No rescaldo do incêndio de Pedrógão Grande, é importante dosear a informação transmitida a crianças e adolescentes, explica o psiquiatra Pedro Pires

Ninguém está preparado para lidar com uma tragédia brutal, num contexto e com uma dimensão completamente inesperadas, como o grave incêndio que espalhou a morte em redor de Pedrógão Grande (norte do distrito de Leiria). E mais complicado parece explicá-lo a crianças e adolescente. A prioridade deve ser transmitir-lhes segurança, explica, ao DN, o psiquiatra da infância e adolescência Pedro Pires, colaborador do Programa Nacional para a Saúde Mental nessas áreas.

“O importante é transmitir segurança. O principal medo da criança é pensar que isso lhe pode acontecer. É preciso tranquilizá-la, explicando que é uma experiência isolada e que a criança, no mundo onde vive, está em segurança”, aponta o psiquiatra.

Depois, o grau de profundidade da explicação de uma tragédia como o incêndio de Pedrógão Grande deve variar consoante a idade. “Numa criança pequena, em idades mais precoces, antes da adolescência, é evitável dar explicações detalhadas: até pode ser negativo dar detalhes e mostrar a crueza da realidade, porque a criança não tem – de modo geral – capacidade psíquica e cognitiva de compreensão da totalidade da situação. Já num adolescente é importante abordar este assunto. A conversa deve ser mais detalhada e é importante falar e esclarecer as dúvidas”, descreve Pedro Pires.

De resto, a exposição aos conteúdos mediáticos, como imagens televisivas e partilhas de redes sociais, também deve doseada e intermediada, para não afetar espetadores com idades mais sensíveis. “Não é demais repetir o controlo que deve existir nos media, principalmente quanto à imagem. É um conteúdo traumático sobre o qual criança não tem capacidade de elaborar [raciocínios]. Pela idade, não tem capacidade para aguentar a exposição ao sofrimento. E os pais devem procurar, no que for possível, que crianças pequenas não visualizem essas imagens”, conclui o colaborador para a infância e adolescência do Programa Nacional para a Saúde Mental.

Fonte DN, Sociedade, 18 Junho 2017

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Cá em casa contam-se histórias

Cá em casa, contamos muitas histórias à nossa filha.
Principalmente eu. Confesso que sempre fui fã de livros e contos, mas o pai também não se sai nada mal…
A minha filha mostrou desde logo muita curiosidades pelos livros, por isso, estes têm estado presentes na sua vida quase desde que nasceu! Contudo, estes livros eram maioritariamente de exploração de imagens, vocabulário e texturas, com abas ou sons.
O primeiro livro de histórias que lhe despertou verdadeiramente a atenção nem era (supostamente) adequado para a sua faixa etária e entrou na sua vida por acaso… A ovelhinha que veio para o jantar de Steve Smalllman e Joelle Dreidemy, um dos muitos livros infantis que possuo, ficou por arrumar num qualquer lugar da sala de estar. A nossa filha deu com ele e, perante o seu interesse, acabei por lhe ler a história. Tinha pouco mais de um ano e meio e, nos tempos seguintes, folheou-o e analisou-o vezes sem conta, do princípio ao fim, de trás para a frente e salteado! Pediu-nos o mesmo número de vezes para lho lermos e, com o pouquíssimo vocabulário que possuía na altura, mas com a enorme expressividade que sempre a caracterizou, ia já antecipando algumas partes da história.
Foi então que, por ter o texto tão presente na minha cabeça, decidi contar-lho com as minhas próprias palavras, numa das noites em que a fui adormecer, em substituição da habitual canção de embalar. Resultou… Ela adormeceu poucos instantes após ter terminado o conto…E é isto que se quer, não é?
Nas noites e sestas seguintes, a estratégia foi-se repetindo. Eu entusiasmada a descobrir o meu novo talento de contadora de histórias, e ela a adormecer rápida e tranquilamente…
Gradualmente fui variando e experimentando outros contos mais tradicionais, de que me recordava, como a Branca de Neve, os três porquinhos, o lobo e os sete cabritinhos, Caracolinhos Dourados e os três ursos, etc.
Fui igualmente pondo mais livros infantis à sua disposição e, a partir deles, passou também ela a indicar-me frequentemente a história que queria ouvir antes de adormecer.
E assim se criou um hábito valioso, do qual hoje, aos 28 meses, dificilmente estará disposta a abdicar! Andamos agora numa fase de Capuchinho Vermelho e de o patinho feio, depois de um breve reinado de Cinderela… Conto-os com palavras minhas, mas também já aconteceu uma ou outra vez ler-lhe mesmo o livro, como no caso de O casamento da Gata, de Luísa Ducla Soares, que é todo em verso e perderia a essência se fosse contado de outra forma, e que (ainda!) não sei totalmente de cor (mas estou quase lá!!).

Porque é que acredito tanto no valor desses momentos diários?

