Quero voltar a ser criança!

Quero comprar sacos de gomas, tropeçar nos atacadores e jogar ao ‘lá vai ai’.

Eu quero rebobinar a cassete dos Onda Choc e esperar pelo segundo toque para saber se o professor faltará à aula.

Quero ter um relógio com ponteiros que não mexem e comer batatas fritas para ganhar pega-monstros.

Ver o final do Roque Santeiro e não perder os Jogos sem Fronteiras.

Eu quero voltar a ter rodinhas na bicicleta e aprender – de uma vez por todas – a andar de patins.

Ir ao pão com vinte escudos e comer cigarros de chocolate.

Quero comprar revistas da Turma da Mônica e ir ao clube de vídeo escolher um filme.

Quero jantar em casa da vizinha, mostrar-lhe os meus sapatos novos e sentar-me à porta nas noites de calor.

Calçar as minhas colibri e cantar ao espelho as músicas do festival da canção.

Quero voltar a ser criança

Quero fazer coleção de blocos e borrachas coloridas.

Eu quero jogar ao STOP, ao macaquinho do chinês e tomar decisões difíceis com um-dó-li-tá.

 

Quero ir a festas de anos com tortas Dan Cake e rebuçados diamante e quero contar todos os meus segredos a um diário.

 

Ter uma bota botilde, saltar ao elástico a tarde inteira, voltar a pedir “mamã dá licença” e esmerar-me nos passos à gigante.

rebuçados diamantes

Quero escrever “Queres namorar comigo?”, fazer um quadrado para o Sim e para o Não e ficar a aguardar a pueril resposta que, com sorte, tem o desenho de um coração.

Eu adoro o presente – que é de facto, um presente!!

Mas só graças a um passado feliz, hoje vivo grata e a acreditar que o melhor está sempre por vir!

 

Por Filipa Salgueiro, enviado para publicação para Up To Kids®

Play With Me, os bonecos únicos que os miúdos adoram

A Play Handmade é uma marca de produtos artesanais criada em 2016. Nasceu da paixão pelo crochet e pelo mundo do imaginário infantil.

O conceito da Play Handmade é poder-se brincar e criar brinquedos com  técnicas, materiais e formas diferentes dos usuais hoje em dia. Explorar novas formas de criar, ajudará o seu filhos a explorar novas formas de brincar.

Play with me

Por isso a Play criou os Bonecos Play with me, que são artesanais, únicos, feitos à mão em crochet e à medida do seu filho. Os bonecos Play With me são feitos de acordo com o gosto de cada criança. São para rapaz e rapariga, fáceis de transportar e laváveis.

Mais do que um simples boneco, os Bonecos Play With Me são o que o seu filho quiser: um companheiro de aventuras, um animal de estimação, um amigo e confidente, uma companhia para as noites mais longas, uma princesa para as festas de chá, ou até um herói para o defender dos monstros e fantasmas.

Cada boneco é feito com muito carinho e dedicação. É só escolher o tipo de boneco, as cores e nós fazemos!

Como são essencialmente feitos a pensar nos mais pequenos, a Play Handmade aposta na qualidade. Todos os bonecos são 100% algodão de uma marca portuguesa conceituada e o enchimento é anti-alérgico. Todos diferentes, mas todos iguais!

Play

 

Conheça mais sobre estes bonecos na página de facebook da Play

Imagens da Play e da Viela Concept Store

O protetor solar ISDIN Fotoprotetor Pediatrics Transparent Spray indica um fator de proteção solar (FPS) 50+, mas os testes em laboratório revelam que deveria estar rotulado com FPS 15.

A Deco, publicou no dia 31 de maio 2019 o seguinte comunicado:

“As associações de consumidores da Bélgica e de Espanha também adquiriram, nos respetivos países, o protetor solar ISDIN Fotoprotetor Pediatrics Transparent Spray 50+ e enviaram-no para laboratório. Os resultados foram iguais aos obtidos pelo produto comprado em Portugal.

Este produto entrou no grupo de protetores selecionados para o teste que publicámos na TESTE SAÚDE n.º 139 (de junho/julho). Tal como em todos os testes que realizamos, enviámos os resultados aos fabricantes antes da publicação. A ISDIN apresentou argumentos que justificavam a repetição do teste. Comprámos novamente o produto e enviámo-lo para laboratório. Os testes confirmaram os resultados: o FPS indicado no rótulo não deveria ser 50+, mas 15. Em consequência, a proteção conferida não é “muito alta”, como refere o produto, mas “média”.

