simplesmente não é verdade!

Existe dinheiro envolvido. Mas não é das empresas farmacêuticas. Graças à  nova lei, “The Affordable Health Care for America Act”, os médicos recebem um bónus por manter os pacientes saudáveis e oferecer uma prestação de cuidados baseada na valorização do paciente e não no volume de trabalho.

Assim, esta grande teoria da conspiração existente em relação à indústria farmacêutica, simplesmente não faz sentido.

Recentemente, um pediatra fez um comentário num post do Facebook da página “Refutations to Anti-Vaccine Memes”, e explicou:

“Na verdade recebemos”, o comentário começa: “Eu sou pediatra: É chamado – Bónus da qualidade dos cuidados de saúde – e não é pago pela industria farmacêutica. É pago pelas companhias de seguros que nos pagam um bónus para valorizar os cuidados com os nossos pacientes. Para médicos pediatras, como eu, isso implica assegurar-me de que as crianças cumprem as vacinas de acordo com o estipulado para as idades.

Agora, porque razão iria uma companhia de seguros pagar-me para administrar vacinas caríssimas (que são as próprias companhias de seguros que pagam) às crianças, se essas vacinas fossem prejudiciais? Isso não faria qualquer sentido, pois a companhia teria de pagar pelos tratamentos extra que a criança precisaria, resultado de ter administrado a vacina.”

O pediatra explica que as companhias de seguros tomam esta medida, porque se se mantiverem os pacientes saudáveis, a longo prazo vai-se poupar muito dinheiro às próprias Seguradoras.

Este arranjo é tudo graças ao “Affordable Care Act”, que está a testar novas abordagens para a saúde, tentando evitar um sistema de saúde com Taxas, para sistema um baseado em valores e que visa manter todos os cidadãos saudáveis – e não apenas aqueles que podem pagar um seguro privado.

“Eu nem sei se existiria um preço que me pudessem pagar para fazer algo que considerasse prejudicial a um paciente, mas se esse preço existir, não é um número que alguma vez tenha visto. Eu não andei 4 exaustivos anos na faculdade mais três difíceis anos de internato a abdicar de tudo para tirar uma das especialidades mais mal pagas e mais difícil de exercer, só para depois poder prejudicar os miúdos.

OBRIGADO.”

Eu não consigo entender como é que há pessoas que preferem não vacinar de todo os filhos. Acreditam que as crianças irão ganhar imunidade a doenças altamente contagiosas e praticamente erradicadas, mas que podem a qualquer momento se tornar em autênticas epidemias, como foi o caso do Sarampo? (Alemanha e EUA em 2015).

Não vacinar é um acto de negligência. Não só com os seus, mas com o mundo.

Não é despropositado ter medo de injectar os nossos filhos com uma substancia qualquer. Ser um pai preocupado é perfeitamente normal. O que não é razoável é não confiarmos em alguém que escolhemos para cuidar da saúde dos nossos filhos. Negar a ciência e insinuar que os pediatras estão todos juntos a recomendar vacinas nocivas à saúde das nossas crianças, por intermédio da indústria Farmacêutica, é simplesmente insultuoso.
E um absurdo.

 

Baseado num artigo de Maria Guido, para Scary Mommy

 

Ontem a União Zoofila publicou um comunicado na sua página de facebook que me deixou de coração apertado. A União Zoofila foi vitima de um roubo. E roubaram todo o (pouco) dinheiro que tinham no cofre que serviria para fazer face às despesas com os animais.

Vamos divulgar o máximo e ajudar nem que seja com 1€ por pessoa! Os animais precisam de nós mais do que nunca. Chegou a hora de ajudar!

Deixamos abaixo o comunicado da UZ e o nib.

“Roubaram quem não tem nada, roubaram quem mal sobrevive, roubaram quem luta todos os dias para alimentar 800 animais praticamente sem nada, roubaram o muito pouco que permite manter vivos e em condições de dignidade 600 cães e quase 200 gatos a quem todos viraram as costas, roubaram o cofre da União Zoófila, amigos.

Roubaram os cães e gatos que acolhemos e aos quais queremos fazer acreditar que os seres humanos não são necessariamente vis nem abusadores dos mais fracos. Roubaram-nos.