Antes de mais, são momento de entretenimento e partilha, em que eu ou o pai estamos exclusivamente dedicados a ela, sem distrações de ordem alguma. Sentados na poltrona do seu quarto, com a luz apagada, somos só nós, ela e as personagens dessa história. Nos tempos que correm, entre dias acelerados com as mais variadas solicitações e com a interferência que as tecnologias têm nas nossas vidas, parece-me essencial a criação destes momentos de entrega total aos nossos filhos.
Acredito também que o facto de lhe contarmos histórias (e de, noutros momentos, lhe lermos livros) contribui para o aumento do seu vocabulário, para que desenvolva a capacidade de encadeamento de ideias (tão importante no seu raciocínio e discurso oral e que o será também um dia na aprendizagem da escrita), fomenta o seu gosto por livros e futuramente pela leitura, desenvolve a sua imaginação, permite-lhe ampliar o seu conhecimento do mundo…
Os contos são também fundamentais para o seu crescimento emocional. Existe sempre a “moral da história”, que lhe transmite valores.  Com os três porquinhos aprendemos que o esforço compensa, com a Caracolinhos Dourados que não devemos mexer no que não é nosso sem autorização, com a Capuchinho Vermelho que devemos ouvir os conselhos dos pais… Ao longo das histórias, a criança é também confrontada com os vários sentimentos das personagens, revendo-se muitas vezes nesse sentir, o que a ajudará a lidar melhor com as suas emoções. Apreende a distinguir o bem do mal, e, como é regra que as histórias tenham um final feliz, ganha confiança no mundo, pois percebe que, apesar das adversidades da vida é possível que a justiça prevaleça!
Sofia, do blog Cá em casa somos três, adaptado por Up To Kids®
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Se há coisa com que (quase) todas as mães concordam é que a chegada de um filho muda muita coisa. Eu diria que muda tudo, porque começa por nos mudar, a nossa forma de estar pensar e de viver a vida.

E com isto não são poucas as coisas que mudaram lá em casa.

Porque sou daquelas mães que não troca a brincadeira por nenhum afazer… Nenhuma tarefa me rouba tempo que a ele lhe pertence.

Por toda a casa há um constante rasto de migalhas. Migalhas de variadíssimos ingredientes, mas as migalhas fazem parte do chão. Os cantos, estão todos por aspirar e não me lembro quando foi a última vez que desviei meia dúzia de móveis para aspirar. Calculo que seja por detrás desses móveis que repousem as peças e bonecos desaparecidos em combate.

A roupa, já não está organizada nem tão pouco consigo que haja um único dia em que esteja toda lavada e passada. Isso para mim é um mito.

Os brinquedos, não têm sítio certo. Quer dizer, até têm mas esses sítios são um pouco por toda a casa, e ainda assim acabam sempre espalhados e longe dos seus locais de arrumo.

Objectos de decoração são mera recordação porque os que existiam e sobreviveram às quedas foram simplesmente removidos e guardados para outros tempos, quando me rendi e passei a decorar a sala com carrinhos e comboios, pistas e jogos.

No sofá apenas repousam mantas. Mantas e mantinhas, azuis e fofinhas, desde a manta onde ele brinca no chão àquela que o aconchega antes de dormir. Pessoas raramente passam por ali, visto que é o chão onde brincamos todos juntos ao serão.

Os armários da casa de banho estão trancados e nem eu os consigo abrir. Tenho direito a 2 ou 3 artigos, pousados numa prateleira alta e raro é o dia em que o rolo do papel não é desembrulhado pelo chão a fora ao som de gargalhadas doces e sinceras.

As camas nem sempre se fazem. Nas camas pula-se, enroscamo-nos, damos mimos e fazemos brincadeiras parvas ao fim de semana de manhã.

Na cozinha há sempre loiça por lavar, mas nunca sopa por fazer. O frigorífico e os armários enchem-se de frutas e legumes, iogurtes e uma outra guloseima para um dia que apeteca. As tampas das panelas dançam pelo chão com as cebolas e batatas.

O silêncio nunca mais por lá passou. Lá em casa há sempre barulho… Há coisas a cair e a bater, há gritinhos estridentes e gargalhadas irresistíveis. Há movimento, há vida, há calor e aconchego. Há felicidade no ar…

Tudo isto não era assim até há pouco tempo atrás. Tudo isto mudou e instalou-se na minha vida para ficar. E se vos parece uma enorme barafunda… garanto-vos, não há barafunda que valha mais a pena!

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Eu amo de morte os meus filhos. Pronto, já disse. Amo-os mais do que a própria vida, e não imagino a minha vida sem eles.

No entanto…

Há uma coisa que não amo: ir deitá-los. Odeio deitar os meus filhos.

Uma amiga minha adora deitar os filhos. Fica ansiosa por aconchega-los na cama todos os dias. (Nem sei porque é que ainda sou amiga dela. Ela faz-me sentir mal comigo própria.)

Serei uma má mãe porque a partir da 19h controlo as horas como um falcão, até ao ponto de sentir o coração a saltar-me do peito de ansiedade por antecipação?

