Museus gratuitos todos os domingos e feriados de manhã em 2017

A entrada nos museus será, em 2017, gratuita aos domingos e feriados de manhã, as teses universitárias serão entregues apenas em formato digital e será reforçada a quota de medicamentos genéricos, após os deputados terem aprovado estas propostas do PCP.

No segundo dia de votações na especialidade das várias propostas de alteração e da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2017 (OE2017), a bancada parlamentar do PCP viu aprovadas três propostas simbólicas, com o voto favorável de quase todos os outros partidos.

Uma das propostas apresentadas pretende que, em 2017, seja reposta a gratuitidade da entrada nos museus e monumentos nacionais nos domingos e feriados até às 14:00 para todos os cidadãos residentes em território nacional.

A proposta foi aprovada com o voto favorável de todas as bancadas à exceção da do PS.

Os comunistas apresentaram ainda uma proposta de alteração para que a apresentação e entrega de dissertações, trabalhos de projetos, relatórios e teses possa ser feita apenas em formato digital.

A medida foi aprovada com o voto contra do PSD e a favor dos restantes partidos, sendo que também o Bloco de Esquerda submeteu uma proposta com o mesmo objetivo.

Finalmente, o PCP apresentou uma proposta de alteração ao OE2017 para que, ao longo do próximo ano, o Governo reforce as medidas de incentivo à utilização dos medicamentos genéricos “com vista a aumentar a quota destes medicamentos para os 40% em valor”. Esta proposta foi aprovada por unanimidade.

Lusa

 

 

 

 

 

Passamos tanto tempo a receber e a transmitir informações através da linguagem escrita que esta nos parece quase tão espontânea como a comunicação oral. No entanto, não há nada de natural na leitura. Não existe no cérebro nenhuma região especialmente dedicada à descodificação de símbolos que representem palavras. Trata-se de uma habilidade tão complexa que o nosso cérebro tem de se adaptar, criando um circuito que envolve as áreas – visual, auditiva e de linguagem.

A maior parte dos adultos não se lembram de como foi lento e trabalhoso o processo de aquisição da capacidade de leitura.

O facto é que essa transformação no cérebro não acontece e nem pode acontecer de um momento para o outro. É um trabalho de desenvolvimento e aquisição de conhecimentos por etapas que, por ansiedade dos pais e muitas vezes incentivo dos educadores, tem vindo a ser antecipado.

Não seria lógico concluir que, por se tratar de algo complexo, quanto mais cedo aprendessemos a linguagem escrita, melhor e mais fácil seria?

Sim e não: se considerarmos que o contacto com os livros, as brincadeiras de consciência fonológica, as histórias e as rimas recitadas e cantadas criam ligações no cérebro que serão importantes para a aquisição da capacidade de leitura, então este processo deveria começar cedo. Mas seria só mesmo esta fase em que se desenvolvem as conexões necessárias para que a leitura possa ser entendida com maior facilidade.

Já a alfabetização propriamente dita, para acontecer com tranquilidade e sucesso, deve esperar que as etapas anteriores estejam muito bem construídas e assimiladas. No entanto, grande parte das escolas (e muitos pais) esperam que as crianças cheguem aos 6 anos a saber ler e escrever.

Nessa idade, regra geral, as crianças ainda não estão neurologicamente prontas para começar a ler. Há áreas do cérebro envolvidas na leitura, como o giro angular, que não estão suficientemente desenvolvidas para que a descodificação faça algum sentido.

Por volta dos 4 anos muitas crianças memorizam letras e sílabas, reproduzem palavras inteiras e escrevem o seu nome – o que não significa que estejam a compreender o processo de leitura. Trata-se de memorização simples. Na verdade, nessa idade elas têm uma memória excelente, mas regra geral, não estão maduras para entender a linguagem escrita.

Maturidade da criança

Estudos mostram que essa maturidade, geralmente, ocorre entre os seis e os sete anos, quando acontece o que o neurocientista cognitivo Stanislas Dehaene chama de “revolução mental” no seu livro Os Neurónios da Leitura , da Penso Editora.