Nem sabemos bem como relatar um acto tão desprezível. O que podemos dizer é que presumimos que alguém, conhecedor das rotinas do abrigo de Sete Rios, se introduziu nas instalações e levou o cofre onde ontem foram deixados recibos e dinheiro para pagar facturas urgentes a fornecedores.

O cofre foi vandalizado e abandonado perto do abrigo da União Zoófila (na foto). Lá dentro não estava o dinheiro que nos permitia manter a UZ a funcionar nos próximos dias.

Mal conseguimos acreditar ainda no que aconteceu. Pode alguém descer mais baixo depois de roubar o pão da boca a quem foi deitado à rua?

Tanta luta, amigos, tanta luta, tanto trabalho, tanto trabalho para que não falte o mínimo àqueles que protegemos, tantas horas tiradas ao sono, para que alguém lhes o tire assim 🙁.

Apresentámos queixa à PSP e esperamos que o criminoso seja apanhado. Mas não temos esperança de recuperar o dinheiro que tanta falta faz aos cães e gatos que protegemos.

Se puder ajudar-nos a repor o dinheiro de que tanto precisamos, o Iban da UZ é este:

PT50 003300000058020422356

Muito obrigada.”

 

A União Zoófila foi fundada a 17 de Novembro de 1951. É uma associação de utilidade pública administrativa sem fins lucrativos e rege-se pelos seus estatutos.

Tem como objectivo principal a defesa, protecção e tratamento de animais domésticos em risco.

A União Zoófila não recebe qualquer ajuda do estado ou de outro organismo público. Vive do pagamento das quotas dos seus sócios e dos donativos feitos pelas pessoas que mais sensiveis estão à causa dos animais.

A situação calamitosa que a União Zoófila atravessou, adicionada aos inúmeros problemas ‘herdados’, obriga-nos a um esforço suplementar para a resolução dos mesmos.

Actualmente a mudança é visível mas a luta pela qualidade de vida dos nossos animais continua.

Albergamos centenas de animais (canídeos e felídeos) arcando com todas as despesas relativa a alimentação, tratamento diário e cuidados veterinários.

As instalações do nosso albergue melhoraram consideravelmente, no que diz respeito à alimentação, higiene, prestação de cuidados de saúde, controlo da natalidade e condições de habitabilidade.

Para todos eles trabalhamos diariamente, mas o seu contributo é essencial.

Passatempo Terminado.

Vencedores: Marta Tavares e Selma Pereira.

 

A Up To Kids® em parceria com a Doclisboa, vão oferecer duas entradas duplas para a oficina do Docs4kids que acontece a 22 de Outubro, sábado, às 15h30 no São Jorge, para crianças entre os 8 e 11 anos.

COMO PARTICIPAR | REGRAS

1. Fazer Like na páginas Up to Lisbon Kids
2. Comentar a nossa publicação no nosso FB com o Tag para 3 amigos, e partilhar no seu FB.
3. Preencher o seguinte formulário e enviar! (Número de telemóvel obrigatório)

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O passatempo é válido até dia 18.10.16. às 00h00
O vencedor será sorteado através do programa Random.com.
Apenas estarão habilitadas ao sorteio pessoas cumpram as regras de participação.
A partilha deverá ser publica para a podermos seguir.
O mesmo utilizador pode concorrer mais que uma vez (máx 10 participações/pessoa/dia)
Ficará habilitado o nº de vezes que concorrer
Os vencedores serão avisados por sms (nº telemovel obrigatório) e deverão responder até dia 19 às 11h
Boa Sorte!

 

A Ideia é definir “o que é essencial que os alunos aprendam”, diz o secretário de Estado. Mudança arranca em 2017

O Ministério da Educação pretende aplicar, já a partir do próximo ano letivo, “currículos essenciais” das diferentes disciplinas nos 1.º, 5.º e 7.º anos de escolaridade. A ideia, resumida ao DN pelo secretário de Estado da Educação, João Costa, é focar, nos programas, “aquilo que é essencial que os alunos aprendam para depois permitir uma melhor gestão do tempo e do trabalho” nas escolas.

O governante confirmou ainda ter pedido às associações de várias áreas disciplinares, com as quais esteve ontem reunido, que apresentem à tutela “um desenho” daquele que consideram o currículo essencial de cada uma das suas áreas. As primeiras propostas deverão chegar ao Ministério já no início de 2017.

