A educação alimentar é essencial para a formação dos nossos filhos.

Uma criança bem nutrida apresentará um bom desenvolvimento físico, cognitivo e social, aumentando a probabilidade de vir a ser um adulto saudável e consequentemente feliz.

É óbvio que, criar hábitos alimentares saudáveis é um processo lento e muitas vezes ingrato, tendo em conta que, se há crianças que comem tudo com muita facilidade, há outras que desde bebés não dão tréguas neste capítulo.

Sei que muitos se estão a rever neste cenário. Por isso, quando os miúdos entram para o 1º ciclo, aos 6 anos, e já têm a capacidade (e alguns a experiência) de perceber que nem tudo o que se come é saudável, temos uma excelente oportunidade de através da Roda dos alimentos que estudam nas aulas, insistir na sensibilização da alimentação saudável.

É importante que se comece a pensar e a divulgar este tema a nível geral. Todos sabemos o difícil que é preparar lanches saudáveis e apetecíveis para os miúdos, para depois chegarem à escola e serem assediados com os lanches empacotados e carregados de açúcares e corantes que outros levam diariamente.

Foi nesta fase que os lanches dos meus filhos começaram a voltar intactos para casa. Porque não eram assim tão apetecíveis, nem tão “todos têm” como os dos restantes miúdos.

Confesso que esta situação me começou a “irritar”, porque saltar refeições é um dos piores erros a nível alimentar que se pode fazer, especialmente em fase de crescimento. Se eu não deixo os meus filhos saírem de casa sem tomar um bom pequeno almoço, e se tenho trabalho a planear menus para terem uma alimentação saudável e equilibrada em casa, não vou fingir que não percebi que, ou não lancharam de todo, ou partilharam lanche de outros miúdos, e aposto que não foi uma maçã!

Resolvi mudar de estratégia, e perceber o que deve conter um snack saudável em idade de crescimento.

Lanches saudáveis e práticos para os miúdos

Estas pequenas mas tão importantes refeições intermédias do dia-a-dia dos nossos filhos devem conter 2 a 3 alimentos dos seguintes grupos apresentados:

FRUTA
E LEGUMES

LACTICÍNIOS

FARINÁCEOS

FRUTOS
SECOS/SEMENTES*

– Fruta da época

– Um Hortícola como cenoura, tomate cereja, talos de aipo, etc.

– Leite

– Iogurte

– Queijo fatia

– Queijo barrar

– Queijo (dose individual Babybel)

– Fiambre (Pode substituir porque tem proteína, mas não tem o cálcio e
é muito processado

– Pão

– Tostas

– Gressinos

– Palitos Tostados

– Bolachas simples ou caseiras

– Cereais não açucarados

– Nozes

– Avelãs

– Amendoins

Amêndoas

– S.de  Linhaça

– S. de Sésamo

– S. de Girassol

– S. de Abóbora

*(no pão ou no iogurte)

 Bom, bom era que me aparecessem assim uns lanches saudáveis, práticos e prontos, que enfiasse na lancheira e Bingo!

Não foi preciso pensar muito, para que com base nos esquemas apresentados encontrasse soluções para fazer todos os dias lanche da manhã e lanche da tarde para três dos meus filhos, de forma simples e saudável. Fica o nosso menu semanal, que é alterado de semana para semana (geralmente troco uma ou duas coisas, e a ordem de acordo com o que tenho em casa)

Uptokids.pt

SEGUNDA

TERÇA

QUARTA

QUINTA

SEXTA

MANHÃ

Leite
simples, 1 fatia de pão de sementes com fiambre

1 fatia de
pão integral com queijo da vaca que ri fatias light

1 iogurte
sólido ou líquido e flocos de cereais integrais 

Avelãs, 1
pacote individual de leite simples, bolachas de água e sal

2 triângulos da vaca que ri, 2 tomates cereja, 2 bolachas simples

TARDE

1 peça de
fruta e palitos da vaca que ri

1 iogurte
liquido, talos de cenoura ou aipo, e um punhado de nozes

1 peça de
fruta e 2 queijinhos babybel Light

1 iogurte liquido e uma peça de
fruta 

Iogurte,
sementes (numa caixinha), talos de cenoura ou aipo

 

 

 

 

 

Em suma, o ideal será que as crianças comam fruta, leite, iogurtes e queijo meio-gordos e sem adição de açúcar, para além do pão e cereais. Assim, envio para os lanches pão com fiambre ou queijo fatiado, tostas ou palitos da Vaca que Ri, iogurte com fruta ou sementes, queijo babybel com avelãs, fruta com bolachas simples. Obviamente, para além destes alimentos junto sempre na lancheira água ou chá caseiro frio.

Numa casa com 4 crianças, sendo um deles bebé, precisava de arranjar um sistema prático que me tornasse mais fácil a questão dos lanches. Os queijos da vaca que ri são a solução ideal, porque são saudáveis e equilibrados, e segundo os meus filhos, “todos os amigos querem provar”

A verdade é que levar fruta e hortícolas para o lanche não parece muito atraente, mas desde que comecei a fazer os packs com os queijinhos da vaca que ri, e fiz o trabalho da educação alimentar em casa, deixamos de ter lanches boomerang! Os miúdos adoram quando mando os talos de aipo e de cenoura com os palitos da vaca que ri, porque rapam literalmente o queijo com eles. Acabam por comer verduras sem sequer reclamar. Até pedem para pôr na lancheira!

Agora, as lancheiras voltam vazias.

É certo que envio menos quantidade de comida, mas a variedade e os nutrientes estão lá.

Crianças saudáveis são crianças mais felizes.

 

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“Não mimes de mais.” dizem-nos as pessoas constantemente.

Mas afinal o que é mimar? Existe mimo de mais?

Para mim, mimar nunca é de mais. Cada um dá o mimo quer quer e que sabe dar, aos seus filhos. Eu fui mimada, e ainda hoje em dia adoro que me mimem. Não foi por excesso de mimo que deixei de conhecer e ultrapassar as adversidades da vida. Todo o amor, carinho e mimo que me foi dado, ajudou-me a ser uma pessoa melhor.

