Ghee a gordura da moda

Ghee é a nova tendência das gorduras ou pelo menos tem tudo para ser. É uma recriação ocidental do que o Paquistão e Índia fazem à milhares de anos e tem tudo para ganhar terreno a outras gorduras.

O Ghee é basicamente manteiga clarificada, obtido por acção do calor que derrete a manteiga, permitindo que a parte líquida (água) evapore e a parte láctea caramelize e solidifique, separando-se de um líquido dourado transparente e brilhante – o Ghee.

Através deste processo bastante caseiro e simples, o ghee apresenta-se como uma alternativa sem sal, sem lactose ou outros tóxicos que possam estar presentes no leite de vaca, sem água, com maior durabilidade (sem precisar de refrigeração) e maior resistência às temperaturas.

O ponto de fumo é a temperatura a que uma determinada gordura começa a queimar-se e a produzir substância nocivas. O ponto de fumo da manteiga é cerca de 177ºC e o ponto de fumo do Ghee é de 252ºC, colocando-o junto de outras gorduras de eleição como o azeite e óleo de coco. Esta resistência às temperaturas torna-o opção ideal para salteados e fritos. Além disso, por ser um líquido gordo puro, atinge muito rapidamente temperaturas altas, reduzindo o tempo necessário de fritura dos alimentos, produzindo assim menores valores de acrilamida, um poderoso tóxico altamente cancerígeno.

Tem sido visto como uma excelente alternativa para pessoas com intolerância ou sensibilidade à lactose. Porém não é seguro afirmar que seja seguro para quem possui alergia às proteínas do leite de vaca uma vez que, dependendo da qualidade do fabrico, pode conter microtraços de caseína, proteína que está associada à Alergia às Proteínas do Leite de Vaca.

Em termos nutricionais, as diferenças entre ghee e manteiga são quase negligenciáveis. São ambas gorduras, com valores calóricos elevados e teor de saturados significativo. Numa dieta baseada numa alimentação saudável, as gorduras não devem contribuir com mais de 30-35% para o valor energético diário, e 10% no máximo de saturados. Apesar de excelente opção, mantém-se os alertas para um consumo consciente e controlado.

O Ghee tem sabor a noz ou a fruto seco mais ou menos intenso e esta característica é muitas vezes apreciada na culinária para temperar com um sabor especial e quase místico pratos simples, como por exemplo, puré de batata, vegetais cozidos, ovos ou uma simples torrada.

Existem vários vídeos na internet muito simples sobre a forma de produzir o ghee. Tenho a certeza que se experimentar, ficará rendido a esta gordura boa e saborosa. Mas como tudo na vida, com muita moderação.

ghee

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Por altura dos festejos do dia da Mãe, também eu Mãe recente fiz questão de celebrar. Sem nada combinado, resolvemos que o almoço seria na rua,  num restaurante com esplanada para aproveitarmos os primeiros raios de sol e calor que demorou em chegar. Eu, o Pai, a minha filha e os seus quatro dentes, partimos em busca de uma restaurante que preenchesse os critérios: boa comida (se fosse saudável ganhava uns pontinhos extra); kids friendly mas com menu infantil saudável, com esplanada e que fosse calmo. Uiii onde me fui meter. Difícil…

É supreendente que actualmente, apesar de tanta preocupação com a alimentação saudável e obesidade infantil, os menus dos restaurantes continuem a propor douradinhos, nuggets, hamburgueres, batatas fritas e esparguetes à bolonhesa com quase nada de carne? Tenho para mim que, sendo a alimentação saudável um estilo de vida a incentivar e a promover, deveria estar disponível em todo o lado. Não vale a pena embelezarem a coisa com nomes chiques, porque “peixinhos dourados” e “Pescada crocante” continuam a ser reles douradinhos no prato!  Não percebo a lógica de quem elabora estes menus.  Façam menus simples, de comida de verdade em métodos de confecção básicos e simples. As crianças apreciam, é saudável e com certeza de logística mais simples e económica.  Quão complicado é cozer umas massinhas com peixe e salteá-los com cebola, tomate e coentros? Ou um arroz de frango? Ou um salmão grelhado com batata e brócolos? Demoram 10-15 minutos, na pior das hipóteses. E qual o mal de oferecer uma sopa num menu infantil? Uma sopa de panela em vez da habitual sopa de pacote. Uma sopa de legumes, feita com vegetais descascados em vez de embalados.

