Resultados recentes de um ensaio clínico em pacientes com Doença de Crohn, revelaram que a infusão de células estaminais mesenquimais do cordão umbilical (UC-MSC) permitiu uma diminuição significativa nos índices de atividade da doença. Neste ensaio, foram incluídos 82 adultos com Doença de Crohn moderada a severa, divididos em dois grupos: o grupo de tratamento, que recebeu medicação de manutenção com corticosteroides e quatro infusões de UC-MSC (uma por semana); e o grupo controlo, que recebeu apenas tratamento de manutenção. Todos os doentes foram submetidos a colonoscopia antes do tratamento e um ano após o mesmo. Os doentes foram avaliados 3, 6, 9 e 12 meses após o tratamento.

Os resultados mostraram, logo a partir dos três meses pós-infusão, uma diminuição significativa nos índices de atividade da doença no grupo UC-MSC, em comparação com o grupo controlo. Estas melhorias mantiveram-se durante todo o período de acompanhamento. Doze meses após o tratamento, o grupo UC-MSC demonstrou também uma redução significativa na dose de corticosteroides utilizada, comparado com o grupo controlo. Os resultados das colonoscopias efetuadas no final do período de acompanhamento mostraram uma recuperação notável da mucosa intestinal nos doentes tratados com UC-MSC. Adicionalmente, seis doentes com fístulas anais evidenciaram marcadas melhorias. O tratamento com UC-MSC foi considerado seguro, sem ocorrência de efeitos adversos graves. Os autores denotam que, apesar das evidentes melhorias, nenhum dos doentes atingiu a remissão completa e, aos 12 meses, a maior parte dos doentes estava ainda sob corticoterapia.

Estes resultados indicam que a terapia com UC-MSC é capaz de atenuar a disfunção imune em doentes com Doença de Crohn, embora com eficácia moderada. Estudos com maior dimensão e um tempo de acompanhamento mais longo são indispensáveis para uma melhor compreensão do impacto da terapia com UC-MSC no tratamento desta doença.

“Vários ensaios clínicos com células estaminais mesenquimais têm obtido resultados promissores no tratamento da Doença de Crohn e Colite Ulcerosa, tirando partido da sua capacidade para modular a resposta imune e suprimir a inflamação. As células estaminais mesenquimais podem ser isoladas a partir de medula óssea, tecido adiposo e tecido do cordão umbilical, entre outros. A acessibilidade e facilidade de isolamento de quantidades apreciáveis de células estaminais mesenquimais a partir de tecido do cordão umbilical torna-o uma fonte muito atrativa para o desenvolvimento de terapias celulares”, explica Bruna Moreira, Investigadora no Departamento de I&D da Crioestaminal.

A Doença de Crohn é uma doença inflamatória crónica, que pode afetar qualquer parte do tubo digestivo e causar sintomas como dor abdominal, diarreia e oclusão intestinal. Não existe cura para esta doença e o seu tratamento passa pela indução de remissão (períodos em que a doença não está ativa) e minimização dos sintomas. Neste sentido, estão a ser investigadas novas abordagens terapêuticas para o tratamento da Doença de Crohn. Embora não se conheçam ainda as suas causas, pensa-se que possa estar associada a processos inflamatórios e autoimunidade.

Sobre as Células Estaminais

As Células Estaminais Mesenquimais encontradas no tecido do cordão umbilical podem diferenciar-se em cartilagem, osso e músculo, entre outros tecidos. A par disso, estas células são consideradas valiosas por terem a capacidade de atenuar a resposta imune, estando a ser testadas no tratamento de doenças autoimunes e de complicações dos transplantes hematopoiéticos alogénicos, ou seja, aqueles em que o dador e o recetor não são a mesma pessoa.

Por Crioestaminal

Fundada em 2003, foi o primeiro banco de criopreservação em Portugal, sendo o maior da Península Ibérica e o quarto a nível europeu. Sediada no Biocant – o maior parque de Biotecnologia português, emprega mais de 80 colaboradores e tem presença em quatro países da Europa (Portugal, Espanha, Itália e Suíça). É o único banco ibérico acreditado pela AABB (American Association of Blood Banks), sendo um dos mais influentes e inovadores bancos de células estaminais do cordão umbilical do mundo. Tem mais de 100 mil amostras recolhidas e criopreservadas desde a sua fundação, sendo o player em Portugal com o maior número de amostras resgatadas e transplantes realizados, com 15 utilizações em 10 crianças. Promove um trabalho de referência na terapêutica com células estaminais, com quatro patentes internacionais registadas e vários projetos de investigação em curso. Investe, anualmente, cerca de 10% do seu volume de negócios em Investigação & Desenvolvimento.

Este artigo vem lembrar a importância da alimentação no nosso dia a dia, a qualidade da mesma e como esta se cruza com a nossa abundância e saúde.