A “Revolução mental” é a fase em que a criança começa a perceber que a palavra pode ser dividida em diferentes fonemas. No entanto, não existem dois cérebros iguais, e haverá sempre variações na facilidade com que cada um se familiariza com a linguagem escrita, o que traz à escola o desafio de conhecer e respeitar o ritmo de cada aluno.

Assim, antes de estabelecer a chamada consciência fonológica, forçar a alfabetização é uma perda de tempo.

Este período de tempo pode ser muito bem aproveitado – as crianças em idade pré-escolar estão em pleno desenvolvimento da consciência metalinguística e ampliam diariamente o seu vocabulário.

Estudos mostram que, aos 3 anos de idade, as crianças têm a capacidade de absorver  a até 20 palavras novas por dia, enquanto assimilam naturalmente as complexas regras gramaticais. Em vez de forçar um cérebro ainda imaturo a relacionar letras a sons, estes miúdos podem (e devem) exercitar a linguagem oral e suas habilidades metalinguísticas de forma a familiarizarem-se com a complexidade das construções sintáticas que o seu idioma oferece.

Muito mais importante do que começar a ler cedo, é começar a associar a leitura a algo agradável e prazeroso e não a um desafio penoso. Para isso, é necessário que os pais e educadores respeitem o ritmo e a maturidade de cada criança para que possam então, iniciar a alfabetização com sucesso.

 

Artigo de Michele Müller, Jornalista especialista em neurociências e neuropsicologia, publicado em Brasilpost

 

imagem@AIA Austin

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Drive – Uma viagem pela estrada dos opostos | Kellen Hatanaka | Livros Horizonte

Drive é um livro colorido e divertido que capta com muita facilidade a atenção dos mais pequenos. Ao longo do livro mergulhamos numa viagem de carro por diferentes cenários, que irão reforçar a diferença das palavras e conceitos opostos em Ingês. A linguagem visual tal como o conteúdo são claros e simples, tornando-se numa ferramenta valiosa na introdução das primeiras palavras escritas em Ingês, nas crianças.

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“Drive vai levar pais, educadores e os mais novos numa aventura por um mundo de horizontes largos, mas também através de um mais pequeno, às vezes, mesmo minúsculo. Um livro ideal para ajudarmos os nossos filhos a iniciarem a aprendizagem da língua inglesa ou a consolidarem, através de uma ferramenta divertida e uma linguagem visual simples, os conceitos aprendidos na sala de aulas.”

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FICHA TÉCNICA
Autor
Kellen Hatanaka
Editor Livros Horizonte
Data de lançamento junho 2016
Dimensões 23,3 x 23,3 cm
Nº Páginas 32
Encadernação Cartonado
Idade Recomendada + 4 anos

 

 

Não há crianças difíceis. O difícil é ser criança num mundo de pessoas cansadas, ocupadas, sem paciência e sempre com pressa. Existem pais, professores e educadores que se esquecem de um dos compromissos mais importantes na educação de uma criança: proporcionar aventuras infantis.

Este é um problema tão real que, por vezes, podemos ficar preocupados pelo simples fato de uma criança ser inquieta, barulhenta, alegre, emotiva e enérgica. Há pais e profissionais que não querem crianças, querem robots.

É normal que uma criança corra, voe, grite, experimente e transforme o seu espaço num parque infantil. É normal que uma criança de tenra idade seja espontânea e genuína, e não como os adultos gostariam que fosse.

É importante entender duas coisas fundamentais:

  • A agitação não é uma doença: queremos um autocontrole tal que, nem a natureza, nem a sociedade fomenta.
  • Fazemos um favor às crianças se as deixarmos ficar aborrecidas e evitarmos o excesso de estímulos

Doenças? Medicação para as crianças? Por quê?

Apesar de ser um diagnóstico crescente tanto no  setor da saúde como no escolar, a verdadeira existência do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) (da forma como está concebido e a ser diagnosticado) é muito questionável.

Atualmente considera-se que este transtorno é o “diagnóstico refúgio” de alguns especialistas para casos diversos, que vão desde problemas neurológicos até problemas de comportamento ou de falta de recursos e habilidades para encarar o dia-a-dia.

