{"id":19606,"date":"2018-10-23T12:00:12","date_gmt":"2018-10-23T11:00:12","guid":{"rendered":"http:\/\/uptokids.fredericolopes.com\/?p=19606"},"modified":"2018-10-23T12:00:12","modified_gmt":"2018-10-23T11:00:12","slug":"a-culpa-e-a-inseguranca-maternas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/?p=19606","title":{"rendered":"A culpa e a inseguran\u00e7a maternas"},"content":{"rendered":"<h3>A culpa e a inseguran\u00e7a maternas<\/h3>\n<p>Observando os primeiros dias de aulas numa institui\u00e7\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o da Inf\u00e2ncia, percebemos a postura das m\u00e3es em rela\u00e7\u00e3o aos pequenos. Demonstram inseguran\u00e7a, receio, apego excessivo e at\u00e9 mesmo uma esp\u00e9cie de ci\u00fame velado (ou expl\u00edcito) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 professora. Tudo isto \u00e9 muito natural, se passar nas primeiras semanas de aulas, quando os diferentes intervenientes deste processo j\u00e1 se encontram adaptados.<\/p>\n<p>Acontece, no entanto, que algumas m\u00e3es continuam a apresentar dificuldades em deixar a crian\u00e7a na escola com tranquilidade. Este \u00e9 um dos muitos exemplos atrav\u00e9s dos quais podemos analisar a figura da m\u00e3e, com processos psicol\u00f3gicos de culpa e inseguran\u00e7a&#8230;<\/p>\n<h3>An\u00e1lise hist\u00f3rica<\/h3>\n<p>Remontando a quest\u00f5es hist\u00f3ricas, a 2\u00aa guerra mundial levou homens para campos de batalha e mulheres para f\u00e1bricas. A guerra acabou, os homens voltaram para as f\u00e1bricas, mas as mulheres n\u00e3o quiseram voltar para os fog\u00f5es. Sentiram-se capazes de <a href=\"http:\/\/uptokids.fredericolopes.com\/opiniao\/toda-a-verdade-acerca-das-maes-trabalhadoras\/\">trabalhar fora<\/a> e, ao mesmo tempo, gerir a cria\u00e7\u00e3o dos filhos. De serem esposas, sem abrir m\u00e3o de serem profissionais.<\/p>\n<p>Embora a conquista desse espa\u00e7o tenha sido justa, gerou impactos na estrutura social da fam\u00edlia, cujas filhos precisavam de ficar num ambiente substituto. Ent\u00e3o, ao mesmo tempo que as mulheres se rejubilavam com as conquistas profissionais, come\u00e7aram a sofrer as consequ\u00eancias da sua aus\u00eancia em casa.<\/p>\n<p>Na verdade, est\u00e1 <a href=\"http:\/\/uptokids.fredericolopes.com\/opiniao\/a-primeira-vez-que-senti-culpa\/\">impl\u00edcito na culpa<\/a> uma condi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da mulher que \u201cs\u00f3\u201d ficava com os filhos. \u00c9 raro vermos homens que se sentem culpados por trabalhar 8 horas por dia, pois j\u00e1 estava \u201cestabelecido\u201d que o homem trabalha fora, e n\u00e3o tem a responsabilidade de estar perto dos filhos o tempo todo.<\/p>\n<p>A mulher \u00e9 biologicamente condicionada a ficar em casa quando sua crian\u00e7a nasce. Deve parar de trabalhar. O rec\u00e9m-nascido precisa do seu corpo para viver. O v\u00ednculo de afeto estabelecido entre m\u00e3e e filho alimenta a crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas&#8230; Tudo na vida s\u00e3o fases, casulos, pupas e borboletas\u2026 Com o passar do tempo, mudam as necessidades da crian\u00e7a. E do adulto tamb\u00e9m!<\/p>\n<h3>A evolu\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>E esta m\u00e3e, que sentia dificuldades em <a href=\"http:\/\/uptokids.fredericolopes.com\/opiniao\/deixar-os-bebes-no-infantario-antes-dos-2-anos\/\">deixar a sua crian\u00e7a na escola<\/a>, que far\u00e1 ela quando o seu filho crescer e for trilhar os caminhos da pr\u00f3pria vida? O que vai acontecer a esta aquela m\u00e3e culpada, quando encarar de frente o ninho vazio? Deixou as autorrealiza\u00e7\u00f5es de lado para se dedicar \u00fanica e exclusivamente aos filhos? Desistiu do casamento? Da carreira? De si mesma?<\/p>\n<p>Estas reflex\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias. Dolorosas, mas necess\u00e1rias. A culpa e a inseguran\u00e7a maternas, na primeira inf\u00e2ncia, podem moldar um futuro car\u00e1ter inseguro e ego\u00edsta nas crian\u00e7as, mas sobretudo, fazer com que a pr\u00f3pria mulher perca a identidade e o autoconceito, perdendo-se a si mesma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A culpa e a inseguran\u00e7a maternas Observando os primeiros dias de aulas numa institui\u00e7\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o da Inf\u00e2ncia, percebemos a postura das m\u00e3es em rela\u00e7\u00e3o aos pequenos. Demonstram inseguran\u00e7a, receio, apego excessivo e at\u00e9 mesmo uma esp\u00e9cie de ci\u00fame velado (ou expl\u00edcito) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 professora. 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