A mãe por cesariana é fraca, é cobarde e não sabe o que é ser mãe.
A mãe por cesariana arrisca a sua vida, muito mais do que um parto normal, de forma a ter um parto muitas vezes mais saudável para o seu bebé.
A mãe por cesariana tem um parto, sozinha, num bloco operatório, rodeadas de utensílios como tesouras e bisturis, máquinas como monitores cardíacos, numa sala fria, grande, cheia de profissionais, enquanto aguarda sozinha e com medo. Muitas vezes ficamos numa marquesa, simplesmente à espera enquanto os médicos falam da ultima temporada do walking dead sem fazer ideia do que vai acontecer.
A mãe por cesariana recebe uma anestesia na coluna que a pode lesar para sempre!
A mãe por cesariana tem sete camadas do seu próprio corpo cortadas, uma a uma, até chegar ao útero e posteriormente cozidas!
A mãe por cesariana quase não consegue andar quando se levanta pela primeira vez!
A mãe por cesariana passa por um pós parto difícil e demorado com uma costura enorme por sarar que não lhe permite tossir, espirrar ou bocejar sem dor!
A mãe por cesariana é submetida a uma cirurgia. Ao contrário de qualquer outra cirurgia, nos momentos a seguir não há lugar a descanso ou recuperação. Há o cuidar de um bebé. Há o dar de mamar, dar banho, levantar, massagens para as cólicas. O mundo não espera pela recuperação.
A mãe por cesariana carrega em si uma marca para o resto da vida. Uma cicatriz, onde a sua vida recomeçou.
Podem chamar-me de muita coisa, mas não me chamem de fraca, cobarde e nem se atrevam a dizer que não sei o que é ser mãe!
Ser mãe muda-nos muito, demais. Após seres mãe nunca mais serás a mesma pessoa porque vais descobrir inúmeras coisas que nunca imaginarias, tais como:
Vais ter um pequeno ser que mora na tua cabeça, que te vai fazer imaginar, “se o teu filho estiver em perigo”, “se ele caiu”, “se ele está a chorar”, “se lhe acontece alguma coisa”… “Se”, “Se” ,“Se”… Algumas de nós sofrem mais com esta preocupação que outras, mas a preocupação mora em todas. Estaremos preocupadas o resto das nossas vidas! Não passa quando crescem, não passa nunca mais!
Vais descobrir o maravilhoso que é ver alguém a dormir. E isto dito assim, parece tão interessante como ver tinta a secar. Mas não… É muito mais interessante quando vês o ser que tu geraste, que tu criaste, que tu ajudaste a crescer… Mesmo que ele esteja só a dormir, é delicioso simplesmente olhar para eles!
Vais sentir montes de coisas. Tal como a preocupação que vai deixar-te corroída, também o orgulho vai parecer querer sair de dentro do teu peito. As emoções, tornam-se todas mais fortes, mais intensas, e cada pequeno momento, torna-se gigante!
Vais chorar como nunca! De cansaço, de frustração, de alegria… Vais chorar porque eles ficam doentes e não podes fazer nada… Vais chorar porque estás cansada e sentes o mundo a descambar, e vais chorar por cada conquista deles, cada passo de aprendizagem, porque és uma mãe orgulhosa. Os teus olhos vão ser autênticas cascatas!
Vais ter uma enorme luta interior. Vais ter que te convencer todos os dias que não os podes proteger de tudo! Não os podes proteger do mundo. Eles vão cair, vão-se magoar, vão sofrer e tu não podes fazer nada contra isso… Vais ter que aprender a engolir tudo isso.
Vais olhar para os “outras pessoas”, de outra forma! As pessoas “más” passarão a ter maior impacto em ti. Se por um lado não queres que o teu filho seja vítima de um ladrão, de uma pessoa violenta, ou de um criminoso qualquer, por outro também vais desejar intensamente que ele não se torne num deles.
Vais perceber que o amor dói! Vais saber na verdade que nunca amaste até agora, e que amar é tão intenso que pode mesmo doer e fazer-nos chorar… É como se o coração nos quisesse sair do peito. Literalmente!