As estatísticas são esmagadoras. Segundo dados do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais IV- TR (DSM-IV TR), a prevalência do TDAH nas crianças é de 3 a 7 casos por cada 100 meninos e meninas. O que preocupa é que a hipótese biológica subjacente a isto é simplesmente isso, uma hipótese que é comprovada por ensaio e erro com raciocínios que começam por “Aparentemente isto ocorre porque…“.

Entretanto estamos a medicar as nossas crianças porque demonstram comportamentos perturbadores, porque estão desatentas e aparentemente não pensam enquanto realizam as suas tarefas. É um tema delicado, por isso temos que ser devidamente cautelosos e responsáveis, consultando bons psiquiatras e psicólogos infantis.

Partindo desta base, devemos destacar que não existe um exame clínico nem psicológico que determine de forma objetiva a existência do TDAH. Sem dúvida os exames são realizados com base em impressões e realização de testes distintos. O diagnóstico é determinado com base no resultado subjetivo destes testes, ou seja, com base no momento em que a criança realizou o teste. Inquietante, não é?

Não nos podemos esquecer que estamos a medicar as crianças com anfetaminas, antipsicóticos e ansiolíticos, medicamentos estes que podem causar consequências nefastas no seu desenvolvimento neurológico. Não sabemos qual vai ser a repercussão destes medicamentos no futuro do indivíduo e muito menos o resultado do uso excessivo do mesmo. Falamos de um medicamento que apenas vai reduzir a sintomatologia, mas que não reverte de forma alguma o problema.

Então porque se continuam a medicar as crianças se tudo isto parece tão assustador? Provavelmente um dos motivos é o financeiro, pois a indústria farmacêutica move bilhões graças ao tratamento farmacológico administrado às crianças. Por outro lado está a filosofia do “ele fica mais calmo e mais atento com os medicamentos”. O “enterrar a cabeça na areia” da pílula da felicidade é um fator comum em muitas patologias.

Rótulos e diagnósticos à parte, devemos por travões e ter consciência de que muitas vezes os “doentes” são os adultos e que o principal sintoma é a má gestão das políticas educativas e das escolas.

Cada vez mais especialistas estão conscientes destes factos e procuram impor restrições a pais e a profissionais que sentem a necessidade de colocar o rótulo de TDAH em problemas que, muitas vezes, provêm principalmente do meio familiar e da falta de oportunidades dadas à criança para desenvolver as suas capacidades.

Como afirma Marino Pérez Álvarez, especialista em Psicologia Clínica e professor de Psicopatologia e Técnicas de Intervenção na Universidade de Oviedo, o TDAH nada mais é que um rótulo para comportamentos problemáticos de crianças que não têm uma base científica neurológica sólida como é regularmente apresentada. Existe como um rótulo infeliz que engloba problemas ou aspetos incómodos que efetivamente estão dentro da normalidade.

“Não existe. O TDAH é um diagnóstico que carece de identidade clínica e a medicação, longe de ser propriamente um tratamento, é na realidade dopping”, afirma Marino Pérez Álvarez.

Generalizou-se a ideia de que o desequilíbrio neurológico é a causa de vários problemas, mas na verdade não há estudos que comprovem se o desiquilibrio neurológico seja causa ou consequência. Isto é, os desequilíbrios neuroquímicos também podem ser gerados na relação com o que rodeia a criança.

A pergunta que se impõem é a seguinte: o TDAH é ciência ou ideologia? 

Convém sermos críticos e olharmos para um mundo que fomenta o cerebrocentrismo e que procura as causas materiais de tudo sem parar para pensar sobre o que é a causa e o que é a consequência. Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?
Partindo desta base, deveríamos pensar em quais são as necessidades e quais são os pontos fortes de cada criança e de cada adulto susceptível a ser diagnosticado.

Abordar isto de forma individual proporcionará mais saúde e bem-estar, tanto dos pequenos como da sociedade em geral. Então, a primeira coisa que devemos fazer é uma análise crítica de nós mesmos.

 

Texto original de A mente é maravilhosa, adaptado por Up To Kids®

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Proteja o seu filho das principais causas de morte de crianças em Portugal

As lesões e traumatismos na sequência de acidentes continuam a ser primeira causa de morte nas crianças e jovens em Portugal, o que preocupa a Sociedade Portuguesa de Pediatria.

