Quem me dera que, um dia, a educação despertasse nas pessoas a mesma paixão que o futebol.

Quem me dera que fosse tão importante que as nossas crianças e jovens tivessem uma educação de qualidade, em que a descoberta e o conhecimento despertassem as mesmas emoções que um golo ou um cesto no último minuto. Seria fantástico, não acham?

Quem me dera que pudéssemos aliviar os nossos professores e que fizéssemos da sua profissão um trabalho bem considerado e remunerado. Quem me dera que víssemos o verdadeiro potencial das nossas crianças e que os professores pudessem ensinar da forma mais individualizada, acolhendo e ressaltando os pontos fortes de cada um dos seus alunos.

Quem me dera que um adolescente que demonstre paixão pelos livros despertasse a mesma expectativa nos pais e na sociedade que um adolescente que promete ser o melhor do mundo, o ouro,  a prata, o bronze ou todos de uma vez. Quem me dera que os jornais que aludem a novas descobertas apostassem nos títulos e nas capas como uma publicação nos dias posteriores aos grandes jogos.

Enquanto lemos e pensamos nestes “quem me dera”, existem milhares de crianças que procuram um bocado de chão para poder ler um livro herdado, que olham para um caderno de notas e não sabem o que aconteceu. Milhares de crianças que se frustram com a matemática, milhares de análises que não compreendem, guerras que não conhecem. Guerras, preconceitos e crenças que enganam com sua intenção de seguir adiante, de sobreviver.

Está constatado que grande parte dos sistemas educativos do mundo são inadequados pela sua insuficiência, pois limitam o estudo à escola e não partem do conhecimento das crianças para potencializá-los. Ainda que os meios sejam diferentes, a má educação está presente tanto nos países pobres quanto nos desenvolvidos.

A educação é a base da sociedade

O segredo do sucesso da educação finlandesa, é que suas atuações são caracterizadas pela consideração com o professorado que foi selecionado e aos quais são oferecidos meios para que se possam converter em instrutores maravilhosos.

Assim, a garantia que a educação deve oferecer é a de instruir cada criança de acordo com o seu potencial, assegurando que cada pessoa se possa superar em vez de se criar atividades generalizadas que não deixam margem a qualquer adaptação mas sim lugar a muitas frustrações, a muitos aborrecimentos, a notas desastrosas e a perdas que são difíceis de quantificar pela sua importância para a sociedade, para a espécie ou para o planeta.

O melhor sistema educativo é o que consegue fazer os estudantes irem mais além e melhorarem os seus resultados, individualizando e flexibilizando o currículo que é proposto. Ou seja, transformar em realidade uma proposta educativa baseada no conceito vygostkiano de capacidade e de potencial.

Com isto não queremos dizer que deveríamos deixar de nos emocionar com o desporto. Seríamos tolos se não entendessemos que, além do seu componente lúdico, é uma fonte de diversão e um contexto perfeitamente válido para a formação de valores. Uma equipa  não seria boa se os seus componentes não entendessem a importância da cooperação, se não colocassem em prática o princípio de Gestalt de que o todo é muito mais que a soma das partes.

É um milagre que a educação sobreviva ao nosso sistema educativo

A educação, tal como se define em termos de recursos e de conceito, hoje está em déficit na maior parte do planeta. Einstein, um dos maiores génios da história, afirmou que é um milagre que a curiosidade humana sobreviva à educação regrada.

Vamos concordar que alguma coisa está errada, e que isso não vem de agora. Por que razão uma criança de 4 anos faz mais de 100 perguntas por dia e uma criança de 10 começa apenas a preocupar-se com as respostas dos testes? Parece-me óbvio que, enquanto sociedade estamos a cortar as asas às nossas crianças. E isso não acontece apenas na escola.

Porque se uma criança não consegue aprender através do método  que foi traçado para todas as crianças da sua idade, então deve-se perceber como chegar a este aluno, como trabalhar com ele.

Porque o essencial é percebermos que o verdadeiro direito não é o de sermos iguais, mas sim o de sermos diferentes e sermos tratados como tal, a começar pela educação.

 

Em A Vida é maravilhosa, adaptado por Up To Kids®

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É incrível como há pequenas escolhas que podem vir a ser fundamentais para que determinadas tarefas corram sem quaisquer imprevistos. Falo-vos da escolha de materiais escolares e de escritório que temos em casa para uso diário. Quantas vezes já compraram aqueles lápis de carvão mais baratos que até são 2B, mas depois são tão duros que os miúdos não conseguem escrever com eles? Ou que vêm com o bico todo partido por dentro e cada vez que afiamos, cai outra vez? Cá em casa este tipo de situações começou a tirar-me do sério. Era o lápis, depois as folhas de dossier rasgavam todas nas argolas, tinteiros recarregáveis que, quando os miúdos imprimiam um trabalho, ou ficava com uma qualidade péssima ou, como aconteceu uma vez, a tinta estava seca!

