Todas as mães têm um nome

Se há coisa que me incomoda desde que me tornei mãe é ter perdido a  minha identidade. Não por me ter dedicado exclusivamente à maternidade ou por ter deixado de ter vida social, ou deixado de trabalhar. Até porque não é o caso. Mas porque onde quer que vá passei a ser a Mãe. Deixei de ter nome. Eu, e todas as outras mães, passamos a ser, não só mães dos nossos filhos, mas aparentemente de toda uma classe trabalhadora que agora nos trata por “mãe”..

Há tempos que andava a pensar escrever sobre o tema, mas encontrei este texto maravilhoso do Prof. Eduardo Sá, publicado na revista Pais & Filhos, onde diz tudo. Ora leiam!

As mães – todas as mães! – deviam insurgir-se contra todos aqueles que – sendo médicos, psicólogos, professores, educadores ou enfermeiros – as tratam, simplesmente, por “mãe”. Isso não está certo! Aliás, qualquer “Ó mãe!…” – utilizado de forma sorrateira – devia ser duramente tributado por “uso indevido”. Por acaso qualquer um de nós, que ame a mãe, permite que uma função sagrada como essa seja indevidamente usada em favor duma sogra, por exemplo, por mais que o nosso carinho por ela seja verdadeiro e não esteja convalescente? E será razoável que à função de mãe se associe uma interpelação do género: “Ó, faz favor!?…”, como se, em vez dum apelo aveludado, alguém tivesse coletivizado a sua função num clima do género “é tudo nosso” que ninguém suporta?

Mas, desde quando é que as mães – que são preciosas e insubstituíveis – permitem que alguém desqualifique o seu jeito singular e, no lugar de lhes falarem no tom doce (de quem não se sente ao nível dos milagres que o seu amor promove mas, ainda assim, as olha nos olhos, e lhes estende os braços, esperando que elas os segurem e acarinhem) lhes diga: “Ó mãe”? Que, ainda por cima, roça o indelicado, porque parece que este “Ó mãe” é dito de cima para baixo, como se mãe não fosse aquilo que mais distingue e engrandece o coração duma pessoa e se tivesse transformado num aspeto menor que não merece nem o cuidado nem a dedicação que qualquer mãe exige a todos aqueles que agradecem só por ela existir!
Que ideia é esta de fazer de qualquer mãe um slogan parecido a “todos diferentes, todos iguais”, magoando-a com aquilo que ela tem de mais sagrado? Porventura serão as mães iguais a todos os demais? “Ó mãe?…” Mas pode, por acaso, alguém evocar o nome de Deus em vão? E se não pode (ou não deve, como preferirem) com que direito há quem o faça à mãe, que é “o Seu braço direito”?

Ora, respeita-se isto das pessoas deixarem de ser formais. Sobretudo se os colarinhos abertos vierem acompanhados de um coração desabotoado. Mas “mãe” tem qualquer coisa de cerimonioso. Deve manusear-se com delicadeza. Mãe é filigrana! Que se estejam a tirar os doutores e os engenheiros do nome de muitas pessoas todos nós percebemos. Sobretudo se, com isso, valorizarmos mais o caráter e a atualidade humana do que, propriamente, a formação ou a função. Mas mãe não é título académico: é atributo divino. Logo, qualquer “Ó mãe” que não seja usado “por quem de direito” devia ser interdito. Primeiro, porque num acesso pateta que parece pôr a igualdade acima de todas as coisas, pressupõe que uma mulher não tenha um nome, e que tem mais é de ser mãe. Depois, porque não faz sentido que um termo íntimo se tansforme num utilitário ao serviço de qualquer estranho.

Mãe é mãe! Mãe é um “petit nom” de “A Minha Mãe”! “Mãe” pode até ser um substantivo comum. Mas “minha”, podendo parecer um pronome possessivo, significa que ela nos pertence, no sentido de fazer, intimamente, parte de nós. Já o “A” confere-lhe um sentido em tudo diferente daquele que teríamos se nos referíssemos a ela como “uma” mãe. Porque ninguém troca o definido pelo indefinido, “A Mãe”, dá-lhe a singularidade e a exceção que qualquer “Ó mãe” lhe retira. Aliás, um banal “Ó mãe” quase parece uma forma de se atestar que não se pode ser “A Mãe”. “Ó mãe” é transformar o “minha” em “nossa”, o que, convenhamos, é desaforo. Até porque “Mãe” é uma espécie de três em um: substantivo, adjetivo e nome próprio. Só ao alcance de quem o merece. Mas, seguramente, nunca acessível a qualquer “Ó mãe”!“Ó mãe” usa-se de várias formas. “Ó mãe?…” usa-se em discurso direto quando se pretende chamar ou interpelar, sem direito ao “já vou” com que todas as crianças mandam a mãe à despensa ver se os filhos lá estão.O “Ó mãe” que anda por aí até podia ser “Oh mãe!”. E com essa exclamação de espanto tudo mudava de figura. Mas não. O “Ó mãe” original é uma interpelação para uso exclusivo dos filhos. E só mesmo “A sua” mãe merece esse carinho. Faz lá sentido que um técnico, seja ele qual for, fale para a mãe como quem lhe está a pedir pão com marmelada, ou a chamá-la para tentar não fazer os trabalhos de casa sozinho ou a desafiá-la para um suplemento de mimo, mesmo que vá no sentido de se escapar, por uma vez, da sopa? Aliás, os “Ó mãe” das crianças vêm embrulhados por toneladas de algodão doce, e servem para elas darem um jeitinho muito seu ao lado mais tempestuoso de todas as mães sempre que elas se esganiçam. Por acaso os outros “Ó mãe” serão assim? Não! São secos e funcionais, chegando a parecer quase uma advertência. São um “Ó mãe” embrulhado por um celofane com um laçarote do género: “Veja lá o que é anda a fazer!”.