Há pequenos pormenores que podem salvar a vida a uma criança. É estritamente necessário que todos estejamos atentos e cientes dos perigos que nos rodeiam para que possamos proteger os nossos filhos, e ensiná-los a tornarem-se autosuficientes nos que se refere à sua segurança.

Ficam algumas dicas de como proteger o seu filho das principais causas de morte, organizadas por faixas etárias.

Até 1 ano de idade

Os bebés com menos de uma ano, estão a aprender a controlar os seus movimentos e respiração, sendo que as principais causas de mortes nessa faixa etária por acidente são engasgamento, asfixia, aspiração de corpos estranhos, intoxicações e queimaduras.

Como evitar estes acidentes?

  • Os Bebés devem dormir em berços certificados e com colchão firme, virados de barriga para cima, tapados até a altura do peito e com os braços para fora.
  • Não deixe brinquedos dentro da cama
  • Corte e/ou esmague os alimentos em pedaços pequenos quando der refeições.
  • Mantenha fora do alcance das crianças objetos pequenos como botões, peças de brinquedos, berlindes, moedas, pilhas e pionaises. (Especialmente tudo o que é metálico, pilhas e baterias)
  • Retire todos os restos de plástico de balões rebentados do chão.
  • Use cancelas de proteção nas escadas e redes de proteção nas janelas.
  • Não deixe móveis perto de janelas – podem servir de apoio para a criança subir e ter acesso ao perigo.
  • Não deixe o bebé sozinho, em instante nenhum, em cima de um sofá, fraldário ou mesa.
  • Tranque todos os armários de acesso a detergentes e produtos químicos
  • Mantenha os sacos de plástico fora do alcance das criançasPara se aperceber dos perigos mais eminentes na idade certa do seu filho, faça um tour pela sua casa colocando-se à altura dos seus olhos. Gatinhe, deite-se no chão, ande de joelhos e perceberá a quantidade de perigos apelativos que  tentam diariamente o seu filhos.

De 2 a 4 anos

A Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) lança anualmente uma campanha de prevenção contra a morte por afogamento – “A Morte por Afogamento é Rápida e Silenciosa”. Ao longo dos últimos quatro anos, o afogamento a par com as quedas, asfixia, engasgamento, afogamento, intoxicações, choques elétricos e traumatismos tem sido a principal causa de morte em acidentes doméstico, nas crianças entre 2 a 4 anos
Nesta idade as crianças estão mais autónomas e aventuram-se a experimentar o espaço que as rodeia livremente. É obrigatório a supervisão de um adulto, pois as crianças ainda não têm consciência do perigo.
Estas são as dicas para evitar acidentes nesta idade. Não devem ser descartadas ainda as soluções de segurança aplicadas até um ano de idade.

  • Nunca deixe crianças sozinhas quando estiverem dentro ou próximas da água. As crianças mais pequenas podem afogar-se tanto na praias, piscina, rios, lagos e barragens, como em qualquer recipiente com muito pouca água ou outros líquidos, quer seja uma banheira, pia, alguidar, balde, etc
  • Para evitar afogamentos, o colete salva-vidas adaptado à idade é o equipamento mais seguro. Braçadeiras e outros equipamentos insufláveis dão-nos uma falsa noção de segurança – se a criança ainda não souber dominá-las podem virar a qualquer momento, tornando o retorno à tona da água muito difícil.
  • Nunca guardar detergentes, lixívia, inseticidas, pesticidas ou desinfetantes dentro de garrafas de água ou refrigerantes de plástico já usadas.
  • Os brinquedos devem ser suficientemente grandes para que não caibam na boca, e suficientemente resistentes para que não possam ser mordidos (lascas)
  • Mantenha objetos afiados como facas, tesouras e chaves de fendas, entre outros, fora do alcance das crianças.
  • Proteja os cantos das mesas e arestas vivas, especialmente aquelas que vão estar exatamente ao nível dos olhos do seu filho quando começar a aquisição de marcha

Details

Use o domingo para: 

1 – Deixar os minutos passarem, sem tirar tempo para estar com os seus filhos. Fiquem na mesma sala, mas sem relação. Afinal, é domingo…tem tempo…mais tarde ou mais cedo, hão-de estar juntos. Num ápice, o domingo vai acabar.