Se nós adultos gostamos de ser mimados porque não mimar as crianças?

No dicionário, a palavra mimar significa: acarinhar, animar, amimalhar, gesto carinhoso, delicadeza, amor. (Condescendência carinhosa com que se trata a outrem. = DELICADEZA, MEIGUICE )

Se assim é, então qual o mal de uma criança ser mimada?

Ser mimada, ser acarinhada, ser protegida, não significa que os pais não a preparem também para o futuro das mais diversas formas, como por exemplo ser mais autónomo e educado.

Mimo precisa-se

O facto de uma criança ser amada e acarinhada com todo o amor possível, vai apenas ter benefícios no seu desenvolvimento. As crianças precisam de se sentir amadas e precisam de afetos, como todos nós. Os mimos aumentam e fortificam os vínculos entre as pessoas, criando relações fortes que transmitem segurança aos nossos filhos.

O amor é uma das bases mais importantes na educação de uma criança.

Não há mal nenhum dar colo quando uma criança precisa, dar um beijo para a acalmar, oferecer um brinquedo uma vez por outra.

Podemos mimar uma criança e ensinar limites e regras. Podemos mimar e educar e dar autonomia. Mimar não é sinónimo de não educar: é educar com amor.

Como em tudo na vida, o mimo não deve ser de mais nem de menos. Os mimos são afectos, e devem ser dados no momento certo e na dose certa. A dose certa é o que cada criança precisa, porque não há duas pessoas iguais.

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Os TPC estão a destruir os nossos filhos: a pesquisa é clara. É urgente banir os trabalhos de casa no 1º ciclo.

“Não há nenhuma evidência de que qualquer tipo e quantidade de TPC melhore o desempenho académico dos alunos do ensino básico.”

Independentemente da opinião do leitor sobre o tema TPC, esta declaração do investigador Harry Cooper é reveladora. Será que as horas de brincadeira perdidas, as lágrimas e todo o esforço e empenho dos miúdos têm sido em vão? Que milhares de famílias andam há anos a reboque dos TPC para nada?

Os TPC são uma prática tão enraizada que só recentemente alguns pais e educadores começaram a questionar o seu valor. No entanto, quando analisamos os factos, concluímos que os TPC têm benefícios, mas esses benefícios variam de acordo com a idade da criança.

Para crianças do 2º ciclo, a pesquisa sugere que o estudo num ambiente de sala de aula obtém resultados de aprendizagem, e que os TPC são apenas trabalhos extra.

Mesmo no 3º ciclo, a relação entre os TPC e o sucesso académico é mínima, na melhor das hipóteses.

Já no secundário, os TPC trazem benefícios, desde que a quantidade atribuída pelos professores seja moderada. Duas horas por noite é o limite máximo (dos máximos). Passado esse tempo, os benefícios são escassos. “A pesquisa é muito clara”, refere Etta Kralovec, professora de Universidade do Arizona. “A nível da escola primária, os benefícios são nulos.”

Para começar, vamos dissipar o mito de que estas conclusões são resultado de um punhado de estudos mal construídos. Na verdade, é exactamente o contrário: Cooper compilou 120 estudos em 1989 e outros 60 estudos em 2006. Esta análise abrangente de vários estudos não encontrou qualquer evidência de benefício académico no 1º ciclo. No entanto, confirmou um impacto negativo nas atitudes das crianças relativamente à escola. Mais preocupante, é saber-se que os TPC sempre têm um impacto sobre os alunos, mas é um impacto negativo. Uma criança que está a iniciar a sua vida de estudante merece, no mínimo, ter a hipótese de desenvolver gosto pela aprendizagem. Em vez disso, os trabalhos de casa nesta idade, fazem com que muitas crianças percam o gosto pela escola, pelos TPC futuros e pela aprendizagem académica. Uma criança que entra para a primária tem pela frente 12 anos de trabalhos de casa à sua frente, por isso, espera-lhe um longo caminho que não queremos que seja percorrido com esforço e sem gosto.

Desgaste das relações parentais.

Em milhares de casas em todo o país, as famílias debatem-se com os TPC todas as noites. Os pais pressionam e persuadem. As crianças, cansadas, protestam e choram. Em vez de se criarem vínculos e conexões, de se apoiarem uns aos outros no final do dia, muitas famílias encontram-se encurraladas no ciclo “Já fizeste os TPC?“.

Quando as crianças têm trabalhos de casa desde o 1º ano, é difícil de perceberem os objetivos de forma independente e, por isso, precisam da ajuda de um adulto para os realizarem. As crianças acabam por criar hábitos de estudo que dependem sempre do apoio de um adulto.  Muitas vezes, os pais assumem o papel do polícia dos trabalhos de casa, o que é uma função chata e não desejada, e que frequentemente acaba por perdurar ao longo dos anos do ensino básico. Além do mais, quando os pais assumem este papel, um dos propósitos dos TPC fica automaticamente comprometido: a responsabilidade.

Os defensores do método, referem que os TPC aumentam o sentido de responsabilidade, reforçam a matéria dada nas aulas, e criam uma ligação casa-escola com os pais. No entanto, os pais podem envolver-se, se quiserem, consultando livremente os cadernos diários e conversando com os filhos sobre o que aprenderam na sala de aula.

A responsabilidade é uma aprendizagem contínua, e que pode ser adquirida de diversas formas. Os animais de estimação são óptimos para desenvolver esta competência. A responsabilidade faz com que uma criança de 6 anos traga a lancheira e o casaco diariamente para casa. A responsabilidade faz com que uma criança de 8 anos se vista sozinha e faça a própria cama.

Quanto ao reforço das matérias dadas, há outras formas de o fazer sem ser com TPC obrigatórios e excessivos.

As prioridades não académicas, nomeadamente as relações familiares, a brincadeira livre e as horas de sono, são vitais para o equilíbrio e bem estar da criança. Estes factores têm um impacto direto na memoria, concentração, comportamento e aprendizagem da criança. A matéria é ou pelo menos deve ser reforçada diariamente na escola.

