{"id":18535,"date":"2018-03-01T13:10:22","date_gmt":"2018-03-01T13:10:22","guid":{"rendered":"http:\/\/uptokids.fredericolopes.com\/?p=18535"},"modified":"2018-03-01T13:10:22","modified_gmt":"2018-03-01T13:10:22","slug":"dos-filhos-que-fomos-aos-pais-que-somos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/?p=18535","title":{"rendered":"Dos filhos que fomos, aos pais que somos!"},"content":{"rendered":"<h3>Dos filhos que fomos, aos pais que somos!<\/h3>\n<p>Quando os pais come\u00e7am a desempenhar o seu papel, para al\u00e9m de um beb\u00e9, h\u00e1 todo um conjunto de novas personagens que nascem! Em volta de um beb\u00e9, h\u00e1 toda uma fam\u00edlia que se alinha e re-alinha, h\u00e1 uns pais que se tornam av\u00f3s, h\u00e1 um irm\u00e3 que se torna tia, h\u00e1 um amigo que sente saudades, h\u00e1 um casal que inicia uma viagem\u2026 Quando os pais se tornam pais, tudo se mistura e se conjuga, o amor n\u00e3o se aprende, um filho n\u00e3o se desliga, mas a paternidade pode ser m\u00e1gica se conseguirmos multiplicar tudo o que de bom h\u00e1 em n\u00f3s.<\/p>\n<p>Cada crian\u00e7a tal como cada um dos pais \u00e9 singular, mas todas as crian\u00e7as \u00e0 sua maneira refletem os lados de her\u00f3is e de vil\u00f5es dos pais. Afinal, como \u00e9 que um Pai se pode tornar melhor?<\/p>\n<h3>Um Pai tem de olhar para o Mundo colocando-se no papel da crian\u00e7a.<\/h3>\n<p>Mas, acima de tudo, tem de olhar para um filho, livre daquilo a que ao longo da vida o foi condicionando aos poucos\u2026 A forma como cada um dos pais exerce o seu papel, \u00e9 condicionada pela sua hist\u00f3ria, pelas suas expectativas, pela forma como foi filho, como foi irm\u00e3o, como desejou ser Pai, como foi, ou n\u00e3o, sendo amado ao longo da sua vida e do seu crescimento, enquanto crian\u00e7a e enquanto adulto.<\/p>\n<p>Muitas vezes, porque fomos filhos assustados, presos a um sistema parental r\u00edgido e autorit\u00e1rio, procuramos exatamente o oposto para os nossos filhos e tornamo-nos pais absolutamente liberais, n\u00e3o introduzindo seguran\u00e7a, regras e limites. Ou o oposto, porque fomos filhos em auto-gest\u00e3o, exercemos um controlo absolutamente fora do vulgar com os nossos filhos, n\u00e3o lhes dando espa\u00e7o e liberdade para serem crian\u00e7as \u00e0 sua maneira.<\/p>\n<p>O dif\u00edcil na montanha russa da parentalidade \u00e9 que \u00e9 preciso conjugar num s\u00f3, os pais que tivemos, os filhos que fomos e os pais que somos, e, \u00e0s vezes, \u00e9 como se cada um andasse para o seu lado, como se estivessem zangados, como se dentro de cada um dos pais vivessem muitas personagens em vez de darem vida a um Pai. Naturalmente, essas personagens fraturam-no, tornando-se incompat\u00edvel o filho que se foi, com o pai que se quer ser e com os pais que tivemos.<\/p>\n<p>Por isso \u00e9 que \u00e0s vezes, \u00e9 preciso parar, olhar para dentro de n\u00f3s, separar e unir mundos, para fazer as pazes com a crian\u00e7a e com o filho que se foi, com os pais que se teve e assim, tornarmo-nos melhores pais e ficarmos cada vez mais perto dos pais que queremos ser.<\/p>\n<p>Um pai, ou uma m\u00e3e, s\u00e3o sempre feitos de hist\u00f3rias, de amores e desamores, de conquistas e derrotas. Mas, n\u00e3o se pode desejar que seja um filho a ligar todos os nossos mundos e fazer-nos sonhar, muito menos, podemos querer que seja um filho a concretizar todos os nossos sonhos, a sarar as nossas feridas e dar as m\u00e3os \u00e0s nossas inf\u00e2ncias.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>image@dreamstime<\/em><\/p>\n<p>Por\u00a0C\u00e1tia Lopo e Sara Almeida Psic\u00f3logas Cl\u00ednicas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos filhos que fomos, aos pais que somos! Quando os pais come\u00e7am a desempenhar o seu papel, para al\u00e9m de um beb\u00e9, h\u00e1 todo um conjunto de novas personagens que nascem! Em volta de um beb\u00e9, h\u00e1 toda uma fam\u00edlia que se alinha e re-alinha, h\u00e1 uns pais que se tornam av\u00f3s, h\u00e1 um irm\u00e3 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":110,"featured_media":18536,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[17,22],"tags":[7,202,29,31,23],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18535"}],"collection":[{"href":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/110"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18535"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18535\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/index.php?rest_route=\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18535"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18535"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18535"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}