{"id":17429,"date":"2017-07-03T21:00:08","date_gmt":"2017-07-03T20:00:08","guid":{"rendered":"http:\/\/uptokids.fredericolopes.com\/?p=17429"},"modified":"2017-07-03T21:00:08","modified_gmt":"2017-07-03T20:00:08","slug":"13-reasons-why","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/?p=17429","title":{"rendered":"13 Reasons Why: uma s\u00e9rie tamb\u00e9m para pais e educadores"},"content":{"rendered":"<p>Em 2011, conheci o livro\u00a0<em>13 reasons why<\/em>, de Jay Asher, atrav\u00e9s de uma grande rede escolar \u2013 onde trabalhava na altura como professora. O professor com quem eu dividia a disciplina tinha escolhido esta obra e, imediatamente, me explicou as raz\u00f5es para desenvolvermos um trabalho com os alunos. Visto que o livro continha temas tabu, sens\u00edveis e, claro,\u00a0iria causar impacto\u00a0nos alunos, esta decis\u00e3o foi extremamente ponderada. O livro foi mantido e muitas propostas valiosas nasceram da experi\u00eancia \u2013 e este \u00e9 um dos motivos pelos quais escrevo esse texto.<\/p>\n<p>Seis anos depois, e dez anos ap\u00f3s o primeiro lan\u00e7amento da obra escrita, a s\u00e9rie\u00a0<strong>13 REASONS WHY<\/strong>, baseada no livro, foi lan\u00e7ada pela rede\u00a0<strong>Netflix<\/strong>, uma das mais visitadas por adolescentes, o que significa que \u2013 longe dos muros das escolas \u2013 eles ter\u00e3o (ou j\u00e1 tiveram) acesso ao conte\u00fado, muitas vezes, de forma independente e, infelizmente, solit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Perante isto, pais, amigos e professores t\u00eam-me perguntado o que eu \u2013 como educadora e profissional da linguagem \u2013 considero sobre o acesso de jovens ao livro (cuja indica\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u00e9 M\/13 anos) e \u00e0 s\u00e9rie (estrategicamente, creio eu, sem indica\u00e7\u00e3o et\u00e1ria pelo distribuidor). Muitos perguntaram diretamente:<\/p>\n<p><strong>\u2013 \u00a0Permitias<em> que os teus filhos adolescentes assistissem \u00e0 s\u00e9rie?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>De forma franca, eu respondo: n\u00e3o s\u00f3 permitia, como tamb\u00e9m faria um acompanhamento de como foram interpretadas as quest\u00f5es assistidas. Na verdade, considero que os jovens precisam de entrar em contacto com temas importantes para eles e para a sociedade, dialogando com os seus pais, amigos, professores, terapeutas e com quem se sintam \u00e0 vontade para tal.<\/p>\n<p>Em pleno s\u00e9culo XXI, proibir \u00e9 t\u00e3o ultrapassado como n\u00e3o assumir que precisamos de conversar sobre viol\u00eancia sexual, alcoolismo, exclus\u00e3o, depress\u00e3o e bullying. \u00c9 preciso acompanhar, conversar, ensinar e, sobretudo, dar espa\u00e7o para que falem sobre o que v\u00eaem nos seus meios sociais. Acreditem: se n\u00e3o encararmos tudo como um tabu, os nossos filhos contam-nos os seus medos porque t\u00eam certeza de que podem contar connosco.<\/p>\n<p>Muitos v\u00e3o afirmar, categoricamente, que j\u00e1 viram aquelas cenas nos corredores das pr\u00f3prias escolas \u2013 que negligenciam, por diversas raz\u00f5es o estado emocional de seus constituintes \u2013 uma das principais justificativas pelas quais os educadores tamb\u00e9m se deveriam interessar pelo conte\u00fado.<\/p>\n<p>Deter essas informa\u00e7\u00f5es e fazer com que adquiram uma vis\u00e3o transversal deste tipo de problemas \u00e9 importante para todos n\u00f3s, certo? Novamente, reitero que os pais tamb\u00e9m t\u00eam acompanhar o ritmo dos filhos. Isto n\u00e3o significa que tenham que estar colados aos filhos adolescentes tipo fiscal no sof\u00e1 da sala. Cada um pode ver por si, no seu espa\u00e7o, a seu tempo \u2013 com as suas emo\u00e7\u00f5es preservadas. Podem, depois, conversar sobre a s\u00e9rie durante uma atividade em fam\u00edlia (almo\u00e7o, jantar, caminhada). Di\u00e1logos comuns estreitam la\u00e7os. Os adolescentes precisam de ouvir e de se expressar: esta \u00e9 a m\u00e1xima de uma boa rela\u00e7\u00e3o. Mais do que nunca, \u00e9 disto que precisamos num mundo com excesso de est\u00edmulos e onde os problemas emocionais andam \u00e0 flor da pele.<\/p>\n<p>Eu ainda n\u00e3o tenho filhos, mas trabalho com 450 adolescentes por ano. Jovens com hist\u00f3rias diferentes \u2013 que erram-e-acertam, que se descobrem, que desvendam o outro e a sociedade de maneiras, \u00e0s vezes, incr\u00edveis, outras vezes, tristes de mais. Quase todos se identificaram com algum personagem da s\u00e9rie. Isto \u00e9 suficiente para que fa\u00e7amos um acompanhamento l\u00facido sobre perdas e ganhos durante esta fase t\u00e3o conturbada e lotada de conflitos que \u00e9 a adolesc\u00eancia. Se \u00e9 uma s\u00e9rie para eles, certamente, \u00e9 uma s\u00e9rie para n\u00f3s tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><em>\u201c (Voc\u00ea) devia aprimorar a forma como os adolescentes cuidam uns dos outros\u201d \u2013<\/em>\u00a0diz um dos personagens a um adulto num dos cap\u00edtulos mais emblem\u00e1ticos da temporada.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a grande li\u00e7\u00e3o\/miss\u00e3o que fica para n\u00f3s: os adultos da rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Assistam e tirem as vossas conclus\u00f5es.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nHdoAaLiU2E\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Por Talita Rosetti, <a href=\"http:\/\/www.contioutra.com\/13-reasons-why-uma-serie-tambem-para-pais-e-educadores\/\">ContiOutra<\/a><\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff0000;\">LER TAMB\u00c9M&#8230;<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"http:\/\/uptokids.fredericolopes.com\/educacao\/bullying-o-que-posso-fazer\/\">Bullying; O que posso fazer?<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"http:\/\/uptokids.fredericolopes.com\/opiniao\/agressividade-bullying-e-vitimologia\/\">Agressividade, Bullying e Vitimologia<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"http:\/\/uptokids.fredericolopes.com\/educacao\/o-que-um-filho-ensinou-a-mae-sobre-bullying-e-coragem\/\">O que um filho ensinou \u00e0 m\u00e3e sobre bullying e coragem<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2011, conheci o livro\u00a013 reasons why, de Jay Asher, atrav\u00e9s de uma grande rede escolar \u2013 onde trabalhava na altura como professora. 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