Alimentar o corpo e a mente com alimentos saudáveis é o caminho mais rápido para obter força, vigor e rapidez. Os químicos e conservantes presentes nos alimentos que compramos não oferecem esta qualidade de energia alimentar. Intoxicam o corpo e não oferecem os nutrientes que a natureza tem para oferecer.

Os alimentos naturais adquiridos na praça, nos mercados locais, nos supermercados focados neste principio, ou em produtores agrícolas fora das grandes cidades, podem também proporcionar alguma acção fora do comum como por exemplo, fazer alguns quilómetros para ir as compras (em vez de estar em pé horas nas filas de hipermercados) ou mesmo ter o sentimento que os alimentos são mais caros, o que não é completamente verdade.

A alimentação de que falo oferece mais saúde, qualidade no sono, e mais abundância. Sempre ouvi dizer que nos somos o que comemos. Se cuidarmos bem de nos, comendo bem e dormindo bem, a nossa energia vital aumenta e a nossa abundância em termos gerais também. Temos mais e melhores ideias, somos mais produtivos e podemos crescer manifestando uma vida mais saudável. Escolher e comprar alimentos saudáveis provoca uma limpeza e purificação do nosso meio ambiente, dá inicio a um grupo de consciência a este nível que mais tarde se enraíza na nossa sociedade com mais qualidade e responsabilidade pelo que somos e passamos as nossas crianças.

Escolher investir em alimentação saudável é uma escolha em saúde e abundância uma vez que a sua produtividade, equilíbrio e resolução de problemas aumenta substancialmente.

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1.Vinagre de maçã

Misturar um copo de vinagre com um copo de água morna. A infusão pode ser aplicada no cabelo e couro cabeludo com a ajuda de um pedaço de algodão, esponja ou gaze ou pode ser colocado diretamente garantindo que todo o cabelo fica molhado, e deixando actuar 30 minutos.

Depois desse tempo, deve-se passar um pente fino por todo cabelo e lavar a cabeça com um shampoo neutro ou anti-resíduos. Por fim, é importante passar novamente o pente fino por todo cabelo.

Esta solução caseira para piolhos deve ser repetida 14 dias após a primeira aplicação, pois algumas lêndeas, que podem ter ficado no cabelo, já se tornaram piolhos, sendo mais fácil eliminá-los.

2. Vinagre e Sal

Misture sal no vinagre e aplique a combinação no cabelo para resultados rápidos.

Esta é uma combinação forte, por isso não é preciso muita quantidade. Aplique a mistura com um frasco de spray e, em seguida, use uma touca de banho para dormir. De manhã, passe shampoo e condicionador no cabelo e penteie com um pente fino.

3. Shampoo e vinagre.

Para cabelo curto use use 3 colheres de chá de shampoo e 3 colheres de chá de vinagre comum, misture bem e aplique no cabelo e couro cabeludo com uma esponja. Deixe actuar por 15 minutos e depois passe o pente fino. Sairão todos mortos. Repetir em 07 dias a mesma quantidade.

4. Azeite

Aqueça uma quantidade generosa de azeite extra virgem e quando estiver a uma temperatura suportável aplique no couro cabeludo e nas raízes depois do banho. Massage bem o cabelo, com movimentos circulares, e  coloque uma touca de banho. Durma com o produto uma noite e pela manhã lave com muita água quente. Passe um pente fino. Repita o processo durante três noites seguidas. Além de ser eficaz, deixará o  cabelo brilhante e sedoso.

5. Mistura de óleos

Basta aplicar em todo o cabelo e couro cabeludo uma mistura de alguns (mínimo 3) destes óleos em iguais proporções: óleo de lavanda, óleo de hortelã-pimenta, óleo de eucalipto, óleo de coco, de jasmim, de anis estrelado, de gerânio. Deixe-os actuar por pelo menos 30 minutos e vá eliminando os piolhos com um pente fino.

Notas:

  • A respiração de um bebé ou criança com menos de 5 anos pode diminuir ou inclusive parar se o óleo de menta ou o óleo de eucalipto estiver muito próximo do nariz da criança, facilitando sua aspiração.
  • A hipertensão arterial pode aumentar pelo óleo essencial de menta.
  • A menta ou o alecrim podem ser prejudiciais durante a gravidez. Deve utilizar a receita sem o óleo que possa ser prejudicial em cada caso

6. Essência de lavanda

Aplique umas gotas da essência depois do banho, diretamente na cabeça, após enxaguar bem com a toalha, de forma a não ter o cabelo muito molhado. Para encontrar essa essência basta procurar em casas de produtos naturais. A essência tem de ser ser pura, deve ser aplicada na raiz do cabelo e depois, é preciso massagear bem a cabeça. Não se esqueça de usar luvas para isso.

