{"id":13262,"date":"2016-02-28T21:36:54","date_gmt":"2016-02-28T21:36:54","guid":{"rendered":"http:\/\/uptokids.fredericolopes.com\/?p=13262"},"modified":"2016-02-28T21:36:54","modified_gmt":"2016-02-28T21:36:54","slug":"entre-os-pais-permissivos-e-os-pais-autoritarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/?p=13262","title":{"rendered":"Entre os Pais permissivos e os Pais autorit\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p>Se ao prov\u00e9rbio \u201c<em>No meio \u00e9 que est\u00e1 a virtude<\/em>\u201d podemos atribuir muita verdade e aplica\u00e7\u00e3o em diferentes contextos das nossas vidas, quando falamos de Parentalidade, mais concretamente de estilos parentais, este dito popular n\u00e3o \u00e9 excep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde o primeiro dia (e at\u00e9 antes) em que nos tornamos pais e m\u00e3es, que queremos ser os melhores Pais do Mundo, estando desde logo perante o desafio de encontrarmos o equil\u00edbrio, e vivermos com ele de forma confort\u00e1vel, entre o que idealizamos que \u00e9 um pai ou m\u00e3e perfeitos (sabendo de ante m\u00e3o que a perfei\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe, claro est\u00e1) e o pai ou m\u00e3e que realmente somos.<\/p>\n<p>Importa saber que, apesar de a nossa identidade parental ir-se construindo e moldando ao longo do crescimento e desenvolvimento dos nossos filhos, e do nosso enquanto pai ou m\u00e3e, a forma como exercemos a Parentalidade \u00e9, em larga medida, influenciada pela forma como fomos educados pelos nossos Pais.<\/p>\n<p>E no que \u00e9 que isto se traduz? Bom, os estudos dizem-nos que das duas uma: ou repetimos o que aprendemos com os nossos Pais, sem grandes questionamentos ou modifica\u00e7\u00f5es de maior, ou fazemos precisamente o contr\u00e1rio, e aquilo que achamos que faltou na nossa educa\u00e7\u00e3o, pecamos por excesso e damos em dobro aos nossos filhos.<\/p>\n<p>Assumindo que na parentalidade (e na vida em geral) nada \u00e9 assim linear, e que m\u00faltiplos outros factores t\u00eam que ser tidos em conta na constru\u00e7\u00e3o do nosso estilo parental, como as caracter\u00edsticas de personalidade, experi\u00eancias, viv\u00eancias, modelos, etc., falemos ent\u00e3o de dois tipos de educa\u00e7\u00e3o, completamente antag\u00f3nicos \u2013 a educa\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria e a educa\u00e7\u00e3o permissiva.<\/p>\n<p>Numa educa\u00e7\u00e3o predominantemente autorit\u00e1ria, os Pais d\u00e3o muitas ordens e imp\u00f5em muitas regras, que n\u00e3o s\u00e3o explicadas nem negociadas com os filhos, n\u00e3o se respeitando, assim, as necessidades e opini\u00f5es das crian\u00e7as. Pais autorit\u00e1rios n\u00e3o investem na comunica\u00e7\u00e3o e na express\u00e3o dos afectos, estando pouco dispon\u00edveis para os seus filhos, recorrendo frequentemente ao uso das palmadas, das amea\u00e7as, dos castigos, dos gritos e do medo, como forma de controlar a crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Do outro lado, temos os Pais permissivos. Estes s\u00e3o Pais que exibem altos n\u00edveis de comunica\u00e7\u00e3o, que est\u00e3o dispon\u00edveis para os seus filhos, muito afectuosos, mas que apresentam muitas dificuldades na coloca\u00e7\u00e3o de regras e limites.<\/p>\n<p>Dizer um n\u00e3o firme e consistente \u00e9 dif\u00edcil para estes Pais, que n\u00e3o fazem exig\u00eancia de comportamentos maduros por parte da crian\u00e7a, nem s\u00e3o muito bons na supervis\u00e3o do cumprimento das normas. Muito centrados na crian\u00e7a, os Pais Permissivos tendem a adaptar-se aos seus filhos procurando identificar e satisfazer as suas necessidades e exig\u00eancias.<\/p>\n<p>E depois temos o meio-termo, o tal meio virtuoso \u2013 a parentalidade positiva<\/p>\n<p>Aqui os Pais aceitam a crian\u00e7a tal como ela \u00e9, respeitando-a na sua individualidade, proporcionando-lhe amor e carinho, incentivando o di\u00e1logo e uma comunica\u00e7\u00e3o clara, aberta, bireccional, ao mesmo tempo que estabelecem regras e limites, pelos quais a crian\u00e7a se possa orientar. Na educa\u00e7\u00e3o positiva as regras estabelecidas na fam\u00edlia s\u00e3o negociadas (quando assim o puderem ser) e explicadas \u00e0 crian\u00e7a, promovendo-se assim, a coopera\u00e7\u00e3o em detrimento da simples obedi\u00eancia.<\/p>\n<p>Ler tamb\u00e9m <a href=\"http:\/\/uptokids.fredericolopes.com\/educacao\/a-grande-diferenca-entre-castigo-e-consequencia\/\">A (GRANDE) \u00a0diferen\u00e7a entre castigo e consequ\u00eancia<\/a><\/p>\n<p>Educar os nossos filhos, sem ser de uma forma punitiva, com amea\u00e7as, castigos, humilha\u00e7\u00f5es e viol\u00eancia, nem de uma forma permissiva, sem regras e limites, n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil. Mais uma vez, o equil\u00edbrio n\u00e3o surge assim do nada. H\u00e1 que tentar, errar e voltar atentar. O segredo? N\u00e3o sei. Mas se tivesse que deixar aqui uma sugest\u00e3o, seria a de tratem os vossos filhos como gostariam de ser tratados. Respeitem-nos, amem-nos e o resto\u2026., bom, o resto vem\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">imagem@<span class=\"irc_ho\" dir=\"ltr\">meaningfullife.com<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se ao prov\u00e9rbio \u201cNo meio \u00e9 que est\u00e1 a virtude\u201d podemos atribuir muita verdade e aplica\u00e7\u00e3o em diferentes contextos das nossas vidas, quando falamos de Parentalidade, mais concretamente de estilos parentais, este dito popular n\u00e3o \u00e9 excep\u00e7\u00e3o. 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