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Esta “nova forma de gestão dos currículos” – que recusou comparar às metas de aprendizagem definidas pelos governos PSD/CDS, até por considerar que essas “são tão extensas nalgumas disciplinas que não são atingíveis” – poderá ser aplicada “em algumas escolas” ou generalizada logo em 2017. “Em função da qualidade do debate [público da proposta], veremos se temos já todas no próximo ano ou só algumas”, explicou.

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O ensino secundário também deverá ser abrangido, nomeadamente “no 10.º ano”. Mas esse será um objetivo a concretizar mais adiante. Já os alunos nos anos de escolaridade intermédios -2.º, 3.º, 6.º, 8.º e 9.º – ficarão para já de forma, porque o objetivo é a “implementação gradual” destas orientações. “O currículo é gerido por ciclos. Quem já está num ciclo deve levá-lo até ao fim”.

O projeto insere-se no chamado Perfil do Aluno no 12.º ano , que visa definir as competências que os estudantes devem ter adquirido no final da escolaridade obrigatória. Um projeto que está a ser coordenado pelo antigo ministro da Educação – e atual administrador da Gulbenkian com este pelouro – Guilherme Oliveira Martins.

E o secretário de Estado ressalvou que nesta fase nada está fechado. “O trabalho que estamos a fazer, coordenado pelo doutor Guilherme Oliveira, e com as associações de professores, queremos que seja gerador de consensos”, explicou, acrescentando que serão também ouvidos “o Conselho Nacional de Educação, o Conselho de Escolas e outros atores”.

João Costa fez esta revelação ao DN no âmbito de uma entrevista sobre medidas de promoção do sucesso escolar, na qual considerou ser “consensual” a convicção de que os currículos em Portugal são demasiado extensos, deixando pouca margem para fazer “diferenciação pedagógica” no trabalho com os alunos, nomeadamente daqueles que revelam dificuldades, e também para promover “competências de nível mais elevado” entre os estudantes, como o “pensamento crítico”.

Estes “currículos essenciais” acabam por ser uma alternativa mais suave à reforma curricular e extinção de algumas metas que vinha sendo exigida por associações de professores, nomeadamente de Português e de Matemática. No entanto, estas consideram que poderão ser alcançados os mesmos objetivos.

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Antes de mais sentimos satisfação por terem sido ouvidas as associações profissionais de professores, que são de facto aquelas que mais trabalham as questões das aprendizagens“, disse ao DN Lurdes Figueiral, da Associação de Professores de Matemática. “Pode ser muito bom para os alunos e pode ajudar os professores e as famílias. É centrarmo-nos no essencial. É não termos um currículo tão extenso e desarticulado como temos neste momento.”

“Não é mudar o programa mas é dizer o que é fundamental e gerir o programa o melhor possível”, acrescentou Edviges Ferreira, da Associação de Professores de Português. “O programa mantém a base, tem de se manter, mas vai haver alguns ajustes. E há coisas em que é fundamental haver ajustes.”

Manuel António Pereira, presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) também defendeu ao DN que “faz sentido” definir “mínimos obrigatórios para cada ciclo e cada ano de escolaridade”. Até para que, dentro da sua autonomia, “as escolas possam escolher os caminhos para se atingirem as metas”.

Já este ano letivo, o Governo deu às escolas a oportunidade de definirem até 25% da carga curricular, para além de estar a incentivar a flexibilidade na gestão dos currículos. Mas, para o presidente da ANDAEP, essa autonomia “não passa de uma falácia” enquanto estas tiverem de se guiar pelos programas e metas em vigor.

Fonte DN

No mundo hipercompetitivo em que vivemos não há espaço para perdedores!” – Este é o “chavão” que tem vindo, inconscientemente, a atormentar a cabeça dos pais, educadores e treinadores ao longo dos tempos. Cada vez mais nos deparamos com comportamentos inusitados de adultos perante as suas derrotas. Que exemplo estamos a dar às nossas crianças?

Vivemos num mundo onde as frustrações afectivas são desde cedo mascaradas pelos bens materiais – recompensas de pais que estão no mercado de trabalho muitas vezes preocupados demais em “vencer na vida” e sem tempo (e por vezes paciência) para dar amor e brincarem com os filhos.