Desde o momento em que acordo de manhã, até à hora em que vou deitar os meus filhos, eu trabalho que nem uma moura. Faço de serviço de despertar, cozinheira particular, controladora de tempo, limpo de rabos, árbitro, motorista, terapeuta, senhora de limpeza, vendedora de roupas, comerciante, directora de actividades, líder de circo, sargento zero, guardanapo tamanho humano, consultora de moda, enfermeira, companheira de brincadeiras, alpinista profissional (figurativamente, não literalmente) mulher de todos os ofícios e mestre em NENHUM.

Espero um prémio por realizar todos estes afazeres sem qualquer agradecimento? Não. Eu só quero uma pausa de 15 minutos. Uma pausa mesmo. Não daquelas que me fecho na casa de banho e finjo que estou com uma dor de barriga (que não estou) enquanto eles batem à porta como se não houvesse amanha e a perguntam repetidamente o que estou a fazer porque estou a demorar uma eternidade (Not! passou 1 minuto), e porque é que não podem assistir.

Eu sei que muitas mãe me estão a julgar e a pensar que sou uma mãe desnaturada porque em vez de ler mais um livro antes de deitar os meus filhos, preferia sentar-me às escuras na sala com um copo de vinho na mão a tentar perceber, o que raio aconteceu ao meu dia… outra vez.

A rotina da hora de ir para a cama em minha casa é a seguinte: leio pelo menos 3 livros para cada um dos meus filhos (escolhem sempre as histórias mais longas), supervisiono o processo de escovagem dos dentes (onde nunca há espaço para todos em simultâneo no lavatório e cospem sempre ao mesmo tempo, dando origem a discussão) e escolto pessoalmente cada um dos meus filhos para os seus quartos separados, enquanto acalmo as birras e explico que a hora de ir para a cama não é negociável. Esta é uma batalha que nunca ganham.

Porque é que tenho de reviver diariamente esta sequência de acontecimentos que não é agradável? Não podemos aprender com o que aconteceu no dia anterior e simplesmente concordar que todos beneficiamos se fizermos uma auto-reflexão real relativamente ao comportamento antes da hora de ir dormir?

Quando já estão nos seus quartos eu tenho de “tirar” os pesadelos e monstros dos seus pensamentos (uma série intensa de acontecimentos que envolve eu convence-los de que tenho um qualquer poder mágico para fazer desaparecer os medos de cada um). Depois vou entalar-lhes os lençóis para ficarem bem apertados, dou-lhes mais de 27 abraços e beijinhos, segredo-lhes o quanto gosto deles ao ouvido, e depois tento sair à francesa, de costas pé ante pé, na esperança que este tenha sido o último contacto da noite. Mas incrivelmente, mal ponho um pé fora do quarto, as minhas duas filhas, como um relógio, têm uma epifania: “Mãe, esqueci-me de contar uma coisa muito importante!

E começa; é um ping pong em que eu sou a bola e ando de quarto em quarto, enquanto me imagino a saltar de um precipício enquanto grito: “DURMAM JAAAAÁ!”

A sério, estou farta e cansada. Apetece-me gritar. Preciso de gritar. Não o faço, claro, depois finalmente adormecem.

Nas duas horas seguintes antes de me ir deitar faço os lanches para o dia a seguir, certifico-me de que as calças de neve estão penduradas para não irem húmidas para a escola (que nunca estão), assino circulares de permissões para tudo, e tento beber a quantidade certa de vinho, para não ter dores de cabeça de manhã, mas para não me preocupar obsessivamente com o facto de que um dia eles vão crescer e eu sei que sentirei imensa falta da nossa rotina de ir dormir.

Conhecida actualmente como a tempestade que me atormenta noite após noite.

Por Jill Veldhouse, publicado em Scary Mommy

A casa é a primeira escola e os pais são os primeiros professores

Esta máxima é o mote do movimento Slow Parenting, que já falamos anteriormente.

O processo de aprendizagem de uma criança durante a primeira infância, é inacreditavelmente rápido, e muitas vezes subvalorizado. A criança até aos 3 anos apresenta capacidade para pensar sobre o mundo e sobre si mesma através da interação que vai estabelecendo com as pessoas e objetos. A observação, repetição, imitação e a experimentação permitem à criança situar-se perante si própria e perante os outros.

Cada momento de cada dia é uma experiência de aprendizagem.

A “casa” representa um lugar de reunião, estável, confortável e onde há amor tornando-se num local seguro. A composição da família, o número de brinquedos, a localização ou número de quartos, não define uma casa.
Tal como um jardim, uma casa deve ser assistida, apreciada, nutrida e respeitada para prosperar. É o cenário para do crescimento físico, mental, emocional e espiritual de um indivíduo, e se houver respeito e amor incondicional, esta casa será uma âncora para os filhos. A casa é a essência daquilo que queremos ser e do que queremos que os nossos filhos sejam.

A casa é a primeira sala de aula – não só no sentido académico – mas como um trampolim para o mundo.

Como nos tratamos uns aos outros, talvez seja a lição de vida mais importante que aprendemos em casa.
Somos educados uns com os outros? Respeitamo-nos? Demonstramos emoções? Honramos a privacidade?  Revezamo-nos? Assumimos as tarefas domésticas?