Vais sentir culpa. Muita culpa. Ou porque não deste colo, ou porque mimaste demais. Ou porque decidiste ficar em casa, ou porque tens que ir trabalhar. Ou porque amamentaste mais tempo que a maioria, ou porque não conseguiste amamentar. A culpa vai seguir-te, e é impossível não a sentir!
Vais compreender as mães. Vai existir algo que vos liga, e que vos une! E vão sentir uma enorme cumplicidade. Mesmo as amigas “Mães virtuais” vão ser tão especiais para ti, como se as conhecesses desde sempre. Vais saber pela primeira vez, o que na verdade significa estar em segundo lugar. MESMO! E não te vais importar nem um bocadinho com isso… Estarás sempre em segundo lugar, e com orgulho!
Vais perceber que afinal, o que mais importa no mundo, está a dormir no quarto ao lado!
Ainda não completaste três anos e já dizes coisas que eu jamais seria capaz de te dizer.
Muitas vezes, nos últimos tempos, ao seres contrariada viras costas, fazes beicinho enquanto cruzas os braços e te afastas ao som de um já não sou mais tua amiga!.
Deixo-te estar, dou-te espaço para lidares com a tua frustração e quando sinto ser hora disso falo contigo. Explico-te que isso de sermos amigos é muito mais do que termos alguém que nos faz a vontade a toda a hora.
Um amigo, como irás concluir, mais tarde ou mais cedo na tua vida, é uma pessoa que gosta de ti como és. Que pode até tentar ajudar-te a seres melhor, mas aceita os teus defeitos. Mas isso não significa que gosta de tudo o que és e que por ser teu amigo tem de aturar as tuas piores características como um mártir.
Um amigo diz-te a verdade, mas só quando és capaz de a ouvir. Sabe que há momentos em que não vale a pena que se una uma frente fria, que achamos que nada nos vai derrubar. Nem a mais pura das verdades. Um amigo sabe respeitar os ritmos, os tempos, e no que toca à verdade isso conta e muito.
Um amigo conhece-te como ninguém, lembra-se de ti nos momentos mais inusitados mas não tem de te ligar todos os dias para provar como és importante para ele.
Um amigo está lá sempre que precisas, mas não podes exigir que coloque a sua vida em pausa e venha a correr só porque sentes o teu mundo desabar. Haverá alturas em que isso é possível e outras em que não dá. Terás de aprender a aceitar as duas com igual reconhecimento.
Um amigo é alguém em quem confias, mas também te pode deixar mal, mesmo que sem essa intenção.
Um amigo é, afinal de contas, humano.
Lembra-te que também tu, para alguém, serás esse amigo. E esperas que tenha a mesma consideração, a mesma paciência, o mesmo amor que exiges quando estás do outro lado.
A amizade és dos laços mais importantes que vais desenvolver. Vais ter amigos na família, na escola, no trabalho, no sítio onde passas férias, no clube onde fazes desporto.
Vais fazer muitos amigos e manter apenas alguns.
Faz com que aqueles que manténs do teu lado sejam bons. Te façam bem. E sê boa para eles. Faz-lhes bem também porque as relações são feitas de dar e receber.
Quanto a mim, por mais que faças, nunca te virarei costas dizendo que já não sou tua amiga.
Teremos os nossos conflitos e teremos de aprender a ser suficientemente amigas uma da outra para não deixar que destruam o que de melhor temos: o nosso amor.
Ensina os teus filhos a andar de transportes públicos, primeiro contigo, depois sozinhos. Será útil na adolescência ou na vida adulta e mesmo que penses que não precisarão nunca terás a certeza até lá. Se nunca andaram, terão tendência a ficarem perdidos e mais propensos a sofrerem assaltos ou atropelamentos.
Ensina os teus filhos a andar a pé, porque só se aprende a atravessar a rua a andar a pé. As crianças precisam de saber ir e voltar. Carregar os próprios casacos, bonecos e carrinhos faz parte da missão: os pais não são cabides.
Ensina os teus filhos desde bebés a descascar bananas, depois a comer maçã sem ser picada, devem aprender a espremer um sumo de laranja, usar garfo e faca, pôr a roupa suja no cesto, lavar, secar e guardar a louça. Assim não serão os penduras na casa dos tios no dia da festa do pijama. No mínimo.