2 – Aproveitar para dormir muito para além da hora em que acorda durante a semana. É domingo. Fique na ronha muito tempo. Num piscar de olhos, o domingo vai acabar.

3 – Dar muitas ordens. Grite para pedir que falem baixo. Ande de pijama, enquanto deseja que se vistam. É domingo! Daqui a pouco já se vai vestir. Em menos de nada, o domingo acabou e está de pijama.

4 – Ficar nostálgico. Pense nos domingos que já passou quando era criança. Pense nos domingos felizes de outrora. Pense, pense…em breve, num ar, o domingo acabou. 

5 – Desejar que o domingo seja perfeito. Domingo, só é domingo se for em família. Domingo só é domingo com Cozido à Portuguesa. Domingo só é domingo se não chover. Aguarde o domingo perfeito e este passará a correr. 

6 – Ficar a ler “posts”, artigos, mensagem sobre o domingo e não criar as suas próprias. Daqui a uma “nanica” de tempo, o domingo acabou…

7 – …

Nota: Não terminei o ponto sete porque fui aproveitar o domingo. Ele é a tela para a semana. Se o pintar com tons positivos, só temos a ganhar. 

Têm existido algumas controvérsias nos meios de comunicação social sobre se o leite é ou não um alimento saudável para o Ser Humano.

Muitos têm sido os argumentos usados. Muitas têm sido, também, as alternativas propostas sem, no entanto, haver estudos comparativos fidedignos sobre quais os prós e contras de cada uma delas, em relação ao leite de vaca.

O leite de vaca é um alimento natural, que contribui para dar uma resposta equilibrada às necessidades do nosso organismo, seja para o crescimento como para a renovação e manutenção de um corpo saudável. Não lhe sendo adicionado qualquer produto. O leite de vaca fornece, por si só, uma proteína de excelente qualidade, com uma quantidade equilibrada dos seus aminoácidos. É assim equivalente à proteína da carne, peixe ou ovo. O leite de vaca é, ainda, um alimento que contém naturalmente cálcio, fósforo e vitaminas B2 e B12. Estes nutrientes podem ter alterações conforme o tipo de pastagem das vacas, sendo a pastagem livre a mais adaptada aos animais.

Por outro lado as bebidas vegetais (soja, amêndoa, aveia, arroz, avelã e coco, entre outras) são alimentos obtidos através da demolha (e por vezes cozedura) dos seus ingredientes-chave, seguida de trituração com água e filtragem. Não se tratando de produtos naturais, necessitam de vários aditivos, para que o produto se mantenha estável até chegar ao consumidor, nomeadamente: reguladores de acidez, estabilizadores, emulsionantes e/ou espessantes. As bebidas vegetais são também geralmente suplementadas com nutrientes, como o cálcio ou adicionando as vitaminas B2, B12, D e por vezes a E.

Apesar disso, o leite de soja – por ter um teor proteico semelhante ao leite – pode ser uma alternativa interessante para pessoas que sejam, por exemplo, alérgicas à proteína do leite de vaca ou intolerantes à lactose e que não apreciem o sabor mais adocicado do leite sem lactose.

No que diz respeito ao consumo de leite de vaca até à idade adulta, trata-se de um alimento importante para o desenvolvimento das crianças, pois fornece naturalmente proteínas, cálcio e fósforo, nutrientes necessários ao crescimento ósseo. Tem ainda a vantagem de a sua proteína ser de alto valor biológico, equiparável à do ovo, peixe ou carne, pelo que as famílias que optem por retirar estes alimentos da sua dieta, podem compensar proteicamente através do consumo moderado de leite.

O leite de vaca continua a ser, portanto, a opção mais completa, natural e saudável para toda a família, que deve adaptar as quantidades consumidas às necessidades de cada faixa etária. A recomendação diária para a população portuguesa é de duas a três porções por dia do grupo do leite e derivados da Roda dos Alimentos (a dose inferior é adequada a crianças de 1-3 anos e a superior destina-se a rapazes adolescentes e homens fisicamente ativos).

