O uso das novas tecnologias para entreter as crianças

As crianças não vêm com um manual de instruções. No entanto os pais muitas vezes conhecem um botão para desligar a tomada dos seus próprios filhos.

Há dias fui jantar fora e deparei-me com uma situação um pouco caricata e cada vez mais usual: na mesa ao meu lado estava um casal com dois filhos, com cerca de três e cinco anos. Os pais jantavam sossegados. As crianças não se ouviam. Ora numa mesa onde existem crianças há sempre alguma gargalhada, alguma algazarra. Nesta não havia. Foi isso que me chamou a atenção. Cada uma das crianças estava hipnotizada pelo seu tablet. Completamente compenetrados.

Estiveram assim durante todo o jantar.

Quando lhes puseram o prato à frente, foi mecânico, pousaram as tablets e jantaram. Quando terminaram de comer, retomaram aos tablets. Esta, era uma atitude de rotina, mecanizada. Não foi a excepção. Aqui estávamos perante a regra.

Fiquei espantada. Não houve diálogo entre os pais e filhos.

Sabemos que é comum os pais emprestarem aparelhos tecnológicos aos filhos para os entreter e sossegar. O problema é que isto começa a acontecer cada vez mais cedo e os pais desconhecem ou ignoram os riscos.

Deveria existir um limitador de tempo para o uso das novas tecnologias: um tempo máximo para cada criança brincar com o gadget. Um tempo mínimo para que cada pai consiga ter momentos de sossego. O uso das novas tecnologias têm benefícios na criança mas não nos esqueçamos dos seus malefícios.

O uso excessivo das novas tecnologias é nocivo ao crescimento e desenvolvimento de uma criança pois limita o seu comportamento social e cognitivo. Uma criança que usa excessivamente o recurso às novas tecnologias terá dificuldades em integrar-se socialmente, incentivando a solidão, introspecção, e o sedentarismo. O uso excessivo das novas tecnologias poderá ainda desenvolver nas crianças um vício infantil.

As novas tecnologias só trazem benefícios se forem utilizadas moderadamente e em períodos de tempo adaptados para cada idade, e não devem funcionar como primeiro recurso para sossegar uma criança.

Uma criança precisa de ter contacto real com o mundo real. O contacto com a terra, natureza, com brinquedos reais e com animais é o maior presente que pode dar aos seus filhos.

As crianças têm de se aborrecer para se tornarem criativas. Um criança sem acesso às novas tecnologias nunca chega ao ponto do “Não tenho nada para fazer”, porque se habituou a brincar livremente. A inventar brincadeiras. A transformar uma vassoura num cavalo de corrida, e um monte de terra em papas para as bonecas. Assim se estimula a imaginação e a criatividade, e se desenvolvem um conjunto de competências chave para o desenvolvimento saudável da criança.

As crianças devem ser preparadas para um mundo real onde, cada vez mais, as tecnologias têm um papel preponderante, mas por enquanto ainda não nos dominam.

Os pais não devem ser tão permissivos no que diz respeito ao uso abusivo das novas tecnologias, e devem vigiar e moderar o seu uso para que não prejudiquem os próprios filhos.

Igualmente preocupante são os sites/apps que as crianças acedem. É necessário controlar os conteúdos que os nossos filhos visitam. Crianças de 5 anos já sabem fazer o download de apps, o que lhes dá acesso a jogos e vídeos desadequados para a idade. Neste caso, será necessário a utilização de medidas de controlo parental tais como o bloqueio da rede com códigos de acesso ou filtros de conteúdos.

As novas tecnologias devem ser usadas moderadamente, em curtos períodos de tempo, e sempre sob a vigilância de um adulto!

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Como as crianças vêem a escola…

O meu filho entrou este ano para o quinto ano, uma nova escola, novos amigos. Passou a ir de autocarro, a ter que gerir o “dinheiro” de um cartão para comprar senhas da escola e material escolar. A adaptação fez-se de forma muito natural, porque apesar de ser considerado “especial”, o meu filho é um menino inteligente, que como todos da sua idade, gosta de experiências novas e de autonomia.

Tudo isto me deixou feliz. O crescimento causa-nos uns certos arrepios, mas também nos faz sorrir.

No início do ano, ao aperceber-se das novas disciplinas disse-me: “Vou ter Educação Visual e vou ter negativa não é mãe? Eu não sei desenhar

Senti este momento como uma bofetada na cara. Apercebi-me que o meu filho, tal como muitas outras crianças, via a escola como um local de avaliação e não de aprendizagem. Expliquei-lhe que a escola era um local onde os meninos aprendiam, que era para isso que os professores lá estavam: para ensinar, para ter paciência com os alunos, para eles enriquecerem os seus conhecimentos e que isso deveria deixa-lo feliz – afinal, ia aprender muita coisa nova. Disse-lhe que, quando tivesse dúvidas, o professor iria sentar-se e ajudá-lo, pois essa era a sua principal função.

Eu própria não estava muito confiante do que lhe tinha dito. Há professores que querem mesmo ensinar e estimular o gosto pela a aprendizagem. Mas o sistema escolar é tão estanque que mesmo estes acabam por se render e os seus objetivos passam a ser cumprir as metas curriculares  e seguir o programa.

Quanto aos pais, também não os vejo preocupados com que os filhos aprendem. Raramente se ouve um pai a dizer: “hoje, o meu filho aprendeu isto ou aquilo... ” O que ouço são pais a falarem das notas! A aferirem resultados baseados em números, em testes, e em pautas. Onde fica a verdadeira essência do ensino?

O conceito de escola devia ser muito mais abrangente, no entanto tornou-se para muitos alunos “uma seca”, um local onde se mostra o que cada um vale de uma forma muito redutora e padronizada, onde a curiosidade da criança não é tão aguçada quanto devia, onde as dificuldades e particularidades são quase vistas como deficiências. É a era da educação em massa.

A escola deveria receber todas as crianças de uma forma mais equilibrada e  acolhedora.

