P A R A B É N S!

Já temos vencedor!

Vanda Marques

Por favor envie um e-mail com  nome, morada, indicação do prémio e link da partilha para
uptokids@gmail.com

Obrigada a todos os que participaram, e fiquem atentos aos próximos passatempo!

GIVE AWAY | “O Segredo do Comportamento: O que o teu filho quer dizer-te e não consegue”

Para começar o ano de uma forma bem catita a Up To Kids® em parceria com a Mãe Catita, vão oferecer um lugar no imperdível workshop  “O Segredo do Comportamento: O que o teu filho quer dizer-te e não consegue”.

São 3h30 de curso, em Lisboa, onde vão ser exploradas as necessidades escondidas nos comportamentos das crianças e como aceder verdadeiramente a elas.

Uma ferramenta essencial para todos os pais conhecerem melhor os seus filhos e, a si próprios, o que vai permitir transformar de uma forma consciente toda a dinâmica familiar.

Mais informações sobre o curso: maecatita@gmail.com

mae-catita

COMO PARTICIPAR

1. Fazer like nas seguintes páginas de Facebook

Up To Lisbon Kids  e  Mãe Catita

2. Partilhar publicamente o nosso post do Facebook na vossa cronologia (Já a seguir ⇓ )

3. Fazer um comentário no nosso post do Facebook com link para 3 amigos (Este aqui ⇓ )

(Nota: o post está marcado no topo na página de FB, por isso não se vê a partir de telemóvel. Terá de aceder pelo computador, ou clique nos links dos pontos 2 e 3, ou aqui ⇓ nos comentários e vai lá diretamente!)

REGULAMENTO

O passatempo termina às 23h59 do dia 10 de Fevereiro de 2017.

O vencedor será sorteado aleatoriamente através do programa Random.org, será anunciado tanto no site como no post do passatempo no facebook.

Não existe um número limite de participações, no entanto será apurado apenas uma participação vencedora por cada participante.

Este passatempo não é patrocinado, aprovado, administrado ou associado ao Facebook, sendo da exclusiva responsabilidade da entidade promotora. O Facebook exonera-se de qualquer responsabilidade relativamente ao passatempo.

Up To Kids®

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Quer fazer um passatempo em parceria com a Up To Kids®? Envie-nos um mail para Uptolisbonkids@gmail.com, com o assunto “Parceria de passatempos“, indicando a marca que representa. Obrigada

As mães boazinhas ao criar filhos relaxados tornam-se incubadoras de adultos desleixados. 

O que é mais importante para uma mãe: manter a casa em ordem ou deixar os filhos à vontade, sem disciplina, e sem ordem? A resposta adequada seria: manter a casa em ordem e esperar que os filhos fiquem à vontade mantendo a disciplina e a ordem. Basta que sejam educados para isso.

O que é mais importante para uma mulher: um marido satisfeito, feliz e relaxado, à custa de cuecas atiradas para o chão e toalhas molhadas em cima da cama, ou um parceiro ordeiro e colaborativo? A resposta adequada  seria: um marido feliz, satisfeito, ordeiro e colaborativo que ajude a manter a casa longe do caos.

A verdade é que há situações que não se excluem, aliás, complementam-se.

Os filhos e os maridos  devem colaborar com a mínima ordem sob pena de se tornarem abusivos fora do convívio familiar. Não há felicidade na desordem. Não pode haver tolerância com a desordem organizada sistematicamente como se a desordem fosse a ordem.

Uma criança que cresce sem envolvimento com a ordem vai aprender a envolver-se com a desordem. Um adulto que em criança não se habituou a arrumar os brinquedos que usou, terá grandes possibilidades de vir a ser  pouco colaborativo, do género de se levantar da mesa sem ajudar a levantar os pratos e nem pensar em fazer a sua cama.

Não é de nenhum tratado filosófico que retirei essas conclusões; é da vida, da experiência, da análise prática.

Todas as crianças que são deixadas sem a disciplina da ordem criam uma desordem amplificada depois de adultos. As casas que habitam são uma confusão. As tarefas que deviam ser resolvidas diariamente passam a ser desempenhadas em prazos dilatados por semanas, meses, e anos. A louça é lavada quando não há lugar na bancada. As roupas vão para a máquina, quando o último par de cuecas vai para o corpo. Tudo é abusivamente acumulado.

Não há regras que possam valer para quem foi criado sem regras.

Há nos desordeiros domésticos uma forte tendência para se tornarem acumuladores, ou seja, guardarem todo tipo de lixo dentro e fora de casa. Começam por não catalogar objetos que, sem lugar definido, se misturam nas mais diversas categorias. Livros no chão fazem companhia a chinelos perdidos, documentos espalhados, almofadas abandonadas pelo caminho. As mais variadas coisas e “coisinhas” cujo destino é incerto, juntam-se às coisas maiores que se acumulam no chão, nas mesas, nas camas.

A Teoria do Caos prevê a grosso modo que, se uma casa for deixada limpa, arejada, arrumada, com todos os objetos nos seus devidos lugares, ao fim de um tempo relativamente curto o abandono se encarrega-se de instalar o caos.