Ora, que a mãe, fazendo uso do seu estatuto, tenha o direito a dizer “Onde é que tu andas com a cabeça?” ou “Vê lá onde pões os pés!”, todos entendem. Agora, que pessoas singulares façam de entidade reguladora de todas as mães já é outra cantiga!
Estamos de acordo: “Mãe?” pode ser uma versão minimalista de “Ó mãe?” e pode confundir–se com “Mãe?” de “Oh mãe?!”. Mas querem lá ver que agora as mães têm de andar a matar a cabeça com estas coisas? Aliás, parece-me a mim que se as mães não se enfurecem como leoas sempre que um cidadão lhes diz “Ó mãe”, isso não se deve tanto à forma como elas amam quem as trate dessa maneira. É que entre nomes próprios, adjetivos, substantivos, espanto e interpelação, versões com h e sem h, e entoação com açúcar e entoação com arestas, é tamanha a confusão que a mãe sente em cada “Ó mãe” que, movidas pelo benefício da dúvida, as mães guardam os “pagamentos por conta” com que se zangam por antecipação para as birras com que presenteiam aos filhos, de vez em quando, e – ensarilhadas por tantas dúvidas – optam por “jogar à defesa” ou por contarem até 100 antes de esganarem os incautos que evocam em vão o seu nome.
Resumindo, se preferirem: quem tem uma mãe tem (quase) tudo; quem tem muitas mães é bem capaz de não ter (mesmo) nada. Sendo assim, este “Ó mãe” que parece fazer de todas as mães A Mãe de todas as pessoas, devia acabar! Eu sei que Deus não podia ter um nome, porque senão deixava de ser Deus. Compreende-se. Que sentido faria se Deus se chamasse Ermelinda ou Hermenegildo, por exemplo?

É claro, também, que todas as mães têm um nome: mesmo que se chamem Sónia Vanessa ou Domicília, por exemplo. Serão, se for assim, e quando muito, “A Mãe da Marta” ou “A Mãe do António”. Tudo com maiúsculas, porque a seriedade da bênção que isso representa não é para menos! Já o “Ó mãe” é um “tu cá, tu lá” que roça a falta de respeito. Até porque Mãe, sem mais nada, é para uso exclusivo dos filhos. Está para os nomes próprios como Hermenegildo ou Ermelinda para o nome de Deus. Não existe! Mãe é substantivo, adjetivo e nome próprio. Só faz sentido se juntar espanto e interpelação. Entoações com assinatura. E declarações de amor a torto e a direito. O que, convenhamos, não se admite a qualquer um que decida evocar o “nome de Deus” em vão! – Prof. Eduardo Sá, para A Revista Pais & Filhos

Um estudo realizado no Reino Unido, revela que as pessoas mais inteligentes apresentam menor capacidade de concentração

Desde crianças que nos exigem concentração. Foco. Na escola, nas brincadeiras, nos desportos, em tudo o que fazemos, temos de nos mostrar concentrados. Uma criança que disperse de uma acção com facilidade será, na melhor das hipóteses, conotada como uma criança distraída. Quando as distracções são recorrentes, as crianças são sinalizadas pela escola, para que seja feita uma avaliação psicológica.

Crianças com uma capacidade intelectual superior podem ter mais dificuldades em se concentrar devido, entre outras coisas, à grande quantidade de ideias que fervilham nos seus pequenos cérebros.

Por que razão as crianças mais inteligentes se distraem com mais facilidade?

Steelcase, uma companhia de soluções de trabalho no Reino Unido analisou os resultados elaborados por neurologistas e investigadores cognitivos com trabalhadores de diferentes empresas. O estudo revelou que as pessoas mais inteligentes podem ter mais dificuldades em decidir que ideias priorizar, conduzindo-as à distracção e afectando a capacidade para suportar e concluir múltiplas tarefas. 

Assim, os cérebros mais inteligentes podem ‘ficar aquém do potencial esperado’, já que ao contrário de render mais, tendem a distrair-se com coisas como fazer um telefonema pessoal, perder-se nas redes sociais, arrumar uma gaveta, tentar ver o que faz o colega, prestar atenção a um som estranho que vem da rua…etc

O baixo rendimento pode, também, ser uma constante em crianças com capacidades intelectuais superiores quando:

– Se distraem com muita facilidade.
O cérebro destas crianças entende tudo, a toda a hora e em qualquer situação, por isso podem sofrer sobrecargas emocionais e sensoriais. São desorganizadas, não prestam atenção às coisas mais comuns e mais práticas do dia a dia, processam de forma mais lenta a informação menos relevante e por vezes bloqueiam quando o seu cérebro está cansado. É muito comum que pareça que nem sequer estão a ouvir quando se fala com elas. Parecem estar no mundo da lua, mas muitas vezes estão num pensamento muito mais desafiador do que a conversa que estava a decorrer.

– São altamente criativas e percebem as sensações de forma aumentada.
Todos os seus sentidos, ouvido, tato, visão, paladar e olfato, estão muito mais desenvolvidos. Por isso é normal que a sua atenção esteja dirigida a coisas que passam despercebidas aos restantes, e que funcionam como inputs para o desenvolvimento de soluções intuitivas e inovadoras.

– Muitas vezes chegam a ser diagnosticadas como TDAH.
São, frequentemente, crianças muito agitadas, inquietas e têm uma inesgotável necessidade de realizar um sem fim de atividades. A quantidade de estímulos que recebem e a vontade de dar resposta a todos, faz com que se tornem crianças mais agitadas e impacientes.

– Se fartam rapidamente das actividades propostas.
Nestas crianças é usual o tédio leva-las a desconectar-se  de forma a parecerem distraídas. Gostam de aceitar novos desafios, mas são impacientes ao ponto de se desinteressarem quando algo leva muito tempo a concluir. No fundo já entenderam o processo, e não sentem necessidade de realizar a tarefa até ao fim, principalmente quando há tantos estímulos à sua volta a desafia-las.

A distracção é usualmente conotada como um defeito, mas na verdade é uma reação do cérebro ao descanso, a deixar de fazer uma tarefa que não lhe agrada, a querer avançar noutros aspectos

Os neurónios do lóbulo parietal superior do cérebro, são os responsáveis por estas distracções: quanto mais matéria cinzenta temos, maior a propensão a sermos distraídos. Com a idade e o amadurecimento do cérebro, diversos neurónios e conexões nervosas são destruídos, reflectindo-se numa maior capacidade de concentração em adultos.