Ensina os teus filhos adolescentes a lavar os próprios ténis, a pendurar, recolher e dobrar roupas, cozinhar o básico, mudar lâmpadas e bichas do chuveiro.
Ensina-lhes porque apesar de não ser tão prazeroso como comer um gelado ou jogar tablet, é importante e necessário para a vida.
Ensina os teus filhos a plantar, a colher e a entender a diferença entre um pé de feijão e um pé de couve. Podes não acreditar, mas por falta de ensinamentos básicos muitas crianças crescem a achar que o leite é um produto que nasce nas embalagens. Isto não é engraçado, é um efeito colateral estagnante do nosso tempo.
Não temas o fogo, o fogão ou a cafeteira nas mãos dos coitadinhos. Se não os ensinares a mexer neles, um dia vão fazer muita asneirada e vão se queimar. Educar é confiar nas capacidades e na inteligência deles. É mostrar perigos e ensinar a lidar com perigos.
Educa os teus filhos para a vida, para que desenvolvam capacidades. O prazer não precisa ser ensinado, é um benefício, um privilégio. Ter empregada em casa não deve servir de desculpa para não ensinar as crianças a realizarem estas tarefas.
Estas não são dicas moralistas. Educar para a solidariedade é um ato até egoísta e nada poético. Ao ensinar as coisas básicas da sobrevivência estamos a promover nos nossos filhos a confiança, a auto-estima, o sentido do dever e responsabilidade.
Evita produzir e multiplicar pessoas que, um dia, serão adultos entediados, mimados que acharão eternamente que vieram ao mundo a passeio sem a qualquer noção do que é a resiliência, inaptos para tratar de si e de outros, caso se multipliquem preguiçosamente.
A vida pode ser bela, a vida pode não ser dura para herdeiros, mas exige sempre, de qualquer um de nós, firmeza e força de vontade. Estes valores não são é natos, dependem das adversidades e da luta pela sobrevivência e nada tem a ver com a capacidade de clicar num botão ou deslizar os dedos no Iphone.
Pela jornalista e terapeuta Claudia Rodrigues, no Blog Buena Leche
Antes de perderes a calma, usa uma destas 20 táticas simples para evitares gritar com os teus filhos e manteres a paz em tua casa.
Eu tinha chegado ao meu limite. O meu filho de 5 anos tinha finalmente acabado com a minha paciência. Foi um dia terrível desde o momento em que acordou a exigir o pequeno almoço até à segunda vez que empurrou o irmão. Todos nós temos dias em que queremos vender os nossos filhos ao Jardim zoológico (os meus filhos iram adorar, de certeza). No entanto, eu odeio gritar. Gostava de dizer que é porque eu sei que gritar é mau para os meus anjinhos, mas a verdade é que quando grito sinto-me uma má mãe.
Há uma maneira melhor. Aliás, vou sugerir 20 maneiras melhores.
Aqui estão 20 coisas que pedes fazer da próxima vez que perderes a calma com os teus filhos sem gritar.
Ter um tempo juntos
Esta alternativa ao tempo em separado (castigo) envolve abraçares o teu filho até que ambos estejam calmos o suficiente para lidar com o problema.
Rir
As palhaçadas das crianças ou te fazem rir ou tem pões doida. Escolhe rir. Vais viver mais tempo.
Cantar
Cantar é uma formal vocal e sem gritaria de extravasar a raiva e agressão. Aumenta o som e cante bem alto. (eu sei, parece maluqueira, mas sabe bem e resulta)
Afastares-te
Às vezes, o melhor plano de acção é saires de cena até conseguires lidar com o mau comportamento de uma forma proativa.
Contar até 10
Parece parvo, mas este truque diminui o teu ritmo cardíaco e consegues pensar mais claramente.
Exercício físico
Sai e dá uma caminhada, faz uma aula de ioga ou põe um vídeo de exercícios e faz em casa. O exercício faz libertar endorfinas.
Ouvir
Antes de atribuires um castigo, pergunta ao teu filho o seu lado da história e ouve à séria a sua resposta. Às vezes nem tudo é o que parece.