O FPS indica a capacidade para filtrar os raios ultravioletas do tipo B (UVB). Mas é também necessário defender a pele da radiação do tipo A (UVA). De acordo com a Comissão Europeia, o índice desta proteção deve ser um terço do FPS indicado, o que também não é cumprido pelo ISDIN Fotoprotetor Pediatrics Transparent Spray 50+.

Os testes foram realizados num laboratório independente e certificado, seguindo as normas da Organização Internacional de Normalização (ISO): ISO 24444:2010 Cosmetics – Sun protection test methods – In vivo determination of the sun protection factor (SPF) e  ISO 24443:2012 Determination of sunscreen UVA photoprotection in vitro.

Já demos conhecimento dos resultados ao Infarmed, para que verifique a situação e atue em conformidade.

A Direção-Geral da Saúde recomenda a utilização de um protetor solar com FPS mínimo de 30, independentemente do tipo de pele. Para as crianças, que têm a pele mais sensível, aconselhamos uma proteção superior.”

A Isdin reagiu à notícia nas suas redes sociais, onde podemos ler o seguinte comunicado:

“Em resposta à publicação da DECO (associação privada de Defesa do Consumidor) sobre os protetores solares ISDIN, junto enviamos em anexo o comunicado oficial que demonstra, em detalhe, a segurança do nosso produto.

NOTA INFORMATIVA: POSICIONAMENTO ISDIN SOBRE ESTUDO “DECO FOTOPROTEÇÃO”

Relativamente ao estudo da DECO sobre Protetores Solares no qual se indica que o produto ISDIN Fotoprotector Pediatrics Transparent Spray SPF 50+ confere uma proteção inferior à que é comunicada na rotulagem, apresentação comercial e publicidade, a ISDIN pretende destacar o seguinte:

● A ISDIN é uma empresa de referência na área da fotoproteção, que submete todo o seu portfolio de produtos às provas mais exigentes para garantir a sua eficácia.

Assim, as características do Produto que se fazem constar na sua rotulagem e nas peças publicitárias que lhe dizem respeito, entre as quais se encontram o Fator de Proteção Solar UVB (SPF) e a proteção UVA (UVA-PF), correspondem, em absoluto, aos resultados publicados em estudos realizados por entidades certificadas, especializadas, independentes e de grande prestígio.

Ler o comunicado completo aqui

 

Quando vires uma criança com telemóvel, lembra-te

Quando vires uma criança com telemóvel a jantar num restaurante, antes de julgares, lembra-te que não sabes nada sobre aquela família.

Não sabes quando foi a ultima refeição quente daquela mãe. Quando foi a ultima conversa ininterrupta que os pais tiveram. A que horas a família se levantou, nem a que horas se vão deitar.

Não sabes se a criança come bem ou passa dias sem levar comida à boca. Ou quantas vezes os pais tiveram que sair de locais públicos para que as birras da criança não incomodem os outros.
Não sabes quantos meses se passaram, sem que fossem a lado nenhum.

Não sabes quantas horas de trabalho carregam nos ombros. Nem que tretas aturam ao longo do dia. Ou quanto ansiavam por uns momentos de sossego.

Lembra-te que não sabes nada sobre aquela família e isso tira-te o direito de julgar.

Não sabes se a criança raramente pega no telemóvel. Se os pais passam horas por dia a brincar com os filhos. Se normalmente a criança janta sem nenhum aparelho electrónico por perto (nem mesmo a TV para os pais verem as “noticias”).

Não sabes quantos livros a mãe leu à criança.

Não sabes que pais são aqueles, e que criança virá a ser a que vês.

Sabes um momento. Apenas um único momento de toda uma vida. E esse momento não vale nada!
Por isso, quando vires uma criança com telemóvel, a jantar num restaurante, pensa duas vezes antes de largares as tua pedras, lembra-te que também tens telhados de vidro, e que na verdade não sabes nada!

Uma criança que lê será um adulto que pensa, porque não há um domínio mais amplo de conhecimento do que aquele que os livros nos oferecem.