Por isso, se lhe dizem constantemente que o seu filho está na Lua, não se preocupe: ele há-de voltar ao planeta Terra e possivelmente com muito mais certezas do que nós!.

 

Por Alba Caraballo adaptado por Up To Kids®, baseado em A mente é maravilhosa

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Déficit de atenção?

A melatonina é usualmente prescrita a adolescentes e crianças com dificuldades para dormir.

«A chamada “hormona do sono”, quando ingerida em forma de suplementos, pode causar perigosos efeitos colaterais aos mais novos» –  Jornal de Pediatria e Saúde Infantil da Austrália.

A falta de sono de teu filho está a começar a reflectir-se no seu desempenho escolar. Já tentaste estabelecer uma rotina de sono consistente, sem sucesso. Tu própria já estás a enlouquecer com a privação de sono, de tal maneira que actualmente sofres de insónias. Já ouviste dizer que a administração de melatonina – uma hormona natural – pode ajudar. O teu pediatra até já te falou no assunto. Mas será realmente benéfico e poderás dar ao teu filho em segurança? A Dra. Judith Owens, diretora do Sleep Center no Boston Children’s Hospital, respondeu: “Provavelmente. Mas na verdade, ninguém sabe ao certo.”

O que é a melatonina?

A melatonina disponível nas farmácias e lojas de alimentos saudáveis é uma forma sintética de uma hormona produzida pelos nossos cérebros e que nos ajuda a dormir. A nossa própria melatonina ajuda a regular os relógios circadianos que controlam não apenas os nossos ciclos de sono / vigília, mas praticamente todas as funções do nosso corpo.

A melatonina é normalmente libertada à noite, estimulada pela ausência de luz. Na parte da manhã e durante o dia, a produção desta hormona, é em grande parte desligada.

A melatonina pode ajudar o meu filho a dormir? 

Está provado cientificamente que a melatonina pode reduzir o tempo que demoram a adormecer as crianças com sonos desregulados, incluindo crianças com TDAH, autismo e outras doenças de desenvolvimento neurológico. Mas a melatonina não as ajuda a permanecer a dormir mesmo quando administrada em suplementos de acção prolongada. São muitas as razões que podem causar problemas em adormecer às crianças: Ansiedade, sintomas de pernas inquietas ou uma hora de ir dormir descoordenada da do seu horário biológico, são apenas alguns. Antes de considerar a melatonina, peça ao seu pediatra que faça uma avaliação completa de outras possíveis causas. A maioria dos problemas de sono são facilmente resolvidos com medidas comportamentais ou outro tipo de intervenções. Caso prático: a melatonina não vai ajudar uma criança ou adolescente que esteve ligada a gadgets antes de adormecer! Esses dispositivos tecnológicos emissores de luz suprimem a melatonina.

É seguro administrar melatonina a crianças? É natural que, cada vez mais os pais revelem preocupações relativamente a este tema. Se fizermos uma pesquisa na net iremos encontrar muitas mensagens e até estudos contraditórios:

“A melatonina não deve ser administrada em crianças. É POSSÍVELMENTE inseguro. A melatonina pode interferir com o desenvolvimento durante a adolescência. ” – Medline Plus

“De acordo com mais de 24 estudos, administrar melatonina às crianças é seguro e tem sido utilizado com pouco ou nenhum efeito colateral.”  Naturalsleep.org

“Embora pareça seguro administrar doses baixas de melatonina a criança para as ajudar a dormir, é necessária a realização de mais pesquisas para se poder dar resposta às perguntas persistentes”. – livestrong.com 
Nós tendemos mais pela última afirmação. Em geral, a melatonina parece ter poucos efeitos colaterais em crianças, a maioria deles de menor importância, como dores de cabeça, enurese noturna e enjoos matinais. Estes efeitos secundários são menos prejudiciais do que a privação de sono em crianças, e por vezes compensa o risco. No entanto, existem preocupações pertinentes baseadas em estudos efectuados em animais, onde se concluiu que a melatonina pode afetar as hormonas relacionados à puberdade. A verdade é que ainda não foram realizados ensaios a longo prazo em seres humanos não se podendo, assim, confirmar confirmar esta teoria.

O autor do estudo e chefe do Laboratório de Fisiologia do Ciclo Circadiano do Instituto de Pesquisa Robinson, da Universidade de Adelaide, na Austrália, David Kennaway tem desenvolvido pesquisas sobre a melatonina há mais de 40 anos e diz, na publicação, que os malefícios do uso da hormona em bebés, crianças e adolescentes irão verificar-se mais tarde:  “Os estudos experimentais realizados nos mamíferos não-humanos, destacaram maiores alterações na puberdade e na sazonalidade da fertilidade, a nível de metabolismo, controle da pressão sanguínea e função do torax. Tendo em vista que a melatonina não é resolve a questão do tempo de sono e que sabemos muito pouco ainda sobre como age no corpo, eu não acho que valha a pena colocar a saúde das crianças em risco” ­

Outro factor que tem suscitado polémica, são as concentrações reais de melatonina, que podem variar de produto para produto ou mesmo de lote para lote. Isso pode afetar tanto a segurança quanto a eficácia. Por essa razão, alguns especialistas recomendam comprar melatonina de grau farmacêutico, que poderá ser mais confiável em relação à dose.
Em que casos não se deve administrar melatonina?

Como mencionado acima, as crianças perdem o sono por variadas razões. Evite a melatonina: ·         Se a insónia é situacional (decorrente da ansiedade sobre um novo ano letivo, por exemplo) ·         Se a insónia é de curto prazo (causada por uma infecção no ouvido, por exemplo) ·         Se a insónia é devido a uma causa física subjacente (como apneia do sono ou pernas inquietas) ·         Se o seu filho tem menos de 3 anos de idade. ·         A melatonina nunca deve substituir as práticas de sono saudável: uma rotina regular, apropriada para a idade e consistente na hora de dormir, sem cafeína e sem o uso de aparelhos electrónicos antes de ir para a cama.