7. Maionese

Embora possa parecer uma opção bastante repugnante, espalhar maionese por todo o cabelo pode ser uma das maneiras mais rápidas e mais estranhas de eliminar piolhos. A maionese sufoca com sucesso os piolhos devido à sua natureza de espessura, o coloide. Se os piolhos não são sufocados, eles são, pelo menos, atordoados, o que pode permitir que os remova facilmente com um pente fino.

8. Manteiga de amendoim

É uma solução semelhante à da maionese que pode ser aplicada da mesma forma para o mesmo efeito.

9. Álcool canforado (Borrifar)

 O álcool canforado pode ser encontrado nas farmácias, mas também pode comprar apenas a cânfora em pequenos pedacinhos e depois adicionar ao frasco de álcool deixando o produto lá dentro. Basta borrifar um pouco deste álcool em todo cabelo para evitar a infestação de piolhos.

10. Infusão de alecrim

O alecrim é uma das ervas mais apropriadas para a saúde do nosso cabelo, já que limpa profundamente, fortalece e estimula o seu crescimento. Além disso, é também ideal para combater piolhos e lêndeas, já que tem uma poderosa acção contra eles.

Numa taça de água a ferver junte algumas folhas secas de alecrim. Uma vez fria, aplique em todo o cabelo e couro cabeludo. Assim como nos casos anteriores, o melhor é utilizar um pente fino eliminar eficazmente os piolhos e lêndeas

11. Chá de Arruda

Ingredientes

40 g de folhas de arruda

1 litro de água fervente

Preparação

Colocar as folhas de arruda em água a ferver e deixar em infusão por 10 minutos. Tapar, deixar arrefecer e depois coar. Pode aplicar a infusão nos cabelos com a ajuda de um pedaço de algodão ou gaze ou colocar diretamente garantindo que todo o cabelo fica molhado.  A seguir deve enrolar uma toalha na cabeça e deixar a infusão de arruda agir por 30 minutos. Depois lavar os cabelos com shampoo, aplicar condicionador e não enxaguar, passando um pente fino em cada mecha de cabelo para retirar os piolhos mortos e as lêndeas.

O chá de arruda não só elimina os piolhos como acalma a comichão no couro cabeludo.

12. Spray de citronella

A citronela afasta os insetos inclusive os piolhos devido ao seu intenso aroma.

  • Ingredientes

150 ml de glicerina líquida

150 ml de tintura de citronela

350 ml de álcool

350 ml de água

  • Preparação

Misturar todos os ingredientes e colocar num recipiente bem fechado. Aplicar diariamente no cabelo e na raiz, deixando atuar por alguns minutos. Lavar normalmente, e passar com o pente dos piolhos para ir removendo.

Dicas:

Penteie os cabelos molhados. Use um pente apropriado para passar em toda a extensão dos cabelos molhados e com condicionador. 

  • Compre o pente fino numa farmácia, mercado ou outra loja.
  • Molhe o cabelo e passe um creme ou condicionador para pentear mais facilmente.
  • Passe o pente fino no cabelo pelo menos duas vezes em cada sessão.
  • Repita o procedimento a cada três ou quatro dias por algumas semanas.
  • Quando você parar de encontrar piolhos, continue a passar o pente fino no mínimo por mais duas semanas. Direcione uma luz para o couro cabeludo para iluminar o local que você estiver a pentear.
  • A lupa também pode ajudar a examinar melhor a região que está a tratar.
  • Penteie mechas de 2,5 cm a 4 cm começando no couro cabeludo e até as pontas. Não se esqueça de limpar o pente fino com um pano e água quente assim que terminar cada mecha.
  • Limpe os utensílios domésticos. Embora os piolhos não costumem sobreviver por mais de um dia fora do couro cabeludo, é importante limpar todos os utensílios domésticos por precaução.
  • Lave todos os objetos usados nos últimos dois dias pela pessoa infetada.
  • Lave as roupas de cama, bichos de pelúcia e roupas de uso pessoal com água quente e sabão. A água deve estar igual ou acima de 60ºC. Passe estes artigos a ferro.
  • Deixe os pentes e outros utensílios utilizados de molho em água aquecida a mais de 60 ºC durante cinco a dez minutos.
  • Guarde todos os utensílios que você não puder limpar imediatamente num saco plástico selado por 48h para impedir que os piolhos e as lêndeas obtenham oxigénio.
  • Passe o aspirador no chão e nos móveis estofados.
  • Não se esqueça de desinfectar os assentos e cadeiras do automóvel e cadeiras de refeição (no caso dos mais novos)

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A combinação de Outubro com Outono faz-me sempre pensar em babywearing. Primeiro, porque é em Outubro que se celebra a Semana Internacional de Babywearing. Segundo, porque o tempo começa a arrefecer e carregar os nossos bebés coladinhos a nós sabe ainda melhor. Terceiro, porque aproxima-se o Natal e é sempre uma boa altura para comprar um novo porta-bebés.

Mas qual?