Onde os pais começam a projectar o futuro dos filhos, muitas vezes antes das crianças nascerem. Pretendem que sejam fortes e lutadores, e ambicionam que tenham sucesso na vida. Que sejam uns vencedores!

Inscrevemos os nossos filhos no inglês, nas artes marciais, na natação, no mandarim, na música para bebés, e por aí fora. Tudo isto porque acreditamos que quanto mais os estimularmos mais se desenvolvem? Ou porque no fundo estamos inconscientemente a prepara-los para um mundo cada vez mais competitivo e pouco nos importa se já têm maturidade emocional ou não para lidar com uma agenda tão preenchida?

Assim, vamos educando crianças que cada vez têm menos tempo para brincar. Desde que nascem,  são jogos didácticos, desportos, treinos, competição! Queremos criar verdadeiros Puro-sangue.

Começamos, desde cedo, a “treinar” os nossos filhos através de uma educação baseada em castigos e recompensas, para terem sucesso na vida (seja isso o que for!).

Reforçamos os comportamentos positivos num quadro de smiles/medalhas, ou até com brinquedos, e castigamos sempre não se comportam de acordo com os padrões que definimos ou que apresentam comportamentos que consideramos incorrectos.

Através das nossas atitudes e do nosso exemplo estamos constantemente a transmitir aos nossos filhos que só terão valor e só serão amados se forem os melhores e atingirem as metas e objetivos que NÓS estipulámos.

Falhar é para fracos, o importante é vencer.

Nas escolas, o sistema de ensino segue o mesmo princípio: avalia todos os alunos segundo o mesmo padrão e não valoriza a resposta individual considerando as singularidades da aprendizagem de cada criança.

Somos todos tratados como números e no entanto queremos todos ser o número 10. E aqueles que pensam fora da caixa e tentam marcar a diferença são postos à margem, quer se trate de um artista de renome, um escritor ou um médico.

O americano Alfie Kohn, especialista em educação, critica amplamente este modelo de educação baseado no castigo e recompensa. Defende que os pais devem preocupar-se menos em arranjar estratégias para que os filhos ajam como os pais querem, e mais a procurar formas de perceber o que os filhos precisam e como lhes podem fornecer as ferramentas para que alcancem os seus objectivos.

Segundo Kohn, a visão de que somos pais permissivos e vivemos numa sociedade centrada nas crianças é errada. Defende que as crianças se tornam frustradas porque regra geral, o seu ponto de vista não é valorizado. Muitos pais destratam os filhos, simplesmente porque lhes exigem mais do que estão preparados para alcançar. E acreditam que se forem mais rígidos, obterão uma resposta mais imediata dos filhos.

As crianças não precisam de pais mais exigentes, mas sim de pais que passem mais tempo com elas, que as tratem com respeito e as orientem.

Kohn defende uma educação menos centrada em estratégias que façam as crianças agir como queremos a curto prazo. “Se não comeres sopa, não comes sobremesa.”Se tirares excelentes a tudo no fim do período, dou-te um Iphone”,
Há pais que chegam mesmo a renegar o amor: o filho perde um ano e o pai/mãe começa a despreza-lo; o filho dá uma resposta parva própria da idade, o pai/mãe insulta-o e coloca-o de castigo ficando o resto da tarde sozinho.

Volte e meia, dou por mim a ter este tipo de comportamento com o meu filho de 4 anos. Não o renegar o amor, porque isso seria incapaz, mas a estimular descaradamente a competitividade. De manhã, para que se despache a vestir, por vezes desafio-o para uma corrida.

Agora ando mais atenta às mensagens que estou a transmitir com cada desafio que proponho: “competir é bom”?, “só gostam de mim se cumprir todas as ordens”, “se ameaçar os outros eles irão fazer o que eu quero”.

Segundo Kohn, ao usarmos o castigo como regra para correcção de comportamentos, estaremos a criar adultos que acreditam que as suas acções terão consequências apenas em si, e não nos outros, e defende que o castigo impede a reflexão moral. Além disso, estimular a competitividade gratuitamente fomenta que cada criança olhe para o colega como um potencial obstáculo para o seu sucesso. Os resultados previsíveis são: alienação, agressividade, inveja.