A não esquecer:

Nunca dar melatonina por auto-recriação. Apenas com prescrição médica.A Melatonina terá menos riscos e mais benefícios nos casos em que a criança tem dificuldade em adormecer mas já dorme a noite toda, e se for administrada em combinação com intervenções comportamentais caso a caso, e práticas de sono saudável.

Fontes Thriving, estudos Laboratório de Fisiologia do Ciclo Circadiano do Instituto de Pesquisa Robinson, da Universidade de Adelaide, na Austrália, e  Jornal de Pediatria e Saúde Infantil da Austrália.

Adaptação e tradução Uptokids®

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As crianças de hoje são os adultos de amanhã

De há uns anos para cá, frases como: “ A juventude está perdida”; “ Os jovens de agora não sabem o que querem”; “ Eles (os jovens) não percebem o que é a vida”, têm sido muito frequentes nas bocas dos “mais velhos”, ainda que sempre tenham sido proferidas ao longo dos tempos, nas mais diversas épocas geracionais. Há uma ideia construída ao longo das diversas gerações de que na actualidade (nas suas diversas actualidades) a juventude estará a incorrer numa série de comportamentos menos positivos. Contudo e até agora, nunca tínhamos realmente verificado algumas dessas ideias, e muito menos, as repercussões das mesmas na saúde mental das crianças e jovens.

A depressão infantil é um exemplo dessas repercussões. Segundo dados do National Institute for Health and Care Excellence (NICE), no Reino Unido, já são mais de 80 mil crianças diagnosticadas anualmente, 8 mil delas menores de 10 anos. Em maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que o transtorno depressivo é a principal causa de incapacidade de realização das tarefas do dia a dia entre jovens de 10 a 19 anos. No Brasil por exemplo, estima-se que a incidência do distúrbio gire em torno de 1 a 3% da população entre 0 a 17 anos, o que significa, mais ou menos, 8 milhões de jovens. Estes indicadores verificam-se igualmente em Portugal, com o mesmo tipo de preocupação. Em paralelo, o isolamento social, situação grave que afasta as crianças e jovens da integração social e afectiva ( que supostamente deveria ocorrer desde cedo e de forma constante), e que anda naturalmente a par com a depressão, vai provocando um afastamento dos parâmetros sociais naturais nos seres humanos, tais como a relação com o próximo, como se faz essa relação, como comunicar com o outro, como lidar com o conflito, como gerir o mesmo, como lidar com a relação amorosa com o outro, etc. Por outro lado, junta-se ainda o aumento da falta de acompanhamento de alguns pais, nalguns casos e não tão poucos assim, a alienação parental completa, cujas razões são diversas, umas compreensíveis outras nem por isso, mas que no fim, todas têm repercussões no desenvolvimento emocional e psicológico da criança e jovem.

A verdade é que os problemas referidos acerca das crianças e jovens são cada vez mais verificados e comprovados. Isto traz-nos uma preocupação acrescida não só do ponto de vista da saúde mental e emocional destas crianças e jovens, mas também, da reflexão de como será a sua inserção num mundo cada vez mais exigente, mais implacável e mais limitativo. Parece que após um longo período ditaturial, a noção de direitos do cidadão na sociedade que foi felizmente conquistado, veio dissociado da noção de obrigação do cidadão para com mesma.  A verdade é que na construção da identidade humana ( personalidade), as regras, normas, limites têm uma função avassaladoramente importante, construtiva, orientadora e securizante. Saber aceitar o não de alguém, de algo, tem o mesmo valor que saber dizê-lo. Mas a sociedade, de forma inconsciente, tem vindo a desresponsabilizar as crianças e jovens, fazendo com que as normas sociais, limites éticos, responsabilidade para com o espaço vital de cada um, respeito pela diferença, motivação para o trabalho, cumprimento de regras, resistência à frustração de não conseguir as coisas à primeira, entender que nem sempre quando nos esforçamos vamos conseguir, pareça coisa de ficção científica. O que para uns (pré-ditadura e talvez a primeira geração pós 25 de Abril) conquistar algo exigia determinação, esforço, dedicação, sacrifício, sabendo que nada seria imediato, nalgumas crianças e jovens  da actualidade recente (grande maioria) a quem chamo de “geração pipoca” ( pois tudo tem de ser feito/adquirido de forma imediata),  querem tudo para ontem, com pressa, sem resistência à frustração por não terem logo o que desejam, sem que façam esforço para tal, sem que trabalhem para tal, sem que se sacrifiquem para tal.

Apesar das dificuldades, trabalho ( tal como muitos dos meus colegas) todos os dias para que estas crianças e jovens sejam amanhã adultos felizes, realizados e trabalhadores e  para que cada vez mais os pais se disponibilizem para entender de que este não é o caminho ideia para os seus filhos hoje, cidadãos amanhã.

Por Patrícia Câmara Pestana, para Up To Kids®

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Uma criança não nasce para estar sentada a ver televisão ou agarrada aos gadgets. Uma criança não quer estar calada o tempo todo.

Uma criança saudável é espontânea, barulhenta, inquieta, emotiva e colorida

As crianças gostam de se mexer, de explorar, de experimentar coisas novas, criar aventuras e descobrir o mundo que as rodeia. Estão a aprender e são como esponjas, são brincalhonas natas, caçadoras de tesouros e potenciais furacões.

As crianças são livres, são almas puras que tentam voar e não querem ficar num canto amarradas ou com algemas. Não as façamos escravas da vida adulta, da pressa e da nossa escassez de imaginação.

Não as apressemos para o nosso mundo de desencanto. Tentemos potencializar a sua capacidade de se surpreender. Precisamos de garantir que tenham uma vida emocional, social e cognitiva rica de conteúdos, de perfumes de flores, de expressão sensorial, de alegrias e de conhecimentos.

O que se passa no cérebro de uma criança quando brinca?

