{"id":13617,"date":"2016-04-01T20:30:55","date_gmt":"2016-04-01T19:30:55","guid":{"rendered":"http:\/\/uptokids.fredericolopes.com\/?p=13617"},"modified":"2016-04-01T20:30:55","modified_gmt":"2016-04-01T19:30:55","slug":"coisas-que-uma-mae-aprende","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/?p=13617","title":{"rendered":"Coisas que uma m\u00e3e aprende"},"content":{"rendered":"<p>Dizem que ser m\u00e3e muda tudo. Na verdade, a maior parte das coisas \u00e0 nossa volta permanece exactamente na mesma \u2013 n\u00f3s e a nossa percep\u00e7\u00e3o do mundo e da realidade \u00e9 que mudam.<\/p>\n<p>A maternidade, no fundo, \u00e9 uma aprendizagem: em rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s, \u00e0 nossa fam\u00edlia alargada, \u00e0 fam\u00edlia mais restrita que estamos a criar.<\/p>\n<p>Coisas que uma m\u00e3e aprende&#8230;<\/p>\n<p>Aprendemos afectos. Os que nos foram negados, os de que nos fomos esquecendo, aqueles que sempre nos rodearam. Tornamo-nos um po\u00e7o de afei\u00e7\u00e3o mais ou menos contida.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o dos problemas d\u00e1 uma cambalhota e aprendemos a dar prioridade ao que realmente importa.<\/p>\n<p>Verbalizamos o amor de outra forma. Vemos o amor de outra forma. Sentimos o amor de outra forma.<\/p>\n<p>Aprendemos a deslocar-nos pela casa totalmente \u00e0s escuras, como ninjas, em direc\u00e7\u00e3o ao ber\u00e7o dos nossos beb\u00e9s.<\/p>\n<p>Tomamos como adquirido que os \u00abParab\u00e9ns\u00bb podem ser considerados a can\u00e7\u00e3o preferida de uma crian\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00e3o conseguimos escapar ao facto de que toda a gente (e aqui \u00e9 mesmo toda a gente, desde a prima em segundo grau que vemos apenas no Natal ao porteiro do pr\u00e9dio) tem uma opini\u00e3o a dar. E um conselho gr\u00e1tis tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Sentimos a dor de outra pessoa como se fosse a nossa. Contemos as l\u00e1grimas quando h\u00e1 algo que provoca as l\u00e1grimas dos nossos filhos, por eles tentamos ser mais fortes\u2026 e tentamos mostrar que n\u00e3o faz mal ser tamb\u00e9m fr\u00e1geis, de vez em quando.<\/p>\n<p>Aprendemos que \u00e9 mais importante estar do que ser.<\/p>\n<p>Que gostamos que elogiem os nossos filhos. Que mexe connosco quando s\u00e3o os outros a repreend\u00ea-los.<\/p>\n<p>Aprendemos a ser mais ambivalentes. A dormir menos e a fazer mais.<\/p>\n<p>A fazer gin\u00e1stica mental, financeira, criativa, f\u00edsica.<\/p>\n<p>A brincar como se tiv\u00e9ssemos outra vez tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>A ensinar coisas que n\u00e3o nos lembramos de ter aprendido.<\/p>\n<p>A descobrir-nos dentro de quem sempre fomos.<\/p>\n<p>Aprendemos que o tempo \u00e9 mais valioso que qualquer fortuna do mundo.<\/p>\n<p>Que os tempos mudaram e h\u00e1 muita coisa que n\u00e3o se faz da mesma forma, mas que o amor de m\u00e3e nunca muda.<\/p>\n<p>Compreendemos que mesmo que aprendamos tudo temos tudo para aprender.<\/p>\n<p>E ainda bem.<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos sozinhas nesta viagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">imagem@weheartit<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dizem que ser m\u00e3e muda tudo. Na verdade, a maior parte das coisas \u00e0 nossa volta permanece exactamente na mesma \u2013 n\u00f3s e a nossa percep\u00e7\u00e3o do mundo e da realidade \u00e9 que mudam. 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