“A primeira tarefa da educação é agitar a vida, mas deixando-a livre para que se desenvolva”, afirmou Maria Montessori há mais de um século. Hoje, o triângulo educacional no qual se baseiam a sua pedagogia e os seus princípios fundamentais estão a ser objeto de estudo por parte da neurociência.

Steve Hughes, neuropsicólogo e pediatra, tem, por outro lado, a firme convicção de que, após anos de experiências, o Método Montessori potencia certas funções cerebrais que ajudam a expandir o desenvolvimento cognitivo. O neuropsicólogo deu inclusive a este método o nome de “sistema original de aprendizagem baseado no cérebro”.

O desenvolvimento neurológico é potencializado pela aprendizagem através da metodologia Montessori. Esta afirmação baseia-se não apenas nas centenas de casos de desenvolvimento de sucesso desde a sua fundação, mas também nas diferentes descobertas que a neurociência atual tem realizado. Vejamos 5 delas:

1. As mãos são o instrumento do cérebro

“Com as mãos o ser humano cria o que está à sua volta. Elas são as ferramentas executoras da inteligência. As mãos são criativas, podem produzir coisas. Os órgãos sensoriais e a capacidade de coordenação desenvolvem-se através das atividades manuais”, afirmou Maria Montessori.

Hoje em dia sabemos que os recursos que o cérebro usa para processar os estímulos sensoriais que percebe através das mãos são sensivelmente superiores a outras partes do corpo. Poderíamos assim dizer que vivenciar o mundo através das mãos equivale a entrar pela grande porta do nosso próprio cérebro e, por isso, é necessário que elas tenham um papel fundamental na aprendizagem.

2. A vivência natural potencializa as capacidades e as competências da criança

“A educação é um processo natural realizado pela criança e não se adquire ouvindo palavras, mas sim mediante as experiências de uma criança no seu meio”, afirmou Maria Montessori.

Favorecer a vivência livre e natural significa encorajar as crianças e bebés a movimentarem-se e a comunicarem com o seu meio. As crianças que aprendem através da pedagogia Montessori passam mais tempo em movimento do que nas escolas tradicionais; isto é, potencia-se uma relação ativa com o meio, o que promove um maior domínio das capacidades motoras, sensoriais, emocionais e cognitivas.

Assim, o benefício da promoção de uma atitude ativa em relação ao meio torna os bebés e as crianças mais competentes no momento de reconhecerem as intenções alheias. Esta descoberta está apoiada em diferentes pesquisas sobre os benefícios do jogo como alicerce para provocar uma ação intencional. Em resumo, promover a ação nas crianças ajuda-as a aprender mais rápido comparativamente com a mera observação.

3. As funções executoras e Montessori

As funções executoras são aquelas capacidades cognitivas que nos permitem manipular ideias mentalmente. Estas capacidades mentais promovem a resolução consciente, ativa, voluntária e eficaz dos problemas que se apresentam na vida quotidiana.

Aprender a ser flexível e a aceitar as mudanças do meio, concentrar-se numa tarefa, continuá-la com um objetivo, resistir aos próprios impulsos e reter a informação na mente para com ela operar são capacidades indispensáveis para um correto desenvolvimento.

O termo “funções executoras” classifica estas capacidades em três categorias: inibição, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva. Se estas funções não forem bem desenvolvidas podem ser erradamente diagnosticados transtornos como TDAH ou outras dificuldades de aprendizagem.

A partir da pedagogia Montessori, desenvolvida numa altura em que o tema era ainda desconhecido, podemos desenvolver estas funções com diferentes atividades como, por exemplo, a espera, a procura de material ultrapassando um labirinto formado pelos colegas, realizando outras atividades, etc. As pesquisas comprovam que as crianças que frequentaram centros pré-escolares Montessori mostram uma melhor execução nesta família de processos mentais.

4. Os períodos sensíveis ou janelas de oportunidades na infância

Maria Montessori observou que na infância aconteciam períodos sensíveis para a aprendizagem. Nestes momentos evolutivos reside um grande potencial neuro-emocional e, por isso, a educação é primordial. Na verdade, é fundamental que no período entre os 0 e 11 anos as crianças explorem o seu mundo da forma mais autónoma possível.

Podemos assim falar, de um modo geral, da criação do microcosmo ou micromundos Montessori. Isto é, a criação de um meio puramente infantil: móveis do tamanho das crianças, brinquedos que potencializam a exploração e a flexibilidade cognitiva, etc. A neurociência identificou estas etapas onde o cérebro precisa de uma certa estimulação para se desenvolver.

5. Os neurónios-espelho como base da aprendizagem

A pedagogia Montessori defende que, na sua base, que as crianças devem ver e experimentar o mundo. Os neurónios-espelho, localizados no lóbulo frontal, ajudam a absorver a informação do meio através dos sentidos. Este fato foi descoberto por Maria Montessori por meio da observação, e posteriormente confirmado pelas descobertas destes neurónios especializados na imitação.

Constatamos que o Método Montessori tem vindo a obter uma grande comprovação científica e deverá continuar a ser pesquisado de forma exaustiva, já que garante a criação de um universo baseado no afeto e no respeito dos ritmos individuais de cada criança e do seu meio.

 

Artigo publicado em A mente é maravilhosa, adaptado por Babelia Traduções para Up To Kids®

logobabelia

 

 

 

O vencedor do passatempo é….

DANIELA GONÇALVES

PARABÉNS!

Por favor envie-nos um mail com os seus dados a reclamar o prémio para uptokids@gmail.com.