Brincar traz benefícios para as crianças a vários os níveis (fisiológico-emocional, comportamental e cognitivo).
De facto, podemos falar de diversas repercussões inter-relacionadas com o brincar:

  • Regula o estado de ânimo e ansiedade das crianças
  • Favorece a atenção, a aprendizagem e a memória.
  • Reduz a tensão dos neurónios, favorecendo a tranquilidade, o bem-estar e a felicidade.
  • Magnifica a motivação física, e graças a esse factor, os músculos reagem dando mais motivação para continuar a brincar.

Isto favorece um estado ótimo para a imaginação e a criatividade, ajudando-as a aproveitar a fantasia que as rodeia.

A sociedade tem vindo a alimentar a hiperparentalidade, ou seja, a obsessão dos pais para que seus filhos alcancem habilidades especificas que garantam uma boa profissão no futuro. E enquanto sociedade e educadores, acabamos por nos esquecer de que o valor humano não se mede pelas avaliações escolares, e que se não abrandarmos o nosso empenho de priorizar os resultados, estamos a descuidar algumas habilidades de grande importância para a vida.

Os nossos filhos são pessoas pequenas que precisam de ser amadas independentemente de tudo. Não se definem pelas suas conquistas nem fracassos, mas sim por elas mesmas, únicas por natureza.

Enquanto crianças não somos responsáveis pelo que recebemos na infância mas, como adultos, somos totalmente responsáveis pelo que proporcionamos aos nossos filhos.

Simplificar a infância da criança, educar bem

A expressão “cada pessoa é única” precisa urgentemente de ser interiorizada. É uma expressão muito aplicada, mas na prática o que se verifica é uma tentativa de educar todas as crianças segundo as mesmas regras.
Este erro é muito generalizado, muito comum e nada coerente com a expressão oral aplicada.

Kim Payne, professor e orientador norte-americano, afirma que estamos a criar os nossos filhos com base em quatro perigosos pilares:

  • Excesso de Informação
  • Excesso de coisas
  • Excesso de Opções
  • Excesso de Velocidade

Impedimo-los de explorar, refletir ou libertarem-se da pressão imposta pela vida quotidiana. Estamos a empanturra-las de tecnologia, de brinquedos e de atividades escolares e extracurriculares.
Estamos a distorcer a infância e, o que é mais grave, é que estamos a impedir os nossos filhos de brincarem e de se desenvolverem.

Atualmente, as crianças passam menos tempo ao ar livre (muito menos). Por quê? Porque as mantemos “entretidas e ocupadas” noutras atividades que achamos mais necessárias, procurando que fiquem limpos e não se sujem de barro. Isto é inaceitável e, acima de tudo, extremamente preocupante. Analisemos algumas razões pelas quais precisamos mudar:

  • O excesso de higiene aumenta a possibilidade de que as crianças desenvolvam alergias, tal como demonstrou uma pesquisa do hospital Gotemburgo, na Suécia.
  • Não permitir que brinquem ao ar livre é uma tortura que enclausura o seu potencial criativo e de desenvolvimento.
  • permitir que se mantenham colados aos gadgets é tremendamente prejudicial a nível fisiológico, emocional, cognitivo e comportamental.

Podíamos continuar, mas realmente neste ponto, acredito que a maioria de nós já tenha encontrado inúmeras razões que mostram que estamos a destruir a magia da infância.

Como afirma o educador Francesco Tonucci:

“A experiência das crianças deveria ser o alimento da escola: a sua vida, as suas surpresas e as suas descobertas. O meu professor pedia sempre que esvaziássemos os bolsos antes da aula começar. Porque estavam cheios de testemunhas do mundo exterior: bichos, cordas, cromos, berlindes, etc que seriam potenciais distratores durante a aula. Atualmente devíamos fazer o oposto: pedir às crianças esvaziassem os bolsos na mesa da sala de aula. Assim seria possível integrar as crianças com os seus conhecimentos e trabalhar à sua volta”.

Esta, sem dúvida, é uma forma muito mais sadia de trabalhar, de educar e de garantir o seu sucesso. Se em algum momento nos esquecermos, deveríamos ter a seguinte nota mental muito presente: “Se uma criança não precisa de tomar banho com urgência mal entra em casa, é porque não brincou o suficiente”.

Esta é a premissa fundamental de uma boa educação.

 

Por Raquel Brito, publicado em A mente é maravilhosa

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Hoje em dia, a tecnologia e as redes sociais fazem parte do nosso quotidiano. As comunicações pessoais à distancia tiveram uma grande evolução nas últimas décadas. No meu tempo só existia telefone fixo com fio e cabines telefónicas na rua (não existia telemóvel ou internet), e a comunicação escrita era feita por carta.

Na minha infância e adolescência, passei muitas horas a brincar e a conversar na rua com amigos e em casa com a família. Quando alguém estava presencialmente com outra pessoa havia muito pouca distração. Tínhamos de investir no relacionamento “ao vivo”, demonstrar sentimentos, conquistar a simpatia dos outros. Hoje em dia estima-se que uma pessoa passe, aproximadamente, de três a quatro horas por dia on-line o que reduz muito sua convivência física com amigos e familiares.

Estamos a esquecer-nos de como amar

Fico impressionada quando vejo o desenvolvimento de formas de demonstrar emoções on-line (emojis, “a sentir-se” memos, etc. Será que isso não é reflexo da dificuldade de expressarmos as nossas emoções pessoalmente? Estamos a tornar-nos ótimos no marketing emocional externo, mas esquecemo-nos de como manifestar o afeto. Como ser carinhosos, como olhar nos olhos e dar atenção a quem está à nossa frente.

Será que não é medo de nos expormos, de revelarmos as nossas fraquezas? Digo isto, porque apesar da internet ser um meio real de conhecimento pessoal e um local onde se pode comunicar/dialogar, há um fator limitante que tendência esta experiência a ser uma ilusão: eu mostro apenas o que quero que vejam. Já no convívio direto os meus gestos, a minha entoação de voz, a linguagem corporal, a resposta imediata frente aos estímulos e minhas atitudes reais tornam-me muito mais vulnerável a ser realmente conhecida tal como sou.