A escola deveria focar-se no verdadeiro ensino das matérias num modelo mais livre de aprendizagem e não tão encurralado num plano curricular. As linhas condutoras que definem as matérias deveriam ser meras orientações, em que cada professor traçava o seu caminho para lá chegar.

Os alunos deveriam poder adquirir os conteúdos propostos de várias formas e serem avaliados de acordo com a aprendizagem, o desenvolvimento, e o caminho percorrido.

As avaliações deveriam ser menos estanques e mais abrangentes a todo o percurso escolar de cada aluno.

A escola deveria ser vista como um local onde os alunos aprendem e não um local onde são avaliados

É importante que as crianças entrem para escola felizes por inaugurarem uma etapa onde vão aprender coisas novas, fazer novos amigos e ter novas responsabilidades, em vez de entrarem assustadas e preocupadas porque vão para um local onde irão ser avaliadas.

A avaliação é, obviamente, indispensável para que se afira resultados, mas o gosto pela aprendizagem e o empenho dos alunos deveria ser estimulado para  que se conseguisse enaltecer o melhor de cada um.

O meu filho entrou este ano para o quinto ano e embora seja um menino “especial”, vê a escola como todos os outros: um local onde o vão avaliar e não como um porto seguro para a aprendizagem!

 

 

Por Marisa Duarte, 37 anos , Economista e mãe de três filhos, para Up To Kids®

7 Indícios preocupantes de que estás psicologicamente esgotada

Já te sentiste esgotada ao ponto de perderes o ânimo para enfrentar o dia-a-dia? De não conseguires sentir-te feliz e tudo e todos te irritam?

Pois eu já…

É muito comum confundir-se esgotamento psicológico com depressão pois os sintomas são idênticos. O esgotamento está geralmente associado ao stress do trabalho e ao desgaste mental. A Depressão pode ou não estar relacionada com a vertente profissional.

Uma pessoa com um esgotamento psicológico apresenta uma dificuldade de concentração acentuada reflectindo-se num número de lapsos cognitivos consecutivos tais como dizer coisas sem nexo, esquecer-se de palavras ou avançar sem se aperceber que o sinal estava vermelho.

Segundo estudos realizados, verificou-se que os homens apresentam mais dificuldade em assumir que estão esgotados. Muitos ainda acreditam que isso seria um sinal de fraqueza. Outros estão tão absorvidos em prover as necessidades materiais da família que não admitem que possam já ter ultrapassado o próprio limite. As consequências disso podem ser desastrosas.

Apesar das mulheres estarem mais atentas aos sinais, quando são mães tendem a atribuir os sintomas às “maravilhas” da maternidade, relevando a importância dos mesmos e acabando por não procurar ajuda especializada.

Por isso se és homem – atento aos sintomas; se és mulher – reflete; se és mãe – cai na real, se te identificaste com mais de metade destes comportamentos, procura ajuda!

  1. Quando te descontrolas por tudo e por nada – Tempestade num copo de água
    O mais novo entornou cereais pela casa fora. Numa situação normal poderia ser um motivo de riso, seguido de uma explicação de que tem de ter mais cuidado e no fim, limpariam juntos o chão.
    Em caso de esgotamento salta-te a tampa assim que te apercebes do que aconteceu. O miúdo vai levar com 3 gritos e 4 palmadas no rabo que lhe aceleram o passo até à cama.
    As tuas capacidades mentais estão reduzidas ao ponto de não conseguires distinguir com clareza um problema simples de algo realmente importante, e perdeste o controlo.
  2. Cansaço crónico
    Acordas exausta. E sabes que não é porque o bebé não dormiu nessa noite (até porque o bebé não dorme há 6 meses) ou  porque trabalhaste até tarde na véspera. Não se trata de um cansaço pontual sim um sentimento constante de cansaço. Sentes-te sempre cansada, sobrecarregada, exausta, farta.
  3. Imunidade deficiente
    A adrenalina que o corpo produz nas situações de stress e que te ajuda a estar alerta produz grandes estragos no sistema imunológico. Tens tendência a ficar doente com frequência. Ou são constipações, ou crises de alergia, ou enxaquecas, dores de estômago ou até palpitações no coração. Está na altura de abrandares.
  4. Sentimento de ineficácia
    Sentes que não consegues atingir os teus objectivos a curto prazo. O cansaço leva-te à desorganização e não sabes por onde começar. Tens várias tarefas por concluir porque não te concentras verdadeiramente em nenhuma. Sentes-te menos capaz perante desafios pontuais a nível profissional e a tua autoestima começa a ressentir-se
  5. Apatia generalizada
    O entusiasmo pela vida profissional começa a desvanecer-se e só te apetece arranjar uma desculpa para não ir trabalhar todos os dias. Tudo e todos são motivos de descontentamento e dás por ti a odiar mais de metade das pessoas com quem sempre trabalhaste. Perdes a motivação, e vais para o emprego fazer os mínimos porque pura e simplesmente estás-te a borrifar.
  6. Sempre a 1000Km/h
    Andas sempre a 1000Km/h e não tens tempo para abrandar. A tua vida não te permite e esse já é o teu ritmo normal.
    É urgente que encontres espaço e tempo para recuperar, nem que seja em pequenos intervalos. Tens de dormir à noite, tens de ter hobbies, tens de ter vida social.
  7. Muito trabalho e poucos recursos de trabalho
    Sendo que o trabalho é tudo aquilo que precisa de ser feito  e, consequentemente, consome esforço e energia. Os recursos de trabalho, neste caso, são a motivação que nos ajuda a atingir os objetivos.
    Ter muito trabalho não significa que seja necessariamente uma coisa prejudicial. Mas como consome energia tem de ser, obrigatoriamente, equilibrado com os recursos.
    O dinheiro é um recurso de trabalho muito importante – a expectativa da remuneração motiva a concluir, a ser eficaz. Mas esse não deve ser o único recurso de trabalho. A alegria e a satisfação decorrentes da atividade exercida são muito importantes (talvez até mais que o dinheiro!).
    Por exemplo, nem todos têm a oportunidade de fazer profissionalmente o que realmente gostam. Mas todos têm a oportunidade de usar seus dons e talentos no serviço de voluntariado. O voluntariado não tem retorno financeiro, mas traz importantes recursos de trabalho como a alegria, o amor ao próximo e a gratidão. Recursos esses que dão energia para fazer todas as outras coisas. E por isso é que o voluntariado é tão gratificante.

