Há dias ia na rua e sem querer ouvi a conversa entre dois rapazes:  “Olha que essa tem filhos. Tens de ter cuidado com as mulheres hoje em dia: têm todas filhos atrás.” Fiquei indignada ao ouvir um discurso tão machista e cheio de preconceito. Infelizmente para nossa “linda e justa” sociedade, a mulher que tem filhos seja ela divorciada ou mãe solteira, não merece ser amada, respeitada e valorizada.

Este facto fez-me lembrar a história de uma mulher que tive o prazer de conhecer, muito inteligente e bonita por sinal. Sempre foi dedicada à família, uma esposa amorosa e fiel, mas numa das voltas que a vida dá o marido abandonou-a com três filhos pequenos e resolveu “curtir a vida”, se não me engano um deles era recém-nascido na altura. A vida dela ficou do avesso quando se viu sozinha, desamparada, com filhos e muitas, muitas contas para pagar.

Calculo que não deva ser nada fácil ouvir da boca da pessoa que se ama que deixou de gostar de ti, que tu não vais ser feliz com mais ninguém porque tens três filhos e que nenhum homem  irá dar valor a uma mulher assim.  Deve ser difícil ser fintada pelo próprio companheiro, o pai dos teus filhos, pai este que não paga as pensões, não sustenta os filhos e nem se preocupa em cumprir seu papel de progenitor.

Esta mulher – a separada, a largada ou a cheia de filhos, como muitos costumam chamar – ficou sem chão mas não desistiu. Esta mulher levantou-se com toda coragem para lutar, para vencer as dificuldades, as derrotas, as humilhações e principalmente com o objetivo de dar a volta por cima.

Existem muitas mulheres nesta situação que são muito mais “homem” que muitos homens que aí andam. As verdadeiras guerreiras, dignas de se tirar o chapéu, que merecem todo respeito e uma oportunidade de serem felizes novamente.

Infelizmente o preconceito de muitos, como estes dois com quem me cruzei na rua, as priva desse direito. A vida muitas vezes rouba-nos os sonhos, mas pior que isso são as pessoas que ainda insistem através do preconceito em arrancar dessas mães a sua dignidade, o seu respeito, o seu direito de recomeçar e de ser feliz.

É muito fácil apontar o dedo, julgar, condenar, ridicularizar e culpar o próximo. O difícil mesmo é estar no lugar da pessoa, é ter que superar as barreiras fazendo do passado a escola do presente. O difícil é superar-se a cada dia, é deixar o preconceito e abrir os olhos e o coração para o que realmente tem valor.

Ser divorciada, separada ou mãe solteira não é nenhum crime. Crime é não ser capaz de amar alguém que só sofreu por amar demais.

Por  Irailde Santana em A mente é maravilhosa

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Quando um bebé nasce, nasce também uma mãe.

Uma mãe que não sabia que brevemente iria deixar de fazer refeições quentes, deixar de dormir até tarde aos fins-de-semana e que não fazia ideia que seria possível amar tanto alguém tão pequenino.

A nova mãe começa então a descobrir novos sentimentos, medos nunca sentidos, emoções que não consegue descrever por palavras.

A verdade é que esta mãe vem tão mal preparada para lidar com as mudanças que é perfeitamente normal que comecem a surgir dúvidas que, quando prolongadas, poderão criar inseguranças e fragilidades.

Quando fui mãe a primeira vez, há cerca de 11 anos, devorei todos os livros sobre o pós-parto, maternidade, e o desenvolvimento do bebé mês a mês, mas mesmo assim, muitas vezes me senti perdida. Há sempre pequenas coisas que não vêm escritas em lado nenhum. Quer sobre a amamentação, sobre o nosso corpo, sobre o que sentimos em relação ao bebé e em relação a nós próprias, agora mães.

Ontem estive presente num evento da Bayer, onde apresentaram uma nova plataforma que foi lançada com o apoio de Bepanthene Pomada e que esclarece tudo sobre esta nova fase da vida (Eu já tinha andado lá a cuscar). O nome é o mais apropriado possível, Décimo Mês. O décimo mês da mãe começa no dia em que o bebé nasce. Este dia representa o fim da gravidez e o início de duas vidas novas.

A frase que me ficou na cabeça na apresentação desta plataforma foi:

“Quando nasce um bebé, nasce também uma nova mulher”

Ena. É mesmo isto. Além de ter nascido uma mãe, nós tornámo-nos numa nova mulher.

Nasce uma “mãe” apenas no nosso primeiro filho ou gravidez porque a partir daí passamos a
sê-lo todos os dias até ao nosso último sopro.

Mas esta nova mulher nasce em cada gravidez. Em cada filho que temos sofremos novas transformações tanto físicas como psicológicas: mais responsabilidades, mais experiência, mais encargos, mais estrias, mais barriga, menos cabelo, menos horas de sono. Tudo isto nos transforma.