Consequências da ausência dos pais

Claro que essa desconexão dos relacionamentos concretos é um problema. E torna-se muito mais grave (e com fortes repercussões) quando a conexão enfraquecida é o laço familiar os filhos, quer sejam crianças ou adolescentes. A criança nasce completamente dependente da atenção dos pais. À medida que vai crescendo, vai aprendendo a ter autonomia e tornando-se mais independente.

No entanto, a atenção real dos pais é indispensável para o saudável desenvolvimento emocional dos filhos. Vários estudos mostram que as consequências da ausência dos pais são graves e podem causar agressividade, tristeza, desenvolvimento de tiques e inclusivamente pode refletir-se na vida social e no desempenho escolar.

Presentes e ausentes ao mesmo tempo

Muitos pais estão presentes e ausentes ao mesmo tempo, ou seja, estão presentes fisicamente, mas estão constantemente on-line . A criança sente-se ignorada emocionalmente. Os pais passam muito tempo ligados a outras distracções, nomeadamente, Telemóvel, Ipad, notebook, TV…  Corpo presente, mente e atenção noutro lugar, com outro foco. Esta falta de atenção gera o sentimento de não se ser importante. De não se ser suficientemente amado para ter a atenção da mãe e do pai. Os filhos precisam de sentir que há envolvimento dos pais, que sentem o prazer da sua companhia, que se estão a divertir quando brincam ou fazem uma actividade em conjunto. O contacto físico e o carinho representam estabilidade e segurança para que os nossos filhos aprendam o que é um relacionamento afetivo.

Degraus do amadurecimento humano

Sabemos que a vida passa a correr, e por isso mesmo é preciso que o tempo designado para estar com os filhos seja de grande qualidade. São preferíveis trinta minutos de exclusividade do que o dia todo ao lado deles, mas constantemente nas redes sociais. Um dos grandes degraus do amadurecimento humano é aprender a dar importância ao que é importante. Eu sei que os teus filhos e a tua família são importantes para ti, por isso assume a tua posição e está presente. Presente de verdade, por inteiro e entregue aos teus filhos. Vais ver que te vais surpreender com a resposta deles quando te entregares por completo. Encontrar filhos abandonados emocionalmente pelas famílias é uma dura realidade. Não queiras fazer parte dessa estatística.

 

Por Roberta Castro, revista Canção Nova, adaptado por Up To Kids®

 

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Então, estragaste o teu filho com mimo?

Dar mimo é uma das melhores coisas que podemos dar aos nossos filhos. Transmite-lhes segurança, autoconfiança, ensina-os a ser afectuosos e a aceitar o afecto. Anima-os nos dias tristes e dá-lhes aconchego para a noite. Segundo o pediatra Mário Cordeiro, “não há mimo a mais” O mimo é sempre positivo. No entanto é importante saber distinguir o mimo de outras situações que muitos pais recorrentemente confundem com mimo. Falamos de chantagem emocional, de subornos, de promessas em troca da realização de qualquer tarefa que seria suposto a criança realizar sem contrapartidas. Esta situação permite que a criança ganhe força, e se torne num pequeno Hitler dentro da sua casa. Manipula os pais para comer, para se vestir, para tomar banho e para ir dormir. E os pais, cansados, acabam por ceder porque só querem que as coisas fiquem feitas e que o menino seja feliz.

“Não há mimo a mais” | Pediatra Mário Cordeiro

Se não há mimo a mais, podemos (e devemos) andar com os nossos bebés ao colo, dormir com eles, dar-lhes banhos prolongados, ler e cantar para eles até adormecerem, beija-los nos pés e nas pálpebras sempre que quisermos sem os “estragar de mimo.” Mas como é óbvio, não podemos fazer isso quando eles tiverem 16 anos. Nem 6. Porque a nossa função de pais, além de criar crianças felizes é criar adultos capazes. E para isso, a autonomia tem de começar desde cedo a ser trabalhada. Com a autonomia as regras, os limites e as responsabilidades. Sempre com muito amor e muito mimo, mas com firmeza para não descambar. Porque nos arriscamos a que o nosso bebé se transforme numa criança malcriada.

É fácil apontar os miúdos “mimados” na escola ou no parque, mas conseguiremos ter um olhar crítico sobre os nossos filhos?

A Pop Sugar fez uma lista de 10 sinais evidentes para perceberes se o teu filho é “um mimado”?

  1. Faz birras por tudo e por nada
    Já todas passamos por uma birra em casa ou no supermercado, mas se o teu filho usa este trunfo sempre que quer alguma coisa quer dentro de casa, quer na rua, então este é um bom indicador de que possa ser um mimado.

    birras

  2. Nunca está completamente satisfeito
    As crianças mimadas não ficam satisfeitas com o que têm e querem sempre ter o que vêem nos outros.

    Crianças instisfeitas

  3. Não ajuda nem que ajudar nas tarefas.
    São poucas as crianças voluntariosas nas tarefas domésticas. Mas a partir de uma certa idade já devem estar habituados a ajudar a arrumar os seus brinquedos e quartos entre outras coisas. Um mimado não quer ajudar em tarefa nenhuma, e se for preciso usa o trunfo birra para se escapar a esta obrigação.

    Tarefas domésticas e as crianças

  4. Tenta controlar os adultos
    As crianças mimadas não distinguem os pares dos adultos e esperam controlar os pais como muitas vezes controlam os pares.Controlar os pais
  5. Não partilham
    A partilha é um conceito difícil para uma criança adquirir, mas a partir dos 4 anos, e aprendendo através do exemplo, as crianças devem estar aptas e gostar de partilhar com os amigos e irmãos.
    Crianças que não partilha
  6. Tens de implorar para que realize uma tarefa
    Os pais são figuras de autoridade a quem as crianças devem obedecer quando lhes é feito um pedido. Não é suposto implorares ao teu filho para que realize uma tarefa.