Se desse lado está algum dono(a) de um restaurante, por favor dê hipótese aos mais pequenos de provar a melhor qualidade que tem para oferecer. Um dia serão eles a pagar a conta. Os lápis de cera, os desenhos para colorir e o escorrega na esplanada são importantes mas, não foi para brincar que viemos ao seu restaurante. Vamos brincar sim, mas só enquanto não temos uma refeição deliciosa na mesa, esse sim é o ponto alto do dia. Os seus clientes, saíram de casa para comer e querem comer com a mesma qualidade ou melhor do que em casa, até porque vão pagar por isso.

Por favor, descompliquem e ofereçam ingredientes básicos, simples e se não for pedir muito, proponham opções saudáveis. Existem muitas mães e pais que se importam!

Parece que este ano é ano de nascimentos. Dizem as notícias que os jovens cansaram-se de esperar e que as próximas cegonhas já estão lotadíssimas de bebés gorditos. Por todo o lado vejo barrigas, na fila do multibanco, nos restaurantes, nas livrarias, cabeleireiros e foi mesmo aí que ouvi uma barrigona partilhar as suas mágoas porque há 9 meses que não come enlatados com medo de uma intoxicação alimentar (botulismo).

As minhas sirenes internas dispararam e a minha atenção (e compaixão) virou-se toda para esta pobre criatura que está a salivar por dois pares de sardinhas encostadas e amputadas a nadar em azeite e uns chispes apertadinhos com feijões numa lata. Apesar da minha veia de nutricionista (reles) os condenar, a minha recente experiência com uma barriga cheia como a lua e umas hormonas em festa constante, estendi-lhe o meu melhor sorriso misericordioso.

Lembro-me que, desde que a minha barriguinha virou barrigona, fui sendo aconselhada a abolir da minha alimentação uma série de alimentos sob os mais diversos pretextos, capazes de deixar em pé os cabelos de qualquer recém-mamã.

Um certo dia, vesti a minha faceta de grávida aventureira e depois de meia dúzia de voltas nas lojas de um centro comercial, resolvi parar para almoçar. Grávida de sete meses e a tentar manter a escalada do peso em níveis aceitáveis, coloquei-me na fila de uma loja que vendia sopa e salada. Quando chegou a minha vez, a amável colaboradora adiantou-se e proibiu-me de comer a salada porque tinha alface e uma grávida, ao que parece, não come alface. Optei pela sopa e fui novamente desaconselhada porque tinha couve e pelo que consta, uma grávida também não come couve. Também não pude comer feijão nem o caldo verde com o chouriço… No embalo e antes que eu me lembrasse de sugerir, disse-me que a coca-cola descola placentas……. SOCORRO!!!!!! Uma pessoa quer comer o mundo mas tem dias que é difícil!

Não quero com isto desvalorizar os cuidados alimentares que uma gestante deve ter, até porque se justificam e na grande maioria das vezes o risco não compensa. O botulismo, a listeriose e a toxoplasmose são infeções sérias transmitidas por alimentos contaminados a pessoas, sejam elas grávidas ou não grávidas. A questão é que numa pessoa saudável seriam fáceis de resolver mas que numa gestante é um pouco mais complicado. Por isso, tão importante quanto saber o que não deve comer, é porque não deve comer. Comer em casa ou fora, o importante é garantir que a higiene não foi descuidada em nenhum ponto. Aproveito para relembrar alguns tópicos que me parecem mais importantes e básicos, tome nota:

  • Hortofrutículas devem muito bem lavados e desinfetados, ou retirada a casca;
  • Carne principalmente aves, devem ser muito bem cozinhadas e sem qualquer vestígio de sangue,
  • Ovos muito bem cozidos ou utilize os UHT assim como nada de sobremesas cruas (adeus ovos moles);
  • Evitar (não é abolir) peixes grandes e que se encontrem nos níveis superiores da cadeia alimentar porque acumulam muito metilmercurio;
  • Álcool: zero, niente, nicles, nada!