Quantas vezes nos perguntam num pós parto como é que estamos? Como é que nos sentimos? Como é que estamos a lidar com esta nova mulher?

O mais comum é perguntarem se o parto correu bem, se o bebé mama, se fez cocó, e se dorme à noite. E nós?

Nós, sem nos apercebermos, também só temos olhos para o bebé.

Acho interessante pensar sobre o princípio das instruções de segurança dos aviões: em caso de emergência devemos sempre colocar as máscaras de oxigénio primeiro em nós próprias, e só depois nos filhos. A razão é óbvia mas vai contra tudo aquilo que instintivamente uma mãe faz.

Uma mãe pensa sempre em primeiro lugar no filho deixando as suas necessidades, medos e inseguranças muito bem guardadas. Por isso é que as mães são fortes. Não por não terem medo mas por terem a capacidade de enfrentar e aguentar tudo em prol dos filhos.

O problema é quando as recém-mães não estão num caminho seguro de recuperação.

O Décimo Mês acredita que que só quando a mãe tem todo o apoio que precisa é que consegue verdadeiramente tornar-se a mãe que deseja ser.

Por isso, esta plataforma foi pensada e criada para ajudar todas estas novas mulheres a encontrarem o seu equilíbrio durante as primeiras semanas e meses que sucedem ao nascimento do bebé.

Neste espaço podemos encontrar artigos divididos por 5 categorias distintas, direcionadas não só às necessidades do bebé, mas também às da mãe e mulher – Recuperação e Saúde, Bem-estar Emocional, Uma Nova Realidade, O Seu Corpo no Pós-parto e Relacionamentos e Amor.

São artigos escritos de mãe para mãe e revistos por um painel médico de aconselhamento que garante que toda a informação transmitida é especializada e não relatos infundados de experiências caso a caso.

Eu, enquanto mãe de 4 filhos, só tenho pena que esta plataforma não tenha sido pensada mais cedo (tipo quando eu comecei a ter filhos) porque, de facto, é um útil e completo suporte para todas as mães!

25 DE MAIO DIA DA CRIANÇA DESAPARECIDA

Carta à mãe do Rui Pedro

Vejo-te nas noticias e quero dar-te um abraço.

Não o queres. Não te conheço mas tenho a certeza que não queres mais abraços. Estás farta de abraços!

Acredito que não toleres mais aqueles abraços, aquelas palavras de “força” e “coragem”, todas tão iguais… todas tão vazias.

Já não deves suportar todas aquelas pessoas que te dizem “Eu sei”… mas elas não sabem… elas não sabem nada. Eu não sei nada. Ninguém sabe… Só tu!

Ninguém sabe o que é viver com esta angústia, esta dúvida, este medo… este vazio! Esta falta em ti… de ti… a ti…

Ninguém sabe o que é ser-se alguém tão desprovido de tudo… uma dormência de vida!

Os anos passam e apareces cada vez menos nas notícias e sentes o mundo a desistir. O mundo desiste porque não sabe nada! O mundo não sente o que tu sentes, porque tu… Tu nunca vais desistir!

É mais um dos tormentos que é a tua vida. Não podes desistir… Não podes desistir ou virar costas porque acreditas e continuas a ter esperança que a cada minuto, a cada momento, a cada virar de esquina…

Continuas e continuarás sempre a acreditar que um dia a vida vai ter pena de ti! Um dia a vida vai devolver-te o teu menino… o teu bebé.

Escrevo-te de lágrimas nos olhos, consciente de que não me vais ler… Nem eu iria. De certo não tens qualquer interesse em ler sobre bebés, maternidade, e meninos junto de sua mãe, quando te levaram o teu!

Escrevo de lágrimas nos olhos, incapaz de imaginar o que resta de ti… Sem conseguires sonhar, como acordas todos os dias… o quanto de doerá esse coração completamente aos pedaços!

Escrevo de lágrimas nos olhos porque me lembro com frequência de ti… e do teu menino… Mas lembro-me muito de ti… E queria dar-te um abraço, ainda que não o queiras.

És um exemplo de tanto… ainda que isso para ti nada valha! Sei que não queres abraços, elogios e palavras de conforto…

Queres apenas o teu menino.

És um exemplo de mãe força, mãe coragem, mãe despedaçada, mãe tudo… sempre mãe… para sempre: A mãe do Rui Pedro!