Comecei a pensar melhor nas minhas escolhas/opções. Primeiro, porque cheguei à infeliz conclusão de que o chavão “o barato sai caro” é mesmo verdade. E depois, porque numa casa com 4 filhos, os fins de tarde já são suficientemente caóticos com as tarefas escolares mesmo quando os materiais nos dão a resposta adequada.

Há uns tempos,  quando tentávamos imprimir um trabalho escolar para entregar no dia a seguir (porque os meus filhos lembram-se de tudo à última da hora), a impressora não dava nada. Aliás, fazia o som de quem estava a imprimir mas a folha saía praticamente em branco. Basicamente fingia que estava a imprimir.

Acabei por sair de casa à noite para imprimir o trabalho e no dia a seguir dirigi-me a uma grande superfície de modo a tentar resolver o assunto. Foi-me explicado que a impressora estava boa e consequentemente o problema seria dos tinteiros. A verdade é que uso há algum tempo tinteiros recarregáveis, por estes serem aparentemente mais baratos.

Tinha de comprar tinteiros novos e optei naturalmente pela HP, para fazer pendant com a impressora que tinha em casa. Confesso que fiquei algumas centenas de minutos a falar com o funcionário que me atendeu (fui a verdadeira seca) mas já que ia gastar dinheiro, quis saber tudo sobre as opções que tinha para efectuar a compra acertada e descobri que:

  1. Há tinteiros normais (standard) para quem imprime ocasionalmente, de alto rendimento para quem faz muitas impressões e que tem um custo por página até 50% inferior aos outros.
  2. packs múltiplos, que ficam cerca de 20% mais baratos do que a compra individual dos tinteiros.
  3. packs que incluem tinteiro mais papel fotográfico e que acabam por ficar 30% mais baratos do que a compra individual de cada elemento.

Em casa, coloquei os tinteiros e segui as ordens todas até imprimir a folha de teste, que saiu  P-E-R-F-E-I-TA!

A diferença foi inacreditável! Sem falhas, aliás, o texto agora lia-se a preto, coisa não vista há anos, pois saía cinzento-ratazana com riscas brancas desde que os meus filhos a começaram a usar (confesso que, em parte, achava que a culpa era dos miúdos, devido à má utilização deles).

Experimentei imprimir fotografias a preto e branco, pois não comprei inicialmente o tinteiro colorido e ainda em papel normal de 80g e a impressão saiu impecável.

Claro que, apesar dos descontos, aparentemente estes tinteiros saem mais caros do que alguns de outras marcas ou marcas brancas. Mas no meu caso foi notória a poupança, quer em termos de custo, quer em termos mentais: já não ando a correr para imprimir trabalhos dos miúdos à hora do jantar, deixei de gastar desnecessariamente dinheiro em impressões e gasóleo. Além disso tenho feito imensos presentes, especialmente para a família imprimindo imagens e fotografias em casa.

Mesmo assim, sentia-me um pouco culpada por não estar a reutilizar os tinteiros. Eu sou apologista dos 3R – Reduzir, Reutilizar e Reciclar, tentando-os transmitir aos meus filhos.

Aliás, um dos motivos pelos quais comecei a reutilizar os tinteiros foi a minha preocupação ambiental. Questionei o paciente vendedor no que diz respeito à parte ecológica e expliquei-lhe que me fazia um bocado de confusão o usar e deitar fora, quando na verdade poderíamos reutilizar. Pois justamente, “a cereja no topo do bolo” foi descobrir que a HP desenvolveu um programa chamado “Parceiros Planeta HP” em que é por ela assegurado que nenhum tinteiro vai parar a um aterro ou algo que o valha. Não são reutilizados, mas são reciclados.

Resumindo, poupamo-nos mentalmente, poupamos a nível de custos e poupamos o ambiente.

Como sei que muitos de vocês partilham preocupações semelhantes, vejam mais AQUI.

Depois de comprar os tinteiros aproveitei para fazer uma visita ao corredor das impressoras. Eu adoro gadget, upgrades e oportunidades, por isso vou sempre ver as novidades. Fiquei de olho numa impressora/fotocopiadora/scanner, e foi amor à primeira vista.

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Pequena, gira, wireless e específica para fotos. O jeito que me iria dar.

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No entanto descobri que esta menina (a impressora, não é a miúda) é um dos prémios do passatempo que a HP está a promover no Facebook.