Resumidamente: podemos contar a nossa história honestamente e sem receio de julgamentos?

Em casa, os nossos filhos aprenderão a resolver problemas, desenvolverão a leitura e até as habilidades matemáticas apenas através da experiência vivida com a família. A aprendizagem com base no amor será adquirida num ambiente calmo e estável, onde se conversa, se brinca, se lêem histórias (muitas) e se fazem vozes de personagens em família.

 “É impossível ter-se livros a mais”

Com a tendência crescente para o consumismo tecnológico, receio que muitas crianças cresçam sem a compreensão e respeito de experimentar palavras escritas.
A alegria de manter um livro, virar as páginas com antecipação, procurar um marcador perfeito, e ler em voz alta é um dos maiores presentes que podes dar aos teus filhos.

É imprescindível que arranjemos tempo para ler com os nossos filhos diariamente. Que os incentivemos a ler por conta própria. Há que parar e arranjar tempo. Quando deixam de dormir a sesta, esse tempo é perfeito para ficarmos no quarto com uma pilha de livros, e que os ensinemos relaxar enquanto expandem o seu vocabulário e estimulam a imaginação.

Esta prática também os ensina a apreciar o silêncio e a sentirem-se feliz consigo próprios – outra componente tão importante.

Histórias de encantar, aventuras, poesias tontas e lengalengas irão evoluir para coleções por capítulos que ocuparão a estante conforme os nossos filhos crescem.

É mais fácil dar à criança um entretenimento visual para passar o tempo, mas queremos mesmo que o caminho seja “passar tempo”? Tentemos que os livros se tornem na melhor ferramenta para os ajudar a “passar tempo”!

Se a casa é a primeira escola, então, os pais são obviamente os primeiros professores.

As tuas amizades e a forma como comunicas influenciarão directamente a forma como o teu filho irá relacionar-se na vida. A educação, respeito, a ética, o amor-próprio, o viver em comunidade são lições de vida que aprenderá contigo. Não fiques à espera que o mundo exterior faça esse trabalho por ti. Se assumires que a escola se irá encarregar disso, então já esperaste muito tempo. Essa é a tua responsabilidade desde o primeiro dia de vida do teu filho.

Parentalidade Consciente e Slow Parenting

A parentalidade não é sobre como criar o filho perfeito e idílico. Nem deve procurar resultados, mas sim experienciar o caminho. Por mais que queiramos acreditar que com determinação e trabalho duro conseguimos controlar tudo, a vida é muito mais complexa que isso, e certamente os nossos filhos terão de lidar com imprevistos. Se tens a capacidade de te adaptar positivamente a situações adversas, também o teu filho herdará essa característica. A isso se chama resiliência.

A parentalidade consciente pressupõe que se faça pausas, que se estude a envolvente e se façam escolhas com base no que consideramos ser o melhor para os filhos, mantendo-nos íntegros e fieis aos nossos valores.

Não será fácil, nem será óbvio, mas se estiveres confiante dos teus valores, um dia que tenhas de fazer essas escolhas, instintivamente saberás qual é o melhor caminho.

Aprender a confiar nos teus instintos e libertares-te das dúvidas é o primeiro passo para a parentalidade consciente.

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Adenóides Sem Cirurgia | Chiado Editora | Rita Sousa Tavares e Sasha Yakovleva

SINÓPSE

Este manual de Respiração destina-se a todos os universos desde a Pais, Educadores e Profissionais de Saúde.

Foi traduzido para Português com o objectivo de trazer este método sem medicamentos ou cirurgias e proporcionar a resolução de uma doença já considerada um problema de saúde pública – a respiração oral.

Adenóides Sem Cirurgia é um guia ilustrado para os pais que querem ajudar os seus filhos a evitar a cirurgia de remoção de adenóides, naturalmente, através da aplicação do método de Normalização da Respiração. O método de Normalização da Respiração, que segue a lógica fisiológica do corpo, ajuda as crianças a melhorar a sua saúde geral.

Foi desenvolvido na Rússia por Dr. Konstantin Buteyko e Dr. Andrey Novozhilov. Nestes trinta anos de existência, o método tem ajudado milhares de crianças a evitar a adenoidectomia, melhorando a sua saúde respiratória. Desde 2009, tem estado disponível através do Centro de Respiração nos EUA e em todo o mundo. O programa Adenóides Sem Cirurgia contém dois elementos principais: uma mudança no estilo de vida e exercícios de respiração. Este livro dá instruções detalhadas sobre ambos.

De fácil leitura, fornece informação em profundidade de várias formas: recomendações diretas, uma entrevista ao Dr. Novozhilov, testemunhos e ilustrações divertidas. O livro é escrito por Sasha Yakovleva, Especialista Avançada em Normalização de Respiração e co-fundadora da BreathingCenter.com

FICHA TÉCNICA

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Os nossos filhos não são depósitos dos nossos sonhos

Muitos vezes, consciente ou inconscientemente, ansiamos que os nossos filhos se tornem na pessoa que desejávamos ser. Contamos que sigam aquele curso que gostaríamos de ter feito e acabamos por transferir-lhes a responsabilidade de viver tudo aquilo não fizemos.