25 de Maio – Dia Mundial da Criança Desaparecida

25 DE MAIO DIA DA CRIANÇA DESAPARECIDA Vejo-te nas noticias e quero dar-te um abraço. Não o queres. Não te conheço mas tenho a certeza que não queres mais abraços. Estás farta de abraços! Acredito que não toleres mais aqueles abraços, aquelas palavras de “força” e “coragem”, todas tão iguais… todas tão vazias. Já não deves suportar todas aquelas pessoas que te dizem “Eu sei”… mas elas não sabem… elas não sabem nada. Eu não sei nada. Ninguém sabe… Só tu! Ninguém sabe o que é viver com esta angústia, esta dúvida, este medo… este vazio! Esta falta em ti… de ti… a ti… Ninguém sabe o que é ser-se alguém tão desprovido de tudo… uma dormência de vida! Os anos passam e apareces cada vez menos nas notícias e sentes o mundo a desistir. O mundo desiste porque não sabe nada! O mundo não sente o que tu sentes, porque tu… Tu nunca vais desistir! É mais um dos tormentos que é a tua vida. Não podes desistir… Não podes desistir ou virar costas porque acreditas e continuas a ter esperança que a cada minuto, a cada momento, a cada virar de esquina… Continuas e continuarás sempre a acreditar que um dia a vida vai ter pena de ti! Um dia a vida vai devolver-te o teu menino… o teu bebé. Escrevo-te de lágrimas nos olhos, consciente de que não me vais ler… Nem eu iria. De certo não tens qualquer interesse em ler sobre bebés, maternidade, e meninos junto de sua mãe, quando te levaram o teu! Escrevo de lágrimas nos olhos, incapaz de imaginar o que resta de ti… Sem conseguires sonhar, como acordas todos os dias… o quanto de doerá esse coração completamente aos pedaços! Escrevo de lágrimas nos olhos porque me lembro com frequência de ti… e do teu menino… Mas lembro-me muito de ti… E queria dar-te um abraço, ainda que não o queiras. És um exemplo de tanto… ainda que isso para ti nada valha! Sei que não queres abraços, elogios e palavras de conforto… Queres apenas o teu menino. És um exemplo de mãe força, mãe coragem, mãe despedaçada, mãe tudo… sempre mãe… para sempre: A mãe do Rui Pedro! 25 de Maio – Dia Mundial da Criança Desaparecida

 

Não é fácil, nada fácil. São muitas as dúvidas, questões, incertezas… parvoíces nas cabeças e corações constantemente apertados.

Porque o mais difícil de ser mãe é sem dúvida aceitar que o somos.

Aceitar as noites mal dormidas, as fraldas e os biberons… Aceitar os horários e as rotinas, e tudo aquilo que tem que ser.

Acabam-se as baldas, os momentos de descontracção (uma mãe nunca pode baixar a guarda), acabam-se aqueles dias em que “não me apetece” ou simplesmente “estou cansada”.

Ainda que cansada, a maternidade não pára! Não há pausas, nem folgas, nem fins-de-semana, nem dias em que “não apetece”! Nada! Não há como descansar, ou fugir da rotina. Ser mãe de um bebé, é a única função que é mesmo a tempo inteiro. 24 horas por dia, todos os dias da semana, do mês… do ano!

E isso é difícil de aceitar!

Aceitar que parte da mulher ficou para trás para dar lugar à mãe. Aceitar que nunca mais seremos a prioridade.

Aceitar que as papas vêm primeiro que as unhas, os bodys primeiro que os bikinis, e as chuchas primeiro que os passeios.

Aceitar que nada será como foi, e que até um simples passeio no parque pode ser tornar num inferno!

Aceitar que não só, nem todos os dias são bons, como muitos deles são até… difíceis!

Aceitar que tudo mudou, e nada será o que já foi.

É difícil de aceitar.

É difícil de aceitar que é isto que todas sentimos. Não são os momentos doces das redes sociais. Não são vidas cor-de-rosa, bebés que não choram, ou vidas que são simples. É difícil aceitar que, de vez em quando queremos gritar, fugir, espernear, e até mesmo voltar atrás.

Todas nós temos saudades do que fomos e de quando tudo era mais simples. E sentir isso não faz de nós piores mães.

É difícil de aceitar que, de vez em quando, não queremos ser mães. Isto faz-nos sentir mal… mas não devia!

Aceita! Aceita que és humana, real, mulher… Aceita que tens limites! Aceita que nem tudo é perfeito… que às vezes as coisas acontecem porque “tem que ser”. Aceita esta nova fase, que de fácil não tem nada!…. Só nós mulheres conseguiríamos desempenha-la com tanto cansaço e tanto amor em simultâneo. Aceita que tens o direito de te sentires triste, sozinha, desamparada, cansada, exausta…

É normal que tenhas sono ou falta de paciência, e que nada disso vai deixar de acontecer, mas percebe que estás a fazer tudo bem.

Revolta-te quando quiseres, grita sozinha no carro, chora à noite às estrelas!
Faz as pazes contigo própria!

E quando descarregares tudo, olha para a teu filho…, aceita-te como mãe e percebe que ele vale todas as noites sem dormir, todas as casas desarrumadas, todo o cansaço e exaustão, os cabelos desalinhados e as unhas por arranjar…

Dá-lhe um beijo, e vai dormir… Tu mereces!

imagem@comstocksmag

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As mães também têm direito a escapadinhas

Sou Mãe, preciso de pausas!