Obrigada por participarem! Vai sair novo passatempo em breve! Fiquem atentos.

 

GIVE AWAY | Um Fim de semana em família no Monte da Cabeça Gorda (4 pax)

Para celebrar os 40 000 seguidores, a Up To Kids® em parceria com o Monte da Cabeça Gorda, vão oferecer um voucher de duas noites no Monte da Cabeça Gorda, uma casa de campo em Alcáçovas dedicada ao turismo rural!

Monte da Cabeça Gorda

 

COMO PARTICIPAR

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Up To Lisbon Kids  e  Monte da Cabeça Gorda

2. Partilhar publicamente o nosso post do Facebook na vossa cronologia (Já a seguir ⇓ )

3. Fazer um comentário no nosso post do Facebook com link para 3 amigos (Este aqui ⇓ )

(Nota: o post está marcado no topo na página de FB, por isso não se vê a partir de telemóvel. Terá de aceder pelo computador, ou clique nos links dos pontos 2 e 3, ou aqui ⇓ nos comentários e vai lá diretamente!)

REGULAMENTO

O passatempo termina às 23h59 do dia 4 de Abril de 2017.

O vencedor será sorteado aleatoriamente através do programa Random.org, será anunciado tanto no site como no post do passatempo no facebook.

O prémio é válido até o fim de Maio e sujeito a disponibilidade mediante marcação prévia.

Os amigos de quatro patas são bem vindos!

Este passatempo não é patrocinado, aprovado, administrado ou associado ao Facebook, sendo da exclusiva responsabilidade da entidade promotora. O Facebook exonera-se de qualquer responsabilidade relativamente ao passatempo.

 Monte da Cabeça Gorda

Aqui as horas são mais longas do que em qualquer outro lugar.
No verão, o sol aquece a planície e a piscina enquanto a construção típica alentejana mantém o interior fresco e convidativo às sestas.
No Inverno, quando o frio aperta, os quartos e apartamentos estão quentinhos e agradáveis graças às salamandras, aquecimentos centrais e aos vidros duplos.
Os hospedes tornam-se amigos que voltam sempre para gozar da tranquilidade de um Alentejo sereno. O pôr do sol é ímpar. As noites, estreladas como em mais sítio nenhum. O silêncio apaziguante. Os animais simpáticos, felizes e saudáveis. Os vizinhos da Vila corteses e acolhedores como só os alentejanos sabem ser.
No Monte, tudo funciona numa harmonia simples, sem pretensões, sem pressas, sem horários e com boa disposição. É para isto que trabalhamos.

Monte da Cabeca Gorda
7090-098, Alcáçovas
Portugal

Coordenadas:
Lat: 38.3809049234516,
Lon: -8.157432280981425

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“O erro é fonte de aprendizagem”

Em 2011 tive o privilégio de conhecer a Dra. Renata Jardini, no curso “Alfabetização e Reabilitação das Perturbações da Leitura e Escrita”, em Lisboa. Uma profissional dinâmica, sábia e com um brilho nos olhos quando fala do Método por si criado – o famoso Método das Boquinhas! Um método que nasceu e foi crescendo graças às dificuldades das crianças, aos seus erros, às suas respostas. Facto que foi dando corpo a um dos chavões do Método: “O erro é fonte de aprendizagem”.

Quando vi o programa do curso, pensei: “Tem tudo a ver comigo!”

A energia da Dra. Renata e o seu entusiamo são realmente contagiantes e as bases teóricas do método e tudo o que ele envolve fazem todo o sentido. O trabalho dos pré-requisitos essenciais à leitura e escrita é muitíssimo completo e inicia-se logo no Jardim de Infância de forma lúdica, natural e estruturada.

Será o Método das Boquinhas apenas uma abordagem à aprendizagem recorrendo a bocas (articulemas)? Muitos poderão pensar que sim, mas é MUITO MAIS DO QUE ISTO!

O Método das Boquinhas existe desde 1997 e é um método multissensorial, fónico-visual-articulatório, sendo creditado pelo Ministério da Educação brasileiro como tecnologia educacional.

Atualmente a obra de Boquinhas conta com inúmeros artigos científicos, variadíssimos livros publicados, com diversos materiais de apoio, 13 Jogos (Jardini), e dois conjuntos de Banners para utilização em salas de aula, consultórios e/ou domicílio. Um desses jogos, o Lince de Boquinhas está já validado como Protocolo Lince de Investigação Neuroliguística – PLIN (2012), para utilização clínica e pedagógica, para deteção precoce de perturbações de aprendizagem. Mais recentemente, em setembro de 2016 foi editado o primeiro livro adaptado para o português europeu – “Aprender a ler e a escrever com o método das boquinhas” (Caeiro, Mafalda e Jardini, Renata).

Por ser um método multissensorial, estimula a região pré-frontal do cérebro, onde a imagem articulatória do som (articulema) se forma. O facto de incentivar a criança / adulto a consciencializar-se e a sentir todo o processo que envolve a produção de um som (desde a imagem da boca, ao som – fonema –; à forma como é articulado), estimula a memória imediata (loop fonológico) e de longa duração (loop articulatório), bem como a atenção e a cognição de um modo geral, melhorando as capacidades fonológicas de quem o utiliza.