Por último, é importante relembrar também que o leite de vacas alimentadas à base de erva fresca é mais rico do que o leite com origem em vacas alimentadas à base de ração. Assim, no momento de escolher, prefira o leite de vacas de pastoreio extensivo, pois além de ser mais nutritivo, é também mais natural e saboroso.

 

Por Maria Paes de Vasconcelos, Nutricionista, para Up To Kids®

A Amb3E – Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos, gestora da Rede Electrão, lança com o apoio da Entrajuda, a acção “Pilhas por Alimentos”.

A acção dirige-se aos Bancos Alimentares distribuídos por todo o país, e às Instituições de Solidariedade Social por estes apoiadas, e tem como âmbito a recolha de pilhas usadas.

De 1 de Outubro a 31 de Dezembro de 2016, os 3 Bancos Alimentares que recolherem a maior quantidade de pilhas durante a acção, receberão um valor monetário que poderão partilhar com as Instituições que mais tiverem contribuído para esse resultado.

A Entrajuda será também premiada com um valor monetário, definido com base no total de pilhas recolhidas pelos Bancos Alimentares.

Agregando as vertentes ambiental e social, esta acção pretende incentivar a reciclagem das pilhas usadas, promovendo uma maior consciencialização do papel que todos nós temos na construção de um mundo mais sustentável e responsável!

Contamos com a vossa participação!

Saiba mais aqui

Os pais precisam de mostrar o amor pelas mães através de acções

Há um meme que anda a circular pela net, com uma citação do Matthew McConaughey que diz: “A melhor coisa que provavelmente podes fazer como pai é garantires que os teus filhos vejam o quanto amas a mãe deles.

amor pelas mães

Como pai de três crianças que cresceu numa família desmoronada, posso confirmar que esta é uma afirmação verdadeira.

Eu vi o meu pai a virar costas à minha mãe. Depois de discutirem sobre o caso que ele estava a ter, a minha mãe entrou na garagem, sentou-se no carro, a chorar, com as mãos no volante como se planeasse ir-se embora, mas sem saber para onde. Entretanto o meu pai enfiava uns pares de calças de ganga e camisas num saco de viagem. Os sons ficaram-me na memória: portas a bater, pés a arrastar-se, a mãe a soluçar, o correr para trás e para frente das portas deslizantes dos armários e as gavetas a bater. O motor do carro do pai. Depois disso acalmou. Ficou um silêncio assustador daqueles que são interrompidos por um estrondo, um vidro a partir, ou por uma pergunta sem resposta.

Às vezes recordo-me da minha mãe com a cabeça no volante a chorar, enquanto o pai fazia as malas, e eu sei que não quero que os meus filhos vejam isso. Nunca. Eu não quero que eles sintam o que eu senti naquele momento. Eu não quero que eles se questionem sobre se eu amo ou não a mãe, nem quero que pensem se estou a ter um caso sempre que ficar retido no emprego até mais tarde.

Mas a verdadeira questão e, acho que isto foi um dos problemas de muitas crianças criadas nos anos ´80, é que se tornou normal e aceitável que um pai saísse de casa, e virasse as costas à mulher e aos filhos. Agora, eu tenho medo de não ser um bom marido e um bom pai. E tenho a certeza que também há mães com o mesmo historial que eu, que se sentem assim.

O que eu sei é que a forma como trato a minha mulher se reflecte nos meus filhos. Eles estão com 9,7 e 2 anos. Os dois mais velhos já apanham as conversas todas. Não é que costumemos discutir muito, mas quando o fazemos, eu percebo como isso os perturba. Ás vezes estão no sofá e só vejo os olhos deles a andar de um lado para o outro a tentar perceber o que se passa. Mas o mais importante é que eles também percebem quando vamos os dois jantar fora para namorar. Quando voltamos, perguntam logo o que é que fizemos! Querem saber onde é que jantamos, o que é que comemos, que filme vimos, e se ambos gostamos do programa.

Eu tento oferecer flores à minha mulher uma vez por mês e este gesto tem um grande impacto nos nossos filhos. Eu quero que o meu filho me veja a comprar flores à mãe porque eu nunca vi o meu pai a fazê-lo. Eu quero que o meu filho aprenda a tratar a sua mulher e a mãe dos seus filhos. Eu quero que ele saiba o quanto é importante respeitar, amar e ser carinhoso com ela mesmo depois de muitos anos de casamento. E quero transmitir-lhe estes valores através do exemplo.