O tempo depois das aulas é preciso e essencial para o descanso da criança. O que resulta melhor do que trabalhos de casa é a leitura. Até podem ser os pais a ler em voz alta para os filhos numa fase inicial, e depois criar hábitos de leitura. A chave, é garantir que esta se torne numa actividade prazerosa. Se, depois de um dia de escola, a criança não quiser praticar a leitura, deixe-a ouvir uma história.

Quaisquer outros projetos enviados para casa devem ser ocasionais e opcionais. Se estes projetos não promoverem o interesse em aprender e consequente gosto pela escola, então não têm lugar no dia a dia de uma criança do 1º ciclo.

Sem qualquer benefício académico, há definitivamente coisas melhores para fazer no tempo a seguir às aulas.

Artigo publicado em Saloon, trazido e adaptado por Up to Kids®

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A capacidade de raciocínio é um puzzle complexo que mistura componentes genéticos e o ambiente onde crescemos.

Resolver uma equação. Compor uma sinfonia. Escrever um romance. Ganhar uma partida de xadrez. Inventar a cura para uma doença rara. O que têm todas estas situações em comum? São átomos de uma anatomia complexa: a inteligência. E, contudo, não me lembro da última vez que resolvi uma equação, não me sinto capaz de compor uma sinfonia, não me interesso pelo xadrez, sinto-me ainda longe de escrever um romance e muito mais ainda de encontrar a solução para uma doença rara. Nunca tinha pensado nisto desta forma e começo a ficar inquieto: serei menos inteligente do que pensava? Como podemos aferir a nossa inteligência?

O genoma, o ambiente e a comida como influenciadores do QI

Ainda que a alquimia da inteligência permaneça em grande parte um mistério, há dois ingredientes que sobressaem: a genética e o ambiente. Primeiro a biologia, depois a cultura ou a educação.

“Qual das componentes é mais importante? É uma falsa questão”, responde o biólogo da Universidade de Coimbra Hamilton Correia, que se tem dedicado ao estudo da inteligência e da sua importância na salvaguarda da espécie. “Se uniformizarmos os factores ambientais, então o que vai determinar a diferença de inteligência entre as pessoas é sobretudo o genoma. Se uniformizarmos a componente genética, então o que irá distinguir os indivíduos em relação à inteligência serão os factores ambientais”. O biólogo dá um exemplo: “Imagine que existiam dez bebés clones, com a mesma constituição genética. A partir deles podemos ‘criar’ dez indivíduos com uma diferença abismal nos resultados dos testes de QI. Isto porque os factores ambientais variaram significativamente entre eles durante o desenvolvimento.” Por exemplo, o tipo de alimentação durante os três primeiro anos de vida é fundamental para o “desenvolvimento da inteligência”.

Quem nasce lagartixa nunca chega a jacaré?

Muito menos consensual é a teoria do antigo inspector das escolas públicas britânicas Chris Woodhead, que no seu mais recente livro, “The Desolation of Learning”, coloca todo o peso da balança da inteligência no comportamento dos genes. Segundo o autor, os rapazes e as raparigas tendem a ser mais inteligentes se forem filhos de professores, advogados ou académicos. Quem foi menos bafejado pela genética será pouco inteligente, mesmo que tenha a melhor educação do mundo. “Porque é que temos a pretensão de pensar que conseguimos tornar uma criança mais inteligente do que aquilo que Deus a fez?“, perguntou durante uma entrevista ao diário britânico “The Guardian”.

Herdamos a nossa inteligência da mãe e não do pai (Outch!)

Segundo Correia, a influência da hereditariedade na inteligência faz-se sentir sobretudo pelo lado da mãe. “A maioria dos genes descobertos que quando mutados dão origem a deficiências cognitivas encontram-se no cromossoma X. Por esta razão, o sexo feminino é mais importante que o sexo masculino na transmissão da inteligência para a geração seguinte”.

Este facto explica uma realidade que pode parecer surpreendente: segundo um estudo realizado pelo biólogo no Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra, “os homens tendem a casar com alguém mais inteligente que eles, pois terão mais probabilidades de terem filhos inteligentes”. Ainda que o façam inconscientemente, a inteligência acaba por ser um importante critério de selecção sexual na espécie humana.

 

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Uma das principais causas deste distúrbio é o excesso de informação a que somos expostos diariamente

Tens dificuldade em relaxar e acalmar os pensamentos?

Estás sempre à procura de estímulos, e sentes que precisas cada vez mais de informação para conseguires acompanhar os teus filhos?

A síndrome do pensamento acelerado é uma alteração, identificada por Augusto Cury, na qual o pensamento se torna muito rápido e dificulta a concentração, provoca o aumento da ansiedade e desgasta a saúde física e mental.
Assim, o problema desta síndrome não está relacionado com o conteúdo dos pensamentos, que geralmente são interessantes, cultos e positivos, mas sim com a sua velocidade de processamento.

“O excesso de informações satura o córtex cerebral, produzindo uma mente híper produtiva, agitada, com baixo nível de tolerância, impaciente e sem criatividade”.

Esta é uma condição atual derivada do ritmo alucinante das grandes cidades, com overdoses diárias de informações e obrigações que afetam a nossa saúde emocional e fisica. Depressão, stress, ataques de pânico e nomofobia (medo de ficar sem telemóvel – sim já existe um nome para isso) são outros exemplos de situações que ocorrem cada vez mais frequentemente nas últimas décadas.

Especialistas defendem que a síndrome do pensamento acelerado não é uma doença, mas sim um sintoma vinculado a um quadro de transtorno de ansiedade, devido ao excesso de informação a que somos submetidos diariamente.

As pessoas mais vulneráveis são, geralmente, aquelas que são “obrigadas” a manter-se constantemente atentas, produtivas e sob pressão nomeadamente executivos, jornalistas,  publicitários, professores,  profissionais de saúde, e claro mães (Ok, esta fui eu que acrescentei, mas faz todo o sentido!)