Os filhos são o nosso legado, a perpetuação de quem fomos. Através deles permanecerá a continuidade de nossa existência e do nosso amor que recordarão para sempre. São os nossos bens mais preciosos, a razão de nosso viver, o combustível que nos dá forças diariamente, o amor incondicional e verdadeiro.

É natural querermos sempre o melhor para eles e termos orgulho do que são, das suas conquistas, da pessoa em que aos poucos se vão tornando.

No entanto, tendemos, muitas vezes, a concentrar-nos excessivamente nas suas vidas parando de prestar atenção a nós próprios, no que somos para além deles. Assim, acabamos por projetar nos filhos tudo o que é nosso: os nossos sonhos, projetos, e as nossas vontades.

Criamos expectativas em relação a eles que, no fundo, são expectativas em relação a nós. Esperamos que os filhos se tornem alguém que nós queríamos ter sido; desejamos que tirem o curso que gostaríamos de ter tirado. Transferimos aos filhos a responsabilidade de viver o que nós não vivemos.

Não é fácil confrontarmo-nos com as nossas desistências quer tenha sido por falta de coragem ou força de vontade, por falta de dinheiro, ou porque os nossos pais na altura não nos deixaram seguir um sonho. Enfrentar o que não se disse, que não se viveu ou não se realizou.

Como não queremos que nossos filhos sintam o gosto amargo dos arrependimentos que nos assombram, sem querer, acabamos por extrapolar os limites de uma orientação sadia, impondo-lhes escolhas que lhes cabem apenas a eles.

Para muitos de nós, é quase impossível resignarmo-nos com o fato de que a vida é dos filhos, os sonhos são deles, os erros – incontestavelmente imprescindíveis – serão também deles.

Os nossos filhos são pessoas que pensam, agem e vivem de forma autónoma. Que têm os seus próprios desejos e sonhos. Carregam as verdades que construíram de acordo com o que sentem, com a forma como lidam com o mundo à sua volta e não seguirão, obrigatoriamente, caminhos iguais aos nossos

Lançar-se-ão ao mundo, desfrutarão as alegrias, enfrentarão os dissabores, entregar-se-ão às paixões, munidos de toda bagagem emocional acumulada à maneira deles e, por mais que não se perceba, haverá sempre muito do pai e da mãe dentro deles.

É natural preocuparmo-nos com as escolhas dos nossos filhos. A experiência permite-nos antever as consequências futuras dessas decisões, e por isso, muitas vezes encaramos as suas escolhas de forma negativa. Não é fácil, por exemplo, vermos os filhos a optarem por profissões sem saída profissional, a apaixonarem-se por quem não nos agrada, ou até a vestirem-se de formas tão alternativas que chocam.

Nesses momentos, cabe aos pais perceberem se eles estão confortáveis e felizes com a sua escolha e se não estão a prejudicar ninguém. Se não estão a cometer nenhum crime ou ilegalidade, a comprometer a ética e os bons costumes, se não vão por caminhos autodestrutivos, então temos de deixá-los viver com as escolhas que fizeram – por mais que isso doa.

Quanto mais vivermos a vida dos nossos filhos, menos estaremos preparados para vê-los crescer e tornarem-se independentes. É natural e saudável orgulharmo-nos das conquistas e da pessoa que os filhos se tornaram, no entanto, pais que dependem disso para a satisfação pessoal estarão irremediavelmente fadados a sucessivas quebras de expectativas.

Pautar a própria vida pelas medalhas, diplomas, desempenho escolar e troféus dos filhos é despedir-se aos poucos de si mesmo, é fugir ao autoconhecimento, que deve ser diário e que depende de olhar para si próprio como alguém que pensa, age e possui vontades e anseios só seus, intransferíveis. Depositar os nossos sonhos na vida dos nossos filhos, para exibi-los como prémios é injusto, pois retira-lhes o direito de serem o que são, de respirarem o próprio viver.

Na verdade não existem regras, manuais ou instruções sobre como criar os filhos, até principalmente porque todas as pessoas são únicas. De outra forma, irmãos criados pelos mesmos pais seguiriam o mesmo caminho, fariam as mesmas escolhas, o que não acontece nem sequer com irmãos gémeos.

Saber ponderar e distinguir orientação de imposição ao lidar com os nossos filhos é uma tarefa árdua, mas imprescindível para que consigamos vê-los crescer, procurando a felicidade e lutando com segurança contra os reveses da vida.

Tudo o que fizemos pelos nossos filhos estará sempre com eles, guardado para ser usado na altura certa, com a sabedoria de que permitimos que se desenvolvessem através dos nossos exemplos de vida.

Inegavelmente, sentiremos sempre orgulho deles, porque iremos rever-nos nos seus olhos e teremos a certeza de que jamais morreremos nas suas memórias.

Por Marcel Camargo, publicado em A soma de todos os afetos, adaptado por Up To Kids®

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O Respeito assenta no Amor. A Obediência assenta no medo.