Respirar
Enche os pulmões de ar e faz algumas respirações purificadoras. Oxigenar o cérebro permite pensar mais claramente.
Afastar as crianças
Tira as crianças de cima de ti e manda-as brincar noutro quarto ou no quintal. Não há vergonha nenhuma em precisar de estar um bocadinho sozinho. Pela tua sanidade.
Revezar-se
Eu sei que muitas vezes não é possível, mas se tiveres essa oportunidade, reveza-te com o teu marido, a avó ou uma ama para conseguires aliviar o stress.
Perguntar
Faz perguntas aos teus filhos sobre o seu comportamento. Vê se eles conseguem identificar uma forma melhor de agir em relação a determinada situação, no futuro.
Limpar
Esfregar o chão, aspirar ou acabar com aquela montanha de roupa suja, dá-te um sentimento de realização num mau dia. (E as coisas têm de ser feitas na mesma, por isso…)
Sair de casa
Ar fresco faz sempre bem. Uma caminhada pode ser a diferença entre um dia desastroso e um agradável. Se for preciso, leva os miúdos. Verás que também a eles lhes faz bem.
Põe-te nos sapatos do teu filho
Tenta ver o mundo do ponto de vista do teu filho. Ele provavelmente também está a ter um dia mau.
Conectar-se com os filhos
Faz algo que todos gostem para voltarem a encontrar o equilibrio como uma família.
Lembra-te que é que manda
Tu és o pai/mãe e tens a capacidade de definir as energias da tua família. Estás a deixar o humor do teu filho influenciar o teu? Reverte isso.
Cumprir o prometido
Se passas a vida a dizer “a próxima vez que fizeres isso…” então está na hora de cumprir e impor as consequências, mesmo que implique mais trabalho para ti.
Ligar a um amigo
Às vezes precisas de desabafar. Pega no telefone e liga a um amigo ou membro da família para nem que seja para desabafares.
Procura soluções
Não vale a pena combater sempre as mesmas batalhas. Senta-te e pensa em soluções permanentes que evitem os conflitos mais usuais.
Sonhar acordado
Às vezes só precisas de viajar um pouco mentalmente. E fazes bem, desde que todos estejam em segurança e não te percas no tempo.
A parentalidade positiva consiste em refletir um pouco mais antes de agir. Reflete um minuto extra antes de gritares e pensa na melhor maneira de lidares com a situação. Mesmo que atribuas um castigo tardiamente para evitar gritar, lembra-te que um pai ou mãe controlado consegue sempre obter uma melhor resposta dos filhos do que um que grita compulsivamente. Dá um exemplo positivo, e trata os teus filhos com o mesmo respeito que pretendes que te tratem.
Em 2011, conheci o livro 13 reasons why, de Jay Asher, através de uma grande rede escolar – onde trabalhava na altura como professora. O professor com quem eu dividia a disciplina tinha escolhido esta obra e, imediatamente, me explicou as razões para desenvolvermos um trabalho com os alunos. Visto que o livro continha temas tabu, sensíveis e, claro, iria causar impacto nos alunos, esta decisão foi extremamente ponderada. O livro foi mantido e muitas propostas valiosas nasceram da experiência – e este é um dos motivos pelos quais escrevo esse texto.
Seis anos depois, e dez anos após o primeiro lançamento da obra escrita, a série 13 REASONS WHY, baseada no livro, foi lançada pela rede Netflix, uma das mais visitadas por adolescentes, o que significa que – longe dos muros das escolas – eles terão (ou já tiveram) acesso ao conteúdo, muitas vezes, de forma independente e, infelizmente, solitária.
Perante isto, pais, amigos e professores têm-me perguntado o que eu – como educadora e profissional da linguagem – considero sobre o acesso de jovens ao livro (cuja indicação etária é M/13 anos) e à série (estrategicamente, creio eu, sem indicação etária pelo distribuidor). Muitos perguntaram diretamente:
– Permitias que os teus filhos adolescentes assistissem à série?
De forma franca, eu respondo: não só permitia, como também faria um acompanhamento de como foram interpretadas as questões assistidas. Na verdade, considero que os jovens precisam de entrar em contacto com temas importantes para eles e para a sociedade, dialogando com os seus pais, amigos, professores, terapeutas e com quem se sintam à vontade para tal.