Poderá funcionar apenas como ferramenta de conversão grafo-fonémica, complementando outros métodos ou como método de alfabetização, usado na íntegra. Começa logo no Jardim de Infância e estende-se até à idade adulta, podendo ser aplicado a crianças com e sem dificuldades ou perturbações. Aliás, por apelar a múltiplas entradas é um método que chega às mais variadas crianças, respondendo de forma mais eficaz às suas necessidades. Porquê usar métodos que não resultam com esta ou aquela criança? Não valerá a pena, nem que seja por uma criança, optarmos por uma metodologia que chegue a todas?

Ao longo da metodologia, vamo-nos apercebendo da grandeza humana que está por detrás… Nos manuais, encontramos atividades cruciais ao desenvolvimento e preparação das crianças / alunos, estimulando as mais diversas áreas: atenção, consciência corporal, processamentos auditivo, visuo-espacial, consciência fonológica e fonoarticulatória, desenvolvimento cognitivo… Um processo de aprendizagem, no qual as crianças são também levadas a respeitar o outro, a aceitar as diferenças, a aprender com os erros, não tendo medo de os fazer.

Um mundo onde a aprendizagem é realmente aprendizagem, porque é sentida, vivida, experienciada, por isso, armazenada!

Com o intuito de aprofundar os meus conhecimentos no Método, tenho procurado estudar mais o mundo da leitura e escrita, fiz formação na área (inclusive no Brasil), acompanho grupos em escolas (com os quais procuro pesquisar os benefícios do Método no seu desenvolvimento) e oriento Educadores e Professores neste âmbito. Para uma melhor monitorização do meu trabalho, recebo supervisão constante da Dra Renata Jardini.

Sou multiplicadora (representante) do Método das Boquinhas desde novembro de 2012. Uma conquista que me deixa muito feliz e que exige continuidade.

Um multiplicador / representante é alguém que está apto a formar e orientar outras pessoas no método, ajudando à sua divulgação e contribuindo para o seu crescimento.

Em Portugal já ocorreram diversas formações, em Lisboa, Faro e Porto. O feedback dos formandos tem sido muito bom! Sinto que as pessoas gostaram e que, acima de tudo, perceberam que há aqui algo novo, profundo e que… RESULTA!

Acredito, pelos resultados observados e obtidos ao longo deste tempo, que esta nova abordagem é uma mais valia para a Educação Portuguesa!

Em Portugal, precisamos de mudanças, de algo novo e seguro, fácil de aplicar, que melhore a auto-estima de alunos e professores / Educadores.

 

Por Mafalda Caeiro Terapeuta da Fala – Representante do Método das Boquinhas, em Portugal.

Renata Jardini – autora do Método das Boquinhas.

imagem@zdarvie

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Mães e Pais têm licença poética para serem ridículos

Quando nasce um filho, nasce também uma mãe e um pai. O “nascer” mãe/pai não se dá como a data e horário do parto dos bebés, por exemplo: nasceu dia 04 de fevereiro de 2013, às 15:47 horas. A Mãe e pai vão nascendo aos poucos, adaptando-se às necessidades do rebento e transformando-se para acompanhar as fases de seus filhos. Haja amor para tantos partos de um mesmo filho, primeiro bebés e crianças, depois pré-adolescentes, adolescentes e, finalmente, adultos.

Lembro-me quando as minhas amigas me mostravam incansavelmente as fotos de seus filhos no telemóvel. Eram milhares, todas iguais. Que chatice! Eu não era mãe! Além do mais para mim recém-nascidos sempre foram parecidos com joelhos: eram bonitinhos, mas inchados e sem forma.

Desmarcar compromissos de trabalho porque não tinham com quem deixar o bebé ou porque este adoeceu, sempre achei pouco ético e irresponsável. Emocionar-se quando o filho deu o primeiro passo ou disse a primeira palavra era desnecessário, afinal, é isso que se espera de uma criança, que ela se desenvolva. Mãe/pai a chorar porque chegou o dia de a criança ir para a escola, qual o sentido? Afinal, todas as crianças precisam de sociabilizar e aprender a ler e a escrever.

Até que, também eu fui mãe e, aos poucos, tudo isto foi fazendo sentido. Mostrar fotos a toda a gente, incluindo aqueles que não querem ver (não são mães/pais), era quase uma obsessão. Os recém-nascidos já não têm cara de joelho, consigo identificar as características que são da mãe e as que são do pai, mesmo numa cara tão pequenina.

Quando o meu filho adoece, desmarco os compromissos pessoais, profissionais e, se no dia tiver um encontro com o papa, infelizmente também terá de ser desmarcado. Entendi perfeitamente o drama de mães/pais que deixam um filho no primeiro dia de escola, pois hoje eu sei que é a primeira “grande” separação.

Nascer mãe/pai faz com que nos preocupemos com uma possível terceira guerra mundial, com a fome, a Batalha de Aleppo, tsunamis, terremotos, falta de acesso à educação, saúde e segurança; surtos de doenças, acidentes de trânsito, política e economia, enfim, preocupamo-nos com tudo e com todos.

As Mães/pais têm um olhar refinado para identificar a dor dos outros, maior disponibilidade interna para perceber as crianças ou famílias que precisam de apoio e ajudá-los. Não digo que quem não tem filhos não seja capaz de se preocupar e se mobilizar para fazer um mundo melhor, mas sim que o “olhar” de mãe/pai faz uma leitura diferente de tudo à sua volta.