Porque é que as mães dormem tão pouco

Um estudo do Departamento de Psicologia da Universidade de Washington revelou que as crianças são 80% piores na presença das respetivas mães.

Em crianças com menos de dez anos, a percentagem sobe para  1.600%

Não era preciso um estudo para nos dar esta novidade. Mas é bom ter aparecido para termos a certeza que não somos nós que estamos a ficar malucas!

Quantas vezes deixamos os miúdos na cresce a chorar e a educadora diz que passados 5 minutos estavam óptimos? Ou vamos busca-los e conseguimos vê-los a brincar animadamente, até que dão pela nossa presença e está o caldo entornado?

Pois é, não estamos sozinhas.

O estudo da Universidade de Washington acompanhou 500 famílias. Avaliou em cada uma delas comportamentos como birras, gritos, tentativas de bater nos pais, carência e atos de começar a falar à bebé (crianças que já falam corretamente)… E  descobriram que as crianças de até aos oito meses de idade ficavam a brincar felizes de vida até verem a sua mãe chegar.

99,9% desta crianças demonstraram ter propensão para o choro e precisar de atenção imediata. Mesmo no caso de uma criança invisual que, a partir do momento em que ouviu a voz da mãe, começou a atirar coisas, e a querer lanchar (muito embora tivesse acabado de comer).

Um bebé de oito meses ainda se sente parte de sua mãe, o vínculo é fortíssimo. O fato de essa criança chorar, atirar as coisas ou “chamar a atenção” ao ouvir o som de sua mãe, é uma tentativa de voltar para perto de si!

Depois dos 2 anos, ou ainda nos 3 anos – idade da formação da sua própria identidade – as crianças tendem a confrontar mais aqueles em que eles têm maior apego e vêem como porto seguro, os pais, na procura das sua própria personalidade ainda em formação e ainda não conhecida por completo por eles. É algo complexo!

Crianças portam-se pior na presença das mães

O estudo revelou ainda que, nada mais nada menos do que a totalidade destas crianças se revelaram mais sensíveis às instruções passadas num tom de voz normal se provenientes de alguém que não a sua mãe. Para receber resultados comportamentais semelhantes, as mulheres tiveram de falar num tom de voz muito alto, como se alguém tivesse a ser atacado por um animal feroz.

Paul Olsen, pai de três crianças e participante no estudo, ficou chocado com os resultados.  “Eu nunca percebi porque é que a minha mulher nunca conseguia fazer nada quando estava com os miúdos: ela é literalmente o íman e a kriptonite deles. No entanto, comigo eles são totalmente diferentes.”

 

Artigo de momsnewdaily, adaptado para Up To Kids®

 

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Qual a altura certa para retirar a chucha? – É possivelmente uma das maiores dúvidas que surgem durante a paternidade.

Muitos pais adiam o momento de retirar a chucha aos seus filhos por receio de que possa traumatizar a criança ou privá-la do seu único meio de conforto. No entanto, após os 2 anos, as consequências do seu uso começam a surgir em força e  dependendo da criança e da frequência com que a usam, poderão instalar-se de forma quase permanente e só corrigível com recurso a várias especialidades da área da Saúde.

Referimo-nos, sobretudo, ao aparecimento de quatro grandes alterações que habitualmente não associamos ao uso de um objeto que parece tão inofensivo como a chucha – o objeto de conforto mais utilizado por milhões de crianças por todo o mundo.

São estas as quatro grandes consequenciais do uso prolongado da chucha:

  1. Alteração da dentição e do palato (céu da boca)
    A consequência mais fácil de detetar é a alteração da dentição e do palato (céu da boca) que o formato da chucha provoca. A presença prolongada de um corpo estranho na boca molda todas as estruturas à sua volta, nomeadamente os dentes e o palato, e provoca uma posição incorreta dos lábios (não lhes permite fechar na totalidade) e da língua, que adota uma postura à volta da chucha. Estas alterações nas estruturas causam uma das consequências mais difíceis de detetar – a respiração oral.
  2. Respiração oral
    Quando o bebé começa a respirar pela boca, devido às alterações estruturais que já ocorreram, o seu sono começa a ter menor qualidade devido à fraca oxigenação (que, por vezes, também desperta mais vezes os bebés) e a falta da correta “filtragem” do ar respirado no nariz, também levará a infeções das vias aéreas.
  3. Musculatura
    Outra alteração que surge muito frequentemente, ocorre ao nível da musculatura. Devido aos movimentos repetitivos da sucção, as estruturas perdem tónus – os músculos ficam enfraquecidos – e, com a perda de força dos lábios, bochechas e língua, poderemos também estar a provocar futuras dificuldades na alimentação.
  4. Aparecimento de alterações na articulação
    A consequência mais comum do uso prolongado de chucha e que, diariamente, leva várias famílias a procurarem um Terapeuta da Fala – ainda que nem sempre sabendo qual a causa das dificuldades dos seus filhos – é o aparecimento de alterações na articulação. Esta consequência, por ser notória apenas por volta dos 5/6 anos, quando já esperamos que as crianças articulem perfeitamente as palavras, é também a mais perigosa, pois aparece de forma “silenciosa”. Surge devido a todas as outras alterações estruturais que se desenvolveram ao longo dos anos e faz com que a criança precise de um acompanhamento especializado para conseguir articular vários sons que, habitualmente, distorce. Surgem assim – mas não exclusivamente – os conhecidos “sopinha de massa”, dificuldade que só pode ser corrigida após terapia e, muitas vezes, com a junção de um tratamento ortodôntico. Também as dificuldades de alimentação – por falta de força na musculatura das várias estruturas da boca -, terão de ser corrigidas com terapia.

