{"id":11778,"date":"2015-10-21T11:00:00","date_gmt":"2015-10-21T11:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/uptokids.fredericolopes.com\/?p=11778"},"modified":"2015-10-21T11:00:00","modified_gmt":"2015-10-21T11:00:00","slug":"vestir-asgemeas-de-igual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/?p=11778","title":{"rendered":"Vestir as\tg\u00e9meas de igual?"},"content":{"rendered":"<p>As manas, as g\u00e9meas\u2026 tantas vezes que ouvimos chamarem assim as irm\u00e3s g\u00e9meas, se por um lado, \u00e9 querido e amoroso, por outro, esconde-lhes as suas individualidades (ou poder\u00e1 esconder).<\/p>\n<p>A singularidade de cada crian\u00e7a \u00e9 algo fundamental no seu crescimento, assunto que preocupa os pais, mas arrisco-me a dizer, especialmente os pais de g\u00e9meos. A roupa surge neste contexto como um dos aspectos que pode contribuir para a afirma\u00e7\u00e3o da individualidade de cada crian\u00e7a. \u00c9 assim que nos apresentamos ao mundo, a roupa \u00e9 como que a nossa primeira capa.<\/p>\n<p>Sempre pensei que quando as minhas filhas nascessem, n\u00e3o as vestiria de igual, sempre quis deixar muito marcada esta posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas depois elas nasceram, e eram t\u00e3o diferentes, cada uma com tra\u00e7os distintos, com carinhas lindas, mas diferentes. E ent\u00e3o como que a justificar a minha contradi\u00e7\u00e3o, fui vestindo as irm\u00e3s de igual, afirmando: <em>\u201cafinal elas s\u00e3o t\u00e3o diferentes<\/em>\u201d, \u201c<em>distinguem-se t\u00e3o bem que n\u00e3o faz mal<\/em>\u201d. E a verdade \u00e9 que ficam umas bonecas lindas as duas de igual, por vezes, l\u00e1 ia alternando com uma cor diferente, ou um ou outro apontamento que diferia. Posso admitir que sim, que achava piada em v\u00ea-las as duas t\u00e3o giras de igual, mas o motivo n\u00e3o era apenas esse. As pessoas \u00e0 volta, adoram presente\u00e1-las com pe\u00e7as de roupa iguais, talvez porque gostem, ou porque achem mais simples, ou at\u00e9 porque n\u00e3o querem, de maneira nenhuma, fazer diferencia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Eu, como m\u00e3e tenho de confessar que \u00e9 muito mais f\u00e1cil vesti-las de igual. Mas depois surgem as quest\u00f5es: Ser\u00e1 que estarei a fazer mal? Ser\u00e1 que estou a anular as suas diferen\u00e7as ao p\u00f4-las de igual? E se estas quest\u00f5es enquanto beb\u00e9s talvez n\u00e3o sejam t\u00e3o priorit\u00e1rias, quando os beb\u00e9s se tornam crian\u00e7as e se come\u00e7am a olhar ao espelho, a\u00ed, talvez seja importante voltar a equacionar este aspeto.<\/p>\n<p>Com dois anos feitos, e j\u00e1 na escola, decidi tentar, a pouco e pouco, vesti-las de forma um pouco diferente, come\u00e7ando por diferir na cor ou no modelo, ou mudando s\u00f3 a camisola ou s\u00f3 o casaco. Mas rapidamente percebi, que elas pr\u00f3prias olhavam uma para a outra e questionavam a roupa diferente: \u201c<em>m\u00e3e n\u00f4n\u00f4 estelas, madaeuna bolas n\u00e3o\u201d \u201cm\u00e3e n\u00ea tem c\u00e3o (na camisola), n\u00f4 c\u00e3o\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que fomos n\u00f3s que as format\u00e1mos para pensarem assim?<br \/>\nSer\u00e1 que s\u00e3o elas que se sentem t\u00e3o seguras na sua individualidade que n\u00e3o precisam da diferen\u00e7a na roupa?<br \/>\nN\u00e3o sei, o que sei \u00e9 que as deixo irem escolhendo e dando a sua opini\u00e3o nestas quest\u00f5es, na forma como se mostram ao mundo e se acharem que querem igual vestir\u00e3o igual, mas se preferirem diferente, porque n\u00e3o?<\/p>\n<p>O mais importante \u00e9 deixar que ambas expressem as suas individualidades, com espa\u00e7o para se afirmarem como \u00fanicas que s\u00e3o.<\/p>\n<p>Afinal de contas ser\u00e1 assim a roupa t\u00e3o importante?<\/p>\n<p>Por Rita Lopes Gouveia, M\u00e3e da Madalena e da Leonor,<br \/>\npara Up To Kids\u00ae<\/p>\n<p>Todos os direitos reservados<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #808080;\">imagem@itstwinsanity<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As manas, as g\u00e9meas\u2026 tantas vezes que ouvimos chamarem assim as irm\u00e3s g\u00e9meas, se por um lado, \u00e9 querido e amoroso, por outro, esconde-lhes as suas individualidades (ou poder\u00e1 esconder). 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