Ou seja, todas as forças do Universo trabalham a favor do caos.

Não é preciso que façamos alguma coisa para que o caos se instale. Basta que não fazermos nada.

O pó rapidamente se depoisita sobre as superfícies em camadas sedimentadas (eu sei que vocês sabem disto), as aranhas fazem teias, o mofo expande-se nas áreas que guardam algum vestígio de humidade e tudo, absolutamente tudo, entrará em processo de desintegração e morte.

A vida pede a nossa colaboração para que o universo se mantenha em cadência de ritmo, harmonia, e perfeita intencionalidade da ordem.

Há mães que parecem ignorar esta necessidade e não inserem os filhos na cadeia da ordem. Deixam que se juntem à cadeia da desordem.

É a pior coisa que uma mãe pode fazer.

As mães boazinhas ao criar filhos relaxados tornam-se incubadoras de adultos desleixados. As mães muito boazinhas, inconscientemente, esperam que os seus filhos as amem mais, por isso e, no devido tempo, cobrarão que esse “amor” lhes seja devolvido.

Mães muito boazinhas são um problema existencial  quando os filhos crescem. Queixam-se constantemente e alegam quão boas foram para os seus filhos, e exatamente por terem criado filhos irresponsáveis, desleixados e relaxados,  não receberão de volta nem o amor nem a ordem minimamente necessária, que a última etapa de vida pede, para que se morra em paz.

Há dias  fui testemunha de um facto bastante humano e convincente: Quando se deparou com um quarto de pantanas,  a mãe o mandou o filho tomar banho e enquanto ele tomava o banho, confiscou-lhe o Ipad.

Ao sair, o filho perguntou:
– A mãe mexeu no meu Ipad?
– Sim. O Ipad só volta  quando o teu quarto estiver tão organizado como estava de manhã.”

Assim aconteceu por dois dias. Não foi preciso mais do que dois dias para que o hábito se instalasse.

Havia três hipóteses: arrumar o quarto enquanto o filho tomava banho; pedir-lhe que o arrumasse e andar todos os dias em cima dele elevando a voz cada vez mais;  exercer autoridade acompanhada da remoção de um privilégio que o filho dava valor: o Ipad.

Penso que esta mãe fez uma ótima escolha.

Então, é isto: mães eduquem os vossos filhos para a manutenção da ordem. É um benefício que irá fazer grande diferença (gigante) na vida adulta e que  é tão importante que até o ar, o céu, o sol, o mar, as árvores, as plantas, os rios, os peixes, os animais, os homens de boa vontade, a Terra, e o Universo agradecem.

Por Ana Maria Ribas Bernardelli para Contioutra, adaptado por Up To Kids®

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imagem@pixbay

O babywearing parece estar na moda. Tem tido um crescendo de popularidade e aparece ligado à parentalidade com apego e ao bem-estar dos pais e bebés, com estudos a reforçarem que as crianças carregadas em porta-bebés choram menos, dormem melhor e tornam-se mais confiantes e independentes.

Mas no dia-a-dia, a prática de babywearing gera uma dinâmica própria na família, em que cada membro familiar tem a sua perspetiva.

Na perspetiva da mãe

A perspetiva da mãe é uma perspetiva holística e recorrente. O babywearing permite inúmeros benefícios para a mãe e para o bebé, a curto, médio e longo prazo. A sua atratividade leva a mãe a decidir praticar, repetidas vezes ao dia, mas sempre com o retorno de longo prazo em vista.

03h50m

Sim. Foi a primeira vez que coloquei hoje a minha filha no pano. Estamos na altura dos dentes a nascer e às vezes nem a mama ajuda a aliviar a dor. A bebé desperta e quer colo e baloiço. Assim, aconchegada no pano, adormece rapidamente e não tenho que a segurar nos braços e poucos minutos depois podemos voltar para a cama para sacar mais uns minutos de sono.

09h10m

A primeira sesta do dia, no pano, nas minhas costas. Na verdade, já lá estava há algum tempo, cerca de meia hora. Como não dormiu bem durante a noite, de manhã estava um bocado birrenta e precisava de colo.

Mas eu não funciono bem sem café. E tinha que preparar o pequeno almoço do irmão mais velho, de 3 anos, não podia andar com ela nos braços.

Assim, no pano, as necessidades do bebé estão satisfeitas porque está perto da mãe, a descansar, e eu tenho a minha autonomia, fico com as mãos livres e consigo despachar trabalho e tratar da nossa rotina matinal.

A sesta só demorou 20 minutos mas valeu na mesma.

12h00

Sesta número dois. Que timing perfeito! Deu para tratar do almoço. Junto com o irmão preparámos uma sopa que ficou pronta exatamente quando a pequena decidiu acordar. Acordou com fome, mas quando viu a sopa logo quis e só mamou depois de papar a sopinha.