Fazermos sempre a mesma coisa e esperarmos resultados diferentes

Tips For Parents 4 | Autonomia

Comecei a seguir um grupo sobre Parentalidade Minimalista, onde esperava encontrar tópicos tais como ensinar gratidão ao filhos, contornar o consumismo desde antes de eles nascerem, ou até sobre manter a casa mais “clean”! E havia de facto muitas sugestões sobre brinquedos rotativos dentro e fora do parque, comprar roupas e equipamentos da moda, ou até pedir aos familiares que contribuam para as suas contas bancárias nos aniversários em vez de oferecer mais brinquedos de plástico.

Mas depois comecei a aperceber-me que, tal como em todas as discussões que envolvem a maternidade, havia uma estranha presunção e critica nas respostas quando alguém perguntou:

“Quais os itens de bebé que realmente não são necessários para um bebé?”

“Um contentor de fraldas.” – Verdade, as recargas são caras e um caixote normal com sacos individuais resolve perfeitamente a questão.

“Fraldário” – Claro que podemos mudar as fraldas no chão, em cima da cama, numa cómoda, ou até no carro se for preciso.

“Roupas novas”. – Definitivamente. Os bebés crescem tão rápido e babam-se tanto obrigando a ter várias mudas, que faz todo o sentido que se poupe o máximo na compra das roupas.

Um berço. Nós somos apologistas do co-sleeping porque amamos o nosso filho.” Hummm, pois, eu também amo os meu filho, mas o co-sleeping não funciona connosco. Passamos a dormir todos melhor quando o mudamos para o seu quarto.

“Não precisas de um carrinho de bebé para nada. Nós usamos panos para a levar para todo o lado.” Pois, com o problema de costas que tenho, isso não é opção. E o nosso filho independente nunca gostou de ser embrulhado.

Um parque. Um baloiço. Uma cadeira Bumbo. Estas coisas não são mesmo necessárias para o teu filho.  Isso é o que a industria de artigos de puericultura quer que tu acredites. Tu deves ter sempre o teu filho contigo para que crie um vínculo afetivo e de segurança contigo” – Então quando é que eu devo/posso tomar banho? Ou comer? Ou ensiná-los que “a mãe já volta?

“Comida embalada para bebés. Faz um horta. Cultiva os teus próprios alimentos e faz as papas todas do teu bebé.” Eu tentei fazer a comida do meu bebé e ele sempre recusou. Preferiu embalada. Não fiz disso um campo de batalha.

“Mamas, tudo o que eles precisam é de mamar!” – Ok. Isso não é verdade de todo.

“Fraldas. Mesmo as fraldas de pano gastam muitos recursos a ser lavadas. Usa folhas de milho e começa o desfralde a partir do 1º dia”

(Ok. Este último é basicamente um exagero.)

Vindo de um grupo de pais criado para apoiar as famílias nas suas escolhas fugindo dos julgamentos alheios de outros mais fundamentalistas, senti que aqui não se podia perguntar nada sem que os restantes elementos impusessem as suas crenças como único caminho. Suponho que este tipo de insularidade e auto-congratulação aconteça em qualquer grupo de pessoas que se reúnam em torno de um interesse comum ou conjunto de crenças, por isso não vou estar aqui a atirar pedras aos telhados alheios.

Mas pergunto: quando é que o minimalismo e o anti-consumismo se tornaram um estatuto? E não estamos aqui a perder o fulcro da questão?

Calma.

Se sentes que precisas de pôr o teu bebé num baloiço para que adormeça, ou para poderes tomar um banho, ou até para não dares em louca, está tudo bem.

Se não quiseres amamentar de todo, ou se estás doente até à morte de tirar leite com a bomba no emprego, ou com dores horrorosas para conseguires tirar mais uma dose e escolheres dar suplemento, ele vai ficar bem.

Se precisas de ensinar o teu bebé a adormecer sozinho para que pares de te levantar várias vezes à noite e te sentires um ser humano funcional novamente, mesmo que ele chora um bocadinho (ou muito), ele vai ficar bem.

Se precisares de comprar uma bugiganga qualquer no supermercado para que esteja entretido as duas horas que lá estás enfiada, está tudo bem.

Se precisas de roupa do tamanho acima para o teu filho e tens um cartão presente de uma loja não-orgânica, não-bio, não-sustentável, não-zen e decides encomendar on-line, queimar algum combustível fóssil para que te entreguem em casa em vez de arrastares o teu circo para a loja de segunda mão, está tudo bem.

A industria fomenta o consumismo de artigos completamente desnecessários para os bebés? Provavelmente. Eu tento comprar em segunda mãe, e comprar o menos possível, obviamente. E acredito que todos nós poderíamos consumir (muito) menos e sermos mais conscientes do custo dos artigos de conveniência. Pratico o que prego todos os dias? Oh…!

Mas podemos de parar de agir como se a parentalidade tivesse de ser obrigatoriamente difícil para ser “real” ou “verdadeira”?

Usar um carrinho de bebé não me torna numa capitalista, vendida e sem consciência. O suplemento criado especificamente para bebés não é um veneno. A amamentação até pode ser melhor, mas dar suplemento não faz de mim uma zombie deprimida e capitalista.