Sintomas da síndrome do pensamento acelerado

É comum entre quem tem a síndrome do pensamento acelerado ter a sensação de estar a ser esmagado pela rotina, com aquela impressão de que 24 horas são insuficientes para cumprir tudo o que se planeia para o dia (eu não digo que são as mães?). Há o sentimento persistente de apreensão, falta de memória, déficit de atenção, irritabilidade e sono alterado. As alterações de humor são outra característica comum.

esgotamento mental de uma pessoa que não consegue desacelerar o pensamento, normalmente converte-se em cansaço físico. Isto porque o córtex cerebral, a camada mais evoluída do cérebro, retira energia que deveria ser utilizada nos músculos provocando uma sensação excessiva de cansaço e falta de vontade para fazer as atividades diárias fora do trabalho.

Consequências

A ansiedade afeta a qualidade de vida em diversos aspetos. As principais características de uma pessoa com síndrome do pensamento acelerado incluem:

  • Dores de cabeça
  • Sensação de cansaço ao acordar
  • Dores no corpo
  • Insónias
  • Queda de cabelo
  • Aumento da tensão arterial.

Além disso, a longo prazo, a ansiedade cronica afeta o bem-estar emocional.

A tecnologia pode ter influencia no síndrome do pensamento acelerado?

Sim, tecnologia é um componente que contribui fortemente para o aumento da síndrome do pensamento acelerado.

Inicialmente, com a popularização da televisão, as crianças começaram a ter menos tempo para se dedicarem aos estudos e os educadores mais dificuldade em influenciar o universo psíquico dos jovens.

Depois apareceram os computadores e jogos electrónicos, que vieram a aumentar os estímulos visuais e cognitivos das pessoas, bem como a possibilidade real de estar sempre em constante pesquisa de conhecimento, muitas vezes supérfluo.

Hoje, as redes sociais são um mundo que oferece um excesso de estímulos e informações. Passar uma noite inteira no Facebook significa uma quantidade absurda de textos (lidos e escritos) e imagens que passam pelo nosso cérebro num curto espaço de tempo. Além disso, ser usuário de redes sociais e grupos pertencentes às mesmas, provoca ansiedade – desenvolve-se a necessidade, e às vezes dependência, de estar em constante comunicação com os demais. (Sim, também se aplica aos grupos de mães!)

Tratamento

Se te identificas com tudo o que foi descrito atrás, então é possível que tenhas síndrome do pensamento acelerado. Nesse caso, é recomendável procurar ajuda profissional.

O melhor remédio é adotar um estilo de vida diferente. Dormir mais, praticar atividades físicas e incluir o lazer na tua rotina diária. Faz pausas, contempla o pôr do sol, ouve  música e lê um bom livro – sem realizares nenhuma outra atividade em simultâneo.

7 dicas para viver melhor e evitar o síndrome do pensamento acelerado.

  1. Procura distrair a mente com coisas que realmente te podem dar prazer. Observa (com olhos de ver) os teus filhos a desenhar ou pintar, abraça mais, beija mais, troca experiências, da carinho e atenção a quem amas.
  2. Põe-te em contacto com a natureza. Faz caminhadas ao ar livre, admira as árvores e os animais, aprecia o silêncio e o vento na cara. Sem gadgets. Só tu.
  3. Pratica desporto. Lê. Conta histórias.
  4. Não exijas demais dos outros (quer seja do marido, filhos ou amigos) nem de ti própria. Isso torna a vida angustiante. Elogia mais, enfatiza as características boas, os pontos fortes de quem está ao teu lado. Relativiza os resultados e valoriza o caminho.
  5. Aprende a relaxar. Pára um momento do dia, esquece tudo à tua volta, respira fundo, liberta o corpo e esvazia a mente.
  6. Perdoa aos outros e a ti própria.
  7. Ri-te. Solta umas gargalhadas. Diz uns disparates. A vida é muita mais divertida a rir, e liberta-nos das energias negativas e das tensões acumuladas no corpo.

imagem@shutterstock

Fontes Vivomaissaudável e Atuasaúde

Como desarmar uma birra é um dos maiores desafios dos pais. Fazê-lo com uma pergunta é possível!

As birras dos filhos e como ajuda-los a supera-las

Eu não li os livros todos de psicologia infantil, nem fiz nenhum curso de como evitar/interromper/acabar com uma birra. Mas à conta de episódio passado com a minha filha de 5 anos, aprendi uma “fórmula” para contornar as birras dos nossos filhos.

A minha filha entrou na escola e andava um bocado ansiosa.

Nas primeiras semanas percebemos que estava bastante nervosa e esse comportamento acabou por se refletir em casa: fazia birras com facilidade, até por coisas sem importância. De repente, tudo era um drama. Por indicação da escola, procuramos uma psicóloga infantil, para que a Alice pudesse falar sobre o que se estava a passar e percebermos o que podíamos fazer para ultrpassar esta fase.

De entre as várias dicas que a psicóloga Sally Neuberger nos deu, houve uma que retive exactamente por ter achado fantástica, e é sobre ela que vou aqui falar.

A psicóloga explicou-me que a criança tem de se sentir respeitada. Ou seja, devemos dar valor ao que está a sentir, mesmo que nos pareça uma birra pura. Assim, no momento de uma crise, uma criança a partir dos 5 anos de idade precisa de que a ajudemos a pensar e obter uma resposta sobre o que se está a passar.

Esta nossa valorização sobre o que a criança está a sentir e ao mesmo tempo o facto de incluí-la na solução da questão desmonta a birra em si.

Como desarmar uma birra com uma pergunta

No momento da birra – seja porque o braço da boneca saiu, porque está na hora de ir para a cama, porque os TPCs não correram com esperava ou porque não queria realizar uma tarefa – devemos olha-la nos olhos e perguntar num tom calmo :

“Isto é um problema grande, um problema médio ou um problema pequeno?”

Esta frase tornou-se mágica aqui em casa. E sempre que faço a pergunta e a minha filha me consegue responder. Em conjunto conseguimos encontrar uma solução para o problema.

Se for um problema pequeno é rápido e tranquilo de resolver.

Um problema médio, muito provavelmente será resolvido mas não nesse momento imediato e ela vai entender que há coisas que precisam de tempo para acontecer.

Se o problema for grave – e obviamente que grave na cabeça de uma criança não pode ser algo a ser desprezado mesmo nos pareça algo sem importância – talvez seja preciso mais conversa e mais atenção para que a criança entenda que há coisas que não correm exatamente como nós queremos.