15h00

A bebé está cansada. Já não quer brincar e tudo a faz chorar? Vai para pano. Primeiro numa amarração ao peito, para lhe dar alguns miminhos, para dar montes de beijinhos e abraços, depois quando já não acha graça, vai para as costas. E? Pumba! O balançar do dia-a-dia parece ter a cadência certa para adormecer bebés. Vou avançando com os meus afazeres, sempre com a minha pequena colada a mim. E? É tão bom! E nem o entusiasmo do mais velho nas suas brincadeiras a acorda.

17h00

A sesta número três já ficou para trás há algum tempo, mas o dia já vai longo e a pequena começa a mostrar sinais de cansaço, sem paciência, birrenta, sempre à procura de mimo e de colo, mas a pedir chão no momento que chega aos braços. Mas ainda é cedo para a ir por na cama. Então volta para o pano. Está por perto, sente o meu cheirinho e vê tudo à volta. Mas quando quer pode esconder a cara no meu peito e proteger-se das redondezas.

19h30

Esta até pode parecer a hora de começar a preparar o jantar, mas o dia da nossa pequena já terminou. Começou cedo, às 03h50m e às vezes até me questiono como se aguentou até tão tarde. É pequena mas já se apercebe que desta vez não é para dormir uma sesta. Já compreende que o dia acabou. E luta bravamente contra. Mas apertadinha no pano, rapidamente se acalma e não demora muito tempo a adormecer, o que é bom, porque o dia da mãe também já vai longo. Mais mimo, mas desta vez para a mãe. A birra efusiva terminou e agora dorme como um anjinho debaixo do meu nariz e parece que este amor não cabe no coração e enche-nos o corpo todo de paz, orgulho e satisfação.

 

Por Julia Wronikowska Nunes para UpToKids®

imagem@BasiaGladysz

Estudo garante que focarmo-nos apenas na inteligência pode deixar as crianças desmotivadas, e ao valorizar a persistência estamos a criar empreendedores.

Existe uma tendência a associarmos, inconscientemente,o sucesso profissional e académico à inteligência de cada individuo.

Pessoas que possuem algum dom ou talento especial irão destacar-se tanto na vida académica como na profissional. Certo? Errado! A psicóloga e investigadora da Universidade de Stanford, Carol Dweck, que estuda motivação e perseverança desde os anos 60, garante que focarmo-nos apenas na inteligência e no talento pode deixar as crianças desmotivadas e com medo de aprender, enquanto que valorizar o progresso e a persistência irá produzir grandes lutadores e empreendedores.

ESTUDO:
Durante dois anos, os investigadores visitaram cinquenta e três famílias para registrar suas rotinas. As crianças tinham 2 a 3 anos de idade no início do estudo. Os investigadores, então, observaram e registaram como os diferentes pais elogiavam as suas crianças: uns enalteciam o esforço, outros os traços de caráter e outros elogiavam de forma neutra com palavras como “Que bom!”, “Uau!”, “Muito bem”.

Depois de cinco anos estas mesmas crianças foram entrevistadas, agora com 7-8 anos de idade.

CONCLUSÃO:
As crianças que tinham ouvido mais elogios pela sua persistência eram as mais interessadas em desafios. Para os perseverantes o foco do trabalho é encontrar os erros cometidos ao longo do processo e tentar corrigi-los para avançar.

Como podemos ajudar nossos filhos a desenvolver a capacidade e a vontade de se esforçarem?

  • Fique atento ao tipo de elogios que faz aos seus filhos. Em vez de enaltecer apenas os resultados, elogie o processo para chegar ao resultado. “Que bom teres tentado diferentes estratégias para conseguir resolver isso”, ” Eu vi que não desististe mesmo sendo uma tarefa tão difícil .” “Parabéns pela nota do teste, compensou o esforço!”
  • Estimule os seus filhos para a curiosidade e para o gosto em aprender – o termo em inglês usado por Dweck é “growth mindset”. Se as crianças acreditarem que o sucesso é resultado direto do quanto são (ou não) inteligentes, a motivação diminui: já que o sucesso está “predestinado” para que tentar?
  • Errar é humano e faz parte da aprendizagem. Não deixe que os seus filhos acreditem que falhar é algo horrível. Pelo contrário, mostre-lhes que o erro é apenas um desafio a ser superado. Não há razão para ter vergonha de errar ou falhar, se o erro nos fará progredir. Além disso, todos falhamos, temos dúvidas ou nos sentimos fragilizados em determinados momentos da vida – temos que ensinar os nossos filhos a ficarem tranquilos quando esses sentimentos aparecerem, para não se tornarem crianças muito vulneráveis e frágeis.
  • Conte histórias de sucesso que enfatizem trabalho duro e o desejo de aprender. Ensine-lhe que o cérebro é uma “máquina de aprendizagem” e que quanto mais a usarmos, mais forte ele fica.

Ensine aos seus filhos que eles podem ser tão inteligentes quanto queiram.

 

Por Tudo sobre a minha mãe, adaptado por Up To Kids®

 

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imagem@plus.google

O FANTÁSTICO MÉTODO DE MARIA MONTESSORI

Maria Montessori foi uma psiquiatra, pedagoga, filósofa, investigadora, educadora e voluntária italiana, nascida em 1870 cujo método por ela criado transformou a pedagogia no mundo inteiro.