O esgotamento tem sido descrito como o maior risco profissional do século XXI.
Pesquisas recentes demonstram que as pessoas mais perfeccionistas têm um risco muito maior de esgotamento. O padrão de perfeição criado consome muita energia, o que leva a um desgaste ainda maior. Neste caso é urgente avaliar de forma real se a perfeição é essencial para cada projeto específico. A resposta geralmente é “não”.

Conheceres os sintomas de um esgotamento e saber como diminuir os seus efeitos é o primeiro passo importante rumo a uma vida plena e feliz.

 

  • Aydemir, O., & Icelli, I. (2013).  Burnout: risk factors. In Burnout for Experts, 119-143 (Sabine Bahrer-Kohler, Ed.) London, England: Springer.
  • Leiter, M.P., & Maslach, C. (2005). Banishing Burnout.  San Francisco, CA: Jossey-Bass.

Já começam os preparativos para aquela que é uma das festas que teve maior ascensão nos últimos anos, em Portugal. O Halloween é um evento tradicional e cultural originário dos povos celtas, e que se celebra principalmente nos países de língua inglesa, especialmente dos EUA, que tem vindo a ganhar adeptos pelo mundo fora.

É já usual, até nas escola portuguesas, fazer-se uma festa da Halloween, onde as crianças se podem mascarar daqueles personagens que habitam os seus pesadelos, ajudando assim a espantar e demistificar os medos.

Porque não há festa sem decoração, deixamos aqui algumas das nossas sugestões, retiradas do Pinterest.

Elogia em público, corrige em casa

Enaltece em público as virtudes dos teus filhos, elogia-os quando merecem, mas corrige-os num ambiente privado, sem humilhar. Os gritos e reprimendas em voz alta e as comparações recorrentes com outras crianças destroem a autoestima de uma criança.

O tema sobre como corrigir as nossas crianças quando estamos em público é um assunto complexo e delicado. Existem mães e pais que, simplesmente, não hesitam em criar uma cena à base de gritos e críticas, sem pensar nas consequências que isso pode ter. Um mau comportamento, um disparate ou uma resposta parva, por vezes desencadeia um drama difícil de esquecer.

Além disso, também existe outro tipo de situação realmente particular. Vejamos um exemplo: vamos com nosso filho para o shopping e, por qualquer razão, o seu comportamento não é o ideal. No mesmo instante, surgem os olhares reprovadores à nossa volta, como aves observadoras à espera do castigo. À espera da disciplina férrea como se, com uma palavra tudo ficasse resolvido.

Se não atribuímos o castigo que os outros lhe acham devido, somos rotulados como “mau pai” ou “má mãe”, porque a nossa criança portou-se mal e nós não agimos em conformidadeEssa pressão social, em algumas ocasiões, não pesa os complexos labirintos que envolvem criar um filho, ou inclusive as particularidades de cada criança. É preciso disciplinar, sem dúvida, e devemos corrigir, mas é preciso fazê-lo bem. Disciplinar é um trabalho continuo que deve começar em casa. Perante situações pontuais devemos resolver a birra ou atitude sem humilhar, e em privado voltar a falar sobre o que se passou, de forma a corrigir e evitar nova situação idêntica.

É imprescindível educar com inteligência, com carinho, intuição e com o suficiente acerto para não ferir, nem para intensificar ainda mais as emoções negativas.

Em qualquer relação pessoal a pessoa que usualmente corrige ou chama a atenção em público com um tom acusatório, depreciativo e irónico, está a ferir emocionalmente o outro, e com os filhos acontece exactamente o mesmo.  Um patrão que recrimine o empregado à frente dos colegas nunca será um bom líder.

E imprescindível fazer uso da Inteligência Emocional. Um ralhete à frente de terceiros abala a nossa autoestima e é, acima de tudo, uma humilhação pública premeditada e sem anestesia. Se cada um de nós tivesse a sensibilidade adequada e empatia, compreenderíamos que existem fronteiras privadas que não devemos cruzar.

Na educação o assunto é ainda mais doloroso. Alguns professores, por exemplo, têm o péssimo hábito de corrigir os erros dos alunos à frente da turma e num tom depreciativo: “de certeza que nunca irás passar na minha disciplina”. Por outro lado, muitas mães e muitos pais tendem a tecer os seus filhos através dessas agulhas afiadas com o fio da má pedagogia.

Um erro comum é comparar o comportamento de um filho com o do irmão ou de outra criança qualquer :“o teu irmão traz sempre boas notas”, “és sempre o mais mal comportado da turma”.

  • Mesmo assim, comentar com terceiros aspectos pessoais ou comportamentais dos filhos, à frente do próprio filho como se ele estivesse ausente, é um costume comum que afeta diretamente a autoestima das crianças. É preciso levar isso em consideração.
  • Corrigir aos gritos focando exclusivamente o erro cometido, mas sem educar e sem orientar ou apresentar uma solução para corrigir, é uma estratégia pouco pedagógica que é obrigatório evitar.

Corrige, orienta, disciplina, impõe limites, mas sempre com calma e paciência, em particular e sem atacar e ferir.

Isso quer dizer que devemos ser “passivos” quando nossos filhos se portam mal em público? Claro.

A típica “palmada na hora certa” que alguns defendem para travar a conduta intempestiva de uma criança, é na verdade o caminho mais rápido para intensificar a raiva e/ou as emoções negativas. Bater não educa, fere e deixa marcas internas, tal como os gritos ou as reprovações do tipo “não tens remédio” ou “não sei o que é que hei-de fazer contigo”.

Para aplicar a disciplina em público, se a ocasião nos obriga a isso, temos de ter em conta os resultados a longo prazo na criança.