 

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ENTRE A IMAGINAÇÃO E A MENTIRA EXISTE UMA SEPARAÇÃO DE FAIXA ETÁRIA. ENTENDA QUAL É E APRENDA A LIDAR DA MELHOR FORMA COM ELA.

As crianças usam constantemente histórias quando estão a brincar, a contar algo ou até explicar o que uitas vezes é difícil para elas. Imaginar, fantasiar e contar faz parte do repertório da infância. É um recurso das crianças que é muito bem-estruturado para essa fase da vida. “A criança mais nova não mente: transforma e constrói uma realidade própria, o que é muito importante, pois a fantasia e a imaginação conduzem ao desenvolvimento de capacidades criativas”, afirma a psicóloga Maria de Lourdes Carvalho de Sousa Silveira, mãe de Leandro, Lucas e Larissa, terapeuta de casal e família do Instituto Persona de Passos, em Minas Gerais.

O problema é quando a criança começa a crescer e usa o mesmo recurso para mentir. As histórias continuam a ser para explicar acontecimentos, mas agora explicam por que não fez os trabalhos de casa, por que não chegou a tempo à aula de natação ou por que razão foi castigado na escola. As crianças encontram formas de se esquivar das consequências do que sabem que fizeram errado.

Aqui entram os pais e as diferentes formas de lidar com este recurso. Apontar o dedo e dizer a uma criança que está a mentir, não funciona!

No fundo não sabemos muito bem lidar com uma criança quer quando está no mundo da fantasia ou quer quando está realmente a mentir. Há que saber distinguir: – tanto para conseguir dialogar com a criança, como para orientá-la a não mentir e a lidar com os problemas e erros sem medo de enfrentá-los e assumi-los.

Mentira X Fantasia

Mentir faz parte da nossa espécie: a negação e o direito ao segredo são constitutivos na formação da subjetividade humana.  O psicanalista brasileiro Fábio Herrmann diz que a “mentira original é o início da humanização do ser” – já alguém viu um cão a mentir?

A mentira pode encobrir problemas graves por isso nós, como pais, queremos “cortar o mal pela raiz”. No entanto, é importante distinguir a mentira da fantasia pois desrespeitar ou cortar a criatividade numa fase de desenvolvimento em que a criança precisa de usar esse recurso, pode ter o efeito contrário.

Mas afinal, qual a diferença?

“Acho que, com a fantasia, brinca-se. Já a mentira é uma narrativa, uma forma da criança explorar o campo da oralidade. Na cabeça de uma criança pequena não existe diferença entre um e outro – são apenas meios e formas de lidar com os fatos.

É que os adultos atribuem nomes distintos “fantasia” e “mentira”, a algo que para uma criança é a mesma coisa. A criança vive, o adulto é que distingue os conceitos”, afirma o educador, Marcelo Cunha Bueno.

O que chamamos de fantasia é a transgressão da criança para um mundo paralelo – a forma como esta encara a realidade. Assim, vestindo-se de super-herói ou a contar uma história sobre um amigo imaginário, concebe um recurso para lidar com a realidade. A fantasia fornece instrumentos para a criança conseguir dar sentido e sensações, desejos e vontades às situações. É a fantasia que constitui repertório de como a criança vê o mundo.

Já a mentira, no sentido de aldrabar, disfarçar, negar é realizada por crianças um pouco mais velhas, a partir de 7 anos — quando  interiorizam as regras sociais, aprendem os binarismos (bom vs mau / justo vs injusto) e têm acesso a mais recursos linguísticos e poder de argumentação. Nesta idade, a criança poderá contar histórias para ganhar vantagem – ou seja, mentir.

O mais interessante é pensar  que a mentira é também a capacidade da criança se diferenciar da mãe, do pai ou da avó. Ou seja, a história criada é uma possibilidade de criar/manter um mundo próprio, que ninguém vê (interno, criativo), diferente da vida real, dos fatos.

Pinóquio, não!

Saber agir perante a mentira infantil é fundamental. Quando a mentira acontece, os adultos devem saber olhar com paciência e conversar com a criança: primeiro confronta-la dizendo que não está a contar a verdade e, segundo, facultando recursos e tempo para que a criança consiga refazer a situação, mas apenas com base nos facto reais.

O acolhimento é importante, já que muitas vezes as crianças mentem por medo. Então, se não contarem a verdade, procuram  um recurso de defesa contra o receio de ser castigada, julgada ou perder o amor dos pais.  O pior que podemos fazer é agir de forma repressiva, gritando, batendo ou rotulando a criança de “Pinóquio”.

“A Violência não acaba com as mentiras, aliás, antes pelo contrário, aumentam o medo de se ser descoberto, fazendo com que a criança minta mais.

Não importa quais são as desculpas que uma criança usa para não fazer os TPCs, por exemplo. Em vez de ficarem zangados, os pais devem explicar que é importante que cumpra suas obrigações, dando-lhe o tempo necessário para o fazer, não deixando que a criança comece outra atividade enquanto não tiver cumprido a sua obrigação”, explica o médico psiquiatra e escritor de livros sobre educação familiar Içami Tiba.

Outra motivação muito comum para a mentira da criança é a necessidade de chamar a atenção (mas, convenhamos, nós fazemos isso direto também!). Como quando se queixa de dores de barriga ou cabeça. “Inicialmente, é preciso dar o devido crédito e levá-la ao médico se for necessário”, diz o pediatra e consultor da Pais&Filhos, Claudio Len, pai de Fernando, Beatriz e Sílvia. Para ele, a criança pode mentir para não stressar a mãe e o pai. “A questão da mentira não é sempre uma tragédia. As crianças são muito sinceras, esta sim é a característica marcante da infância. São mais verdadeiras que adultos, especialmente as mais pequenas. É muito mais frequente os pais mentirem aos filhos do que o contrário”, afirma.

E o educador Marcelo Bueno concorda. Questionado se existe uma idade em que as crianças mentem mais, não hesita: “quando se tornam adultos”. Portanto, relaxe. A mentira está presente na vida de todos nós – e cabe ao adulto direcionar a criança para a verdade, sempre. Mas uma mentirinha ou outra que não prejudica a integridade de ninguém pode passar sem muito stresse.”

