{"id":10862,"date":"2015-09-02T12:08:09","date_gmt":"2015-09-02T12:08:09","guid":{"rendered":"http:\/\/uptokids.fredericolopes.com\/?p=10862"},"modified":"2015-09-02T12:08:09","modified_gmt":"2015-09-02T12:08:09","slug":"divorciaram-se-e-foram-felizes-para-sempre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/?p=10862","title":{"rendered":"Divorciaram-se e foram felizes para sempre"},"content":{"rendered":"<p>Quando somos pequenas, ouvimos hist\u00f3rias de amor. Hist\u00f3rias de encantar em que um pr\u00edncipe e uma princesa se encontram e s\u00e3o felizes para sempre. Crescemos a acreditar nesta verdade. \u00c0 espera de encontrar o tal pr\u00edncipe mais-que-perfeito. Mas depois\u2026 Surgem as desilus\u00f5es, que, a bem dizer, s\u00e3o mais que muitas no decorrer da exist\u00eancia. Mas focando-nos nas hist\u00f3rias de pr\u00edncipes encantados, podemos falar em quatro desilus\u00f5es b\u00e1sicas:<\/p>\n<p>1\u00aa Desilus\u00e3o: Raramente ou nunca nos apaixonamos pela pessoa que idealiz\u00e1mos ser o modelo do pr\u00edncipe<\/p>\n<p>2\u00aa Desilus\u00e3o: Quando achamos que estamos apaixonadas pelo dito pr\u00edncipe\u2026.. e\u2026.puf\u2026. Percebemos que, afinal, n\u00e3o \u00e9 perfeito.<\/p>\n<p>3\u00aa Desilus\u00e3o: Ap\u00f3s m\u00faltiplas desilus\u00f5es com o pr\u00edncipe, ele vira sapo e percebemos , finalmente, que ele n\u00e3o \u00e9 um pr\u00edncipe!<\/p>\n<p>4\u00aa Desilus\u00e3o: Quando percebemos que os pr\u00edncipes N\u00c3O EXISTEM.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando percebemos que os pr\u00edncipes e princesas e as rela\u00e7\u00f5es perfeitas n\u00e3o existem, damos um salto qu\u00e2ntico na evolu\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia. Percebemos que tudo o que existe \u00e9 ilus\u00f3rio e os constructos e paradigmas de felicidade desenhados e enraizados na nossa mente desmoronam por completo. \u00c9 uma morte s\u00fabita. \u00c9 um choque profundo.<\/p>\n<p>Inicialmente, tentamos agarrar-nos a eles enlouquecidamente. Custa-nos mat\u00e1-los verdadeiramente porque sustentam a nossa Vida. E Agora? Afinal, como se \u00e9 feliz? Sem pr\u00edncipe? Sem fam\u00edlia perfeita? E sozinha? Acreditamos n\u00e3o ser poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Ficamos em luto. No luto de n\u00f3s pr\u00f3prias. No luto de tudo aquilo em que acredit\u00e1mos at\u00e9 aqui. No luto de uma fam\u00edlia fragmentada. No luto de uma rela\u00e7\u00e3o sonhada que caiu. No luto da nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia como foi vivida at\u00e9 aqui. Esta dor que nos acompanha destr\u00f3i-nos profundamente. A cada momento vemos cair v\u00e9us. V\u00e9us de idealiza\u00e7\u00f5es e suposi\u00e7\u00f5es do que seria uma realidade feliz. A cada momento nos questionamos para qu\u00ea. A cada momento pensamos que seria mais f\u00e1cil permanecer numa rela\u00e7\u00e3o j\u00e1 inexistente. A cada momento tendemos a crer que a dor deste luto n\u00e3o vai desvanecer e que mas valia voltar atr\u00e1s. E nesse momento, em que vacilamos, em que a mente nos engana descortinando apenas os bons momentos vividos na rela\u00e7\u00e3o, fazendo-nos ponderar um regresso ao conhecido e est\u00e1vel, temos que fazer uma escolha. A escolha entre uma exist\u00eancia amorfa, ap\u00e1tica e autom\u00e1tica e uma exist\u00eancia vibrante, viva e aut\u00f3noma. A escolha entre uma paz podre, uma aparente paz alicer\u00e7ada em depend\u00eancia e comodismo e uma paz genu\u00edna profunda e real. Em que somos n\u00f3s as suas autoras.<\/p>\n<p>A dor de todo este processo pode fazer-nos crescer. Tanto. Ao dissolvermos todas as ilus\u00f5es que viviam em n\u00f3s e nos faziam acreditar e depositar numa rela\u00e7\u00e3o (por pior que esta pudesse ser) toda, ou quase toda, a nossa felicidade, dissolvemos a parte de n\u00f3s que n\u00e3o encarava a realidade na sua mais verdadeira forma. Dissolvemos a parte de n\u00f3s que criava expectativas e passamos a aceitar as viv\u00eancias como s\u00e3o, passamos a aceitar as pessoas como s\u00e3o, os relacionamentos como s\u00e3o, as din\u00e2micas como s\u00e3o. E aceitando a realidade genuinamente como ela \u00e9, decidimos ficar ou n\u00e3o ficar com essa mesma realidade na nossa vida. Deixamos de tentar mudar o que n\u00e3o \u00e9 interno e mudamos o que queremos mudar internamente. Adaptamo-nos responsavelmente, despidas de resigna\u00e7\u00e3o. Passamos a escolher mais e a ter consci\u00eancia de que todas as escolhas t\u00eam perdas. E ganhos. Mas escolhemos. E escolhemos aquilo que queremos verdadeiramente que permane\u00e7a na nossa vida.<br \/>\nE assim, sim: podemos ser felizes.<br \/>\nPara sempre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por Joana Nunes, para Up To Kids\u00ae<br \/>\nTodos os direitos reservados<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">imagem@yelp.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando somos pequenas, ouvimos hist\u00f3rias de amor. Hist\u00f3rias de encantar em que um pr\u00edncipe e uma princesa se encontram e s\u00e3o felizes para sempre. Crescemos a acreditar nesta verdade. \u00c0 espera de encontrar o tal pr\u00edncipe mais-que-perfeito. Mas depois\u2026 Surgem as desilus\u00f5es, que, a bem dizer, s\u00e3o mais que muitas no decorrer da exist\u00eancia. 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