Segundo um estudo feito pelo “Family Research Laboratory” da Universidade de Hampshire, repreender os filhos em público deixa sequelas para toda a vida. Intensificam-se tanto as emoções negativas que essas crianças terão no dia-a-dia tendência para apresentar um conduta
desafiadora. Pois bem, vale a pena ter em mente os seguintes conselhos:

  • Deixa de lado as opiniões alheias.
    Não te sintas pressionado/a por quem te rodeia no momento, que estejas no supermercado, no médico ou na rua: não são eles a quem deves demonstrar que és um bom pai, uma boa mãe, mas sim ao teu filho.
  • Não te deixas levar pela frustração.
    Usa a tua Inteligência Emocional e tenta compreender o que se passa com o teu filho/a e o porquê dessa conduta.
  • Em vez de dares uma ordem com um grito, oferece opções que façam com que a criança reflicta

Lembra-te que as crianças são feitas de um material muito delicado. Por vezes vivem num mundo emocional caótico e explosivo: no entanto, a nossa tarefa é descomplicar, aliviar, oferecer estratégias de controle e autoconhecimento para que cresçam felizes

Sê paciente e compreende as emoções dos teus filhos. Aquilo que te ofende, também ofenderá o teu filho. Lembra-te que é sempre melhor elogiar em público e corrigir em particular, mas sem ofender ou ferir.

 

Por Valeria Amado, adaptado por UpTo Kids®, original em A mente é maravilhosa

Proposta para reduzir tamanho das turmas foi aprovada

O Parlamento aprovou nesta sexta-feira um conjunto de propostas de vários partidos estipulando um número máximo de alunos por turma na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário.

“Os Verdes” (PEV), Partido Comunista Português (PCP), Bloco de Esquerda (BE), CDS-PP e PS apresentaram esta sexta-feira no Parlamento projectos relativos à dimensão das turmas no ensino público e todos foram aprovados. Agora, estes diplomas vão baixar à Comissão de Educação e Ciência, para que se possa encontrar uma redacção que reúna o acordo dos vários partidos.

O PCP, o PEV e o Bloco de Esquerda apresentaram projectos de lei que estabelecem números máximos de alunos por turma, com algumas ligeiras diferenças entre eles. O texto do PEV, por exemplo, prevê um máximo de 18 crianças nas turmas do pré-escolar e, em caso de turmas com crianças com necessidades educativas especiais ou NEE (que não podem ir além das duas), o número de alunos terá de se ficar pelos 14.

Do 1.º ao 4.º ano as turmas não deverão ter mais de 19 alunos (actualmente podem ir até aos 26) e, entre o 5.º e o 9.º ano, não podem ter mais de 20. Actualmente, as turmas dos 5.º ao 12.º anos de escolaridade são constituídas por um número mínimo de 24 alunos e um máximo de 30 alunos. A proposta do PEV é semelhante à do PCP que, no entanto, admite um total de 19 alunos por docente no pré-escolar.

No projecto que “estabelece medidas de redução do número de alunos por turma visando a melhoria do processo de ensino – aprendizagem” os comunistas prevêem ainda que as turmas só com crianças de três anos, não possam ir além dos 15 alunos. Esse deverá ser também o máximo observado para as turmas com crianças com NEE (que não devem ser mais de duas), seja no pré-escolar, no 1.º ciclo, ou no 2.º ciclo. No 3.º ciclo o limite sobe para 17 alunos.

“Práticas lectivas assistidas”

O projecto de lei do Bloco também contempla 19 alunos por turma no pré-escolar (15 alunos nas turmas com crianças com necessidades educativas especiais) e 20 alunos por turma no 1.º ciclo (do 1.º ao 4.º ano). Já para as turmas entre o 5.º e o 12.º ano, os bloquistas entendem que devem ter um mínimo de 18 e um máximo de 22 alunos. Se houver crianças com necessidades especiais, em qualquer um dos níveis de escolaridade, as turmas devem ter um máximo de 18 alunos e “não mais de dois alunos nessas condições”.

O Bloco fez ainda aprovar um projecto de resolução com medidas para a promoção do sucesso escolar, “nomeadamente o desdobramento de turmas, a promoção de coadjuvações, a reintrodução de pares pedagógicos nas disciplinas de maior pendor prático”, lê-se no documento.

Foi igualmente aprovado o projecto de resolução do PS que recomenda ao Governo a “progressiva redução do número de alunos por turma a partir do ano lectivo 2017/2018”, assim como o projecto de resolução do CDS-PP, visando “a promoção do sucesso escolar através de um estratégico e adequado dimensionamento de turmas”.

No diploma os centristas pedem a “adopção de práticas lectivas assistidas (isto é, de coadjuvação), aulas de apoio, o recurso aos projectos de promoção de sucesso já existentes ou a outros a criar para o efeito”.

Além disso, o CDS-PP pretende que se desenvolva uma discussão “alargada e fundamentada sobre quais os modelos de organização pedagógica das escolas, incluindo as tipologias e formatos de turmas” do ensino público, tomando com exemplo “experiências inovadoras já em curso noutros países”.
Os textos do PEV, PCP e BE foram aprovados com votos contra de PSD e CDS-PP e “luz verde” das demais bancadas, ao passo que no caso do PS, sociais-democratas e centristas abstiveram-se.

Já a resolução do CDS-PP pedindo a “promoção do sucesso escolar através de um estratégico e adequado dimensionamento de turmas” foi votado por alíneas, mas no final foi também aprovado.

 

Em Público, por Agência Lusa

Nota: Foram alterados os dados iniciais de acordo com a legislação em vigor

Filho és, pai serás, assim como fizeres, assim receberás.

Nascemos filhos. E esperamos ser filhos para sempre. Ser mimados, educados, amados. Esperamos que os nossos pais invistam doses cavalares de amor ao longo da nossa vida. Que, quando a vida doer, haja um colo materno. Que quando a vida angustiar, encontremos neles um conselho sábio.

Em adultos esperamos reconhecer a nossa infância nos olhos dos nossos pais. Desejamos, intimamente, atenções miúdas como o nosso prato preferido servido no nosso aniversário.