Quando o sentido de competência da criança depende de triunfar sobre os outros, esta, na melhor das hipóteses, apenas se sentirá segura pontualmente porque sabe que nem todos podem ser vencedores, logo a hipótese de “falhar” é matemática.

A competitividade condiciona o desenvolvimento da autoestima e tem repercussões tanto no que perde como no que ganha. Devemos evitar posicionar os nossos filhos como superiores às outras crianças. Temos de ser pais mais cooperantes no sentido de valorizar o esforço, do que controladores que apenas procuram que os filhos alcancem as vitórias.

Ter orgulho nas vitórias do seu filho é algo positivo, mas se é daqueles pais que o faz exaustivamente e com um entusiasmo extremo, é possível que esteja a colar as vitórias dele aos seus fracassos. Evite atrelar a sua própria identidade às conquistas do seu filho.

Em casa, sou daquelas mães que não deixam o filho ganhar sem mérito e assim também aprende a perder com dignidade e com a felicidade de ter jogado e participado.

Durante muito tempo, o meu filho queria repetir a jogada quando lhe saia um ou dois no dado no jogo do ganso, e chegou mesmo a chorar e a dizer que a jogada não tinha valido porque eu falei enquanto ele lançava os dados. Inventava sempre uma desculpa para acabar com o jogo quando estava a perder.

Aos poucos, tenho-lhe explicado e exemplificado que o importante é divertir-se e participar. E reforço que o amo independentemente de ganhar ou perder. Eu quero que ele se sinta amado só por existir, e não por ser um campeão em tudo.

Lembrem-se, o mundo não precisa de mais campeões olímpicos. Precisa é de bons perdedores.

 

Baseado num artigo de Barbara Semerene, jornalista no Huffpodt Brasil, e nos textos do escritor Alfie Kohn

Sabemos que muitas das mães já conhecem a Pisamonas e que a identificam como uma referência no calçado infantil, mas sabem que a Pisamonas é a loja online onde podem encontrar sapatos para bebé, menino, menina, e alguns modelos para mulher, com a melhor qualidade, ao melhor preço? 

Agora que o tempo começa a pedir calçado mais quente venha conhecer a nova coleção Outono-inverno da Pisamonas!

E a cereja em cima do bolo é que aqui os envios e as trocas são sempre grátis, sem valor mínimo de encomenda e sem perguntas. Se os sapatos não ficarem bem, receberá outros sem custos como se estivesse na loja física. Além do mais é fácil de encomendar, e rápido a chegar!

A NOVA COLEÇÃO OUTONO-INVERNO 2016 DA PISAMONAS JÁ CHEGOU!!

Quem já era fã e tem seguido as colecções já deve ter visto os novos modelos, cores e tamanhos que acabaram de chegar (#novacoleção).

Seguindo as últimas tendências da moda, na Pisamonas encontrará vários novos modelos feitos em veludo, um must have desta temporada. Este material está presente em sapatos para meninas, como as sabrinas com laço no elástico, mas também em sapatos para meninos, como os bluchers com atacadores de nastro, perfeitos para ocasiões especiais. Para outfits mais casual, com os ténis de veludo os miúdos ficam cheios de estilo sem prescindirem do seu tipo de calçado preferido.

As meninas vão brilhar ainda mais nesta época de Outono-Inverno, pois os acabamentos brilhantes, como o glitter, continuam a ser do mais trendy que há! (#Pirosas). Na Pisamonas, misturando vários estilos, pode encontrar botas tipo country com uma estrela lateral em glitter, um modelo versátil para usar tanto com looks informais, como com vestidos um pouco mais elegantes dando um toque street style muito especial. Outro modelo brilhante, são as sabrinas de camurça com enfeites em forma de cristais colados à mão na parte frontal. Puro artesanato nos pés das meninas.