    Implorar aos filhos

  7. Ignora-te
    Nenhuma criança gosta de ouvir a palavra “não”, mas se o teu filho te ignora não é bom sinal.ignorar os pais
  8. Recusa-se a brincar sozinho
    Aos 4 anos, uma criança deve estar disposta (e capaz) de brincar sozinha por um período de tempo. Exigir sempre a presença de um pai ou amigo para brincar nem que seja por 5 minutos demonstra sua necessidade de atenção.Crianças mimadas
  9. Tens de suborna-lo
    Os pais não devem ter que subornar os filhos quer seja com dinheiro, brinquedos, ou doces para que realizem tarefas rotineirasSubornar s filhos
  10. Envergonha propositadamente os pais em público
    Um deslize aqui e ali é normal, mas quando uma criança envergonha propositadamente os pais em público para obter atenção, a situação vai para lá de um ato isolado passando a ser uma atitude manipuladora de criança mimada.

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10 coisas que devemos dizer aos nossos filhos sem medo

O segredo das Birras

imagens@shutterstock

São palavras e expressões que são fundamentais para o desenvolvimento das crianças. Para dizer e repetir sem medo.

Se antigamente era comum os pais serem mais severos com os filhos, gritarem e até usarem a força física como forma de educar, hoje a maneira de impor limites e mostrar de quem vem a última palavra é outra (ainda bem!). Por aqui incentivamos o diálogo e uma postura firme mas nunca violenta.

Há tempos publicamos um artigo sobre “Como comunicar com os filhos de forma positiva e eficaz”.

Hoje, partilhamos este texto que destaca as palavras ou expressões que devemos dizer aos nossos filhos sem medo:

Não

Palavra simples, direta, objetiva, mas que representa muito no processo de desenvolvimento das crianças. O “não”, quando bem aplicado, tem efeito vitalício na vida das crianças. É usual os pais ficarem inseguros ao dizer Não. Afinal, ninguém quer ouvir de um filho frases como “Já não gosto da mãe”, ou “São os piores pais do mundo”. Mas, existem situações que não são negociáveis e certos comportamentos são inaceitáveis. Portanto, não podemos ter medo de pronunciar essa palavra quando percebermos que a situação pode sair do controle.

Sim

Outra palavra simples, mas de grande valia. Mais do que representar uma permissão, o “sim” transmite confiança à criança, mostra que estamos de acordo numa determinada situação. É claro que, da mesma forma que o “não”, o “sim” também tem o seu lugar. Por exemplo, se estão numa festa e o teu filho te pede para comer doces ou beber refrigerantes – sendo uma situação esporádica, a resposta pode ser positiva. Nestes casos é importante deixar claro que existem situações em que é permitido comer doces e beber refrigerantes e que esse sim não é extensível ao dia-a-dia. O bom uso do sim, também é importante para a disciplina.

Ou

Existem momentos na vida em família em que é preciso dar opções às crianças. Nestes casos o uso do “ou” é fundamental. O Ou dá-nos opções e saber escolher é um dos degraus para o desenvolvimento da autonomia, no entanto, uma autonomia supervisionada por nós. Por exemplo, se a tua filha quer ir vestida de princesa da Disney num casamento (quem nunca passou por isso?), podes propor algumas opções de vestidos. Quem vai escolher é ela, mas com a tua autorização.

A mãe não sabe

Ninguém sabe tudo, que bom! E quando nos tornamos mães/pais este facto não se altera em nada. Existem perguntas ou situações que os filhos nos fazem e que nós não temos resposta. Não tenhas medo de dizer “a mãe não sabe”, no entanto, é preciso sinceridade. Se te perguntam algo que não tens a menor ideia do que significa, responde: “Agora eu não tenho a resposta para essa pergunta, podemos investigar isso juntos? “ – Assim não só instiga a vontade e curiosidade de saber mais sobre algo, como tb cria uma atividade conjunta, ou “Agora eu não consigo decidir isso, filho. Vamos falar com o teu pai para sabermos a melhor forma de resolver essa situação? “. Admitir que não sabemos, e que também temos de pedir ajuda, é o primeiro passo para a aprendizagem.

Agora não é a melhora altura para falarmos sobre isso

Pode até parecer uma frase má para dizer às pessoas que mais amamos no mundo. Mas há momentos em que é melhor não falar do que explodir e dizer tudo e um par de botas, e da pior forma. Dizeres-lhe que naquele momento não queres falar com o teu filho, não fará com que ele pense que não gostas dele, antes pelo contrário. Quando perceberes que estás naquele momento de ebulição em que te vais transformar em Godzila , opta por dizer com calma que estás zangada/chateada e não vais falar com ele nesse momento. É honesto, verdadeiro e educativo. (Isto não se aplica a bebés e crianças muito pequenas)

Desculpa

Mesmo quando nos apercebemos que a situação está a sair do controle e nos afastamos, muitas vezes escapa-nos um grito ou exageramos na abordagem com os nossos filhos. Acontece a todos. Se viste que exageraste no “responso”, pede desculpas. Explica que, às vezes, também te descontrolas. O mundo precisa de pessoas que saibam pedir desculpa e pessoas que saibam perdoar. Pedir desculpa e perdoar transmite empatia, solidariedade e alivia a culpa (aos dois).

Obrigado

A famosa palavra mágica que tanto obrigamos a dizer também tem de ser dita por nós. Gratidão é (ou deveria ser) um dos princípios básicos para a convivência social. Quando o teu filho ajudar a pôr a mesa agradece. Quando se comportar ou mostrar que aprendeu algo, agradece. Agradece por tudo, e agradece-lhe também por ser como é.

O que é que achas?

As crianças estão em desenvolvimento e ainda não têm muita noção da forma como as coisas funcionam, mas isso não quer dizer que não tenham opinião ou personalidade. É muito comum subestimarmos a opinião dos nossos filhos acreditando que nós somos os donos da verdade. Enquanto estiverem a conversar, pergunta-lhe o que é que acha da escola, da professora, das aulas de natação. Isso estreita o vínculo familiar e possibilita que desenvolva a sua forma própria de ver o mundo, desenvolvendo a confiança em si próprio.