Nascer mãe/pai traz muitas alegrias: damos outro significado à vida e importância às pequenas coisas, mas viver dói mais. Tornar-se mãe/pai é preocupar-se com tudo o que acontece à volta e principalmente com o filho. É consultar a previsão do tempo antes de sair de casa, especializar-se em comidas saudáveis, pesquisar se existe um sequestrador de plantão nos arredores, tornar-se PHD em vacinas, estudar como se deve criar um filho no Google (porque tem horas em que não confiamos no nosso instinto).

Ser mãe/pai também é tornar-se mais sensível: choramos pelos filhos dos outros, pelas crianças inocentes que morrem, sofremos com as mães/pais que perdem seu filho. As Mães/pais são pessoas fáceis de se reconhecerem, choram até num anúncio de margarina, mas são sábios o suficiente para dar importância ao que realmente vale a pena. É apreciar um domingo de sol para passear no parque, é identificar o sorriso das pessoas na rua, é admirar a professora do filho, é conciliar o trabalho com a parentalidade, é manter as amizades nessa trajetória da vida.

Talvez sejam coisas singelas, mas, possivelmente, sejam essas coisas que dão sentido à vida: sorrisos, beijos, abraços, momentos e a paz. Ser mãe/pai traz muitos desassossegos, mas refinar  o nosso olhar para observar a beleza nas pequenas coisas e acreditar no que vale a pena é ter fé na vida.

E o que seria do mundo se não fossem as mães/pais que fazem outra leitura dele? Que sentem, compreendem a vida com mais ternura? Que transbordam um amor diferente?

Assim, digo que as mães têm o direito de mostrar as fotos dos seus filhos a todas as pessoas, de chorar quando os deixam na porta da escola, de se emocionar com o primeiro passo e a primeira palavra, de não dormir na véspera das vacinas dolorosas, de se deprimirem diante das atrocidades que são cometidas com milhares de crianças no mundo, porque tudo isso faz sentido quando se nasce mãe.

As Mães estão sempre com lágrimas nos olhos que podem ser de amor ou dor. Estão sempre em estado de alerta para protegerem o filho ou outra criança. Somos bons a ensinar a afetividade e a ternura, mas somos melhores ainda quando se trata de defender as nossas crias.

Eu duvido que as mães não tenham exercido a sua “ridiculez” defendendo com “unhas e dentes” o seu ideal de criar o próprio filho, quando duvidou do pediatra, quando o filho apanhou de um colega, quando algum familiar questionou a educação dada à criança, quando houve criticas à comida oferecida ao bebé, enfim, a lista é infindável.

Por isso eu digo: nós, mães, temos licença poética para sermos “ridículos”!

E vamos continuar a ser “ridículos”, pois ainda há muitas coisas a serem feitas para melhorar o mundo para as  nossas crianças.

Por Elisangela Siqueira, para ContiOUTRA

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Antes de ser mãe

Ser filha, ser mãe

Ser mãe é aprender a viver com medo

image@shutterstock

imagem@AmandaCass

Arriscar Viver

Num vídeo motivacional de título Life=Risk (Vida=Risco), encontrei a motivação para me arriscar a falar do risco que é a vida. Ainda pensei fazer um seguro de acidentes pessoais antes de me lançar à escrita, mas depressa desisti da ideia para saborear o risco que seria falar desta arriscada aventura que é viver, sendo mãe ou pai.

 

 

Era uma vez um homem que, por medo de arriscar, decidiu viver o resto da sua vida de forma segura. Mas, mal tomou esta decisão, perguntou-se a si mesmo se não estaria a correr o risco de desperdiçar o doce sabor do desconhecido. Ainda assim, seguiu decidido a viver de modo protegido e seguro, fazendo tudo para não correr riscos.

No primeiro dia, acordado mas ainda na cama, pensou que talvez fosse melhor manter-se deitado e não se levantar, pois se o fizesse arriscar-se-ia a tropeçar nos chinelos e, quem sabe, cair e bater com a cabeça na mesa-de-cabeceira, ficando inconsciente. Mas, com medo de arriscar ficar deitado, lá se levantou por achar que não deveria ficar assim todo o dia, sob pena de correr o risco de ficar com uma atrofia muscular por falta de movimento.

O momento seguinte foi dominado pela indecisão sobre tomar ou não tomar duche. Decidiu entretanto que não iria tomar duche, pois dessa maneira não estaria sujeito a escorregar na banheira e a fazer algum traumatismo. Mas enquanto pensou nesta possibilidade, uma outra o invadiu – lembrou-se que não tomando duche se arriscaria a contrair alguma infeção por falta de higiene. E após este momento, já quase encurralado pelas armadilhas contraditórias do seu pensamento, sentou-se num banco perto da janela do quarto que dava para a rua. Ao abrir a cortina, conseguia ver as crianças a brincar no pátio lá fora com os seus skates e patins-em-linha fazendo manobras arriscadas, e os carros a circular audazmente lado a lado, e as pessoas a andar a pé tão próximas umas das outras, os pássaros a voar em bandos a alta velocidade tão perigosamente, as flores a exibir as suas cores e os seus aromas sujeitas ao risco das invasões dos insetos e aos destruidores pingos grossos da chuva; e nesta envolvência, já consciente da situação, concluiu que não havendo na vida nada que não envolva risco, não poderia continuar a viver condicionado pelos medos do caminho, mas sim pelos destinos que o chamavam, pois se assim não fosse, arriscar-se-ia a nunca ser feliz.