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Por isso, desculpem-me que agora vou escolher umas fotos para partilhar no nosso FB e Insta com a hastag #MelhoresMomentosHP.
A minha impressora é boa mas um “maquinão” destes, caído do céu assentava-me como uma luva.

Agora não digam que vão daqui de mãos a abanar!

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Brincar é viver! Vamos Brincar?

Brincar é das coisas mais importantes na vida de uma criança. Uma criança que brinca é uma criança feliz. De todas as memórias infantis que nós temos, as mais felizes são sem dúvida aquelas recordações onde brincávamos.

As brincadeiras do faz de conta, com os carrinhos, com as bonecas, com os livros, no pátio da casa, na rua com os vizinhos, às escondidas, o jogar futebol. Havia tempo, havia espaço e havia sobretudo permissão.

Hoje os tempos são diferentes, as rotinas são cada vez mais exigentes. A criança chega a casa depois da escola, tem que fazer os trabalhos de casa, por vezes exagerados, jantar e dormir. Amanhã a mesma coisa. Uma semana assim. Onde é que ela brincou? No recreio da escola? Uma hora por dia? Será suficiente? Creio que não.

As crianças vivem numa rotina programada, onde parecem que vivem num mundo dos adultos, com responsabilidades iguais. São trabalhos de casa, são actividades, a escola, sobra pouco espaço para brincar. Brincar é fundamental na vida de uma criança. Faz parte do seu mundo. Brincar é viver!

Na brincadeira, a criança pode apreender o mundo real, expressar os seus sentimentos, explorar o mundo, ser mais criativo, adquirir novas formas de linguagem e de expressão corporal e motora bem como ajudar na sua socialização. Brincar nunca pode ficar para segundo plano.

É importante assegurar que a criança brinca. Que haja espaço e tempo para brincar. Sendo uma actividade que é divertida, e consequentemente a criança vai se sentir satisfeita e feliz.

Vamos fazer por isso?

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Antigamente era mais fácil ser mãe

É urgente ensinar as crianças a brincar!

 

Sabes como se faz um hidrovaso de reciclagem para poderes plantar em casa as tuas plantas aromáticas?

Mariano Bueno, autor do livro «A Horta-Jardim Biológica», da Arteplural Edições, explica-nos em menos de 50 segundos os passos a seguir para podermos ter a nossa pequena horta em casa, mesmo num espaço reduzido como uma varanda.

Experimenta já! Os miúdos vão adorar ver como as plantas crescem de dia para dia!

Existiu um momento da minha vida em que esta questão estava constantemente presente em mim: será que sou má mãe?

Os comportamentos do meu filho, as queixas e críticas constantes por parte da escola, os comentários e olhares reprovadores da família magoavam-me tanto que, por muito que tentasse, não conseguia reagir com ele de acordo com a intenção da mãe que queria ser. Gritava, castigava, reprovava, comparava. A seguir sentia uma culpa enorme e questionava o meu papel de mãe. Era muito cansativo. De manhã quando acordava prometia a mim mesma que ia mudar, que ia começar a ter outras atitudes e desvalorizava o episódio. E até podia aguentar alguns dias com esta esperança mas, a verdade é que pouco tempo depois, este ciclo voltava a repetir-se.

Esta situação deixava-me completamente esgotada pois existia uma discrepância enorme entre a mãe que era e a mãe que queria ser. Estava a chegar a um ponto em que o meu amor próprio estava a diminuir a olhos vistos.

Depois de um longo caminho interno, uma das coisas que percebi que me impedia de libertar-me dessa espiral era o sentimento de culpa. A culpa foi o grande obstáculo durante muito tempo à minha mudança. Porquê? Esta emoção corroía-me de tal forma que a tendência que tinha sempre que esta surgia era de fugir rapidamente. Como? Desvalorizava a reação que tinha com o meu filho ou culpava-o pela minha atitude.

Foi preciso fazer as pazes com a pessoa que era e ter consciência do caminho em que me encontrava para começar a mudança. O primeiro passo foi encarar a culpa de frente. Uma das coisas que aprendi e que se tornou um mantra para mim foi aprender a ser amável comigo: “Tu estás a fazer o melhor que podes com os recursos e consciência que tens”.

Esta foi uma aprendizagem poderosa porque a partir dai, sempre que a culpa surgia, em vez de tentar fugir, olhava-a de frente e perguntava-lhe: o que me queres dizer?. E em vez de começar a entrar no tal ciclo vicioso e iniciar uma série de questões que colocavam em causa a mãe que era (“sou má mãe?”), praticava a amabilidade para comigo (“tu estás a fazer o melhor que podes!”) e abraçava-me. Sim, abraçava-me! Já alguma vez se abraçaram? Podem começar Agora. Somos tão gentis para com os outros, porque não o somos com nós mesmas?