Se na escola do teu filho existem mesas, cadeiras e cubas pequeneninas adaptadas à altura da criança é graças a Maria Montessori. Hoje em dia mais de 20.000 escolas de todos os continentes seguem o seu método de ensino. Já o mobiliário, ou seja, a adaptação do mundo adulto à criança foi uma ideia por ela criada e seguida praticamente por TODAS as escolas.

Tudo começou com uma constatação básica da vida: a criança é um ser completo, totalmente capaz e criativo. Apenas precisam de liberdade para desenvolver as atividades que matem a sua sede por conhecimento, atividades estas que lhes desenvolvem a concentração e consequentemente a disciplinaUm indivíduo disciplinado é capaz de se guiar sozinho quando necessário e seguir as regras da vida.

Mas para que tudo isso aconteça, é necessário dar-lhes liberdade de escolha para que cada uma delas possa explorar o que quiser, e assim, desenvolver o interesse que a levará à concentração.

Uma criança que trabalha não dá trabalho

A metáfora pode dar a ideia de que se trata de trabalho infantil. Nada disso. A palavra trabalhar poderia ser trocada por brincar, mas o método montessoriano usa mesmo o termo trabalhar pois, para Maria Montessori, a criança torna-se pessoa através do trabalho.

A educadora foi a primeira mulher a concluir o curso de medicina na Universidade Sapienza em Roma e começou a trabalhar com crianças com problemas mentais. Aquelas que eram vistas e tratadas como “coitadas”, (isto no séc. XIX) “incapacitadas ou menos capazes” Maria Montessori, via como capazes e passou a tratar estas crianças como tal ajudando-as no seu desenvolvimento. “Ajuda-me a fazer sozinho” poderia ser a frase que resume todo o seu ponto de vista sobre a necessidade infantil em explorar o mundo.

Passados mais de 100 anos, o Método Montessori foi adaptado às novas tecnologias através de apps e  materiais didáticos interativos (uma das fortes características montessoriana).

Não é necessariamente obrigatório teres acesso aos materiais didáticos para aplicares o método montessori na educação do teu filho. Basta não vê-lo como incapaz ou muito pequeno para desenvolver determinadas atividades que os pais geralmente acham, por exemplo, perigosas ou difíceis. As crianças são curiosas por natureza e deixá-las explorar o mundo como elas quiserem (dentro obviamente de um limite imposto) é colocar em prática o pensamento montessoriano.

Como começar?

Podes começar por uma simples mudança: deixa a criança ajudar em casa nas tarefas diárias. Outra característica do método montessoriano é individualizar a criança, ou seja, cada criança é única: uns gostam de matemática, outros nem por isso. Com dois anos de idade a criança pode fazer as atividades aqui sugeridas ou não. Lembra-te de que cada criança é única com ritmos e gostos próprios.

Deixamos uma lista de sugestões para as crianças até aos 3 anos, e de seguida a tabela montessoriana das tarefas adequadas à à idade das crianças a partir dos 2/3 anos.:

18 meses/ 2 anos:
Ajudar a descascar bananas, amendoins, ou tangerinas… Podes supervisionar mas não pressionar. Deixa o teu filho realizar a tarefa ao seu ritmo e que descubra sozinho a melhor maneira de o fazer, independentemente de achares que de outra forma seria mais fácil e rápido. Ele descobrirá isso sozinho.

A partir dos 2 anos:
Ajudar a espremer laranjas e a pôr o sumo do espremedor no copo, a cortar uma maçã, obviamente com uma faca não afiada ou de plástico, a cortar cenouras e outras verduras cozidas. Esta tarefa pode fazer com que o teu filho se interesse mais pela alimentação e tenha mais vontade de comer o alimento que cortou, e que ganhe mais prazer pela alimentação saudável.

Dicas: Os mais pequenos poder realizar diversas tarefas dos mais crescidos, como por exemplo: ajudar a preparar a comida, por exemplo, a usar o funil (eles amam um funil); a preparar biscoitos (há lá coisa melhor do que pôr as mãos na massa?); a pôr a mesa; a limpar o pó; a limpar o chão; limpar um vidro; ajudar na jardinagem; a lavar louça (nas escolas montessorianas, existem cubas baixinhas para as crianças usarem. Em casa, que tal deixá-las lavar, por exemplo o babete, num alguidar?).

 

Tabela Montessoriana

 

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Artigo publicado em greenme.com.br, adaptado por Up To Kids®

imagem@bergamosschools

“O meu filho ainda não fala – ou fala mal -, porque é muito preguiçoso” ou “basta dar-lhe tempo e ele vai começar a falar sem ajuda” são dois mitos muito comuns e que, com certeza, já disse ou ouviu alguém dizer.