Só poderemos chegar a beber a água fresca da fonte se arriscarmos fazer o caminho até ela da seguinte forma: mais focados nas virtudes da água fresca do que nos buracos que, porventura, aparecerão na estrada que a ela conduzem. O grão de trigo só germina porque o agricultor, sem medo do que possa destruir o grão antes da germinação, ainda assim arrisca deitá-lo à terra. Apesar da consciência que temos de haver possíveis contratempos, é o foco intenso que colocamos no objetivo, que nos conduz onde queremos e nos liberta da paralisia do medo. Se, com medo, nunca se lançar o grão à terra, nunca haverá colheita. Se, com medo, nunca se der o primeiro passo, nunca se chegará à fonte…

Deixemo-nos atrair por tudo o que faz sentido para nós e se alinha com a pessoa que somos. Façamos a nossa parte com perseverança e resiliência e dediquemos os nossos recursos aos projetos que nos alimentam. Façamos planos e tomemos as precauções necessárias. Tomemos a decisão consciente de fazer o caminho até à fonte de água fresca, mas sempre mantendo o foco na importância que tem para nós a água. Assim, mantendo viva em nós a relevância do destino, conseguiremos extinguir os medos do caminho, sendo então fácil arriscar e usufruir da liberdade de uma escolha consciente e pró-ativa.

Tu não controlas todas as variáveis, por isso não esperes que todos os semáforos desde a partida até ao destino estejam verdes para dares o primeiro passo. Confia hoje, confia novamente amanhã e torna a confiar. A confiança é o motor que nos faz arriscar. Faz a tua parte, arrisca. Desse modo estarás a informar tudo e todos à tua volta do quanto queres ser feliz e, então, estarás a atrair o que procuras. Por isso se se diz que “quem procura, acha” e ainda que “a sorte protege os audazes”. Se dentro de ti sentes hoje um chamamento, confia e arrisca. Só arriscando, conseguirás verdadeiramente chegar a ‘Viver’. Assim, os nossos filhos, que estão sempre de olho em nós, vão aprender a confiar, a caminhar e a abraçar a vida sempre com um sorriso!

 

Por Telmo Marques, para Up To Kids®

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Princípio da caneta verde

Adiar

Andamos a Sensibilizar bem as nossas crianças e jovens?

Guia da Boa Esposa: 12 regras para manteres o teu marido feliz. Sê a esposa que ele sempre sonhou.

Estas imagens foram retiradas de um folheto de 1956 que era entregue às mulheres espanholas que entravam na Sección Femenina, uma ramificação do partido político Falange Espanhola, do general Franco, ditador que governou o país entre 1936 e 1975, ano em que morreu.

Não resistimos em partilhar com algumas adaptações parvas à 2017.

Uma boa esposa sabe sempre o seu lugar

1.JANTAR NA MESA

Planeia com tempo um jantar de Rei para o teu mai’que tudo.

Esta é uma forma de lhe dizeres que te preocupas com ele e com as suas necessidades. Os homens chegam a casa esfomeados. (Calma, ainda estamos a falar do jantar)

Prepara-lhe o seu Prato favorito.
2 2. PÕE-TE TOP

Descansa 5 minutos antes de ele chegar a casa para que te encontre fresca e fofa (Não abuses, 5 minutos não 7 nem 10 minutos). Maquilha-te, penteia-te e põe-te Top para ele. Lembra-te que o teu marido teve um dia de cão com os colegas no escritório (E tu estiveste o dia inteiro em casa a olhar para ontem)
3

3. FINGE QUE ÉS INTERESSANTE

O trabalho dele é uma seca e tens de animá-lo. A tua obrigação é fazeres tudo para distraí-lo. Não precisamos de dizer mais nada. Vai distrair o homem, mas não seja muito criativa, não te esqueças que terás de fazê-lo todo o santo dia.
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4. ARRUMA A CASA

A casa tem de estar impecável. Não porque tu gostas assim, mas pelo teu marido. Faz uma última ronda antes de ele chegar (e antes dos 5 min, de repouso). Tira do caminho os livros da escola (que te deves ter esquecido de guarda quando arrumaste a casa!) e põe o chão a brilhar (Nunca se sabe…)
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5. FAZ COM QUE SE SINTA NO PARAÍSO (Acho que é para voltares ao ponto 3…)

Nos meses frios do ano liga a lareira antes da sua chegada a casa (deve ser para criar clima). O teu marido sentirá que chegou a um paraíso de descanso (Descanso? Então mas… enfim, já não sei nada!) Afinal, cuidar da comodidade do teu marido vai trazer-te uma enorme felicidade!


6

6. PREPARA OS MIÚDOS
Penteia as crianças,  lava-lhes as mãos e muda-lhes a roupa da escola. Não se trata de uma questão de brio nem de higiene, nem sequer se fala de banho, por isso é tranquilo. É só porque o teu marido gosta de ver os seus tesouros reluzentes.
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7. MINIMIZA OS RUÍDOS
Quando o teu marido chegar a casa desliga as máquina, o aspirador, e cala os miúdos (Nada de ligar as máquinas todas para mostrar serviço). O coitado do homem esteve todo o dia a ouvir barulho no seu trabalho de seca, agora sff sossega.
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8. PÕE-TE FELIZ (Recapitulando, Top e Feliz)
Recebe-o SEMPRE de sorriso de orelha a orelha (podes usar clips para os dias piores, se quiseres) e mostra-te genuína no teu desejo de agradar (É para isso que cá estás, sim?) A tua felicidade é o prémio que dás ao teu marido pelo esforço diário que o coitado (outra vez?)…. Blá, blá, blá, seca do trabalho.
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9. OUVE-O