Em pleno século XXI, proibir é tão ultrapassado como não assumir que precisamos de conversar sobre violência sexual, alcoolismo, exclusão, depressão e bullying. É preciso acompanhar, conversar, ensinar e, sobretudo, dar espaço para que falem sobre o que vêem nos seus meios sociais. Acreditem: se não encararmos tudo como um tabu, os nossos filhos contam-nos os seus medos porque têm certeza de que podem contar connosco.
Muitos vão afirmar, categoricamente, que já viram aquelas cenas nos corredores das próprias escolas – que negligenciam, por diversas razões o estado emocional de seus constituintes – uma das principais justificativas pelas quais os educadores também se deveriam interessar pelo conteúdo.
Deter essas informações e fazer com que adquiram uma visão transversal deste tipo de problemas é importante para todos nós, certo? Novamente, reitero que os pais também têm acompanhar o ritmo dos filhos. Isto não significa que tenham que estar colados aos filhos adolescentes tipo fiscal no sofá da sala. Cada um pode ver por si, no seu espaço, a seu tempo – com as suas emoções preservadas. Podem, depois, conversar sobre a série durante uma atividade em família (almoço, jantar, caminhada). Diálogos comuns estreitam laços. Os adolescentes precisam de ouvir e de se expressar: esta é a máxima de uma boa relação. Mais do que nunca, é disto que precisamos num mundo com excesso de estímulos e onde os problemas emocionais andam à flor da pele.
Eu ainda não tenho filhos, mas trabalho com 450 adolescentes por ano. Jovens com histórias diferentes – que erram-e-acertam, que se descobrem, que desvendam o outro e a sociedade de maneiras, às vezes, incríveis, outras vezes, tristes de mais. Quase todos se identificaram com algum personagem da série. Isto é suficiente para que façamos um acompanhamento lúcido sobre perdas e ganhos durante esta fase tão conturbada e lotada de conflitos que é a adolescência. Se é uma série para eles, certamente, é uma série para nós também.
“ (Você) devia aprimorar a forma como os adolescentes cuidam uns dos outros” – diz um dos personagens a um adulto num dos capítulos mais emblemáticos da temporada.
Esta é a grande lição/missão que fica para nós: os adultos da relação.
Eu olho para ti e sinto que te devo um pedido de desculpas. Os pais estão cansados, caso não te tenhas apercebido.
Os teus irmãos mais velhos sugaram-nos a energia toda, e tu acabaste por ficar por tua conta. Não sabes, mas em tempos nós éramos rigorosos com as rotinas de sono, não permitíamos que fast food fosse uma opção alternativa de jantar e censurávamos os canais de televisão que não considerávamos apropriados para as idades dos teus irmãos. Não sabes o que perdeste, porque esses pais desapareceram há dois filhos atrás.
Tu andas a reboque dos teus irmãos. Eles muitas vezes ficam acordados até mais tarde, e tu também. Quando te vi ferrado no sofá, ontem às 10h da noite, com o Star Wars a passar em plano de fundo, fez-me parar para pensar… Não deverias estar na cama? Mas infelizmente nós estávamos cansados de mais para te levar. Em vez disso, aconcheguei-me contigo, abracei-te e fiquei a admirar as tuas pestanas. Eu sei que tens 5 anos, e deixei de fazer isso com os teus irmãos quando tinha dois anos, por isso, desculpa-me. Eu simplesmente não consigo parar de ver-te como o meu bebé e manter-te assim enquanto posso. Parecias estar ali bem, até que o pai te levou ao colo para uma breve passagem pela a tua cama, até que acordaste e foste para a nossa.
Desculpa por andares sempre com uma comitiva a proteger-te em cada movimento. Eu sei que os teus irmãos só me tiveram a mim e ao pai a dizer-lhes o que fazer, mas tu tens-nos a nós e a eles. Deve ser frustrante receber ordens de 6 pessoas, digo eu. Todos querem estar contigo, o irmão bebé, a toda a hora.