Hoje em dia, ainda há uma grande tendência para desvalorizar as questões da Comunicação, Linguagem e Fala, colocando-as num patamar inferior ao do desenvolvimento motor e à saúde em geral. No entanto, estas três áreas são da maior importância já que, quando existem dificuldades, podem prejudicar o bem-estar da criança e da família, as relações com os pares e com os adultos, a autoestima e mesmo as aprendizagens escolares (ainda que, à data das dificuldades, a criança ainda não frequente a escola).

É também comum a ideia, disseminada por alguns profissionais de Saúde, de que “fazer Terapia da Fala antes dos 3 anos – por vezes, quando a criança ainda praticamente não fala, não dá resultado”. No entanto, devemos pensar exatamente o oposto – é importante que a intervenção seja precoce, de forma a não agravar, ou mesmo criar novos problemas.

Existem sinais de alerta que podem ser observados a partir do nascimento mas, para efeitos de Terapia da Fala, os pais deverão estar progressivamente mais atentos à Comunicação e à Linguagem do seu filho a partir dos 12 meses. Nessa altura, o bebé já deverá brincar (de forma adequada à sua idade) e reagir quando brincam com ele – sorrindo ou imitando – e produzir alguns monossílabos. A partir dos 18 meses, é esperado que já compreenda instruções simples, que diga palavras simples e que faça alguns pedidos, ainda que de forma rudimentar.

A partir dos 2 anos surge a maioria das capacidades linguísticas logo, nesta idade, os pais deverão procurar um Terapeuta da Fala quando a criança:

  1. tiver um vocabulário muito inferior a 50-200 palavras
  2. usar apenas vogais ou uma sílaba para dizer quase todas as palavras
  3. disser uma palavra uma vez e raramente a repetir
  4. não apontar para partes do corpo
  5. não fazer nem responder a perguntas sim/não
  6. não juntar duas palavras para formar uma pequena frase
  7. tiver dificuldade em imitar gestos simples ou mesmo comunicar maioritariamente por gestos.

É exatamente nesta faixa etária, dos 2 aos 3 anos que, atualmente, surgem mais crianças para intervenção. Por atribuirmos um grande valor à prevenção e à Intervenção Precoce, cada vez mais surgem famílias preocupadas em resolver todas estas questões para que não haja repercussões mais tarde.

Nesta fase, o trabalho é maioritariamente aquilo a que chamamos “de chão”. Utilizando brinquedos adequados à idade, ou mesmo os brinquedos da criança, são feitas pequenas “brincadeiras”, sempre divertidas e muito dinâmicas, com a finalidade de atingir os objetivos que pré-estabelecemos. Para uma maior continuidade do trabalho, e porque este tem de ser feito em equipa, são sempre dadas estratégias aos pais para irem pondo em prática em casa. A família é sempre membro integrante da equipa!

Quando as crianças já são mais velhas, os pais deverão estar sobretudo atentos a dificuldades de Articulação, Linguagem ou Leitura e Escrita. Quando existem queixas na escola relativamente a alguma destas áreas, a forma mais simples de saber se existe algum problema que deva ser trabalhado é através da realização de um rastreio.

A Ipsis Verbis oferece rastreios gratuitos ao domicílio e em escolas, no distrito de Lisboa onde, de forma imediata, diz aos pais se existe necessidade de uma avaliação e posterior intervenção. Todas as sessões são completamente personalizadas, baseadas no gosto da criança e, sempre que possível, realizadas com base na “brincadeira”.

Por Inês Peres Silva Terapeuta da Fala Ipsis Verbis®

Imagem@depositphotos

A infância tem o seu próprio ritmo, a sua própria forma de sentir, de ver e de pensar. A pretensão de criar os filhos segundo a nossa forma de sentir, ver ou pensar poderá vir a ser um grande erro, porque os filhos nunca serão cópias dos pais. As crianças são filhos do mundo e são feitas de sonhos, de esperança e de ilusões que constroem nas suas mentes livres e privilegiadas.

Há uns meses atrás saiu uma notícia que nos abalou e nos convida a refletir. No Reino Unido muitas famílias preparam as suas crianças de 5 anos para que com 6 anos possam fazer um teste de seleção que lhes permita acessar às melhores escolas de uma elite. Um suposto “futuro promissor” anda agora de mãos dadas com a perda da infância. Transformando em “concorrentes” crianças que deveriam estar a brincar.

Atualmente muitas mães e pais continuam com a ideia de acelerar a aquisição de competências dos seus filhos, de estimulá-los cognitivamente, de ouvir Mozart enquanto ainda estão na barriga da mãe. É possível que essa vontade de criar crianças aptas para o mundo esteja a formar crianças inaptas emocionalmente. Miúdos que com apenas 5 ou 6 anos já sabem o que é o stress, a ansiedade, e o medo de falhar.

É um peso muito grande para crianças tão pequenas, não acha?

Os nossos filhos e o retorno da exigência a longo prazo

Todos sabemos que nestas sociedades mutantes e competitivas é necessário que existam pessoas, acima de tudo, capazes de se adaptarem a este nível de exigências. Também não há dúvidas de que as crianças britânicas que conseguirem entrar nas melhores escolas de elite terão, no dia de amanhã, um bom emprego. No entanto, fica a questão:

Valerá a pena o preço emocional a pagar? Perder a sua infância? Seguir as orientações que os  pais programaram para eles desde os 5 anos de idade?