Não estamos prontos para trocar de lugar nesta relação.
Não estamos preparados para sermos pais dos nossos pais.

É difícil aceitar que os nossos pais envelheçam. Entender que as pequenas limitações que começam a apresentar não são derivadas da preguiça nem representam desdém. Que não é por se esquecerem de dar um recado que não se preocupam com a nossa urgência. Que quando pedem para repetirmos a mesma frase nem sempre significa que já não ouvem tão bem – às vezes, não estão surdos mas a audição está mais distraída que o cérebro. É difícil aceitar a mudança – continuam a ser os nossos “super-heróis”? Já não podemos partilhar a nossa angústia e os nossos problemas todos porque, para eles, tudo tem proporções ainda maiores e é aí tudo se desregula: o ritmo cardíaco, a tensão arterial, o equilíbrio emocional.

Tornamo-nos  cerimoniosos por amor. Tentando poupa-los tudo aquilo que é evitável. Então, sem querer, começamos a inverter os papéis de proteção. Passamos a tentar resguardar os nossos pais dos abalos do mundo.

Dizemos que estamos bem apesar da crise. Amenizamos o diagnóstico do pediatra para que a infecção do neto pareça mais branda. Escondemos as incompreensões do casamento para parecer que construímos uma família eterna. Filtramos a angústia que pode ser passageira em vez de partilharmos todo e qualquer problema. Não precisam de se  preocupar: estaremos bem no final do dia e no final das nossas vidas. Mas, enquanto mudamos estes pequenos detalhes na nossa relação, ficamos um pouco órfãos. Mantemos os olhos abertos nas noites em claro sem podermos correr para o colo dos nossos pais. Escondemos-lhes o medo de perder o emprego, o marido/mulher ou a casa para que não sofram sem necessidade e sentimo-nos sozinhos; não há colo, nem mimos, nem cafuné para nos consolar.

Quanto mais perdem memória, vigor, audição, mais sozinhos nos sentimos. Porque temos dificuldade em aceitar que o inevitável aconteceu. Podemo-nos sentir revoltados. Até esperar que reagissem ao envelhecimento do corpo, que lutassem mais a favor de si. Mas provavelmente eles não têm a mesma consciência que nós, ou aceitaram que não têm como impedir a passagem do tempo ou simplesmente sabem que têm o direito de estar cansados.

Chega um dia em que os nossos pais se transformem no nossos filhos. Que teremos de os chamar para comer, dar os medicamentos, tratar da correspondência. Um dia será preciso conduzi-los nas ruas e dar-lhes as mãos para que não caiam nas escadas. Um dia será preciso vesti-los e pô-los na cama. Talvez até alimentá-los, levando-lhes os talheres à  boca.

E eles serão filhos difíceis porque sabem que são os teus pais. Reagirão às tuas primeiras investidas porque sabem que, no fundo, lhes deves obediência mesmo quando se impõem dar-lhes ordens. Enfraquecerão os teus primeiros argumentos e tentarão provar que ainda podem ser independentes, mesmo quando esse momento tiver passado, porque é difícil imaginarem-se sem o controle total das próprias rotinas. Mas cederão paulatinamente, quando a força física ou mental começar a falhar e puderem encontrar no teu amor por eles o equilíbrio para todas as mudanças que os assustam (e a ti também).

Não será fácil. Não é a lógica da vida. Mesmo que sejas pai, ninguém te preparou para seres pai dos teus pais. E terás de aprender a desempenhar esse papel para protegeres aqueles que mais amas.

Mas, se puderes, sorri diante dos comentários senis ou canta enquanto estiverem em silêncio a comer juntos. Ouve a mesma história como se fosse a primeira e faz perguntas como se tudo fosse inédito. E beija-os na testa com toda a ternura possível, como quando se coloca uma criança na cama, prometendo-lhes que, ao abrir os olhos na manhã seguinte, o mundo ainda estará lá, como antes, intocável.

Porque se chegaste até aqui ao lado dos teus pais com a porta aberta para interferirem nas vidas uns dos outros, foi porque tiveram um longo percurso de companheirismo. E propores-te a viver esse momento com toda a intensidade só demonstrará o quão é grande a tua capacidade de amar e de retribuir o amor que a vida te ofereceu.

 

 

Por Ana Lúcia Gosling, Publicado em Obviouse, adaptado por Up To Kids®

 

Publicamos há dias um artigo cujo título era “Crianças na cama dos pais“. O tema é recorrente: o sono das crianças. Devemos deixar os nossos filhos a dormir connosco ou devem ser habituados a dormir sozinhos? Neste caso, o artigo sugere que se treine as crianças (não fala de bebés) a dormir na sua cama e, sempre que possível, a ter um espaço seu ou, obviamente, partilhado com os irmãos.

Há outra corrente que defende o oposto: que pais e filhos partilhem a mesma cama para que as crianças cresçam num meio rodeado de afeto, amor e sem quaisquer inseguranças que possam ser causadas pelos medos das noites passadas sozinhos. Esta corrente é o Co-sleeping, e normalmente está associada ao Attachment Parenting, Parentalidade com apego.

Mas para além dos fatores emocionais relacionados com a criação de vínculos que podem ou não ser desenvolvidos durante o sono da crianças, a Academia Norte Americana de Pediatria desenvolveu um estudo que revela que os bebés devem dormir na cama dos pais, por motivos de saúde. O estudo foi partilhado no site da SIC Noticias, fica o artigo para leitura!

«Os bebés devem dormir no mesmo quarto dos pais, mas não na mesma cama, pelo menos até aos seis meses. É a mais recente recomendação da Academia norte-americana de Pediatria, para evitar a Síndrome da Morte Súbita.

A academia recomenda que o bebé durma numa superfície diferente, mas no mesmo espaço. Deve optar-se, diz, por um berço com um colchão firme – nunca mole -, colocado no mesmo quarto dos pais, pelo menos até que o bebé tenha 1 ano.

O objetivo é reduzir o risco da Síndrome da Morte Súbita e outras situações que podem ocorrer quando o bebé está a dormir.