Uma criança que lê será um adulto que pensa

Fomentar a leitura em qualquer idade é sempre sinónimo de enriquecimento, mas incentivar este hábito entre os mais jovens da sociedade é uma garantia total de um futuro melhor. Uma criança que lê será um adulto com ideias próprias e mentalidade firme. Será capaz de questionar e de compreender mais facilmente o seu lugar no mundo.

Uma criança que lê será um adulto que pensa, porque não há um domínio mais amplo de conhecimento do que aquele que os livros nos oferecem. Quando lemos estimulamos o raciocínio e desenvolvemos a imaginação. Somos mais receptivos a tudo: as crianças, por não terem preconceitos, são capazes de depositar toda a criatividade na leitura.

Uma criança que lê será livre para sempre

 

Ler ajuda-nos a pensar. Pensar liberta-nos. Assim, se o seu filho gosta de passar tempo a ler, é um ótimo sinal. Na verdade, essa será a forma mais eficaz que terá para explorar sozinho o desconhecido, opiniões e condutas que a vida oferece. Isto ajudará a formar a tolerância da criança, a empatia, o respeito e a solidariedade.

Muitas vezes os adultos surpreendem-se ou sentem-se incomodados quando se deparam com opiniões diferentes das suas. Estes “conflitos” advêm sobretudo, por acreditarem que somente as suas ideias são válidas. Felizmente, este tipo de pensamento deriva sobretudo da ignorância.

Ler é como viajar

Ler é como viajar, em todos os sentidos. Ajuda-nos a abrir a mente. Uma criança que lê descobrirá outras culturas, outros modos de vida, outros costumes e saberá que existem outras coisas além do que conhece no seu dia-a-dia. Ter esta consciência fará com que se torne num adulto que não fará juízos de valor gratuitos. Um adulto mais tolerante, compreensivo e bem resolvido.

O refúgio contra as misérias da vida

Por sorte ou azar, o mundo dá vida plena aos que acreditam ser loucos. Já dizia Dom Quixote: lia e lia até que encontrou a forma de viver baseado nas suas crenças e ilusões. Isto permitia-lhe ser feliz, enquanto que à sua volta continuava preso a uma realidade convencional que julgava a sua maneira de viver.

Os “loucos” que leem são capazes de encontrar refúgio das misérias da vida. Os restantes vivem-nas sem sequer terem consciência disso. É preciso deixar uma criança chorar e rir ao ler um livro. Permitir que se apaixone por uma história e apoiá-la se decidir “ir com tudo” no campo da imaginação que está ao seu alcance..

Unamuno empregou as palavras corretas ao pedir que as crianças cresçam a ler porque assim serão adultos menos vulneráveis, menos indefesos e mais humanos.

Leitura é a fábrica da imaginação

Existem diversas actividades que ajudam a desenvolver e melhorar a imaginação independentemente da idade que tenhamos. A leitura é uma fábrica inteira onde é forjada e recolhida toda criatividade dos seres humanos.

Uma criança que lê será uma criança que pensa, afirmou algum pensador genial, e não estava enganado. Ler é brincar, é entretenimento, é construir sonhos, é refletir, é um estado de ânimo, é isolamento e companhia, é prazer. Ler é brindar às lembranças do que já fizemos um dia e ao que ainda queremos fazer. Move as incertezas mais internas para depois nos aproximarmos delas.

Uma crianças que lê, é uma criança feliz.

Ler é como pensar, como rezar, como conversar com um amigo, como apresentar ideias, como ouvir as ideias dos outros, como ouvir música, como contemplar uma paisagem, como dar um passeio no praia” -Roberto Bolaño

Publicado em La mente es maravilhosa, adaptado por Up To Kids®

A crítica excessiva dos pais mutila o cérebro emocional dos filhos

A educação que recebemos em crianças e o tipo de relacionamento que estabelecemos com os nossos pais deixam-nos marcas profundas ao longo da vida.

A atenção ou a negligência, a crítica ou o elogio, determinam o estilo de apego que iremos desenvolver nas relações futuras. Terá um enorme impacto na imagem que formamos de nós mesmos, na nossa autoestima e na forma como encaramos a vida.

No entanto, tudo parece indicar que as consequências da crítica na infância não se limitam ao nível psicológico, mas também alteram a configuração do cérebro da crianças. Neurocientistas da Universidade Binghamton descobriram que, quando os pais criticam excessivamente os filhos, as áreas do cérebro dedicadas a processar estados emocionais, ficam afetadas.