É de realçar que, até agora, não existem pesquisas conclusivas que sustentem a ideia de que forçar a aquisição de determinadas competências, como a leitura em crianças de 4 anos, seja positivo nem que isso repercuta a longo prazo no seu desempenho académico.

O que se consegue em muitos casos é que os miúdos comecem a conhecer dimensões como a frustração, o stress e principalmente, ter que se adequar às expectativas elevadas criadas pelos pais.

As crianças são feitas de sonhos e é preciso tratá-las com cuidado.

Se enquanto pais nos encarregamos de preparar os nossos filhos para um mundo tão competitivo que aos cinco anos exigimos que trabalhem para desenvolver competências académicas, então estamos a cortar-lhes as asas. Asas essas que, possivelmente, iam ajuda-los a conquistar os seus sonhos no futuro.

As crianças precisam de trabalhar as competências através da arte, da música, de brincadeiras espontâneas, da experimentação, das histórias contadas, das quedas da bicicleta, e acima de tudo através do amor da paciência e do apoio incondicional dos pais.

A parentalidade que respeita os tempos, ritmos e os sonhos da criança

Em vez de se tentar acelerar o desenvolvimento da criança, os pais deveriam optar pelo método da aproximação. Ou seja, facilitar o acesso às coisas e aos objectos, como por exemplo, aproximar os livros das crianças de 3 ou 5 anos sem obrigá-las a ler ou a iniciar a aprendizagem.

A curiosidade é o maior impulsionador do cérebro infantil, por isso recomenda-se que pais, mães e educadores uncionem como facilitadores da aprendizagem e não com agentes de pressão.

Preocupados com esta tendência de acelerar o desenvolvimento da criança, muitos pais e educadores começaram a procurar e a desenvolver abordagens que respeitem os ciclos naturais da criança, como por exemplo, “Parentalidade consciente” ou o “Slow Parenting”.

Slow parenting

O “Slow Parenting”, ou “Pais sem pressa”, é o fiel reflexo dessa corrente social e filosófica que nos convida a ir mais devagar, a ser mais conscientes do nosso meio. Por isso, no que se refere à criação, propõe-se um modelo mais simplificado e paciente, com o qual respeitar os ritmos da criança em cada etapa evolutiva.

Os eixos básicos que definem o Slow parenting são os seguintes:

  • A necessidade básica de uma criança é brincar e descobrir o mundo.
  • Não somos os “amigos” dos nossos filhos, somos os pais e temos de assumir esse papel. O nosso dever é amá-los, guiá-los, ser o seu exemplo e facilitar a sua maturidade sem pressões.
  • Lembre-se sempre de que “menos é mais”.Que a criatividade é a alma das crianças, que um lápis, um papel e um relvado têm mais poder que um telefone ou um computador.
  • Passar tempo com os filhos em espaços tranquilos.

Parentalidade consciente

Apesar de ser uma abordagem que valoriza o uso do estímulos positivos em vez do castigo ou das clássicas repreensões, este estilo educacional possui outras dimensões que vale a pena considerar.

  • Educar sem gritar.
  • O uso das recompensas nem sempre é adequado: corremos o risco dos nossos filhos se habituarem a receber sempre recompensas, sem compreender o benefício intrínseco do esforço, da conquista pessoal.
  • Dizer “não” e impor limites não traumatiza e é necessário.
  • A parentalidade consciente faz uso intenso da comunicação, da escuta e da paciência. Uma criança que se sente atendida e valorizada é alguém que se sente livre para conversar sobre estes sonhos da infância e lhes dar forma na maturidade.

Respeitemos a sua infância, respeitemos essa etapa que oferece raízes às suas esperanças e dará asas às suas expectativas.

 

Por Valéria Amado, em A mente é maravilhosa, adaptado por Up To Kids®

 

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imagem@independent.uk

13 Anos para Sempre, Marion | Bertrand Editora | de Nora Fraisse

Este livro escrito por uma Mãe à sua filha Marion é um quase infindável murro no estômago para todos os pais do século XXI.

Com efeito, além de abanar profundamente as mentes dos seus leitores, denuncia de forma simples e arrebatadora a pobreza e a crise de valores da nossa sociedade cujas suas maiores vitimas são sem dúvida os adolescentes.

Estes adolescentes, que não terão certamente, por razões várias, a sua personalidade devidamente moldada, muitas das vezes são e serão infelizmente, presas fáceis do desespero e da indiferença.

Ao longo deste livro, o leitor é  testemunha da angústia de uma família que procura a todo o custo saber o que poderia ter feito para evitar a tragédia mas que só encontra indiferença e todo um sistema amorfo e asséptico, devidamente representado pelo directores, professores e auxiliares da escola de Marion.

