{"id":6905,"date":"2015-04-25T15:27:08","date_gmt":"2015-04-25T15:27:08","guid":{"rendered":"http:\/\/uptolisbonkids.com\/?p=6905"},"modified":"2015-04-25T15:27:08","modified_gmt":"2015-04-25T15:27:08","slug":"brincar-livremente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/?p=6905","title":{"rendered":"Brincar\u2026 livremente"},"content":{"rendered":"<p>A prop\u00f3sito das comemora\u00e7\u00f5es de mais um anivers\u00e1rio do 25 de Abril, ouve-se por estes dias falar muito em liberdade. E \u00e9 esse tamb\u00e9m o nosso mote para este artigo: <strong>liberdade\u2026 para brincar<\/strong>.<\/p>\n<p>Quem pensa que brincar \u00e9 apenas um intervalo no quotidiano escolar e familiar de uma crian\u00e7a ainda n\u00e3o percebeu a sua verdadeira import\u00e2ncia para o desenvolvimento infantil. Mas n\u00e3o estamos a falar apenas do papel do brincar. Mais importante \u00e9 ainda o brincar livremente, isto \u00e9, sem a tentadora media\u00e7\u00e3o dos pais e educadores.<\/p>\n<p>Significar\u00e1 isto que a crian\u00e7a deve brincar sozinha ou apenas com outras crian\u00e7as? N\u00e3o, nada disso. Deixar brincar livremente significa participar das brincadeiras, mas resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de as organizar e\/ou as decidir. Dos adultos espera-se que d\u00eaem espa\u00e7o e seguran\u00e7a \u00e0 brincadeira e que dela participem, mas devem ser as crian\u00e7as a definir \u201cas regras do jogo\u201d, brincando de forma livre e espont\u00e2nea.<\/p>\n<p>Dar prioridade ao brincar livremente \u00e9 possibilitar o desenvolvimento pleno das crian\u00e7as. \u00c9 atrav\u00e9s desse processo que elas socializam e refor\u00e7am as suas capacidades sociais, criativas, cognitivas, emocionais e f\u00edsicas. Quando a brincadeira \u00e9 livre estamos a favorecer a autonomia da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Na escola e, tantas vezes, em casa, os momentos l\u00fadicos s\u00e3o vistos como um mero intervalo na agenda de uma crian\u00e7a. Nada mais errado! Brincar deveria ter, pelo menos, tanta import\u00e2ncia quanto os programas curriculares impostos. E mesmo nesses intervalos, brincar deixou de ser totalmente livre: os espa\u00e7os s\u00e3o fechados e quase est\u00e9reis, substituiu-se a natureza pelos materiais sint\u00e9ticos \u201cseguros\u201d, privilegiam-se quase em exclusivo os chamados brinquedos did\u00e1cticos. \u00c9 claro que a brincadeira deve ser segura, mas \u00e9 tamb\u00e9m fundamental ser simultaneamente desafiadora. \u00c9 com os desafios que crescemos de forma saud\u00e1vel. \u00c9 com eles que aprendemos a conhecer os limites e a querer ir mais al\u00e9m. \u00c9 com eles que amadurecemos.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso haver sempre um objectivo para a brincadeira: a crian\u00e7a necessita de desenvolver a sua espontaneidade e criatividade. H\u00e1 que dar a oportunidade \u00e0s crian\u00e7as de conduzir o seu interesse e o seu tempo, deixando-as aprender naturalmente.<\/p>\n<p><strong>Boas brincadeiras\u2026 livres!<\/strong><\/p>\n<p>Por Vilma van Harten, Directora Geral da B de Brincar\u00ae,<br \/>\npara Up To Lisbon Kids\u00ae<\/p>\n<p>Todos os direitos reservados<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A prop\u00f3sito das comemora\u00e7\u00f5es de mais um anivers\u00e1rio do 25 de Abril, ouve-se por estes dias falar muito em liberdade. E \u00e9 esse tamb\u00e9m o nosso mote para este artigo: liberdade\u2026 para brincar. 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