pisamonas meninas

Para os meninos, na Pisamonas também pode encontrar muitas novidades: ténis em tecido espiga com dois atacadores para alternar, sapatos de vela tipo camurça, clássicos mocassins com berloques ou os sapatos blucher com sola mais sport ou mais elegante. Com todos eles, disponíveis nas cores que estão mais na moda, conseguirá looks de capa de revista! (#miudoscompinta)

pisamonas menino

Para os dias mais frescos, o forro felpudo continua a ser tendência para proteger do frio os mais pequenos. Na Pisamonas pode encontrá-lo em modelos de botinhas para bebé, mas também no novo modelo de botas de camurça com atacadores terminados em missangas ou nas novas botas de neve. E por falar em botas… não pode perder o novo modelo de botas étnicas: botas de meio cano de camurça combinadas com um material têxtil de vários tons que fará furor entre meninas e mamãs!

pisamonas mamãs

E se é fã das botas clássicas tipo pascualas, esta estação a Pisamonas lança um novo modelo destas botas com atacadores de cetim e fecho-éclair que as mais pequenas não vão querer tirar. (#Conforto)

Para os dias de chuva ou só para dar estilo, as meninas vão querer levar para a escola as suas novas galochas com efeito glitter. (#Miúdasgiras) Para que os rapazes as possam acompanhar a saltar em todas as poças, a Pisamonas disponibiliza uma grande variedade de galochas com cores que iluminam os dias mais cinzentos.

Pisamonas novidades

Todas as novidades vêm juntar-se ao já habitual catálogo Pisamonas, com os sapatos de criança intemporais que todos procuramos para os nossos filhos. Mocassins, merceditas, botas safari, ténis, carneiras… e muito mais!

Sem pagar portes. Sem pagar trocas. E tudo isto sem sair de casa e sem complicações.
O que é que precisa mais?

 

 

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Contactos: www.Pisamonas.pt
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Telefone: 308 805 709

Os pais das crianças com alergia alimentar sabem o quão difícil é receber convites para ocasiões sociais que envolvam comida. Ora, sendo nós portugueses são… hum… praticamente todas!

O Pedro chegou àquela idade em que TODOS os fins-de-semana tem festas de aniversário, nos formatos mais diversos. Quem tem filhos desta idade sabe que a agenda dos fins-de-semana, tão cedo, não voltará a ser a mesma. Quem tem filhos desta idade, com alergia alimentar, sabe o stress que isto implica.

É óbvio que não espero que as pessoas façam festas livres de alergénios, para que o meu filho possa comparecer, sem ter de ir vestido com um fato de apicultor. Como também não espero que, apesar de cientes da sua alergia, lhe coloquem na mão uma “queijadinha de leite, para o caminho” (sim, já aconteceu).

A verdade é que me basta um pouco de empatia.

É, por isso, que hoje gostaria de partilhar uma história que vai muito para além do “bocadinho de empatia”, que eu espero dos demais.

No último fim-de-semana, o Pedro esteve numa festa de aniversário de um amiguinho, cujos pais fizeram questão que ele tivesse um bolo de anos, feito exclusivamente com ingredientes sem proteínas do leite de vaca – com a consultoria especial de uma pasteleira cada vez mais experiente nestas andanças (olá, S.!). Mais: percorreram uns valentes quilómetros atrás de guloseimas seguras para que, no final da festa, também o Pedro tivesse direito ao seu saquinho.

Escusado será dizer que esta família entrou, directamente, para o nosso coração copinho de leite!

Há coisas que só as mães é que sabem

Ser mãe é uma experiência única na vida de uma mulher. Não só porque passas a ver para além do teu umbigo, a entender o que de facto significa o amor, mas também porque “sentes na pele” coisas inimagináveis para uma mulher que não tem filhos. Passas a compreender que “saltar-te a tampa” é na verdade parte honrosa do mundo da maternidade e que por mais que dês o teu melhor, é impossível proteger um filho de tudo o que gostaríamos.

Tudo isto muda a tua maneira de ser e a forma como passas a olhar para as outras mães.

Porque há coisas que só as mães é que sabem.

Só nós é que sabemos o que são os enjoos “exagerados” de uma grávida. Há um dia que não te consegues levantar da cama sem passar pela casa da partida, neste caso pela casa de banho mesmo. E passas a manter um prato de bolachas na cabeceira, mesmo sabendo que não as vais aguentar muito tempo no estômago.

Só nós é que sabemos o que é ter medo do parto (mas se tantas mulheres já pariram, por que a preocupação?).

Só nós é que sabemos o alívio que é ouvir o filho a chorar depois de nascer e de contar cinco dedos em cada mão e pé.