Não se deixe ir na conversa popular ou na experiência baseada na tese “a amiga de uma amiga minha”. Pergunte porquê, investigue o assunto e tenha olhar crítico e científico. Se achar que o risco não pode ser reduzido, não coma. Se achar que o risco é o mesmo para si e para uma pessoa “sem barrigona” e que tem confiança na preparação higiénica, então avance e mande as hormonas hibernar.

Por Carolina Fernandes, para Up To Kids®
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Começo, por esta altura, a preocupar-me com a minha decisão de amamentar em exclusividade até aos seis meses a minha Madalena.

Estamos em cima dos quatro meses e daqui a pouco começo a trabalhar.  O pediatra da minha filha acha que devo começar já a introdução alimentar para poder acompanhá-la nesta caminhada. Sinto de repente, uma pressão para introduzir leite artificial para a qual não estou preparada. Eu, que me considero uma pessoa informada, estou baralhada!

Ainda a Madalena estava na minha barriga e nas aulas de preparação para o parto já nos ensinavam sobre os benefícios do aleitamento até aos seis meses. A Organização Mundial de Saúde é clara, recomenda o leite materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida, mantendo-o até aos dois anos, se a mãe e a criança assim o desejarem, em complemento de um plano alimentar nutricionalmente adequado e seguro. Portanto, até aos seis meses o aleitamento deve ser promovido e incentivado em exclusivo, principalmente pelos profissionais de saúde. Ouviram?

Ensinam que o leite materno é o melhor alimento que podemos oferecer ao nosso pequeno ser; que é o mais completo e o único que satisfaz 100% das suas enormes necessidades. Ensinam também que é através do leite materno que são transportadas as defesas contra as agressões do meio, defesas essas que o organismo naive do bebé ainda não é capaz de produzir.

Apregoam que deve ser exclusivo até aos 6 meses, porque o tubo digestivo não está completamente maturado antes desta data e que uma introdução alimentar precoce pode desencadear respostas alérgicas.

Repreendem-nos quando temos dúvidas sobre a quantidade ou qualidade do nosso leite porque até mesmo uma mãe desnutrida tem leite de qualidade para o seu bebé.

Mas, quando passamos a porta do consultório e o ambiente se torna mais privado, sacam logo a conversa do biberão com leite artificial. Fiquei verde.

Não é de admirar que menos de 20% das Mães do nosso País consigam chegar aos 6 meses de amamentação em exclusivo quando os metas propostos em 2010 seriam de 50%. Estamos muito mal e a culpa pela primeira vez é da senhora doutora e da senhora enfermeira que diz a estas almas assustadas que amamentar é coisa de tribos em África.

Então, toda a teoria e estratégias de promoção do aleitamento materno vão “cano abaixo” logo que a mãe diz que vai voltar a trabalhar? É contra indicado voltar ao trabalho? Não seria suposto os profissionais de saúde auxiliarem na busca de soluções em conjunto com a Mãe para que ela não desista de amamentar o seu bebé?  Fui em busca de dicas e conselhos para levar avante a minha decisão e venho para casa aliciada pela promessa de que, com o leite artificial a minha pequena noctívaga passará a uma bela adormecida. Bastou isto e estive quase, quase a render-me, até porque eu preciso de dormir.

Em conversa com algumas amigas, também elas mamãs bastante recentes, apercebi-me que sou a única com esta vontade, apercebi-me que todas elas foram incentivadas a introduzir o leite artificial ou papas ou sopas por profissionais de saúde. Começaram com um biberão à noite, depois da maminha “para complementar” e ao fim de 7 dias já se queixavam que tinham pouco leite ou que o bebé já não pegava na maminha.