Um dos meus diálogos com a culpa foi este:

Eu – Qual a mensagem que tens para mim?

Culpa – Tens que ser mais calma e ser mais paciente com o teu filho.

Eu – Como? Estou completamente esgotada!

Culpa – O que precisas de fazer para ficar menos esgotada?

Eu – … Cuidar mais de mim.

Foi um daqueles momentos “Aha!”

Continuei a desenrolar o novelo… E percebi: inconscientemente as atitudes do meu filho, ao contrário do que poderia supor, não eram para me fazer sentir a pior mãe do mundo (sim, era o que sentia) mas sim para aprender a cuidar-me, porque, na realidade, era por essa falta de autonutrição que muitas vezes não conseguia lidar de forma serena aos desafios que o meu filho me colocava.

Hoje quero deixar-te com estas mensagens para te ajudar a romper com esse ciclo destruidor:

  • Escolhe ser amiga da culpa, não fujas dela, e pergunta-lhe: porque te estou a sentir? que mensagem tens para mim? que mudança tenho de fazer? Encara a culpa como uma mensageira.
  • Tens dentro de ti uma voz que te pode ajudar lidar com a culpa. A voz a que me refiro está muitas vezes em silêncio mas existe dentro de ti. Chama-se: amabilidade. Escolhe ser amável para contigo. Tu és uma mãe maravilhosa e estás a fazer o melhor que podes. Abraça-te!
  • O teu filho só quer que te ames incondicionalmente e vai fazer tudo para te levar a trabalhar nesse sentido. Ele vai deixar-te completamente esgotada até perceberes que tens de te amar, com tudo que és, para conseguires ter uma relação harmoniosa com ele. O que estás à espera para dar um passo nesse sentido? Qual vai ser a tua escolha?

Tu não és má mãe, tu és a melhor mãe que o teu filho poderia ter. Cuida de ti!

Por Carla Patrocínio, Coach Parental, Blog Meus filhos meus Mestres, para Up To Kids®

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Não és má mãe!

As mães não são seres mágicos

As mães também têm medo

 

Às vezes as palavras são só palavras. Mas outras vezes tornam-se na nossa voz interior, num pilar imutável da nossa personalidade.

A linguagem é algo fascinante. Enquanto bebés, absorvemos os sons e tentamos audazmente reproduzir o que ouvimos da boca dos nossos pais, dos nossos cuidadores ou dos bonecos animados. E, um dia, aplicamos essas palavras e conseguimos exercer o seu gigantesco poder. A linguagem pode trazer alegria, pode pôr uma pessoa a rir e pode transformar uma sala silenciosa numa conversa animada. Mas, como todos sabemos, a linguagem tem, também, o poder de causar um impacto muito diferente. Pode provocar dor. Provocar lágrimas. Pode criar uma rutura entre duas pessoas que outrora se amaram. A linguagem é, na sua essência, uma arma poderosa.

Não me lembro da primeira vez que um dos meus filhos me disse “Eu odeio-te!” Posso dizer que, de vez em quando, ainda dizem e não me incomoda. Como pai, parte da minha função é fazer e dizer coisas que os meus filhos não gostam. Eu mando-os fazer os TPC antes de brincarem. Eu não os deixo comer doces antes de irem para a cama. Se eles me odeiam uma vez por outra, eu sei que estou a fazer um bom trabalho.

“Eu odeio-te, pai!” Eu consigo entender, esta é a única defesa deles quando estão irritados. Descarregam em mim e eu não me importo.

No entanto não é esta a expressão proibida cá em casa. Na semana passada o meu filho mais velho andava a trabalhar num avião de papel criado por ele. A brincar, atirou-o sem querer contra a parede, e o avião separou-se em duas partes e ficou irremediavelmente estragado. Vi-lhe os olhos a encherem-se de lágrimas.

EU ODEIO-ME!

Esta expressão arrepiou-me. Porque não foi a primeira vez que ele a disse. Preocupou-me porque a estava a usar com frequência. Como um vício linguístico mas que, pela frequência com que a repetia, corria o risco de começar a acreditar nisso.

Ajoelhei-me ao seu lado, olhei-o nos olhos e disse-lhe que nunca mais queria ouvir aquelas palavras, que não pode ser tão exigente consigo e que precisa de se respeitar. Eu duvido que ele tenha retido toda a mensagem, mas uma coisa é certa, aquela frase não seria mais tolerada.