Para as minhas filhas, eu quero que elas esperem flores. Eu quero que se casem com alguém que esteja disposto a investir algum tempo e dinheiro no romance.

Eu não quero que os meus filhos se sintam perdidos, como eu senti. Eu quero que saibam como é que é um casamento feliz. Eu quero que saibam que eu amo a sua mãe mais do que qualquer outra coisa no mundo. E por isso tenho de lhes mostrar.

Aí reside a realidade de um casamento, o que é o amor, a importancia da família. Amar é um verbo. Amar é uma acção. Não é algo que te aconteça e depois “deixes andar”. Amar é um gesto contínuo. É um milhão de mensagens a mostrar que te preocupas, abraços calorosos, beijos ternos, cumplicidade infinita, datas, sorrisos e piscares de olhos.  Amar é tomar conta das crianças quando o outro precisa de sair com amigos. É saber ceder e encontrar um compromisso onde ninguém ganha a 100%, mas é um equilíbrio saudável onde todos vivem felizes.

Mostrar aos teus filhos que amas a sua mãe é saber pedir desculpa. É saber admitir um erro. É dizer-lhe que a amas. É fazer tudo isto à frente deles.

Cada vez que eu digo ao meu filho que amo a mãe dele, ele revira os olhos e diz:  “Eu sei, pai.” E brinca a dizer que a água é molhada. É uma realidade da vida dele. E eu adoro que assim seja. Eu sei que isto lhe dá segurança. Independentemente do que se passa na sua vida, quando chega a casa tem sempre os pais que se amam e o amam a ele. Eu que venho de uma família desmoronada, sei o importante que isso é.

Na verdade, se não mostrares à mãe dos teus filhos que a amas, então o que raio é que lhe mostras? No caso do meu pai era indiferença. Era evitar o confronto. Era o silêncio de duas pessoas que tinham estado apaixonadas mas que se tinham perdido pelo caminho.

Só após mais de uma década de casamento é que consegui perceber o que é que correu mal com os meus pais, e o que é que eu podia fazer para evitar para que isso acontecesse comigo. O que poderia fazer para ser um melhor pai e marido do que o que eu tive.

Pais, posso garantir-vos que se começarem a mostrar o vosso amor em acções, o vosso casamento, a vossa família, a vossa dinâmica, e tudo o resto vai ficar mais funcional, mais próximo e mais sólido.

Esta é a nata do casamento. É a tal manutenção conjugal que se ouve falar. É o que os teus filhos precisam para se sentirem mais seguros e confiantes.

Este é o melhor investimento que podes fazer. Confia em mim!

 

Recomendado: Carta ao meu marido nesta fase complicada do casamento

 

Por Clint Edwards publicado originalmente em  ScaryMommy

Quando os meus filhos eram mais novos, eu questionava-me o que tinha eu feito para merecer crianças com tanta personalidade. Eu olhava para as outras famílias e os filhos eram tão fáceis de agradar e de lidar. Os meus filhos sempre foram muito vivos. Muitas vezes eram mesmo desobedientes. Testavam constantemente a minha paciência. Ou as coisas corriam à maneira deles, ou não havia maneira possível – quando obrigados, faziam birras, gritavam e esperneavam até conseguirem o que queriam. Cheguei a questionar-me se esta vontade própria toda seria genética, e a quem é que eles teriam saído?

Num domingo, à saída da missa, o meu filho Andrew de 3 anos na altura, estava particularmente agitado. Enquanto ele gritava, uma senhora mais velha veio ter comigo e disse-me: “Os seus filhos são muito queridos

Olhei para o meu filho aos gritos, e perguntei se estava a falar com a pessoa certa.

“Eles são muito destemidos, o que significa que vão alcançar muito na vida”

Eu disse-lhe que esperava que ela tivesse razão, e confiante, a senhora assegurou-me que sim.