Como forma de evitar todas estas consequências, e de prevenir a necessidade futura de acompanhamento em várias áreas, aconselhamos a remoção da chucha do seu bebé até aos 2 anos – e prontificamo-nos a ajudá-lo se precisar de algumas dicas sobre como fazê-lo!

Por Inês Peres Silva Terapeuta da Fala Ipsis Verbis®

imagem@visomir

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Hábitos orais; Uso da chucha, sim ou não?

Chuchas, sim ou nunca?

Mãe, deitei a Chucha Fora

Aceita o desafio #Bounce4batten Portugal?

Bebendo uma bebida fresca, escutando ao fundo os sons das ondas na escuridão. Retirámo-nos para uma pequena cidade costeira. Encasulámo-nos no sofá com as nossas pernas entrelaçadas. Os nossos filhos dormem connosco. Temos um raro momento de silêncio juntos.

O meu marido segura na sua mão, a mão da nossa filha, envolvendo as suas duas grandes palmas em volta da mão macia da Mia. Hamish levanta a sua pequena mão e aperta-a  firmemente entre as suas. A sua mão pequenina dentro da sua. Beija-a gentilmente. Posso ver as lágrimas a formarem-se nos seus olhos enquanto ele se inclina, admirando-a a dormir pacificamente.

Quase sem emitir som, Hamish murmura, a sua voz quebra-se ligeiramente “Que desperdício“.

Ela é tão bonita.

Ela ter-nos-ia dado água pela barba!”,  gracejo levemente.

Hamish ri e relembramos a nossa filha de sete anos e espírito ferozmente livre. E como nunca procurou a aprovação de ninguém. Em comparação com seu irmão Toby.

Mia nunca foi de agradar os outros e sabia exactamente o que queria e como lá chegar. E fazia-nos rir a todos pelo caminho. Bem, a maior parte do caminho.

Desde o momento em que chegou ao mundo, foi uma bebé saudável e uma criança selvagem. Desafiou-nos e realizou-nos.

Recordamos com alegria a nossa menina confiante, divertida e aventureira antes de começar a ficar doente. Pouco antes de celebrarmos o 4º aniversário da Mia, os médicos confirmaram o nosso pior medo. O pior medo de todos os pais.

Estamos a falar de anos não décadas. Provavelmente a Mia não vai chegar ao ensino secundário“, disse ele. “Não há cura ou tratamento para a doença de Batten“.

Enrolados juntos no sofá, longe dos hospitais e do caos do diagnóstico da Mia, as nossas caras sorriem e os nossos corações elevam-se ao imaginarmos a pessoa maravilhosa, determinada que a Mia era suposto tornar-se. Não a criança que o meu marido segura nos seus braços agora. A Mia depende de nós para cuidar dela. É completamente dependente de nós todos os dias. Todo o dia. Toda a noite. Já não consegue falar, ver, comer ou mexer-se. E esta doença neurológica rara Tira-nos um bocadinho da nossa filha a cada dia que passa.

Ela deveria andar por aí a dar ordens ao seu irmão mais novo, a dar-me respostas acesas e a gritar pela casa. A dançar, a mascarar-se, a aprender a ler. A acelerar na sua bicicleta e a entregar-nos centenas de desenhos e projectos de trabalhos feitos com as suas mãos.

Passámos a tarde a rir-nos, apesar na nossa mágoa. A jogar às damas, a dançar com o Toby e a segurar a Mia nos nossos braços. E decidimos declarar este o melhor Sábado que já alguma vez tivemos.

A presença da Mia é preciosa. Quase sagrada. A sua vulnerabilidade é uma poderosa força. E a sua capacidade de comunicar o amor sem usar palavras é única para mim. Singular. Estar com a Mia é positivo de formas que eu não consigo racionalmente compreender. Ela é capaz de diminuir tudo o que é trivial e irrelevante. Para nos focarmos no que é realmente importante.

A Mia tem-me ensinado a ser mais carinhosa, paciente, a aceitar, a ser mais ousada, presente, mais generosa. Especialmente com os que são mais vulneráveis.