A diferença entre o teu filho dizer que te odeia e dizer que se odeia a ele mesmo é que passados 5 minutos ele já se esqueceu de que te odeia. O ódio a si mesmo é potencialmente venenoso e pode ter efeitos secundários que permanecem até à adolescência ou à idade adulta. E isso não afeta apenas o próprio. O “auto-ódio” provoca impacto em todos os que o rodeiam porque produz um forte efeito de bola de neve.

Quando os miúdos começam a acreditar que se odeiam subestimam o seu próprio valor. Umas vezes entram em lutas para fazer novas amizades. Outras vezes não têm a confiança necessária para levantar o dedo nas aulas, mesmo que saibam a resposta. Em adolescentes evitam falar com os pares acabando por perder a hipótese de se conectarem afetivamente, porque assumem que irão ser rejeitados. E em adultos podem optar por não se candidatar a um emprego de sonho porque assumem que não são suficientemente bons para o cargo.

Eu sei que tudo isto pode e irá acontecer, porque esta é a minha história. Eu nunca fui uma criança confiante. Por isso acabei por me debater com os meus problemas de baixa autoestima em várias áreas: socialmente, academicamente e emocionalmente. Sempre evitei ser o centro das atenções, mesmo que fosse por um bom motivo, porque nunca tive a confiança necessária para lidar com isso. Hoje em dia, em adulto, quase expludo cada vez que penso no que eu era capaz de ter feito se tivesse acreditado em mim, em vez de dar ouvidos à voz interior que me dizia que eu não era suficientemente bom.

Eu não aguento ver os meus filhos sofrerem do mesmo mal. E eu acredito que não estou a fazer um bom trabalho enquanto pai se não conseguir evitar que os meus filhos cometam os mesmos erros que eu.

Às vezes as palavras são só palavras. Mas outras vezes tornam-se na nossa voz interior, num pilar imutável da nossa personalidade. Eu sei que para muitos pais o seu pior pesadelo é que os filhos os ouçam a dizer “palavrões” e os comecem a aplicar no seu discurso. Claro que eu não adoro a ideia de algum dos meus filhos largar um F%$#&% durante o jantar, do alto dos seus 7 anos, mas o meu grande medo não é o calão, a gíria, nem mesmo os palavrões, mas sim a linguagem de impacto negativo e duradouro que pode mudá-los enquanto pessoas.

Se usamos uma linguagem depreciativa e humilhante, quer para nós quer para os outros, causará um impacto que eu quero evitar para os meus filhos. Basicamente, eu não receio que os meus filhos usem linguagem forte. Eu receio que usem uma linguagem que os torne fracos.

Como disse a sábia escritora Peggy O’Mara ”A forma como falamos com os nossos filhos torna-se na sua voz interior (The way we talk to our children becomes their inner voice.)”

O meu objetivo é garantir que essa voz seja uma voz poderosa.

 

Por @JoeDeProspero publicado em The Huffington Post,

adapatado por Babelia Traduções para Up To Kids®

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Antigamente era mais fácil ser mãe

Uma das questões que me preocupa enquanto mãe é o facto de não ter tempo suficiente para os meus filhos.

Muitas vezes gostava de conseguir estar mais presente, estar mais consciente e estar mais disponível para cada um.

Muitas vezes, pessoas que só têm um filho, perguntam-me como é que consigo ter tempo para quatro. A verdade é que quatro crianças não ocupam quatro vezes mais tempo do que uma só criança. Porque o tempo não se multiplica mas partilha-se, gastando-se em conjunto, e divide-se. Consigo ter momentos individuais com cada um dos meus filhos, porque os irmãos também dão tempo uns aos outros.

Hoje li um post de uma bloguer australiana, Constance Hall, que me fez pensar sobre as minhas opções e prioridades enquanto mãe. Este post tornou-se viral nas redes sociais, tendo alcançado mais de 60 000 Likes. Por vezes, a melhor maneira de ver as coisas, é simplifica-las.

«O que acontece quando as mães estão sob muita pressão?

Certo dia, depois de ter o meu primeiro filho, perguntei ao meu pai como é que a minha avó conseguiu criar 11 filhos. O meu pai respondeu-me que a avó não estava sujeita à pressão que nós, mães, estamos hoje em dia.

A avó não tinha de ir ao banco, ao supermercado diariamente, não se sentia obrigada a estar fantástica a seguir aos partos e nunca fez pressão para que os filhos alcançassem as etapas de crescimento às três semanas de idade, para ter a casa limpa ou ter um robot de cozinha.

Antigamente, as mães passavam o seu tempo a desfrutar da companhia dos filhos. 

Antigamente era mais fácil ser mãe.

Por isso, o que é que nós devemos fazer, tendo em conta a pressão a que estamos sujeitas?

Muitas de nós nem sequer gozamos da companhia dos nossos filhos porque o tempo que estamos com eles e disponíveis para eles, é muito curto devido a esta tentativa de sermos perfeitas em tudo.