Neste tipo de fenómenos, alerta a academia, nunca se sabe a 100% o que originou a morte, embora haja teorias. Entre elas, a de que o cérebro de um bebé não está suficientemente desenvolvido para regular a respiração num ambiente que favorece a obstrução nasal ou a asfixia.

O relatório, divulgado esta semana em São Francisco, EUA, sustenta que há provas de que dormir no mesmo quarto reduz em 50% as probabilidades de Síndrome da Morte Súbita.

“Um bebé que está ao alcance dos pais poderá sentir-se mais consolado e ter mais estimulação física“, diz Lori Feldman-Winter, co-autora do relatório.

Há uma ênfase na partilha de quarto, não da cama, e a informação sugere um efeito protetor contra a síndrome quando o bebé dorme no quarto dos pais“, explica por outro lado Ari Brown, um pediatra que não esteve envolvido no relatório.»

Atividades para fazer em casa com os miúdos num dia de chuva

Agora que os dias de chuva começam a aparecer deixamos uma série de atividades divertidas para entreter os miúdos em casa, sem que o fim de semana de chuva se torne num verdadeiro pesadelo!

20 Atividades para fazer em casa com os miúdos num dia de chuva

  1. Sessão de cinema, às escuras, com sumos e snacks

    Com a facilidade que há em alugar vídeos diretamente sem sair de casa, escolha um filho com os miúdos, façam umas pipocas, uns snacks e uma limonada ou uns batidos de fruta. Baixem os estores, e diga: “Senhoras e senhores, a sessão vai começar!”

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  2. Desenhar as próprias sombras

    Coloquem folhas grandes no chão (Ex.Rolo de papel do Ikea), se necessário coladas com fita-cola e deitem os miúdos um por um no chão. Com um marcador faça o contorno de cada um dos filhos (Como fazemos quando desenhamos mãos) Passe o contorno com caneta grossa preta. Depois, preencham o interior com tintas, colagens, papel de jornal, etc. No fim, terão as sombras dos miúdos desenhadas e pintadas em tamanho real! Recorte e cole numa parede do quarto!

  3. Fazer um bolo, crepes ou panquecas (Receita deliciosa aqui)  com a ajuda dos miúdos

    Todas as crianças adoram dar uma mão na cozinha. Façam umas panquecas para o vosso lanche em conjunto, ou um bolo para a sobremesa do jantar. bolochocolate

  4. Marcar o jogo da macaca com fita cola colorida e jogar de meias

    Simples e divertido. O facto de poderem jogar em casa um jogo de rua já ficam todos entusiasmados. Mais a questão de construírem, neste caso colarem a brincadeira no chão, aquilo é uma festa.

    Dicas: usem uma régua, e marquem com pequenos pedaços de fita cola as orientações.
    A nossa 1ª cá em casa ficou… curva!
    macaca

  5. Fazer um Jarro da Calma

    É uma atividade ótima para fazer ao fim da tarde. Se já tem pouco tempo para fazer qualquer coisa com os miúdos, o Jarro da calma faz-se com alguma rapidez e facilidade, e ainda tem o poder de deixar os miúdos tranquilos a seguir! Veja aqui como fazer

  6. Plantar um pé de feijão

    Todas as crianças acabam por plantar um na escola, mas em casa é diferente porque é uma coisa só da família. O Nosso pé de feijão. O dia que plantam não aparenta ser grande animação ou uma atividade para durar muito tempo, por isso, siga as nossas dicas:  Em primeiro lugar, há que escolher feijões vencedores. Deitem um monte de feijões numa taça e escolham feijões diferentes: um mais gordo, um pequenino, um mais castanho, às vezes há uns com formas um pouco estranhas. Mostre-lhes que, tal como as pessoas, também os feijões são todos diferentes. E depois, verifique que uns crescem mais depressa do que os outros. Cada feijão tem o seu tempo, independentemente de ser pequeno, grande ou diferente.
    pede-feijao

  7. Fazer plasticina caseira.

    Esta é uma atividade que os miúdos adoram porque tem duas fases: a de fazer, e a de brincar. Veja aqui uma receita para fazer a sua plasticina.

  8. Ver fotografias e filmes de quando eles eram bebés na TV ou computador

    Nós adoramos ver as fotografias os nossos filhos… e eles também gostam de ser ver! É um excelente programa para fazer em família! Aproveite para lhes contar as histórias correspondentes às fotos e vídeos que virem. Eles vão amar!
    ver-videos-bebes

  9. Sessão fotográfica

    As sessões fotográficas mesmo em casa são um ótimo entretém para toda a família. Liguem várias luzes para que as fotografias fiquem mais coloridas, coloquem acessórios diversos, como óculos de piscina, cachecóis, gorros, máscaras de heróis ou princesas, balões de fala feitos em folhas de papel ou quadros de ardósia.
    O resultado é divertido e eles nunca se esquecerão dessa tarde.

  10. Sessão de jogos de tabuleiro

    Esta é aquela dica básica mas que tantas vezes nos esquecemos: tire os jogos do baú e façam uma sessão de jogos de tabuleiro!
    jogos-de-tabuleiro

  11. Caça ao tesouro com mapa e tudo.

    O tesouro pode ser um prémio como uma guloseima ou algo que não costumem ter acesso normalmente. Desenha-se um mapa numa folha de papel, e queimam-se as pontas no fogão (Esta parte são os pais que fazem) O mapa deve ter um ponto de partida, orientações como número de passos (que podem ser representados por bolinhas caso ainda não saibam ler) e pontos estratégicos, ondde devem encontrar vários objetos (brinquedo) que os pais deixaram escondido. Quem chegar ao fim com mais objetos acumulados, ganha o prémio!  Cá em casa, há sempre um prémio para cada lugar!