Crítica constante dos pais bloqueia o processamento emocional das crianças

As crianças podem criticar a maneira como o cérebro percebe e processa a informação emocional? Esta foi a questão que alguns neurocientistas levantaram e, para responder, recrutaram 87 crianças com idades entre 7 e 11 anos.

Primeiro, pediram aos pais que falassem sobre os filhos durante cinco minutos. Assim, conseguiram avaliar o nível de crítica destes pais. Depois analisaram a atividade cerebral das crianças enquanto viam uma série de imagens de rostos que mostravam diferentes emoções. Descobriram que os filhos de pais muito críticos prestavam menos atenção às expressões faciais emocionais, sem conseguir distinguir emoções positivas de negativas.

Na prática, as crianças sujeitas a críticas constantes evitam prestar atenção aos rostos que expressam qualquer tipo de emoção. Obviamente, a longo prazo, tal comportamento poderá afetar as suas relações com terceiros e poderá ser uma das razões pelas quais as crianças expostas a altos níveis de crítica correm maior risco de sofrer de depressão e de ansiedade.

Para evitar o desconforto causado pela crítica, o cérebro infantil é “desconectado”

Todos nós temos tendência a evitar coisas que nos fazem sentir desconfortáveis, ansiosos ou tristes. Mas  observou-se que as crianças cujos pais são muito críticos são mais propensas a usar estratégias para evitar pessoas ou situações que as deixem pouco confortáveis.

Na verdade, é um mecanismo básico de proteção: quando estamos perante uma situação da qual não gostamos mas não podemos escapar, o nosso cérebro tende a “desconectar-se”. É exatamente o que acontece connosco quando estamos numa reunião chata que não nos podemos livrar. No entanto, esta situação é perigosa quando repetida por um longo tempo durante toda a infância, pois o cérebro infantil não será capaz de estabelecer as conexões necessárias para processar adequadamente as informações emocionais.

As crianças que são vítimas de críticas constantes evitam focar e processar as expressões emocionais de raiva, nojo ou desconforto dos pais para não sentirem os sentimentos aversivos que estas geram. Como resultado dessa mutilação do sistema de processamento emocional, também se tornam incapazes de perceber as expressões positivas dos outros.

De facto, não é o primeiro estudo que analisa o impacto no nível cerebral de uma educação negativa.

Pesquisas anteriores realizadas na Harvard Medical School revelaram que os gritos danificam o cérebro infantil, especificamente o vermis cerebelar, uma área fundamental para manter um bom equilíbrio emocional.

Como criticar realmente construtiva para as crianças?

Existem dois tipos de críticas: críticas destrutivas, que não levam a lado nenhum e só geram desconforto; e críticas construtivas, que nos permitem crescer e melhorar algo. Infelizmente, estima-se que 9 em cada 10 críticas “construtivas” realmente não o sejam.

Como podem os pais garantir que as críticas que fazem aos filhos os ajudam realmente?

  • Concentrar-se no comportamento, e não na criança.

Isto significa não usar rótulos que generalizam tais com como “estás/és muito desorganizado”.

Os pais devem ser o mais precisos possível e dizer: “não arrumaste os brinquedos, vais ter de o fazer”.

  • Informe-se antes de criticar.

Muitas vezes criticamos supondo que as nossas conjecturas são verdadeiras.  Portanto, antes de dar vazão à raiva ou ao desapontamento, pergunte o que aconteceu. Ouça a versão da criança e tente entender sua perspectiva, embora não signifique que concorde. No entanto, uma crítica baseada na empatia é muito mais construtiva.

  • Foque-se na solução, em vez de enfatizar o erro.

Todos nós cometemos erros, mas se as críticas permanecerem a esse nível, isso não servirá para crescer. Portanto, é conveniente perguntar à criança o que pode fazer para resolver o problema ou propor diretamente algumas soluções.

  • Introduzir um elemento positivo.

Diz-se que para cada crítica cinco elogios são necessários. Uma no cravo outra na ferradura. Não devemos limitar-nos a destacar o negativo nos nossos filhos, mas também a reforçar as características positivas. Por exemplo, pode dizer: “Ontem apanhaste os brinquedo sem eu ter de chamar a atenção, muito bem. Eu gostava que fosse assim todos os dias. Era sinal de responsabilidade”.

