{"id":17938,"date":"2017-10-13T11:00:29","date_gmt":"2017-10-13T10:00:29","guid":{"rendered":"http:\/\/uptokids.fredericolopes.com\/?p=17938"},"modified":"2017-10-13T11:00:29","modified_gmt":"2017-10-13T10:00:29","slug":"celulas-estaminais-do-cordao-umbilical-atenuam-sintomas-da-doenca-de-crohn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/?p=17938","title":{"rendered":"C\u00e9lulas estaminais do cord\u00e3o umbilical atenuam sintomas da doen\u00e7a de Crohn"},"content":{"rendered":"<p>Resultados recentes de um ensaio cl\u00ednico em pacientes com Doen\u00e7a de Crohn, revelaram que a infus\u00e3o de c\u00e9lulas estaminais mesenquimais do cord\u00e3o umbilical (UC-MSC) permitiu uma diminui\u00e7\u00e3o significativa nos \u00edndices de atividade da doen\u00e7a. Neste ensaio, foram inclu\u00eddos 82 adultos com Doen\u00e7a de Crohn moderada a severa, divididos em dois grupos: o grupo de tratamento, que recebeu medica\u00e7\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o com corticosteroides e quatro infus\u00f5es de UC-MSC (uma por semana); e o grupo controlo, que recebeu apenas tratamento de manuten\u00e7\u00e3o. Todos os doentes foram submetidos a colonoscopia antes do tratamento e um ano ap\u00f3s o mesmo. Os doentes foram avaliados 3, 6, 9 e 12 meses ap\u00f3s o tratamento.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram, logo a partir dos tr\u00eas meses p\u00f3s-infus\u00e3o, uma diminui\u00e7\u00e3o significativa nos \u00edndices de atividade da doen\u00e7a no grupo UC-MSC, em compara\u00e7\u00e3o com o grupo controlo. Estas melhorias mantiveram-se durante todo o per\u00edodo de acompanhamento. Doze meses ap\u00f3s o tratamento, o grupo UC-MSC demonstrou tamb\u00e9m uma redu\u00e7\u00e3o significativa na dose de corticosteroides utilizada, comparado com o grupo controlo. Os resultados das colonoscopias efetuadas no final do per\u00edodo de acompanhamento mostraram uma recupera\u00e7\u00e3o not\u00e1vel da mucosa intestinal nos doentes tratados com UC-MSC. Adicionalmente, seis doentes com f\u00edstulas anais evidenciaram marcadas melhorias. O tratamento com UC-MSC foi considerado seguro, sem ocorr\u00eancia de efeitos adversos graves. Os autores denotam que, apesar das evidentes melhorias, nenhum dos doentes atingiu a remiss\u00e3o completa e, aos 12 meses, a maior parte dos doentes estava ainda sob corticoterapia.<\/p>\n<p>Estes resultados indicam que a terapia com UC-MSC \u00e9 capaz de atenuar a disfun\u00e7\u00e3o imune em doentes com Doen\u00e7a de Crohn, embora com efic\u00e1cia moderada. Estudos com maior dimens\u00e3o e um tempo de acompanhamento mais longo s\u00e3o indispens\u00e1veis para uma melhor compreens\u00e3o do impacto da terapia com UC-MSC no tratamento desta doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>\u201cV\u00e1rios ensaios cl\u00ednicos com c\u00e9lulas estaminais mesenquimais t\u00eam obtido resultados promissores no tratamento da Doen\u00e7a de Crohn e Colite Ulcerosa, tirando partido da sua capacidade para modular a resposta imune e suprimir a inflama\u00e7\u00e3o. As c\u00e9lulas estaminais mesenquimais podem ser isoladas a partir de medula \u00f3ssea, tecido adiposo e tecido do cord\u00e3o umbilical, entre outros. A acessibilidade e facilidade de isolamento de quantidades apreci\u00e1veis de c\u00e9lulas estaminais mesenquimais a partir de tecido do cord\u00e3o umbilical torna-o uma fonte muito atrativa para o desenvolvimento de terapias celulares\u201d,\u00a0<\/strong>explica Bruna Moreira, Investigadora no Departamento de I&amp;D da Crioestaminal.<\/p>\n<p>A Doen\u00e7a de Crohn \u00e9 uma doen\u00e7a inflamat\u00f3ria cr\u00f3nica, que pode afetar qualquer parte do tubo digestivo e causar sintomas como dor abdominal, diarreia e oclus\u00e3o intestinal. N\u00e3o existe cura para esta doen\u00e7a e o seu tratamento passa pela indu\u00e7\u00e3o de remiss\u00e3o (per\u00edodos em que a doen\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 ativa) e minimiza\u00e7\u00e3o dos sintomas. Neste sentido, est\u00e3o a ser investigadas novas abordagens terap\u00eauticas para o tratamento da Doen\u00e7a de Crohn. Embora n\u00e3o se conhe\u00e7am ainda as suas causas, pensa-se que possa estar associada a processos inflamat\u00f3rios e autoimunidade.<\/p>\n<h3><b>Sobre as C\u00e9lulas Estaminais<\/b><\/h3>\n<p>As C\u00e9lulas Estaminais Mesenquimais encontradas no tecido do cord\u00e3o umbilical podem diferenciar-se em cartilagem, osso e m\u00fasculo, entre outros tecidos. A par disso, estas c\u00e9lulas s\u00e3o consideradas valiosas por terem a capacidade de atenuar a resposta imune, estando a ser testadas no tratamento de doen\u00e7as autoimunes e de complica\u00e7\u00f5es dos transplantes hematopoi\u00e9ticos alog\u00e9nicos, ou seja, aqueles em que o dador e o recetor n\u00e3o s\u00e3o a mesma pessoa.<\/p>\n<h2><\/h2>\n<p>Por Crioestaminal<\/p>\n<p><em>Fundada em 2003, foi o primeiro banco de criopreserva\u00e7\u00e3o em Portugal, sendo o maior da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica e o quarto a n\u00edvel europeu. Sediada no Biocant \u2013 o maior parque de Biotecnologia portugu\u00eas, emprega mais de 80 colaboradores e tem presen\u00e7a em quatro pa\u00edses da Europa (Portugal, Espanha, It\u00e1lia e Su\u00ed\u00e7a). \u00c9 o \u00fanico banco ib\u00e9rico acreditado pela AABB (American Association of Blood Banks), sendo um dos mais influentes e inovadores bancos de c\u00e9lulas estaminais do cord\u00e3o umbilical do mundo. Tem mais de 100 mil amostras recolhidas e criopreservadas desde a sua funda\u00e7\u00e3o, sendo o\u00a0player\u00a0em Portugal com o maior n\u00famero de amostras resgatadas e transplantes realizados, com 15 utiliza\u00e7\u00f5es em 10 crian\u00e7as. Promove um trabalho de refer\u00eancia na terap\u00eautica com c\u00e9lulas estaminais, com quatro patentes internacionais registadas e v\u00e1rios projetos de investiga\u00e7\u00e3o em curso. Investe, anualmente, cerca de 10% do seu volume de neg\u00f3cios em Investiga\u00e7\u00e3o &amp; Desenvolvimento.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resultados recentes de um ensaio cl\u00ednico em pacientes com Doen\u00e7a de Crohn, revelaram que a infus\u00e3o de c\u00e9lulas estaminais mesenquimais do cord\u00e3o umbilical (UC-MSC) permitiu uma diminui\u00e7\u00e3o significativa nos \u00edndices de atividade da doen\u00e7a. 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