Mal tocaste com os pés no chão até aos dois anos, de tanto que andavas de colo em colo. E agora tens sempre alguém a querer dar-te a mão, ou um abraço, ou a ajudar-te a chegar às guloseimas que escondi no topo do frigorífico. Uma das tuas primeiras frases foi “Tanto amor”, e nós sabemos que é verdade. O que faz uma criança com tanto amor?
Desculpa-me pelas roupas que tens. Enquanto os teus irmãos tiveram outfits completos tu tem uma pilha enorme de coisas para escolher. Metade herdaste, metade trouxe das promoções do outlet quase sem escolher. Também tens lá disfarces de Carnaval à mistura. E para ajudar à festa, normalmente estou cansada de mais para te mudar de roupa quando vestes o equipamento de futebol para ir para o colégio, e deixo-te ir assim.
Tens sempre tantos ajudantes para te calçar, que ainda não o fazes sozinho. Estamos a trabalhar nisso, mas agora eu sei que a maternidade não é nenhuma corrida, por isso terás o teu tempo. Não me preocupa quando irás aprender a apertar os atacadores, desde que o saibas fazer antes de saires de casa para não andares a pedir aos colegas na faculdade. Normalmente sentes-te bastante feliz com as roupas que escolhes, especialmente quando vestes o fato de Willy Wonka que a tua irmã te ofereceu no Natal, por isso às tantas o teu vestuário é uma vitória minha.
Peço desculpa por saberes falas de filmes e séries que não são para a tua idade. E que tenhas um episódio favorito no “The Office”. Provavelmente deixámos de controlar o que vês e o que ouves. Na verdade estás a ser criado como uma criança dos anos 80: nós assistíamos às novelas com as nossas mães, se calhar posso criar aqui um movimento “retro-parenting”.
Já te foi mostrado muito mais do mundo do que à tua irmã mais velha quando tinha 5 anos. Para compensar, acabas por ser o miúdo mais “à frente” na mesa de almoço, ao contrário da tua irmã que só percebeu quem eram os Kardashian quando o reality show estava na 7ª temporada. Peço desculpa por estar tão empenhada e preocupada com a educação dos teus irmãos mais velhos, e nem me ter apercebido que quem iria acabar por ser chamado ao gabinete do director da escola eras tu. Prometo ir lá arcar com as culpas.
Tu és a última carruagem deste comboio, o nosso último filho, o nosso “grand finale”. E a boa notícia é que a única coisa que nunca te faltou foi amor. Aprendemos muito com os filhos que vieram antes sobre o quão rápido tudo passa, sobre a velocidade em que irás crescer e o quanto temos de aproveitar todos e cada um dos momentos contigo. Quanto te abraçamos com força, te deixamos que ainda sejas o nosso bebé e te sufocamos, sabes que é por te porque te amamos mais do que o coração aguenta.
Crescerás rodeado de amor, e esperemos que comer fast food mais vezes do que deverias, ver TV sem limites e deitares-te a horas completamente impróprias para a tua idade não deixem cicatrizes que não possam ser suavizadas pelo facto de seres o nosso último filho, o último grande amor das nossas vidas.
Dos teus pais exaustos, mas que muito te amam.
Por Amy Betters-Midtvedt, publicado em Scary Mommy, traduzido e adaptado por Up To Kids®
Aqui podes conhecer salas de palácios e mosteiros, podes visitar museus e até realizar algumas atividades infantis, sem pagar entrada.
Já não há desculpa para não levar os miúdos frequentemente a estes locais, onde podem desenvolver não só os seus conhecimentos, como a sua criatividade.
Vem conhecer o interior dos monumentos que fazem a história destas cidades, vem ver as exposições permanentes escondidas nos museus. Vem conhecer, explorar, percorrer! Vem!
Deixamos a lista dos espaços que abrem as portas para poderes organizar-te!
Monumentos e museus gratuitos em Portugal. Lista completa
Para mais informações, horários e preçário dos restantes dias consultar aqui
Aconselhamos a que verifiques no site ou por telefone se o museu/monumento se encontra aberto e a oferta a decorrer. Alguns museus/monumentos podem estar fechados para obras remodelação.
A notícia saiu ontem , na visão. Replicamos abaixo.