 

Publicado em Rincon de La psicologia, traduzido e adaptado por Up To Kids

O bebé cresceu? 6 ideias para adaptar o quarto à criança

O seu filho cresceu e o seu quarto já não está adequado às suas necessidades e gostos? Ou está à espera de um bebé e está a começar a planear o quarto dele?

Este post vai ajudá-la a pensar no quarto dos seus filhos, tanto agora como no futuro.  De uma forma prática apresentamos soluções que permitirão aos seus filhos desfrutar do quarto e sentirem-se bem nele por muito tempo.

Vejas as nossas ideias, em colaboração com o Habitissimo:

1. Transformar o berço em cama

Berço cama

Existem alguns modelos de berço que podem ser transformados em camas de solteiro ou mini-camas, estando essa opção já prevista no seu fabrico. Tudo o que precisa defazer é seguir as instruções que vieram com o berço para o transformar na cama que precisa. Alguns modelos já vêm com gavetas ou escrivaninhas incorporadas, para que o quarto da criança seja ainda mais prático. Apesar de este tipo de berço não ser dos mais baratos, o facto de não ter que os trocar na infância da criança já o torna um bom investimento, uma vez que o usará por muitos anos.

2. Uma cama de sonho

Apesar de conseguir encontrar à venda mini-camas, o ideal é investir logo numa cama de solteiro, a pensar no crescimento do seu filho. No entanto, as mini-camas não precisam de ser logo descartadas, desde que tenha em mente que a terá de trocar mais tarde. Pense no quarto como um espaço de sonho e imaginação para a criança, e faça da cama uma peça especial e que dá o mote ao resto da decoração. Dessa forma, poderá ser mais fácil escolher entre cama de solteiro ou mini-cama.

3. Aproveite o espaço criando nichos e estantes

Outro ponto em que deve pensar desde a concepção do quarto é o armário e restantes espaços de arrumação. Para o armário, uma boa ideia é fazer as portas em fórmica (o material dos quadros brancos) para que as crianças possam desenhar nelas à vontade. Depois, coloque prateleiras, estantes, nichos e caixas para que a criança consiga arrumar tudo e guardar os brinquedos sozinhos. Se tem pouco espaço, pode sempre colocar uma cama suspensa e por baixo fazer a área de brincadeira, com algumas caixas de arrumação.

4. Secretária de tamanho adaptado

Maria Montessori defendia que o mobiliário deve ser todo adaptado às idades e alturas das crianças. Mesmo que o seu filho ainda não saiba ler nem escrever, irá gostar de estar numa mesa adaptada ao seu tamanho e necessidades. Assim, poderá  colocar brinquedos,  desenhar, ou fazer outras actividades plásticas. Pense na secretária como parte integrante da decoração do quarto na fase de planeamento, para que ocupe menos espaço. Com algumas alterações, essa secretária poderá ser também usada quando o seu filho crescer.

5. Uma tenda para leituras

A ideia das tendas nos quartos surgiu com o intuito de criar um espaço sossegado para que as crianças se pudessem sentar e ler. Como as crianças são imaginativas, essa tenda também pode fazer parte de brincadeiras e ser uma casa ou um castelo, sendo por isso muito apreciada por elas. Existem vários modelos de tenda à venda, mas se prefere algo do estilo “DIY” existem muitos vídeos a ensinar como criar uma tenda.

6. As cores das paredes

Photo by shutterstock

 

Esta última dica é para quem quer poupar e não estar a mudar o quarto dos filhos a cada fases do crescimento. Para o conseguir, escolha cores menos evidentes nas paredes como tons pastel, o cinzento ou apenas o branco. Isso não vai retirar o aspeto infantil ao quarto, mas vai deixá-lo mais moderno e com um tempo de vida útil mais longo.

Esperamos que tenha gostado das nossas dicas e as incorpore no quarto das suas crianças!

 

 

 

Mães depois dos 30 anos têm filhos mais inteligentes. Estudo confirma.

A partir de uma certa idade começa a ser comum para as mulheres serem “bombardeadas” com as típicas perguntas. “Então para quando um bebé?”. “Já está na hora de vir um menino, não?”.

Hoje em dia a maternidade é cada vez mais adiada por diversas questões. Financeiras, profissionais, relações pessoais, entre outras. Afinal,  ainda bem! Segundo a ciência, ser mãe depois dos 30 anos é bastante benéfico para o bebé.