Antes de me ter tornado mãe, há um ano atrás, eu disse a mim mesma que nenhuma decisão ou princípio relacionado com a maternidade me ia pôr louca (ou à minha família). E sai-me bem nesta decisão – não brilhante, mas tem corrido bem. Eu estava muito determinada em amamentar exclusivamente, mas sabes que mais? Foi uma experiencia traumatizante e negativa para mim. Fraldas de pano? Neste momento durmo descansada porque lhe posso por uma fralda descartável a noite toda e ele não acorda todo molhado e irritado desnecessariamente.

Fraldas descartáveis e muitas outras coisas que usamos para os nossos filhos, até podem ser um luxo, e sermos gratos ou negarmos o custo ambiental e humano da sua produção não os torna menos luxosos.

Mas sabes de que é que o teu bebé não precisa mesmo? Que te partas toda (mais ainda) para o criares. Por isso vá lá, arranja um aquecedor de biberões se o teu filho só bebe leite quente. Ou habitua-o a beber frio. De qualquer das formas ele vai ficar bem, e tu também.

Por Jennifer Fultz, publicado em Scary Mommy

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5 coisas que os filhos nunca esquecerão sobre os pais

Todos os pais querem ter filhos maravilhosos. Querem que sejam afáveis enquanto crianças e quando crescerem, que se comportem como pessoas responsáveis e úteis para a sociedade. No entanto, os pais tendem a esforçar-se muito mais a pensar no futuro do que a semear bases no dia a dia. Há pais que acreditam que, enquanto crianças,  os filhos só devem obedecer e que a educação se baseia nisso.

O resultado é que temos cada vez mais crianças inconformadas e adultos infelizes. Quando não há critério para uma parentalidade consistente, lógica e estável, a probabilidade de que os filhos mostrem comportamentos rebeldes e/ou herméticos aumenta. Talvez caprichosos, talvez autoritários e, em todos os casos, instáveis. Acabam por não conseguir estabelecer um vínculo afetivo e próximo com os pais, pelo contrário, vivem em uma guerra indireta ou aberta com eles.

“O problema com a aprendizagem de ser pais é que os filhos são os professores.” -Robert Braul

Uma das partes mais importantes da nossa vida é exactamente a infância. É onde se constroem os alicerces de uma mente saudável e de um coração limpo. Desta forma, algumas atitudes dos pais deixam marcas para sempre. Por vezes positivas, por vezes negativas, mas na maioria das vezes profundas.

Aqui estão cinco destas condutas que os filhos dificilmente irão esquecer.

1. Maus-tratos

Nenhuma relação é perfeita e muito menos uma tão intensa como a entre pais e filhos. Haverá sempre momentos de contradição ou de conflito, o que é perfeitamente normal. O que muda é a maneira de superar essas dificuldades e, lamentavelmente, muitos pais assumem erroneamente que os maus-tratos são uma ferramenta da educação.

Pode ser que, com os maus-tratos, o pai ou a mãe consigam intimidar o filho para que ele faça exatamente o que ele/a quer. Mas esses maus-tratos também se irão transformar no gérmen da falta de autoestima e numa fonte de rancor. Colocam os filhos numa situação muito complexa. Os filhos aprendem a vivênciar o amor e ódio em simultâneo e também aprendem a temer. O coração de um filho é muito sensível e se for ferido de forma consecutiva, com o tempo a criança terá tendência a transformar-se numa pessoa insensível.

2. A forma como os pais se tratam um ao outro

A relação entre o pai e a mãe é o padrão que a criança terá para formar uma atitude perante os relacionamentos amorosos. É muito provável que, quando for adulto, repita com sua parceira de forma consciente ou inconsciente o que viu em casa dos pais. Antes disso, a criança provavelmente irá repetir com as pessoas que ama.

Pense que os conflitos entre os pais geram angústia no filho. Uma das possíveis consequências será envolver-se em problemas simplesmente para atrair a atenção de um dos pais, que não lhe ligam porque estão demasiado concentrados no conflito em que estão envolvidos. Além disso, a criança irá apreciar ou não os relacionamentos amorosos com base nestes padrões adquiridos.

3. Os momentos em que se sentiram protegidos

Os medos das crianças são maiores e mais insidiosos do que os dos adultos. Os pequenos não conseguem distinguir bem a fronteira entre a realidade e a imaginação. Os pais são as pessoas em quem eles mais confiam para obter a sensação de segurança de que precisam para aprender e explorar o desconhecido. Assim, se são os pais os que causam este medo, a criança irá sentir-se totalmente desprotegida.

Os pais devem escutar com atenção esses medos, sem criticá-los nem minimizá-los. Devem fazer com que os filhos entendam que não estão em perigo. Isto irá aumentar o sentimento de segurança dos filhos e irá fortalecer o vínculo de amor e de respeito com os pais.

4. A falta de atenção

Para um filho, o amor que os pais lhes dão está intimamente relacionado à atenção que recebem deles. Para os filhos não existem expressões de afeto como trabalhar horas extras para poder lhe pagar um colégio caro. Os filhos não irão entender o amor dos pais se não passarem tempo juntos, se não estiverem presentes no seu mundo.