Confesso que, o que mais me surpreendeu foi o timming dela. Todos os domingos me via com os meus filhos na missa a debater-me com o comportamento deles, semana após semana. Ela sabia que passei mais tempo de pé a tentar controlá-los do que a ouvir os sermões. Não percebi porque é que escolheu aquele momento em particular para falar comigo. O meu filho estava aos gritos, a minha paciência praticamente a explodir e foi nesse momento que a senhora me veio dizer que eles tinham um potencial imenso.

Eu sabia que esta senhora não era uma mulher qualquer. Ela tinha criado 5 filhos fantásticos. Era daquelas pessoas que falava pouco, mas quando abria a boca os restantes paravam para ouvir, porque era a personificação da sabedoria. Quem me dera ser como ela!…

E lá ficou, ao meu lado, a dizer-me que estes momentos avassaladores com os meus filhos iriam passar. Ela sabia da luta interna que eu estava a viver: sabia que me questionava se valia a pena leva-los à igreja ou sobre o que poderia fazer para os educar melhor.

Eu quis desesperadamente acreditar nela. Mas como é que podemos ter certezas? Na verdade ela nem sequer conhecia os meus filhos!

Enquanto me ia embora, continuei a pensar nas suas palavras até que o meu coração se encheu de esperança e os olhos de lágrimas. Eu queria muito acreditar que esta senhora sabia de algo que eu não sabia. Aliás, eu acho que ela sabia MUITAS coisas que eu nem sequer sonhava. E quem sabe, talvez fosse a resposta às minhas preces. Uma garantia de que esta fase não duraria para sempre e que os meus filhos, aparentemente impossíveis, tinham tanta personalidade porque iriam precisar dela um dia mais tarde. Isto deu-me algum conforto na altura.

Tenho pensado muito nas suas palavras desde então. Eu lembro-me delas cada vez que estou a passar por momentos mais difíceis. Eu lembro-me delas sempre que uma fase destas a se transforma numa fase de crescimento e compreensão mutua. Eu lembro-me delas sempre que vejo crianças “impossíveis” a tornarem-se em adolescentes motivados e conscientes, cuja personalidade forte e a força de vontade se enraizou de forma a fortalece-los e fortalecer os que os rodeiam.

Hoje em dia, não tenho qualquer dúvida de que, há uns anos atrás, aquela senhora sabia exactamente o que estava a dizer. Ela sabia, e só agora é que eu estou a aprender que a personalidade forte numa criança não deve ser algo que nos assusta porque é uma excelente qualidade.

É claro que estas crianças precisam de orientação e exigem paciência extra. Estas crianças precisam de pais exigentes, lideres fortes que, gentilmente mas com firmeza, lhes lembrem que têm muito que aprender. E que o caminho que escolhem nem sempre é o melhor. Estas crianças exigem pais que lhes ensinem a canalizar a força de vontade em actividades construtivas, o que para elas, pode ser avassalador.

Houve momentos em que me senti a falar para uma parede. Houve momentos em que senti  a andar para trás e não para a frente. Houve momentos em que só me apeteceu baixar os braços e desistir e por vezes acabei mesmo por fazê-lo. Mas também houve momentos em que me senti o aluno e não o professor. Houve momentos que me sentei e fiquei a observar maravilhada a genica e a convicção dos meus filhos. Nestes momentos consegui visualizar a grandeza deles, ainda num processo de casulo.

Eu sei que tenho muito a aprender com os meus filhos. Até com o mais velho de 15 anos. E sei que faltam muitos anos para ver o resultado do meu trabalho com os meus filhos. Sei que por mais que me esforça, nada me garantirá que se tornarão em adultos respeitáveis e felizes. No entanto estou num ponto em que confio nas palavras daquela senhora, cuja sabedoria excedia largamente a minha, ainda hoje em dia. Estas palavras deram-me a força que precisei para superar as fases mais difíceis.

Talvez também consigas encontrar conforto e força nas palavras dela. Confia nelas, como eu confiei, quando não conseguires guiar-te na floresta. Confia nelas quando te questionares se a lagarta algum dia se vai transformar em borboleta. Apoia-te nelas quando a tua paciência for levada ao extremo e quando tiveres a certeza de que, um único dia a mais vai acabar contigo.

Confia nestas palavras. A minha amiga sabia o que dizia.

 

Artigo publicado originalmente em Simplyforreal

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