Eu não tenho palavras sábias acerca de como iremos viver sem a nossa filha um dia. Seja quando for esse dia. Suponho que iremos tentar lembrar-nos o quão profundamente amámos, o que sentimos ao abraçá-la.

E o privilégio, a alegria e a dor de ter uma filha tão bonita.

Texto original publicado em Your Zen Mama (com prefácio de Teresa Palmer), Tradução: M.J. Silva

Peta Murchison e a doença de Batten

Peta Murchison vive nas Northern Beaches de Sydney, com o seu marido Hamish, os seus filhos Mia e Toby e o seu adorado Labrador Bon Bon. Uma mãe dedicada a abrir a consciência  acerca da doença de Batten. A doença de Batten é uma doença genética degenerativa que afecta crianças saudáveis que conseguem cantar, dançar e saltar. As crianças afectadas começam a perder a sua capacidade de andar, falar, ver e sorrir. Não há cura para as crianças afectadas e eventualmente tira-lhes a vida. O conhecimento e pesquisa acerca desta doença rara são imperativos para encontrar uma cura. A filha mais velha de Peta, Mia, sofre desta condição.

Bounce4batten

‘Bounce4Batten’ foi lançado em 2014 pela família e amigos de Mia, com o intuito de consciencializar as pessoas de todo o mundo sobre esta doença. A Bounce4Batten desafia as pessoas a saltarem pela Doença de Batten e a postarem as fotos nas redes sociais. A alegria de saltar fez ressoar esta mensagem, e a reação foi fantástica. Passou da família para amigos, e amigos de amigos de amigos de toda a Austrália e outros mais distantes como Nova York, Singapura e Paris. Neste momento, estão a tentar entrar para o Guinness World of Records com o maior álbum do mundo de fotografias on line com os pés no ar.

Um dia em breve esperamos desempenhar um papel na busca de uma cura através do apoio à investigação.”

 Desafio #Bounce4batten Portugal

Agora chegou a vez de Portugal apoiar a Peta e a sua família. Se leu este artigo até aqui, acabou de ser desafiado a publicar uma foto sua ou dos seus filhos com os pés no ar, e com o hashtag #bounce4batten. (A principal regra é que os dois pés (ambos portanto) Têm de estar no ar!

Se pretender ajudar a família a entrar para o Guinness Book, então terá de fazer o upload de foto aqui

Então? Vai ficar de braços cruzados, ou vai tirar os pés do chão?

bouce4batten
#bounce4batten #uptokids

 

Instagram @bounce4batten

Facebook bounce4batten.com

Website http://www.bounce4batten.com

ImagemCapa@Julie Adams

 

Meu querido, ser mãe não é fácil. Nada mesmo.

Querer que tudo te corra na perfeição é uma aventura para toda a vida. Ao longo deste percurso, chamado maternidade, temos muitas duvidas e incertezas. Não te posso prometer que tudo será fácil. Aliás, os obstáculos fazem parte do crescimento, mas há coisas que quero que saibas que te prometo.

Prometo abraçar-te sempre que queiras. Sempre que precisares e que quiseres mesmo que seja por capricho. Vou abraçar-te com todo o carinho que tenho por ti, por todo o tempo que precises. Nada poderá interromper um abraço nosso.

Prometo secar-te todas as tuas lágrimas. Não as vou poder evitar, mas secá-las-ei todinhas, com beijos, abraços e consolo.

Prometo brincar contigo todos os dias. Para o resto da minha vida. Não há obrigações que me tirem esse momento de alegria. Vamos brincar juntos, todos e cada dia até que o corpo mo permita. Quando não permitir, brincaremos com palavras.

Prometo ouvir-te. Ouvir tudo o que tenhas para me dizer. Seja um pedido, uma justificação, um desabafo ou uma piada. Tudo aquilo que me queiras dizer, eu vou ouvir.

Prometo gritar, junto contigo, sempre que te sentires frustrado. Prometo ajudar-te a libertar tudo o que te chateia. Se for para gritar com o mundo, gritaremos em conjunto.

Prometo proteger-te. Ser um porto seguro. Fazer-te saber que comigo estarás sempre a salvo, porque eu derrubarei tudo e todos para te proteger.

Prometo dar-te colo. Mesmo quando fores maior que eu. Sempre que ambos quisermos, teremos estes momentos de mimo entre nós. E o meu colo, nunca será pequeno, nunca estará cansado, e estará sempre aqui para ti.

Prometo procurar sempre o melhor para ti. Procurar tudo o que te interesse, e tudo o que sirva melhor os teus interesses. Nunca vou desistir de querer para ti o melhor.

Prometo não te obrigar a fazer o que não queiras. Prometo compreender-te e ouvir-te assim como sei que me vais ouvir a mim. E se não queres, não será! Cumprirei a tua vontade.