Tive que fazer um esforço mental para nomear as outras válidas razões para amamentar a minha pequenita até aos 6 meses em exclusividade. Não quero abdicar do vínculo afetivo que é gerado enquanto dou de mamar, um momento que durante pelo menos 6 meses é só nosso. Não quero transportar os sacos de leite e frasquinhos e pozinhos cada vez que me apetecer sair. Não quero triplicar as visitas ao pediatra porque abandonei o escudo protetor da minha filha. Não quero gastar rios de dinheiro num alimento formulado para ser semelhante ao que tenho para oferecer à minha bebé.

É verdade que daqui a um mês estou de volta ao trabalho mas felizmente a bebé Madalena tem um Pai, que compreende que às vezes o caminho mais fácil não é o melhor caminho. Por isso, fomos em busca de várias soluções, algumas partindo de experiências de outras pessoas que sentiram o mesmo que nós.

Estratégias para manter o aleitamento materno exclusivo, mesmo quando estamos a trabalhar:

– amamentar sempre que estiver com a criança e em livre demanda. É especialmente importante durante a noite quando os níveis de prolactina estão mais elevados, de maneira a garantir uma boa produção de leite durante o dia;

– usufruir da redução de duas horas no horário de trabalho, prevista na Lei Portuguesa, para efetivamente amamentar. Pode ser práctico juntá-las à sua hora de almoço de maneira a poder deslocar-se até à sua casa e dê de mamar assim que chegar e antes de sair.

– iniciar a recolha de leite com bomba extratora alguns dias/semanas antes e mantê-lo corretamente conservado em congelação. Assim, terá sempre leite materno de reserva caso necessite.

– extrair o leite no trabalho, no mesmo horário que seria oferecido ao bebé, caso estivessem juntos.

– pedir ao Pai, ou à pessoa que fica encarregue do bebé, que o vá “passear” perto do trabalho da mãe pelo menos uma vez por dia. Assim poderá dar de mamar no intervalo do trabalho.

Resta-nos ter confiança para responder aos senhores doutores e às senhoras enfermeiras um belo e expresso “NÃO”. Não vou substituir o Leite Materno por Sopa, porque a minha filha está no Pc 50-75, cresceu 14cm nos seus 4 meses de vida, é saudável e tem um desenvolvimento normal.
A Sopa será bem vinda, depois dos 6 meses.
Obrigada.
Por Carolina Fernandes, Nutricionista, para Up To Kids®
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Esses bichinhos chamados calorias que nos encolhem as roupas dentro do armário, atacam também os armários das nossas crianças. Não há naftalina que lhes valha. São um público de risco, até nisto…

A verdade é que o Natal é uma época de desejos e devaneios e como todo o nutricionista apregoa, “as catástofres alimentares devem ser guardadas para dias festivos”.  Festa é Festa e é sinónimo de empaturranço na maioria dos casos. Se existe uma regra que é religiosamente cumprida, é esta.

A boa notícia é que o sedentarismo é característico dos adultos e não ataca a criançada. Aliás, o número de crianças presentes na sua Festa de Natal parece ser inversamente proporcional ao nível de sedentarismo presente, por isso aproveite a época e encha a casa de primos, amigos e vizinhos e deixe-os brincar, correr e saltar à vontade. Não valem as playstations, os tablets e os super telemóveis. Transpirar é a palavra chave.

De qualquer maneira, vou deixar-lhe algumas dicas para que a catástrofe alimentar seja minimamente controlada e sobretudo um conselho: Não obrigue a sua criança a comer tudo.

Se a preparação da comezaina está por sua conta, use e abuse de técnicas culinárias saudáveis.

Inicie a refeição com sopa de leguminosas como o feijão, o grão e as ervilhas que devido ao alto poder saciante faz destas sopas as melhores amigas para os dias de comilanço. Se a sua criança gosta de trincar pode oferecer umas tostinhas integrais ou pão escuro a acompanhar.