Era uma vez…

Ah! O mundo da fantasia… O extraordinário lugar onde tudo é possível, as situações têm solução e os personagens possuem personalidade bem delineada: o Lobo Mau é mau. O Príncipe é bom. O super-herói é forte. O lugar cheio de imaginação que é criado na cabeça das crianças a partir dos 2 anos, em média, é um mundo onde esta tem um certo domínio sobre o mesmo. E a fantasia existe porque o mundo real, o dos adultos, é muito complexo para a criança e difícil de ser assimilado e aceite. Assim, as crianças utilizam a fantasia para criar o seu próprio universo onde tudo é possível e as situações possuem solução – geralmente com um final feliz.

É entre os 2 e 7 anos, principalmente, que a fase de desenvolvimento acontece através da imaginação.

Além disso, é a fantasia que primeiramente mostra o lado bom e o mau dos fatos das nossas vidas: com os contos de fada, por exemplo, as crianças conseguem projetar-se nos personagens e entender basicamente o que é o correto e o errado, o justo e o injusto e assim por diante. Daí a importância tão grande dos contos dos Irmãos Grimm.

“As crianças aprendem e desenvolvem-se através do uso da fantasia. Pois é assim que vão entender o que se passa ao seu redor, contribuindo também para a formação da sua personalidade. A criança expressa as suas preocupações através dos personagens que escolhe e das histórias que cria. Por exemplo: uma criança pode fantasiar ser médico quando deseja cuidar de alguém de quem gosta e que esteve ou está doente. Ela pode fantasiar ser um super-herói procurando compensar a fragilidade que sente”, explica Mirian Chaves Carneiro (mãe de Conrado, Lígia e Estevão) psicóloga e professora do projeto Mala de Leitura da UFMG, idealizadora e coordenadora voluntária da Biblioteca Comunitária Etelvininha Lima, no bairro Pompeia, em Belo Horizonte.

É com a fantasia, também, que a criança expressa suas emoções e sentimentos.

Um urso está zangado com a mãe porque esta lhe ralhou. Exemplos fáceis de serem compreendidos e que têm mensagens bem subliminares.

Portanto, se o seu filho está no mundo da fantasia a única coisa a fazer é entrar na brincadeira. Estabeleça um diálogo com os personagens. Quanto mais brincadeira e fantasia, melhor. Então, deixe seu filho fingir que é super-herói e ter amigos imaginários. Faz bem! Agora, a criança não pode afastar-se de sua identidade constantemente. Isso significa que, em alguns momentos, é necessário que a criança viva a situação de forma completa, estando realmente presente.

O educador Marcelo Bueno dá um exemplo: na escola, durante uma atividade em grupo em que a criança é questionada sobre a sua opinião, esta deve responder como pessoa, e não como um super-herói.

O conto Serena, de Luís Fernando Veríssimo relata bem esta situação: uma menina tinha uns pais que discutiam muito. Um dia, discutem à mesa de jantar. Depois de comer, Serena sai da mesa e vai brincar às casinhas – pais e filha comem e os adultos discutem, então vem um gigante e manda os pais sossegarem. Na história, a fantasia esta menina a ajudou a lidar com a dificuldade, mas na verdade, não fez nada para ser o Gigante no momento da discussão. Ela foi o Gigante após viver a situação real, inventando com sua imaginação um novo final”, conta Marcelo.

À medida que a criança substitui a simbolização pela linguagem elaborada, saberá distinguir a fantasia da realidade e poderá utilizar a fantasia de forma criativa sem perder a noção do real. Naturalmente, usa menos a fantasia para se expressar, porque tem mais consciência sobre a realidade, noção de lógica, domínio de regras sociais etc. Por isso, os pais não precisam se preocupar em ser “politicamente corretos” em relação à fantasia da criança: ou seja, não é preciso – e nem bom! – que os pais derrubem as crenças dos filhos ou neguem a existência de alguns personagens como o Pai Natal ou Princesas.

Confie, a criança vai assimilando a realidade gradualmente e sem traumas, ao contrário do que muitos temem.

Como trabalhar a mentira de forma positiva

1. Nunca chamar a criança de mentirosa mas sim escutá-la com atenção para poder ajudar-la

2. Explicar as consequências de uma mentira com exemplos práticos, sempre tentando manter um canal de comunicação aberto entre pais e filhos

3. Não gritar e nem pressioná-la com interrogatórios. O seu filho irá sentir-se acusado e o medo poderá fazê-lo mentir outra vez

4. Estimular a criança a colocar-se no lugar dos outros

5. Tentar compreender o significado implícito na mentira

6. Na escola, os professores nunca devem expor crianças que mentem na frente dos colegas

Por Pais e Filhos Brasil, adaptado por Up To Kids®

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Ser mãe sem ter mãe: O clube a que nunca quis pertencer

Perder alguém de quem gostamos muito é uma das maiores tragédias que podemos enfrentar um dia. No meu caso, esta perda representa um vazio que simplesmente nunca voltará a ser preenchido.

Há uns meses atrás vivi a infelicidade de perder a minha mãe. Esta perda fez-me experimentar todo um conjunto de emoções que nem sequer sabia que existiam. Apesar de ter tido a sorte de ter a minha mãe durante 41 anos, eu sinto-me muito nova para viver sem ela.

A verdade é que, sendo também mãe, sinto que me roubaram a possibilidade de partilhar os momentos mágicos que vivo com os meus filhos, com a única pessoa que os viveu comigo. E isto é um cruz difícil de carregar.  E agora tenho de viver num mundo onde o amor eterno e incondicional da minha mãe já não faz parte dele.

Nós tínhamos uma relação especial. Eu sei que a maior parte das pessoas da minha idade não são tão próximas da mãe como eu era, mas agora posso olhar para trás e agradecer por cada momento que passamos juntas.

Muitos do meus amigos já perderam os dois pais. Eu, ainda tenho o meu pai comigo, e é simplesmente maravilhoso, adoro-o mais do que tudo. Mas este amor não compensa nem ameniza as saudades sem fim que tenho da minha mãe.