Há tantos que às vezes parece complicado. Mas não é. Há dois tipos de porta-bebés:

  • Os panos, que são porta-bebés sem estrutura e nos quais temos que fazer uma amarração (em inglês: carry) para receber e suportar o bebé;
  • As mochilas, que são porta-bebés estruturados que incluem alças e que já têm formas definidas e preparadas para receber o bebé.

E qual deles o melhor?

A resposta é aquele cliché do depende. Os dois têm vantagens e desvantagens e cada um de nós é que tem que eleger qual é, para si, o rei dos porta-bebés.

E há vários tipos de panos?

Afirmativo. Se preferimos um porta-bebés sem estrutura, temos vários tipos disponíveis, adequados a diferentes utilizações:

  • Panos elásticos, são uma peça de pano tricotado com alguma elasticidade. São particularmente adequados para recém-nascidos,
  • Panos tecidos, feitos através de um processo de tecelagem, com nenhuma elasticidade e que podem ser usados desde que o bebé nasce até… este querer ser carregado. São duradouros e versáteis, mas exigem alguma dedicação para aprender as amarrações.

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  • Slings de argolas, pano sem elasticidade com argolas metálicas, que permite o transporte do bebé na anca, em posição assimétrica e também barriga-a-barriga para bebés pequenos. São muito práticos pela rapidez de colocar e tirar o bebé. Não são recomendadas para caminhadas longos, pois a assimétrica distribuição do peso pode criar desconforto na anca, costas e lombar;

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  • Pouch sling – uma espécie de faixa cilíndrica fechada, muito fácil de colocar e adequada a transportes rápidos. Têm a desvantagem de poder ser usadas só desde quando a criança consegue sentar se sozinha.
  • Híbridos, que misturam as opções, como por exemplo, panos elásticos com argolas

 

Então significa que também há diferentes tipos de Mochilas?

Correto. Optar por um porta-bebés com estrutura abre-nos um outro leque de opções, cada uma com diferentes valências:

  • Meh dai (mei-tai), originário da China, é um porta-bebé com quatro alças abertas para ajustar e amarrar. Duas passam por cima dos ombros e duas criam o cinto. É muito simples de usar e rápido de aprender. A desvantagem é que mesmo os evolutivos não são adequados para recém nascidos;
  • Mochilas ergonómicas com cinto com fivelas e com alças ajustáveis, também com fivelas. Este é o porta-bebés mais conhecido e o que temos em mente quando alguém diz “mochila ergonómica”. Simples e rápido de aplicar e ajustar, é muito confortável e é tipicamente o preferido dos papás, pois não tem nada que enganar. Tem a desvantagem de não ser adequado para recém-nascidos e se for partilhado pelo pai e pela mãe, vão ter que estar constantemente a ajustar e reajustar as fivelas;

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  • Podaegi, inspirado em tradições coreanas, um pano com duas alças abertas para ajustar e amarrar, sem cinto. Ao princípio parece um pouco estranho a ausência de cinto, mas é cómodo e seguro e é uma opção excelente para viagens, pois ocupa muito pouco espaço. Porém, não é confortável para carregar os bebés durante períodos mais longos.
  • Onbuhimo, originário do Japão, com duas alças ajustáveis, seja com argolas ou com fivela, mas sem cinto. Também muito cómodo e adequado para viagens por ser compacto, mas também desadequado para períodos mais longos a carregar os bebés porque o peso fica todo só por cima dos nossos ombros.

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  • Híbridos, que misturam essas configurações e características, como por exemplo mochilas de cinto com fivela e alças de amarrar.

Prontos para escolher um?

*imagens fornecidas pelo autor

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O dia em que deixei de dizer despachem-se

Cada vez mais, as pessoas vivem constantemente apressadas. Desde que acordas até que te deitas é um desenrolar que rotinas e tarefas que só te apetece despachar tudo para poderes descansar.

Sentes que estás sempre a cumprir uma tarefa da lista, a olhar para um ecrã ou a saltar de compromisso em compromisso. Independentemente da forma como distribuis o teu tempo e do número de obrigações que realizas em multi-tasking, nunca há tempo suficiente para nada.

Isto foi a história da minha vida durante dois anos. O meu cérebro e consequentemente as minhas acções foram controlados por notificações electrónicas, toques de telemóvel e uma agenda superlotada. O militar que há em mim queria que conseguisse ter um grau de eficácia de 200% e cumprisse todas as actividades em agenda, mas nunca consegui estar à altura.

Sempre que os meus filhos faziam algo que me desviasse da minha agenda principal, eu pensava: “Não temos tempo para isto.”

Tenho 4 filhos que, como todas as crianças, não têm a noção de urgência. Podemos estar atrasadíssimos para qualquer coisa e um pede para parar para comer um bolo no café, outro quer ir ao parque brincar, pára numa montra para ver capas de telemóveis!