Os estufados, grelhados, assados sem gordura são ideias para a época e sempre acompanhados de legumes e saladas frescas. Porque não fazer um puré de castanhas bem aveludado para acompanhar o peitinho de peru assado no forno e uma salada? Ou um arroz com couve ou outra hortaliça a gosto. O importante é que resulte num prato muito alegre e colorido para os miúdos. Lembre-se que os olhos também comem.

Para beber experimente água, águas aromatizadas e sumos naturais em vez dos habituais refrigerantes carregados de edulcorantes e açúcares.

À Sobremesa ofereça vegetais adocicados, espetadas de fruta e sobremesas de gelatina e fruta sem açúcar.

Os pais devem ser o exemplo: comer devagar e desfrutar dos aspetos sociais, afinal de contas o que é importante é o convívio com a família e amigos e não só a comida. É muito importante que a criança aprenda este conceito. E não se esqueça de brincar com eles, é Natal e o Natal fica gravado pelos bons momentos em família.

Por Carolina Fernandes, Nutricionista e Coordenadora de Produção da Bebé Gourmet
Para Up To Lisbon Kids®

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Mas quem foi que disse que comer fora de casa é sinónimo de más escolhas alimentares?

Quem disse tem razão, na maior parte das vezes! Mas as mentalidades estão a mudar e muito

depressa.

Infelizmente, a comida oferecida na maior parte dos restaurantes tem elevados teores de sal, gordura e açúcar, contribuindo para alimentar um flagelo cada vez com mais expressão nos dias que correm… a obesidade infantil! As nossas papilas gustativas presentes na boca e nos olhos (sim, os olhos também saboreiam), apreciam melhor um lustroso prato de lasanha a afogar-se em bechamel e queijo derretido, do que um peixinho ao vapor com legumes.

Associada à Lasanha, vem também um pote de açúcar, vulgarmente conhecido como “um suminho”. Quem tem filhos sabe do que falo e quem não os tem, com certeza já apreciou os vizinhos da mesa ao lado a negociar o menu com os pequenos terroristas.

Mudar a rotina é quase sempre um problema, mas é possível! Opte por antecipar os obstáculos antes que eles surjam.

A chegada ao restaurante pode ser um momento bastante stressante, ainda para mais se a criança tiver fome e estiver cansada. Antecipe, promovendo atividades calmas e relaxantes e uma soneca durante a tarde.

Nunca saia de casa sem oferecer uma refeição ligeira baseado em fruta, iogurte ou até mesmo uma sopa.

Se tiver tempo, antecipe mais um obstáculo e leve de casa uma refeição na marmita. Se não tiver tempo, opte por um restaurante family friendly, um conceito a crescer a olhos vistos. A ideia por trás destes restaurantes é que os adultos possam relaxar e conversar,e  as crianças divertir-se e garantir a satisfação de pequenos e graúdos.

São restaurantes com ementas infantis saudáveis e equilibradas, pratos apelativos à criançada e muitas vezes com um cantinho ao alcance visual dos pais, destinado às brincadeiras e às vontades criativas das crianças. O único problema parece ser a hora de ir embora…

De repente, até quem não tem filhos ficou com vontade de experimentar, aposto!

Por Carolina Fernandes, Nutricionista e Coordenadora de Produção da Bebé Gourmet
para Up To Lisbon kids®

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O início das aulas tem sempre um sabor agridoce, tanto para pequenos como para graúdos. Voltam as aulas, os amigos, as festinhas e a brincadeira… mas com elas voltam as regras, as birras, as manhãs de ramelas e as segundas feiras terríveis. Se a sua criança é pouco madrugadora então duplique a sua paciência pelo menos até que se construa uma nova rotina que ela reconheça. O momento da refeição volta a ser um verdadeiro ring, até porque ninguém gosta de passar dos gelados das férias, para as sopas da escola assim de um momento para outro!

É relevante falar-se, então, sobre a importância da alimentação no regresso às aulas.