Ir ao ginásio. Responder aos e-mails. Pagar contas. Cozinhar aquela couve, desfazê-la e esconde-la numa refeição para ninguém perceber que é couve. Ir às consultas… Lavar roupa. Pôr gasolina no carro… disfarçar as olheiras! Fazer lanches saudáveis para os miúdos porque se compras feito vais ser JULGADA outra vez.

Com tudo isto estamos a desperdiçar o tempo que poderíamos aproveitar para estar com os nossos filhos, estamos a ouvir apenas metade do que nos dizem e a acenar positivamente com a cabeça enquanto pensamos no raio da multa que temos para pagar!

Ontem, num seminário, fizemos um exercício interessante: uma pessoa contava uma história a um parceiro, e quando estávamos a meio, este desligava e deixava de ouvir. Olhava para o outro lado, bocejava, pensava noutros assuntos e respondia a e-mails no telemóvel, enquanto nós contávamos algo que considerávamos interessante.

Adivinhem como é que me senti? Chateada, envergonhada por não ser merecedora da atenção de alguém, indigna e insignificante.

É assim que os meus filhos se sentem ao optarmos por esta vida acelerada na busca da perfeição?

Hoje acordei com vontade de respirar fundo e libertar-me. Eu não me vou preocupar com os cortinados novos que encomendei, nem quero saber se a casa está impecável ou não.

Eu preocupo-me mesmo é com o tempo que vou passar com os meus filhos e em saber como é que eles se sentem. E não vou deixar que a pressão da sociedade e os ideais de Super mãe me tirem este tempo com eles.» – (Adaptação livre do post abaixo)

 

 

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Uma mãe nunca falha

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As últimas décadas têm sido testemunhas de uma crescente tendência em quase todo o mundo: o crescimento precoce das crianças. É comum ver pais que se sentam ao lado do berço do bebé e lhe falam sobre a importância de chorar em certos momentos e noutros não. “Precisam de aprender desde pequenos”, dizem.

Desde o início, procuram educar estas crianças para uma coisa que parece uma espécie de autonomia inflexível. Querem que os seus filhos os perturbem o mínimo possível: que aprendam a levantarem-se e a deitarem-se sozinhos; que cumpram as suas tarefas escolares sem que ninguém os supervisione; que esperem “tranquilos” em casa até os seus pais chegarem do trabalho. Por outras palavras: que se comportem como pequenos adultos.

“A infância tem as suas próprias formas de ver, pensar e sentir; não há nada mais insensato que pretender substituí-las pelas nossas.” –Jean Jacques Rousseau

Esta atitude não deixa de provocar um certo sentimento de culpa nos pais. O lado mau é que procuram diluir essa culpa com presentes caros ou cuidados extremos sobre certos aspetos da vida. Talvez telefonem para os filhos a cada 2 horas “para saber como estão”. Ou aproveitem as férias para ir com eles até ao outro lado do mundo para, supostamente, reparar um pouco as ausências.

Pais esgotados e crianças insatisfeitas

A solidão das crianças é uma verdadeira epidemia, provocada pelo clima destes tempos onde parece que os momentos para os abraços, os beijos e a conversa tranquila já não existem. Em vez disso, só existe tempo para o trabalho: gente esgotada e rostos cansados. Pais que chegam tarde e estão sempre cansados e alterados.

A UNICEF realizou uma pesquisa sobre o que significa qualidade de vida para as crianças, e pôde assim comprovar que o seu ponto de vista é muito diferente do dos adultos. Crianças de todo o mundo, entre os 8 e os 14 anos, deram uma lista do que consideram ser “viver bem”. Não incluem brinquedos caros, nem presentes ultra especiais, mas coisas muito simples:

  • Que os pais gritem menos e dialoguem mais
  • Que desliguem os seus telemóveis
  • Que os abracem mais
  • Que os coloquem menos tempo trancados nas escolas e mais tempo em atividades físicas com eles
  • Que as pessoas sorriam mais
  • Que não mudem de casa

As crianças tornaram-se silenciosas e tristes

Agora é mais comum do que nunca ver crianças com expressão triste ou distante. As crianças de hoje em dia sentem-se muito sozinhas e isso transforma-as em pessoas silenciosas. Não sabem como expressar o que sentem, porque este tema nunca é abordado. E não saber perceber o seu mundo interior aumenta a sua solidão.

Também são mais irritáveis, intolerantes e exigentes. Não conseguem organizar as suas emoções de forma coerente. Muitas têm dificuldade em ser espontâneas e são extremamente vulneráveis à opinião dos outros.