Quando temos de sair de casa, primeiro que consiga reunir os 4 à porta com tudo o que é necessário (mais o que cada um quer levar quer seja um brinquedo ou uma lancheira cheia de cuecas, como já aconteceu) é um verdadeiro desafio (aka caos).

Quando estou atrasada para qualquer coisa, mesmo que seja, para uma festa de anos de amigos deles (pensas que estás a favor da maré, mas não!), parece que está tudo contra nós. Até perdem tempo a pôr o cinto do carro à bola de futebol em vez de o porem a si próprios.

Se vamos a um fast-food comer qualquer coisa rápida para nos despacharmos, querem trocar o boneco 10 vezes, comer um gelado, e ficam a falar com amigos que acabaram de conhecer.

Os meus filhos, crianças felizes sem quaisquer preocupações, foram a maior chamada de atenção para o meu estilo de vida.

Eu tinha uma visão da vida em forma de túnel, como os cavalos que andam com palas nos olhos. O meu dia-a-dia era um cumprir de compromissos e obrigações, sem parar para pensar ou respirar. Qualquer coisa que não me permitisse fazer um check na minha lista de tarefas era, simplesmente,  uma perda de tempo.

Sempre que os meus filhos me faziam perder o foco da minha agenda principal, eu pensava: “Não temos tempo para isto.”

Consequentemente, a palavra que mais lhes dizia era: “Despachem-se”.

Começava o dia a dizer:

Despachem-se, estamos atrasados!
Despachem-se e vistam os casacos!

e terminava a dizer:

Despachem-se, lavem os dentes e, xixi cama!

Ainda que o reforço “despachem-se” pouco ou nada fizesse para aumentar a velocidade dos meus filhos, eu passava a vida a gritar, “DESPACHEM-SE”. Na verdade repetia mais estas palavras do que lhes dizia o quanto gosto deles. Daqui até à lua, dizem antes de dormir, sempre à espera de mais mimo e mais amor.

Despachem-se!

A verdade é difícil de reconhecer e de aceitar, mas ajuda-nos a crescer e aproximou-me da mãe que EU quero ser.

Até que em um dia fatídico, as coisas mudaram. Eu tinha ido buscar os meus filhos ao colégio e estávamos a sair do carro. Um dos meus filhos disse para o mais novo na altura (o 3º agora): “És muito lento! Estás a atrasar tudo”

Cruzou os baços e suspirou com ar de enfado. Neste momento eu revi-me ali. Foi uma sensação horrível. EU ERA ASSIM!

Eu era a bullyer que empurrava, pressionava e apressava 3 crianças (na altura), que simplesmente não estavam (ainda) minimamente formatadas para a obrigação de cumprir horários.

Foi um abre olhos; eu vi com clareza o dano que a minha forma de viver estava a causar aos meus filhos.

Com a voz trémula, olhei para o meu filho mais novo e disse: “Desculpa querido por te apressar constantemente. Eu adoro-te tal como és, leva o teu tempo e quem me dera ser mais como tu!”.

Os outros olharam para mim com um ar surpreso com a minha dolorosa confissão, mas a cara do mais novo sustentava o inequívoco brilho da aceitação e do reconhecimento.

“A mãe promete ser mais paciente a partir de hoje”, disse-lhe enquanto abraçava o meu filho caçulo. Ele estava radiante diante da promessa recém-descoberta de sua mãe.

Foi facílimo banir o “Despachem-se” do meu vocabulário.

O que não foi nada fácil foi adquirir a paciência para esperar pelos meus filhos. Para nos ajudar a lidar com o tempo que o mais novo precisa para realizar as suas tarefas, comecei a acorda-los mais cedo, a ir busca-los mais cedo e a dar-lhes os tempos que precisavam para que não andássemos todos a toque de caixa. Mesmo assim, a maior parte das vezes ainda nos atrasamos mas, pelo menos, os meus filhos não estão sujeitos a pressões constantes.

Agora, quando vamos a algum lado, deixo que o mais novo, o 4º filho, defina o ritmo. Quando pára para ver qualquer coisa (descoberta), eu simplesmente fico a estudar as expressões que faz, muitas delas que EU nunca tinha visto com olhos de ver. Adoro ver como consegue fazer tantas coisas e é tão habilidoso, apesar da idade, e do tamanho mínimo das suas mãos. Percebi que as pessoas lhe respondem quando ele pára para conversar. Raparei que todos os dias ele descobre novos insectos ou flores na rua. Ele é um miúdo observador e isso é uma qualidade a preservar. Devemos estimular essa vontade dando-lhe o tempo que precisa.

Desde este episódio, que aconteceu há cerca de 3 anos,  comecei simultâneamente a minha jornada de me soltar de distrações diárias e agarrar-me ao que importa na vida. E viver sem pressa, num ritmo mais calmo obriga a um esforço extraordinário. Os meus filhos são o lembrete vivo do porque é que tomei esta opção de vida.