Prometo apoiar todas as tuas decisões. Por mais descabidas que possam parecer, se é o que decidiste em consciência, podes contar com o meu apoio.

Prometo tratar-te como igual. És meu filho, és a pessoa mais importante para mim, e nunca deixarei que sejas tratado de forma diferente. Como igual, tal como eu…

Prometo ser tua mãe acima de tudo o resto.

Ser o teu abraço, o teu consolo, a tua amiga, a tua confidente, a tua compincha, o teu porto seguro, o teu colo, o teu incentivo, o teu respeito, a tua igual, e tudo o mais que precises de mim.

Estarás sempre acima de tudo! E ser tua mãe, é o papel da minha vida!

Obrigada por mo permitires!

 

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Prometo não desistir de ti

Os Fidget Spinners são a mais recente loucura e já conquistou miúdos por todo o mundo.

Invadiram as escolas, as nossas carteiras e infelizmente para os professores, muitas salas de aula.

Os Fidget Spinners são o novo cubo mágico, ou io-io desta geração.

Se ainda não experimentou um Fidget Spinner, deixe-nos explicar o que pode fazer com um: pode  equilibra-lo no dedo. Pode lança-lo de um lado para o outro enquanto ele gira. Pode gira-lo 500 vezes consecutivas enquanto alguém fala consigo sobre a pilha gigante de roupa espalhada no chão do quarto. Então, quando não aguentarem mais e gritarem “Pára essa coisa por 30 segundos que seja” pode larga-lo, e ao cair vai simplesmente fazer uma marca no chão de madeira.

As possibilidades são infinitas quando se tem uma coisa dessas.

Acima de tudo, pode-se brincar com um Spinner, o que é o objetivo principal.

Os brinquedos sensoriais foram inicialmente criados com o intuito de ajudar crianças com autismo, com problemas de ansiedade e PHDA, sendo um escape para a energia excessiva e ao mesmo tempo para melhorar a memória e concentração. Mas rapidamente se tornaram numa moda de proporções épicas e todos os miúdos das escolas têm ou querem ter um.

O meu filho e os amigos não só brincam com os Fidget Spinners, como passam o dia a falar sobre eles, querem fazer constantes upgrades para as novas cores  e materiais, e até vêem vídeos no youtube de adultos que manuseiam aquela coisa de forma profissional, mostrando truques impossíveis de realizar e que, inevitavelmente, irão tornar-se em horas de frustração e decepção para os miúdos.

Não é novidade nenhuma que os miúdos têm dificuldade em sentar-se sossegados, especialmente quando estão na escola. Por isso, estes novos e pequenos aparelhos são um sucesso para as crianças que procuram uma distração durante as aulas. Embora seja bastante inofensivo em termos de actividades físicas e/ou extracurriculares, os Fidget Spinners têm deixado alguns professores loucos.

Os Fidget Spinners já foram banidos de algumas escolas nos EUA e Reino Unido porque os alunos andavam a atira-los nas salas de aula e corredores. Carroll Garden Sholls For Innovation, enviou o seguinte aviso aos pais de forma a expor a sua posição sobre esta última moda:

A segurança, o bem-estar e a educação dos seus filhos sempre foi a nossa principal preocupação. Ocasionalmente, há brinquedos e gadgets que são populares nos mídia e que todas as crianças parecem querer ter. A mais recente é um objeto chamado “Spinner” que crianças estão a trazer para a escola.
Embora aparentemente inofensivo, estes aparelhos estão a ser atirados durante a aula, causando uma distração para os alunos e funcionários. Isto também acontece nos corredores e nos intervalos. Eles são pequenos no tamanho, mas podem magoar alguém…
Num esforço para prevenir lesões, iremos banir estes brinquedos oficialmente da nossa escola. Por favor discuta este assunto com o seu filho de forma a que entendam como é importante manter a segurança dos alunos e funcionários na escola.Caso traga para a escola, o seu filho terá de entregar o spinner a um adulto.
Por favor, informe-nos se o seu filho tem um problema sensorial e precisa de um Fidget Spinner. Nós o teremos guardado.

Obrigado por seu apoio contínuo.”


Outras escolas já tomaram medidas semelhantes. “Francamente, os Fidget Spinners estão a ter um efeito contrário ao que seria suposto”, afirmam, “As crianças simplesmente ou os estão a girar ou a trocar em vez de estar a escrever e com atenção à aula”

Uma vez que os pais estão informados e cientes do que esta moda pode causar a nível escolar, cabe a cada família consciencializar os filhos e gerir a utilização dada ao aparelho.

Para o bem da aprendizagem dos nossos filhos, os Fidget Spinners são aparelhos para brincar longe das escolas.