Só nós é que sabemos o que é ficar uma noite sem dormir. Aliás, uma não, várias! E percebes como és uma pessoa completamente diferente, infelizmente, mais chorona e depressiva, depois de passares por fases de privação de sono.

Só nós é que sabemos que as mães não sabem sempre o que fazer com os filhos. O teu filho passa duas horas a chorar sem que consigas acalma-lo e isso não acontece uma, nem duas, mas muitas vezes no primeiro ano do seu filho.

Só nós é que sabemos o que é gastar mais do que a conta, porque quando se trata dos filhos não queremos que lhes falte nada.

Só nós é que sabemos que mais dia, menos dia, vais gritar com o teu filho. E não porque consideras a melhor forma de resolver o assunto – simplesmente porque não encontraste uma forma melhor de lidar com a birra ou crise de choro!

Só nós é que sabemos que fazer uma refeição quente é um verdadeiro luxo! E sentes saudade de engolir qualquer coisa acabada de sair do forno (porque a única forma de não comer comida gelada é aquecendo no microondas – mas o cansaço é tanto, que preferes comer frio e não teres que te levantar de novo da cadeira).

Só nós é que sabemos que se só houver tempo para uma coisa – comer ou dormir – tu dormes.

E que se na altura da escolha o teu filho estiver com febre, vais buscar forças ao fundo da tua alma e ficas acordada ao lado do berço.

Só nós é que sabemos que as mães que trabalham fora choram porque não podem estar mais tempo com o filho. E as que ficam em casa dariam tudo para estar sozinhas de vez em quando.

Só nós é que sabemos para que é que serve a festa de um ano do bebé. Claro que ele não se vai lembrar, mas tu nunca te vais esquecer!

Só nós é que sabemos que há alturas em que só o ombro de outra mãe será um lugar confortável para chorares as tuas dores. E se esse ombro for o da TUA mãe, melhor ainda!

Só nós é que sabemos de cor todos os defeitos que achavas que os teus pais tinham. Porque fazes tudo igualzinho, principalmente se o objetivo for o de proteger a cria.

Só nós é que sabemos que não há motivos para julgar a mãe que deixa o filho usar o tablet ou comer uma guloseima para ter cinco minutos de sossego. Que atire a primeira pedra a mãe que nunca fez isso!

Só nós é que sabemos que há poucas coisas mais irritantes do que um palpite mal dado. E há poucas mais gratificantes do que uma ajuda dada de coração aberto.

Só nós é que sabemos que depois do primeiro susto (“não, eu não vou ter mais filhos NUNCA mais!), dás contigo a pensar em ter um segundo filho.

Só nós é que sabemos que colo de mãe cura muitos males. E beijo de filho também.

Só nós é que sabemos que cada criança é única! E mesmo assim comparas o teu filho aos dos outros. Até teres provas concretas de que cada um tem seu tempo e que te preocupaste para nada!

Só nós é que sabemos que os livros sobre bebés ou resultam com o teu filho (e recomendas a toda a gente), ou  simplesmente são uma merda!

Só nós é que sabemos que as tuas amizades serão influenciadas pelo grupo de amigos do teu filho. E que também acabarás por influenciar as suas escolhas quando se refere às companhias.

Só nós é que sabemos que aquela história de que o tempo passa a voar é mesmo verdade!

Por isso não vale a pena abdicares do tempo com os teus filhos por dinheiro nenhum do mundo.

Só nós é que sabemos que não existe amor maior do que o de uma mãe/pai pelo filho. Nem sequer o que ele sente por ti é igual. E que quando nasce um bebé, nasce também uma razão pela qual se viver e lutar.

Só nós é que sabemos o que é que sentes quando o teu filho está infeliz. Como te salta o coração do peito se o põem de parte. Como tocarias de lugar com ele (sem hesitar) sempre que está doente. Como a preocupação te rói por dentro se o teu instinto te diz que algo não está bem. Como oras à noite, sendo ou não crente, quando ele se desvia do caminho.

Só nós é que sabemos que, mesmo que o mundo esteja a desabar à tua volta, se o teu filho estiver bem, tu estás feliz.

 

Baseado no artigo de Dicas de mãe, Blogger Nívia