E de facto, há dias, o meu filho accionou o lembrete: tínhamos ido ao parque e no fim paramos para comer um gelado. Os irmãos já tinham terminado o deles e de repente ficou a olhar para mim e perguntou: “Tenho de me despachar, não é mãe?

Deu-me vontade de chorar. Se calhar as cicatrizes de uma vida stressada nunca desaparecem completamente.

Enquanto ele olhava para mim à espera de resposta, eu percebi que tinha duas opções. Ou continuava ali sentada melancolicamente a pensar na quantidade de vezes que o apressei até hoje, ou… eu podia celebrar o facto de que hoje estou a tentar fazer as coisas de outra maneira.

Eu escolhi viver o hoje.

Não. Come o gelado com calma. Temos tempo”. O sorriso foi imediato, enquanto os ombros desciam de alivio.

Ficamos ali sentados a falar sobre coisas que, por vezes, o tempo é curto para partilharmos.

Decidi que nunca mais quero dizer: “Não temos tempo para isto”.

Pode ter sido tarde, mas percebi que esta frase basicamente assume que não temos tempo para viver.

 

 

Adaptação do artigo publicado em handsfreemama

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Chega Setembro, chega a escola, chega o início das aulas, chega o material escolar. As superfícies comerciais, são invadidas com o mais variado material escolar: cadernos, dossieres, canetas, borrachas, agendas, lápis de cor, marcadores, todos eles de todas as marcas, como todos os bonecos, com tudo o que está na moda. Os adultos ficam atónitos e as crianças ficam doidas para comprar tudo aquilo que vêem. 

Querem as novidades todas, o que está na moda, o estímulo é gigante, e é normal ver as crianças a bater o pé com o “mas eu quero”, ao pé das mochilas super-coloridas, quando na verdade a do ano passado Ainda está num bom estado para usar.

Para saber o que é realmente necessário comprar, os pais devem fazer um levantamento do material que sobrou do ano passado: o que Ainda pode ser aproveitado, economizando assim tempo e dinheiro.

Para evitar ceder aos impulsos e desejos da criança é útil fazer uma lista com o material que é necessário ser comprado. Façam a lista em conjunto. É uma forma de responsabilizar a criança, e a consciencializar para o que realmente é importante comprar. 

Hoje em dia na internet, os websites já tem um precário do material, podendo assim pesquisar os preços, comparando-os e perceber qual o sítio onde poderá economizar mais.

Antes de tudo, espere sempre pela lista de material que a professor/a pedir. Assim já terá uma ideia do material que é necessário para o primeiro período. 

Reinvente e recicle a decoração do material escolar dos seus filhos. Ele gosta do MineCraft, pesquise imagens no Google, imprima e decore os cadernos com ele. É uma maneira de economizar dinheiro e fazer uma actividade de expressão plástica com o seu filho. 

Mais importante do que o material escolar, é entender o que é realmente necessário, e também, consciencializar desde cedo a economizar.

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Sim, tu aí, tu a minha barriga, ficas a saber que não gosto de ti! Pronto, já disse!

Há muito quem aceite a barriga, quem diga que carrega a marca de um amor maior, quem diga te chame genética ou metabolismo, ou o almoço de há bocado.

Eu, pura e simplesmente não gosto de ti! Desiludiste-me! 


Nunca foste modelo de revista, eu sei… Sempre gostaste de te acumular mais um bocadinho aqui e outro ali. Nunca exibiste uns abdominais exemplares, ou uma total ausência dos doces que como.

Mas eu não fui assim tão má para ti. Nunca abusei assim tanto da alimentação, besuntei-te sempre de cremes e coisas dessas. Tentei deixar-te sempre nutrida e saudável.

Portaste-te lindamente quando carregaste o meu bebé! Agradeço o teu esforço. Esticaste até mais não e nunca cedeste. Mas lamento, não gosto de ti! Não gosto do que te tornaste!

Desiludiste-me porque demoras a voltar ao que eras, se é que algum dia vais voltar. Não gosto de ti, porque vais-me obrigar a esconder-te no verão, e escondo-te porque, lamento dizer-te: És feia!

Não gosto de ti, porque apesar de não me definires de forma alguma, fazes parte de mim, e eu não consigo mudar-te.
Não sejas presunçosa, porque não és a marca de um amor maior. Sim, carregaste o meu filho, mas qNão gosto de tiuem o ama é o coração, não tu! Tu foste uma mera ferramenta, e como estou danada contigo, vou-te chamar obsoleta!

Há quem aceite e diga que se sentem bem com o corpo que têm. Pois eu não. Não me sinto bem, não gosto de ti, e não te acho de forma alguma bonita.

A vantagem no meio disto tudo, é que não mandas em mim.  
Vou-te odiar enquanto te mantiveres assim, e vou-te deixar bem escondida.

Porque não és tu que vais definir quem sou. Não és tu que me dás alegrias, e não és tu que me vais fazer feliz. 