A solidão imposta nunca é boa, porque afunda quem a sofre num tipo de lama emocional, especialmente se for uma criança. Ela sente-se sem apoio, sem chão. Vivencia o medo e por isso pode desenvolver uma personalidade defensiva e com sinais de fobia, o que na sua vida adulta lhe trará grandes dificuldades no relacionamento saudável com os outros.

O que fazer perante a imensa solidão das crianças?

Certamente muitos pais já se deram conta de que os seus filhos estão muito sozinhos, mas sentem-se perante uma terrível encruzilhada: ou trabalham para sustentar financeiramente o lar ou passam privações junto com os seus filhos. Contudo, alguma coisa, ou muita coisa, pode ser feita a este respeito. Estas são algumas possíveis atitudes:

  • É importante procurar negociar no trabalho algum tipo de flexibilidade de horários em função do cuidado das crianças. Pode ser pelo menos uma hora por semana para se dedicar aos seus filhos.
  • Combinar com o companheiro, ou com outros adultos, a distribuição do tempo, para que as crianças permaneçam o mínimo tempo possível sem um adulto de confiança ao seu lado. Isto para os períodos em que não estão na escola.
  • Destinar um tempo dedicado exclusivamente às crianças. Se dedica pelo menos 30 minutos por dia, para abraçar o seu filho, contar-lhe em linhas gerais como foi o seu dia e perguntar-lhe como foi o dele, com o telemóvel desligado e sem pensar em nada, certamente estará a dar uma grande contribuição. Se não pode dedicar 30 minutos, dedique pelo menos 15 minutos todos os dias.
  • Brinque pelo menos uma vez por semana com a criança. Este tempo é muito precioso: passa muito rápido e quando passa, não volta. Se brinca com o seu filho não precisa de dizer que o ama: ele irá saber e vai sentir-se valorizado.

Sejam quais forem as condições, vale a pena pensar na forma de dedicar mais tempo às crianças. Elas merecem. Estão numa etapa da vida onde todas as experiências marcam. Talvez isso signifique, para os pais, algum sacrifício, mas certamente valerá a pena.

Lembre-se de que para elas existem coisas que são muito importantes!

 

Artigo publicado em A mente é maravilhosa, adapatado por Babelia Traduções para Up To Kids®

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Todas sabemos o quanto a maternidade é um momento incrível e como a nossa vida muda para melhor. Não conseguimos imaginar a nossa vida sem os nossos bebés, que fazem transbordar de amor os nossos corações. Mas, para além do lado maravilhoso, surgem coisas que não gostamos de ouvir ou que nos incomodam profundamente.

Para escrever este post conversei com diversas amigas e juntei as coisas mais destacadas por elas, para além da minha opinião pessoal.

Convido-vos a ajudarem-me a acrescentar itens à lista, comentando aquelas coisas que mais vos irritam na maternidade!

Vamos aos tópicos:

1) Competição entre mães

Quando acabamos de ter os nossos filhos (principalmente o primeiro), ficamos bastante inseguras. É um mundo totalmente novo e queremos viver todos os momentos intensamente e aproveitar os nossos bebés a cada minuto.

É neste cenário que chega outra mãe “mais experiente” e começa a fazer as famosas comparações! É verdade que muitas vezes elas não são feitas com maldade, mas, mesmo assim, são coisas que ninguém gosta de ouvir. Esse tipo de comentário faz-nos sentir como “más mães”. E a insegurança que já estava alta, vai até ao limite! Já para não falar que este tipo de comentários faz parecer que os nossos filhos são menos capazes e inteligentes… Coisas como: “Mas como é que o seu filho ainda não dorme a noite toda? O meu com 1 semana já dormia 10 horas seguidas!”, ou “Com esta idade o meu filho já falava há muito tempo!”, ou até “O meu filho come de TUDO! O seu não?”, são coisas que devemos evitar comentar porque irritam muito!

2) Baby-sitters/enfermeiras que se aproveitam da falta de experiência de uma “new mom

Lembro-me de que quando tive os gémeos contratei uma enfermeira para me ajudar. Eram dois bebés, estava insegura com toda a situação. Claro que ela me ajudou bastante, afinal, eram dois bebés! Mas eu sentia-me um pouco mal, às vezes ia pegá-los ao colo e ela tirava-os de mim, eu ficava extremamente irritada com isso! Quatro meses depois, quando ela saiu de casa, senti-me livre! Parece que, a partir daí, me tornei realmente mãe dos meus filhos!

Obs: Quero deixar claro que as baby-sitters e enfermeiras ajudam muito, esta foi uma sensação pessoal (antes que me julguem).