Da minha parte, declaro que este livro, deveria ser de leitura obrigatória para pais, docentes e auxiliares e pouco terá a ver com as situações que ocorriam com a  geração nascida antes da década de 80 do século passado.

Essas pessoas atualmente na faixa etária dos 30 ou 40 anos, viveram certamente todas ou algumas das agruras da adolescência, mas, felizmente não viveram esta época em que a sua casa já não é o seu porto seguro e a agressão não é física, mas vem a todo tempo pelo telefone ou pelas redes sociais, ou por ambas.

Marion foi vítima de si própria, do seu medo de ser diferente, mas essencialmente foi vitima do Mundo que a rodeou e a conduziu a querer pôr termo à sua vida naquele dia 13 de Fevereiro de 2013.

Este livro retrata uma realidade assustadoramente real, que é o resultado da equação (jovens cruéis + sociedade de informação + burocracia + incultura) e que pode infelizmente ser vista hoje em qualquer escola.

Esperemos pois que este diálogo entre uma Mãe e a sua filha possa contribuir para mudar o que tem de ser mudado.

Nada fizeste de errado Nora!!

Por RMPC, para Up To Kids®

 

SINOPSE
No dia 13 de fevereiro de 2013, aos 13 anos, Marion suicidou-se. A mãe encontrou-a enforcada no seu quarto. Simbolicamente, tinha “enforcado” o telemóvel junto de si. A mãe de Marion escreve este livro, em sofrimento e perplexidade, como um tributo à filha, mas também como um alerta para os perigos do bullying e das pressões das redes sociais nos jovens. Um livro comovente e alarmante, que nos faz pensar num dos maiores perigos da nossa sociedade relativamente aos mais jovens.

marion

FICHA TÉCNICA
Ano de edição ou reimpressão: 2017

Editor: Bertrand Editora
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 233 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 168
Classificação: Memórias e Testemunhos

Com que idade deve a criança aprender a ler?

A propósito de um artigo partilhado recentemente sobre a alfabetização precoce e a pressão que os pais, educadores e muitas escolas exercem sobre as crianças, partilhamos este artigo publicado no DN on-line, em dez. 2015, que reforça a necessidade de respeitar o ritmo de cada uma, adequando o ensino das competências de acordo com a idade e maturidade de cada criança.

«Pediatras defendem que não se deve forçar o desenvolvimento das crianças. Educadores dizem que seguem o ritmo de cada um. Sair do pré-escolar a ler não é uma meta, asseguram, mas estudo americano indica o contrário

Tal como brincar, pintar ou cantar, a leitura tem um papel cada vez mais importante no pré-escolar. De acordo com um estudo feito pela Universidade de Virgínia, nos EUA, que comparou as mudanças entre 1998 e 2010, a percentagem de educadores que esperam que os alunos que vão para o primeiro ciclo saibam ler subiu de 30% para 80%. A mesma pesquisa diz que gastam cada vez mais tempo com fichas de exercícios e cada vez menos com música e arte. Por cá, os três pediatras ouvidos pelo DN dizem que também há uma tendência para a sobrecarga das crianças no pré-escolar, quer por pressão da escola quer dos pais, o que não tem qualquer benefício para os mais novos.

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De acordo com o estudo “O jardim-de-infância é o novo primeiro ano?“, citado pela revista The Atlantic, aquilo que se esperava das crianças de 6 anos é hoje pedido às mais jovens. Tal como nos EUA, em Portugal o pré-escolar também mudou, tornando-se mais exigente. Para tal, explica o pediatra Mário Cordeiro, contribuiu “a ciência pediátrica, educativa e psicológica, e também a neurofisiologia”, mas também existem razões “menos boas” para a mudança. Segundo o pediatra, “é querer fazer das crianças “cavalos de corrida” a partir de idades muito precoces, “querendo forçar conceitos abstratos e simbólicos cedo de mais e a aquisição de competências que não são adequadas à maioria dessa idade“. Com base nisso está “a pressão dos pais e um certo show off das escolas (que prometem aulas de inglês aos 2 anos ou mandarim aos 3, por exemplo), impedindo muitas crianças de… serem crianças“.

Essa é também a opinião da pediatra Júlia Guimarães. “Isto também acontece em Portugal, sobretudo no ensino particular. E é uma tendência perfeitamente errada.” Antes do ingresso no 1º. ciclo, “não se deve academizar”. Os educadores “devem estimular as crianças, através da arte, da música, das brincadeiras e atividades orientadas“, mas o início da leitura e da escrita “deve ficar para o 1º ano“. Na opinião do pediatra Hugo Rodrigues, “é notório que, cada vez mais, o pré-escolar tenta investir na escolarização das crianças, o que é um disparate“. Se o 1º ciclo tem início aos 6 anos, “é porque é nessa idade que é suposto começaram a aprender a ler“. Mas, além da pressão da sociedade, “há demasiada competitividade entre os pais e as próprias escolas“. Claro que, ressalva, “se a criança tem vontade de ir mais além, deve corresponder-se, mas sem impor“.

pre-escolar

Embora as crianças possam corresponder do ponto de vista cognitivo, Hugo Rodrigues lembra que “não têm maturidade para lidar com as diferenças relativamente aos outros meninos, nem com as diferenças nos métodos de ensino“. Mário Cordeiro explica que “quando as exigências são disparatadas ou desfasadas relativamente ao que é capaz de dar, ou quando é intensivo e faz gastar tempo que poderia estar a ser usado noutras coisas, a criança vive ainda mais em stress, é menos feliz, sente-se pressionada e, mesmo que aprenda muitas coisas, terá mais hipóteses de se desinteressar“.