Nesta minha curta experiencia pela dor de perder uma mãe, e sei que este primeiro ano sem a minha mãe vai transformar-se rapidamente no segundo, quinto, decimo e por aí fora, aprendi que:

  1. Independentemente do tipo de relacionamento, perder a mãe é duro.

    Eu tinha uma relação óptima com a minha mãe mas, na verdade, nem sempre foi perfeita. Como toda a gente passei pela fase do armário (e outras) e, muitas vezes, fui a verdadeira miúda insuportável. À medida que cresci e amadureci percebi a importância de ser menos absorto e foi assim que criamos vínculos e conexões ainda mais fortes.
    Em conversas com amigos apercebi-me que, independentemente da relação que cada um tem com a sua mãe, quer fale com ela todos os dias (como eu) ou fale uma vez por ano, a perda que sentes é dura.

  2. As datas comemorativas são difíceis, especialmente o 1º ano

    As primeiras vezes que passei por datas comemorativas sem a minha mãe foi como se faltasse uma parte importante do meu corpo. Já passei o 1º dia da mãe sem mãe. Eu temi este dia, e a tristeza crescia em mim com o aproximar desta data, que ainda por cima, sendo mãe, não podia passa-lo enfiada na cama a sentir pena de mim própria. Então, meti na cabeça que tinha de estar bem para os meus filhos. Porque isso é o que as mães fazem: colocam os filhos em 1º lugar. Sempre.
    O que eu não esperava que me afectasse tanto foi o primeiro aniversário dos meus filhos sem a minha mãe ao lado. Nós organizávamos tudo em conjunto. A minha mãe estava sempre comigo, e nos aniversários acabamos sempre por recordar o dia em que os miúdos nasceram.

  1. As outras pessoas também têm saudades da minha mãe

    Eu não sou a única a sentir a sua falta. Os meus filhos têm imensas saudades da avó. Apesar de vivermos a alguma distância de caminho eles sempre sentiram que a avó estava a um telefonema de nós. A minha irmã também sente a sua falta. E os seus filhos. O meu pai mais do que tudo. Nem sequer consigo explicar como é que ele se sente. E a lista não pára por aqui: há muitas outras pessoas que conheceram a minha mãe e que sentem e sentirão muito a sua falta. Por amor de Deus, o funeral estava repleto de amigos. É importante que me lembre que eu não sou a única que está de luto.

  1. O sofrimento é diferente de pessoa para pessoa.

    O processo do sofrimento é tão diferente como cada indivíduo que o experimenta. Lembro-me de que no dia do funeral a minha irmã e o meu pai estavam de rastos. Eu mal verti uma lágrima, o que é estranho porque usualmente choro por tudo e por nada. Mas todos nós processamos a dor de forma diferente. Pensei que estava qualquer coisa de errado comigo. Como se eu não tivesse tantas saudades da minha mãe como a minha irmã. E assim aprendi que, com o passar do tempo tudo se tornou mais difícil para mim do que foi aquele dia do funeral em que me despedi da minha mãe. Independentemente da tua reacção, dor é dor, e suga-nos por dentro, mesmo que ninguém o veja por fora.

  2. Às vezes vais esquecer-te que a tua mãe já partiu

    Independentemente de terem passado uns dias ou uns anos, um dia vais inadvertidamente pegar no telemóvel para ligar à tua mãe e lhe contares uma trivialidade qualquer.
    Quando nos estávamos a preparar para o funeral, a minha irmã queria colocar um foto onde aparecíamos os 3 com a minha mãe. Como não encontrava, pensou em perguntar à minha mãe pela foto. Só me contou este episódio mais tarde, e eu contei-lhe que tinha vivido momentos idênticos sem aviso prévio. Quando os meus filhos faziam qualquer coisa parva ou querida pensava logo em contar à minha mãe. Nós costumávamos partilhar estes momentos com alegria e riamo-nos em conjunto. Tenho tantas saudades disso. Muito mais do que eu sonhava. Haverão sempre momentos gatilho que trarão dolorosas memórias. E temos de estar preparados para eles, porque não podemos evitá-los: é importante passar por isso para que consigamos resolver a nossa parte emocional em relação à perda. São os nossos fantasmas que nos irão acompanhar.

  3. Ver adultos a interagir com as suas mães vai-te pôr em lágrimas

    Não te vais aguentar sempre que vires outros adultos a passar tempo com as suas mães. É um misto de ciúmes e gratidão. Ciúmes porque queria ter a minha mãe aqui, e queria estar a passar tempo com ela.
    A Gratidão, primeiro porque me sinto grata e abençoada por tudo o que pude viver com a minha mãe. Em segundo, porque fico feliz pelos meus amigos que ainda têm a sua mãe, porque só eu sei o quanto sinto falta da minha, e graças a Deus que eles ainda não tiveram de passar por isto.

  4. É bom pedir ajuda àqueles que já passaram pelo mesmo

    A última coisa que eu quero é partilhar o meu sofrimento com aqueles que ainda têm as suas mães. Adorei que estivessem comigo e chorassem comigo enquanto eu a acompanhei nos seus últimos dias de vida. Mas a verdade é que nenhum deles, consegue compreender a dimensão da minha dor, porque simplesmente nunca calçaram estes sapatos, e ainda bem.

 

Quando era miúda lembro-me de termos ido um funeral de uma criança. A mãe, sentou-me a mim e à minha irmã e disse-nos que nenhuma mãe deveria perder um filho. Hoje em dia, que era suposto haver uma progressão natural na vida, e embora eu odeie esse termo, sendo mãe, concordo inteiramente com essa afirmação. Eu sei que era isso que a minha mãe queria: que os filhos sobrevivessem a ela. Que mantivéssemos a sua memória viva. E eu sei, que a minha mãe iria ficar orgulhosa de saber que o fazemos todos os dias.

Por Leigh Reagan, para Scary Mommy, traduzido e adaptado por Up To Kids®

Centros de Saúde estão a receber muitos pedidos de pais para antecipar vacinas, mas a Direcção-Geral da Saúde esclarece que antecipação só se justifica em casos excepcionais.