Até podes achar que a dezena de coisas que tens para dizer são importantes, mas o momento em que o marido chega a casa não é altura para conversetas. Deixa-o falar. Lembra-te que os assuntos dele são mais importantes que os teus. (estavas mortinha por dar ao dente, eu sei!)
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10. CALÇA OS SAPATOS DELE (Figurativamente, claro)
Não reclames se chegar tarde a casa, se sair para se divertir sem ti, se não volta para casa a noite toda. Trata de perceber que o homem tem compromissos e quando chega a casa quer sossego, por isso não chateies, sim? E desliga as máquinas.
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11. NÃO TE QUEIXES
Não o maces com problemas insignificantes (nem conversas da treta). Qualquer problema que tenha é uma formiga comparado com o que o teu marido tem de passar (Depois das noites fora deve estar com umas boas ressacas, e o melhor é dares-lhe um guronsan e saíres de fininho.
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12. FÁ-LO SENTIR-SE GRANDE! (Por mímica, para não fazeres barulho!)
Deixa-o estender-se no sofá ou enfiar-se no quarto a fazer sabe-Deus-o-quê. Tem sempre uma bebida quente pronta. Aconchega-lhe a almofada, e oferece-te para lhe tirares os sapatos! Fala-lhe com uma voz suave e prazerosa. (Sem comentários…)

 

E resumem-se assim os 12 Conselhos  para Salvares o teu Casamento, por isso, de nada.

Porque Uma boa esposa sabe sempre o seu lugar!

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Sabe o que há de maravilhoso em ter filhos? Só tem quem quer. Não é obrigatório! Isso mesmo, ter ou não ter filhos é uma escolha absolutamente racional. Não é uma decisão que se tome porque se está apaixonado por alguém, ou porque está à procura de um sentido para a vida, ou porque se esteja a sentir solitário e ande a sonhar com uma família daquelas dos anuncios. Tornar-se pai ou mãe envolve um enorme compromisso que é responsabilizar-se cem por cento pela vida de uma outra pessoa que, não escolheu ser a sua extensão, continuação, inspiração ou coisa que o valha.

E sabe o que há de terrível em ter filhos? É que um grande número de homens e mulheres tomam essa decisão para cumprir um papel social ou fazem-no, simplesmente, por acidente, ou porque fizeram sexo sem proteção ignorando o facto de que é exatamente assim que nós, seres humanos, nos reproduzimos. E o que se pode esperar de pessoas que trouxeram outra pessoa a este mundo por pressão social ou por imprudência?

Seguindo esta linha de raciocínio, passemos a uma necessária reflexão sobre o que é responsabilizar-se pela existência de um ser humano. Nascemos filhotes, exatamente como as outras espécies animais, só que com uma pequena diferença: dependemos dos nossos pais para absolutamente tudo; e se formos abandonados sem cuidados, morremos; tão simples quanto isto!

Ao contrário das outras espécies animais, permanecemos dependentes durante grande parte das nossas vidas. Bem, na verdade, alguns  ficam dependentes eternamente. Mas, voltando ao fulcro da questão, os seres humanos costumam depender dos seus progenitores até que sejam capazes de prover seu próprio sustento e responsabilizar-se por si mesmos. E antes disso acontecer, os seres humanos passam pela infância e não há o que se possa fazer para alterar esse fato.

Sendo assim, fica claro que ter filhos é um projeto e uma tarefa de longo prazo. Passados os primeiros desafios de cuidar de um bebé, o que envolve noites sem dormir, alterações importantes na rotina de vida, choros indecifráveis, um amor de tirar o fôlego, fraldas sujas, intercorrências de saúde inesperadas, alegrias desmedidas e mais um tanto imenso de outras variáveis que ocupariam páginas e mais páginas de texto, esse bebé vai crescer e passará a ser uma versão de ser humano tão encantadora quanto desafiadora, chamada criança.

As crianças são seres humanos na fase mais interessante da vida. Costumam ser inquietas, curiosas, desconcertantemente espontâneas, algumas vezes cruéis, muitas vezes apaixonantes e são um mistério quase completo para os adultos que teimam em não admitir que já foram crianças um dia.

As crianças precisam de atenção, de carinho, de cuidados físicos, de autoridade amorosa, de exemplos vivos de comportamento ético, de coerência entre ação e discurso, de um ambiente alegre e saudável para se desenvolver. Uma criança precisa de educação e educar é uma função intransferível daqueles que se responsabilizaram por ela, seja por vias biológicas ou não.
Educar uma criança não é tarefa fácil, sendo muito exaustivo tanto do ponto de vista físico quanto emocional e psicológico. Há crianças que necessitam de mais de cuidados, exatamente pelo facto de serem mais difíceis de se lidar porque acreditam que o mundo lá fora terá dificuldades em amá-las e é, exatamente por isso que precisam de ser amadas dentro desse núcleo familiar que ESCOLHEU tê-la.

Não se bate nas crianças. Nunca. De jeito nenhum. Sob nenhum pretexto. E, não, não pode dar nem uma palmada na hora certa, nem uma chinelada no rabo. Não pode e pronto! Quando o adulto responsável chega ao cúmulo de desejar ferir uma criança, é porque perdeu completamente a dimensão da sua missão em relação a ela. O adulto responsável que recorre a gritos, ameaças e agressões (por menores que sejam), passam para a criança a seguinte mensagem: “Estou perdido. Não sei o que fazer contigo.”