De acordo com um estudo realizado por Alice Goisis, uma professora associada em Demografia no Centro de Estudos Longitudinais localizado no Departamento de Ciências Sociais da University College London, em Londres, as mulheres que são mães pela primeira vez depois dos 30 anos têm filhos mais inteligentes, ou seja, apresentaram resultados cognitivos e comportamentais superiores aos dos filhos de mulheres com idades entre os 25 e 29 anos.

Após analisar os dados do Millennium Cohort Study (MCS), um estudo nacional que acompanhou mais de 18.000 nascimentos ocorridos no Reino Unido por volta do ano 2000, a investigadora pode concluir que as mães que têm o primeiro filho aos 30 anos ou mais são as que têm maior probabilidade de manter altos níveis de qualificação, de se casar e de coabitar no momento do nascimento e de ter altos níveis de renda familiar. Além disso, estas mães, tendem também a ter um melhor comportamento de saúde em comparação às mais jovens. Menor propensão a fumar e tendem a amamentar por um período superior a 4 meses.

Mães depois dos 40 anos

O mesmo não se passa com mulheres que são mães pela primeira vez a partir dos 40 anos.  Apesar de terem características semelhantes às de 30-39 anos, os seus filhos não só não apresentam níveis significativamente diferentes de resultados cognitivos e comportamentais, como até correm maior risco de obesidade em comparação com crianças nascidas de mães com idades entre os 25 e 29 anos.

Se estás a pensar em ter filhos, as melhores idades para o fazeres é entre os 30 – 39 anos. Isto, segundo a ciência.

Obviamente, não existe melhor altura do que aquela em que te sentires realmente preparada para esse passo tão importante da tua vida!

 

Por Sábias Palavras, adaptado por Up To Kids

Os primeiros dentes do bebé: sintomas, cronologia e soluções

O aparecimento dos primeiros dentes num bebé é também um dos primeiros grandes desafios para os pais.

Conseguir acalmar os nossos filhos nesta fase é muito importante pois o nascimento dos dentes poderá gerar várias alterações no equilíbrio do bebé.  E, se o bebé está com dores ou desconfortável, irá consequentemente afetar toda a harmonia familiar.

Nascimento dos primeiros dentes

Desde o período de gestação que os dentes estão em desenvolvimento na boca (Odontogênese).  Formam-se no interior dos ossos maxilares e deslocam-se progressivamente para fora da gengiva, rebentando  naturalmente o 1º dente por volta dos 6 meses de vida, mas cada bebé tem o seu timing. Não há motivos para preocupação se os dentes do seu filho não rebentarem “by the book”. A erupção dentária não está relacionada com o desenvolvimento do bebé e criança, e pode variar muito de criança para criança.

Por exemplo, no caso dos meus filhos, o mais velho começou aos 5 meses, a segunda teve o primeiro dente aos 9 meses, e os dois filhos mais novos deve ter sido na altura suposta porque não me lembro!

Dor e desconforto no bebé

O nascimento dos dentes, por regra, causa dor e desconforto no bebé e consequentemente nos pais, pois todos queremos que os nossos filhos se sintam bem. Não há pior sentimento do que o da impotência no que respeita a ajudarmos um filho. Vê-los em sofrimento tira-nos o chão. Especialmente quando somos mães/pais de primeira viagem, em que todos estes primeiros pequenos sofrimentos dos nossos filhos são muito dolorosos para nós.

As erupções dentárias duram geralmente até aos 3 anos de idade, o que nos parece uma eternidade na altura. Ao fim destes primeiros 3 anos, o bebé terá uma dentição de 20 dentes (10 em cada arcada).

Por que ordem caem os primeiros dentes?

Podemos consultar a tabela abaixo, mas mais uma vez, é representativa pois há bebés e crianças que apresentam outros tempos e ordem de queda dos dentes de leite.

Será um dente?

Quando os bebés ainda não conseguem exprimir por palavras ou gestos o motivo do choro, enquanto pais temos de fazer uma espécie de “exclusão de partes” até perceber o que se passa, para podermos ajudar.

Choro pode significar fome, sono, gases ou desconforto (febre, dores, dentes, ou até fralda por exemplo). Começamos por excluir as mais fáceis.

Quais os principais sintomas de um dente a nascer?