Não é novidade que o pequeno-almoço é a rainha das refeições mas, nesta fase, é ainda mais importante. Um pequeno-almoço equilibrado é imprescindível para a criança retomar um novo dia sem qualquer sinal de cansaço ou sono, e ter melhores níveis de concentração. Vários estudos demonstram que crianças bem alimentadas cumprem mais tarefas e com menor percentagem de erro do que as que não tomaram pequeno-almoço. É certo e sabido que de manhã é sempre uma correria, há uma família inteira para tratar, coisas para organizar e garantir que saem todos de casa a horas, e com tudo o que necessitam. É sem dúvida, uma tarefa bastante complicada!

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A única coisa que não deve abdicar é do pequeno-almoço que as suas crianças tanto precisam. Lembre-se que esta poderá ser a única refeição de qualidade que terão até que voltem para casa. O início de um novo dia e o regresso a casa são as melhores alturas do dia para promover uma boa alimentação à sua criança, já que nem sempre a que é oferecida na escola é do seu agrado. Uma boa sugestão para quem sofre com a falta de tempo é preparar os pequenos-almoços de véspera, ou pelo menos preparar o máximo que puder. Deixe o pão cortado, pronto para ir a tostadeira, os cereais nas taças, a mesa posta, a fruta lavada, as papas feitas prontinhas só para aquecer e por aí fora.

Um pequeno-almoço ideal deve conter pão, cereais ou substitutos, leite ou derivados e fruta. Pode e deve abusar da sua criatividade para criar refeições diferentes mas apelativas e nutritivas. Uma apresentação atrativa, cores variadas e formas e texturas originais podem levar ao sucesso da refeição.

As crianças não devem ser apressadas a comer, principalmente quando falamos da primeira refeição dia.
É engraçado que quanto mais se pressiona para que comam, menos o fazem e mais lenta se torna a refeição.
Se for necessário, acorde-a mais cedo 15 a 30 minutos e promova uma refeição calma em família.

Valorize-a.

Esta é das poucas refeições que fazem em conjunto e deve usá-la para incentivar bons hábitos, influenciar escolhas e promover novas experiências.

Diz-se que “os tempos mudam” mas quanto mais mudamos mais voltamos ao básico. E se isso lhe parece simplista de mais, relaxe, é mesmo assim.

Os alimentos biológicos são caracterizados pela ausência de fertilizantes, pesticidas, antibióticos, hormonas e outras substâncias químicas nocivas. Ou seja, são alimentos que foram produzidos e maturados pela natureza no seu estado mais puro.

São provenientes de culturas controladas com o objetivo de prevenir qualquer intervenção química ou manipulações humanas. Possuem na sua generalidade um aspeto físico pouco atraente compensado com um valor nutritivo impressionante e um sabor autêntico. Possuem um elevado custo no mercado, justificado pelo grande controlo que exigem e como manobra económica para suprir as perdas e desperdícios. Atualmente, estão disponíveis em qualquer grande superfície e facilmente identificáveis com o selo de garantia da certificação da produção biológica.

Quem já os provou, reconheceu com certeza diferenças notórias. De uma maneira muito simplista, as frutas e os legumes são feios, tortos e possuem possivelmente bicho, mas possuem sabores inigualáveis e uma riqueza nutricional incomparável sem acumulação de tóxicos. Por outro lado, a carne biológica possui outra cor, textura, Optar por uma alimentação biológica para primeira nutrição do seu filho traz benefícios imensuráveis. O sistema digestivo e imunitário do seu bebé são altamente vulneráveis, sobrecarregá-los com substâncias químicas tóxicas, pesticidas, fertilizantes e outros venenos, pode comprometer a saúde atual e até mesmo futura do seu rebento.

E se pensar bem, as crianças até um ano de idade comem um grande quantidade de frutas, vegetais e laticínios (que em proporção é maior que o consumo dos adultos), com um sistema imunitário mais frágil e uma absorção na sua capacidade máxima, a introdução de tóxicos no organismo do bebé é uma tarefa nada complicada.

E se a sua desculpa é o preço, então este texto foi escrito para si. Há opções no mercado que permitem usufruir de todas as vantagens dos ingredientes biológicos a preços acessíveis.