A vacina é dada na primeira dose aos 12 meses.

Sarampo: bebés com menos de um ano só são vacinados antes se tiverem receita médica

Com os centros de saúde a serem inundados de pedidos de pais que querem vacinar os seus filhos antes dos 12 meses, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) esclareceu que só as crianças entre os seis meses e um ano “em situações excepcionais” e que tiverem receita médica em papel terão acesso a este fármaco.
 
A vacina combinada que inclui a do sarampo e é dada na primeira dose aos 12 meses e, na segunda dose, aos cinco anos, apenas poderá ser poderá ser antecipada “mediante prescrição médica em suporte de papel, como previsto, em situações especiais, no Programa Nacional de Vacinação (PNV)”, esclarece a DGS numa orientação emitida nesta quinta-feira.

Em apresentação trivalente (contra o sarampo, papeira e rubeóla), a vacina “deve estar acessível em todos os pontos de vacinação do país” e deve ser administrada “sem bloqueios administrativos e sem qualquer pagamento por parte do utente, como definido” no PNV, sublinha ainda a DGS.

Estas são as regras a seguir pelas “equipas de todos os pontos de vacinação”, esclarece. Uma fonte da DGS confirmou ao PÚBLICO que os centros de saúde estão a receber muitos pedidos de pais que pedem para que a vacinação seja antecipada. Mas esta possibilidade apenas está prevista nos casos de crianças que tenham tido contacto com um doente em fase de contágio ou que sofram de determinadas patologias.

A DGS já tinha recomendado numa orientação anterior que a prescrição destas vacinas deve ser “devidamente ponderada” pelo médico, “tendo em consideração a situação clínica e epidemiológica em cada momento e em particular em situações de pós-exposição”. A autoridade de saúde recordava também que a vacina administrada antes dos 12 meses não é considerada válida em termos de calendário vacinal e que os menores que tenham antecipado a inoculação devem ser revacinados quando fizerem um ano, respeitando o intervalo mínimo de quatro semanas entre doses.

In O Publico, a 20.04.2017

imagem@shutterstock

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Quando se pensa em realizar atividades que exigem maior concentração tais como estudar, aprender, conceber, criar e trabalhar pensa-se num espaço limpo e organizado para o fazer. A sabedoria convencional diz-nos que precisamos de ordem para fomentar a produtividade, mas isto não é necessariamente verdade.

Diversos cientistas e investigadores já relacionaram o caos e a desarrumação a estados intensos de criatividade.

Albert Einstein sempre foi assumidamente desarrumado. O físico costumava dizer a propósito da desordem do seu espaço de trabalho: “Se uma mesa desarrumada é sinal de uma mente desordenada, uma mesa vazia é sinal de quê?”.

A ordem é um conceito criado e desenvolvido pelo homem e pela necessidade de viver em sociedade.

A natureza está em constante mudança e desordem, o que se reflete nas nossas casas. Como dizia o físico Adam Frank: “É uma lei da Física. A dura verdade da vida é que o universo é em si um caos. Como poderias deixar em ordem tudo em tua casa se isso contradiz a natureza do universo?“.

Talvez devêssemos aprender a aceitar a natureza caótica do universo.

Obviamente que não devemos deixar que todos os aspectos da nossa vida caiam num completo caos. A organização pode ser necessária, conveniente e até estabilizadora. Mas também é sobrestimada, e os que vivem na desordem são muitas vezes injustamente julgados. As pessoas desarrumadas são frequentemente estigmatizadas como indivíduos apáticos e desequilibrados, o que não é verdade.
As pessoas desarrumadas não são preguiçosas, são realmente imaginativas e ousadas e nunca se tornam escravas  da exactidão e convenção.

Pessoas com quartos, escritórios e mesas desarrumadas tendem a ser mais criativas, inteligentes e originais.

Os autores Eric Abrahamson e David Freedman publicaram o best-seller “A perfeita desarrumação: os benefícios ocultos da desordem” ( “A Perfect Mess: The Hidden Benefits of Disorder”)  onde revelam que uma mesa desarrumada pode indicar que a pessoa trabalha tanto que não tem tempo para arrumar o espaço. E que é tão criativa que, o que para os outros parece um caos, para o próprio é a organização dentro da sua desorganização.

Segundo os autores a desarrumação não é necessariamente a ausência de ordem. Uma mesa desarrumada pode ser um eficiente sistema de prioridades, onde o trabalho mais urgente e importante tende a estar perto e no topo da pilha, enquanto o material seguramente ignorável tende a ser enterrado no canto ou por baixo, o que faz todo o sentido.  É a tal organização dentro da desarrumação.
Por outras palavras, uma mesa desarrumada pode realmente ajudar a aumentar a eficiência, dependendo da pessoa.

Já experimentou mudar algo de sítio numa mesa de trabalho de uma pessoa desarrumada? Pois…

“Eu estou interessado em tudo sobre revolta, desordem, caos… Parece-me ser o caminho em direcção à liberdade.” – Jim Morrison

Os estudos revelaram ainda que ser ou não ser desarrumado não tem apenas a ver com a criatividade, mas também com características genéticas e hereditárias, e ainda com o meio onde cada indivíduo cresceu. O exemplo durante a infância e os hábitos criados pelos pais  vão ajudar a determinar a forma de gerir o espaço (e tudo o resto à sua volta) em adulto. Existe uma linha muito ténue entre as crianças desorganizadas por ainda não terem sido habituadas e ensinadas a organizar-se, e as crianças desorganizadas por serem efetivamente criativas. As segundas, apesar do caos aparente, por norma sabem onde deixaram cada objeto ou brinquedo.

Nem todas as pessoas estão preparadas para viver em desordem.

As pessoas desorganizadas são inerentemente espontâneas. Preferem preocupar-se com as coisas mais importantes do que com os minúsculos detalhes da vida do dia-a-dia. São pessoas criativas e sensoriais que seguem o fluxo em vez de nadarem contra a corrente.

É preciso coragem para abraçar o caos e aceitar o constante criticismo.

 

Imagem@Thetelegraph

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