Sabes, no final de contas, és só uma barriga, e eu vou continuar a esconder-te e a ser feliz, longe da tua vista!

Mas ficas a saber, que não gosto mesmo nada de ti!

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Um bebé incomoda muita gente

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Oh sim, e se incomoda!

Só não vê quem não quer. E nós pais, só porque somos egoístas e decidimos ter filhos, somos uns “empata sociedades” com os nossos pirralhos aos gritos por todo o lado e a não sabermos como os controlar, e os deixamos as crianças incomodar os demais.

Sim. A culpa é toda nossa! Egoístas! Somos egoístas, porque não sabemos calar os putos… Não sabemos obrigá-los a estarem sossegados e assim, eles incomodam as pessoas… Egoístas porque ninguém, tem que levar com os filhos dos outros…

E ainda que isso se note claramente um pouco por todo o lado, o egoísmo é todo nosso: pais e mães deste país!

Ainda que os elevadores e escadas rolantes continuem a estar cheios de jovens exageradamente bronzeados, que passam horas no ginásio, mas não gostam de subir escadas, a verdade é que eles não têm filhos, e egoístas somos nós, ao aproximarmo-nos com os carrinhos de bebés, que pura e simplesmente não sobem escadas… Lá estamos nós, egoístas, só porque não temos alternativa, ninguém tem que levar com os filhos dos outros…

Ainda que cada vez menos tenhamos o direito à prioridade causada pelos carrinhos, bebés ao colo ou até mesmo bebés de 3Kg carregados ainda na nossa barriga apoiada pelas nossas costas, lá vamos nós, de barriga espetada (sim, sim, somos nós que espetamos a barriga, não é o ser que está lá dentro… ) para as caixas de supermercado fazer pressão para que nos deixem passar à frente! Pois saibam, mães egoístas, que as pessoas têm todo o direito de não vos verem e estarem distraídas a olhar para o teto (coisa que por acaso toda agente faz principalmente nas caixas prioritárias do supermercado) e nem repararem na vossa existência, porque na verdade, ninguém tem que levar com os filhos dos outros…

Pais egoístas deste país, deixem de ir à Segurança Social com os vossos filhos. É que assim passam à frente dos outros, e ninguém gosta de esperar… Têm crianças?! Eles que esperem também, afinal, qual é a dificuldade em fazer uma criança estar quieta numa fila durante 3 ou 4 horas?! Não custa nada, e mesmo que custe, ninguém tem que levar com os filhos dos outros.

Não gostam que fume em cima do seu bebé?! Pois aqui é a rua, e se vocês estão mal, mudem-se! Sim, porque as pessoas já têm os pulmões desgastados o suficiente por fumarem, não se podem dar ao luxo de desperdiçar meia dúzia de passos para o lado, só porque o fumo incomoda bebés… Ninguém tem que levar com os filhos dos outros.

Aprendam duma vez por todas a calar essas crianças! Não é nada fixe… As pessoas têm o direito de pôr música no telemóvel para toda a gente ouvir, mas porque a música é agradável… o choro de um bebé não! Por isso, calem-me essas crianças! Ninguém tem que levar com o choro dos bebés dos outros… só com a música do meu telemóvel (que mesmo que acorde o vosso bebé, têm que admitir que é muito cool)

E qual é o problema de estacionar os carros em cima do passeio, mesmo juntinho à parede?! Uma pessoa passa perfeitamente… se um carrinho de bebé não passa, vá pela estrada! É perigoso?! Azar, arrisque… Porque as pessoas arriscam muitas coisas todos os dias. Tal como arriscamos apanhar uma multa de estacionamento ao não deixar margem para passar, também vocês podem arriscar e passar com os carrinhos pela estrada! Vendo bem, a estrada até é melhor para os carrinhos que a calçada! E vendo bem, ninguém tem que levar com os filhos dos outros.

Entre estas e tantas outras situações, é claro e óbvio que um bebé incomoda muita gente! E mesmo vivendo num país em que a calçada e o estacionamento não permitam aos carrinhos de bebés andem, onde sou olhada de lado por o meu bebé chorar por malta com musica alta no meio da rua, onde tenho constantemente que fugir do fumo do tabaco porque os fumadores são imunes a bebés e como tal nem os vêm, onde sou acusada na Segurança Social de trazer o meu filho de propósito só para passar nas filas, onde sou invisível nas caixas de supermercado e onde devo ceder a passagem em elevadores e escadas rolantes porque escadas cansam toda a gente, ainda assim, não trocava o meu lugar de mãe por nada!

Numa sociedade em que se passeia mais os cães do que as crianças, apenas vos posso prometer, que farei tudo para que cá em casa seja diferente! Cá em casa, as crianças são e serão sempre a prioridade!

E se o meu bebé incomoda muita gente….

Acreditem, que eu posso incomodar muito mais!

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Falas ao teu filho dos teus segredos, dos teus sentimentos, dos teus sonhos?