  • Choro e irritabilidade, provocados pela dor
  • Gengivas doridas e inchadas
  • Salivação mais abundante (e tendência a meter os dedos ou objetos na boca)
  • Perda de apetite
  • Bochechas vermelhas, muitas vezes apenas do lado da erupção dentária
  • Dificuldades em adormecer e, nalguns casos, sono agitado

Poderá ainda apresentar:

  • Febre
  • Dermatite da fralda
  • Distúrbios digestivos (cólicas e diarreia), entre outros.

Nota: Se o seu bebé manifestar alguns destes sintomas durante mais de 3 dias, consulte o seu médico para excluir qualquer outra causa.

Quanto tempo demora a dentição de leite a nascer? Cronologia.

Uma erupção dentária dura cerca de 8 dias*. Tendo em conta que a dentição completa corresponde a 20 dentes, contas feitas, são cerca de 160 dias que um bebé poderá estar desconfortável e a viver momentos pouco agradáveis.

* Fonte Macknin ML & al Symptoms associated with infant teething: a prospective study, in Pediatrics. 2000; 105: 747 – 752

O que podemos fazer?

São várias as mezinhas caseiras de alivio da dor de dentes e das gengivas dos bebés. Na minha experiência, todas eles de pouca dura, ou seja, aliviam apenas momentaneamente.

O que usei no meu filho mais novo foi uma solução oral homeopática, sem açúcar e sem sabor que recomendei às minhas amigas, e também vos recomendo aqui, chamada Camilia®.

Benefícios de administrar Camilia® para perturbações atribuídas ao crescimento dos primeiros dentes

  • Atua nos principais sintomas associados ao crescimento dos 1ºs dentes, verificando-se alivio no bebé
  • Através da sua ação local e sistémica, vai atuar não só a nível da dor nas gengivas, mas igualmente na febre, diarreia, irritabilidade e sono agitado que o bebé possa sentir
  • Solução estéril, sem conservantes, sem álcool e sem qualquer tipo de constituinte nocivo para o bebé que é, basicamente, o mesmo que fazer um preparado em casa
  • Os efeitos secundários são pouco frequentes, breves e transitórios. No caso do meu filho, os efeitos secundários foram nulos
  • Higiénico: não precisa de massajar a gengiva porque se apresenta em unidoses, fáceis de transportar e de administrar
  • Sem açúcar: não provoca cáries

Calendário da dentição

Podem visitar o site para informações mais personalizadas, e se clicarem em Eu quero preencher o calendário de dentição do meu filho on-line e de borla, acedem a um calendário pessoal que podem personalizar para cada filho, marcar a data em que caiu cada um dos dentes e depois imprimir.

Camilia® acalma o seu bebé e devolve a paz à sua família

Camilia® é um medicamento homeopático indicado para os sintomas associados ao nascimento dos primeiros dentes. Através da sua ação local e sistémica, Camilia® vai atuar não só a nível da dor nas gengivas, mas igualmente na febre, diarreia, irritabilidade e sono agitado que o bebé possa sentir.

Camilia® é uma solução oral sem qualquer constituinte nocivo conhecido para o bebé, sem açúcar e sem sabor. A posologia recomendada são 2 a 3 unidoses por dia. O bebé deverá ser colocado em posição sentada e o conteúdo deverá ser vertido na cavidade bucal.

Prático e higiénico, Camilia® oferece a solução ideal aos problemas mais comuns associados à primeira dentição.

 

 

Cura para a trissomia 21?

1970

Nascia um bebé com trissomia 21, os pais eram informados que tinha nascido um filho mongoloide. Que a esperança de vida seria de 20 anos. Que  cerca de 50%, devido a patologias cardíacas, não passavam do primeiro ano de vida e muitos dos que sobreviviam eram postos em instituições. Que não iria à escola. Não saberia ler nem escrever e viveria numa realidade à parte da sociedade.

2019

Nasce um bebé com trissomia 21. A esperança de vida ronda os 60 anos, 94% passam do primeiro ano de vida. A maioria consegue ler. Frequentam escolas inclusivas, muitos trabalham e alguns têm vidas autónomas.

Há casais que vivem nas suas casas, de manhã cada um vai para o seu trabalho.

Se pararmos para pensar um pouco, se juntarmos filmes de um jovem com t21 nos anos 60, 70 e um filme atual, jovens a falarem em nome próprio em congressos, a andarem de transportes públicos, no seu local de trabalho, todos dizemos que não pode ser o mesmo síndroma, que não pode ser a mesma alteração genética.