Estamos a falar das refeições da Bebé Gourmet. Repare na ementa e faça as suas contas. A pensar em si, e porque a Bebé Gourmet tem 2 mães que a entendem perfeitamente, o preço das refeições não ultrapassam o de uma refeição convencional.

Além de estar a oferecer qualidade, valor e segurança, estará também a oferecer anos de muita saúde ao seu bebé.

por Bebé Gourmet, para Up To Lisbon Kids

Hoje em dia, ter uma alimentação equilibrada é muito importante, não só para compensar todos os “malefícios ” a que sujeitamos o nosso organismo, mas também para nos sentirmos melhor!

Se é como São Benedito, “que não come nem bebe e está sempre gordito”, então estas dicas também são para si, e esperamos que as transmita. Afinal não é assim tão difícil ter uma alimentação equilibrada, basta ter em conta estas pequenas dicas.

Como o título de hoje indica, quanto mais cedo aprender, maior a probabilidade de ficar para sempre.

1. Deixe os seus filhos fazerem parte da aventura na cozinha, é saudável que desde cedo comecem a interessar-se por aquilo que comem, qual a origem e o que é saudável ou não.

Não se esqueça que a “Cenoura faz bem aos olhos”; que ”não só de pão vive o Homem” e que “nós somos aquilo que comemos”.

2. Fazer entre 5 a 6 refeições durante o dia, no máximo de 3 em 3 horas, atenção que com isto pressupõe-se que o tamanho da dose seja equilibrado e não vale saltar refeições.

3. Comer fruta, legumes e verduras TODOS os dias e dar preferência aos da época. Além de serem mais ricos nutricionalmente e com melhor sabor, são também os mais baratos.

4. Ao cozinhar legumes, prefira o sistema “a vapor”, pois este ajuda a preservar melhor os nutrientes e ainda evita a adição de gorduras. Se optar por cozinhar os legumes em água, faça-o em pouca quantidade para reduzir a perda de alguns minerais e vitaminas. A água utilizada na cozedura de vegetais dever ser aproveitada para outros preparos, como arroz, cuscus, sopas, estufados, etc.
É uma inteligente e económica maneira de enriquecer os pratos.

5. Tanto para os mais pequenos como para os graúdos, é importante retirar a pele das aves, de preferência antes de as cozinhar. A pele das aves é muito rica em gorduras que aumentam o colesterol e as calorias. São gorduras saturadas que de benéficas têm muito pouco. Se aos graúdos são prejudiciais imagine aos pequenotes. Opte por cozinhar sem a Pele, porque assim evita que a gordura derreta e seja incorporada na carne ou nos acompanhamentos. Se usa a Pele nos assados como cobertura para proteger a carne do calor, saiba que o papel de alumínio faz exatamente o mesmo mas sem “engordurar” o prato.

6. Evite as frituras em geral. São melhores e muito mais saborosos os alimentos cozidos, assados e estufados(sem adição de gorduras) e grelhados.

7. Evitar a ingestão de produtos como salsichas, salames, presuntos, mortadelas, entre outros. Sempre que possível comer carnes brancas, frango ou peixe (assado, cozido ou cru), em vez de carnes vermelhas.

8. Preferira margarina vegetal ou azeite, contêm menos gorduras saturadas e menos colesterol.

9. Evite refrigerantes e sumos concentrados. Opte por água natural, sumos naturais de fruta fresca, e se possível, evitar líquidos durante as refeições, pois estes contribuem para a distensão do estômago. Ingerir água diariamente (aproximadamente 1.5 litros) para melhorar o funcionamento do intestino, parar hidratar o organismo, facilitar a filtração do sangue e desintoxicar o organismo.

10. Evite a adição de sal em excesso nos alimentos, 5g/dia é a quantidade adequada de sal. De igual forma, evite o açúcar da alimentação, e se necessário, substitua-o por adoçante. As frutas já contêm açúcar em quantidade suficiente.