Museus gratuitos aos domingos e feriados a partir do próximo dia 2 de julho. Válido para cidadãos residentes no território nacional. Turistas vão continuar a pagar
“A gratuitidade nos museus começa no primeiro domingo de julho [dia 02], todos os domingos do calendário”, revelou o ministro Luís Filipe Castro Mendes numa audição na comissão parlamentar de Cultura.
De acordo com o governante, trata-se de uma “medida emblemática para os portugueses conhecerem mais e melhor os museus”.
Em novembro do ano passado, foi aprovada na Assembleia da República, na especialidade, uma proposta do PCP de alteração da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2017, que determinava a reposição da gratuitidade da entrada nos museus e monumentos nacionais, nos domingos e feriados, até às 14:00, para todos os cidadãos residentes em território nacional.
Em janeiro, em declarações à Lusa, Luís Filipe Castro Mendes tinha garantido que a lei seria aplicada “com certeza” este ano.
“É difícil aplicar a lei, na medida em que há uma diretiva europeia que não permite o que está previsto na lei [aprovada no ano passado, no parlamento], que é restringir aos residentes em Portugal essa gratuitidade”, comentou na altura.
O ministro acrescentou, ainda em janeiro: “Mas nós vamos trabalhar no sentido de conseguir cumprir a lei, que é a nossa obrigação, com responsabilidade, considerando todas as contingências e circunstâncias que rodeiam essa aplicação”. Fonte Visão
A exposição prolongada ao sol requer alguns cuidados, já que este emite raios UVA e UVB responsáveis por danos causados na pele.
Quanto mais clara e mais jovem é a pele, maiores deverão ser os cuidados a ter.
O que são os raios UVA e UVB?
UV é a sigla para ultravioleta, que é um tipo de radiação eletromagnética. Assim, UVA e UVB são diferentes tipos de raios ultravioleta e que são transmitidos a partir do Sol. São invisíveis e estão presentes em todas as épocas do ano, seja no verão ou inverno (com maior incidência nas estações mais quentes).
Recomendações básicas para se proteger e aos seus filhos dos raios ultravioleta:
Não ficar exposto ao sol entre as 10h da manhã e as 16h da tarde.
Usar chapéus de abas para maior protecção da cabeça e rosto e lábios.
Usar protetor solar diariamente.
Proteger a pele delicada das crianças em todas as alturas do dia, sobretudo quando brincam ao ar livre.
As crianças com menos de 3 anos não devem estar expostas directamente ao sol.
Como usar o protector solar eficazmente?
Escolher um fator de proteção adaptado ao tipo de pele
Aplicar o protetor solar 20 a 30 minutos antes de cada exposição solar
Aplicar de novo o protetor e generosamente para manter a proteção, particularmente após nadar, transpirar ou secar com toalha.
A radiação também atravessa às nuvens, pelo que mesmo nos dias nebulados devemos aplicar protecção.
Ter atenção à radiação por reflexo (quer na água, quer na areia)
Qual o Fator de Protecção Solar adequado?
O SPF (Sun Protection Factor), ou, em português, FPS, Fator de Proteção Solar e é o indicador que faz a relação entre o tempo de exposição solar e a percentagem de proteção que o protetor concede.
Por exemplo, se estiver exposta ao sol durante 15min. e tiver aplicado um FPS 10, teoricamente estará protegida durante 150 minutos (15min x 10= 150min).
Assim, os FPS são categorizados da seguinte forma:
Menor ou igual a 10 – Proteção baixa
15 e 25 – Proteção média
30 e 50 – Proteção elevada
50+ – Proteção muito elevada
Quanto maior o FPS, mais protegida estará a sua pele. Obviamente que não podemos esquecer de repor o protector, porque se for à água este terá tendência a perder a sua eficácia.
Qual o melhor protector solar para os meus filhos?
De ano para ano temos vindo a experimentar as várias marcas e modelos (em spray, em creme, gel, etc)
Sabemos que as crianças quando estão na praia e piscina, gostam de estar constantemente a molhar-se e a brincar na areia. Por isso é importante que reponham o protector mais vezes ao longo do dia, para um protecção eficaz. A textura e aplicação fácil é um dos parâmetros que tenho em conta.