 

Por Julie Scagell, publicado em Scary Mommy

Uma criança precisa de ser feliz, não de ser a melhor

O João é uma criança do século XXI. Tem dois pais que trabalham muito, segundo as suas palavras são “incontáveis horas por dia” para pagarem a casa onde moram, os carros nos quais se deslocam e os poucos dias de férias que tiram por ano. Também diz que não se importaria de ter uma sala mais pequena, um carro que fosse um pouco mais lento e sem estofos em pele e um futuro mais incerto se, em troca, pudesse passar um pouco mais tempo com os seus pais.

Mas não com os seus pais de agora – cansados, stressados, preocupados e inacessíveis – e sim com os seus pais de antigamente: atenciosos, dispostos, risonhos, carinhosos e coerentes. Ele sente muita falta deles mas nem sabe de que forma pode dizer isso aos pais. Por outro lado, o João observou que os adultos, não apenas os seus pais, também não exprimem o que sentem. Ele suspeita de que existe uma ligação entre o mundo emocional e as palavras mas ninguém lhe ensinou exatamente como isso funciona. São tudo suspeitas nas quais ele se sente inseguro.

“A infância nunca dura. Mas todos merecem ter uma.”
-Wendy Dale-

O João é uma criança muito ocupada

O João também é uma criança que não brinca ou, pelo menos, é uma criança que não brinca por brincar mas antes com outra intenção muito para além de se divertir e de ter bons momentos. Desde que a sua irmã nasceu os seus pais passaram a considerá-lo grande e delegam-lhe responsabilidades, mesmo sendo pequeno, a julgar pelo tipo de preocupação que manifesta. A única coisa que isto produz é ainda mais insegurança, mas ele também não sabe como pode dizer isto aos pais.

Além disso, o pequeno protagonista deste artigo não tem um horário livre durante o dia, a pergunta sobre o que ele quer e o que não quer fazer está restringida aos fins de semana, nos quais, por sorte, a mãe trabalha. São os fins de semana que passa com os seus avós. Eles pretendem compensar em dois dias toda a liberdade que os seus pais lhe restringem. Embora o pequeno não lhes tenha dito isto, eles têm a sabedoria que a experiência transmite e suspeitam do modo como ele se sente; contudo, estas mudanças tão bruscas também confundem o João.

Durante a semana, as manhãs e as tardes são repletas de cores. De facto, este ano teve de repetir a cor para mais de uma atividade porque no seu estojo não havia uma gama de cores suficientemente ampla para diferenciar toda a sua agenda. Então, o inglês da escola, este ano, tem a mesma cor do inglês das suas aulas particulares e a mesma coisa acontece com a música e o conservatório musical, ou a educação física e a escolinha de futebol. Inclusive este ano teve de usar o amarelo, que ele gosta ainda menos do que chutar uma bola, para as aulas de chinês.

O João já não se queixa do futebol, pelo menos não de forma direta: porque não sabe fazê-lo como alguém mais velho e não quer fazê-lo como uma criança mas principalmente porque não quer dececionar o seu pai. Já sente que o dececiona quando não joga bem ou no dia em que é a sua vez de se sentar no banco, não quer nem imaginar como poderia vir a sentir-se se um dia dissesse ao pai que os seus sonhos são outros.

“Uma das melhores coisas que lhe podem acontecer na vida é poder ter uma infância feliz.”
-Agatha Christie-

O João é uma criança silenciada

O João adora ler. Lembra-se com carinho das histórias que o seu pai lhe lia quando era pequeno. Algumas o pai lia, outras inventava. Gostava especialmente das inventadas porque o seu pai o conhecia muito bem e sabia exatamente o que ele gostaria que o menino intrépido que acabava de escapar pela janela fizesse. Nessa cumplicidade, agora perdida, adormecia com um sorriso.

Além disso, no dia seguinte, o João fazia em segredo o que agora podemos revelar: escrevia as histórias num papel porque queria que o seu melhor amigo também as aproveitasse. Era o seu jeito, entre muitos outros, de tentar compensar a tristeza que via nos seus olhos por não ter conhecido o seu próprio pai. Também o fazia por outro motivo: um dos seus vizinhos tinha Alzheimer e o João tinha sido testemunha de como perdia a sua memória.

Ele não queria esquecer algumas histórias que agora abraçava, enquanto sentia nas suas palavras que a sua infância estava pouco a pouco a desaparecer e que, ao contrário daquele menino fugidio e aventureiro, nunca voltaria.

O João sabe muito mais línguas do que muitas crianças da sua idade, é bom no piano, domina as equações enquanto os seus colegas ainda lutam com os números negativos, e sabe sobre todos os cuidados mínimos de que uma irmã pequena precisa.
O João também é um menino triste e, além disso, é consciente de que está triste porque um dia foi feliz, foi imensamente feliz. Uma felicidade que os seus pais sacrificaram por um futuro que ninguém sabe se algum dia chegará.

Vale a pena?

imagem@playbuzz

Por A mente é maravilhosa adapatado por Babelia Traduções para Up To Kids®

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