  12. Construir com caixas de cartão

    Quando tiver caixas grandes em casa, desmanche e guarde. Num dia de chuva, pode ir buscar as caixas e fazer casas, castelos, carros, cozinhas, etc. Tudo o que a imaginação e a quantidade de cartão permitir.

    castelo-papel
    Casa de Cartão
    cozinha
    Cozinha de Cartão

     

  13. Fazer um vídeo dos seus filhos a falarem para o seu “eu” do futuro.

    As crianças gostam de fazer filmes e de ser filmadas. Proponha-lhes falara para si próprios, para verem quando forem crescidos. Os pais podem ajudar com dicas como: “Onde vais estar quando tiveres 30 anos? ” “O que vais fazer?”

  14. Teatro de fantoches feitos com meias.

    Sabe aquele saco de meias sem par que tem guardado há meses e que não pára de crescer? Escolha uns pares coloridos e divertidos. Precisa de Olhos Divertidos (À venda na Tiger) ou botões, banda eva ou feltro (compra em qualquer loja chinesa e se calhar os olhos também) e outras coisas que possa utilizar, como stickers para decorar, purpurinas para colar, cola glitter, restos de lãs, etc.
    Corte uma elípse em banda eva ou feltro cuja parte mais longa tem o comprimento do pé. Depois cola na parte debaixo do pé para fazer a boca. A seguir cola os olhos e decora de acordo com a personagem que está a criar. Fantoches criados, faz-se um teatrinho!
    fantoches

  15. Fazer uma tenda com mantas e almofadas e acampar na sala

    Qual é a criança que não gosta de montar barracas entre sofás e fingir que acampa? Se estiver a precisar de entreter os miúdos enquanto realiza outras tarefas quaisquer em casa, ajude-os a montar uma “tenda”, ponha-lhes umas almofadas no chão, e deixe-os acampar com uns pratos de cereais para petiscar. Verá que a criatividade os levará a muito tempo de brincadeira.

  16. Construir uma cidade de lego

    Não é uma cidade profissional e cheia de pormenores como aquelas que vemos nas lojas Lego.

  17. É algo simples e divertido, e que dará noções de organização espacial aos miúdos. Poderá usar fita-cola colorida para marcar os caminhos no chão, e cada um vai construindo casas, lojas, quiosques, etc para montar a cidade!
    cidade-de-lego
  18. Jogar à Mimica

    Um ótimo exercício para gastar energia aos miúdos e poupar os pais. As crianças gastam imensos recursos físicos a explicar qualquer coisa por gestos. Uma atividade divertida que reune a família, e não requer materiais nenhuns!
    Como jogar:
    Fazem-se duas equipas sendo que os adultos têm de estar distribuídos. Escolhem um tema, por exemplo animais. A primeira equipa diz a um elemento a 2ª (em segredo) qual o animal que deve representar. O elemento da segunda equipa tem de fazer mimica até os restantes elementos adivinharem. Podem também usar uma ampulheta para limitar o tempo de jogo de cada pessoa.
    Se a família é constituída por 2 ou 3 elementos, podem Imprimir desenhos de animais da internet, desenhar cartões com animais, recortar das revistas, etc. Juntam num monte, um elemento tira ao calhas para que o outro descubra. Aqui não há equipas vencedoras, mas o divertimentos é o mesmo!
    mimica

  19. Batalha de Sumo com almofadas

    Especialmente para quem tem filhos rapazes que gostam de lutas, estas batalhas são o máximo! Vistam-lhes uma t-shirt do pai ou da mãe, e equipem-nos bem com almofadas nas costas e na barriga. Cá em casa fomos um bocadinho mais longe, e nas calcas de pijama enfiamos almofadas chouriço em cada perna! Nenhum dos miúdos conseguia dar um passo sem se desequilibrar! Começa a batalha, e o primeiro a ir ao chão perde! No fim, normalmente quando se desmonta o equipamento ainda há tempo para uma simples luta de almofadas!sumo

  20. Pinturas de monstros e extraterrestres com palhinhas

    Se os seus filhos gostam de artes manuais vão adorar fazer estas pinturas. Fazem-se pingas de linta liquida no papel, e depois com as palhinhas sopra-se para a tinta de forma a ficar espalhada em várias direções. Depois de secar, pode-se acrescentar uns contornos a caneta, olhos, bocas e braços. Se tiver olhos divertidos em autoculante, poderá colar para ser mais divertido.
    pintura-palhinhas pintura-palhinhass

  21. Fazer matraquilhos artesanais

    Pegue numa caixa de sapatos e faça duas aberturas do mesmo tamanho nas extremidades, serão as balizas. Precisa de quatro varetas do mesmo tamanho, onde prenderá molas da roupa para fazer de jogadores. Cada equipa terá direito a 5 jogadores e poderá criar a sua estratégia de jogo: a única regra é que não pode haver uma vareta sem jogador. Cá em casa usamos uma bola saltitona pequena para jogar!
    matraquilhos-artesanais

Espero que tenham gostado das nossas sugestões! Deixem ideias nos comentários sobre as atividades para fazer em casa com os miúdos num dia de chuva

Para quem não está familiarizado com o termo Parentalidade com apego (Attachment parenting), é um estilo de parentalidade caracterizado por praticar a disciplina positiva, o co-sleeping (filhos e pais partilharem uma cama) ter uma resposta rápida ao choro e alimentar em livre demanda sempre que possível. Se a parentalidade com apego não é para si, então este artigo também não é. E não há problema. Isto não é nenhuma manifestação contra a parentalidade convencional (nem qualquer outra!) De certeza que os outros estilos de parentalidade terão vantagens para os pais e os filhos, mas eu não sei nada sobre elas, por isso não posso falar nem comparar.

Mas sobre a parentalidade com apego, eu sei.

Os meus quatro filhos foram criados assim, e quero tranquilizar os pais que enquanto observam os filhos a dormir nas usa cama se questionam se os estarão a “estragar”. Eu estou a falar para a mãe que está a amamentar não só para alimentar mas também para tranquilizar ou adormecer, e se questiona se deveria deixar os filhos chorar para aprenderem a acalmar-se sozinhos. Eu estou a falar para o casal que não tem um fim-de-semana desde que o bebé nasceu porque tu estás a amamentar, e questionas-te se valerá o esforço. Se és esta mãe, então sim, o artigo é para ti!