3) Os que adoram mandar palpites

Assim como em relação à competição entre mães, alguns palpites (a maioria deles) não são ditos com maldade, mas são extremamente irritantes para as mães. “Devia calçar-lhe umas meias, está com os pés gelados”, “Ele está a chorar porque está com fome! Será que o seu leite é fraco?”, “Não o deixe dormir ao colo, senão ele habitua-se!”… Estas frases incomodam a maioria das mães, pois parece que não estamos a saber cuidar dos nossos filhos de forma correta, dá a impressão de que somos desatentas!

4) Marido que não ajuda em nada

Eu, graças à Deus, tenho um marido que me ajuda bastante e é “pau para toda a obra”! Mas quando perguntei a algumas mães o que mais as incomodavam na maternidade, muitas citaram “o marido que não ajuda”. Realmente deve ser bem stressante precisarmos da ajuda do parceiro na rotina do nosso filho e não a termos! #ficaadica para os maridões!

5) Pressão social

Atualmente, a internet faz com que as informações cheguem até nós de modo muito rápido e as mães têm sofrido com a “síndrome da mãe perfeita”. Mas não existe um manual para ser “A” mãe!

A patrulha social tem vindo a julgar e qualificar quem são as boas e as más mães e isto está a deixar as mulheres malucas. Se não amamenta até aos seis meses exclusivamente, se não teve um parto normal, se trabalha fora e deixa o seu filho com a baby-sitter boa parte do dia: então não é uma boa mãe. Até as piadas sobre a  maternidade nas redes sociais fazem com que os dedos se virem para nós, com comentários do tipo: “Então, por que teve filhos? Não deveria ter tido!”. Este género de coisas, em particular, irrita-me profundamente.

6) Mães xiitas

Cada vez mais tenho observado mães xiitas, principalmente no mundo virtual. Escrevo um blogue, acompanho diversos outros, tenho redes sociais e é impressionante verificar como não podemos falar absolutamente NADA que não seja perfeito ou politicamente correto quando o assunto é a maternidade. Se damos algum alimento que não seja orgânico, somos péssimas mães! Se comentamos que estamos cansadas, somos piores ainda! Não existe um meio-termo, não existe exceção! Não sei se estas mães não saem realmente da linha uma única vez ou se apenas escrevem e julgam as outras pelo outro lado do ecrã do computador. #prontofalei #desabafo

Artigo publicado em Just Real Moms, adapatado por Babelia Traduções para Up To Kids®

logobabelia

 

Eu vejo-te. São mais os dias em que estás exausta do que os que estás bem. E não há café no mundo que te consiga espevitar. E quando já não aguentas e estás prestes a passar a pasta ao teu marido,… ah espera, és só tu! Tu és os dois!

Há alturas em que nada parece justo, e sabes que mais? É porque provavelmente não é mesmo. Mas tu consegues levantar sempre a cabeça, dê por onde der.

Às vezes questionas-te se é humanamente possível uma pessoa fazer tudo o que tu tens de fazer. Se o teu corpo estará fisicamente preparado para tal. Mas no fim, arranjas sempre uma maneira.

Há serões, quando tudo está em silêncio em casa, que sentes não só uma sensação de alívio mas também a dor do silêncio ensurdecedor. Parece inconcebível viver estes dois sentimentos em simultâneo, mas não é. Eu sei.

Há manhãs que desejas ter só mais uns minutos para ti, mas é impossível. Estes pequenos humanos estão a pé, prontos, à tua espera. E dependem de ti. Quando és chamada ao serviço, não há quem te substitua.

Há situações em que paras, de rastos e pensas: “Por quê…?”, seguido de um rápido “E como é que vou…?” E apesar de não chegares a conclusão nenhuma, vais buscar forças sabe Deus onde, pões um pé a caminho, e lá vais tu.

És uma pessoa só para um trabalho que exigia quatro como tu.

És um cuidador que anseias pelo dia que cuidem de ti também. Mas até lá, vais continuando.

És uma fonte de rendimento a viver numa economia onde seriam precisas duas fontes de rendimento para cobrir as despesas todas.

És um único progenitor, que contra todas as probabilidades, fazes o que por vezes é difícil quando somos dois. Eu sei que não tens uma pausa e que todos os dias, a todas as horas fazes das tripas coração para que nada falte aos teus filhos.

Mas apesar de seres só uma, estás a conseguir! Há dias mais difíceis, mas tu vives um dia de cada vez, já sabes. Mesmo quando estás quase a entregar as cartas, segundos depois estás a levantar-te e a dizer: “Eu consigo”

Tu és a mãe que nunca desiste.

A todas as mães solteiras: vocês foram, são e serão sempre incríveis.

imagem@istock

Artigo publicado em Scary Mommy, traduzido e adaptado por Up To Kids®

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