11. Procure fazer atividade física regular. Não precisa de ser federado num desporto para ser um atleta. Mexer-se é o essencial. E ressalvo aqui as crianças. Atualmente, as brincadeiras infantis já não fazem suar, já não fazem correr, saltar e sujar. Reserve os brinquedos eletrónicos para dias especiais. Nos restantes, ensine-os a brincar às escondidas, a saltar a corda, a andar de bicicleta, a jardinar, etc.
Ensine-os a mexer-se.

12. E por fim, nunca tratar de assuntos do quotidiano durante as refeições, uma vez que estas devem ser feitas num lugar tranquilo, longe da televisão, mastigando bem e com calma os alimentos. Não deixe que as crianças tragam brinquedos para a mesa. A hora de comer deve ser para comer com todas as atenções viradas para isso mesmo e sem pressas.

Comer devagar, promove uma boa mastigação e uma boa mastigação promove uma fácil digestão e uma melhor absorção dos nutrientes.

Espero que estas pequenas dicas vos tragam Grandes benefícios!

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É considerado vegetariano todo indivíduo que exclui de sua alimentação todos os tipos de carnes, aves, peixes e seus derivados, podendo ou não utilizar lacticínios ou ovos. As três principais dietas vegetarianas mais conhecidas são:

  1. Dieta ovolactovegetariana, baseada em grãos, vegetais, frutas, legumes, sementes, oleaginosas, lacticínios e ovos;
  1. Dieta lactovegetariana, que exclui o ovo bem como carne, peixe e frango;
  1. Dieta vegetariana restrita ou vegan, que exclui ovos, leites e outros produtos de origem animal.

Os Pais que optam por uma alimentação vegetariana, frequentemente, incutem à criança esse mesmo estilo de alimentação, uma vez que são eles os responsáveis pela alimentação dos mais pequenos.

Os estudos demonstram que quanto mais atípica for a dieta (e mais restrita) e quanto mais nova for a criança, maior o risco de deficiências nutricionais. Globalizando, a má nutrição é quase sempre detetada primeiro em crianças, uma vez que apresentam maiores necessidades energéticas por quilograma de peso ponderal.

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Para a American Dietetic Association e para a Amercian Academy of Pediatrics, é perfeitamente possível que uma dieta vegetariana seja adequada e que suprima todas as necessidades nutricionais de uma criança em idade de crescimento, desde que muito bem planeada. É, portanto, conveniente e importantíssimo que os pais e educadores, estejam bem informados e orientados quanto ao equilíbrio da alimentação e da necessidade de suplementação.

Alguns cuidados devem ser tomados especialmente na dieta vegan para garantir o fornecimento adequado de nutrientes. As Proteínas carregam o maior peso no que toca a receios e com razão: a quantidade de aminoácidos presentes nos vegetais não será suficiente para suprir as necessidades proteicas e a digestibilidade da proteína vegetal é bastante deficiente quando comparada com a digestibilidade da proteína animal. O equilíbrio é possível por meio de uma maior variação e maior ingestão de fontes proteicas vegetais, como leguminosas e cereais diversos. Os vegetais não são bons fornecedores de vitamina B12. A deficiência desta vitamina pode desencadear anemias megaloblásticas e distúrbios neurológicos, portanto para crianças em idade de crescimento, mais vale nem arriscar. A suplementação é neste caso a melhor opção.

O Ferro é outra grande preocupação. A sua deficiência desencadeia anemias ferropénicas ou ferroprivas que afetam o desenvolvimento psicomotor da criança. O ferro presente nas plantas é significativamente menos biodisponível para o organismo Humano por ser bioquímicamente diferente do Ferro presente em fontes animais.

Outros nutrientes como o Cálcio, a Vitamina D são também casos de preocupação.

As crianças adeptas do vegetarianismo e respetivos pais, devem ter acompanhamento da evolução do crescimento, do ganho ponderal e do desenvolvimento psicomotor como parte da avaliação nutricional. Além disso, é importante ter um histórico detalhado da dieta dos pais e da criança para poder fazer um aconselhamento adequado e suplementação correta.