Ajuda-me

Ninguém vive sozinho, pedir ajuda é perfeitamente normal. Toda a gente precisa de ajuda e se temos filhos a quem podemos recorrer, ainda melhor. Existem diferentes formas de pedir ajuda às crianças e todas são benéficas para a relação. Podes pedir que guardem os brinquedos do quarto, ajudem a pôr a mesa ou apenas brinquem em silêncio por alguns momentos. Isso mostra que existe companheirismo e compreensão entre vocês.

Amo-te/Adoro-te/Gosto de ti até à lua

Esta não precisa de explicação. Diz sempre que quiseres, alto e em bom som.
É bom para quem diz e para quem ouve. Os nossos filhos agradecem.

 

Por Márcia Orsi, psicóloga especialista em Intervenção Familiar, para Pais & Filhos Brasil,
adaptado por Up To Kids®

imagem@Kingofwallpapers

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Praticamente não precisa de apresentações. É o Google Year In Search 2016. A mais espetacular retrospetiva do ano anterior. Este ano, particularmente, uma retospetiva triste com mais desgostos do que saudades.

Vale a pena assistir às imagens e estar atento à mensagem.

“E amor é amor é amor é amor é amor é amor é amor é amor, não pode ser morto ou posto de lado”

“And love is love is love is love is love is love is love is love, cannot be killed or swept aside”

P A R A B É N S!

Já temos vencedores!

PRÉMIO 1 – TODDLERS | 2 a 5 anos – Cidália Paiva 

PRÉMIO 2-  KIDS | 6 a 12 anos – Sara Santos

PRÉMIO 3 – DIETA DA CRISE – Teresa Chuva

Por favor enviem um e-mail com o vosso nome, morada, indicação do prémio e link da partilha para
uptokids@gmail.com

Obrigada a todos os que participaram, e fiquem atentos aos próximos passatempo!

Up To Kids®

 

Para acabar o ano em grande, a Up To Kids® em parceria com a B de Brincar, LEGO, Leya, Organii, Science4you e ainda com a Dieta da Crise vai oferecer 2 prémios de acordo com as idades dos seus filhos, e um prémio à mãe, que também merece!

PRÉMIO 1 – TODDLERS | 2 a 5 anos
B DE BRINCAR | Puzzle 3D em Madeira
LEGO | 1 LEGO® DUPLO O Desfile de Aniversário do Mickey e da Minnie
SCIENCE4YOU | Junior Building 4 em 1
ORGANII |  Um Bib, stage 3, Close Parent + gel banho (à escolha menino ou menina) da Topfer

PRÉMIO 2-  KIDS | 6 a 12 anos
LEGO | 1 LEGO® Friends Campo de Aventuras de Rafting

LEYA | 3 livros infanto-juvenis publicação Oficina do Livro

– Diário de Uma Rapariga Desaparecida, de Marsha Forchuk Skrypuch
– Uma Escola Muito à Frente, de Margarida Fonseca Santos e Maria João Lopo de Carvalho
– Adeus, Santa Clara – As Gémeas, de Sara Rodi

PRÉMIO 3- DIETA DA CRISE

Para celebrar os mais de 7000 likes, a Dieta da Crise oferece
uma participação GRATUITA num grupo da Dieta da Crise online, durante 4 semanas! 

* Esta oferta será para usufruir durante o mês de Janeiro. Nada melhor do que começar bem o ano;)

COMO PARTICIPAR

1. Fazer like na nossa página de facebook (obrigatório para concorrer a qualquer prémio)  e também na página das marcas envolvidas no prémio a que está a concorrer (se concorrer aos 3 prémios deverá colocar Like em todas as marcas). ?

Up To Lisbon Kids e/ou para quem vive mais a norte Up To Oporto Kids

B de Brincar | Toddler
Science4you  | Toddler
Organii | Toddler
Leya | Kids
Dieta da Crise | Dieta da Crise

2. Partilhar publicamente o nosso post do Facebook na vossa cronologia (Este aqui ⇓ )

3. Comentar a publicação no nosso FB com o nome do prémio a que concorre e Tag (link) para 3 amigos (Ex. – Prémio 3, João, Nuno, Zé) Em cada comentário poderá apenas escolher um prémio. (Neste post ⇑)

REGULAMENTO

O passatempo termina às 23h59 do dia 31 de Dezembro de 2016.

O vencedor será sorteado aleatoriamente através do programa Random.com, será anunciado tanto no site como no post do passatempo no facebook.

Não existe um número limite de participações, no entanto será apurado apenas uma participação vencedora por cada participante.

Este passatempo não é patrocinado, aprovado, administrado ou associado ao Facebook, sendo da exclusiva responsabilidade da entidade promotora. O Facebook exonera-se de qualquer responsabilidade relativamente ao passatempo.

PRÉMIOS DESCRIÇÃO

PRÉMIO TODDLERS | 2 a 5 anos

B DE BRINCAR | Puzzle 3D em Madeira

b-de-brincar

LEGO | 1 LEGO® DUPLO O Desfile de Aniversário do Mickey e da Minnielego_2a5 lego_2a5a
SCIENCE4YOU | Junior Building 4 em 1

science4youa-1

science4youa-2 science4youa-3 science4youa-4 science4youa-5

ORGANII |  Um Bib, stage 3, Close Parent + gel banho (à escolha menino ou menina) da Topfer

organii

PRÉMIO KIDS | 6 a 12 anos

LEGO | 1 LEGO® Friends Campo de Aventuras de Rafting

lego6a12

lego6a12a lego6a12b lego6a12c

LEYA | 3 livros infanto-juvenis publicação Oficina do Livro

Diário de Uma Rapariga Desaparecida, de Marsha Forchuk Skrypuch
Uma Escola Muito à Frente, de Margarida Fonseca Santos e Maria João Lopo de Carvalho
Adeus, Santa Clara – As Gémeas, de Sara Rodi

leya_diario_de_uma_rapariga_desaparecida

leya_7irmaos_uma_escola_muito_frente

leya_as_gemeas_adeus_santa_clara

 

DIETA DA CRISE

Uma participação GRATUITA num grupo da Dieta da Crise online, durante 4 semanas

Up To Kids®

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