Antes de receber o telefonema do DN, Mariana Miranda, educadora de infância há 34 anos, tinha estado a falar com a mãe de uma criança de 5 anos que já lê algumas palavras. Não é um caso único. “Quando chegam já trazem imensos saberes. Nós fazemos diagnóstico e conduzimos, introduzindo coisas novas”, explica a coordenadora do pré-escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, em Gaia. No entanto, “não existe pressão para que adquiram essas competências“. Trabalham, sim, “para que desenvolvam o gosto pela leitura e pela escrita“. Cristina Madureira, do jardim-de-infância do Centro Escolar de Cinfães, reforça que “não se espera que as crianças saiam do pré-escolar a ler ou a escrever“. Cada uma tem o seu ritmo “e é com base nele que se trabalha“. No 1º. ciclo “chegam facilmente à leitura e à escrita“.» – DN, dez ’15

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“As Educadoras de Infância vivem um desafio ao nível das relações interpessoais materializado na dinâmica Educadora-Auxiliar, uma máquina que tentam ter sempre oleada.”

Somos Psicólogos, somos Pais, somos Formadores e desempenhamos um trabalho forte no Desenvolvimento de Competências, onde as Educadoras de Infância são um dos fascinantes públicos com quem trabalhamos. Também trabalhamos Professores, Pais e Alunos, claro. Ensinamos muitas pistas práticas nas (trans)Formações e Worshops Brilhantes, mas naturalmente, também aprendemos muito com as Educadoras de Infância.

Aprendemos de forma fantástica com a sua postura. Alguns dos ensinamentos, nem conseguimos colocar por palavras. Elas são assombrosas, como todas as pessoas que sonham e acreditam no seu trabalho.

Hoje é sábado, não há Escola, nem Pré-Escolar…pode ser uma boa hora para relembrar:

  1. A Educação Pré-Escolar não é Escola. (E ainda bem) É fundamental, porque é a preparação, o lançar das bases emocionais e sociais.
  2. Atenção Pais! Deixem as crianças terem as suas próprias conquistas. As Educadoras de Infância ensinam-nos que cada vitória é uma pedra para a auto-estima da criança.
  3. As Educadoras são muito ativas no delinear estratégias, para não serem “queimadas etapas”. As crianças têm os seus ritmos, os objetivos devem ser esgrimidos com gentiliza e sabedoria.
  4. Por vezes, certos pais, (uma minoria, sejamos optimistas), ainda não entendem a profundidade deste trabalho. Um trabalho onde a relação entre as crianças é uma base incrível!
  5. As crianças são todas diferentes e nas inter-relações que surgem, há muito valor para ser capitalizado.
  6. “OCEPS” não é um palavrão esquisito, são as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar . Estas foram recentemente remodeladas para estarem mais de acordo com a realidade cultural e histórica.
  7. Para as crianças evoluírem, as Educadoras de Infância reúnem muito e trabalham em equipa, planificando e estando sempre à procura de novas ideias.
  8. Por vezes, pensam que os Pais ficariam de boca aberta se pudessem espreitar o dia-a-dia das suas crianças. Elas superam-se, elas cantam, elas brincam, elas defendem-se, e, como não podia deixar de ser, elas também atacam.
  9. As Educadoras de Infância vivem um desafio ao nível das relações interpessoais materializado na dinâmica Educadora-Auxiliar, uma máquina que tentam ter sempre oleada.
  10. As Educadoras de Infância, trabalham inseridas numa instituição com as suas regras, planos e direções. Isto é bom. Mas também pode ter factores negativos, quando a direção limita a sua ação.
  11. Embora possa ser complicado para alguns Pais, o progresso de cada criança é individual. Não é suposto avaliar nem classificar a criança na Pré-Escolar.

Assim, Pais, reforcemos todos este fascínio por esta profissão que vai deixar marcas positivas no desenvolvimento das nossas crianças.

Deixamos em sua homenagem e para inspiração dos Pais, estas palavras:

O importante é ler, escrever e contar
O importante é ter, olhar e ouvir
Mas o mais importante, é ainda mais que isso
O mais importante, é ainda mais que isso

Há que recuperar o espaço para sonhar, cantar e brincar
Porque crescer não é apenas para o ar
Queremos crianças a crescer no interior,
onde o crescer atrai esperança e valor

O mais importante é crescer em relação, viver nas diferenças
O importante é crescer e saber que o importante é
Ser, observar e escutar   
O mais importante é ser, observar e escutar

imagem@rodavivagoiana

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