Além disso, o facto de se descontrolar perante uma criança porque está a desafiar a sua autoridade, seja ela parental ou não; ou porque parece ter muitas dificuldades em seguir regras ou porque teima em não cumprir as combinações e está constantemente a testar a sua paciência, equivale a ensiná-la que é isso que ela deve fazer perante os inúmeros e variados desafios ao longo da vida.
Educar uma criança requer que o responsável se lembre SEMPRE que ele é que é o adulto da relação. Que as crianças são seres em formação e o seu comportamento pode e vai ser difícil muitas vezes. Corrige-se uma criança com firmeza e doçura ao mesmo tempo, olhando nos olhos, em voz baixa e calma. Corrige-se uma criança, oferecendo-lhe meios de transformar o seu comportamento a partir de exemplos de conduta estável e coerente. Corrige-se uma criança em privado, nunca à frente dos outros. Corrige-se sem humilhar.

Portanto, se fez a escolha de se responsabilizar por uma criança, entenda de uma vez por todas que essa escolha redefinirá a sua vida a partir do nascimento, ou melhor, desde a concepção deste bebé.  Esqueça as expectativas de trazer uma bonequinha ou um bonequinho para casa e aproveite a oportunidade para trazer à tona a sua melhor versão de si mesmo, para que esse filho se possa sentir seguro, amado e respeitado.

E, assim possa ter orgulho dos pais que optaram por tê-lo.

 

Por Ana Macarini, para A Soma de Todos os Afetos

adaptado por Up To Kids®

Conversar com os filhos na língua materna é muito importante para manter o vernáculo, “origem de uma língua”.

A maior parte dos pais concordam sobre quão vantajoso é para os filhos falar mais do que uma língua, especialmente no futuro, quando estiverem à procura de emprego. Mas, não se trata apenas de uma questão de currículo.

Pais de nacionalidades diferentes, ou que moram fora de seu país de origem, têm a facilidade de ensinar várias línguas às suas crianças, tornando-as bilíngues.

A professora da Aliança Francesa com formação em Ciências da Linguagem na França, Nina Roig, afirma que a formação pessoal e o desenvolvimento afetivo, dependem do conhecimento da língua de origem.

“Há casos de pessoas que não ensinaram aos seus filhos a língua materna, e as crianças não conseguem comunicar com os avós, primos, tios. Perdem as referências, os laços”, alerta a professora.

Normalmente, a criança acaba por desenvolver melhor a língua falada no país onde vive, pois, a escola dá as bases para o convívio social.

Mas, quem tem o privilégio de formar uma família poliglota, não deve perder a oportunidade. Os pais são os primeiros professores das crianças.

Quais os benefícios de utilizar a sua língua materna? A língua materna liga os seus filhos à sua família e mantém vivas tradições culturais importantes.

Ser bilingue: quanto mais cedo melhor

The Journal of Neuroscience publicou em 2013 uma tese que confirmava que a melhor fase para se aprender uma língua é entre dois e os quatro anos de idade. Nesta faixa etária, as ligações entre os neurónios desenvolvem-se para processar novas palavras, e o cérebro está mais recetivo aos estímulos exteriores.

Entre os 13 e os 18 anos, é tempo de sociabilizar e as crianças bilingues colocam alguns obstáculos a falar a língua dos pais, em busca do vocabulário usual do meio onde vivem. Mesmo nesses momentos, os pais devem insistir.

Passada a rebeldia da fase, no futuro, ao se tornarem adultos fluentes em mais do que uma língua, os filhos tendem a agradecer.

Uma pessoa que fala mais de uma língua fluentemente tem mais oportunidades de estudo, viagens e trabalho, em qualquer lugar do mundo.

Importante: ser bilíngue ajuda também as crianças a desenvolver competências de pensamento mais fortes e geralmente resultam em melhores notas académicas a longo prazo.

À medida que os progenitores envelhecem, a comunicação vai tornar-se cada vez mais importante. Isto será mais fácil e mais divertido tanto para si, como para os seus filhos, se falarem a mesma língua. Todas estas coisas são parte importante da aprendizagem inicial dos seus filhos – e se o fizer na sua língua mais confortável.

Qual método que devo usar para ensinar?
Conte histórias e leia aos seus filhos na sua língua materna; partilhe rimas, cânticos, canções e poemas que aprendeu na infância; procure atividades divertidas que acontecem na sua língua, como histórias na sua biblioteca local, festivais locais e eventos culturais; procure livros bilíngues, livros sem palavras, ou livros na sua língua materna na biblioteca pública mais próxima.

Porque é que os meus filhos fazem confusão entre as duas línguas?

As crianças pequenas podem aprender duas ou mais línguas ao mesmo tempo pois assimilam conteúdos rapidamente.

Às vezes, os miúdos combinam palavras ou frases de ambas as línguas. Isso não tem problema! Pode parecer que estão confusos, mas na verdade, estão a aprender as regras e vocabulário de ambas as línguas, organizando tudo nos seus cérebros. É um sinal de boa aprendizagem e pensamento.

É possível que os seus filhos prefiram o idioma local porque é o que todos os seus amigos falam. Converse com eles sobre o assunto. Explique que aprender ambas as línguas, é importante. Fale sobre as pessoas especiais nas suas vidas que falam a sua língua, incluindo parentes e amigos favoritos.

Pode ainda explicar que as pessoas que são bilingues têm duas vezes mais probabilidades de fazer amigos e conhecer novas culturas. Pode tornar a sua língua materna divertida ao ler livros, cantar canções e utilizando-a para brincar com jogos ou outro tipo de atividade.