Falas com ele, olhos nos olhos, sobre como te sentes, como te queres sentir e o que fazes para que as coisas aconteçam? Transmites, de facto, as tuas emoções ou escondes-te atrás de um escudo que não só não vos protege, como vos afasta ainda mais?
Não esperes que ele faça o mesmo se não deres o primeiro passo, o primeiro gesto, o primeiro exemplo.
Não esperes que ele te venha dar um abraço, se não o ensinaste a receber primeiro. Não esperes, aliás, por nada.

Sê livre e espontânea, verdadeira, como és, pois só assim ele te irá conhecer realmente e amar-te pelo que és.
Não te escondas nas palavras, ditados antigos, dicas de livros ou estudos comprovados. Verbaliza o que sentes. Não deixes de ser a pessoa que és apenas porque te tornaste mãe. Se queres chorar, chora, mas primeiro, fala com ele. Ele é pequeno mas entende, mesmo que não o saiba demonstrar. Não guardes remorsos, culpa ou dor.
Explica-lhe as coisas. Ele é ingénuo mas sabe mais do que tu pensas. Abre a janela da tua mente e deixa a liberdade entrar, não a feches em ti pelos outros. Queres saltar com ele nas poças, salta. Não te importes se te julgam por isso… provavelmente quem te julga gostaria de ter metade da tua franqueza.

Fomos feitos para crescer, mas há muito em nós que precisamos de manter! Ser criança ensina-nos tanto. E nós ensinamos mais quando somos nós próprios, de verdade.

(Carta a mim própria quando me desvio daquilo em que acredito)

Por Mafalda | Meia Lua

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Estes adultos estão loucos

Ainda não percebi bem o que querem de mim…
Enquanto sou bebé, passo 8 ou 9 horas por dia na creche, até que a minha mãe ou o meu pai, me venham buscar.
Chego a casa cansado como os meus pais, cansados, olham para mim, dizem blá-blá-blá, eu rio-me, eles também e vou para cama.
Ando assim 5 ou 6 anos.

Depois entro na escola.
Entro logo de manhã, às vezes debaixo de chuva, vento e muito frio e estou dentro da escola, 6 ou 7 horas, até que a minha mãe ou pai me venha buscar.
Em casa, faço os TPC’s, com a ajuda possível dos meus pais, que estão cansados, frustrados, revoltados com o trabalho, que mal dá salário para vivermos com dignidade, até que chega a hora do jantar, feito pela minha mãe.
Depois olham para mim, com os olhos cansados, mas ainda com energia para dizerem blá-blá-blá. Eu ainda me rio, eles também, lavo os dentes e vou para a cama.
Ando assim mais 4 anos.

Entro na escola secundária. Tenho muitos professores e muitas disciplinas. Fico lá 6 ou 7 horas, até tocar para a saída.
Nos primeiros tempos ainda espero pelo meu pai (é ele que tem o carro), e vou para casa. Mas, alguns 3 ou 4 anos depois, já vou sozinho para casa. Apanho os transportes públicos, cheios de adultos que até me pisam para entrarem primeiro que eu, mostro o “passe” e chego a casa. Cansado!
Beijo o meu pai, também cansado, Beijo a minha mãe na cozinha, também cansada, e tento fazer os TPC’s. Por vezes adormeço. Muitas vezes não consigo fazê-los. E então já sei que os professores vão escrever um “recado” ao meu pai. E depois vou ser castigado. Mesmo que esteja cansado!
No dia seguinte, o professor grita comigo e pergunta se os meus pais não têm tempo para me dar educação.

Eu não respondo, mas apetece-me!
Alguns dos meus colegas, respondem!
E os professores dizem que não são educadores. Que os educadores devem ser os pais.
Só que os professores estão comigo 7 horas por dia, se não faltarem às aulas.
Os meus pais, estão comigo, talvez, 2 ou 3 horas por dia, o resto é para comer e dormir.

Fico a pensar, quem é que me pode educar?
Acho que os adultos estão loucos!
Vou começar a fazer birra!
Talvez me olhem de outra maneira…
Acho que vou começar a fumar nas traseiras da escola. Está lá a malta da turma.
Eles até não se importam de “partilhar aqueles cigarros que eles próprios fazem”. Eles dizem que aquilo é um paraíso.
Talvez experimente.
Os professores não vão dizer nada porque não são meus educadores.
Os meus pais não vão dizer nada porque na escola ninguém tem obrigação de me vigiar e em casa os meus pais estão cansados e só estão comigo (acordados) 2 ou 3 horas.

Os adultos dizem que eu sou mal educado mas não é verdade, eu não tenho educação nenhuma mesmo.
Porquê?
Porque os adultos não têm tempo!
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NOTA:
Não tenho nada contra os Pais ou os Professores, mas tenho contra esta Sociedade desequilibrada!
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Por João Pessoa publicado em Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos

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