Normalmente, colocamos o protector antes de sair de casa porque acredito que devemos educar para a prevenção.
Este ano optei pelo protector da Anthelios Wet Skin Dermo Pediátrico. É um gel invisível de imediata absorção que facilita o uso de roupa por cima e não deixa manchas na pele. Tem uma textura fácil de aplicar e não é oleoso nem colante.
Uma das novidades (e que me chamou a atenção) foi o facto de poder ser aplicado em pele molhada fazendo o mesmo efeito de protecção. Ou seja, quando os miúdos vão à água ou transpiram e temos de repor o produto, não temos de seca-los com a toalha primeiro. Confesso que com 4 crianças, me facilita bastante a vida.
Quanto ao FPS, usamos todos 50+, ou seja protecção muito elevada e reforçada contra os raios UV
Como aplicar correctamente o protector solar
A primeira aplicação deve ser feita em casa, sem roupa, e espalhada homogeneamente por todo o corpo. É importante, especialmente nas crianças, que não se esqueça de zonas como os pés, as orelhas e a nuca.
Deve repetir a aplicação a cada 2h para manter a proteção, e também após nadar, transpirar ou secar-se com a toalha.
Keep it Simple poderia ser o mote desta marca.
Aqui não vais encontrar um catálogo infindo de camas cujo design pouco ou nada varia entre si.
Esta história começa com uma mãe que espera mais dos móveis dos seus filhos e sente que o bom design não precisa ser exclusivo.
Incapaz de encontrar uma cama que fosse diferente e acessível, decidiu pôr “mãos à obra” e criar as suas próprias peças.
Com formação em design e apaixonada por produtos artesanais, apostou na inovação e na tradição, para oferecer aos pais uma alternativa ao mobiliário para crianças.
Assim nasce a SWIT, onde cada peça é resultado da criatividade de uma mãe, tornada realidade pelas mãos e sabedoria dos nossos artesãos.
O feedback foi tão positivo, que a SWiT começou com apenas uma cama e cresceu para produzir duas linhas distintas: a SWiT WOOD (madeira) e a SWiT BAMBOO (bambu).
A colecção SWiT WOOD tem um design simples, leve e sofisticado, que se adapta aos mais diversos ambientes. As camas são de cor personalizável e feitas a partir de contraplacado de bétula, um material flexível e facilmente lavável.
A cama SWIT wood é perfeita para os mais pequenos.
A baixa altura, permite-lhes entrar e sair sozinhos da cama, promovendo a sua autonomia e as laterais foram projetadas para evitar que caiam enquanto dormem. Disponível em 3 cores (branco, azul agua e cinza).
O mini-berço SWIT wood é ideal para os primeiros meses do seu bebé. Graças à sua dimensão reduzida, poderá colocá-lo em qualquer parte da casa. Pequeno e envolvente, deixam o seu bebé mais seguro e confortável. Quando colocado ao lado da cama dos pais, as grades das laterais facilitam o contato sem ter de se levantar.
A colecçao SWiT BAMBOO é uma reminiscência dos anos 50, com um toque contemporâneo, que fará qualquer berçário ficar deslumbrante. São peças exclusivas, produzidas à mão, e como tal diferem ligeiramente ou não fosse esse o charme dos produtos artesanais.
O mini-berço oval SWIT BAMBOO é a primeira cama ideal para o seu recém-nascido. É pequeno, aconchegante e fica deslumbrante em qualquer quarto. É tão leve e compacto que pode ser transportado facilmente pela casa.
O mini-berço SWIT bamboo é uma reminiscência dos anos 70, com um toque contemporâneo, que devido à sua dimensão reduzida o seu bebé vai sentir-se confortável e protegido e é tão leve, que poderá facilmente transportá-lo entre divisões de sua casa.
O Berço SWIT bamboo, é leve e resistente. O seu ar vintage transmite serenidade e dá um encanto especial ao quarto do seu bebé.
No entanto, a história da SWiT não acaba aqui! Sabemos que os miúdos crescem e a família também. Por isso já estamos a desenvolver um modelo de beliche, que será lançado muito em breve.
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