A sua língua é um dom e falá-la mantém a sua família interligada.

 

Por Isa Coli, para Up To Kids®

 

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O sistema de Ensino da Finlândia é considerado um dos melhores do mundo. Está sempre no top 10 no ranking internacional. No entanto, não pretendem descansar sobre os louros, e agora decidiram revolucionar por completo o sistema escolar, abolindo as disciplinas do currículo escolar. Deixará de existir matemática, história, geografia ou literatura.

O chefe do Departamento de Educação em Helsínquia, Marjo Kyllonen, explicou as alterações: “Há escolas que aplicam métodos de ensino que já foram eficazes no inicio dos anos 1900, mas neste momento, as necessidades são outras, e precisamos de um método que se adapte ao século XXI”

Em vez de disciplinas escolares individuais, os alunos irão estudar eventos e acontecimentos de uma forma interdisciplinar. Por exemplo, a 2ª Guerra mundial será abordada na perspectiva da História, da Geografia e da Matemática. Na área “Trabalhar num café” os alunos irão desenvolver conhecimentos na área da Língua Inglesa, economia e comunicação.

Este método será introduzido nos alunos mais velhos, a partir dos 16 anos. O conceito baseia-se na premissa dos alunos escolherem qual o assunto ou acontecimento que pretendem estudar, tendo em conta as suas capacidades e ambições para o futuro. Desta forma, nenhum aluno terá de frequentar um ou dois anos de Físico-química, contrariado e a questionar-se “Porque é que tenho de estudar isto?”

O formato tradicional da comunicação  professor-aluno também vai ser reformulada. Os alunos deixarão de se sentar em secretárias dispostas na sala de aula, à espera ansiosamente para responder às questões colocadas. Professores e alunos trabalharão em conjunto em pequenos grupos de discussão.

O sistema de educação da Finlândia incentiva o trabalho colectivo, e por esse motivo as alterações nunca poderiam ser apenas relativamente aos conteúdos e aos alunos. A reforma escolar irá exigir uma cooperação entre os vários professores das diferentes disciplinas. Cerca de 70% dos professores em Helsínquia, já realizaram trabalhos preparatórios direccionados com o novo sistema de apresentação dos conteúdos e, em compensação irão receber um aumento salarial.

Esta reforma deverá estar concluída em 2020.

O que acham sobre este novo método de ensino? Comente connosco!

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A ansiedade, termo utilizado actualmente para designar um conjunto de manifestações físicas e mentais causadas pela percepção, real ou imaginária, de um perigo ou situação difícil, pode incluir sintomas tão variados como irritabilidade, insónia, suores frios, sensação de desmaio, dificuldades de atenção/concentração, alterações intestinais ou urinárias, bloqueios e confusão mental, entre outros.

Dados da Direcção Geral da Saúde (2013) referem que 16,5% da população portuguesa revelava sinais de Perturbações da Ansiedade, sendo a perturbação psicológica de maior incidência no país. Tornou-se quase banal a sensação de cansaço, o nervosismo, a tensão, as intermináveis listas de afazeres, a resposta imediata a milhares de solicitações diárias da família, do trabalho, dos amigos e das redes sociais, o telefone que não pára de tocar, as noites mal-dormidas, os cinco-cafés-por-dia-para-aguentar… e o consumo de medicação ansiolítica, que tem crescido de forma exponencial nos últimos anos.

Como evitar a ansiedade?

Na verdade, não existe forma de eliminar por completo a ansiedade, já que constitui um mecanismo psicológico absolutamente fundamental para o nosso bem-estar psicológico, funcionando como uma espécie de “sinal de alarme” para situações potencialmente desagradáveis ou perigosas.

No entanto, existem diversas estratégias simples que nos permitem gerir saudavelmente os efeitos negativos da ansiedade, e minimizar o seu impacto. Em primeiro lugar, é fundamental estimular hábitos de auto-reflexão, já que quando nos tornamos mais conscientes relativamente ao tipo de situações que nos causa maior ansidade (prazos de trabalho, por exemplo), também nos tornamos atentos às situações potencialmente desagradáveis que conseguimos evitar (começando a preparar o trabalho mais cedo, de forma a evitar atrasos). Evitar a procrastinação (não deixar tudo “para amanhã”), estabelecer objectivos curtos, celebrar os pequenos ganhos, aceitar as próprias falhas e erros, cuidar do corpo respeitando os seus ritmos e necessidades, dormir 8 horas, praticar exercício físico moderado, diversificar ao máximo as suas rotinas e fontes de prazer, diminuir o consumo de estimulantes e desligar ocasionalmente as redes sociais são outros pequenos truques que permitem evitar o “bloqueio” causado pelo acumular de situações causadoras de ansiedade.

E se a ansiedade for demasiado grave?

Acontece por vezes que, independentemente de todos os nossos esforços, a ansiedade continua a tomar conta de nós de uma forma cada vez mais incapacitante, bloqueando-nos, deprimindo-nos, impedindo-nos de tomar qualquer atitude ou de tomar qualquer decisão. Quando a intensidade e duração dos sintomas ansiosos se tornam excessivas, ou quando o seu impacto no dia-a-dia se torna descontrolado, está na altura de procurar a ajuda de um psicólogo clínico. Este técnico poderá, no seio de uma relação confidencial e de confiança, fornecer-lhe ferramentas de gestão das emoções construídas à medida das suas capacidades e características, agindo directamente na causa dos distúrbios emocionais e recuperando um funcionamento mais harmonioso, activo e feliz.

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