Quem esteja de fora da realidade da  t21, poderá pensar que houve uma “cura” milagrosa para esta “doença”, como tantos lhe chamam.

Era muito bom se assim fosse, lamento, mas a t21 não é uma doença, mas uma alteração genética.

O CROMOSSOMA É O MESMO, em 1970 e no ano 2019.

O que mudou entre 1970  e 2019?

Com o decorrer dos anos, começando pelos pais, passando por uma comunidade de médicos e terapeutas, e acabando na sociedade, começou-se a  ACREDITAR nas capacidades e na relevância do papel social das pessoas com t21. Clinicamente provou-se que através de uma boa intervenção precoce, a inclusão escolar é uma realidade.

Sabemos que, se os jovens forem acompanhados, frequentam com aproveitamento o liceu, e alguns chegam à faculdade. O mercado de trabalho é uma realidade para muitos. Nada mudou nas características genéticas da t21. O que mudou foi o modo como a sociedade vê estes bebés, crianças e adultos.

Houve mudança de paradigma, acompanhada por uma mudança de legislação promovida pelas Nações Unidas, e adotada pelos diversos Estados, que permitiu esta nova realidade.

Passaram a ter acesso  a apoios estatais e a programas de desenvolvimento, que pouco a pouco foram revelando as reais capacidades das pessoas com t21, e que é muito difícil pormos um limite até  onde podem chegar.

No início do séc. XXI criou-se uma nova realidade.

Procurou-se uma total inclusão das pessoas com diferenças, que lhes permitisse estar em pé de IGUALDADE com os demais cidadãos.

Legalmente as crianças e jovens com t21 passariam a estar incluídas nas escolas/liceus regulares. Na teoria seguiriam o seu percurso escolar como qualquer outro jovem, e deveriam ter a hipótese de escolher se querem trabalhar ou seguir para um percurso universitário.

Porém não é esta a realidade a que assistimos.

Esta aparente “normalidade” tem um problema: levantam-se questões  quanto ao  tipo de apoio que estas crianças necessitam dentro de sala de aula. Será uma hora no dia? Uma professora a tempo inteiro? A resposta correta seria o tempo suficiente para a criança/jovem conseguir cumprir com o seu plano educativo individual.

Quem faz esta avaliação? Quem suporta os custos? A escola? O Estado? Os Pais?

E, quando a legislação não está a ser cumprida que medidas  têm os pais ao seu alcance para fazerem com que seja cumprida a lei?

As escolas “lutam” entre colocá-los nos núcleos de educação especial e largá-los numa sala de aula inclusiva com muito pouco apoio. E quando chegam ao final do liceu, ao período de transição para a vida adulta, não encontramos modelo nenhum que lhes permita continuarem os estudos. Fazerem um curso de profissionalização – sem ser de “faz de conta”. Um curso que lhes permita o acesso à Universidade.

Será que o que se pretende é a IGUALDADE?

Existe uma igualdade: nos direitos, na realização de sonhos, no amor, na essência.  Mas se não lhes forem dados meios para que esta igualdade se torne equitativa, está-se a falhar!

Em 2019 estamos perante outra mudança de paradigma: a auto-representação e vida autónoma de pessoas com t21.

E, para ser possível, a igualdade não chega, necessitamos sim de uma EQUIDADE.

Como diz a definição:

A equidade adapta a regra para um determinado caso específico, a fim de deixá-la mais justa”.

A sociedade, o Estado têm de oferecer a estas crianças/jovens/adultos os meios necessários para poderem participar de pleno direito na vida social.

Há-de chegar o dia em que não falemos de pessoas com t21, cegas ou surdas, mas apenas pessoas. Em que falemos apenas em alunos e não em alunos com necessidades educativas especiais.  Há-de chegar o dia  em que todos seremos  cidadãos de pleno direito, diferentes, sem categorias ou rótulos.

Por Teresa Duarte Ferreira, para Pais 21

A Associação Pais21 – Down Portugal é uma associação de pessoas com trissomia 21, famílias e sociedade civil que desde 2008 promove a informação e a partilha de novidades relativas  à trissomia 21. A nossa associação pretende  mudar o modo como a sociedade vê as pessoas com t21,  dar um apoio individualizado aos pais, dar informação atualizada sobre as suas capacidades reais  e apoio às novas famílias.