Os filhos nunca se esquecem da camisa verde que receberam de presente quando tinham dito até enjoar que queriam uma roxa. Ou quando prometeram algo que não cumpriram. Simplesmente, encaram isto como uma forma de abandono, como uma mensagem que diz: “não és importante o suficiente para me lembrar”. Por isso ficará uma marca de dor nos seus corações.

5. A valorização da família

Os filhos vão lembrar-se que o pai ou a mãe foram capazes de colocar a família como prioridade em diversas circunstâncias. As crianças precisam e gostam das celebrações, não interessa se é com mais ou menos presentes. Também é muito importante para eles que o pai e a mãe levem o Natal a sério.

Quando os pais colocam a família acima de tudo, os filhos irão aprender o valor da lealdade e do afeto. Quando forem adultos, também serão capazes de deixar de lado outros compromissos para ir ver seus pais quando precisarem dele. Vão sentir-se compensados e terão uma maior capacidade para dar e receber afeto.

Todas estas marcas deixadas durante a nossa infância acompanham-nos ao longo de toda a vida. Muitas vezes representam a diferença entre ter uma vida mentalmente saudável e uma vida cheia de conflitos. Uma criação repleta de amor e de carinho é o melhor presente que um ser humano pode dar a outro.

Publicado em A mente é maravilhosa, adaptado por Up To Kids®

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Terapia da fala em crianças: Sinais de alerta dos 3 aos 6 anos

Se até aos 2 anos a necessidade de Terapia da Fala em crianças pode não parecer clara para as famílias, quando a criança ingressa na creche ou no pré-escolar, os sinais de alerta começam a ser bastante mais evidentes.

Entre os 3 e os 4 anos, já é esperado que a criança tenha um vocabulário expressivo superior a 500 palavras, utilize, pelo menos, algumas frases simples e seja capaz de compreender ordens e pedidos complexos. Devem também começar a compreender o significado de pouco/muito ou grande/pequeno e responder, como também perguntar, questões “o quê?” e “onde?”.

Numa fase anterior, muitas crianças utilizam muito os gestos como uma forma de suporte ao discurso, algo que já não deverá acontecer nesta faixa etária. O mesmo acontece com os monólogos que as crianças muitas vezes fazem e que, nestas idades, já deverão passar a ser conversas em que é respeitada a regra de turnos de conversação – primeiro fala uma pessoa, depois a outra.

Um dos grandes sinais de alerta que também surge nesta fase é o facto de os estranhos não compreenderem a criança. É normal que a família e os amigos próximos já tenham aprendido a “decifrar” o que a criança diz – muitas vezes, nem se apercebendo de que ela não fala corretamente – mas, quando alguém que não lida frequentemente com a criança, não é capaz de a perceber, podemos estar perante a necessidade de intervenção em Terapia da Fala.

Entre os 4 e os 5 anos, a criança já deverá ser capaz de utilizar a Linguagem em contexto social, dialogando com a família mas também não sendo oposta ao contacto com estranhos. Já é esperado que saibam nomear as cores primárias e que respondam a questões mais complexas, como “o que é?”, “porquê?”, “como?” e “quanto?”.

Na faixa etária dos 5 aos 6 anos, encontramo-nos na fase de início do 1ºciclo, altura em que, caso existam ainda dificuldades, é absolutamente crucial que sejam superadas o mais precocemente possível, sob o risco de criar mais dificuldades futuramente, como na aprendizagem da Leitura e da Escrita. Nestas idades, é muito comum que a criança ainda não articule corretamente todos os sons da fala (ou acrescente/omita/troque por outros). No entanto, é por volta dos 5 anos que todos os sons devem estar adquiridos e, quando a criança não faz esta aquisição sozinha, pode precisar de um apoio profissional.

Quando a criança ainda não é capaz de contar histórias ou explicar como foi o seu dia, ainda não usa frases complexas, não usa pronomes possessivos (“é meu/é teu”) ou não compreende noções de espaço e tempo, também estamos perante a possibilidade de dificuldades ao nível da Linguagem.

Nesta, como em todas as idades, a prevenção é a palavra de ordem, permitindo à criança fazer todas as aquisições sem chegar a ter repercussões. Através de uma “brincadeira” estruturada, com vista aos objetivos traçados, a criança vai tomando consciência dos sons e das diversas componentes da Linguagem, também com a ajuda dos pais, que recebem estratégias personalizadas e direcionadas para as dificuldades específicas do seu filho, para que o trabalho tenha continuidade em casa.

Se reconhecer algum destes sinais de alerta, a Ipsis Verbis oferece a realização de um rastreio gratuito em que, de forma imediata, os pais ficam a saber se existe necessidade de uma avaliação e posterior intervenção. Todas as sessões são completamente personalizadas, baseadas no gosto da criança e, sempre que possível, realizadas com base na “brincadeira”.

A Ipsis Verbis atua ao domicílio e em escolas, no distrito de Lisboa.

Por Inês Peres Silva Terapeuta da Fala Ipsis Verbis®

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