Nós não planeamos ser este tipo de pais. Nunca houve um momento de reflexão que nos levasse a decidir ser pais com apego. Aliás, quando tivemos o nosso 1º filho nunca tínhamos pensado muito sobre o assunto. A parentalidade com apego aconteceu naturalmente, simplesmente fez sentido.

Quando o bebé ficava na nossa cama dormia melhor e consequentemente nós dormíamos melhor. Então passamos a praticar o co-sleeping. Não com o intuito de dar resposta a horários, era simplesmente mais fácil e mais natural já que estava a amamentar em livre demanda dia e noite. Como o bebé estava sempre comigo, quando o punha na alcofa ou no carrinho ficava impossível, e rapidamente descobri a maravilha dos slings. Muito mais fácil de transportar, e ele ficava feliz.

Em pouco tempo tornamo-nos em pais com apego a 100%. E apesar de ter sido tudo natural e agradável para nós e para o nosso filho, eu continuava a ter dúvidas quanto às nossas escolhas e a quanto a explorarmos caminhos menos convencionais da parentalidade.

Foram essencialmente algumas fases e etapas de desenvolvimento dos nossos filhos que nos fizeram questionar as nossas escolhas: quando o meu filho mais velho fez 4 anos desenvolveu uma intensa ansiedade de separação dos pais. Será que estávamos a torna-lo muito dependente? Com 5 anos, o meu segundo filho arrastava-se invariavelmente para a nossa cama a meio da noite. Seria normal? O meu terceiro filho até aos 18 meses só queria andar ao colo. Recusava-se a caminhar. Estaria tudo bem? E o bebé começou a falar muito mais tarde que as outras crianças. Será que o tínhamos mimado demais, que lhe tínhamos dado tudo antes sequer que ele nos pedisse?

Eu só gostava de saber na altura o que sei hoje: que os meus filhos se iriam desenvolver bem. Que iriam crescer e tornar-se em adultos responsáveis. Não quero falar antes de tempo, porque ainda não são todos adultos. Só um é que já saiu de casa, e o “bebé” tem 12 anos.

Mas correu tudo bem. E eu não atribuo tudo ao tipo de pais que fomos, porque acredito que grande parte da personalidade deles é de nascença, mas acredito que tê-los criado com tanto amor e tanto a apego teve um profundo efeito positivo nos meus filhos.

Da minha experiência, estes são alguns dos resultados a longo prazo da parentalidade com apego:

Miúdos criados com apego são gentis.
Os meus filhos não são perfeitos, mas são genuinamente gentis uns com os outros, connosco, e com miúdos que têm problemas na escola. Estes miúdos crescem a acreditar na gentileza alheia. Quando choram, alguém gentilmente lhes dá atenção. A disciplina é gentil. O resultado de serem gentis para as pessoas é que, geralmente, lhes respondem mesma forma.

Miúdos criados com apego são independentes.
Uma das críticas da parentalidade com apego é que cria crianças dependentes. Esta constatação não podia estar mais longe da verdade. Eles não eram independentes aos três ou quatro anos de idade, ou mesmo até aos seis ou sete anos (e ainda bem). Mas na pré-adolescência e depois disso os meus filhos e outras crianças que conheço que foram criadas pelos mesmos princípios, tornaram-se completamente confiantes e autónomos. Eu acredito que a segurança profunda que é transmitida na parentalidade com apego promove a independência.

Miúdos criados com apego são afectuosos. Já há muito tempo que não ouvimos aqueles passos de criança no corredor à noite em direcção à nossa cama (sim, cada um dorme na sua cama hoje em dia). Mas os meus filhos gostam de se aconchegar. A minha filha de 12 anos gosta de estar aninhada connosco quando vemos um filme juntos. As minhas filhas adolescentes riem-se juntas e abraçam-se com frequência quando estão a ver alguma coisa no computador. Os meus filhos raramente entram ou saem de casa sem esperarem um abraço. Os miúdos criados com apego sentem-se confortáveis a demonstrar afecto mesmo quando é suposto serem “fixes”!

Miúdos criados com apego são apegados – num nível saudável. Apesar de todas as advertências sobre os pais não serem amigos dos filhos, nós somos. Isso não significa que não sejamos responsáveis ou que os tratemos como se fossem adultos. Mas nós gostamos genuinamente de passar tempo com eles e vice-versa. Já reparei que se passa o mesmo com outras famílias apegadas. Há uma facilidade e ligação na relação pai/filhos que contraria o estigma da adolescência difícil.

Miúdos criados com apego têm ligações fortes com os irmãos. Os meus filhos lutam. Os filhos das ouras pessoas também lutam. Mas para lá disso, existe um amor duradouro e persistente que supera tudo, provavelmente derivado da criação de um vínculo familiar forte.

Miúdos criados com apego são miúdos felizes. Todas as crianças que conheço criadas com apego, incluindo os meus filhos, são crianças felizes. Viveram uma infância e primeira infância literalmente nos braços das pessoas mais importantes da sua vida, os pais. Foram inundados de amor e carinho. Atenção, afeto e a segurança de terem pais presentes são tão importantes como uma necessidade básica nas crianças. Uma criança criada com apego é bem nutrida de amor. O resultado é uma criança saudável e feliz.

Para nós, a criação com apego é o único caminho para a parentalidade. Os meus filhos estão longe de ser perfeitos. E eu fiz mais do que a minha conta de erros como mãe. Mas eu gosto das pessoas em que se tornaram. Gosto da sua essência.

Não sou, nem pretendo ser, uma especialista de parentalidade. Mas quando era uma mãe inexperiente não foram especialistas que me deram respostas às minhas dúvidas e preocupações. Foram outras mães – mães que me contaram como tinham feito, o que tinha resultado com elas.

A parentalidade com apego resultou connosco e com os nossos filhos. Por isso, se estás a ter dúvidas, relaxa. A parentalidade com apego por vezes é muito exigente, mas o tempo é curto e passa a voar, por isso aproveita. Estás a criar momentos inesquecíveis e miúdos incríveis.

Por Laura Hanby Hudgens para Huffingtonpost