{"id":10822,"date":"2015-08-30T00:33:56","date_gmt":"2015-08-30T00:33:56","guid":{"rendered":"http:\/\/uptokids.fredericolopes.com\/?p=10822"},"modified":"2015-08-30T00:33:56","modified_gmt":"2015-08-30T00:33:56","slug":"a-chegar-sozinhas-a-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uptokids.fredericolopes.pt\/?p=10822","title":{"rendered":"Crian\u00e7as chegam sozinhas \u00e0 Europa"},"content":{"rendered":"<p><strong>Menores que procuram asilo correm mais riscos de serem explorados por traficantes para trabalho for\u00e7ado, venda de droga ou prostitui\u00e7\u00e3o, isto depois de sobreviverem a guerras e a viagens perigosas.<\/strong><\/p>\n<p>Uma das imagens marcantes de refugiados a chegar \u00e0 Europa pode ser a de um pai s\u00edrio que chora ao sair de um barco e p\u00f4r os p\u00e9s na Gr\u00e9cia, segurando firmemente os seus dois filhos, um em cada bra\u00e7o. Uma das hist\u00f3rias pode ser a de um beb\u00e9 rec\u00e9m-nascido entre v\u00e1rios menores n\u00e3o acompanhados resgatados numa opera\u00e7\u00e3o dos M\u00e9dicos Sem Fronteiras no mar da L\u00edbia. S\u00e3o imagens tiradas em apenas um momento de viagens que est\u00e3o a demorar semanas ou meses, s\u00e3o hist\u00f3rias contadas a tra\u00e7os largos ouvidas quando ainda v\u00e3o a meio. E cada vez mais, nestas imagens e nestas hist\u00f3rias de quem tenta chegar \u00e0 Europa para fugir de guerras e persegui\u00e7\u00f5es, h\u00e1 crian\u00e7as.<\/p>\n<p class=\"SubCaixaContainer\">V\u00eaem-se muitos rostos muito novos: saem dos barcos em It\u00e1lia ou na Gr\u00e9cia entre os adultos, passam o arame farpado na Hungria, entram na linha de comboio em Calais, est\u00e3o entre os mortos do cami\u00e3o na \u00c1ustria.<\/p>\n<p>Viajaram sozinhos ou com algu\u00e9m que morreu na viagem. Ou a fam\u00edlia desdobrou-se e cada um procurou um pa\u00eds diferente, tentando aumentar as hip\u00f3teses de um deles conseguir asilo e os outros poderem apelar \u00e0 reunifica\u00e7\u00e3o familiar e juntarem-se todos de novo.<\/p>\n<p>Mas as crian\u00e7as e os menores s\u00e3o especialmente vulner\u00e1veis e ficam ainda mais sujeitos a perigos v\u00e1rios, desde problemas de saude, at\u00e9 morte, por falta de \u00e1gua ou alimentos, \u00e0 explora\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00e3os de redes de crime organizado, que os tentam usar para tr\u00e1fico de droga ou prostitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros confirmam a impress\u00e3o de que h\u00e1 cada vez mais\u00a0menores, muitos ainda crian\u00e7as, a fazer viagens perigosas para conseguirem chegar a pa\u00edses europeus sem terem consigo qualquer adulto encarregado por eles:\u00a0segundo a organiza\u00e7\u00e3o Save the Children, nos primeiros meses do ano entre mais de 80 mil migrantes que chegaram a It\u00e1lia, 6000 eram menores, dos quais 3830 chegaram sozinhos.\u00a0Em 2014, o n\u00famero de chegadas de menores sozinhos foi de 13.030, tr\u00eas vezes mais do que no ano anterior, acrescenta a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na Gr\u00e9cia, apenas em Junho, chegaram 4720 menores\u00a0\u00e0s ilhas em barcos vindos da Turquia. Destes, 86 viajavam sem um adulto respons\u00e1vel por si. Na Hungria, segundo o Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), entre os pedidos de asilo feitos na Hungria este ano, 140 mil no total, havia sete mil de menores n\u00e3o acompanhados.<\/p>\n<p>Muitos deles, no entanto, desaparecem dos centros governamentais nestes pa\u00edses de passagem muito rapidamente. Nunca se sabe se seguiram viagem para o destino pretendido, como Alemanha ou Su\u00e9cia, ou se ficaram nas m\u00e3os de traficantes. Entre os menores que foram registados em It\u00e1lia em 2014, 3707 desapareceram.<\/p>\n<p>Em Dover, Inglaterra, onde querem chegar a maioria dos migrantes e refugiados acampados em Calais, os servi\u00e7os dizem que o n\u00famero de menores a chegar da S\u00edria ou Iraque a precisar de protec\u00e7\u00e3o chegou a mais de 600, quando no ano anterior era de 238.<\/p>\n<p><strong>O mais novo tinha sete anos<\/strong><br \/>\nNum centro de dia da organiza\u00e7\u00e3o Praksis, em Atenas, passam muitos migrantes e refugiados todos os dias para usufruir dos servi\u00e7os: um tecto quente ou fresco conforme seja Inverno ou Ver\u00e3o, lavagem de roupa, cabeleireiro, televis\u00e3o, computador com Internet. Alguns s\u00e3o crian\u00e7as. \u201cO mais novo que tivemos a passar por aqui tinha sete anos\u201d, contou Christos Eleftherakos, psic\u00f3logo na Praksis, numa visita do P\u00fablico em Junho. A organiza\u00e7\u00e3o ajuda sem pedir documentos, por isso n\u00e3o h\u00e1 n\u00fameros certos que permitam dizer quantos menores passaram por aqui, mas ser\u00e3o muitos, diz o psic\u00f3logo. As raz\u00f5es s\u00e3o diferentes: \u201cpodem-se ter perdido da fam\u00edlia na viagem, podem-se ter separado intencionalmente para pedir asilo em pa\u00edses diferentes.\u201d<\/p>\n<p>Ainda assim, \u00e9 muito impressionante pensar em crian\u00e7as sozinhas em viagens t\u00e3o perigosas e, depois disso, \u00e0 deriva em grandes cidades onde tudo \u00e9 estranho, desde o sistema de transportes \u00e0 l\u00edngua.<\/p>\n<p>[fonte] Ler artigo completo aqui no\u00a0<a href=\"http:\/\/www.publico.pt\/mundo\/noticia\/cada-vez-ha-mais-criancas-a-chegar-a-europa-sozinhas-1706279?frm=ult\">P\u00fablico<\/a><\/p>\n<p>Em <a href=\"http:\/\/www.publico.pt\/mundo\/noticia\/cada-vez-ha-mais-criancas-a-chegar-a-europa-sozinhas-1706279?frm=ult\">Publico\/Noticia\/Cada vez h\u00e1 mais crian\u00e7as a chegar \u00e0 Europa sozinhas<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">imagem@<a href=\"http:\/\/www.publico.pt\/mundo\/noticia\/cada-vez-ha-mais-criancas-a-chegar-a-europa-sozinhas-1706279?frm=ult\">publico<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Menores que procuram asilo correm mais riscos de serem explorados por traficantes para trabalho for\u00e7ado, venda de droga ou prostitui\u00e7\u00e3o, isto depois de sobreviverem a guerras e a viagens perigosas. 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